Fatos que vocês precisam saber antes de decidirem seu voto para a eleição do Sistema Confea/Creas/Mútua

Está em curso o processo eleitoral para o Sistema Confea/Creas/Mútua que terá votação no dia 3 de julho. A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) alerta para fatos importantes nessa eleição que decidirá os rumos da Engenharia, da Agronomia e das Geociências no Brasil e que precisa da sua participação.

O Projeto de Lei 1024/20 enviado pelo então Ministro Paulo Guedes do governo anterior – que propunha a revisão da lei que regulamenta as nossas profissões – abriu caminho para que profissionais estrangeiros atuassem no Brasil sem exigência de reciprocidade ou contrapartida. Na prática, isso significava escancarar o mercado da Engenharia, Agronomia e Geociências brasileiras — sem qualquer garantia para os profissionais daqui. O Projeto de Lei, ao ser recebido na Câmara, foi alterado exigindo-se a reciprocidade como garantia aos profissionais brasileiros. Depois de algum tempo hibernando em uma das Comissões, foi resgatado com parecer do Deputado Federal Hugo Motta, atual Presidente da Câmara, que determinava a abertura de mercado sem reciprocidade. E isso aconteceu no apagar das luzes do ano legislativo. Esse parecer surgiu a pedido da presidência do Confea com aprovação de alguns conselheiros federais e de alguns presidentes de Creas (embora todos tenham assinado a carta).

Embutido nesse parecer havia também um elemento ainda mais grave: a proposta de ampliar os mandatos dos atuais presidentes do CONFEA e dos CREAs em mais um ano sem consulta à categoria e sem eleições. Isso tem nome: GOLPE!

Se esse parecer tivesse sido aprovado como estava, não haveria eleições em curso e os atuais dirigentes permaneceriam no poder até 2027.

Foi por meio da reação das entidades de classe, lideranças e profissionais como a Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), o Clube de Engenharia do Brasil, a EngD (Engenharia pela Democracia), entre outras, além de artigo assinado por cinco ex-Presidentes do CONFEA e de outras ações implementadas por lideranças representativas, que impediram este atentado à democracia interna do Sistema Confea/Creas/Mútua e à Engenharia brasileira.

Pedimos que você reflita: o presidente do seu Crea participou desse processo? O seu conselheiro participou desse processo? O seu candidato ao Confea participou desse processo? Fique atento aos candidatos que preferem defender os interesses pessoais em vez das nossas profissões.

Esse é um momento decisivo, e é fundamental que vocês exerçam o direito ao voto no dia 3 de julho. A sua participação pode mudar e transformar o Sistema Confea/Crea/Mútua.

VOTE NOS PROFISSIONAIS COM REAIS COMPROMISSOS COM A DEMOCRACIA INTERNA DO SISTEMA E COM A DEMOCRACIA DO BRASIL

 

Rio de Janeiro, 01 de junho de 2026

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE)