O uso de energias caras, produzidas sem planejamento, é uma consequências da privatização de empresas públicas na década de 90, segundo o engenheiro mecânico Antônio Gerson Ferreira de Carvalho. Ele lançou, na última quarta-feira (7), o livro “Gás Natural no Brasil: uma história de muitos erros e poucos acertos”, lançado pelo Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ).

Antônio Gerson é conhecido no setor por ser ex-superintendente de Gás da Secretaria de Estado de Energia, Indústria Naval e Petróleo do RJ e ex-presidente e diretor do Senge-RJ. Além disso, tem pós-graduação em Gás Natural, pela École de Metiers Gaz de France (França) e pós pela escola de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No livro ele mostra como a falta de visão estratégica dos governos da década de 1990 criaram uma crise energética, com desdobramento inclusive nos dias de hoje. “Quando o governo Fernando Henrique Cardoso decidiu privatizar a distribuição de gás natural ele não criou mecanismos que obrigassem as concessionárias a realizar investimentos e expansão da rede. Isso fez com elas se concentrassem no filé mignon e apostando principalmente nos grandes clientes. Isso exige um grau de investimento baixo e alta taxa de lucro”, afirma o engenheiro.

O problema é que essa diretriz cria um desequilíbrio energético. O gás natural, que é uma energia mais barata e menos poluente, acaba sendo subutilizada. “Hoje a maior parte das termoelétricas utilizam grande quantidade de gás natural. Acontece que essas termoelétricas são pouco eficientes, pois foram construídas às pressas em momento de apagão no país. Elas aproveitam apenas 50% do valor energético do gás natural e o restante é descartada”, diz o engenheiro. Isso representa uma falta de eficiência. “Existem maneiras mais nobres de usar o gás natural, como o consumo residencial, por exemplo”, diz Antônio Gerson. Isso porque além de substituir o gás liquefeito (de botijão, caro e perigoso), na cozinha pode ser alternativa ao chuveiro elétrico, um dos vilões no consumo de energia.

Para o engenheiro Antônio Gerson, as termoelétricas poderiam ser desligadas se o Brasil investisse mais em hidroelétrica e destinasse o uso do gás natural, que é um recurso escasso e que exige altos investimentos, para setores que utilizasse esse tipo de energia com mais eficiência.

O resultado final da utilização dos diferentes tipos de energia é o aumento dos custos ao consumidor final. “Todos os brasileiros estão pagando essa conta. Já está provado que as privatizações provocaram grandes danos ao país, porque quem continua investindo nesses setores é o Estado, através do BNDES e incentivos fiscais”, aponta.

Bueiros explosivos

Entre os anos de 2006 e 2008, o Rio de Janeiro viveu um verdadeiro surto de explosões em bueiros, provocando acidentes e mortes. Mas, afinal, por que esses bueiros explodiam? As explicações estão no livro “Gás Natural no Brasil”.

As explosões, que ocorrem até hoje, embora em menor quantidade, teriam sua origem na má gestão da empresa privadas CEG e CEG RIO (empresas da companhia Gás Natural Fenosa), segundo o engenheiro Antônio Gerson.

Até 1983 todo gás usado no Brasil era manufaturado, ou seja, fabricado em uma planta industrial no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro. Quando foi descoberto o gás natural, que já sai do reservatório de petróleo pronto para o consumo, toda a matriz de distribuição teve que ser adequada. Essa mudança coincidiu com o período do processo de privatização da rede de distribuição de gás.

A partir de 1997, ano da concessão, foram iniciadas as conversões da rede de gás, que precisaram passar por adaptação porque o gás natural tem mais pressão que o gás manufaturado. O poder calórico do manufaturado é de 4.300 kcal, enquanto o natural é de 9.600 kcal. Então, era preciso mudar as tubulações de gás, substituir materiais e ajustar as juntas. “Aí começou o problema. Para economizar, a empresa concessionária contratou equipes sem experiência para fazer essa conversão. O trabalho ficou cheio de falhas, começou a vazar gás e ter explosões nas tubulações”, explica o engenheiro.

Por isso ele avalia que as medidas anunciadas pelo governo de Michel Temer (PMDB), de privatizar setores importantes da Petrobras, assim com a distribuição de água no Rio de Janeiro, é uma saída “terrível”. “Basta ver o que foi prometido na época das privatizações do governo FHC. Os investimentos e expansões não foram cumpridos. Os investimentos continuaram vindo do poder público, muitas vezes através do BNDES. Falar em privatização de novo é sinal de que não aprenderam nada com os erros do passado”, conclui o engenheiro.


Por Fania Rodrigues (Brasil de Fato)

População ainda está pagando a conta das privatizações no Brasil, diz engenheiro

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Foi lançada, no dia 29/11, a série de vídeos “Quem vai pagar a conta do ajuste?” sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que irá congelar investimentos públicos por 20 anos no Brasil. O seriado conta com seis capítulos sobre os impactos da PEC nas áreas de saúde, educação, salário mínimo, previdência, serviço público e engenharia. Idealizada pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), a série conta com a produção da TV Memória Latina. Se aprovada, a PEC irá promover um corte drástico em políticas sociais, reduzir investimentos públicos em todas as áreas, menos no pagamento da dívida pública para o mercado financeiro. “A quebra do ordenamento institucional no Brasil promove fissuras sociais e uma agenda de retrocessos. A engenharia é um dos motores do desenvolvimento econômico e a redução de investimentos públicos em infraestrutura e áreas estratégicas representa um desastre social”, afirmou o engenheiro civil e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento.

A série tem o objetivo de, pedagogicamente, explicar para a sociedade brasileira os cenários que estão em disputa. “Vivemos um problema conjuntural de baixo crescimento e a crise não é fiscal. O Brasil precisa de uma política que promova a justiça social, com a tributação de grandes fortunas e heranças e a auditoria da dívida pública”, apontou Clovis que ainda ressaltou a importância da mobilização na sociedade: “a PEC 55 foi aprovada, em primeiro turno, no Senado. Precisamos nos mobilizar por sua rejeição imediata”. A atual crise política também atinge os engenheiros, que têm seus empregos e salários ameaçados. De acordo com a diretora da mulher, a engenheira química Simone Baía, o povo brasileiro assiste ao desmonte da cadeia produtiva. “Quando uma economia está desacelerada, o ideal é o aumento de investimento em infraestrutura e industrialização como elementos catalisadores. Uma engenharia nacional robusta pressupõe uma economia forte e um país soberano. A PEC 55 vai na contramão de políticas adotadas em vários países e ainda favorece rentistas”, disse Simone.

A série de vídeos está no canal do YouTube e na página de Fisenge. Dois temas (serviço público e previdência) serão lançados na próxima semana. Confira! Também estão disponíveis versões para o WhatsApp. Para solicitar os arquivos, escreva para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Assista aqui aos episódios ou no www.youtube.com/CanalFisenge

Fisenge lança série de vídeos que explica impactos da PEC 55

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Reunidos na cidade de Foz do Iguaçu – PR, de 1º a 3 de setembro de 2016, e em Brasília-DF, de 1º a 2 de dezembro de 2016, os delegados participantes do 9º CNP, integrantes das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea, apresentam à sociedade brasileira a presente declaração sobre o tema central “O Sistema Confea/Crea e Mútua em defesa da Engenharia e da Agronomia brasileiras”:

Historicamente, a Engenharia e a Agronomia no Brasil sempre responderam com competência aos desafios do País.

O Brasil está vivendo um momento econômico aquém de suas possibilidades e das necessidades da sociedade brasileira.

Para o enfrentamento da atual estagnação, se faz urgente estabelecer uma ruptura com a atual política econômica, visto que a mesma não responderá às atuais demandas do necessário desenvolvimento nacional.

Como resposta ao sonho da maioria dos brasileiros e dos profissionais da área tecnológica, defendemos uma política econômica que priorize investimentos em infraestrutura estratégica, inovação, ciência e tecnologia nacional, ensino e pesquisa de excelência, visando, dessa forma, atender a toda a cadeia produtiva da engenharia e das atividades rurais, bem como fomentar a produção nacional para gerar mercado e emprego.

Nessa perspectiva, considerando o cenário internacional, o interesse nacional e mantendo rigorosa luta pelos valores éticos que devem nortear quaisquer atividades, a engenharia brasileira deve ser considerada como setor estratégico da economia e protegida do risco de desnacionalização, pois é necessário entender que não está em jogo apenas o Brasil de hoje, mas, sim, o Brasil das próximas décadas.

Nas tratativas de comércio internacional de serviços, não podemos aceitar, em nenhuma hipótese, a abertura unilateral do mercado brasileiro de obras e serviços de engenharia, agronomia, geologia, geografia e meteorologia para empresas e profissionais estrangeiros sem que haja garantia de reciprocidade nos mesmos termos negociados para empresas e profissionais brasileiros nos países signatários de tais acordos.

Vivemos um forte processo de degradação dos valores éticos e dos padrões de qualidade que possibilitaram a nossa engenharia alcançar respeito e admiração aqui e no exterior.

O Estado passou a negligenciar a infraestrutura brasileira, investindo menos de 3% do PIB nesse setor.

Propomos que o Poder Público volte a desempenhar o papel de indutor de investimentos e gestor da realização desses, por intermédio das seguintes medidas, sem as quais é improvável uma mudança de cenário que seja efetiva e sustentável:

  • resgatar o papel da Engenharia Pública, por meio do estabelecimento de normas administrativas para o setor público, impondo que o planejamento dos investimentos se baseie em Planos Diretores e Estudos de Viabilidade para fundamentar os orçamentos plurianuais;
  • estabelecer a obrigatoriedade da elaboração de projetos executivos, antes da licitação das obras;
  • revogar a Lei Federal nº 12.462, de 2011, que estabeleceu o regime diferenciado de contratações (RDC), e leis congêneres, estaduais e municipais;
  • proibir a contratação de serviços e obras de engenharia pela modalidade pregão;
  • estabelecer critérios para a contratação, sem licitação, de serviços e obras de engenharia emergenciais.


Nas últimas décadas o Brasil tem reduzido os investimentos em tecnologia e produtividade agrícola e industrial.O setor produtivo nacional possui grandes deficiências logísticas, para a movimentação dos produtos até o cliente final. Existe grande dependência do transporte rodoviário no País, necessitando de uma matriz multimodal de transporte adequada para suas dimensões.

A contribuição das empresas e dos profissionais do Sistema Confea/Crea ao desenvolvimento nacional é fundamental!

Plenária final do 9º CNP – Congresso Nacional de Profissionais
Sistema Confea/Crea e Mútua
Brasília, 2 de dezembro de 2016

Confira carta do 9º CNP, realizado em Foz do Iguaçu

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A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) lançou a cartilha "50 anos do Salário Mínimo Profissional: lutas e desafios para sua implementação", na sede do Senge-MG, em Belo Horizonte, na sexta-feira, 25 de novembro. A cartilha, desenvolvida juntamente com o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), traz a história da criação da Lei do Salário Mínimo Profissional (SMP), argumentos para a defesa do piso salarial, além de perguntas e respostas às dúvidas mais frequentes e explicação sobre a constitucionalidade da lei 4.950-A, que institui o SMP.

O cumprimento da lei tem sido um instrumento de luta nas mesas de negociações, segundo o presidente da Fisenge Clóvis Nascimento. Ele explica que quando não se tem sucesso nas negociações, a via judicial é acionada. “Nos tribunais a gente tem obtido vitórias sucessivas nos mais diversos estados”. Mesmo obtendo êxito, o presidente da Fisenge faz um alerta. “Não podemos esmorecer porque têm setores da engenharia que não estão atendidos pela lei, por exemplo, os estatutários. Nós vamos perseverar na luta para incluí-los”.

O advogado do Senge-MG, Josué Amorim, afirma que a lei é constitucional. “Recentemente o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em uma de nossa ações se manifestou no sentido da constitucionalidade desta lei. Então não há mais discussões.”

SMP

A lei 4.950-A/66, garante um salário mínimo proporcional à jornada de trabalho e a duração do curso de graduação a engenheiros, arquitetos, agrônomos, químicos e médicos veterinários. Ela foi aprovada em 1966, durante a ditadura civil-militar, mesmo enfrentando resistência do setor empresarial. Inspirada pelo deputado federal e engenheiro Rubens Paiva, foi transformada em lei pelo deputado federal e advogado Almino Afonso.

Fonte: Senge-MG

Senge-MG lança cartilha do Salário Mínimo Profissional

 

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A juíza Flávia da Costa Lins Cavalcanti, da 1ª Vara da Fazenda Pública, decidiu na última terça-feira (29) pela condenação do Estado da Paraíba por conceder remuneração diferenciada a 64 engenheiros contratados para prestar serviço ao Estado. A magistrada citou o princípio da isonomia (todos são iguais perante a lei) para determinar que todos os engenheiros a serviço do Estado ganhassem a mesma remuneração.

Segundo o relatório, 64 engenheiros contratados pelo Estado ganharam, através de uma ação judicial, o direito de ser vinculados ao plano de cargos, carreira e remuneração do Estado da Paraíba.

Os engenheiros contratados passaram então a ganhar o piso salarial normal da categoria (que é definida através de múltiplos do salário mínimo) e ter os mesmos direitos e vantagens dos servidores engenheiros concursados. Com isso, passaram a receber salários diferenciados dos servidores engenheiros, que possuem remuneração inferior.

Segundo o Estado, a remuneração não poderia ser estendida aos servidores engenheiros, pois a vinculação remuneratória dos 64 engenheiros em questão é ilegal.

“Não se trata de estender a ilegalidade, mas de impor à Administração Pública o dever de cumprimento da Constituição Federal, que prevê, dentre outros princípios, o da isonomia”, explicou a juíza Flávia Cavalcanti, na sentença.

O Estado foi condenado a pagar as diferenças salariais aos engenheiros concursados desde que foi concedido o benefício aos engenheiros contratados (o retroativo) e atualizar os salários atuais, para que todos os servidores que possuem a mesma carga horária e atribuições possuam igual remuneração.

Fonte: Parlamento PB

Senge-PB: Justiça determina que Estado atualize salários de engenheiros

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Começou, hoje (30/11), a 6ª Conferência Estadual das Cidades, em Salvador (BA). A abertura contou com a palestra magna “Função social da cidade e da propriedade”, ministrada pelo ex-governador da Bahia, Jacques Wagner. Participam da conferência o governador Rui Costa, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, lideranças do movimento popular, empresários e lideranças da engenharia. Durante a abertura, foi realizado o lançamento da cartilha “50 anos do Salário Mínimo Profissional”, publicada pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). “Pensar as cidades também significa a reflexão sobre os modelos de gestão, com o objetivo de aprofundar formas de participação direta da sociedade. A Fisenge e os sindicatos de engenheiros têm uma contribuição fundamental para a formulação de políticas públicas democráticas e inclusivas”, afirmou o presidente o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), Ubiratan Félix que ainda ressaltou: “o engenheiro tem uma função social indispensável para a construção das cidades. Nós, engenheiros e engenheiras, pensamos e colocamos em prática projetos de acessibilidade, mobilidade urbana, meio ambiente, entre outros, a partir de diretrizes comprometidas com a cidadania e a inclusão social”.

A conferência, realizada a cada três anos, conta com a participação de cerca de 1.000 delegados e 500 observadores, oriundos de diversos segmentos da sociedade e das regiões administrativas do Estado da Bahia. Concomitante à conferência, acontece a feira de economia solidária. Em diversos estados do país são realizados os encontros com a finalidade de construir, coletivamente, a 6ª Conferência Nacional das Cidades, que acontecerá em Brasília, entre os dias 5 e 9 de junho de 2017.

Cartilha sobre Salário Mínimo Profissional é lançada durante o Conselho Estadual das Cidades 

 

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O Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) vai realizar, no dia 5 de dezembro de 2016, eleições para escolha de novos conselheiros e suplentes para as Câmaras Especializadas de Engenharia Elétrica , Engenharia Química e Engenharia Mecânica do Crea-MG. As inscrições de candidatura serão abertas a partir das 9h do dia 28/11 e se encerram às 17h do dia 02/12.

Para se candidatar, o (a) engenheiro (a) deve entregar os documentos necessários pessoalmente nas sedes do Senge-MG (Belo Horizonte, Juiz de Fora, Montes Claros, Ipatinga e Uberlândia) e deverá informar o nome completo, número de registro no Crea-MG, modalidade, endereço, telefone e e-mail. Será necessário entregar um mini currículo até a data da inscrição, bem como comprovante de endereço e formulário com demais dados pessoais preenchidos.

Podem se candidatar os profissionais sócios do Senge-MG em dia com a Anuidade Social da entidade e em dia com a anuidade do Crea-MG, mediante apresentação de comprovante de pagamento. Podem votar os engenheiros e engenheiras sócios do Senge-MG em dia com a anuidade até a data do pleito.

LOCAIS DE URNAS PREVISTAS PARA VOTAÇÃO:

Sede do Senge MG: Rua Araguari, 658, Barro Preto, Belo Horizonte-MG;
Sede da Regional Zona da Mata: Rua Halfeld, 414, Sala 1209, Juiz de Fora-MG;
Sede da Regional Norte/Nordeste: Avenida Norival Guilherme Vieira, 70, Ibituruna, Montes Claros-MG;
Sede Regional Vale do Aço: Rua Uberlândia, 96 Centro, Ipatinga-MG;
Sede da Regional Triângulo Mineiro: Avenida Anselmo Alves dos Santos, 1240: Santa Mônica, Uberlandia-MG;
Sede da CEMIG: Avenida Barbacena, 1200, Santo Agostinho, Belo Horizonte-MG;
USIMINAS – URNA NA PORTARIA DA DOAP: Av. Pedro Linhares Gomes, 5.431 – Bairro Usiminas, 35160-900, Ipatinga-MG.

ACESSE O EDITAL AQUI

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST), maior instância da Justiça trabalhista, deu ganho de causa ao Senge-PR em ação movida contra a empresa de telefonia OI (anteriormente Brasil Telecom) pelo não pagamento do Salário Mínimo Profissional aos profissionais de engenharia que atuam na companhia.

“O reconhecimento, pela Justiça, do direito dos engenheiros em receber o piso nacional é uma grande vitória para os profissionais de todas as modalidades de engenharia. É um caso emblemático na luta do Senge para que todas as empresas cumpram a legislação remunerando os engenheiros como manda a Lei do SMP”, afirma o presidente do sindicato, engenheiro agrônomo Carlos Roberto Bittencourt.

Reconhecimento

Pela decisão da Justiça, todos os engenheiros que trabalham ou trabalharam na empresa durante o período de outubro de 2002 em diante, e que em algum mês tenham recebido salário base inferior ao piso mínimo legal de 8,5 salários mínimos têm direito ao recebimento das diferenças entre o que recebeu e o que deveria ter recebido.


A ação do Senge contra a Brasil Telecom (hoje OI S/A), foi ajuizada em outubro de 2007, com pedido de reconhecimento do direito ao piso mínimo previsto pela Lei 4950-a/66 e assim, pagamento de diferenças entre o salário recebido e o devido.

Na ocasião, o sindicato teve o pedido deferido em primeira instância pelo Tribunal Regional do Trabalho, onde apresentou recurso, nos seguintes termos:

“Assim, o piso salarial da categoria dos engenheiros é de 8,5 salários mínimos para jornada de 8h, motivo pelo qual os substituídos fazem jus às diferenças decorrentes, conforme restar apurado em liquidação de sentença por simples cálculos, com os reflexos nas férias acrescidas do terço, 13º salário, FGTS”.

Trâmite

A empresa recorreu da decisão do TRT sob o argumento de que a lei do piso era inconstitucional e o Senge-PR apresentou novo recurso visando a ampliar a condenação para incluir os reflexos das diferenças salariais em horas extras e gratificações. A Justiça negou o recurso da empresa de telefonia e acatou a ação do Sindicato dos Engenheiros ampliando a condenação para acrescer os reflexos das diferenças salariais também em horas extras e toda parcela que tenha o salário base como base de cálculo. A OI (Brasil Telecom) ainda recorreu ao TST, sem sucesso, tendo o Tribunal mantido os termos das decisões de primeira e segunda instância.

Pagamentos

A fase de pagamento dos valores devidos aos representados pelo Senge teve início em 2010, com o retorno dos autos do TST. Os primeiros cálculos foram limitados a novembro/2007, data até a qual os documentos (fichas financeiras) haviam sido anexados aos autos da ação proposta. Naquela etapa, os cálculos foram elaborados para todos os engenheiros que trabalhavam na empresa e que recebiam salário inferior ao piso até novembro de 2007.

Depois de inúmeros incidentes processuais, finalmente, em 2013 o pagamento foi liberado aos engenheiros que tiveram valores apurados na primeira etapa dos cálculos, viabilizando assim, que fosse iniciada a segunda etapa, para que os cálculos de novembro/2007 em diante fossem feitos.

Postergações

Ao ser intimada a apresentar à Justiça as fichas financeiras de todos os engenheiros para o período posterior a novembro/2007, a empresa alegou que, por conta da mudança de razão social de Brasil Telecom para OI ou simplesmente a “alteração estatutária” ocorrida em 2009, os valores eram devidos, no máximo, até maio daquele ano (2009), data que em que a OI teria assumido as atividades da Brasil Telecom e em que mudou a nomenclatura dos cargos, passando os engenheiros a “especialistas” ou outras denominações.

O presidente do Senge-PR considera que a empresa tentou desviar-se da Lei do Salário Mínimo ao alterar o nome dos cargos dos profissionais de engenharia.”Ao atribuir aos engenheiros as atuações de fiscais ou especialistas, mesmo com eles atuando na atividade de engenharia, a empresa tentou fugir da responsabilidade de pagar o piso, mas a tentativa foi barrada pela Justiça”, observa Carlos Roberto Bittencourt.

Mesmo assim, na oportunidade, a Justiça acatou o pedido da OI e limitou a execução a maio/2009. O Senge então entrou com novo recurso levando o processo a ser julgado junto ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e o Tribunal reconheceu o pedido do sindicato entendendo que a limitação pretendida pela empresa, de quitação das pendências somente até 2009, não se aplica ao caso, uma vez que a OI assumiu todos os compromissos, direitos e obrigações da antiga Brasil Telecom.

Novamente a OI recorreu ao TST e a instância superior da Justiça do Trabalho negou o recurso mantendo a decisão do TRT quanto à não existência de limitação.

Vitória

Os autos retornaram do TST no último dia 11 de novembro de 2016 e a OI já foi intimada pela Justiça a trazer aos autos os documentos necessários para a elaboração dos cálculos posteriormente a novembro/2007. “Foi longa a expectativa dos engenheiros da empresa que agora poderão ser ressarcidos das perdas salariais”, diz Bittencourt ao celebrar a decisão da Justiça do Trabalho.

A partir da juntada dos documentos pela empresa de telefonia, o processo será encaminhado à perícia para elaboração da conta devida. Os engenheiros funcionários da OI (Brasil Telecom) que não receberam o piso profissional exigido por lei devem entrar em contato com o Sindicato para receber orientação Jurídica sobre cada caso.

Fonte: Tribuna

Decisão do TST obrigada OI a pagar piso salarial a engenheiros

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Será lançada no Congresso na próxima terça-feira, 22 de novembro, a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional em iniciativa destinada a priorizar matérias que ajudem na retomada do crescimento e aumento dos investimentos. O ato acontece em meio a uma conjuntura econômica marcada por dois anos de recessão, desemprego elevado, paralisação de obras e indefinição nos investimentos públicos. Frente Parlamentar Mista da Engenharia será lançada dia 22A mobilização de uma bancada suprapartidária no Legislativo federal em torno de matérias relacionadas à engenharia e à infraestrutura visa colocar em evidência os desafios que o país enfrenta para voltar a crescer. A frente quer buscar soluções práticas, considerando as atribuições do Parlamento, para os gargalos que o país enfrenta, de forma a acelerar a adoção de medidas que possam garantir a retomada de um ciclo de expansão econômica que viabilize empregos, renda e melhoria da infraestrutura.

SERVIÇO
Lançamento da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento
Data: 22/11, terça-feira
Hora: 10h30 
Local: Câmara Federal Anexo 2 – plenário 2

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