Em comunicado oficial publicado no dia 06/07, o presidente licenciado do Confea, Vinicius Marquese Marinelli, anunciou que não retornará ao cargo para formalizar sua pré-candidatura a deputado federal. A decisão causa estranheza e fragiliza o compromisso institucional esperado para o cargo que ocupa e para o qual acaba de se reeleger por mais 3 anos.
Reafirmamos que sempre defendemos a Engenharia como elemento central e estratégico na formulação de políticas públicas e de um projeto de desenvolvimento soberano para o país, bem como a presença ativa dos engenheiros, agrônomos e geocientistas nas instâncias governamentais e parlamentares. Contudo, diante dos fatos, é inevitável a percepção de que a eleição para a presidência do Conselho acabou sendo utilizada como etapa de um projeto político individual, pairando ainda a dúvida sobre a antecipação do processo eleitoral realizado agora em 3 de julho, para servir a este projeto pessoal.
O Brasil se aproxima de um processo eleitoral fundamental, que definirá o próximo presidente da República, governadores, senadores, deputados estaduais e federais. Nesse contexto, é urgente a construção de uma agenda política sólida, capaz de articular pautas em defesa da Engenharia, da Agronomia e das Geociências e a ação ativa de um presidente do CONFEA eleito e reeleito, acima das disputas partidárias e eleitorais.
A hora é de defender o programa “Mais Engenharia”, que propõe a reindustrialização do país e investimentos em infraestrutura de logística, mobilidade, habitação e saneamento nos municípios brasileiros, além da valorização profissional por meio da contratação de engenheiros com salário inicial de R$ 14.058, acrescido de benefícios.
Destacamos a importância de pautas legislativas em curso, como o Projeto de Lei nº 626/2020, na Câmara dos Deputados, conhecido como “Engenheiro, sim. Analista, não”, que visa impedir a contratação de engenheiros sob outras nomenclaturas para burlar o pagamento do Salário Mínimo Profissional.
Paralelamente, o Brasil enfrenta pressões externas, como a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, que impactam negativamente as nossas empresas e atingem a soberania nacional. Esse cenário exige ainda mais responsabilidade e compromisso das representações com um projeto de país que valorize a Engenharia, a Agronomia e as Geociências. É isto que esperamos.
Rio de Janeiro, 27 de julho de 2026
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE)