Curitiba recebeu, nesta sexta-feira (14/7), o IV Simpósio SOS Brasil Soberano, com mais de 150 participantes. Com o tema “Brasil 2035: um país justo e soberano”, o evento reuniu engenheiros, estudantes, ativistas, intelectuais e políticos. Participaram da mesa de abertura o engenheiro e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento; o engenheiro e presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt; o engenheiro presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos; o presidente do CREA-PR, Joel Krüger; e o presidente Sindicato dos trabalhadores em educação pública do Paraná (APP Sindicato), Hermes Leão.

"O Brasil vive uma crise política sem precedentes na História. A mídia e os setores conservadores tentam tirar o foco da Reforma Trabalhista, que foi aprovada e representa uma das propostas mais destruidoras para os trabalhadores. Nem Margaret Thatcher [ex-primeira ministra britânica] nem Pinochet [ditador chileno que derrubou o governo de Allende] fizeram propostas tão cruéis e perversas. Nós vamos para as ruas construir e fortalecer a resistência. A nossa resposta é nas ruas e na luta", presidente da Fisenge, Clovis Nascimento.

Na mesa de abertura do encontro, o presidente do Senge-PR, Carlos Bittencourt, deu as boas-vindas e falou sobre a cidade aos participantes vindos de outros estados e frisou as recentes mobilizações ocorrida na capital paranaense. “Curitiba tem muita resistência. O Brasil todo acompanhou a luta dos professores e funcionários do estado, professores e servidores do município. Foi uma forte resistência, até contra a repressão policial com violência. Curitiba também teve o maior número de ocupações das escolas contra a reforma do ensino médio”, relatou o presidente.

Bittencourt destacou o retrocesso nos direitos dos trabalhadores aprovado pelo Senado: “É uma semana muito difícil para todos nós por conta da aprovação da Reforma Trabalhista. É um golpe nos direitos de todos os trabalhadores”.

A história ensina

Mais 21 mil pessoas foram assassinadas durante a Guerra do Contestado, que aconteceu entre 1912 e 1916 nos estados de Santa Catarina e do Paraná. O fato histórico foi lembrado pelo professor Hermes Leão, presidente da APP Sindicato, para fazer uma relação com o momento em que o Brasil vive atualmente. Segundo ele, a pauta não mudou: a tentativa de entrega das riquezas nacionais para o capital estrangeiro.

“Esse governo de Michel Temer poderia ser o retrato do grupo que protagonizou a tragédia da Guerra do Contestado. É o retrato da entrega, da criminalização do povo. A história nos ensina a luta necessária. O golpismo ainda é uma marca muito forte nessa nação”, explicou Hermes.

Oligarquias

O presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos, destacou o período político e econômico que o país vive e defendeu a importância entender este momento para ter a capacidade de se organizar e lutar. “No Brasil, ainda não conseguimos derrotar uma oligarquia que impede que possamos nos tornar uma nação soberana. Temos este desafio pela frente”, defendeu o presidente.

Origem do projeto

“É preciso uma compreensão mais macro do que estava acontecendo no país durante. Não se tratava apenas de tirar uma presidenta sem crime. Se tratava de mudar a condição de país. Transformaram o estatuto desse país, que vinha se colocando como uma das grandes potências do mundo, em uma nação subalterna. Demoliram os setores estratégicos. O Brasil é um país onde os CNPJs são destruídos e os CPFs são preservados”, afirmou o coordenador do SOS Brasil Soberano e o professor de História, Francisco Teixeira.

Com informações do Senge-RJ (Marcelle Pacheco) | Fotos de Giorgia Prates

 

 

“A nossa resposta é nas ruas e na luta”, afirmou o presidente da Fisenge, na abertura do Simpósio SOS Brasil Soberano

 

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A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) e o ex-deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP) estarão em Curitiba nesta sexta-feira (14), em um simpósio sobre soberania brasileira. Será o IV Simpósio do projeto SOS Brasil Soberano, uma iniciativa da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), que na capital paranaense é realizado também pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).

Gleisi e Aldo Rebelo participam do IV Simpósio SOS Brasil Soberano

Pesquisadores, jornalistas e intelectuais de várias áreas do conhecimento e de diferentes estados brasileiros estão entre os convidados para o evento. Veja aqui a programação completa.

Marlene de Fáveri, cientista social, historiadora e feminista, é outra figura confirmada. Ela é professora na Universidade do Estado de Santa Catarina (UFSC) e ficou conhecida nacionalmente pelo caso de uma ex-aluna e ex-orientanda de mestrado quer ser indenizada por supostos danos morais que a cientista teria lhe causado. A ex-aluna, que relatou seu “processo de perseguição” em sessão especial sobre o projeto Escola sem Partido, é antifeminista e a acusa de perseguição ideológica por ser cristã e conservadora. Marlene vem recebendo o apoio de inúmeras instituições acadêmicas e políticas.

O presidente da Associação Brasileira de Ciência Política, Leonardo Avritzer, e o ex-presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), Carlos Walter Porto Gonçalves, também compõem a programação.

No campo do jornalismo, estarão presentes Bia Barbosa, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), e Laura Capriglione, uma das criadoras da Rede Jornalistas Livres, focada na cobertura de Direitos Humanos e Sociais.

O evento é voltado para engenheiros, estudantes, integrantes de movimentos sociais e sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A atividade é gratuita, das 9h às 18h, na Universidade Positivo da Praça Osório, 125, Centro de Curitiba. Para participar, clique aqui e preencha o formulário de inscrição. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8 horas.

Os apoiadores são o Senge Jovem Paraná, o Sindicato dos Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), a Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) e a Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA.

Para acompanhar pela internet

Na noite desta quinta-feira (13), a partir das 18h, os organizadores do simpósio farão uma espécie de “esquenta”, com um bate-papo sobre os principais temas a serem abordados no evento. O debate não terá participação aberto ao público, e sim transmissão ao vivo pela página no projeto.

Os debatedores serão Kátia Gerab Baggio, historiadora e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Rogério Galindo, jornalista, repórter e colunista da Gazeta do Povo; e Nilson Maciel de Paula, economista e professor da Universidade Federal do Paraná.

Por que debater soberania?

“Soberania é o governo tomar para si os destinos da nação. Quando o governo abdica disso, ele entrega, abre mão da soberania do seu povo. Portanto, o que nós defendemos é que o governo retome para si os destinos da população brasileira, do desenvolvimento do Brasil, de cada região, de cada área específica, de cada política pública. Nós não podemos abrir mão disso”, garante Clovis Nascimento, presidente da Fisenge, que junto do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), é idealizadora do projeto SOS Brasil Soberano. A iniciativa

Para o presidente do Senge-PR, Carlos R Bittencourt, a defesa da soberania brasileira torna-se imprescindível neste momento de crise econômica e política: “Para termos um país soberano, precisamos ter setores estratégicos, como as empresas públicas, na mão do Estado. Atualmente está ocorrendo a entrega do Pré-Sal e a venda de ativos que são patrimônio da Petrobras, principalmente para empresas estrangeiras e norte americanas”.

..:: Programação ::..

Dia 13

18h – Talk show – Soberania em debate: Bate-papo, transmitido ao vivo pela página no projeto, sobre os principais temas que serão abordados no IV Simpósio, com mediação da jornalista Camila Marins, assessora de Comunicação da Fisenge, e a participação dos seguintes convidados:

Kátia Gerab Baggio – Historiadora, doutora em História Social, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Rogério Galindo – Jornalista, colunista da Gazeta do Povo, em Curitiba, Ganhador do Prêmio Esso, doutorando em Filosofia pela UFPR.

Nilson Maciel de Paula – Economista, professor titular da Universidade Federal do Paraná onde trabalha com temas relacionados a comércio internacional, agronegócio e aglomeração industrial.

Dia 14

9h – Mesa de abertura
- Carlos Bittencourt, presidente do Senge-PR
- Joel Krüger, presidente do CREA-PR
- Clovis Nascimento, presidente da Fisenge
- Olímpio Alves dos Santos, presidente do Senge-RJ
- Hermes Silva Leão, presidente da APP Sindicato
- Regina Cruz, presidente da CUT-PR

9h30: Conferência de abertura: senadora Gleisi Hoffmann, primeira mulher eleita presidente do Partido dos Trabalhadores (PT)

+ Apresentação do Projeto SOS Brasil Soberano (SOSBS) – pelo professor e historiador Francisco Teixeira

10h30 às 12h30 | Mesa 1: Política e Estado

Marlene de Fáveri – Cientista social, historiadora, feminista, professora e pesquisadora na Universidade do Estado de Santa Catarina (UFSC).

Leonardo Avritzer – Cientista social, professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), presidente da Associação Brasileira de Ciência Política.

Bia Barbosa – Jornalista, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e Secretária-Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Coordenação: Eng. Clovis Nascimento, presidente da Fisenge

14h30 às 18h | Mesa 2: Economia e Cidadania

Aldo Rebelo – Ex-deputado federal pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN).

Carlos Walter Porto Gonçalves – Geógrafo, ex-presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), professor adjunto da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Laura Capriglione – Jornalista e uma das criadoras da Rede Jornalistas Livres, focada na cobertura de Direitos Humanos e Sociais.

Coordenação: Eng. Carlos Roberto Bittencourt, presidente do Senge-PR

>> Para saber mais sobre o projeto, acesse o site: sosbrasilsoberano.org.br

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Diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Valter Fanini estará no IV Simpósio SOS Brasil Soberano, dia 14 de julho, em Curitiba (PR). “Só teremos soberania, domínio do nosso território, se pudermos extrair dele as condições materiais de nossa existência. Se não tivermos capacidade tecnológica, empresas, conhecimento de engenharia para isso, outros farão em nosso lugar, e capturarão nossa soberania (…) SOS Brasil Soberano é uma ação de engenheiros para a soberania territorial, para a manutenção do Brasil para os brasileiros.”

Fanini: uma ação para garantir o país para os brasileiros

Fonte: SOS Brasil Soberano

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Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o projeto SOS Brasil Soberano realiza a 4ª edição no Paraná, em Curitiba, no dia 13 e 14 de julho. Dentro do tema “Brasil 2035: um país justo e soberano”, duas mesas tratarão respectivamente de Política e Estado, e Economia e Cidadania, conforme programação no site http://sosbrasilsoberano.org.br/simposio/programa/

Confira a programação para o IV Simpósio SOS Brasil Soberano

O simpósio é voltado para engenheiros, estudantes, integrantes de movimentos sociais e sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A ação é iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e na capital paranaense é realizada também pelo Senge-PR.

Inscrição:
Para participar, clique aqui e preencha o formulário de inscrição. A inscrição pode ser enviada até o dia 13 de julho, quinta-feira. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8 horas.

Local: Universidade Positivo, na Praça General Osório, 125, Centro de Curitiba.

Entrada gratuita

>> Para saber mais sobre o projeto, acesse o site: sosbrasilsoberano.org.br

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Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o projeto SOS Brasil Soberano chega ao Paraná, no dia 14 de julho. A 4ª edição do Simpósio será em Curitiba e terá como tema “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”.

O evento é voltado para engenheiros e engenheiras, estudantes, integrantes de movimentos sociais e de sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e de entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A ação é iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e na capital paranaense é realizada também pelo Senge-PR.

“Para termos um país soberano, precisamos ter setores estratégicos, como as empresas públicas, na mão do Estado. Atualmente está ocorrendo a entrega do Pré-Sal e a venda de ativos que são patrimônio da Petrobras, principalmente para empresas estrangeiras e norte americanas”, aponta Carlos Bittencourt, presidente do Senge-PR.

Profissionais de diferentes áreas de atividade, acadêmicos, formadores de opinião, parlamentares e representantes da sociedade civil, participam dos debates para a construção de uma agenda de programas e projetos para o país, em direção contrária ao programa neoliberal imposto pelo governo Michel Temer. A programação completa será disponibilizada em breve.

“Precisamos ter essa discussão dentro da engenharia, dos sindicatos, dos movimentos sociais, para que possamos barrar esse movimento conservador que vem do executivo e do legislativo federal. É preciso mobilização de todos esses setores para garantir a soberania do nosso país”.

O Simpósio será no auditório da Universidade Positivo, na Praça General Osório, 125, das 9h às 18h. O evento é gratuito e também será transmitido via internet.

>>> Confira o site: http://sosbrasilsoberano.org.br/

>> Inscrição

Para participar, preencha o formulário de inscrição disponível aqui. A inscrição pode ser enviada até o dia 13 de julho, quinta-feira. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8 horas.

 >> Agende-se!

4º Simpósio SOS Brasil Soberano: “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”
Data e horário: 14 de julho, sexta-feira, das 9h às 18h.
Local: Universidade Positivo, na Praça General Osório, 125.

Curitiba sedia o 4º Simpósio SOS Brasil Soberano, em julho

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Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o projeto SOS Brasil Soberano chega ao Paraná, no 14 de julho. A 4ª edição do Simpósio será em Curitiba e terá como tema “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”.

O evento é voltado para engenheiros e engenheiras, estudantes, integrantes de movimentos sociais e de sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e de entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A ação é iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e na capital paranaense é realizada também pelo Senge-PR.

Curitiba sedia o 4º Simpósio SOS Brasil Soberano, em julho

“Para termos um país soberano, precisamos ter setores estratégicos como as empresas públicas na mão do estado. Atualmente há a entrega do Pré-Sal, a venda de ativos que são patrimônio da Petrobras, principalmente para empresas estrangeiras e norte americanas”, aponta Carlos Bittencourt, presidente do Senge-PR.

Profissionais de diferentes áreas de atividade, acadêmicos, formadores de opinião, parlamentares e representantes da sociedade civil, participam dos debates para a construção de uma agenda de programas e projetos para o país, em direção contrária ao programa neoliberal imposto pelo governo Michel Temer.

“Precisamos ter essa discussão dentro da engenharia, dos sindicatos, dos movimentos sociais, para que possamos barrar esse movimento conservador que vem do executivo e do legislativo federal. É preciso mobilização de todos esse setores para garantir a soberania do nosso país”.

O simpósio será no auditório da Universidade Positivo, na Praça Galeria Osório, 125, das 9h às 18h. A programação completa será disponibilizada em breve.

 >> Inscrição

Para participar, preencha o formulário de inscrição disponível aqui. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8. O evento é gratuito e também será transmitido via internet.

 >> Agende-se!

4º Simpósio SOS Brasil Soberano: “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”
Data e horário: 14 de julho, sexta-feira, das 9h às 18h.
Local: Universidade Positivo, na Praça Galeria Osório, 125.

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“Resistir é fundamental, necessidade imediata. Mas temos que discutir novas alternativas que levem em conta essa realidade imposta”, alertou a deputada federal Jô Moraes, no III Simpósio SOS Brasil Soberano, no dia 8/6, em Belo Horizonte. A deputada chamou atenção para a necessidade de, além de resistir e negar, discutir alternativas à política previdenciária diante dos novos dados demográficos, sem esquecer, ressalta, a permanência da inclusão como forma de proteção social.

A deputada defende que os benefícios previdenciários são ferramentas de construção da cidadania, e é fundamental uma readequação, diante do novo momento, com aumento significativo da expectativa de vida do brasileiro. “Viver mais é uma conquista. Não é ônus. Significa o desenvolvimento tecnológico, mudança de hábitos, melhoria de qualidade de vida. Foram grandes conquistas do cuidado com a vida e de novas políticas”.

Para Jô Moraes, o debate em torno da reforma da Previdência Social é a principal arma para derrotar Temer e retomar a democracia, uma vez que é ele que tem mobilizado todas as classes sociais. “Para dialogar com o povo e mobilizar a rua, a reforma da previdência tem tocado e mobilizado mais”. Ela enfatiza a necessidade de ir às ruas, como forma de barrar a reforma e fortalecer a luta pela democracia.

“Toda vez que os setores progressistas chegam ao poder, as elites com apoio externo e internacional tentam golpear”, a deputada destaca que existiram vários erros nos últimos governos, mas defende que não foram esses erros responsáveis pela atual situação vivenciada. “Não foi pelos nossos erros, foram pelas conquistas democráticas e sociais. Com apoio do capital financeiro estrangeiro, esse golpe foi dado contra os gastos sociais. Uma ruptura democrática a partir do consórcio jurídico midiático”, afirma Jô Moraes.

Diretas Já

“Nós temos que apontar para sociedade uma perspectiva política para além e mostrar para o povo que o caminho é o seu voto. Precisamos valorizar a soberania do voto popular”.

Fonte: Marine Moraes (Senge-PE)

Para deputada Jô Moraes, além de resistir e negar, é necessário discutir alternativas à política previdenciária

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O III Simpósio SOS Brasil Soberano, realizado na quinta-feira (8), em Belo Horizonte (MG), teve entre os palestrantes Clélio Campolina Diniz, engenheiro mecânico e de operação, ex-reitor da UFMG e Ministro de Ciência e Tecnologia e Inovação em 2014, durante o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). Na avaliação de Diniz, diante o cenário de crise mundial, “o capitalismo formal fracassou e o futuro está politicamente indeterminado”.

“No meu entendimento o capitalismo é um produto histórico, e tudo que é produto histórico tem um fim histórico. A grande pergunta é quando ele será destruído, em quanto tempo e o que virá no lugar. Eu acho que isso é uma tarefa nossa. Nós temos que encontrar a saída”, provoca.

“O capitalismo formal fracassou”, diz ex-ministro de Ciência e Tecnologia

Segundo o ex-ministro, a crise estrutural internacional contemporânea é profunda e diferente das anteriores, pelas seguintes características: o desemprego é estrutural; há uma proliferação de armas e guerras – e as guerras nunca ocorrem nos territórios das potências dominantes, que sempre estão no ataque; a imigração ocorre em massa, mostrando o colapso das antigas colônias; há um avanço do fundamentalismo religioso, com novas formas de conflito; a corrupção é generalizada; a concentração de renda cresce e se converte em um problema até para o capitalismo, que precisa de mercado; os problemas climático e ambientais se aprofundam; e a insegurança digital avança, a exemplo do que aconteceu nas eleições americanas e a desconfiança de que houve interferência da russa.

“Os paradigmas de sociedade que estão aí estão superados. A história não anda para trás”, completou.

Geopolítica mundial

Em sua explanação, Diniz apresentou dados e análises sobre o cenário mundial de crise política e econômica, e da fragilização do modelo capitalista. O engenheiro mostrou mapas mundiais com a comparação do tamanho dos territórios, dos PIBs e da população. A desproporção das imagens demonstra a centralidade destes três fatores para a análise global. Quando o fator em jogo é o PIB, o mapa da escala geográfica, conhecidos nos mapas tradicionais, incha da metade norte e encolhe no sul do globo. Já com quando o recorte é o tamanho da população, a Ásia se destaca. “São variáveis importante para discutir uma geopolítica do mundo”.

Europa Ocidental, Japão e EUA concentram 78% do PIB mundial e 64% das exportações, enquanto ocupam apenas 13% da área global e têm 12% da população.

Diniz chama atenção para o crescimento da China no que diz respeito ao PIB e às exportações. Com relação ao PIB, a potência saiu de 1,6% em 2000 para 9,8% do ranking global em 2014. O Brasil, no mesmo período, passou de 0,8% para 2,1%. Nas exportações, os chineses comprovam a intencionalidade dos investimentos na indústria: em 2000, o índice era de 0,6%, e 14 anos depois chega a 33,5%. No Brasil, o crescimento foi de 0,1% em 2000 para 1,1% em 2014.

No ranking de exportação de manufaturas, a China passa da 6ª posição em 2000, com 4,7%, para a 1ª posição, com 18,8%, em 2015. O mesmo se repete com a produção de manufaturas, em que o país ocupa o topo da lista, com 19,8%.

No Brasil, os setores mais sofisticados tecnologicamente são os que mais estão perdendo com a crise, de acordo com o Diniz. “Voltamos a ser um exportador de produtos primários”, lamenta. Segundo ele, neste período ficam evidentes as marcas escravidão, de um campo com concentração fundiária e com agricultor sem-terra, e de um Estado patrimonialista e cartorial.

A ciência e a tecnologia, na avaliação do ex-ministro, não servem para o bem da vida, e sim tem sido, ao longo da história do capitalismo, armas de competição. “Se nós vamos ser capazes de dominá-la, eu não sei”.

Saídas

Como bases para uma mudança de paradigmas da organização do Estado, Diz aponta a necessidade de garantir bem estar material, justiça social, sustentabilidade ambiental e soberania dos povos. Mas alerta para a necessidade de um planejamento estrutural e intecionalizado, que leve em conta a complexidade da sociedade brasileira, e que seja aplicado com um processo em constante avaliação e adaptação.

Entre as mudanças estruturais mais urgentes, aponta a reforma do Estado por meio de uma Constituinte, feita com participação popular. A reforma tributária deve passar a onerar mais as faixa da população com maiores rendimentos, e não o contrário, como ocorre no sistema atual.

Educação básica integral e de qualidade é outra proposta de Diniz, para o avanço em “igualdade de condições”. Na avaliação dele, manter a qualidade da educação precária é parte de uma estratégia de submissão. “O dia que você resolver a educação básica, você deixa de ter serviçais”.

O problema habitacional e de mobilidade urbana também precisa ser enfrentado. De acordo com pesquisas feitas a partir da renda de capitais brasileiras, o pesquisador constata uma profunda desigualdade: o rendimento médio da população do centro é 20 vezes maior do que a da periferia. A disparidade se repete quanto o índice medido é o de educação.

Diniz sugere uma reorganização territorial do país, com a criação de “policentros urbanos” nas regiões ainda não urbanizadas. Hoje com a densidade demográfica urbana está concentrado na faixa litorânea. E cobra o desenvolvimento de infraestruturas a partir do interesse público: “A infraestrutura não pode ser feita pela lógica do mercado, tem que ser para o bem da sociedade”. Para a reforma estrutural do Estado, aponta a convocação de uma Constituinte como essencial.

Diante do cenário de crise e da necessidade de construção de novas alternativas para a democracia brasileira, Diniz cobra uma autoavaliação sincera por parte das forças progressistas: “A gente tem que fazer autocrítica também, se não nós não vamos construir soluções. É desagradável, mas nós temos que fazer”.

“Nós temos que ser dialéticos na análise e cartesianos na ação. Nós temos que discutir os problemas, identifica-los, mas nós temos que politiza-los e partir imediatamente para a busca de caminhos de ação. Ou ficamos no nível do discurso, sem conseguir concretizar”, conclui.

>> Acesse aqui o site e o Facebook do SOS Brasil Soberano

Por Ednubia Ghisi, do Senge-PR / Foto: Alessandro Carvalho

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O projeto das forças que afastaram a presidenta Dilma Rousseff não é apenas um ataque do capital sobre os direitos do trabalho e das camadas populares, mas uma ação comandada por um tipo específico de capital – o financeiro –, que precisa reordenar as estruturas produtivas do país, entre elas as da indústria e dos direitos trabalhistas, de acordo com os seus interesses. Nesse cenário, os Estados nacionais perdem importância e passam a ser controlados por grupos estrangeiros que visam maximizar o lucro, no menor tempo possível. O alerta foi feito pelo sociólogo Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e também por João Pedro Stédile, liderança nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), durante o III Simpósio SOS Brasil Soberano, realizado no dia 8 de junho em Belo Horizonte (MG).

O capital financeiro não precisa do Estado e vai desmontar as estruturas produtivas do país

“Não há mais soberania no país”, afirmou Clemente Ganz. “Estamos vivendo uma etapa acelerada, vertiginosa, de desmobilização das instituições que sustentaram o desenvolvimento nacional. Nesse ritmo, teremos nos próximos meses um país com estruturas produtivas e recursos naturais sob controle do capital internacional.”

Na opinião de Stédile, o Estado clássico, gestado no século 18 pela burguesia industrial com o propósito de organizar as relações sociais de produção, estabilizar e garantir legitimidade para que a acumulação de capital acontecesse sem guerra civil, esse Estado a que estamos acostumados, chegou ao fim. “Acabou, porque quem domina as sociedades é o capital financeiro, que acumula sem necessidade do Estado”, diz. Nesse contexto, o Estado tem como único papel transferir a mais valia social para o capital financeiro e, para isso, “basta contar com um gestor financeiro, como são o Meirelles [Henrique Meirelles, ministro da Fazenda] ou o Goldfajn [Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central]”.

Há uma mudança importante na estratégia econômica do capitalismo, explica o diretor do Dieese. Os Estados nacionais tinham grandes empresas que operavam em diferentes lugares do planeta; agora, são as empresas multinacionais que controlam o Estado para atuar segundo seus objetivos. “Este capitalismo passa a ser articulado, organizado e mobilizado pelo capital financeiro, que trabalha buscando maior lucro no menor tempo, com uma taxa de retorno estupidamente alta.”

Por exemplo, ele cita o caso da interferência do governo de Beto Richa (PSDB-PR) na gestão da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Em maio, o diretor de Finanças e Relações com Investidores, Luiz Eduardo Sebastiani, foi afastado após se opor à proposta do governo do Estado, maior acionista da empresa, de dobrar – de 25% para 50% – a parcela dos lucros de 2016 a ser distribuída aos sócios como dividendos. A diretoria da Copel defendia a distribuição de 25% dos lucros, reservando os 75% restantes para reinvestimentos e redução dos riscos de endividamento, decisão revertida pelo Executivo, em uma nova Assembleia Geral.

“Com essa lógica [de priorizar a apropriação do lucro], não há desenvolvimento”, diz Clemente Ganz. “Desaparece a ideia de organizar a base produtiva com um arranjo institucional e um determinado Estado indutor, porque a lógica do capital é comandada pelos gestores dos fundos de investimentos.” Ou seja, energia, terra, minério, água, tudo passa a ser considerado sob o ponto de vista desses investidores. Até o espaço aéreo, observa o diretor do Dieese, em referência ao Projeto de Lei 7425/17, que tramita na Câmara, aguardando deliberação em Plenário, para permitir que empresas estrangeiras detenham o controle de companhias aéreas no país. Atualmente, o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86) limita a 20% a participação do capital externo em empresa aérea nacional.

Com o estouro da bolha em 2008 e a difusão da crise pelos continentes, as grandes corporações passaram a mirar as economias periféricas, como as do Brasil, e governos subalternos, diz Stédile. “Elas impõem aos países condições ainda mais draconianas, tanto para exploração do trabalho, quanto das riquezas naturais, aumentando a pressão sobre a periferia, com uma sanha incontrolável para se apropriar de bens como energia elétrica, minério, petróleo, as terras e a sua biodiversidade.” No Brasil, esse processo teria começado com as mudanças pela exploração do petróleo na camada pré-sal: “o Aloysio Nunes [do PSDB-SP, atual ministro das Relações Exteriores] correu aos EUA no dia seguinte do golpe”, lembra.

Reforma trabalhista
“O que há é um processo de desmonte dessa estrutura institucional construída ao longo de 50, 60 anos, e que deram ao Estado brasileiro, por meio das empresas públicas, bancos, da Petrobras, uma possibilidade de orientar o desenvolvimento”, avalia o diretor técnico do Dieese. Para essa transformação do Brasil em plataforma de exploração, Clemente Ganz avalia que a realização das reformas seja imprescindível – a da Previdência, de modo acessório, e a trabalhista, essencial ao projeto em curso.

“A reforma trabalhista altera 300 aspectos da CLT, a maior reforma desde que a lei foi criada”, diz o sociólogo, que acusa 80% dos integrantes do Congresso, que vão votá-la, de não a terem lido. “Em três semanas, votaram nas comissões um projeto que altera quase cem anos de história.”

Em síntese, ele explica que o projeto do governo implode o movimento sindical, ao retirar dos sindicatos o poder de conduzir as negociações entre patrões e empregados, que poderão ser feitas individualmentes. Também cria uma comissão com força para quitar acordos; institui diferentes tipos de contrato de trabalho, permite ao indivíduo quitar débitos trabalhistas; e reduz de cinco anos para 12 meses o prazo para recursos na Justiça em ações trabalhistas.

A Justiça deixa de ser gratuita: se o o trabalhador atrasar na primeira audiência, terá que pagar metade das despesas da ação; se não o fizer, não poderá mais voltar a recorrer à Justiça do Trabalho. “E é bom lembrar: cerca de 25% dos trabalhadores não encontram a sala da audiência e perdem a causa”, estima Clemente Ganz. “Sem que se perceba nenhuma perda imediata, o Brasil terá legalizado um ajuste no custo do trabalho. E as empresas terão a garantia de que não acumularam passivo trabalhista.”

Na prática, dentre as empresas que estão sendo compradas pelo capital internacional, uma parte é fechada e os produtos que elas forneciam passam a ser importados, como o diretor do Dieese diz que já acontece, por exemplo, em Caixas do Sul (RS). A outra parcela sofre adequações de médio e longo prazo, como no caso do setor da soja, para que a aquisição de máquinas, peças, equipamentos, desloque-se para o exterior. Dos cerca de 18 mil fornecedores que integravam a cadeia de exploração e produção de petróleo e gás da Petrobras, 6 mil já foram demobilizados, segundo Clemente Ganz. E 30 mil postos de trabalho de engenheiros foram fechados e não serão repostos.

Propostas
Para superar a crise e retomar o desenvolvimento em um modelo que assegure direitos aos trabalhadores e soberania sobre as riquezas nacionais, ele aponta algumas frentes, entre elas, em especial, a reorganização da base urbana do país. “O espaço urbano é uma oportunidade importante de desenvolvimento industrial. Se agregarmos também o espaço rural, os transportes, de forma compatível com ações sustentáveis do ponto de vista do clima e ambientais, teremos um projeto de desenvolvimento nacional.” Mas o sociólogo do Dieese ressalta que essas questões precisam ser induzidas e coordenadas pelo Estado. O capital atraído pelo projeto do atual governo, ressalta, não vai abordar os problemas do país com essa lógica, porque seu compromisso é apenas a buscar o máximo de lucro financeiro.

Na última reunião do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, em janeiro deste ano, Stédile lembra que o economista Joseph Stiglitz, ganhador de um prêmio Nobel, declarou que a única maneira de sair da crise seria “estatizar os bancos”. Ou seja, “recuperar o capital acumulado, que atualmente só gira em de si próprio pela especulação, e reinvestí-lo na indústria, na construção e em outras soluções concretas”.

Outra proposta envolve a chamada quarta Revolução Industrial (ou indústria 4.0), resultado da convergência das tecnologias da informação e das telecomunicações, com alto nível de automação, observa o líder do MST. “Os ideólogos dessa forma de produção, contudo, já avisaram aos empresários que ela é viável do ponto de vista do capital mas vai jogar 70 milhões de operações industriais nas calçadas. Estão dispostos? Estão pensando até agora.”

Por: Verônica Couto/ SOS Brasil Soberano

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O III Simpósio SOS Brasil Soberano, que discutiu os impactos de reformas estruturais no país – as regressivas e as progressistas –, em Belo Horizonte (MG), registrou um “alcance” de cerca de 200 mil pessoas e 64.869 “visualizações” de pessoas que acompanharam na íntegra ou parcialmente as transmissões do evento ao vivo, pelas redes sociais (Tijolaço, Mídia Ninja, SOS Brasil Soberano). Realizado no último dia 8 de junho, no auditório do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o encontro integra o movimento SOS Brasil Soberano, série de simpósios que vem pecorrendo várias capitais para debater um projeto nacional que vença a crise e abra novas perspectivas de desenvolvimento econômico e social. As propostas consolidadas nos encontros se articulam diretamente com o Plano Popular de Emergência, elaborado pela Frente Brasil Popular, com dez medidas fundamentais para a reconstrução do país, a ser lançado no Rio nesta segunda-feira (12).

“Estamos vivendo uma fase do Brasil sem precedente na história; as instituições estão derretendo”, alertou na abertura do evento o presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Clovis Nascimento, para quem “o que está em jogo é a luta de classes”, uma tentativa de retroceder o país à década de 30. “A população, a periferia, tem 14 milhões de desempregados pensando no que vai comer amanhã. Mas não se iludam: essa população vai para a rua, não vai aceitar as coisas de forma passiva. E as ruas sempre foram nossas – vamos ao bom combate”.

III Simpósio SOS Brasil Soberano ganha alcance nacional pelas redes sociais

Para o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Olímpio dos Santos, as propostas dos grupos que articularam o golpe dissolvem a ideia de nação. “Como um povo sem direitos pode ser uma nação?”, questionou. “Nossa tarefa é participar e ajudar na discussão da organização política e social das pessoas, para ter um programa e levá-lo adiante, sem ilusões de conciliação. A nossa oligarquia não tem o menor interesse no povo. Essa travessia não é tranquila nem fácil. Teremos que construí-la com muita vontade, muito empenho e muita dor também.”

O SOS Brasil Soberano é uma iniciativa do Senge-RJ, ao lado da Fisenge. Em Belo Horizonte, o III Simpósio contou com patrocínio do Senge-MG. O I Simpósio SOS Brasil Soberano foi realizado no Rio de Janeiro, no dia 31 de março; o II, em Salvador, no dia 27 de abril, com o Senge-BA e outros apoiadores. A quarta edição está marcada para Curitiba, no dia 14 de julho.

Fonte: SOS Brasil Soberano

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