Boletim Coletivo de Mulheres – 16 de outubro

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email

Boletim Coletivo de Mulheres – 16 de outubro

Engenheira Eugênia apoia campanha pela prevenção ao câncer de mama

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), dos 520 mil novos casos de câncer no país esperados para este ano, quase 50 mil serão de mama. Estes dados apontam a necessidade de uma campanha pedagógica sobre a prevenção do câncer de mama. Com esta consciência, a engenheira Eugênia leva o Outubro Rosa – campanha pela prevenção à doença – ao local de trabalho.

Os quadrinhos têm periodicidade mensal. Contribua você também e ajude a divulgar! As contribuições poderão ser enviadas diretamente para o e-mail da engenheira Eugênia: [email protected] ou para [email protected]

Será mantido total sigilo de fonte de todos os depoimentos e de todas as histórias enviadas. A publicação é livre, desde que citada a fonte.

CONFIRA A OITAVA TIRINHA DA SÉRIE:

 

Outubro Rosa mobiliza cidades de todo o país

Outubro Rosa é um movimento popular internacional pela luta contra o câncer de mama. Iniciada nos Estados Unidos, a campanha tem o objetivo de fortalecer o alerta sobre a importância da realização de exames e da prevenção da doença. O principal símbolo desta luta é o laço rosa, lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990. Hoje, o movimento ganhou força em diversos países, que iluminam de rosa seus principais monumentos, prédios públicos, pontes, etc. O Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) é solidário a esta luta e apoia a campanha do Outubro Rosa.

 

 

 

Engenheiras e engenheiros debatem assédio moral

 

“Quando me convidaram para o seminário, fiquei imaginando o porquê deste convite”, iniciou o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), durante o seminário “Assédio moral: vida, sobrevida e diversidade”, realizado no dia 27/9, no Rio de Janeiro. Minutos depois de seu questionamento, o deputado foi esclarecedor: “O assédio moral envolve questões de sujeito, de posições identitárias, de política de afeto e de direitos humanos. Embora tenhamos uma sensação de inteireza, na realidade, temos várias identidades dependendo das circunstâncias”, pontuou Jean lembrando que diferentes as identificações podem ser definidas por classe, gênero, orientação sexual, religião, entre outras. A assessora jurídica da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Daniele Gabrich, trouxe ao debate a caracterização jurídica e as responsabilidades. “Existem instrumentos importantes de coibição de assédio moral, como as cláusulas de acordo coletivo de trabalho, que podem avançar em campanhas pedagógicas no combate ao assédio moral”, explicou.

Mas o que configura o assédio moral? Daniele trouxe uma concepção jurídica de Sebastião Geraldo de Oliveira que diz: “Assédio moral é o comportamento do empregador, seus prepostos ou colegas de trabalho, que exponha o empregado a reiteradas situações constrangedoras, humilhantes ou abusivas, fora dos limites normais do poder diretivo, causando degradação do ambiente laboral, aviltamento à dignidade da pessoa humana ou adoecimento de natureza ocupacional”. Um ponto destacado pela coordenadora geral do Sindicato Estadual de Profissionais em Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), Gesa Corrêa, foi a prática de assédio moral aos trabalhadores da 3ª idade.

 

 

Homicídios reduzem expectativa de vida dos negros

Dados sobre racismo e violência foram apresentados nesta quinta-feira, 17, no lançamento do Boletim de Análise Político-Institucional. No lançamento da 4ª edição do Boletim de Análise Político-Institucional (Bapi), o diretor do Ipea, Daniel Cerqueira, apresentou dados que mostram que, no Brasil, a probabilidade do negro ser vítima de homicídio é oito pontos percentuais maior, mesmo quando se compara indivíduos com escolaridade e características socioeconômicas semelhantes. Para Almir de Oliveira Júnior e Verônica Couto de Araújo Lima, respectivamente pesquisador do Instituto e acadêmica da área de Direitos Humanos da UnB, se no Brasil a exposição da população como um todo à possibilidade de morte violenta já é grande, ser negro corresponde a pertencer a um grupo de risco, pois a cada três assassinatos, dois são de negros. Somando-se a população residente nos 226 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, calcula-se que a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior em comparação com os brancos.

 

 

“A comunicação pública pode ser um contraponto às práticas predatórias do mercado”, defende conselheira da EBC Ana Veloso

 

Realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV mostrou que para 65% dos entrevistados o padrão de beleza nas propagandas está muito distante da realidade das brasileiras e 60% consideram que as mulheres ficam frustradas quando não se veem neste padrão. O resultado do estudo aponta ainda que 84% concordam que o corpo da mulher é usado para promover a venda de produtos nas propagandas na TV; e 58% avaliam que as propagandas mostram a mulher como objeto sexual. Além disso, 70% defendem punição aos responsáveis por propagandas que mostram as mulheres de modo ofensivo. A pesquisa será uma referência ao concurso de vídeos de 1 minuto que o Instituto Patrícia Galvão realizará com início ainda neste ano.

Em entrevista, a jornalista Ana Veloso, professora da Universidade Católica de Pernambuco, colaboradora do Centro das Mulheres do Cabo (PE) e representante da sociedade civil no Conselho Curador da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), avalia os resultados do levantamento. Para ela, os dados corroboram impressões que o movimento feminista discute há anos: a propaganda brasileira reproduz desvalores de raça, classe e gênero. “Vivemos, hoje, no século XXI, com modelos empresariais, totalmente ultrapassados nessas áreas. O machismo e o patriarcado, nesses espaços, denotam isso. Os resultados podem ajudar, inclusive, a sociedade brasileira a refletir acerca do papel social dos meios de comunicação, uma vez que quem produz esse tipo de propaganda (que chega a ser uma violência simbólica), quem veicula e quem paga por ela podem e devem ser penalizados, como revela a opinião das pessoas que se sentem agredidas por tais anúncios”, pontua.

 

 

 

 

25 de outubro: Dia internacional contra e exploração da mulher

 

 

25 de outubro é o dia internacional contra a exploração da mulher. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data reafirma a importância da igualdade de direitos e a necessidade urgente do fim das opressões. As mulheres ainda ganham menores salários, sofrem com violência doméstica e sexual, são as principais vítimas de assédio moral e acumulam jornadas de trabalho que chegam a ser quádruplas. Este cenário, infelizmente, é uma realidade, mesmo com a ONU dispondo que os direitos entre homens e mulheres são os mesmos, não devendo ser levados em conta a etnia, religião, idioma, entre outros elementos.

Entrou em vigor, em 1981, uma Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, adotada pela Assembleia Geral da ONU. No documento são especificados: igualdade entre os sexos, os direitos humanos, as liberdades fundamentais, as necessidades políticas, econômicas, sociais, culturais e civis. Ainda é preciso avançar muito, somar esforços e lutar pela igualdade de direitos e oportunidades.

 

 

 

ARTIGO: Pesquisadora debate importância da reforma política para a equidade de gênero

 

 

O debate sobre a Reforma Política e Eleitoral se estende há alguns anos país, sem acordos entre partidos e políticos em geral. E adquiriu atenção inédita da população no período recente, com as grandes manifestações sociais que tomaram conta das ruas em junho de 2013. A proposta de minirreforma eleitoral aprovada no Senado e que está em debate na Câmara dos Deputados tem entre seus principais tópicos: i) a diminuição do prazo para os partidos trocarem de candidatos numa antes da eleição; ii) a limitação dos pronunciamentos presidenciais em mídia nacional no período eleitoral; e iii) a regulação da “boca-de-urna”. Outros aspectos “menores” também são tratados.

 

 

 

Feminicídio: quando a causa da morte é ser mulher

 

Suas motivações mais comuns são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda da propriedade sobre as mulheres, em uma sociedade marcada pela desigualdade de gênero, como a brasileira. Com uma taxa de 4,4 assassinatos em 100 mil mulheres, o Brasil está entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a sétima posição em um ranking de 84 nações, segundo dados do Mapa da Violência 2012 (Cebela/Flacso).

 

 

Anistia Internacional defende descriminalização do aborto na AL

 

Descriminalizar o aborto na região é um compromisso com a vida. Os próprios Estados da América Latina e Caribe reconheceram recentemente que a criminalização do aborto provoca o aumento da mortalidade e da morbidade maternas e não diminui o número de abortos. Ameaçar com prisão a mulheres, jovens e adolescentes que decidem interromper sua gravidez não faz elas mudarem de ideia, mas as impulsionam a realizar abortos clandestinos, que na maioria dos casos são inseguros e colocam em risco sua vida e saúde.

 

 

 

 

Calendário de Lutas das Mulheres

 

06.02 – Dia internacional de tolerância zero à mutilação genital feminina

24.02 – Conquista do voto feminino

08.03 – Dia internacional da mulher

21.03 – Dia internacional pela eliminação da discriminação racial

27.04 – Dia nacional da trabalhadora doméstica

30.04 – Dia nacional da mulher

18.05 – Dia nacional de combate ao abuso  e a exploração sexual infanto-juvenil

28.05 – Dia internacional de luta pela saúde da mulher

28.05 – Dia nacional pela redução da morte materna

30.05 – Dia de luta maior participação política das trabalhadoras rurais

04.06 – Dia nacional de criança vítima de agressão

21.06 – Dia de luta por uma educação sem discriminação e não sexista

28.06 – Dia do orgulho gay

25.07 – Dia da trabalhadora rural

25.07 – Dia da mulher afro-latina-americana e caribenha

07.08 – Sanção da lei Maria da Penha (11.340 de 2006), que coíbe a violência contra mulher

12.08 – Dia de luta contra violência no campo – Marcha das Margaridas

19.08 – Dia nacional do orgulho lésbico

26.08 – Dia internacional da igualdade feminina

29.08 – Dia da visibilidade lésbica

06.09 – Dia internacional de ação pela igualdade da mulher

14.09 – Dia latino-americano da imagem da mulher nos meios de comunicação

23.09 – dia internacional contra exploração sexual e tráfico de mulheres e crianças

28.09 – Dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe

20.09 – Aprovação da lei nº 9.100/95 que garante cotas para mulheres na política

10.10 – Dia nacional de luta contra a violência à mulher

12.10 – Dia internacional da mulher indígena

12.10 – Dia nacional de lutas por creches

15.10 – Dia mundial da mulher rural

25.10 – Dia internacional contra a exploração da mulher

25.11 – Dia internacional pelo fim da violência contra mulher

01.12 – Dia mundial de luta contra AIDS

10.12 – Dia internacional dos direitos humanos

» EXPEDIENTE

Diretoria Executiva da Fisenge

Diretor Presidente
Carlos Roberto Bittencourt
Diretor Vice-presidente
Raul Otávio da Silva Pereira
Diretor Financeiro
Eduardo Medeiros Piazera
Diretor Financeiro Adjunto
Roberto Luiz de Carvalho Freire
Diretor Secretário-Geral
Clovis Francisco Nascimento Filho
Diretor de Relações Sindicais
Fernando Elias Vieira Jogaib
Diretora da Mulher
Simone Baía Pereira
Diretora Executiva
Giucelia Araújo de Figueiredo
Diretor Executivo
José Ezequiel Ramos
Diretora Executiva
Silvana Marília Ventura Palmeira

Coletivo de Mulheres

Diretora da Mulher
Simone Baía
Suplente na Diretoria da Mulher
Anildes Lopes Evangelista
SEAGRO-SC
Darclé Clauberg
SENGE-BA
Márcia Ângela Nori
SENGE-ES
Patrícia Brunow Diniz R. Barbosa
SENGE-MG
Fátima Regina Relo Costa
SENGE-PB
Alméria Vitoria S. Carniato
SENGE-PE
Eloisa Bastos Amorim de Moraes
SENGE-PR
Sandra Cristina Lins dos Santos
SENGE-RJ
Maria Virginia Martins Brandão
SENGE-RO
Keila Viana Cherubini
SENGE-SE
Marina Franca Lelis Bezerra
SENGE-VR
Laura Jane Lopes Barbosa