No último sábado (03/01), a Venezuela amanheceu sob ataque militar e invasão estadunidense, num evidente ataque imperialista contra a soberania do país. Sob a justificativa falaciosa de restabelecimento democrático, os EUA sequestraram o presidente Nicolas Maduro e sua companheira, Cilia Flores, e os conduziram à prisão. Além de uma série de atos de violação de direitos humanos, os EUA provam, mais uma vez, os ataques imperialistas que impetram ao longo da História por poder e dinheiro, considerando que a Venezuela é a maior produtora de petróleo do mundo. O atentado é grave e exige repercussão internacional e solidariedade latino-americana. Ao longo da História, os EUA promoveram intervenções militares, guerras e conspirações políticas em todo o mundo em nome da proteção do dólar e em busca de petróleo como: o embargo ao Japão em 1941; apoio à Arábia Saudita e o Acordo Quincy (1945); Operação PBSucess Guatemala (1954); Operação Ajax no Irã (1953); Crise no Suez (1956); golpe na Indonésia (1965); Invasão do Iraque (2003); intervenção na Síria até hoje; dentre outros episódios. O presidente Donald Trump afirmou que “este é o nosso hemisfério e toda a América é dos americanos” numa narrativa colonial e imperialista que ameaça a soberania de todos os povos da América Latina e do Caribe; com ameaças de invasão a outros países como a Colômbia; e a ilha de Groelândia. Trump ratifica um prenúncio de ameaças, guerras e política colonial extrativista com o objetivo de explorar terras, petróleo, riquezas naturais, cultura e bem-viver dos povos. Passou da hora do mundo denunciar, repudiar e parar os golpes militares e políticos dos EUA na América Latina e no Caribe. A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) repudia a invasão e o golpe militar e político na Venezuela; exige a garantia da soberania da Venezuela e presta solidariedade latino-americana ao povo venezuelano.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil