Boletim Coletivo de Mulheres – 15 de abril

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Boletim Coletivo de Mulheres – 15 de abril

Engenheira Eugênia mobiliza campanha salarial

Maio é a data-base de muitas empresas para início das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A engenheira Eugênia começa a organizar entre seus colegas propostas para a pauta de reivindicações, que será encaminhada para subsidiar o sindicato.

Os quadrinhos têm periodicidade mensal. Contribua você também e ajude a divulgar! As contribuições poderão ser enviadas diretamente para o e-mail da engenheira Eugênia: [email protected] ou para[email protected]

Será mantido total sigilo de fonte de todos os depoimentos e de todas as histórias enviadas. A publicação é livre, desde que citada a fonte.

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Empoderamento feminino é tema de seminário no Coletivo de Mulheres da Fisenge em Pernambuco 

  

Nos dias 04 e 05 de abril, no Recife Praia hotel, engenheiras de diversos estados vieram ao Recife para participar da reunião do Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge) e do Seminário com o tema “A ocupação dos espaços de poder pela mulher e empoderamento”, promovido pelo Coletivo e pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE). 

Criado em 2008, em Assembleia Geral no 8º Congresso Nacional de Sindicato de Engenheiros (Consenge), o Coletivo de Mulheres, coordenado pela Diretoria da Mulher da Fisenge, tem três encontros ao ano para planejar e deliberar ações e temas que serão trabalhados, com o intuito de conscientizar a sociedade sobre a importância da inserção, reconhecimento e valorização da mulher nas diversas esferas.

No primeiro dia, pela manhã, a diretora da Mulher da Fisenge, Simone Baía, o presidente do Senge-PE, Fernando Freitas e a diretora da Mulher, Eloisa Basto iniciaram o evento discursando sobre a importância do encontro, da discussão sobre o empoderamento e das políticas de gênero.

Na parte da tarde, a programação foi iniciada com o discurso da engenheira, Elisabeth Marinho, diretora do Senge-PE, falando sobre a sua trajetória difícil como estudante e como profissional. Elisabeth foi a primeira mulher formada em engenharia no estado da Paraíba. Em seguida, como parte do Seminário, a Deputada Federal, Luciana Santos participou do encontro palestrando sobre o tema “Mulher, participação e autonomia. Luciana lembrou de algumas figuras femininas fortes e importantes na história de luta por igualdade e deu uma explanação sobre o mercado de trabalho e os espaços destinados às mulheres em campanhas publicitárias. “Na comunicação e publicidade a mulher é coisificada.”, afirmou a Deputada. Luciana não deixou de lembrar dos alarmantes números de violência contra a mulher e da necessidade de uma maior representatividade feminina na política.

Após o término da fala da Deputada, a programação seguiu com Elisabeth Marinho fazendo um apanhado histórico sobre a origem da palavra empoderamento e relacionando o alcance desse objetivo com fatores psicológicos. “A mulher precisa ser confiante e estar bem resolvida, com a estima alta para que acredite que pode crescer e alcançar os espaços de poder.”, relatou a primeira mulher formada em engenharia na Paraíba.

O debate seguiu com falas e experiências enriquecedoras das engenheiras dos diversos sindicatos participantes, com a mediação do vice-presidente do Senge-PE, Roberto Freire. “O seminário é uma discussão importante acerca da diferença da ocupação dos espaços de poder por homens e mulheres, pois, nesse sentido, não temos igualdade de gênero, embora as mulheres sejam a maioria da população e esse domínio em números não se repete nas esferas de poder.”, afirmou Simone Baía. 

 

No segundo dia, os assuntos discutidos foram o Projeto de Lei da Câmara 013/2013, proposta que prevê a implantação da engenharia como carreira típica de estado, avaliação da Campanha realizada para o Dia Internacional da Mulher em parceria com os diversos Senges ligados à Fisenge, o planejamento para as ações do Dia Nacional da Mulher que será comemorado no próximo 30 de abril em homenagem a Jerônima Mesquita, uma das mais importantes líderes feministas do Brasil e, também, sobre o 10º Consenge que será realizado entre os dias 27 e 30 de agosto, no Rio de Janeiro.

 

Engenheiras e engenheiros resistem à ditadura militar

 

“Acreditar na força transformadora dos trabalhadores e da sociedade civil”. Foi desta forma que a engenheira Elsa Parreira seguiu resistindo e lutando contra a ditadura militar instaurada no Brasil. De norte a sul do país, engenheiros e engenheiras tiveram papel fundamental na luta contra o golpe de Estado dado pelos militares. Elsa começou a militar no movimento estudantil aos 19 anos, quando estudava engenharia civil, no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo. “Vivíamos o auge da repressão. Nós tínhamos preocupação com o ensino voltado para melhores condições ao povo brasileiro e a engenharia teria papel essencial nas áreas de habitação, saneamento, infraestrutura. O Brasil iniciou um marketing político de combate ao comunismo e a todas as propostas com viés social apoiadas na movimentação popular”, contou Elsa, que era apostileira. Ou seja, ela, ao lado de outros companheiros, anotavam toda a aula de uma determinada matéria e depois rodavam no mimeógrafo. Esta era uma forma de estabelecer um vínculo com os demais alunos.

Em paralelo, também promoviam atividades culturais, como a peça de teatro “Os fuzis da senhora Carrar”. Isso tudo visando à união dos estudantes, à discussão sobre ensino, ao combate à interferência dos Estados Unidos no modelo estudantil brasileiro e às funções da engenharia em um projeto para o povo.

Leia a matéria completa na revista da Fisenge AQUI

 

Senge-SE promove debate sobre assédio moral

 

O Sindicato dos Engenheiros de Sergipe (SENGE-SE), por meio da Diretoria da Mulher, realizou nesta quarta-feira, 26/3, um debate com o tema: “Mulheres na Engenharia, nos espaços de poder e na luta“. O evento, que reuniu engenheiras, engenheiros e estudantes, abordou a inserção da mulher em espaços políticos. De acordo com a diretora de políticas para mulher, Marina França, também assessora técnica do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (CREA-SE), a pauta central do evento debate a presença das mulheres nos espaços decisórios, nas lideranças trabalhistas e profissionais. “Este ano será muito significativo, pois acontecerão as eleições no país e também nos conselhos e órgãos da engenharia”, diz. Ela ainda acrescenta que o assédio moral é um dos principais fatores que impedem um maior protagonismo das mulheres nos espaços de poder dentro da engenharia. “O assédio está interligado com este debate. Porém, observamos que está havendo um crescimento participativo das mulheres”. Quem também avalia este crescimento é a engenheira civil, Isabella de Lima. Para ela, o cenário está mudando e as mulheres estão ocupando os espaços que historicamente foram exercidos pelos homens. “Quando comecei o curso de engenharia em 1992, só tinha duas mulheres em uma turma de 60 pessoas. Hoje, o número de mulheres vem aumentando na engenharia”, finaliza. Importante destacar ainda as presenças no evento do conselheiro federal, Gustavo Braz, do diretor administrativo do CREA-SE, Julio Cezar Silveira Prado, e do presidente do SENGE-SE, Rosivaldo Ribeiro Santos, que apoiam esta causa.

Senge-ES e o Coletivo de Mulheres da Fisenge promoveram evento sobre assédio moral

 

Um auditório lotado de homens e mulheres assistiu ao seminário “A Legislação trabalhista aplicada às atividades de profissionais da Engenharia – um olhar sobre o assédio moral”. Orientações sobre esse tema são fundamentais, principalmente no Espírito Santo, local onde os números de violência contra a mulher e os crimes por proximidade tem os maiores índices do Brasil.

O evento, realizado no dia 31 de março, é o segundo encontro feito pelo Sindicato dos Engenheiros sobre esse tema. No final do ano passado o assunto já havia sido abordado com uma grande discussão. Nas duas ocasiões, o assunto foi exposto por meio das palestras da procuradora federal Ivone Villanova, e da economista, psicóloga e diretora do Sindicato dos Bancários, Bernadete Martins. Ambas possuem forte atuação no movimento feminista e tem experiência em como lidar com essa questão delicada e, muitas vezes, de difícil comprovação jurídica.

Foram trazidos casos como exemplo, bem como explicações dos caminhos jurídicos a serem tomados pelas vítimas. O objetivo foi discutir os avanços da legislação trabalhista sob o enfoque do assédio moral e, principalmente, descrever quais são as principais práticas do assédio moral no campo do trabalho. Mas a discussão foi além. A necessidade de políticas públicas efetivas para combater a violência contra as mulheres foi apontada como necessidade que o governo ainda não consegue resolver.

O evento foi uma realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo (Senge-ES) e do Coletivo de Mulheres da Fisenge. O Seminário teve o apoio da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-ES (Mútua). Toda programação foi gravada e irá ser veiculada em vídeo que orienta e informa sobre o tema. O seminário foi realizado no auditório do Crea-ES.  

 

 

Diretora da Fisenge e presidente do Crea-PB participa de debate sobre a luta das mulheres

 

No último dia 14 de março, Giucélia Figueiredo, Diretora executiva da Fisenge e presidenta do Crea-PB, participou das comemorações do Dia da Mulher, promovida pelo Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho da Paraíba. Em clima descontraído, as participantes dividiram experiências e discutiram a realidade da sua atuação profissional. Primeira mulher a presidir o CREA-PB, Giucélia falou sobre sua trajetória de vida. “Eu sempre tive a preocupação de ter o conhecimento como minha ferramenta de luta, no exercício profissional e na luta social”, destacou a presidente.

Senge-RJ promove debate sobre mulheres na política

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (SENGE-RJ) acredita que o empoderamento das mulheres traz uma nova concepção de poder. ‘Política é para mulher?’, o tema debatido no SENGE-RJ, no mês março. Participaram da atividade diretora da Fundação Perseu Abramo, Luciana Mandelli, e a Vice-Presidenta Nacional do PT, Clarissa Cunha.  A cantora Cássia Moura homenageou as mulheres com as músicas Maria, Maria de Milton Nascimento e Mais uma boca de Fátima Guedes. A artista distribuiu rosas para as mulheres e homens presentes. “Objetivo é promover o debater sobre a realidade das mulheres. A engenheira atua em um universo ainda muito masculino. Ela enfrenta muitas dificuldades no mercado de trabalho. Muitas vezes, são problemas silenciosos”, afirma a diretora do SENGE-RJ, Virginia Brandão.

Luciana Mandelli afirmou que “as mulheres estão em um lugar aonde a democracia não chega”. Ela ressaltou que, em geral, “os partidos políticos têm dificuldade de organizar as pautas das mulheres e de entendê-las como sujeito que representa 52% do eleitorado brasileiro”. Apesar de as mulheres representarem metade do eleitorado brasileiro, elas ocupam apenas 9% dos mandatos na Câmara dos Deputados e 12% no Senado. No item igualdade de gênero na política, o Brasil está em 106º lugar entre 187 países. Nas eleições municipais de 2012, foram eleitas 7.648 mulheres para ocupar prefeituras e câmaras municipais em todo o Brasil – 13% do total de vagas disputadas e um recorde positivo na história brasileira.

AUTONOMIA E PARTICIPAÇÃO

A pesquisadora acredita que é fundamental assegurar a autonomia econômica das mulheres e promover a igualdade entre os gêneros. “Hoje, as mulheres têm condições de acessar empregos melhores, a menos subempregos. Contudo, ainda persiste a diferença entre os salários de homens e mulheres”, disse. Clarissa Cunha vice-presidenta nacional do PT ressaltou que, historicamente, o mercado de trabalho impôs às mulheres um conjunto de profissões relacionadas com a vida doméstica e aos cuidados. Além do acesso desigual feminino às oportunidades sociais. Segundo ela, existe a manutenção dos privilégios dos homens.

“A mulher não tem tempo para si. Ela se divide entre trabalhar fora, o cuidado com a casa e filhos. Em algum momento os homens vão ter que avançar neste debate também”, afirmou Cunha. “Não estamos falando do feminismo como uma guerra contra os homens. Estamos falando de igualdade de direitos e responsabilidades”, conclui.

Senge-PB e Crea-PB promovem debate em homenagem ao 8 de março

 

Na última sexta-feira (27), o SENGE-PB e o CREA-PB promoveram na sede do Sindicato dos Engenheiros um debate em comemoração ao 8 de março,  Dia Internacional da Mulher. Representantes da Delegacia de Assistência à Mulher de João Pessoa falaram sobre o tema “Violência contra Mulheres” a [email protected] e às servidoras das duas entidades. A delegada Maísa Félix falou sobre a Lei Maria da Penha e sobre a política de enfrentamento à violência contra as mulheres no estado da Paraíba.

Campanha por Enedina – mulher, negra e pioneira

 

Uma campanha – ainda informal – está se desenhando nos corredores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Há quem defenda que o prédio da Rede Ferroviária Federal doado à UFPR, o “Teixeira Soares”, que fica na altura da Ponte Preta, no Rebouças, seja rebatizado como Edifício Enedina Alves Marques. A curitibana Enedina é a primeira engenheira negra formada no Brasil, na década de 1940, o que a tornou um objeto de culto quase secreto nos bastidores do movimento afro e nos grupos de gênero. Seu centenário de nascimento foi comemorado em janeiro deste ano, sem muito alarde, e com certa injustiça. Homenageá-la no Câmpus Rebouças seria uma forma de reparar sua memória e manter viva sua contribuição à economia do estado.

Biografia
A biografia da engenheira é marcante. Filha de uma lavadeira, e criada sem pai, teria vencido nos estudos graças também ao mecenato de um negro rico, de nome Domingos Nascimento, e das famílias para as quais trabalhou como empregada e babá – os Caron e os Heibel. Suspeita-se que foi contemporânea de Helena Kolody no Instituto de Educação do Paraná. Trabalhou como professora nas roças. Em seguida, chegou ao curso de Engenharia Civil – onde havia concentração de 100% de homens e brancos. Sua presença ali soava estranha. Formou-se a duras penas – fala-se em perseguição acadêmica –, aos 31 anos, tornando-se uma respeitável funcionária do setor público, bem-sucedida, conhecida pela elegância das peles e perucas que usava.

Resumo da ópera
Enedina morreu em 1981, aos 68 anos. Ganhou perfil biográfico de Ildefonso Puppi. Fazem parte do rol dos pesquisadores da engenheira os historiadores Sandro Luís Fernandes e Jorge Santana, e o cineasta Paulo Munhoz, que com Sandro prepara um documentário sobre Enedina. Este mês, passou a batizar um CMEI em Pinhais. Tem o nome inscrito no Memorial à Mulher Pioneira, das soroptimistas, grupo do qual fazia parte. Batiza o Instituto Mulheres Negras, de Maringá; e seu túmulo é mantido pelo Instituto de Engenheiros do Paraná. Ter o nome na fachada da UFPR seria um belo resumo da ópera.

 

JBS/Friboi é condenada em R$ 2 milhões no Maranhão

O grupo JBS/Friboi S.A. – maior companhia de processamento de proteína animal do mundo – foi condenado a pagar uma indenização de R$ 2 milhões, por dano moral coletivo, e a cumprir 16 obrigações, por ter desrespeitado as normas de saúde e segurança. A condenação é fruto de uma Ação Civil Pública (ACP) do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA). As obrigações a serem cumpridas referem-se ao conforto, higiene e privacidade dos trabalhadores nos banheiros, vestiários e refeitórios; ao fornecimento de equipamentos de proteção individual e de água potável (sendo proibido o uso de recipientes coletivos); a adoção de medidas de proteção contra queimaduras; além da manutenção preventiva e corretiva em máquinas e equipamentos e a promoção de medidas que previnam incêndios.

Na sentença, a juíza da Vara do Trabalho de Açailândia, Carolina Burlamaqui Carvalho, também condenou a JBS/Friboi a conceder intervalos de 20 minutos, a cada 1h40 de trabalho, aos empregados que trabalham em câmaras frigoríficas e demais ambientes frios e aos trabalhadores que movimentam mercadorias em locais com diferentes temperaturas. Em caso de descumprimento das obrigações, impõe-se a multa de R$ 10 mil por item, acrescida de R$ 500 por trabalhador prejudicado. Os R$ 2 milhões por dano moral coletivo deverão ser revertidos ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Entenda o caso

Inspeções realizadas pelo MPT-MA e pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificaram falhas nas instalações da distribuidora de carnes Equatorial Alimentos, na cidade de Açailândia. Esse frigorífico havia sido adquirido pelo grupo JBS/Friboi. Como sucessora, a Friboi desrespeitou as normas de saúde e segurança do trabalho, colocando em risco a vida dos empregados. Em fevereiro de 2013, o MPT-MA ajuizou a Ação Civil Pública. O caso foi aberto pelo procurador Ítalo Ígo Ferreira Rodrigues e acompanhado pela procuradora Adriana Candeira, da Procuradoria de Imperatriz. A ACP contra a Friboi é a de Nº 00422.2013.013.16.00.7.

Em memória de Cláudia e por Justiça: 21 de Março, Dia Internacional de Eliminação da Discriminação Racial

 

Claudia Silva Ferreira, foi morta em 16/03/2014, quando saía de casa para comprar pão para a família, foi arrastada por 350 metros por uma viatura policial. Neste 21 de Março, Dia Internacional de Eliminação da Discriminação Racial, cinco dias após a morte de Cláudia Silva Ferreira, queremos exigir que a morte desta mulher tão guerreira não seja em vão, que não seja apenas a morte de mais uma vítima de violência pelo estado, assim como a morte do Amarildo e de tantos outros anônimos e vítimas do mesmo Estado Omisso e Racista e da mesma falta de políticas que coíbam a reincidências de crimes como este cometidos por uma polícia que está preparada para matar. Após 50 anos do fim do regime militar no Brasil, percebe-se que o estado brasileiro ainda é ditatorial, ou seja, em suas instâncias públicas ainda prevalecem o regime autoritário que visa segregar e criminalizar os pobres em prol do domínio e privilégios das classes dominantes. Claudia foi morta por aqueles que deveriam preservar e proteger sua vida, a polícia. Este é um dos motivos para se lutar pela desmilitarização das polícias.

 

Deputado Jean Wyllys comenta aprovação das cotas para negros e pardos em concursos públicos

Viva! Acabamos de aprovar o projeto de lei 6738/2013 que reserva 20% das vagas em concursos públicos federais para negros e pardos. Para aquelas e aqueles milhões de “racistas não racistas” e seus preconceitos mal disfarçados que virão com seus argumentos de que é mais uma minoria querendo privilégios, explico o porquê disso não ser uma “ajuda”, e sim uma questão de direitos humanos e dignidade: esta ação afirmativa de reconhecimento e reparação de um processo histórico racista e extremamente opressor, que se reflete na desigualdade salarial entre negros e brancos (mesmo com aqueles com igual nível de escolaridade), é uma forma de acelerar a participação da população negra, ou seja, a maior parte da nossa população brasileira, nos lugares de prestígio do mercado de trabalho. Negros e negras não estão devidamente inseridos e inseridas em ambientes profissionais. Segundo pesquisa do Dieese –http://bit.ly/1hYQbcL -, negros recebem menos em qualquer comparação que se faça, seja por setores de atividades, seja por escolaridade, e também enfrentam obstáculos que o direcionam para empregos de menor qualificação. Ainda de acordo com o estudo, um trabalhador negro recebe em média um salário 36,11% menor que um trabalhador não negro.

 

Marco Civil aprovado: dia histórico para a liberdade de expressão

 


Guardem o dia 25 de março de 2014 na memória. Este dia será lembrado como o dia do Marco Civil da Internet em todo o mundo. Neste dia, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que tem todas as características de um projeto impossível de ser aprovado numa Casa como essa. A principal delas: o fato de contrariar interesses econômicos poderosos ao garantir direitos dos cidadãos e cidadãs. O Marco Civil da Internet aprovado aponta claramente para o tratamento da comunicação como um direito fundamental e não apenas como um negócio comercial. Trata-se de algo inédito na história brasileira, que só foi possível por um conjunto de fatores. Em primeiro lugar, a intensa participação e mobilizações de organizações da sociedade civil e ativistas da liberdade na internet, que estiveram envolvidos com o Marco Civil desde sua primeira redação até a vitória obtida nesta terça-feira na Câmara. O fato de ser um texto elaborado com ampla participação popular garantiu ao Marco Civil uma legitimidade conferida a poucas matérias que tramitam pelo Congresso Nacional. Em segundo lugar, o relatório substitutivo do texto ficou a cargo do deputado Alessandro Molon (PT/RJ), que se mostrou um persistente articulador e negociador, ouvindo os mais diferentes interesses em jogo e buscando acomodá-los sem comprometer os três pilares centrais do texto: a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários.

 

Calendário de Lutas das Mulheres

 

06.02 – Dia internacional de tolerância zero à mutilação genital feminina

24.02 – Conquista do voto feminino

08.03 – Dia internacional da mulher

21.03 – Dia internacional pela eliminação da discriminação racial

27.04 – Dia nacional da trabalhadora doméstica

30.04 – Dia nacional da mulher

18.05 – Dia nacional de combate ao abuso  e a exploração sexual infanto-juvenil

28.05 – Dia internacional de luta pela saúde da mulher

28.05 – Dia nacional pela redução da morte materna

30.05 – Dia de luta maior participação política das trabalhadoras rurais

04.06 – Dia nacional de criança vítima de agressão

21.06 – Dia de luta por uma educação sem discriminação e não sexista

28.06 – Dia do orgulho gay

25.07 – Dia da trabalhadora rural

25.07 – Dia da mulher afro-latina-americana e caribenha

07.08 – Sanção da lei Maria da Penha (11.340 de 2006), que coíbe a violência contra mulher

12.08 – Dia de luta contra violência no campo – Marcha das Margaridas

19.08 – Dia nacional do orgulho lésbico

26.08 – Dia internacional da igualdade feminina

29.08 – Dia da visibilidade lésbica

06.09 – Dia internacional de ação pela igualdade da mulher

14.09 – Dia latino-americano da imagem da mulher nos meios de comunicação

23.09 – dia internacional contra exploração sexual e tráfico de mulheres e crianças

28.09 – Dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe

20.09 – Aprovação da lei nº 9.100/95 que garante cotas para mulheres na política

10.10 – Dia nacional de luta contra a violência à mulher

12.10 – Dia internacional da mulher indígena

12.10 – Dia nacional de lutas por creches

15.10 – Dia mundial da mulher rural

25.10 – Dia internacional contra a exploração da mulher

25.11 – Dia internacional pelo fim da violência contra mulher

01.12 – Dia mundial de luta contra AIDS

10.12 – Dia internacional dos direitos humanos