Seagro-SC, Senge-PR, Senge-MG e Senge-RJ compartilharam iniciativas, projetos e estratégias de atuação sindical
A mesa “Troca de Experiências”, realizada, nesta quinta-feira (27/8), durante o Consenge, reuniu representantes de quatro sindicatos de engenheiros para apresentar projetos, iniciativas e pautas em andamento. Participaram do encontro o Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC) e os Sindicatos dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), de Minas Gerais (Senge-MG) e do Rio de Janeiro (Senge-RJ). A mediação da mesa foi conduzida pelo diretor da Fisenge, Carlos Roberto Bittencourt; e o presidente do SEA-RN, Sebastião Arruda.
O 14º Consenge conta com apoio do Crea-MG e do Dieese e patrocínio da Mútua e da Finep.
A apresentação começou com o Sindicato dos Engenheiro Agrônomos de Santa Catariana (Seagro-SC) que destacou entre as ações apresentadas a realização de capacitações estratégicas voltadas aos profissionais, abordando temas como organização profissional, educação financeira, reforma tributária e equidade de gênero e valorização das mulheres na Agronomia.
O diretor-presidente do Seagro-SC, Saymon Zeferino, também apresentou conquistas obtidas nos Acordos Coletivos de 2025, entre elas o aumento do vale-alimentação, a ampliação do auxílio-creche/babá, a contribuição patronal para o plano de saúde, mudanças no CERES, reajustes salariais pelo INPC e a atualização da base de cálculo do adicional de insalubridade.
Valorização das mulheres e renovação sindical
Na sequência, o Senge-PR apresentou iniciativas voltadas à valorização das mulheres e à renovação do movimento sindical. A diretora de Mulheres, Edilene Andrieu, destacou a primeira edição do Prêmio Mulheres Inspiração, criado para reconhecer e valorizar a atuação de mulheres engenheiras.
A presidenta do Senge-PR, Ágatha Branco, apresentou projetos destinados aos jovens realizados pelo sindicato em 2025, como o Programa Líderes do Futuro, o Prêmio Jovens Talentos e o Programa de Mentoria. A primeira mulher a presidir o sindicato em seus mais de 91 anos de existência, Ágatha ressaltou a necessidade de renovação das entidades representativas da categoria e o desafio de aproximar os jovens do movimento sindical.
Engenharia, universidade e desenvolvimento sustentável
O Senge-MG foi o terceiro sindicato a apresentar suas experiências. O presidente Murilo Valadares destacou as negociações coletivas e as celebrações dos 80 anos de fundação do sindicato. O ex-presidente do Senge-MG e professor, Nilo Sérgio Gomes apresentou projetos extensionistas desenvolvidos pelo sindicato em parceria com a PUC Minas que também contam com a participação de representantes e gestores de instituições ligadas à engenharia, dentre eles, os gerentes do CREA-MG e os representantes da ABEE-MG.
A diretora executiva do Senge-MG, Maria Helena Barbosa, explicou que as atividades buscam desenvolver nos estudantes competências relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Entre elas estão a compreensão e a conceituação dos ODS, a seleção de metas de maior impacto e a identificação de ações prioritárias.
Os estudantes também são incentivados a realizar diagnósticos sobre os impactos dessas ações na melhoria da qualidade de vida, além de refletir sobre o papel da engenharia na implementação das iniciativas e no alcance das metas estabelecidas.
Boas práticas jurídicas e negociações
Encerrando a manhã de apresentações, o Senge-RJ abordou o tema “Boas Práticas Jurídicas e de Negociações”, em exposição conduzida pelo diretor jurídico, Paulo Granja, e pelo diretor de Negociações, Felipe Araújo.
Granja destacou que a atuação jurídica em defesa dos direitos dos engenheiros deve ser humanizada, transparente e especializada. Segundo ele, o atendimento pode ser realizado de forma on-line ou presencial, permitindo maior adaptação à rotina dos profissionais.
A equipe jurídica do Senge-RJ atua principalmente nas áreas trabalhista, cível e previdenciária, incluindo demandas específicas de setores estratégicos. A comunicação com a categoria é realizada por meio de sistema informatizado, e-mail e grupos de WhatsApp, com o objetivo de garantir o acesso a informações claras e atualizadas.
Ao abordar as negociações coletivas, Felipe Araújo enfatizou a importância de conscientizar, aproximar e conectar os trabalhadores ao sindicato. Para ele, é fundamental que a categoria compreenda as diferentes etapas da negociação coletiva, fortalecendo a articulação e a construção das reivindicações dos trabalhadores.
Compartilhamento de experiências
Ao final das apresentações, os representantes dos sindicatos retornaram à mesa para responder às dúvidas e aos questionamentos dos participantes. O momento ampliou o debate e permitiu o compartilhamento de experiências, estratégias e práticas que podem contribuir para o fortalecimento da atuação sindical em diferentes estados.
Por Mariana Figueiredo
Foto: Agência Movimento