Boletim Coletivo de Mulheres – 19 de setembro

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Boletim Coletivo de Mulheres – 19 de setembro

Direito em acordo coletivo garante participação da engenheira Eugênia em seminário sobre assédio moral

Muitas mulheres e muitos homens não sabem que têm direito a participar de seminários, congressos e atividades sindicais, conforme garantia de determinados acordos coletivos. Nesta sétima edição da história em quadrinhos, a engenheira Eugênia convida o colega e o chefe para participarem do seminário “Assédio moral: vida, sobrevida e diversidade”, promovido pela Federação Interestadual de Sindicaots de Engenheiros (Fisenge), no próximo dia 27/9.

Os quadrinhos têm periodicidade mensal, lançados todo dia 15 no boletim do Coletivo de Mulheres da Fisenge.

Contribua você também e ajude a divulgar!

As contribuições poderão ser enviadas diretamente para o e-mail da engenheira Eugênia: [email protected] ou para [email protected]

Será mantido total sigilo de fonte de todos os depoimentos e de todas as histórias enviadas. A publicação é livre, desde que citada a fonte.

CONFIRA A SÉTIMA TIRINHA DA SÉRIE:

 

Assédio moral é tema de seminário do Coletivo de Mulheres

Será realizado, no dia 27 de setembro, o seminário “Assédio moral: vida, sobrevida e diversidade”. Serão abordadas questões jurídicas; a relação com o Legislativo e outras esferas; além conceitos, aspectos e consequências. Serão palestrantes: o deputado federal Jean Wyllys (PSOL); a advogada e assessora jurídica da Fisenge, Daniele Gabrich; e a coordenadora geral do Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), Gesa Corrêa. De acordo com a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, o objetivo é dar visibilidade às práticas de assédio moral. “É fundamental compreender e identificar o que é assédio moral e os métodos de denúncia e combate a esta opressão”, afirmou. O seminário será realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ), localizado na rua Buenos Aires, 40, 4º andar, Centro, Rio de Janeiro.

 

 

Fisenge lança edição ampliada da cartilha sobre direitos das mulheres trabalhadoras

 

Depois de milhares de exemplares distribuídos em todo o Brasil, a cartilha “Principais Direitos das Mulheres Profissionais” está de volta em edição ampliada. A publicação, que está disponível para download gratuito, resgata e aborda de maneira didática os principais direitos das mulheres trabalhadoras e reivindicações de acordos coletivos com recorte de gênero; além de alertar sobre as principais práticas de discriminações sofridas no mercado de trabalho. “Muitas vezes, as mulheres trabalhadoras não têm acesso a seus acordos coletivos ou, simplesmente, desconhecem seus direitos. E esta é a finalidade da cartilha: informar, de maneira didática, os direitos específicos de gênero”, apontou a diretora da mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Simone Baía. A cartilha é uma iniciativa do Coletivo de Mulheres da Fisenge.

Para baixar, clique AQUI

A imagem da mulher na mídia: entrevista com Rachel Moreno

 

A mídia e a mulher. Uma relação desigual e bem distante de representar a realidade de muitas brasileiras. A “ditadura da beleza”, estimulada pelos anunciantes dos veículos de comunicação, tem trabalhado na construção de certos padrões de mulher em detrimento de outros. O mercado aponta para determinados estereótipos  baseado em um modelo eurocêntrico, em sua maioria. As imposições são formas de violência. Os comerciais, as novelas e as propagandas e imposições, geralmente, trazem a mulher branca, magra, heteronormativa com cabelos lisos e loiros. Já que neste mês, no dia 14, é comemorado e debatido o Dia Latino-Americano da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação, conversamos com a psicóloga e coordenadora geral do Observatório da Mulher, Rachel Moreno. Autora dos livros “A beleza impossível – Mulher, Mídia e Consumo” e “A Imagem da Mulher na Mídia – Controle Social Comparado”, Rachel analisou como os meios de comunicação moldam a imagem da mulher, de acordo com padrões de mercado.

 

 

 

Clandestinas: A cada dois dias, uma brasileira (pobre) morre por aborto inseguro, um problema de saúde pública ligado à criminalização da interrupção da gravidez e à violação dos direitos da mulher  

 

Na mesa de madeira em frente a porta de uma sala de audiências no Fórum criminal de São Paulo, repousa uma lista com os processos a serem julgados naquela tarde. Em alguns minutos, será a vez de Marta* ser absolvida sumariamente ou ir a júri popular e pegar até 4 anos de prisão, como explica a defensora pública Juliana Belloque, que atua a seu favor. A primeira folha do processo diz que Marta “provocou aborto em si mesma” e isso basta para condená-la, já que a prática é crime previsto pelo artigo 124 do Código Penal. Mas, quem seguir lendo os autos, saberá que Marta tinha 37 anos, era mãe solteira de 3 filhos pequenos (com idades entre um e seis anos de idade), vinha de um histórico de abandono por parte dos pais das crianças (inclusive o da gravidez que interrompeu) e estava desempregada quando, em 2010, em um ato de desespero, comprou um remédio abortivo de uma prostituta por 250 reais, tirados de sua única fonte de sobrevivência – a pensão da filha. Descobrirá também que Marta é pobre, só completou o primeiro grau, e que morava com os filhos em um bairro afastado de São Paulo quando, três dias após introduzir o remédio na vagina (de forma incorreta, já que não tinha a quem pedir orientação), ainda não havia parado de sangrar e de sentir fortes dores, e por isso procurou o pronto atendimento de um hospital público de seu bairro. O leitor ficará surpreso ou aliviado, dependendo de suas convicções, ao saber que a médica que a recebeu, imediatamente fez a denúncia à Polícia Militar, explicando que retirou uma “massa amorfa” de seu útero, “provavelmente” uma placenta resultante de um aborto mal sucedido.

 

Senado torna violência contra a mulher crime de tortura

 

Outros três projetos foram votados, entre eles, o que estabelece o feminicídio como agravante de homicídio e o atendimento especializado no SUS. A CPI Mista da Violência contra a Mulher foi aprovada por unanimidade pelo Senado no dia 29/8. Quatro projetos foram votados, entre eles, o que classifica a violência doméstica como crime de tortura. Agora, eles serão submetidos à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara de Deputados (CCJ) antes de seguirem para o Plenário da Câmara.O crime de tortura contra a mulher será caracterizado quando alguém, em qualquer relação familiar ou afetiva, vivendo ou não sob o mesmo teto, submeter alguém a intenso sofrimento físico ou mental como forma de exercer domínio, “com emprego de violência ou grave ameaça”.

 

 

 

Luta das trabalhadoras domésticas é parecida em todo o mundo, diz ativista sul-africana

Willermina Trout participou no Brasil de encontro internacional da Marcha Mundial de Mulheres e apontou que desafios das trabalhadoras são semelhantes. “Como em outros países do mundo, o trabalho doméstico não é reconhecido”, disse a mulher de cabelos curtos, fala imponente, enérgica e que carrega no rosto marcas de uma história de militância política. Na cor da pele, Willermina Trout representa a pluralidade de etnias do continente e personifica uma luta que está longe de acabar. No Brasil, para participar do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), a representante deste movimento na África do Sul relata situações que se repetem em muitos países, inclusive por aqui, quando se trata do trabalho doméstico.

 

 

Mulheres avançam no mercado de trabalho, mas ainda estão longe dos postos de liderança   

 

A presença das mulheres no ambiente de trabalho no Brasil avançou fortemente na primeira década do século XXI. Entre 2000 e 2010, sua participação na população economicamente ativa passou de 35% para 44%, segundo o IBGE. Embora este progresso seja significativo, a luta pela igualdade de gêneros dentro das empresas ainda encontra enormes desafios. A busca por posições de liderança é um deles. Segundo estudo do IBCG (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), em 2011, 66% das empresas brasileiras não possuíam uma única mulher no conselho de administração. No mundo dos escritórios de advocacia não é diferente. A presença delas neste universo é significativo como revela a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). No último Exame, por exemplo, elas representaram 46% dos inscritos no Estado de São Paulo. Após serem aprovadas no Exame da Ordem, e começar a exercer a advocacia, as dificuldades encontradas para ascender profissionalmente são as mesmas das mulheres nas demais profissões: ter de conciliar a carreira com a vida em família e de superar o preconceito que, com raras exceções, ainda é presente nos escritórios.

 

 

 

Hannah Arendt: filósofa é retratada em filme

 

 

Uma das diretoras mais prestigiadas do Novo Cinema Alemão, pertencente à mesma geração que revelou Wim Wenders e Volker Schlondorff, Margarethe Von Trotta compõe um admirável perfil de uma personalidade e de uma época no drama Hannah Arendt. O filme está em circuito nacional. Aliando-se, mais uma vez, a Barbara Sukowa, intérprete habitual de seus filmes, como os premiados “Rosa Luxemburgo” (86) e “Os Anos de Chumbo” (81), a cineasta entrega-se ao desafio de retratar uma das pensadoras políticas mais importantes e influentes do século 20, autora de clássicos como “As Origens do Totalitarismo”. Em 1961, a filósofa alemã, já radicada nos EUA, viaja a Israel para acompanhar um dos julgamentos mais bombásticos de todos os tempos, do carrasco nazista Adolf Eichmann, capturado pelo serviço secreto israelense na Argentina.