Aconteceu, ontem (5/3), uma plenária informativa sobre a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) que contou com a participação de mais de 300 empregados. O engenheiro e diretor de negociação coletiva da FISENGE (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), Fernando Jogaib, enfatizou as pautas específicas da engenharia. “Nós temos o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal sobre o Salário Mínimo Profissional, embora tenha sido congelado. De lá para cá, os índices de reajuste do piso são aplicados a partir de negociação coletiva. O nosso objetivo nesse PCCS da CONAB é promover o reajuste do piso e valorizar engenheiros, agrônomos”, disse. Jogaib ainda informou sobre o avanço do Projeto de lei 626/2020 “Engenheiro, sim. Analista, não”, idealizado pela FISENGE, na Câmara dos Deputados. “O projeto de lei proíbe a contratação como analista, consultor e demais denominações quando o profissional é contratado para exercer funções de engenharia e agronomia. Precisamos da mobilização de todos e todas”, afirmou.
Após uma breve análise de conjuntura de Fernando Pivetta, o representante Douglas Maganha apresentou uma proposta unificada das entidades sindicais. “Quero reforçar a representação sindical e a importância da sindicalização dos empregados. Também queremos deixar aberto um canal para recebimento de contribuições e formalizaremos por ofício um e-mail para vocês”, explicou Douglas.
O engenheiro e representante da FISENGE, Enos Barboza, reforçou o papel das entidades sindicais como a FISENGE, FENADSEF e ASNAB. “Há uma preocupação por ser ano eleitoral, mas é preciso mobilização pela atualização do PCCS. Nós somos ferramenta para lutar por melhorias e com a retirada da contribuição sindical obrigatória, os sindicatos se fragilizaram. Conclamo vocês a nos ajudarem e participarem. Recentemente, perdemos três engenheiros civis e não queremos que a CONAB seja trampolim para a ida para outras empresas. Queremos uma CONAB forte que valorize seus empregados e empregadas”, destacou.
As entidades sindicais apresentaram uma proposta de revisão do PCCS que prevê os seguintes pontos: aplicação de correção pelo piso da engenharia; previsão de adicional de titulação sobre o salário de carreira, nos percentuais de 10%, 20% e 30% de acordo com a formação; ajuste dos salários de assistentes para 60% do inicial dos analistas, trazendo competitividade e retenção de talentos; ajuste dos salários de auxiliares para 44% do inicial dos assistentes, evitando discrepâncias entre as carreiras e interstício de 3,1%, conforme média das estatais dependentes.
Ao final, os trabalhadores mantiveram o consenso de que a proposta das entidades sindicais contempla os anseios das categorias.
Os empregados(as) podem enviar suas contribuições, dúvidas e sugestões para: comissaopccs2009@gmail.com
Texto: Camila Marins/Fisenge
Imagem: Reprodução/Zoom