nº 25 :: 20 de Abril / 2013

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nº 25 :: 20 de Abril / 2013

20 anos de fundação da Fisenge

Dando continuidade à série 20 anos de fundação da Fisenge, publicamos nesta edição a capa do jornal sobre o 6º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge): “A Engenharia e as Transformações Sociais”, realizado em Aracaju, Sergipe, entre os dias 8 e 12 de junho de 2002.

 

 

 

 

 


.:. Informativo eletrônico nº 25 :: 20 de Abril / 2013 .:.


Mesa Energia: Usinas de energia elétrica e petróleo podem ir a leilão  

 

Aconteceu nesta terça-feira, dia 16, uma Mesa de Energia com representantes do Governo Federal e da Plataforma Operária e Camponesa pela Energia para debater a atual conjuntura do setor elétrico. Uma das principais pautas foi a realização dos leilões de petróleo e possível privatização das usinas que não renovaram as concessões, como o caso da Celesc (SC), Copel (PR) e Cesp (SP) e Cemig (MG). De acordo com o representante da Fisenge na Plataforma, Ulisses Kaniak, o setor de energia é estratégico para o país e deve assumir controle estatal. “A preocupação mais imediata é a Usina Três Irmãos, da Cesp, pois o contrato terminou no final do ano passado e pode ir a leilão a qualquer momento e cair nas mãos do capital privado. O contrato das demais usinas vai terminar em 2015. Num cenário mais otimista, a Eletrobras pode entrar no leilão e assumir o controle estatal”, apontou.

Segundo o integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Gilberto Cervinski, o Ministério de Minas e Energia já está encaminhando o processo de licitação, por meio das portarias 117 e 123. “Estas duas portarias abrem as portas para o processo de privatização das usinas. Ao todo, estão em jogo mais de 10 mil megawatts”, contou. Outra questão que vem preocupando os trabalhadores e movimentos sociais são os leilões de petróleo. O governo já anunciou, para maio, a 11ª rodada de leilão de petróleo e já estão previstas mais duas.

 

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Fisenge pressiona Eletrobras pelo pagamento do adicional de periculosidade

 

Em um momento de plena campanha salarial para negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014, a Eletrobras anunciou, sem qualquer diálogo, a alteração da base de cálculo do pagamento do adicional de periculosidade dos trabalhadores do setor elétrico. Em vez de efetuar o cálculo pelo valor total da remuneração, a base será alterada para o valor do salário-base. Diante desta situação, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) encaminhou, no dia 11 de abril, um ofício à presidência da holding informando as distorções de tal medida com uma solicitação de uma reunião com a direção da empresa. De acordo com o diretor de relações sindicais da Fisenge, Fernando Jogaib, esta ação viola claramente o direito adquirido da categoria. “Somos radicalmente contra este anúncio da Eletrobras. O pagamento do adicional da periculosidade é direito dos trabalhadores”, afirmou. A assessoria jurídica da Fisenge emitiu um parecer no qual afirma que, além de ir contra os Acordos Coletivos específicos e a normativa das empresas, esta medida viola o disposto no art. 7º, XXIII da CRFB/88, que dispõe sobre adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas.

 

O Sindicato dos Urbanitários do Maranhão conquistou nesta segunda-feira, dia 15, uma liminar que garante o pagamento da periculosidade sobre a remuneração dos trabalhadores da Eletronorte. A empresa ainda será notificada sobre a decisão nos próximos dias. O eventual descumprimento implicará em multa de R$ 1.000 por trabalhador afetado.

 


20 anos de fundação da Fisenge: novo site no ar!

 

Confira o novo site da Fisenge em: www.fisenge.org.br

 

 


 

Fisenge pela democratização dos meios de comunicação  

A liberdade de expressão, garantida pela Constituição Federal, não reflete a realidade do Brasil. Isso porque poucas famílias concentram a maior parte dos veículos de comunicação, configurando um verdadeiro oligopólio. Esta estrutura de dominação caracteriza uma sociedade sem voz e sem liberdade de expressão em sua totalidade, priorizando o conjunto de ideias das elites e das alas conservadoras. Tal cenário pode ser conceituado a partir da “cultura do silêncio”, de Paulo Freire, na qual os indivíduos perdem os meios para responder às determinações da classe hegemônica. Romper com esta lógica é nossa tarefa ao lado dos movimentos sociais por uma democratização dos meios de comunicação e informação. Esta ruptura do pensamento único é fundamental para que o indivíduo deixe de ser objeto e atue como sujeito da própria história. Quando não há universalização do direito de acesso aos meios de comunicação temos, consequentemente, a democracia ameaçada. É preciso resgatar o conceito republicano de liberdade, pelo interesse público.

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Coletivo de Mulheres da Fisenge lança segunda tira em quadrinhos

A segunda tira em quadrinhos da série “Histórias de Eugênia: mulher, mãe e engenheira” foi lançada no dia 15 de abril e traz a questão dos direitos das trabalhadoras no canteiro de obras. “Eugênia surge para romper padrões impostos pela sociedade capitalista. A personagem foi pensada e criada com o objetivo de denunciar as práticas de violência no trabalho e no lar, e também para questionar o modelo de beleza imposto pela grande mídia. Acreditamos que esta é uma construção coletiva e queremos aproximar Eugênia de nossas bases e da sociedade”, explicou a diretora da mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Simone Baía. Os quadrinhos terão periodicidade mensal, lançados todo dia 15 no boletim do Coletivo de Mulheres da Fisenge. Os trabalhadores podem enviar depoimentos e denúncias para que as histórias sejam reproduzidas, mediante sigilo de fonte.

As contribuições poderão ser enviadas diretamente para o e-mail da engenheira Eugênia: [email protected] ou para [email protected]

Será mantido total sigilo de fonte de todos os depoimentos e de todas as histórias enviadas.

 


ARTIGO – Conferência das Cidades: Participação popular para a construção de uma nação justa e solidária  

Clovis Nascimento

Caminhamos em passos largos na construção da V Conferência Nacional das Cidades, que será realizada, entre os dias 20 e 24 de novembro, em Brasília. Com o tema “Quem muda a cidade somos nós: reforma urbana já!”, a conferência tem o objetivo de fortalecer a participação popular como elemento de afirmação da democracia brasileira e na construção de uma política de desenvolvimento urbano. Historicamente, as cidades brasileiras foram construídas sem planejamento, com imenso desordenamento urbano e rural. O que vemos, hoje, são cidades partidas: as regiões centrais com maior acesso às políticas públicas, enquanto os bolsões de pobreza se encontram nas regiões periféricas, distantes e com pouco ou nenhum acesso a direitos básicos, como água, moradia digna e saneamento, por exemplo.  Em 2003, participei da construção da I Conferência Nacional das Cidades, como diretor de água e esgoto da Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério das Cidades. E foi exatamente o que preconizou o então Ministro das Cidades, Olívio Dutra: “Vamos quebrar paradigmas neste país”.

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Seagro 30 anos: Fisenge será homenageada em sessão solene na Assembleia Legislativa de Santa Catarina  

Na terça-feira, dia 23, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) homenageada durante sessão solene na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). A noite de homenagens faz parte do ciclo de comemorações dos 30 anos do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC). De acordo com o presidente da Fisenge, Carlos Roberto Bittencourt, a forte representatividade do Seagro no estado também repercute nas mesas de negociação coletiva, tanto em empresas públicas, como em privadas, pela conquista dos direitos dos profissionais. “Hoje, o Seagro-SC ocupa a diretoria da Fisenge, representado pelos diretores Eduardo Piazera e Jorge Dotti Cesa, e contribui imensamente para as políticas e o avanço da federação. A união proporciona cada vez mais vitórias e parabenizamos o Seagro por esses 30 anos de luta e construção de um sindicato forte e combativo na luta dos trabalhadores em prol de uma sociedade fraterna e igualitária”, afirmou Bittencourt, que representará a Fisenge durante a solenidade.

O presidente do Seagro-SC, Vlademir Gazoni conta que “vão ser homenageados além da Fisenge, ex-presidentes e representantes de ex-diretores executivos e regionais do Seagro”. A sessão solene, indicada pelo deputado estadual e engenheiro agrônomo José Milton Scheffer, está marcada para às 19 horas no plenário da Alesc. O Seagro-SC foi o último sindicato a se filiar à Fisenge, em 2000, e é o único sindicato exclusivamente de agrônomos.


MCCE se reúne em Brasília

Mesmo com a suspensão da votação da Reforma Política, pelo colégio de líderes da Câmara Federal, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) segue firma na luta pela reforma do sistema político. O movimento se reuniu no dia 17 de abril, em Brasília, e reforçou a importância das entidades e dos movimentos repercutirem em suas bases a campanha contra o financiamento privado de campanha. “O avanço da reforma política no Brasil só será possível com mobilização social”, disse o representante da Fisenge no MCCE, Maurício Garcia. A próxima reunião está marcada para o dia 23, também em Brasília.


Senge-BA lança campanha contra assédio moral  

Seguindo a agenda política do Coletivo de Mulheres da Fisenge, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia lançou a campanha “Assédio moral envergonha a engenharia e a sociedade”. A peça está sendo veiculada em outdoors e outros veículos. 

 


Trabalhadores fazem manifestação em Furnas, no Rio de Janeiro

Os trabalhadores de Furnas fizeram um ato na manhã desta segunda-feira (15), na porta da empresa. Durante a manifestação, Miguel Sampaio, diretor do Senge-RJ e engenheiro de Furnas, criticou as demissões que as empresas do setor elétrico estão promovendo, através dos Planos de Demissão Voluntária. Até 2014, mais de 2.000 funcionários sairão de Furnas. “Isso vai trazer consequências trágicas,  podendo comprometer o fornecimento de energia elétrica para a população”, disse o diretor do Senge-RJ. Miguel criticou ainda o modelo do setor elétrico, que é um modelo de mercado. “O mercado quer atender aos interesses dos empresários, quer conseguir apenas lucro. As empresas do setor elétrico, como empresas públicas, deveriam atender aos interesses do cidadão”, afirmou. Outro tema abordado pelos sindicalistas foi a nova lei de periculosidade, que pode mudar o cálculo do benefício para os eletricitários. A partir da lei 12.740/12, a periculosidade seria paga baseada no salário-base, e não na remuneração, como é feito atualmente.


Seagro-SC promove curso de formação sindical

Nos dias 23 e 24 de abril, durante o encontro do Conselho Deliberativo do Seagro-SC, o professor carioca Helder Molina, que há 23 anos trabalha com a educação política dos trabalhadores, vai ministrar um curso de Formação Sindical. O professor conhecido em todo o país pelos cursos e seminários defende que “sem formação política, nos tornamos escravos do cotidiano sindical”.

 


Senge Notícias aborda esforços para garantir registro a graduados em Engenharia de Segurança, em Minas Gerais

Na quinta edição do Senge Notícias você vai saber como os engenheiros graduados pela Universidade Presidente Antônio Carlos, a Unipac, em Conselheiro Lafaiete, conseguiram o registro profissional definitivo, depois de terem negada a expedição. Você também vai saber como andam as negociações coletivas intermediadas pelo Senge-MG, com destaque para a Cemig, que decidiu por medidas de mobilização durantes as assembleias com os trabalhadores. O Senge Notícias vai mostrar também a participação da diretoria de 1990 a 95 no projeto Senge Memória.

Confira a edição AQUI


Senge-ES apoia IV Encontro Nacional de Engenharia Biomecânica

Os trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores, muitas vezes, são a solução para problemas vividos na rotina de muitos engenheiros. As inovações passam pelos processos construtivos e chegam até a campos mistos. São pesquisas que agrupam a engenharia com áreas distintas. É o caso do IV encontro nacional de Engenharia Biomecânica (ENEBI 2013), que acontece de 25 a 27 de abril em Vitória (Hotel Sheraton). O evento é apoiado pelo Senge-ES e reúne pesquisadores de todo mundo. Os trabalhos desenvolvidos transitam entre as Ciências Exatas e Médicas, por isso é uma iniciativa dos Centros de Pesquisa da UFES desses dois campos. São pesquisas que unem engenharia e biologia para, por exemplo, ajudar pessoas a voltar a andar.

A Universidade Federal do Espírito Santo e o Sindicato dos Engenheiros do Espírito Santo desenvolvem parcerias que aproximem os engenheiros das pesquisas feitas na sua área.

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Paraná: Senge Jovem é a ponte entre a universidade e o exercício profissional

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) lançou, nesta quarta-feira (17), o Senge Jovem, projeto de suporte à qualificação profissional e de aproximação dos estudantes das áreas de Engenharia, Geografia e Geologia ao mercado de trabalho. O evento de apresentação do projeto, na sede do Senge-PR, em Curitiba, reuniu presidentes de Diretórios e Centros Acadêmicos de cursos de engenharia, representantes da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab) e acadêmicos de universidades e faculdades públicas e particulares de todo o Paraná. Entre as instituições representadas por seus estudantes no lançamento do Senge Jovem estiveram a Universidade Federal do Paraná (UFPR) ; a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR), de Curitiba, Pato Branco e Francisco Beltrão; a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a Universidade Estadual de Londrina (UEL); a Universidade Estadual de Maringá (UEM); a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); a Faculdade Paranaense (Fapar), de Curitiba e a Faculdade Integrado de Campo Mourão. “Mais que voltado aos engenheiros, geógrafos e geólogos em processo de graduação, o Senge Jovem foi criado com foco na formação desses futuros profissionais”, afirmou o coordenador do projeto e diretor do Senge-PR, Cícero Martins Junior.

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Dia do Índio: Preconceito X diversidade

Por Carta Capital

A definição do “outro” começa com a definição de “si”. Os ocidentais se enxergam vivendo na modernidade, um tempo linear em que a mudança é a tônica. Os índios, em oposição, se crê que vivem no ciclo de suas tradições, puras e imutáveis. Aos índios, portanto, se nega a História, o que significa dizer que a eles se nega o presente: ou eles vivem presos a uma suposta cultura primitiva e original ou não são mais índios. Essa é a fonte do preconceito mais antigo do Brasil. Nunca houve, no entanto, uma sociedade que vivesse parada no tempo. Marcio Meira, antropólogo e ex-presidente da Funai, tentou explicar aos repórteres do Roda Viva, certa vez, que cultura não é objeto de museu passível de preservação e restauração. Não existe cultura pura. A natureza do ser humano é justa mente a vida em sociedade, ou seja, é a vida em diversidade.Tomemos o exemplo mais radical. Centenas de povos indígenas vivem em condição de isolamento geográfico em relação à sociedade urbana. Estariam eles vivendo no passado? Não, trata-se de uma escolha histórica. Eles optaram, em dado momento, por se afastar dos demais. Mas a qualquer tempo, eles podem tomar novos rumos – como o fazem frequentemente – e resolver aparecer aos outros, simplesmente porque mudam. Mudam de opinião, mudam de vontade.

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