O combate à fome pode ser uma causa de todos

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Senge Solidário debateu com vereadora saídas para o desperdício de comida

Uma coisa é certa: a fome que assola o país não é responsabilidade do povo. Na live do Senge Solidário com a vereadora Professora Josete, ficou claro que a questão não se restringe apenas a ter dinheiro para comprar alimentos. A fome passa por problemas estruturais, econômicos, culturais e pela falta de ação dos agentes públicos tanto para garantir o alimento para o povo quanto para evitar ou reduzir o desperdício de comida.

Na conversa com a Professora Josete, que é presidente da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional da Câmara Municipal de Curitiba,  foi discutido o programa Mesa Solidária e os entraves para que as pessoas possam tanto doar como aproveitar ao máximo os alimentos.

Ela comentou episódios recentes de brasileiros fazendo fila em busca de um pedaço de osso e a polêmica de agentes públicos atrapalhando quem quer ajudar como no caso de Curitiba, em que o prefeito Rafael Greca quis “gourmetizar” doações.

Um dos pontos centrais da discussão é de que é fundamental que os governos garantam comida para a população. Seja com programas de transferência de renda, seja trabalhando para otimizar a produção e a distribuição de alimentos. 

Segundo a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação -, se estima que mais de 30% da produção mundial de alimentos é desperdiçada a cada ano entre as fases de pós-colheita e a venda no varejo. 54% são perdidos na fase inicial e 46% do desperdício ocorre nas etapas de processamento, distribuição e consumo.

Na América Latina e no Caribe, 127 milhões de toneladas de alimentos são perdidos e desperdiçados todos os anos. 34% de tudo o que é produzido. Este fenômeno ocorre em um contexto onde 42 milhões de pessoas sofrem de desnutrição aguda.

A live ainda debateu o desperdício de comida nas escolas e a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) que é responsável por garantir alimentos nas escolas e garantir a segurança alimentar e nutricional por meio da oferta de alimentação escolar adequada, saudável, contínua e universal a todos os 41 milhões de estudantes da rede pública de ensino. 

Debateu-se também como está a garantia ao alimento durante a pandemia em dois momentos: quando as aulas presenciais foram suspensas e atualmente, com o retorno das aulas de forma híbrida. 

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Fonte: Senge PR
Foto: divulgação Senge PR