ACT 2026/2028 da Axia: CNE apresenta premissas na primeira rodada de negociação

Nesta quarta-feira, (4/3), foi realizada a primeira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho para o ACT 2026/2028 da Axia Energia. O encontro marcou a abertura formal do processo negocial e na ocasião os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras apresentaram as premissas que nortearam a construção da pauta de reivindicações da categoria. Participaram da reunião, representando a Axia Energia, Jorge Lustosa (Assessor de Relações Sindicais), Rodrigo Lira (Gerente da Assessoria de Relações Sindicais), Rodrigo Porto (Diretor de Remuneração e Carreiras) e Renato Carreira (Vice-Presidente de Gente e Serviços). Pelo lado dos trabalhadores, os dirigentes dos sindicatos do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) representaram a categoria.

Durante a reunião, a empresa destacou alguns desafios do setor elétrico, mencionando mudanças no modelo de comercialização de energia e o cenário de leilões de transmissão e também de geração. A direção da Axia também apontou a necessidade de manter a competitividade no mercado. O CNE, por sua vez, apresentou os principais eixos para a negociação: respeito a todas as cláusulas da pauta de reivindicações dos trabalhadores, com a valorização salarial, a garantia de emprego, a implementação de um programa permanente de desligamento voluntário (PDV), a isonomia de direitos e benefícios para todos os trabalhadores e trabalhadoras, a construção de um acordo único para todas as empresas do grupo Axia, que não haja demissões durante o processo negocial, vigência de dois anos para o acordo coletivo e um processo negocial transparente e respeitoso.

O CNE solicitou também o adiantamento da primeira parcela da PLR, equivalente a 80%, ainda no mês de março. A próxima rodada de negociação ficou agendada para o próximo dia 20. Até lá, o CNE seguirá acompanhando o processo e cobrando avanços concretos.

A construção de um ACT que valorize os trabalhadores e trabalhadoras da Axia Energia depende da mobilização e da unidade da categoria. Historicamente, os avanços nas relações de trabalho são frutos da organização coletiva e este processo negocial não será diferente.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

Texto: CNE – Coletivo Nacional dos Eletricitários