O diretor do Senge-BA, o engenheiro Allan Hayama representou o sindicato ontem (17) na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia a respeito da proposta de privatização da Chesf – subsidiária da Eletrobras no Estado. Na ocasião, houve ainda um ato em defesa da estatal, com participação de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, como a FUP (Federação Única dos Petroleiros), Sindipetro-BA, CUT, MST e MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). A audiência foi uma iniciativa da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano (Cedurb), da Comissão de Infraestrutura e da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Durante a audiência, a engenheira da Chesf Laís Falcão de Oliveira apresentou (veja aqui os slides) dados alarmantes sobre as possíveis consequências da privatização, a começar pela discrepância entre o valor de mercado da Eletrobrás (cerca de R$ 370 bi) e o valor de venda pretendido pelo governo Temer, de apenas R$ 20 bi. Ainda, a Chestf teria a receber ativos de R$ 39 bi até 2025, que seriam revertidos para a empresa compradora em caso de privatização. Também durante a atividade, a deputada estadual Maria del Carmen (presidente da Cedurb) propôs que os/as parlamentares baianos entrassem com uma ação tanto no Ministério Público Federal quanto na justiça estadual conta a medida. Outra proposta surgida na audiência foi a criação de uma Frente Parlamentar baiana em defesa da Chesf.

Veja mais fotos aqui

Com informações do Sindipetro-BA e Assessoria da deputada Maria del Carmen

Senge-BA participa de audiência pública e ato em defesa da Chesf/Eletrobras

 

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A Engenheira Eugênia, deste mês, debate as consequências da privatização do setor elétrico. “Sob a falsa justificativa de geração de caixa, a venda das empresas estatais leva ao sucateamento das empresas, a demissões em massa, ao desmonte da engenharia nacional e, ainda, compromete soberania nacional”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira Simone Baía. Além disso, o centro deste novo modelo é o conceito de que a energia elétrica é uma mercadoria, o que pode gerar um aumento drástico na tarifa de energia. Simone também lembrou que “há risco sério de repetição dos apagões como na década de 1990. Não podemos permitir um modelo de energia baseado no lucro, e não na vida das pessoas”, disse.

Engenheira Eugênia é contra a privatização do setor elétrico

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Na luta contra as privatizações e o desmonte do estado brasileiro, o SENGE Rio lançou, nesta terça-feira (03/10), o primeiro de uma série de vídeos. O objetivo é conscientizar trabalhadores da categoria e população para as terríveis consequências que o processo vai trazer para o desenvolvimento e a soberania nacional. Foram elaborados 3 vídeos sobre o tema, que serão divulgados semanalmente nas mídias do Sindicato.  Acesse, veja e compartilhe! A luta pelas empresas públicas e pela soberania do Brasil é de todos nós!

Baixe o panfleto da campanha. 


Primeiro vídeo!

Senge-RJ lança série de animações contra a privatização da Eletrobras

 

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A proposta de privatização da Eletrobras tem uma consequência tão importante quanto a geração de energia elétrica e que não está sendo corretamente avaliada: o controle da água. A análise é do diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia SP-CUT), Carlos Alberto Alves.

“À medida que são privatizadas as usinas, e a maioria delas com base de geração hidráulica, os novos controladores passam a deter o poder do uso da água, que até então era um uso múltiplo”, explica Alves.

Como exemplo, ele cita os subsídios hoje recebidos por agricultores para a irrigação das lavouras e a produção de alimentos, um estímulo que pode ficar em risco com a privatização. Para o dirigente sindical, entre gerar energia e irrigar a plantação, os futuros donos privados da Eletrobras optarão pela primeira, independentemente da importância da produção de alimentos.

“Os novos controladores, ao comprar essas empresas, não vão manter subsídios que saiam do lucro deles. Podem até manter, mas a sociedade que pague. Então pode haver diversas dificuldades de acesso à água, que é um bem público, de todos”, afirma.

O sistema Eletrobras é composto por 233 usinas, sendo 47 hidrelétricas, 114 termoelétricas, duas termonucleares, 69 eólicas e uma solar. A empresa gera 170 mil gigawatts/hora (Gwh) de energia, sendo a maior companhia do setor elétrico da América Latina, responsável por atender um terço do consumo anual de eletricidade do Brasil.

Além do controle da água, Alves aponta como consequências da privatização o aumento da tarifa de luz, a precarização dos serviços prestados e a entrega para o capital estrangeiro de uma infraestrutura essencial do país.

“A proposta é um desastre. A fórmula como o governo está fazendo a privatização, sem discussão com a sociedade, vai aumentar a tarifa de energia, principalmente para os mais pobres, sem contar que a Eletrobras fomenta o desenvolvimento nas áreas mais carentes do país de energia elétrica, a exemplo do projeto Luz para Todos, onde em vários rincões do Brasil, indígenas, quilombolas e tantos outros têm energia elétrica porque a Eletrobras assumiu”, pondera o dirigente.

Com cerca de 25 mil trabalhadores em todo o sistema Eletrobras, Alves também destaca os efeitos que a privatização terá nos funcionários. Ele prevê que, no médio prazo, mais de 60% dos empregados sejam substituídos por trabalhadores terceirizados, “sem treinamento, sem know-how, com baixos benefícios”.

A situação, disse ele, já é a realidade nas empresas de energia do estado de São Paulo privatizadas nas últimas décadas. “Depois da privatização, algumas empresas do setor elétrico de São Paulo reduziram em mais de 70% o quadro de trabalhadores, impactando diretamente na questão do serviço prestado à sociedade, fazendo com que, ao longo do período, a Aneel flexibilizasse alguns indicadores de qualidade para que essas empresas continuassem operando.”

Lembrando de estudo recente do Dieese, Carlos Alberto Alves enfatiza que o índice de acidentes com trabalhadores terceirizados no setor elétrico aumenta entre 30% e 40%. “A sociedade perde com isso o know-how de 20 ou 30 anos de trabalhadores que mantêm o setor operando e fornecendo energia 24 horas por dia. Então, para os trabalhadores, a privatização é perda de benefício, redução de salário e terceirização”, finaliza.

Edição: RBA
Luciano Velleda/Rede Brasil Atual
Foto: Arquivo EBC

Controle da água é "efeito colateral" da privatização da Eletrobras

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Em protesto contra a proposta do Governo Federal de privatizar a Eletrobrás e em defesa do setor elétrico, os funcionários da Furnas Centrais Elétricas ocuparam o “Dique da Discórdia” (localizado a cerca de 20 km de Piumhi/MG) na tarde desta segunda-feira, 25 de setembro. O dique é o mesmo que o ex-Governador Itamar Franco ocupou, em 1999, com as polícias militar e civil e os bombeiros, na tentativa de impedir a privatização da mesma Furnas pelo então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Itamar ameaçou colocar bombas na represa e, caso fossem detonadas, a água do Rio Piumhi escoaria para o Rio São Francisco, diminuindo assim a geração de energia pela hidrelétrica.

“Ontem nós fizemos um ato simbólico neste dique, clamando para que nossas lideranças lembrem de que nós já tivemos pessoas de peito como Itamar Franco, e é disto que a gente está precisando neste momento. Que nossos parlamentares abracem a causa e que ajudem como Itamar ajudou naquela época”, disse o diretor do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais, Senge-MG, Fernando Queiroz.

O ato no dique da discórdia foi encabeçado pelo Senge-MG. Antes da ocupação, os funcionários do Sistema Eletrobrás participaram de um seminário no cinema de São José da Barra, organizado pelo Sindefurnas, com o objetivo de mostrar à sociedade os efeitos da privatização de Furnas na região e no país. Um deles seria o aumento nas tarifas de energia, de acordo com Fernando Queiroz. “Cerca de 40% da energia de nosso parque gerador é feita pela Eletrobrás, empresa que está no alvo do governo para ser privatizada. E, caso isso ocorra, podemos ter certeza que a tarifa vai aumentar imediatamente. A própria ANEEL, que é a agência que regula o setor, já se pronunciou. Ela estima que este aumento será em torno de 16%.”

Outra preocupação das entidades sindicais é em relação à água. “A gente sabe que as empresas estatais têm um compromisso social e que no nosso caso, a água é utilizada de forma harmônica. Além de gerar energia, ela é usada para irrigação, lazer e turismo, o que traz muitas riquezas para a nossa região. Só no lago de Furnas são mais de 30 municípios diretamente afetados. Caso ocorra a privatização, a gente teme o que possa ocorrer com a utilização da água”, comenta Queiroz.

O dirigente sindical comentou ainda sobre o valor pretendido pelo governo para privatizar o parque gerador. “Hoje, se fosse construído um parque do tamanho da Eletrobrás, o investimento necessário seria algo em torno de 300 bilhões de reais. E o governo quer privatizar por R$ 20 bilhões. Então, qual é a justificativa para você dispor de um patrimônio que não é deficitário, isto é, que gera lucro. A Eletrobrás teve uns três anos de prejuízos (oriundos da Medida Provisória 579), mas ela já se adequou a este cenário no ano passado. E neste ano ela já está com resultados positivos. Portanto o Governo quer vender um bem que gera lucro, e por um valor muito inferior ao que ele vale. Não dá para entender.” O receio das entidades sindicais é que quando o setor produtivo do país estiver se recuperando, não tenha energia ou que os custos dela sejam altos.”

Audiência pública

Após o ato no “dique da discórdia”, foi realizada uma audiência pública na porta da Câmara Municipal de São José da Barra, que contou com a presença de prefeitos, deputados e vereadores. Foi entregue ao Deputado Federal Renato Andrade uma moção contra a privatização, assinada por mais de 20 entidades sindicais. O deputado se prontificou a criar um grupo de parlamentares para buscar apoio da bancada mineira na luta contra a privatização de Furnas. O deputado estadual Cássio Soares também se comprometeu com a causa, bem como as associações dos municípios lindeiros do lago de Furnas.

Fonte: Senge-MG

Funcionários de Furnas Centrais Elétricas ocupam o Dique da Discórdia

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A privatização das usinas hidrelétricas do Sistema Eletrobrás, que inclui a venda da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, Chesf, anunciada pelo governo de Michel Temer em julho, representa uma ameaça à soberania e à segurança nacional. No último dia 25, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, anunciou que na primeira semana de outubro apresentará a modelagem da privatização da Companhia, que deverá ser vendida ainda no primeiro semestre de 2018.

O governo atua na contramão das necessidades nacionais. A energia, assim como a água, é interesse público, estratégico para o desenvolvimento de qualquer país. Não é uma mercadoria, para ser administrada dentro das leis de mercado, muito menos, ser entregue à iniciativa privada para cobrir déficit das contas públicas.

A entrega da Eletrobras ao capital financeiro estrangeiro é um atentado ao país. Terá como consequências queda na qualidade de energia, com aumento da tarifa e possibilidade de apagões; enxugamento do quadro de trabalhadores das empresas, gerando desemprego; enfraquecimento das empresas nacionais e o sucateamento da engenharia brasileira.

A privatização da Chesf significa, ainda, a entrega das águas do rio São Francisco, que possui 70% da reserva hídrica do Nordeste. Que, com seu uso múltiplo (consumo de água para uso humano, para produção agrícola através da irrigação e da agricultura familiar, da pesca artesanal e, por fim, a geração da energia elétrica), tem um papel estratégico para o desenvolvimento da região. Ou seja, a venda da Companhia compromete, também, a segurança hídrica e ambiental da região.

Se faz urgente a mobilização da sociedade na defesa do Sistema Elétrico Brasileiro, da Chesf e do Rio São Francisco. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE) repudia a venda da Eletrobras e da Chesf, e defende que o setor elétrico, estratégico para a nação, permaneça sob a administração do Estado.

Convocamos todos os engenheiros e todas as engenheiras de Pernambuco para participar desta luta em defesa da engenharia, do desenvolvimento social e da soberania nacional.

Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE)

Recife, 26 de setembro de 2017.

SENGE-PE REPUDIA A PRIVATIZAÇÃO DA CHESF/ELETROBRAS

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A privatização do setor elétrico e as consequências para o desenvolvimento regional serão debatidas em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) na terça-feira (19), com início às 14h na sala 13 da ala Alexandre Costa. O engenheiro Maurício Garcia irá representar a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) durante a audiência.

Foram convidados para a audiência o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia (Cerne), Jean Paul Prates; o integrante do Conselho de Administração da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Nelson José Hubner Moreira; e os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Pinguelli Rosa e Nivalde José de Castro.

A audiência foi solicitada pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Em seu requerimento, ele observa que a “pretensão de privatização do setor arrisca todo o protagonismo público brasileiro no desenvolvimento do modelo elétrico, colocando em um tabuleiro mercantil os recursos naturais pátrios, aviltando o Brasil enquanto nação, e ignorando, solenemente a questão da segurança nacional e dos recursos hídricos”.

Acompanhe aqui: http://www12.senado.leg.br/ecidadania/principalaudiencia

Fonte: com informações Agência Senado

Fisenge participará de debate sobre privatização do setor elétrico

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O objetivo da campanha “Energia não é mercadoria” é mobilizar setores da sociedade envolvidos com a defesa da soberania energética brasileira, nos âmbitos nacional, estadual e municipal. 

Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional é lançada, na última terça-feira (12/9), no auditório Nereu Ramos na Câmara Federal. Na ocasião, deputados, senadores, movimentos sociais e movimentos sindicais se reuniram para potencializar a campanha “Energia não é mercadoria”, mais uma agenda de luta em defesa do setor elétrico estatal e contra a iniciativa do governo de privatização da Eletrobras. O diretor do Senge-PE e representante da Fisenge Clayton Paiva esteve presente.  O objetivo da campanha é mobilizar em torno da pauta, além da categoria do setor elétrico, os demais envolvidos na luta pela defesa da soberania nacional, no Congresso e nas casas legislativas estaduais e municipais, nos sindicatos e nas demais entidades. 

Com uma agenda intensa para os próximos dias, a Rede irá articular a aprovação de moções de repúdio às privatizações, audiências públicas e fortalecer as discussões. “Precisamos intensificar o debate para conscientizar a sociedade do que está prestes a acontecer, a luta contra as privatizações é a luta em defesa do patrimônio nacional”, afirma Clayton Paiva.  Durante o evento, os presentes aprovaram a realização de um abaixo-assinado contra a entrega da Eletrobras ao capital financeiro, para ser entregue ao Congresso até o mês de dezembro.  “A entrega da Eletrobras é tão ofensiva, que começam a surgir, inclusive, parlamentares da base do governo, principalmente, dos estados de Minas Gerais e Pernambuco”, enfatiza o diretor do Senge-PE. 

AGENDA DE LUTAS

13/9 

- Entrega do Projeto de Lei do Deputado Moisés Diniz (PCdoB/AC) contra a privatização das empresas distribuidoras do AC, AM, AL, PI, RO e RR

- Audiência Pública “O Desmonte do Estado Brasileiro” e ato em defesa das estatais, no auditório Nereu Ramos, na Câmara Federal

-  Reunião de parlamentares, entidades de empresas estatais, frentes mista em defesa da soberania nacional e defesa do setor elétrico brasileiro, na Câmara dos Deputados

14/9

- Audiência pública na Câmara dos Vereadores de Petrolina-PE

- Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Pará

15/9

- Ato político em defesa da Eletronorte, em Belém-PA

- Ato político em defesa da Chesf, com a presença dos governadores do Nordeste, em Penedo-AL

20/9 

- Café da manhã com a bancada de Minas Gerais e entidades para barrar o leilão da CEMIG, na Câmara dos Deputados

21/9

- Seminário no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro

- Audiência pública na Assembleia Legislativa da Paraíba em defesa da Eletrobras e Chesf, em João Pessoa-PB

22/9

- Manifestação contra o leilão da hidrelétrica Porto Primavera, em Porto Primavera-SP

25/09

- Audiência pública em defesa de Furnas, em Passos-MG

26/9

- Audiência pública “O novo modelo energético e seus impactos nas regiões e sobre os trabalhadores/as”, na Câmara dos Deputados

27/9

- Audiência com o ministro de Minas e Energia para discutir o modelo energético do governo Temer

28/9 

- Audiência pública em defesa da CEPISA e CHESF na Assembleia Legislativa do Piauí, em Teresina-PI

3/10

- Ato Nacional contra as privatizações, greve nacional do setor energético

- Manifestação nas sedes da Eletrobras e Petrobras, no Rio de Janeiro

4/10

- Audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis-SC

6/10

- Manifestação em defesa da Chesf, em Petrolina-PE

Fonte: Marine Moraes/Senge-PE

 

Parlamentares e movimentos sociais lançam Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energia e Nacional

 

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As medidas de ajuste na economia anunciadas pelo governo, que incluem a venda de estatais e ativos públicos, estão sendo questionadas por sindicatos e entidades de classe em uma campanha nacional sobre o assunto. Com o slogan “Eu não vendo o meu país”, sindicalistas pretendem mobilizar a população em defesa das empresas anunciadas como candidatas à venda, incluindo Eletrobras e Casa da Moeda. A campanha foi apresentada nesta segunda-feira (11), em entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro). Participaram representantes de dezenas de sindicatos e entidades de classe.

Para a diretora do Sindipetro Natália Lopes, o objetivo é unificar as forças populares e questionar o processo de venda de ativos públicos. “A campanha visa unificar o discurso entre todas as estatais e os serviços públicos que poderão ser vendidos em nosso país”, disse Natália. Também contra a venda das empresas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Casa da Moeda, Aluizio Júnior, destacou que pouquíssimos países abrem mão da fabricação de seu meio circulante. “No G20 [grupo das maiores economias do mundo, do qual o Brasil faz parte], apenas dois países não produzem o próprio dinheiro. As cédulas em papel são especialmente importantes para a população mais pobre, que não tem acesso a contas em banco nem cartões de crédito.”

O vice-presidente da Associação dos Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), economista Arthur Kobliz, defendeu a manutenção do investimento público como motor principal da economia. “Os países que mais crescem no mundo, incluindo os do leste asiático, usaram pesadamente seus bancos de desenvolvimento”, ressaltou Kobliz. Para o diretor da Associação dos Funcionários de Furnas, Felipe Araújo, uma estatal não visa somente ao lucro financeiro, mas também ao ganho social. Segundo Araújo, se houver venda do Sistema Eletrobrás, haverá aumento de tarifas aos consumidores finais, incluindo comércio e indústria, que repassarão a diferença aos preços.

Com 47 usinas hidrelétricas, 114 termelétricas, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma solar, a Eletrobras é responsável por um terço do total da geração de energia no país. Também é a maior empresa de transmissão de energia, com quase metade das linhas de transmissão do Brasil.A campanha será apresentada no Congresso Nacional vna próxima quarta-feira (11), em um ato no Auditório Nereu Ramos, no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.

Governo

Os motivos alegados pelo governo federal para anunciar a disposição de vender parte de ativos e empresas públicas são reduzir o déficit público e dar mais agilidade às empresas, favorecendo, em última instância o consumidor. Com a meta de melhorar o caixa da União e estimular a economia, o governo decidiu colocar à disposição da iniciativa privada a administração de 14 aeroportos, 11 lotes de linhas de transmissão e 15 terminais portuários, além de parte da Eletrobrás. Com a medida, o governo espera arrecadar cerca de R$ 44 bilhões ao longo dos anos de vigência dos contratos. O Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) decidiu incluir no programa de desestatização rodovias, a Casa da Moeda, a Lotex e a Companhia Docas do Espírito. Ao todo, são 57 projetos de venda de empresas e parcerias público privada.

 

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil/EBC

Edição: Nádia Franco

Sindicatos e entidades de classe lançam campanha contra venda de estatais

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O governo de Michel Temer, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), anunciou a privatização de usinas hidrelétricas do grupo Eletrobrás. A proposta ainda permite que a Eletrobrás poderá escolher quais usinas que pretende privatizar e até mesmo subsidiárias inteiras como Furnas, Eletronorte, Eletrosul e Chesf. Estas são empresas públicas que, além de gerar empregos, contribuem imensamente com programas sociais e pela universalização do fornecimento de energia elétrica. A Chesf, por exemplo, tem papel estratégico para a defesa do rio São Francisco. A empresa privatizada, por exemplo, poderá realizar gestões de regulação da vazão do rio e do preço da água, de acordo com seus interesses em detrimento do alcance social, podendo vir a prejudicar, inclusive, a transposição. A privatização da Chesf significa a privatização do rio São Francisco, que é um bem de todo Nordeste e estratégico para a construção de políticas públicas para população ribeirinha e de toda sociedade.

Com a privatização, o próprio governo de Michel Temer admitiu o aumento da tarifa nas contas dos consumidores. Por conseguinte, programas sociais como o “Luz para todos” e de eficiência energética poderão ser extintos.

A privatização beneficiará o mercado de investidores que priorizam a lógica do lucro, e não a função social da energia elétrica. O processo é ainda mais perverso, pois em casos de insucessos do setor privado, muitas vezes, o Estado absorve o prejuízo do mercado. Perder o comando de empresas estratégicas para o país representa um atentado à soberania nacional. O papel do Estado é fundamental para a formulação de políticas públicas e de melhoria das condições de vida da população. Nesse sentido, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) repudia a proposta de privatização no setor elétrico e irá encaminhar ofícios e moções aos parlamentares e ao Ministério de Minas e Energia. Também convocamos engenheiros e engenheiras para formularmos e construirmos juntos uma proposta para o modelo de setor elétrico que queremos. Orientamos os sindicatos a realizarem debates e mobilizações com a categoria e também a participarem do seminário do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que acontecerá nos dias 19 e 20 de julho.

Defendemos a engenharia, o desenvolvimento social e a soberania nacional. Por uma Eletrobrás estatal e verdadeiramente pública com valorização dos trabalhadores. Nenhum direito a menos!

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)
Rio de Janeiro, 07 de julho de 2017.

Engenheiros repudiam privatização do Sistema Eletrobrás

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