Ser mulher em uma sociedade marcada por desigualdades históricas ainda significa conviver diariamente com violências e discriminações que atravessam o cotidiano. Desde a desigualdade salarial e assédios moral e sexual até a violência doméstica.
Diante do crescimento dos casos de agressão e feminicídio no Brasil, a data de hoje reforça a urgência do enfrentamento ao machismo estrutural e do fortalecimento de políticas públicas de prevenção, proteção e assistência às mulheres em situação de violência. Os sindicatos de engenheiros têm papel fundamental na luta por cláusulas nos acordos coletivos que promovam o combate à violência; a proteção às vítimas de violência doméstica; a ampliação das licenças maternidade e paternidade e o fim dos assédios.
Ampliar a presença de mulheres na política também é parte dessa luta. Mesmo diante da deslegitimação e das barreiras impostas às mulheres na vida pública, a participação feminina nos espaços de poder é estratégica para que leis e recursos públicos sejam direcionados com prioridade à vida das mulheres.
O 8 de março não pode ser apenas uma homenagem, e sim um reforço de que a luta deve continuar. Engenheiras, conheçam o Coletivo de Mulheres da Fisenge e participem do sindicato de engenheiros do seu estado.