Boletim Coletivo de Mulheres – 25 de agosto

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Boletim Coletivo de Mulheres – 25 de agosto

Engenheira Eugênia questiona discriminação de gênero em campanhas políticas

Pouco tempo no horário eleitoral e baixa tiragem de panfletos. Estas são apenas algumas das situações pelas quais as mulheres passam, por muitas vezes, durante a campanha eleitoral. A Engenheira Eugênia questiona o papel da mulher como sujeito político, e não objeto de relações machistas e ainda patriarcais. A ocupação dos espaços por mulheres é fundamental para a formulação de políticas específicas de gênero, além do avanço por igualdade de direitos e oportunidades.

Os quadrinhos têm periodicidade mensal. Contribua você também e ajude a divulgar! As contribuições poderão ser enviadas diretamente para o e-mail da engenheira Eugênia: [email protected] ou para [email protected]

Será mantido total sigilo de fonte de todos os depoimentos e de todas as histórias enviadas. A publicação é livre, desde que citada a fonte.

CONFIRA A DÉCIMA OITAVATIRINHA DA SÉRIE:

 

 

Fisenge promove congresso com cerca de 35% de mulheres  

O 10º Congresso Nacional de Sindicato de Engenheiros (Consenge) reunirá 70 engenheiras eleitas delegadas nos encontros estaduais e regionais de diversos estados brasileiros. Isso representa cerca de 35% do total de participantes do encontro. O número representa o avanço da Federação, junto com seus sindicatos filiados, na política de igualdade de gênero. “É um momento histórico. Este congresso marca a maior participação feminina nos congressos de engenharia organizados pela Fisenge”, destaca Simone Baía, diretora do Coletivo das Mulheres da Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros. O Coletivo de Mulheres comemora o aumento da participação das mulheres em importantes espaços de disputa e de poder. “Esse número espelha o aumento da participação das mulheres nos sindicatos. Em muitos deles já foi implementada a diretoria da mulher”, avalia Simone Baía.

Congresso Nacional promove fórum de estudantes

O 10° Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge) promoverá o Fórum de Estudantes, nos dias 28 e 19/8, em Búzios (RJ). Com cerca de 40 jovens, o fórum contará com palestras sobre a história da engenharia e organização das entidades sindicais. De acordo com o diretor da Fisenge, Roberto Freire, ninguém está imune às mudanças da sociedade atual, que são mais rápidas e complexas. “O Consenge é o lugar ideal para identificar essas mudanças, estabelecer os novos rumos e as estratégias de como consegui-los. Este congresso nos promete uma perspectiva ainda mais rica e inovadora, pois teremos a companhia dos jovens, com o seu fórum, para nos ajudar a encontrar novas táticas para atrair almas, corações e cérebros para o nosso campo de luta” afirmou Freire.  

Programação:

28/8 – a partir das 14h

Palestras

“A história da Engenharia”, ministrada pelo diretor do Senge-RJ e da Fisenge, Agamenon Oliveira

“As Entidades da Engenharia no Brasil e Seus Novos Desafios: Poder, identidade e representatividade”, ministrada pelo vive-presidente do Senge-PE e diretor da Fisenge, Roberto Freire

Conversas Sobre a Fisenge
Com o presidente da Fisenge, Carlos Bittencourt

Sobre o Coletivo de Mulheres da Federação
Com a diretora da mulher, Simone Baía

Sobre o Senge Jovem/Estudante
Com PR/MG/BA

Sobre o Confea
“Regulamentação, exercício e fiscalização profissional, ética, valorização profissional e educação continuada” 

 29/8 a partir das 14h
Discussão e deliberação de propostas a serem lidas e encaminhadas no plenário

Mulheres lutam por igualdade de direito

 

No próximo dia 28, será comemorado o Dia Internacional da Igualdade Feminina que, historicamente, representa uma data de lutas desafiadoras na política de igualdade de gêneros. A data remonta um longo percurso de avanços e realizações, como o direito a voto, à educação, a mercado de trabalho, à admiração profissional e outras conquistas obtidas por mulheres que carregam as marcas e sequelas de uma sociedade desigual e machista.  A luta da mulher para garantir seu espaço e alcançar melhores posicionamentos  na sociedade ressalta uma enorme proporção de vitória no combate às desigualdades, como conta a Diretora da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Simone Baía. “Historicamente, nós mulheres, não tínhamos direito a voto, nem acesso à educação formal e ao mercado de trabalho, submetidas a uma lógica da sociedade patriarcal”, ressalta Simone.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma verdadeira mudança de valores sociais. A mulher deixou, em muitos casos, de ser parte integrante do mercado de trabalho para se tornar chefe de família. A pesquisa  afirma que cerca de 90% das mulheres começaram a ter uma terceira jornada, pois elas cuidam das carreiras profissionais, empresariais e acadêmicas com a responsabilidade de seus afazeres domésticos.

Marcha das Margaridas no combate a violência no campo

 

Conhecida por suas ações de lutas e mobilizações contra violência no campo e por reforma agrária a “Marcha das Margaridas” realizada por trabalhadoras rurais aconteceu no dia 12/8, dando continuidade as políticas de luta promovida pela sindicalista Maria Margarida que tornou-se um símbolo político e representativo para as trabalhadoras do campo. Maria Margarida Alves foi sindicalista brasileira, atuando nas lutas trabalhistas com mais de 100 ações que beneficiaram sua categoria. Na briga por condições de trabalho para as operárias do campo, a combatente de opressões do trabalho rural que defendia os direitos humanos de sua categoria,  foi assassinada  no dia 12/8 de 1983 por um pistoleiro com tiro de espingarda calibre 12, perante a sua família. A ativista morreu na batalha contra o capitalismo, representada pelos donos de terras, usineiros, e fazendeiros que escravizavam trabalhadoras.

Em homenagem à Margarida, as militantes rurais deram seu nome ao evento mais emblemático que realizam “Marcha das Margaridas”,  uma mobilização nacional que reúne em Brasília milhares de trabalhadoras que saem às ruas dando afirmando a luta da sindicalista  por igualdade e justiça para classe das trabalhadoras do campo. A Marcha das Margaridas é um ato estratégico de trabalhadoras do campo, que ocorreu pela primeira vez em 2000, para cobrar reconhecimento dos direitos humanos, sociais e políticos. O movimento tem  objetivo de estabelecer cidadania plena, sempre definindo pautas de reivindicações  a serem entregues a representantes dos poderes públicos e federais. O ato político se firmou na luta contra a fome, pobreza e a violência sexista, no qual pede por justiça, autonomia, igualdade e liberdade.

Lei Maria da Penha completa oito anos no combate da violência contra mulheres brasileiras

 

A lei popular 11.340/2006, com nome Maria da Penha, foi criada para coibir e prevenir a violência contra mulheres, reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislação do mundo, no combate à violência contra mulheres. A Lei Maria da Penha representou uma grande conquista, por se constituir em legislação específica de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Contudo, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatísticas (IBGE), os indicadores dessa violência ainda são alarmantes, até o primeiro semestre de 2012, foram feitos 47.555 registros de atendimento na Central de Atendimento à Mulher. Durante todo o ano de 2011, foram 74.984 registros, bem inferior aos 108.491 de 2010. A violência física ainda soma a maior parte dos registros, podendo variar de lesão corporal leve, grave ou gravíssima, tentativa de homicídio e homicídio consumado. Foram 63.838 em 2010, 45.953 em 2011 e 26.939 até julho de 2012.

A cada 10 candidatos a governador, apenas 1 é mulher

Entre todos os cargos, o de governador é o que terá a disputa com a menor proporção de mulheres concorrendo em 2014. Entre 169 candidatos, apenas 17 são mulheres, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso significa que, a cada 10 pessoas concorrendo ao cargo, apenas 1 é do sexo feminino – 10,1%. A média geral das eleições, considerando todos os cargos, é de três mulheres a cada 10 concorrentes – 30,6%. A corrida presidencial também tem o índice de candidatos femininos mais baixo que a média. Dos 11 concorrentes, apenas 2 são mulheres – Dilma Roussef (PT) e Luciana Genro (PSOL) -, o que corresponde a 18,2% do total. Na competição para o Senado, o percentual é ligeiramente mais alto: de 182 candidatos, 35 são mulheres, ou 19,2%. De acordo com o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 51% dos brasileiros são mulheres. A maior proporção de candidatos do sexo feminino nestas eleições, porém, é de apenas 36,4% entre os candidatos a vice-presidente. 

 

 São Paulo acaba com revista íntima de visitantes em presídios

 

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) sancionou nesta quarta-feira (13) uma lei que proíbe a revista íntima de visitantes nos presídios do Estado de São Paulo, conhecida como “revista vexatória”. A proibição é uma antiga reivindicação de grupos de defesa dos direitos humanos. Os visitantes não terão mais que se submeter a procedimentos que incluíam despir-se diante de guardas prisionais, realizar agachamentos ou saltos e até fazer exames clínicos invasivos. A lei prevê que os visitantes terão que passar por uma revista mecânica, que deve incluir  detectores de metal, aparelhos de raio-x ou scanners corporais.

 

Nota de pesar da SPM/PR pela morte de Mãe Sylvia de Oxalá

 

A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República lamenta a morte de Mãe Sylvia de Oxalá, do Axé Ilê Obá, de São Paulo. Num mundo atravessado por intolerâncias, Mãe Sylvia, formada em enfermagem, administração e relações internacionais e bem-sucedida como empresária, voltou toda sua vida para a promoção do respeito, da tolerância, da quebra dos preconceitos. À sua família e às suas filhas e filhos de santo, as condolências da SPM-PR.

Número de serviços especializados de atendimento à mulher cresce 309% em dez anos

Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), Casas Abrigo, Juizados de Violência Doméstica e Familiar, serviços de Saúde, Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Ceams) e núcleos ou postos de enfrentamento ao tráfico de pessoas. Estes são alguns dos serviços que compõem a Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência. De acordo com dados da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, de 2003 a 2013 houve um aumento de 309% no número de serviços especializados de atendimento à mulher. Em dez anos, o total de serviços especializados cresceu de 332 para 1027.

 

 

ONGs apontam sexismo e racismo em videoclipes

De acordo com relatório encomendado pelas organizações feministas britânicas End Violence Against Women Coalition (Coalizão pelo fim da violência contra a mulher), Imkaan e Object, diversos videoclipes incitam a violência contra a mulher. A pesquisa será enviada a líderes da indústria musical e políticos do Reino Unido. Intitulada de Pornographic Performances (Performances Pornográficas, em tradução literal), ela constatou que mulheres, especialmente as negras, são constantemente retratadas de forma hiper-sexualizada nos clipes.

 

ONU lança prêmio de tecnologia e igualdade de gênero

 

Um novo prêmio de tecnologia global reconhecerá as contribuições de mulheres e homens para incentivar o potencial das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na promoção da igualdade de gênero. O reconhecimento, lançado por duas agências das Nações Unidas – ONU Mulheres e União Internacional de Telecomunicações (UIT) – nasceu como resposta à publicação dos dados de “diversidade” divulgados pelas principais empresas de tecnologia, entre elas Google, Facebook, Yahoo e LinkedIn. Os dados mostraram uma grande carência global de mulheres trabalhando no campo das TIC, com menos de 20% trabalhando no setor e um percentual parecido exercendo papéis de liderança.

 

Procuradoria da Mulher do Senado vai expandir trabalho pelo Brasil

Manchete da primeira edição do Jornal Senado Mulher, Informativo mensal da Procuradoria Especial da Mulher do Senado, destaca que o objetivo do órgão é expandir o trabalho pelo país ao longo do segundo semestre de 2014 com a criação de procuradorias nas Câmaras Municipais Assembleias Legislativas.

 

 

Calendário de Lutas das Mulheres

 

06.02 – Dia internacional de tolerância zero à mutilação genital feminina

24.02 – Conquista do voto feminino

08.03 – Dia internacional da mulher

21.03 – Dia internacional pela eliminação da discriminação racial

27.04 – Dia nacional da trabalhadora doméstica

30.04 – Dia nacional da mulher

18.05 – Dia nacional de combate ao abuso  e a exploração sexual infanto-juvenil

28.05 – Dia internacional de luta pela saúde da mulher

28.05 – Dia nacional pela redução da morte materna

30.05 – Dia de luta maior participação política das trabalhadoras rurais

04.06 – Dia nacional de criança vítima de agressão

21.06 – Dia de luta por uma educação sem discriminação e não sexista

28.06 – Dia do orgulho gay

25.07 – Dia da trabalhadora rural

25.07 – Dia da mulher afro-latina-americana e caribenha

07.08 – Sanção da lei Maria da Penha (11.340 de 2006), que coíbe a violência contra mulher

12.08 – Dia de luta contra violência no campo – Marcha das Margaridas

19.08 – Dia nacional do orgulho lésbico

26.08 – Dia internacional da igualdade feminina

29.08 – Dia da visibilidade lésbica

06.09 – Dia internacional de ação pela igualdade da mulher

14.09 – Dia latino-americano da imagem da mulher nos meios de comunicação

23.09 – dia internacional contra exploração sexual e tráfico de mulheres e crianças

28.09 – Dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe

20.09 – Aprovação da lei nº 9.100/95 que garante cotas para mulheres na política

10.10 – Dia nacional de luta contra a violência à mulher

12.10 – Dia internacional da mulher indígena

12.10 – Dia nacional de lutas por creches

15.10 – Dia mundial da mulher rural

25.10 – Dia internacional contra a exploração da mulher

25.11 – Dia internacional pelo fim da violência contra mulher

01.12 – Dia mundial de luta contra AIDS

10.12 – Dia internacional dos direitos humanos