Senge-ES: De engenheira para engenheira

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De engenheira para engenheira, assim é a campanha do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo que marca o Dia Internacional da Mulher (8 de março). Os depoimentos enviados pelas profissionais da área tecnológica contam histórias de liderança e trajetórias de vida e profissão. O material começa a ser divulgado na próxima segunda nas redes sociais do Senge-ES.

Os depoimentos serão publicados no instagram @senge.es e no facebook/sengees durante todo o mês de março. Vale destacar que agrimensoras, agrônomas, engenheiras de todas as modalidades, engenheiras de segurança do trabalho, geógrafas, geólogas e meteorologistas também podem contar sua experiência. Para participar, basta enviar um vídeo de até um minuto para [email protected]

Tema

A campanha do Senge-ES segue o tema do Dia Internacional da Mulher 2021: “Mulheres na liderança – Alcançando um futuro igual em um mundo de COVID-19”. De acordo com a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), a crise pandêmica destacou tanto as contribuições quanto os fardos desproporcionais que a população feminina carrega.

Disparidades

A igualdade entre homens e mulheres é fundamental no ambiente profissional e na sociedade como um todo. O Senge-ES defende ações que promovam um ambiente de trabalho inclusivo e que ofereça chances iguais de crescimento profissional e remuneração entre os gêneros. Porém, infelizmente as mulheres continuam a ganhar menos que os homens, ainda são minoria nos postos de liderança, além de estarem sobrecarregadas com funções domésticas que foram acentuadas neste período de pandemia.

Atualmente as mulheres são 45% da população economicamente ativa no Brasil e constituírem cerca de 60% das matrículas em Universidade. Na engenharia não é diferente. De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), entre os anos de 2016 e 2018, o número de engenheiras registradas cresceu 42%. São quase 200 mil engenheiras ativas no Brasil.

Porém, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 19% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, número abaixo da média mundial de 27%. Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a remuneração das mulheres é, em média, 22% menor que a masculina – uma diferença que aumenta para 38% em cargos gerenciais.

As disparidades aumentaram nesse período de pandemia com a sobrecarga provocada pelo acumulo de funções das mulheres. A pesquisa “Sem Parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia” foi divulgada pelo site mulheres na www.pandemia.sof.org.br e demonstra que os desafios femininos vão além da rotina profissional. Das entrevistadas, 8.4% afirmaram ter sofrido alguma forma de violência no período de isolamento; 50% passaram a cuidar de alguém e, entre as que conseguiram manter seus empregos, 41% afirmam trabalhar mais na quarentena.

Fonte: Flavio Borgneth