Boletim Coletivo de Mulheres – 19 de maio

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Boletim Coletivo de Mulheres – 19 de maio

Engenheira Eugênia reivindica ampliação da licença-paternidade

Após a entrega da pauta de reivindicações, Engenheira Eugênia ao lado de sindicalistas iniciaram a primeira rodada de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os patrões negociam pesado e os trabalhadores e as trabalhadoras não abrem mão da ampliação da licença-paternidade. Hoje, a Constituição Federal prevê cinco dias. No entanto, este período curto não garante o exercício da divisão de responsabilidades familiares e domésticas.

Os quadrinhos têm periodicidade mensal. Contribua você também e ajude a divulgar! As contribuições poderão ser enviadas diretamente para o e-mail da engenheira Eugênia: [email protected] ou para [email protected]

Será mantido total sigilo de fonte de todos os depoimentos e de todas as histórias enviadas. A publicação é livre, desde que citada a fonte.

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A matemática desigual no dia das mães

 

“Eugênia, você foi aprovada! Passou para engenharia”. Foi minha mãe que anunciou a minha aprovação no curso de engenharia civil há exatos 20 anos. Fui a única filha a se formar no ensino superior, enquanto minha mãe, viúva e nordestina, trabalhava como doméstica em casa de família. Lembro-me de que ela chorou e fez um bolo para comemorar. Minha mãe poderia ter sido engenheira, porque fazia muita matemática para sustentar nossa casa. Decidi fazer engenharia civil, porque percebi a importância de uma cidade inclusiva com a mobilidade urbana necessária, especialmente para nós, mulheres. Uma cidade com transporte público de qualidade, com iluminação, moradia digna, saneamento e outras políticas públicas essenciais ao ser humano.

Os primeiros passos na universidade não foram fáceis. Éramos apenas três mulheres entre 40 homens em sala de aula. Piadinhas e insinuações sexuais eram comuns, principalmente quando tirávamos as melhores notas. “Tirou 10, Eugênia? Mas é claro que o professor vai te privilegiar. Você é mulher”. Nesse momento, comecei a me organizar no Centro Acadêmico e a promover debates sobre gênero. Fui eleita presidente do Centro.

Depois de formada, chegou a vez de enfrentar o machismo no mercado de trabalho. Participei de inúmeras entrevistas de emprego e eu era a única mulher competindo com 20 homens. Quando passei para o meu atual emprego entre 57 candidatos, um deles me perguntou: “Fez o quê para entrar?”. A minha indignação só aumentava, quando resolvi procurar o Sindicato dos Engenheiros e participar das atividades e assembleias. Ali, descobri que poderia lutar por igualdade nas negociações coletivas, formulando cláusulas específicas de gênero, além de promover ações de afirmação dentro da empresa.

Hoje, no Brasil, as mulheres ocupam apenas 9,2% das cadeiras na Câmara dos Deputados, 8,6% no Senado e 7,4% nos governos estaduais. Esta é uma matemática injusta num país, onde as mulheres representam 51,5% da população.  Aprendi que nós, mulheres, somos sujeitos transformadores dessa realidade machista, homofóbica e racista. Nossas conquistas são fruto de muita luta e devemos avançar cada vez mais nos espaços de poder e lutar por mudanças estruturais como a reforma política e a democratização da comunicação. Por isso, seguiremos firmes com nossa campanha contra o assédio moral e pela ocupação dos espaços de poder por mulheres.

Engenheira Eugênia: mulher, mãe e trabalhadora

Fisenge lança peça no Dia Nacional da Mulher

 

“As mulheres, assim como os homens, nascem membros livres e independentes da espécie humana, dotados de faculdades equivalentes e igualmente chamados a exercer, sem peias, os seus direitos e deveres individuais, os sexos são interdependentes e devem, um ao outro, a sua cooperação. A supressão dos direitos de um acarretará, inevitavelmente, prejuízos pra o outro, e, consequentemente, pra a Nação”. Este é um trecho do Manifesto Feminista, de autoria de Bertha Lutz, Maria Eugênia e Jerônima Mesquita, escrito em 14 de agosto de 1934. O dia nacional da mulher, 30 de abril, foi instituído pela Lei nº 6.971/1980, em homenagem à Jerônima Mesquita, uma das principais líderes do movimento feminista brasileiro. Nascida em em 1880, casou-se aos 17 anos e, dois anos depois, divorciou-se.

 

Senge-RJ promove debate sobre ocupação dos espaços de poder por mulheres

 

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) promoveu no dia 28 de abril o debate Ocupação dos Espaços de Poder pela Mulher.  O evento foi realizado para resgatar o Dia Nacional da Mulher, comemorado em 30 de abril. Participaram do a Assessora Especial de Políticas para as Mulheres (SPM-Rio), Joselice Cerqueira e a militante feminista Sonia Latgé. A Deputada Federal do Rio de Janeiro (PCdoB), Jandira Feghali, não pode participar por motivos pessoais. A diretora do Senge-RJ, Maria Virgina, foi a mediadora.

A abertura do evento foi realizada pelo diretor do Senge-RJ, Agamenon Oliveira.  Ele apresentou a história de Hipácia, a primeira mulher cientista da história. Joselice Cerqueira destacou que a mulher sempre foi desestimulada a participar da política. “Essa cultura é milenar. Foram anos que nos impediram de ir à escola”. Sonia Latgé ressaltou que, historicamente, o saber sempre foi negado à mulher. “A mulher que não foi alfabetizada, que vive sobre o mando do marido, não fala. Se não fala, ela não ensina a filha a falar”. Durante o debate, os participantes destacaram a importância da formação para que mulher possa disputar efetivamente os espaços de poder.

 

Senge-MG: Coletivo de Mulheres promove seminário

No dia 31/5, o Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) irá promover o seminário “Liderança Feminina na Engenharia”. A diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía estará na mesa de abertura do evento.

Senge-PB transversaliza questões de gênero em Encontro Estadual de Engenheiros

 

Nos dias 24, 25 e 29 de abril aconteceu o Encontro Estadual de Engenheiros da Paraíba. Promovido pelo Senge-PB, os encontros aconteceram  nas cidades de Patos, Campina Grande e João Pessoa. Foram ministradas palestras sobre os temas “Habitação e Saneamento”; “Política Agrária e Agrícola”, “Política Sindical” e apresentações sobre o Coletivo de Mulheres do Senge-PB. O encerramento aconteceu ontem (29/4), na sede do sindicato e contou com palestra sobre”Habitação e Saneamento” ministrada pela presidenta da Companhia Estadual de Habitação Popular da Paraíba (Cehap-PB), Emília Correia Lima; seguida pela palestra da representante do Coletivo de Mulheres, Alméria Carniato, sobre “Práticas Invisíveis: o movimento feminista e o Movimento Sindical “; e para encerrar o ciclo de debates a palestra sobre “Política Sindical”, ministrada pelo secretário-geral da Fisenge, Clovis Nascimento.

Senge-PR retoma regional de Ponta Grossa sob direção de uma mulher

Entre os dias 28 e 30 de abril, foi realizado o processo eleitoral para a nova diretoria do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR). Neste ano, as eleições contaram com duas novidades: a votação pela internet – no sistema eleitoral do Crea-PR – e a eleição para a nova Diretoria Regional de Ponta Grossa. Todas as diretorias contaram com chapas únicas. Um dos destaques foi a reconquista da regional Ponta Grossa, agora dirigida por uma mulher, a engenheira civil Margolaine Giacchini. A regional abrange 27 municípios e mais de 1.000 profissionais das engenharias e geociências. “A participação da mulher no movimento sindical é fundamental para tratarmos dos pontos específicos das profissões e das questões de gênero. Temos dois desafios pela frente: de organização e de maior participação na formulação de políticas públicas”, disse Margolaine. De acordo com o presidente da Fisenge e o recém-eleito presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, a reativação da regional de Ponta Grossa demonstra a importância da mobilização da região e de seus profissionais. “Ponta Grossa é um polo industrial, agropecuário e universitário, além de ser a 4ª maior cidade do Estado em número de habitantes. Retomar a regional e com uma mulher à frente da direção representa uma imensa vitória”, destacou.

Senge-BA elege 35% de mulheres em Congresso Estadual  

 

Durante três dias, profissionais e estudantes de engenharia tiveram a oportunidade de se reunir, assistir a palestras, discutir e eleger questões que serão levadas para o 10º Consenge – Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros, a ser realizado entre 27 e 30 de agosto, em Búzios – RJ. Ao final, foram escolhidos os representantes que levarão ao encontro nacional as propostas resultantes dos trabalhos. O evento começou na noite do dia 11 de abril, com palestras do professor da UFBA e geógrafo Clímaco Dias e do também professor, autor e ex-deputado federal, Emiliano José. Ambos falaram sobre o papel da política sindical diante da conjuntura nacional e internacional. Para Clímaco Dias, é preciso atentar para as novas formas de comunicação trazidas pela tecnologia nos grandes centros urbanos. Citando as passeatas de Junho do ano passado, quando milhares de pessoas foram às ruas, num movimento plural e sem lideranças ou agenda claras, ele chamou atenção para o fato de que os partidos políticos não conseguem representar a sociedade na sua totalidade, especialmente nas grandes cidades. Já Emiliano José, focou nos avanços do Brasil atual, em comparação com o resto do mundo, afirmando a importância dos governos de Lula e Dilma para o nosso desenvolvimento. Também estiveram presentes à mesa de abertura o presidente do Crea-BA, Marco Amigo, o presidente do Senge-BA Ubiratan Félix, o presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Carlos Bittencourt e os deputados Marcelino Galo e Maria del Carmen.

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Seagro-SC elege delegação para congresso com participação de mulheres

 

O Conselho Deliberativo do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC) se reuniu, nos dias 07 e 08 de maio, para discutir as ações da campanha salarial deste ano e eleger delegados para o 10º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). O encontro reuniu mais de 30 dirigentes de praticamente todas as regiões do estado. O presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Carlos Roberto Bittencourt, esteve presente. “Em Santa Catarina, tivemos um debate muito qualificado em torno dos temas políticas agrária e agrícola e formação profissional. Este já é o quarto encontro de preparação para o Consenge e temos acompanhado a excelente mobilização dos sindicatos e discussões de alto nível”, afirma Bittencourt. Também foi realizada uma palestra de abertura com o professor do curso de agronomia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Oscar José Rover, que falou sobre ” Políticas agrárias e agrícolas sustentáveis para o desenvolvimento ” e apresentou um amplo diagnóstico sobre agricultura familiar.

 

Projeto “Eu te desafio a me amar”no mês de combate à homofobia e transfobia

 

17 de maio é dia internacional contra a homofobia e transfobia e foi lançado no Brasil o projeto “Eu te desafio a me amar”. Com o apoio da ONU Mulheres e realização do Inesc, o projeto tem como objetivo contribuir para dar visibilidade às demandas da população LGBT no Brasil e estimular o debate sobre a garantia de seus direitos humanos. A iniciativa conjuga exposição de fotografia da artista visual holandesa/uruguaia Diana Blok, que retrata personalidades, famílias e militantes LGBT no Brasil desde 2013; e debates políticos sobre o tema. De acordo com a curadora da exposição Cinara Barbosa, “o trabalho de ‘ativismo visual’ traz imagens e depoimentos sobre os desafios de existência na relação com o outro, ao mesmo tempo que sinaliza para processos de identificação no compartilhamento de aspectos da vida comum da qual fazem parte a família, a intimidade da casa, o cotidiano, o trabalho, o cuidado com a beleza e os desejos de pertencimento”. As atividades do projeto se estendem até o final do mês de Maio, Mês Internacional de Combate à Homofobia. A programação ocorre em Brasília e no Rio de Janeiro.

Confira o teaser e a programação completa AQUI

As novas famílias e a Justiça do Trabalho

Para o dia das mães: uma matéria especial que mostra novas famílias, compostas por duas mulheres ou dois homens. E como a Justiça do Trabalho age diante dessa nova realidade. Direitos trabalhistas como licença maternidade, por exemplo, podem ser concedidos nesses casos? Veja ainda: a história de uma mulher que pediu na Justiça do Trabalho em Brasília, o direito à licença-maternidade. O inusitado é que não foi ela quem deu à luz aos trigêmeos, e sim a companheira dela.

 

Casamento civil homoafetivo: Após 3 anos, direito consolidado

Passados quase três anos da decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união estável entre casais do mesmo sexo e prestes a se completar um ano da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que proibiu os cartórios de se recusarem a celebrar o casamento civil homoafetivo, o que se observa é uma consolidação desse entendimento. Poucos processos envolvendo casamentos chegam à Justiça – o que significa que estão sendo feitos normalmente nos cartórios, sem impugnações – e os direitos vêm sendo reconhecidos, inclusive por familiares dos casais.

“Fazemos esses casamentos rotineiramente. Quando há esse silêncio em torno do assunto, significa que tudo está correndo normalmente”, diz ao POPULAR o tabelião Antônio do Prado. Em seu cartório são celebrados todo mês dez casamentos, em média. A proporção de uniões entre casais do sexo masculino e do sexo feminino é praticamente idêntica. Antônio do Prado observa que antes da resolução do CNJ, os cartórios faziam as declarações de união estável. Agora, o casamento civil homoafetivo incorporou-se à rotina dos cartórios. “O nubente pode adotar o nome do outro e escolher o regime de bens. É um casamento como outro qualquer”, acrescenta o tabelião.

 

Ministério da Saúde determina que bebê deve ir direto para o colo da mãe

Nada de exames de rotina nos primeiros minutos de vida nem ir direto para o berçário. Uma portaria publicada hoje pelo Ministério da Saúde determina que, se o bebê estiver em boas condições de saúde, deve ir direto para o colo da mãe ao nascer nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde). Pelo texto, o bebê deve ser colocado sobre o abdômen ou tórax da mãe de acordo com a vontade da parturiente. O bebê deve ser “colocado de bruços e receber uma coberta seca e aquecida”, diz a Saúde. A portaria segue as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) que prevê ainda que o recém-nascido seja amamentado na primeira hora de vida. A portaria publicada no “Diário Oficial da União” assegura o chamado contato ‘pele a pele’ de mãe com o filho independente se o parto é normal ou cesárea. O texto faz parte da atualização das diretrizes do SUS para permitir um atendimento mais humanizado para mãe e o recém-nascido.

 

“Grávida, pobre e negra” – quando a violência e omissão obstétrica matam e parir vira uma questão de coragem

 

Alyne já devia se sentir mãe de seu bebê de seis meses, quando foi apenas medicada e encaminhada para casa apesar das fortes dores abdominais, n=áusea e vômito. Imagino a preocupação e medo que sentiu. Dois dias depois, voltou à Casa de Saúde Nossa Senhora da Glória de Belford Roxo (RJ) onde foi constatado que ela carregava um bebê morto. Não operaram Alyne. Induziram seu parto e só 14 horas depois de dar à luz a uma criança morta, Alyne foi operada para retirada da placenta. Já era tarde, a jovem já tinha hemorragia e vomitava sangue. Tentaram transferi-la para outra unidade médica. Mas Alyne teve que esperar oito horas pela ambulância e chegou ao Hospital Geral de Nova Iguaçu já em coma. A moça morreu cinco dias depois de buscar ajuda hospitalar pela primeira vez. O laudo médico assinala a morte por hemorragia interna. Lendo isso parece que a morte da moça foi quase natural. Mas Alyne não morreu, ela foi morta em 2002, graças a uma sucessão de erros e descaso no atendimento obstétrico.

Os requintes de crueldade do caso Alyne chocaram a população e, em 2011, o estado brasileiro foi condenado pelo Comitê para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw) das Nações Unidas a cumprir uma série de recomendações em relação ao caso, como indenizar a família da paciente e garantir o direito das mulheres à maternidade segura e ao acesso adequado a procedimentos obstétricos.

 

 

Apesar de curável, câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil

Como explicar que um câncer, na maioria das vezes curável, é o que mais mata as mulheres no Brasil? A nova série do doutor Drauzio Varella no Fantástico é sobre câncer de mama e leva o título de um desabafo feito por uma pessoa cuja rotina estamos acompanhando há seis meses: é uma pedra, no caminho. E o primeiro episódio trata de um momento angustiante: a hora do diagnóstico. É como se você estivesse à espera de uma sentença. “A gente não entende muito bem certas coisas que acontecem na vida da gente. Uma pedra no caminho. Eu estou com uma pedra no caminho, uma pedra que está me fazendo parar um pouco. E eu não gosto disso, eu não estou gostando dessa pedra”, conta Fabricia.

Em São Paulo vivem 6 milhões de mulheres. Muitas delas já receberam e outras um dia receberão a notícia de que têm câncer de mama. Felizmente, é um tipo de tumor curável, na maioria das vezes. Mas é, também, o que causa mais mortes entre as mulheres. Nosso desafio nesta série é entender por que uma doença tão curável é capaz causar tanto sofrimento.

 

Doença silenciosa, o câncer de ovário deve atingir 5,6 mil mulheres em 2014

No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, lembrado no dia 8/5, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica faz um alerta: a doença é silenciosa e pode atingir mulheres de todas as idades – inclusive as mais novas. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é que o país registre 5.680 novos casos apenas em 2014.Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Evânius Wiermann, explicou que não existe uma causa específica para o câncer de ovário. “Basta ser mulher”, acrescentou. Os sintomas da doença incluem aumento do volume abdominal com inchaço contínuo; dificuldade de comer ou sensação de estar cheia; dor abdominal ou pélvica; e necessidade urgente e frequente de urinar. O Inca classifica a doença como o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e de menor chance de cura, já que cerca de 75% dos casos se apresentam em estágio avançado no momento do diagnóstico. “O problema é que se trata de uma doença interna – diferentemente do câncer de mama, que faz um nódulo, e do câncer de pele, que faz uma pinta”, explicou Wiermann.

A recomendação do instituto é que as mulheres fiquem atentas aos fatores de risco e consultem o médico regularmente, principalmente as que têm mais de 50 anos. O histórico familiar é o fator de risco isolado mais importante. Cerca de 10% dos casos apresentam componente genético ou familiar, e 90% são esporádicos, isto é, sem fator de risco conhecido. Fatores hormonais, ambientais e genéticos também estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário. Além disso, segundo ele, existem vários subtipos do câncer de ovário. A maioria dos tumores são carcinomas epiteliais (câncer que se inicia nas células da superfície do órgão), mas há também tumores malignos de células germinativas (que dão origem aos espermatozoides e aos ovócitos).

 

Mais de 70% das cidades não têm estrutura para atender mulheres


Apenas 27,5% dos 5.570 municípios do País possuem estrutura para formulação, coordenação e implementação de políticas específicas para mulheres, apontou a pesquisa Munic, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgado nesta quarta-feira (30). Apesar de ainda baixo, o número é nove pontos percentuais maior do que os 18,7% verificados em 2009. Segundo o IBGE, esse aumento é “reflexo dos movimentos político e social para o reconhecimento da necessidade de criação de estruturas que promovam a igualdade de gênero em todos os setores da política pública e nos diferentes níveis de governo”. A pesquisa apontou ainda que os municípios maiores estão mais preparados para gerir políticas públicas na questão do gênero. Apenas 12,9% dos municípios com até 5 mil habitantes têm esse tipo de estrutura. Por outro lado, 97,5% dos municípios com mais de 500 mil habitantes possuem o serviço.

Na maior parte (70%) dos 3.852 municípios, que têm população com até 20 mil habitantes, menos de 25% têm estruturas para a gestão da política de gênero. Os municípios com população entre 10.001 e 20 mil foram os que mais criaram estruturas para a gestão de políticas de gênero – com aumento de 71,5% no número das estruturas entre 2009 e o ano passado.

 

Calendário de Lutas das Mulheres

 

06.02 – Dia internacional de tolerância zero à mutilação genital feminina

24.02 – Conquista do voto feminino

08.03 – Dia internacional da mulher

21.03 – Dia internacional pela eliminação da discriminação racial

27.04 – Dia nacional da trabalhadora doméstica

30.04 – Dia nacional da mulher

17.05 – Dia internacional de combate à homofobia e à transfobia

18.05 – Dia nacional de combate ao abuso  e a exploração sexual infanto-juvenil

28.05 – Dia internacional de luta pela saúde da mulher

28.05 – Dia nacional pela redução da morte materna

30.05 – Dia de luta maior participação política das trabalhadoras rurais

04.06 – Dia nacional de criança vítima de agressão

21.06 – Dia de luta por uma educação sem discriminação e não sexista

28.06 – Dia do orgulho gay

25.07 – Dia da trabalhadora rural

25.07 – Dia da mulher afro-latina-americana e caribenha

07.08 – Sanção da lei Maria da Penha (11.340 de 2006), que coíbe a violência contra mulher

12.08 – Dia de luta contra violência no campo – Marcha das Margaridas

19.08 – Dia nacional do orgulho lésbico

26.08 – Dia internacional da igualdade feminina

29.08 – Dia da visibilidade lésbica

06.09 – Dia internacional de ação pela igualdade da mulher

14.09 – Dia latino-americano da imagem da mulher nos meios de comunicação

23.09 – dia internacional contra exploração sexual e tráfico de mulheres e crianças

28.09 – Dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe

20.09 – Aprovação da lei nº 9.100/95 que garante cotas para mulheres na política

10.10 – Dia nacional de luta contra a violência à mulher

12.10 – Dia internacional da mulher indígena

12.10 – Dia nacional de lutas por creches

15.10 – Dia mundial da mulher rural

25.10 – Dia internacional contra a exploração da mulher

25.11 – Dia internacional pelo fim da violência contra mulher

01.12 – Dia mundial de luta contra AIDS

10.12 – Dia internacional dos direitos humanos