Presidentes das estatais são a favor da renovação

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Mais de mil cidadãos estiveram presentes no que se caracterizou como o maior evento de debate sobre a renovação das concessões das empresas do setor elétrico em 2011. O movimento Todos pela Energia teve o objetivo de municiar os participantes com informações sobre o tema. A mensagem que ficou foi: a energia deve ser tratada como um bem público e estratégico para a nação.

Na abertura do evento o presidente da Eletrosul, Eurides Mescolotto, posicionou-se a favor da renovação da concessão e afirmou que “sem as empresas estatais não há planejamento, estudos de pesquisa e desenvolvimento no setor elétrico”. O presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, seguiu na mesma linha. Vestindo a camisa – literalmente – em defesa da renovação das concessões, assumiu o compromisso e confirmou a necessidade de “fazer um contraponto para ganhar peso no congresso nacional”.

O presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, afirmou que é preciso se distanciar do discurso neoliberal dos anos 90, justamente porque a crise atual é resultado da desregulamentação e da ausência do Estado.

Todos os presentes destacaram a importância de um movimento popular e mobilizador que se proponha a defender a energia como um bem público, em manter as empresas estatais e os serviços públicos de qualidade.

Franklin Moreira, presidente da FNU, enfatizou que o movimento Todos pela Energia busca, além da renovação da concessão, a redução das tarifas de energia elétrica. Essa noção é importante, já que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) vem lançando uma campanha com a mesma bandeira, mas a favor da privatização.

Na parte da tarde, o economista do Dieese, Daniel Passos, apresentou uma análise criteriosa sobre a possibilidade da redução da tarifa, como é prometido pela FIESP. Após um longo raciocínio, demonstrou-se que a redução tarifária por meio do leilão das empresas e dos bens estatais é uma falácia. Considerando o consumo mensal de uma residência em Florianópolis, a redução tarifária cairia apenas R$ 5,12 (de R$ 132,04 para R$ 126,92), isso depois de leiloadas todas as empresas e linhas de energia estatais.

Um dos pontos fundamentais do debate foi à desmistificação dos argumentos divulgados pela FIESP demonstrando a fragilidade e a falta de conhecimento sobre o setor por parte da entidade.


Fonte: Sinergia-SC