O Troféu Engenheira Eugênia foi instituído, no dia 06 de julho de 2023, como parte do ciclo comemorativo dos 15 anos do Coletivo de Mulheres da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros). O Troféu tem o objetivo de reconhecer a trajetória de mulheres cuja produção técnica, acadêmica, profissional e/ou política contribuíram para o avanço dos direitos e das lutas das mulheres na engenharia, na agronomia, nas áreas tecnológicas e no sindicalismo.
Luciana Santos – Luciana Santos, engenheira eletricista e atual ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, sendo a primeira mulher a ocupar a pasta, impulsionando a pesquisa e o desenvolvimento no Brasil. Foi vice-governadora do estado de Pernambuco. Ao longo de sua trajetória, Luciana santos implementou políticas públicas em prol da igualdade de gênero; liderou a aprovação de legislações pelo fim da violência contra as mulheres; criou programas que visam à inserção plena e igualitária das mulheres no mercado de trabalho e no incentivo à participação das mulheres na política, nas ciências e na pesquisa.
Alméria Carniato – engenheira agrônoma, Alméria foi a primeira mulher presidente do Sindicato dos Engenheiros da Paraíba (Senge-PB). Arriscou sua vida ao acampar com o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), em praça pública de João Pessoa. como conselheira, articulou e elegeu a chapa alternativa à diretoria do Crea-PB. Foi diretora e membro do Conselho Deliberativo da Fisenge e lutou incansavelmente pela inclusão da discussão das políticas de gênero e pela implantação da Diretoria da Mulher e do Coletivo de Mulheres da Fisenge. Foi uma das primeiras a levar a discussão de gênero para o Sistema Confea/Crea com oficinas específicas para mulheres.
Programa “Mulheres e meninas na Ciência” da Fiocruz – criado em consonância à resolução das Nações Unidas, o programa coordena e propõe ações estruturadas em três eixos: valorização das mulheres na ciência; mais meninas na ciência na Fiocruz e estudos e análises em gênero, ciências e saúde. Instituído nacionalmente nos escritórios e nas unidades técnico-científicos da Fundação, o programa é uma referência no estímulo ao debate sobre gênero e tornou-se uma referência na luta por uma sociedade justa e solidária
Maria Cristina de Sá Oliveira Matos Brito – Engenheira civil, Maria Cristina é mineira, especialista em recursos hídricos e atuou na Agência Nacional de Águas por cerca de vinte anos. Em 1981, graduou-se pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia e Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Foi dirigente do Senge-MG por várias gestões e, em 1990, se tornou a primeira mulher a assumir a presidência da entidade, cargo que ocupou até 1995. Participou ativamente do movimento dos engenheiros nas décadas de 1980 e 1990. Foi dela a elaboração do manifesto de desfiliação da FNE, processo que está na raiz da fundação da Fisenge, da qual também fez parte. Como uma das fundadoras da Fisenge, em 1997, Cristina passou a integrar a Diretoria Executiva, onde permaneceu por duas gestões. Foi a segunda mulher da história a ocupar um cargo de diretoria da Federação. Também foi presidente da Associação de Servidores da Agência Nacional de Águas por três mandatos.
Camila Marins – jornalista e assessora da Fisenge desde 2011. Formada pela PUC-Campinas em 2005, Camila é mestre em políticas públicas em direitos humanos pela UFRJ. Na Fisenge, atua na idealização e produção de campanhas específicas pelos direitos das mulheres, tendo recebido, ao lado da diretora Simone Baía, o prêmio da Associação Nacional de Magistrados do Trabalho (Anamatra) em comunicação sindical, em 2016, pelas histórias em quadrinhos da Engenheira Eugênia, projeto que é responsável pela concepção de roteiros, divulgação e revisão. Também foi responsável pela reportagem que, em entrevista com o advogado e ex-deputado Almino Affonso, revelou que Rubens Paiva inspirou a criação da lei 4.950-A/1966 que instituiu o Salário Mínimo Profissional. Contribuiu na construção e foi mestre de cerimônias da “Ocupa Rubens Paiva”, um ato de memória e justiça, realizado em frente ao antigo DOI-CODI, no Rio de Janeiro. Atualmente, também é editora da Revista Brejeiras e atua na Rede Nacional de Proteção a Jornalistas e Comunicadores do Instituto Vladimir Herzog. É idealizadora de diversos projetos de lei como o Projeto de Lei Luana Barbosa de enfrentamento ao lesbocídio e a lei 9.771/2022 que declara a Rádio MEC Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do Rio de Janeiro. Foi diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e é colaboradora da Casa das Pretas.
Maria Virginia Martins Brandão – Engenheira Eletricista formada em 1975 pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP). Trabalhou 38 anos (1977-2015) na Eletronuclear, fez parte do Programa de Transferência de Tecnologia do Acordo Nuclear do Brasil com a Alemanha, trabalhando lá em 1978-1979 e era a única mulher no projeto “On The Job Trainning”. Voltando para o Brasil atuou no projeto de Angra 2 e, em seguida, em Angra 3 até 2015 quando se aposentou. Foi diretora do Clube de Engenharia, do Senge-RJ e Coordenadora da Câmara Elétrica do CREA-RJ. Foi Diretora da Mulher da Fisenge no triênio 2020/2023, durante o 12º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros; coordenou e integra o Coletivo de Mulheres da Fisenge.