A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) conclama os trabalhadores e as trabalhadoras da área tecnológica e a sociedade brasileira a uma reflexão necessária sobre o atual momento político do país.
O primeiro turno das eleições gerais, realizado em 4 de outubro, elegeu um “novo” Congresso Nacional em que a extrema-direita foi a força que mais cresceu. Esse cenário evidencia o risco de que direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo da História sofram retrocessos ainda maiores do que os vividos nos governos Temer e Bolsonaro. Aposentadorias, SUS, Farmácia Popular, Bolsa Família, educação pública, investimentos em infraestrutura, ciência e tecnologia estarão comprometidos e sofrerão cortes profundos. Sem dúvida, também estará na pauta desse Congresso um desmonte ainda maior das políticas sociais e o apoio a um projeto autoritário de poder.
Desenha-se um profundo retrocesso civilizatório para a sociedade brasileira.
No que tange à economia, o que se descortina no horizonte próximo é a tentativa de implantar um projeto ultraliberal, nos moldes do que Milei faz na Argentina, com a redução do Estado ao mínimo, o que levará grande parte do povo brasileiro à miséria.
No plano internacional, diante das novas configurações da geopolítica mundial, esse “novo” Congresso buscará o alinhamento estratégico imediato com a potência imperialista que trata a América Latina como seu quintal, facilitando ao máximo a entrega de nossas riquezas minerais – incluindo as terras raras e os minerais críticos – do nosso petróleo, das nossas florestas e das nossas águas, além da nossa soberania científica e tecnológica e do nosso futuro como nação soberana.
Fica ameaçada, assim, a possibilidade de construirmos um Projeto Nacional de Desenvolvimento Sustentável que tenha como eixos centrais a democracia, a soberania, a educação, a ciência, a tecnologia e a engenharia. Em seu lugar, a prioridade passará a ser o aprofundamento de um projeto de dependência e de submissão aos interesses de potências estrangeiras, relegando o Brasil a um papel secundário no mundo.
Diante desse difícil quadro, além da mobilização permanente e da luta em defesa do Brasil que a classe trabalhadora travará incessantemente, como sempre fez ao longo da história, temos a certeza de que nós, profissionais da Engenharia, da Agronomia e das Geociências e organizações das áreas tecnológicas estaremos prontos para defender a nossa pátria.
Temos pela frente uma tarefa imediata e gigantesca – que SERÁ VITORIOSA! – e que nos permitirá erguer uma FORTALEZA, um grande “MURO DE CONTENÇÃO” capaz de impedir que os traidores da pátria destruam nosso país, entreguem nossas riquezas e promovam o maior retrocesso civilizatório da história brasileira!
DERROTAREMOS o projeto de desmonte do Estado nacional e de entreguismo!
CONVOCAMOS TODAS E TODOS a se unirem a milhões de trabalhadores e à sociedade organizada para REELEGER LULA PRESIDENTE DO BRASIL no segundo turno, em 25 de outubro!
Só a REELEIÇÃO DE LULA será capaz de enfrentar um Congresso majoritariamente de direita e, ao mesmo tempo, construir um vigoroso Projeto de Desenvolvimento Nacional Democrático, Soberano, Sustentável e Inclusivo.
VENCEREMOS!
TODAS E TODOS ÀS RUAS E ÀS REDES PARA CONVENCER QUEM NÃO VOTOU NO PRIMEIRO TURNO E OS TRABALHADORES E AS TRABALHADORAS COM MAIS DE 70 ANOS A VOTAREM EM LULA PELA DEMOCRACIA, PELA SOBERANIA E PELAS CONQUISTAS E DIREITOS SOCIAIS !
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE)
Outubro de 2026