Será lançada no Congresso na próxima terça-feira, 22 de novembro, a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional em iniciativa destinada a priorizar matérias que ajudem na retomada do crescimento e aumento dos investimentos. O ato acontece em meio a uma conjuntura econômica marcada por dois anos de recessão, desemprego elevado, paralisação de obras e indefinição nos investimentos públicos. Frente Parlamentar Mista da Engenharia será lançada dia 22A mobilização de uma bancada suprapartidária no Legislativo federal em torno de matérias relacionadas à engenharia e à infraestrutura visa colocar em evidência os desafios que o país enfrenta para voltar a crescer. A frente quer buscar soluções práticas, considerando as atribuições do Parlamento, para os gargalos que o país enfrenta, de forma a acelerar a adoção de medidas que possam garantir a retomada de um ciclo de expansão econômica que viabilize empregos, renda e melhoria da infraestrutura.

SERVIÇO
Lançamento da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento
Data: 22/11, terça-feira
Hora: 10h30 
Local: Câmara Federal Anexo 2 – plenário 2

Publicado em Notícias

Foi realizado em Montes Claros, regional Norte/Nordeste do Senge-MG, nos dias 28 e 29 de outubro, o curso de Formação Sindical para Novas Lideranças. Ministrado pelo doutor em Políticas Públicas e Formação Humana, o professor Helder Molina, o curso foi marcado pela presença de jovens estudantes de engenharia.

Molina fez um resgate histórico das lutas trabalhistas em defesa e na conquista de direitos dos trabalhadores e analisou o papel dos sindicatos no atual contexto de crise do capital e do capitalismo. O doutor em Políticas Públicas discutiu, ainda, as concepções e práticas sindicais contemporâneas e analisou criticamente a conjuntura econômica e política do país. Ele destacou o estremecimento das Lei Trabalhistas, tendo em vista a Reforma Trabalhista que traz pontos como a prevalência do negociado sobre o legislado.

O curso de Formação Sindical já foi realizado em Juiz de Fora (Regional Zona da Mata) e Varginha (Regional Sul). Ele tem como objetivo qualificar novos dirigentes e representantes sindicais para atuação no dia a dia, potencializando a ação sindical no local de trabalho e na sociedade.

 

Publicado em Notícias

Com o objetivo de reforçar a defesa da tabela do imposto de renda, a Fisenge irá apresentar um Amicus Curiae. A ação é um instrumento de democratização das decisões judiciais, pois permite que outra visão e fundamentos sobre o assunto sejam levados aos julgadores. De acordo com o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, a correção da tabela do imposto de renda irá beneficiar diretamente os engenheiros. “O Amicus Curiae é um instrumento de cidadania, que permite que o conjunto de trabalhadores possa levar sua visão sobre o processo. Para além de beneficiar a categoria, a correção possibilitará justiça social”, destacou. O Amicus Curiae será incorporado à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que foi distribuída para a relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, no Supremo Tribunal Federal (STF). “Não somos autores nem réus. O objetivo do Amicus Curiae é contribuir com a legitimidade e justiça da decisão do Tribunal. Desta forma, ampliamos o debate sobre o tema em julgamento e o STF ouve outros atores sociais”, afirmou a advogada e assessora jurídica da Fisenge, Daniele Gabrich. Para esclarecer o histórico e as principais dúvidas sobre o tema, a Fisenge entrevistou o engenheiro agrônomo com especialização em administração rural, DALTRO SOLDATELI, aposentado e associado do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC).

- Por que os governos insistem em não corrigir a tabela pela inflação?

Até 31 de dezembro de 1995, a tabela do imposto de renda da pessoa física era indexada, ou seja, corrigida pela inflação do ano anterior. A partir de 1º de janeiro de 1996, a tabela foi desindexada e ficou a critério do governo a correção da tabela anualmente. Nesta situação, no período de 1996 a 2015, a tabela está com uma defasagem de 70,69 %, na primeira e segunda faixa, de 72,40 % na terceira faixa, de 73,25 % na quarta faixa e de 74,10 % e na quinta faixa, quando se compara a correção feita pela Secretaria da Receita Federal e a inflação ocorrida no período medida pelo IPCA. Se for comparada pela inflação, medida pelo INPC no período, a defasagem chega a 74,52 % na primeira e segunda faixa, de 76,25 % na terceira faixa, de 77,14 % na quarta faixa e de 78,01 % na quinta faixa. Como os salários no Brasil são corrigidos pelo INPC verifica-se que o ganho do governo é maior e o contribuinte fica cada vez mais empobrecido por esta política injusta da tributação do imposto de renda. A resposta é clara: o governo arrecada mais. É um braço fiscal muito forte do governo. Todas as iniciativas têm sido no sentido do contribuinte pagar mais e com poucos benefícios em áreas fundamentais como saúde, educação e segurança.


- Quais faixas serão beneficiadas com a correção da tabela? Hoje, qual o total do acumulado de perda dos contribuintes?

Até 31 de dezembro de 2014, todas as faixas da tabela tinham a mesma correção, ou seja, eram corrigidas pelo mesmo percentual. Em 2015, o governo apresentou uma proposta diferente para a correção da tabela. Segundo a Medida Provisória nº 670, de 10 de março de 2015, a tabela teve a seguinte correção: primeira e segunda faixa 6,50 %, terceira faixa 5,50 %, quarta faixa 5% e 4,5% para a quinta faixa. Nesta política de correção, foram beneficiadas a primeira e a segunda faixa, penalizando as demais principalmente a quinta faixa. Se houver a correção pela inflação do ano anterior e a da defasagem existente todas as faixas seriam beneficiadas. No entanto, a primeira e a segunda seriam mais beneficiadas em função da correção em 2015 em faixas.

- A OAB apresentou uma ação no STF e também está em tramitação no Congresso o PL Imposto Justo. Qual a importância destas iniciativas?

São duas iniciativas importantes para que haja justiça social na questão da tributação do imposto de renda só que apresentam metodologias diferenciadas para a correção da tabela do imposto de renda. A ação da OAB solicita a correção da tabela do imposto de renda pela inflação ocorrida no ano anterior mais a defasagem ocorrida nos anos anteriores. A OAB apresenta histórico da legislação referente ao imposto de renda para demonstrar que a correção em percentual inferior à inflação viola preceitos constitucionais, como o de renda, a capacidade contributiva, o não confisco tributário e a dignidade da pessoa humana, “em face da tributação do mínimo existencial”. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi distribuída para a relatoria do ministro Luís Roberto Barroso. Já o Projeto de Lei (PL) 6094/2013, chamado PL Imposto justo, é o resultado da Campanha Imposto Justo, lançada pelo Sindifisco Nacional, em 2013. Este projeto altera as leis 11.482/2007 e 9250/1995 e tem o objetivo de reajustar os valores da tabela e das deduções por dependente, das despesas em educação. O PL propõe que a tabela de 2015 - quando já não estará em vigor o calendário estabelecido na lei de 2007, que reajusta a tabela anualmente em 4,5% - "seja calculada com a aplicação de um aumento de 5% sobre a tabela de 2014 e, entre os anos de 2015 e 2024, seja aplicado o índice de 5% mais a variação do valor do rendimento médio mensal obtido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos dois anos anteriores". O PL estabelece também a tributação dos lucros ou dividendos distribuídos a sócios e acionistas residentes no país por pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, com alteração da Lei 9.249/95. Analisando as duas propostas, parece ser a do PL 6094/2013 mais palatável para o governo, além de ter uma maior abrangência. Enquanto não há uma decisão, o governo vem penalizando fortemente a classe trabalhadora e os aposentados com uma carga tributária muito forte. A minha opinião é a de que a correção pela inflação seria mais justa e mais transparente. O governo tem que fazer o dever de casa para que a inflação seja baixa.

- A justificativa comum entre os governos é de que não há previsão no Orçamento. No entanto, os mandatos apostam em ampliação de impostos, como a CPMF para solução de problemas econômicos. Quais as distorções desta lógica?

Se o governo não aceitar a proposta de correção pela inflação real do ano anterior nunca haverá previsão no orçamento. É mais fácil arrecadar mais e maquiar a carga tributária com a não correção da tabela pela inflação como vem acontecendo desde 1996. Para os governos que burlam a lei de responsabilidade fiscal, nunca haverá limite de gastos buscando compensar com mais impostos como a CPMF e o imposto de renda e outros. A distorção é o não cumprimento da lei da responsabilidade fiscal, ou seja, os gastos não podem ser maiores que as receitas.


- Qual a relação com a política de valorização do salário mínimo? Especificamente, para os engenheiros, quais serão os impactos?

Em janeiro de 1996, a primeira faixa da tabela do imposto de renda era até R$900 e tinha alíquota 0% e a parcela a deduzir R$0. Este limite representava 9 salários mínimos. Logo, contribuintes que ganhavam até 9 salários mínimos eram isentos do imposto de renda. Em maio de 1996, o salário passou a R$112. Assim, os contribuintes que ganhavam 8,04 salários eram isentos de imposto de renda. Com a valorização do salário mínimo, a partir de 2007, que teve uma política diferenciada, a sua correção passou a ser feita pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos anteriores. O imposto de renda também passou a arrecadar dos contribuintes com menor renda em função da defasagem da tabela. Em 2013, a primeira faixa da tabela do imposto de renda foi de R$1710,87, o que correspondia a 2,52 salários mínimos. Em 2014, a primeira faixa no valor de R$1787,78 correspondia a 2,47 salários mínimos e, em 2015, no valor de R$1903,68, correspondente a 2,42 salários mínimos. Em 2016, com a correção do salário mínimo e a não correção da tabela do imposto de renda, a primeira faixa corresponde a 2,16 salários mínimos. Os engenheiros que têm a sua remuneração estabelecida em função do salário mínimo são mais penalizados que as outras categorias de trabalhadores. A conclusão é de que todos os trabalhadores e aposentados estão pagando cada vez mais imposto de renda.

Se a tabela fosse corrigida pela inflação medida pelo IPCA, no período de 1996 a 2015, os contribuintes que ganhassem até R$3249,81 estariam isentos do pagamento do imposto de renda em 2015. No entanto, o valor de isenção era de apenas R$1903,98 que continua até junho de 2016, pela não correção da tabela em 2016. Por outro lado, se a tabela fosse corrigida pela inflação medida pelo INPC, no período de 1996 a 2015, os contribuintes que ganhassem até R$3322,80 estariam isentos do pagamento do imposto de renda em 2015. E o valor de isenção era de apenas R$1903,98 que continua até junho de 2016, pela não correção da tabela em 2016. Quem tem seus salários corrigidos pelo INPC e salário mínimo tem um pagamento maior de imposto de renda daqueles que tem a correção pelo IPCA.

Em defesa da correção da tabela do imposto de renda, Fisenge irá apresentar Amicus Curiae

Publicado em Notícias

A chapa única "A LUTA CONTINUA", concorrente a Eleição para o período 2016/2020, foi eleita no dia 8 de setembro de 2016, com um total de 98,8% dos votos depositados na urna. A posse da chapa está agendada para o dia 17 de novembro de 2016. Confira a composição.

Titulares/Suplentes

Presidente - João Thomaz A. F. da Costa
Vice Presidente - Fernando Elias V. Jogaib Diretor Formação - Antonio Otávio Espindola (Neide Aparecida dos Santos) Diretor Imp. Comunicação - Darker Valério Pamplona (Álvaro Dutra Ponchio)
Diretor Base - Argemiro Teixeira Duizit (Marcelo Estevão dos Santos)
Diretor Relações Externas - René Augusto Coelho (Antonio Carlos T. Cordeiro)
Diretor Adm. Finanças - Sidnei Francisco (Iveraldo de Oliveira)
Diretor Tecnologia - Carlos Roberto R. da Silva (Fernando Luiz Miterhof)
Conselho Fiscal - Antonio Carlos Sarkis Issa (Genésio Moreira da Cruz)
Conselho Fiscal - Racine Ferreira dos Passos (Nilson José dos Santos) Conselho Fiscal - Ademir Geraldo do Nascimento (Sérgio Luiz Taranto de Reis) Delegado Representante -Laura Jane Lopes Barbosa Delegado Representante - Lúcia Valéria Albano do Nascimento Delegado Representante - Alline Oliveira Gonçalves Delegado Representante - José Marcos A. F. da Costa

Fonte: Senge-VR

Senge-VR finaliza processo eleitoral e elege nova diretoria

Publicado em Notícias

Em comemoração aos 50 anos da lei 4.950-A, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) irá lançar, no dia 30/8, um caderno e uma animação sobre o Salário Mínimo Profissional, em Foz do Iguaçu (PR). O lançamento irá ocorrer durante a Semana Oficial de Engenheira e Agronomia (SOEA). “A comemoração dos 50 anos da lei atravessa um momento conturbado no cenário político brasileiro. Com a paralisação da economia, as demissões de engenheiros aumentam, as empresas estrangeiras estão assumindo os contratos e, por conseguinte, estagnando a produção tecnológica nacional. Mais do que comemorar, os tempos são de afirmação de direitos e defesa da democracia brasileira”, disse o presidente da Fisenge, o engenheiro civil e sanitarista Clovis Nascimento.

Inspirada pelo engenheiro e político brasileiro Rubens Paiva, a lei 4.950-A de 1966, que instituiu o Salário Mínimo Profissional, é de autoria do então deputado e advogado Almino Affonso. O SMP é um dos principais direitos da categoria, que prevê a utilização do valor de 8,5 salários mínimos, em jornadas de trabalho de 6 horas, para o piso inicial para engenheiros, agrônomos, químicos, arquitetos, médicos veterinários, todos no regime celetista. Uma das lutas é pela extensão da lei aos estatutários. “Temos um valor que é o piso mínimo estabelecido e, embora muitas empresas insistam em descumprir, nós, mulheres engenheiras, conseguimos entrar no mercado de trabalho com um valor salarial igual. É claro que não encerra com as vulnerabilidades, uma vez que homens ocupam mais espaços de poder e seus salários aumentam com maior frequência”, disse a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira química Simone Baía, também pontuando a importância da instrumentalização da comunicação na defesa dos direitos.

A lei foi aprovada durante o governo do primeiro presidente do regime militar, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. No entanto, recebeu o veto integral do então presidente. As entidades da engenharia e dos engenheiros brasileiros participaram das lutas pela regulamentação da profissão, e também pela valorização profissional. Graças a essa constante mobilização foi possível conquistar o estabelecimento do Salário Mínimo Profissional e derrubar o veto presidencial.


Serviço:
Lançamento do caderno e da animação sobre os 50 anos do Salário Mínimo Profissional
Data: 30/8 (terça-feira)
Horário: 16h
Local: Estande 3 Fisenge
Endereço: Av. Olímpio Rafagnin, 2357 - Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu - PR

Publicado em Notícias

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco - Senge-PE – realizou, na última sexta-feira (10/06), uma palestra para os alunos do Instituto Federal de Pernambuco da cidade de Caruaru. Eloísa Basto, diretora de mulheres do Sindicato, apresentou a cartilha “Por um espaço público cidadão: a mobilidade e a conquista da rua”, publicação do Senge-PE, para a discussão sobre o tema mobilidade urbana.

Alunos do curso de Edificações, Mecatrônica e Segurança de Trabalho conferiram a apresentação que tratou, entre outros temas, da importância da ocupação nas ruas pelos cidadãos, como forma de cuidar e tornar mais seguras as cidades.

Para a coordenadora de extensão do IFPE- Caruaru Rúbia Andrade é de grande importância a realização de debates como esse, pois “os estudantes precisam de estímulo para pensar mais sobre a cidade em que vivem, e debates como esse incentivam eles a questionar e trabalhar por melhorias”, afirmou.

Senge-PE realiza palestra sobre mobilidade no IFPE – Caruaru

Publicado em Notícias

O Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) está iniciando o processo eleitoral para renovação da sua Diretoria e Conselho Fiscal.

Poderá votar o associado que esteja "em dia", e inscrito no quadro social do Senge-MG até 30 (trinta) dias antes da eleição propriamente dita, ou seja, esteja inscrito até 13/05/2016, conforme estatuto do Senge-MG.

Para incentivar uma maior participação no processo e conferir maior representatividade para os eleitos, a votação será através da Internet.

Poderão se candidatar ao pleito os associados ao Senge-MG inscritos no quadro social até o dia 13/12/2015, conforme o estatuto do Senge-MG.

A sistemática de votação eletrônica prevê recursos de segurança e acessos por meio do CPF e de senha personalizada, que será enviada a todos os associados com direito ao voto, e obedecerá ao cronograma definido AQUI

Visite o site do Senge-MG AQUI

Publicado em Notícias

O Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC) comemora, hoje  (29/4), 33 anos de atuação no estado em prol da classe, bem como proporcionando ações com foco na comunidade. O presidente do sindicato, o engenheiro agrônomo Eduardo Piazera relembra que toda a história do Seagro foi construída e alicerçada na competência e nas lutas dos profissionais da área, lincadas com as melhorias tecnológicas e sociais que contribuíram para o desenvolvimento e competitividade do setor. E mais, Piazera lembra que “a data também reforça que os trabalhadores precisam estar cada vez mais unidos em sindicatos fortes e representativos”.

Nestes 33 anos, nortearam o trabalho do Seagro: a busca por melhorias salariais, melhores condições de trabalho, a valorização profissional e reconhecimento do trabalho realizado pelos engenheiros agrônomos na sociedade e a defesa do setor agropecuário como um todo.

Confira a mensagem do Seagro neste vídeo AQUI

Seagro-SC completa 33 anos de história e luta

Publicado em Notícias

Demissões, paralisações de obras, diminuição dos salários e precarização das condições de trabalho. Essas são algumas das situações pelas quais a engenharia nacional está passando. Em recente matéria publicada no dia 22/3, no site da revista Exame, intitulada “E agora, engenheiros, seguir na área ou migrar?”, o texto aponta sérias problemáticas. Há trechos preocupantes que afirmam a prática da exploração e precarização do trabalho como forma de superação da crise: “Aceitar remunerações mais baixas ou buscar aprimoramento técnico são algumas das saídas apontadas pela gerente da Robert Half para engenheiros que querem seguir na área”.

A engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, acredita que as empresas usam esse discurso para não cumprir o Salário Mínimo Profissional (SMP) e retirar mais direitos dos trabalhadores. “Induzir à aceitação de baixas remunerações me parece um artifício para além do não cumprimento do SMP. O setor empresarial quer promover uma ampla retirada de direitos da classe trabalhadora”, disse Simone.

Dados do Caged (Ministério do Trabalho e Emprego) apontam o total de 53.770 engenheiros desligados em todo o ano de 2015. Além da perda de postos de trabalho, este cenário influencia diretamente na qualidade das condições de trabalho. “Historicamente, nosso país foi construído a partir da lógica de acúmulo de riqueza, e não pela igualdade de direitos. Se queremos falar sobre democracia, precisamos democratizar as relações de trabalho, que são relações sociais”, pontuou Jardel Leal, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O Brasil advém de uma formação colonial agrária com resquícios da escravidão e de ditaduras nas suas relações sociais. “A formação para cidadania é confundida com a formação para o mercado de trabalho. A lógica ainda é de mando, e não estamos formando cidadãos como sujeitos políticos portadores de direitos, oferecendo remuneração digna e respeito às condições de trabalho”, destacou Jardel.

A crise política está promovendo um verdadeiro desmonte da engenharia nacional com a paralisação de obras, rompimento de contratos e demissões em massa. Esta conjuntura abre uma avenida de oportunidades para a entrada de empresas estrangeiras e a precarização das relações de trabalho. No Brasil, os espanhóis e os chineses estão ocupando boa parte do espaço, além de uma defesa das terceirizações capitaneada pela Fiesp e determinados parlamentares. “Em primeiro lugar, é importante frisar que defendemos a apuração e a responsabilização dos casos de corrupção. O que estamos vendo hoje é a apropriação dessa situação para promover uma agenda de retirada de direitos da classe trabalhadora e de perda da soberania nacional”, afirmou o engenheiro civil e sanitarista, Clovis Nascimento, presidente da Fisenge.

Jovens engenheiros e mulheres
Um outro elemento preocupante é a entrada de recém-formados no mercado de trabalho. Isso porque as empresas oferecem remunerações abaixo do Salário Mínimo Profissional e condições de trabalho precarizadas. “Praticamente em todas as modalidades há uma oferta grande de pessoas recém-formadas e uma demanda muito pequena de vagas. E o resultado são pessoas jovens, recém-qualificadas e desempregadas. O próprio mercado pressiona para que os profissionais aceitem remunerações mais baixas em função deste desequilíbrio entre a oferta e demanda. Precisamos defender o cumprimento do SMP, pois nossos salários serão, a cada dia, mais atacados”, disse a engenheira de alimentos e diretora da Fisenge, Silvana Palmeira.

As mulheres, embora maioria da população brasileira, ainda ganham menos que os homens. Segundo os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), homens ainda ganham mais do que as mulheres: em 2014, homens tinham o salário médio de R$ 1.831, enquanto as mulheres ganhavam R$1.288. As mulheres negras têm a menor remuneração, com valor médio salarial de R$ 946, e os homens brancos com maior rendimento, de R$ 2.393 no mesmo ano. De acordo com Simone Baía, o Salário Mínimo Profissional da engenharia é um importante instrumento para equiparação salarial. “Temos um valor que é o piso mínimo estabelecido e, embora muitas empresas insistam em descumprir, nós, mulheres engenheiras, conseguimos entrar no mercado de trabalho com um valor salarial igual. É claro que não encerra com as vulnerabilidades, uma vez que homens ocupam mais espaços de poder e seus salários aumentam mais rápido”, ela explicou.

Direitos trabalhistas
Em uma entrevista viralizada na internet, o atual presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, afirmou: ''Normalmente, não precisa de uma hora de almoço, porque o cara não almoça em uma hora. Nos EUA, nós vemos o cara almoçando com a mão esquerda e trabalhando com a mão direita''. Os empresários defendem amplamente a flexibilização das leis trabalhistas, bem como parlamentares e seus grupos políticos. O documento do PMDB “Ponte para o Futuro” defende, na prática, o Estado mínimo e a ampla retirada de direitos com as reformas trabalhista e da previdência.

A defendida “modernização do Estado” se materializa com a pressão pela aprovação do Projeto de Lei 4330 na Câmara (agora PLS 30 no Senado), que possibilita a terceirização das atividades-fim das empresas. Na prática, uma empresa poderá contratar profissionais terceirizados e promover a chamada “pejotização”, ou seja, a contratação por Pessoa Jurídica, uma relação de trabalho precarizada que não garante direito a férias, FGTS, entre outros benefícios sociais. O senador Paulo Paim, relator do projeto, destaca que está em curso uma agenda de retirada de direitos sociais. “Dados mostram que em cada 100 ações na Justiça do Trabalho, 80 correspondem a terceirizados, que também são maioria nos acidentes e mortes no trabalho. Ainda há o projeto que prevê a prevalência do negociado sob o legislado, que praticamente rasgará a CLT”, explicou Paim.

Segundo estudo elaborado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os trabalhadores terceirizados, que somam cerca de 12,7 milhões de indivíduos (6,8%) do mercado de trabalho, recebiam, em dezembro de 2013, 24,7% a menos do que os que tinham contratos diretos com as empresas. Além disso, tinham uma jornada semanal de três horas a mais e estavam mais suscetíveis a acidentes de trabalho.

Na França, estudantes, ao lado de movimentos sindical e social, vão às ruas contra uma reforma trabalhista promovida pelo governo. As mudanças preveem flexibilização da jornada de trabalho, hoje de 35 horas, e novo contrato para menores de 26 anos que oferece um período de experiência de dois anos. Neste período, patrões podem cancelar o contrato sem oferecer explicações ou aviso, o que irá precarizar a força de trabalho da juventude francesa.

Por outro lado, no Brasil, os bancos prevalecem entre os maiores lucros do país: 6 dos 20 maiores lucros pertencem a eles, de acordo com levantamento da Economática. “Gastamos quase metade de tudo que arrecadamos pagando instituições financeiras privadas”, afirmou a auditora aposentada da Receita Federal e coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli. O senador Paulo Paim alerta que é necessária uma mudança na política econômica. “Hoje, temos uma política que beneficia o sistema financeiro. Precisamos baixar a taxa de juros, fortalecer o mercado interno e promover uma reforma tributária”, completou.

Fonte: Fisenge

Publicado em Notícias

Finalizado o prazo para as inscrições para concorrer às eleições recebemos somente uma única chapa para concorrer às eleições 2016 para a Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Diretorias Regionais do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG). Ela foi registrada dentro do prazo estipulado pelo edital, que prevê 30 dias contados a partir da data de publicação, ou seja, até o dia 11 de abril de 2016. A chapa tem à frente o atual presidente do Sindicato, Raul Otávio da Silva Pereira.


As eleições do Sindicato definem a nova diretoria que vai atuar no período de 2016 a 2019. O edital de convocação das eleições foi publicado nos dias 9 e 10 de março, no jornal Hoje em Dia. As eleições serão realizadas nos dias 13, 14, 15, 16 e 17 de junho de 2016, tendo início às 9h do dia 13/6 e terminando às 17h do dia 17/6. O processo eleitoral será realizado pela internet. Todas as informações sobre ele estarão disponíveis no hotsite das eleições.


Conheça a composição da chapa 1:

Senge-MG: Chapa 1 é a única a se registrar para as eleições do sindicato

 

Fonte: Senge-MG

 

Publicado em Notícias
Página 8 de 11