No dia 18/9, foi realizado o painel “Mobilidade Urbana”, durante a 76ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Palmas (TO). O engenheiro civil e vice-presidente da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), Ubiratan Félix, iniciou a apresentação com uma reconstrução histórica do setor. “O modelo de desenvolvimento econômico adotado no Brasil a partir de 1930 provocou uma brutal concentração de renda e de população em poucas cidades brasileiras. Este modelo de ocupação territorial ocasionou a saturação das vias urbanas e dos equipamentos públicos instalados, determinando a expansão horizontal da área urbanizada”, explicou Ubiratan que também é presidente do Senge-BA (Sindicato dos Engenheiros da Bahia) e foi secretário de transporte em Vitória da Conquista.

De acordo com o engenheiro, a partir da década de 1960, o país optou por um modelo de mobilidade centrado no uso do automóvel, iniciando um processo de sucateamento e posterior destruição dos bondes, transformando a via pública em um bem financiado por toda a sociedade e apropriado por mais de 90% pelos automóveis. “O transporte público foi entregue às regras de mercado, subsidiado basicamente pelos usuários. Esta política - aliada ao incentivo do uso do transporte individual para classe média e a proliferação dos transportes alternativos e/ou clandestinos - gerou ao longo do tempo uma diminuição progressiva do número de usuários de transporte coletivo, que provoca exclusão social, perda de mobilidade, qualidade de vida e de sustentabilidade ambiental das nossas cidades”, salientou Ubiratan que acrescentou: “a atual política de mobilidade urbana precisa superar a lógica de veículo individual e investir em modais coletivos”.

Outro ponto de destaque da palestra foi a afirmação de que mobilidade urbana é bem público essencial. “Quem paga transporte público hoje são os mais pobres, e não é a lógica do mundo. Transporte público é bem essencial e, portanto, deve ser pago por todas as pessoas, assim como o SUS (Sistema Único de Saúde). Para fazer política social, precisamos discutir de onde sairão os recursos e não dá para onerar o usuário”, pontuou. Diante destes desafios de financiamento, Ubiratan acredita que uma boa iniciativa pode ser a isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de todos os veículos destinados ao transporte público coletivo de passageiros, além de uma política de subsídio ao óleo diesel. “A União precisa entrar com recursos, o estado com assessoria técnica e o município com a execução e implantação. Além disso, o Plano Diretor das cidades precisa dialogar com os planos de saneamento e de mobilidade, por exemplo”, afirmou.

Dados da ANTP (Agência Nacional de Transportes Públicos) demonstram que o transporte público funciona regularmente em 920 municípios com mais de 30 mil habitantes, onde moram 122 milhões de brasileiros. Também são realizadas mais de 60 milhões de viagens diárias, cuja arrecadação ultrapassa 15 bilhões de reais por ano, gerando aproximadamente 570 mil empregos diretos. “Esse ciclo contribui para a manutenção de empregos na extensa cadeia produtiva que inclui setores como a indústria de chassis e montagem de ônibus, fabricantes de trens e metrôs, de pneus e de peças de reposição, além do segmento de combustíveis e do setor de construção de infraestrutura”, declarou.

Por fim, o engenheiro defendeu que o transporte público de qualidade é a garantia da democratização do acesso às oportunidades de emprego, renda e de integração social, que permite o aumento da qualidade de vida e da mobilidade do cidadão e estabelecimento do ciclo virtuoso de desenvolvimento, emprego e renda. “Uma política de mobilidade urbana é essencial para toda a economia brasileira. Isso significa a compreensão de que a política pública de mobilidade urbana é um elemento de geração de empregos e desenvolvimento social sustentável, uma vez que os benefícios do transporte público de qualidade extrapolam os aspectos referentes à sua operação, influenciando positivamente empresas, governos e demais setores da sociedade”, concluiu Ubiratan.

Texto e foto: Camila Marins

“Política de mobilidade urbana precisa superar lógica de veículo individual”, alertou engenheiro

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Na manhã desta segunda-feira (16/9), durante a reunião do Colégio de Entidades Nacionais (CDEN), foram aprovadas três moções, em Palmas (TO). Entre os temas estão a PEC 108/2019 que poderá desregulamentar as profissões; a defesa da Petrobras e da soberania nacional; e a defesa da Amazônia, do cerrado e dos povos tradicionais. Estiveram presentes o engenheiro civil e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento e o engenheiro civil e vice-presidente da Fisenge, Ubiratan Félix.

De acordo com Clovis, que apresentou as moções, o CDEN é uma instância consultiva do Confea, que aponta posições políticas fundamentais para as profissões tecnológicas e o país. “Por trás da PEC 108, há interesses do governo em facilitar a invasão de empresas estrangeiras sem qualquer regulação. Somos contra a xenofobia e políticas antimigratórias. No entanto, defendemos uma política de reciprocidade entre os países, sob pena do Brasil se tornar subserviente tecnológico e o nosso país nada deve em engenharia, conhecimento, ciência, tecnologia e pesquisa”, alertou Clovis, que acrescentou: “a desregulamentação das profissões prejudica não apenas os engenheiros como toda a sociedade, que ficará desamparada”.

Com a presença de presidentes de entidades nacionais, a reunião do CDEN também aprovou uma moção de defesa da Petrobras que defende, essencialmente, a política de conteúdo local para o desenvolvimento da engenharia e de setores como o naval, a construção civil, de equipamentos, entre outros. “A Petrobras é um pilar fundamental da soberania nacional, uma vez que produz tecnologia própria para pesquisa, produção e refino de petróleo, bem essencial para a disputa geopolítica internacional”, destacou Clovis.

Outro item aprovado foi um texto em defesa da Amazônia, do cerrado e dos povos tradicionais. A 76ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA) acontece, este ano, no Centro-Oeste, que ocupa a 2ª posição de elevação incêndios florestais, apresentando crescimento de 100% do número de focos no comparativo com dados de 2018, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A região possui majoritariamente cerrado. “É preciso afirmar a Amazônia, o cerrado e a caatinga como patrimônios públicos brasileiros, e não admitir a mercantilização e intervenção internacional em nossas florestas, águas, terras e soberania nacional. Estes recursos naturais são estratégicos para a soberania, o bem-viver, a agricultura familiar e a soberania dos povos”, disse Ubiratan.

As moções aprovadas seguirão para o 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) que acontecerá entre os dias 19 e 21 de setembro.

Texto e fotos: Camila Marins/Fisenge

Colégio de Entidades Nacionais aprova moções em defesa dos Conselhos Profissionais, da Petrobras e da Amazônia

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Confira a agenda de participação da Fisenge na 76ª SOEA

Confira a agenda de participação da Fisenge na 76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA), que acontecerá entre os dias 16 e 19 de setembro, em Palmas(TO).

Confira a agenda de participação da Fisenge na 76ª SOEA

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por Camila Marins

Por uma engenharia sem machismo, mulheres organizam campanha

Em mais uma edição da campanha “SOEA Sem Machismo”, homens e mulheres se reuniram em prol de uma luta pelo fim das opressões com adesivos e cartazes. Idealizadora da campanha, a diretora Giucélia Figueiredo contou sobre sua experiência na Paraíba: “Quando fui Secretária de Políticas para Mulheres em João Pessoa, fizemos a campanha ‘Jampa Sem Machismo’ nas praias e na rua. Foi o maior sucesso e dialoga com homens e mulheres”. Imediatamente, a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, abraçou a ideia e formulou ações para dar visibilidade à causa na SOEA. “Estamos em um dos maiores eventos de engenharia do país e pautar o machismo é fundamental, principalmente em uma categoria cuja maioria ainda é de homens. A comunicação tem esse papel pedagógico de promover o combate ao machismo por meio de uma campanha dialógica e bonita”, disse Simone. Além de adesivos “SOEA Sem Machismo”, a campanha contou com cartazes pela ocupação das mulheres nos espaços de poder nas entidades, na política, nos sindicatos, conselhos e associações.

O presidente do Confea, Joel Krüger, destacou a importância da campanha para difundir o respeito às mulheres no meio profissional e na sociedade. “Soea sem machismo é fundamental para igualdade, equilíbrio e uma relação sadia no meio profissional. No Confea, temos um calendário de ações com mulheres, fizemos um painel para discutir o espaço das mulheres e também divulgar a mulher engenheira, para que tenhamos cada vez mais mulheres trabalhando na engenharia e que possam estar em todas as posições nos Creas e no Confea”, incentivou Joel.

O engenheiro civil e presidente do Crea-PR, Ricardo Rocha de Oliveira, destacou que a entidade possui um Comitê de Gênero. “Temos estudado vários incentivos, diagnosticando problemas e verificando empresas e cooperativas com pouca participação de mulheres. Temos feito esse levantamento e palestras para mudar essa realidade”, ilustrou. O engenheiro agrônomo e presidente do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos no Estado no Rio Grande do Norte (SEA-RN), Joseraldo do Vale, ressaltou que esta é uma campanha de mão dupla. “É um despertar para homens abrirem espaço para mulheres e elas terem o despertar para o movimento e assumir papel político nas entidades”, pontuou.

O engenheiro agrônomo, expresidente da Fisenge e presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Carlos Roberto Bittencourt, alertou sobre o baixo percentual de mulheres na categoria e nas direções das entidades. “Embora tenhamos esforço de incluir mulheres nas direções, ainda é baixa a ocupação dos espaços. Temos que nos posicionais e levar para nossos colegas de profissão para não incentivar o machismo dentro da engenharia e na sociedade”, concluiu.

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Eloísa Moraes, Joel Kruger e Simone Baía.                                      

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Giucélia Figueiredo e engenheiras de Maceió.

 

 

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Clovis Nascimento                    

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Joseraldo Medeiros Do Vale

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por Camila Marins

Durante SOEA, profissionais debatem engenharia e soberania nacional

Foto: Divulgação/Confea

"Vamos ser protagonistas e juntar nossas forças para que a soberania seja defendida”, presidente do Confea, Joel Krüger.

O Brasil vive a emergência pela retomada do desenvolvimento social. Com o objetivo de orientar a formulação de propostas e ações para a reconstrução das engenharias e do país, a Fisenge promoveu o VI Simpósio SOS Brasil Soberano, no dia 23 de agosto, durante a 75a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Maceió (AL). “Vivemos hoje, no Brasil, um processo de desnacionalização com grande impacto em nossas profissões. Já acumulamos mais de 50.000 engenheiros desempregados apenas em 2016”, disse o engenheiro civil e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, que ainda acrescenta:

“Este quadro precisa mudar e acreditamos que o fortalecimento da engenharia nacional é o motor para o desenvolvimento social e uma das saídas para a crise econômica”.

Na solenidade de abertura, o engenheiro eletricista e presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos, afirmou que temos que pensar no exercício da profissão de engenheiro junto com o projeto de construção de nação. “Não queremos fazer da engenharia uma coisa abstrata, que talvez sirva apenas ao deleite de alguns e ao enriquecimento de outros. Gostaria que todos refletissem sobre essa questão e que os encontros das Semanas de Engenharia motivassem os engenheiros a discutir as grandes questões nacionais e construir uma nação com mais igualdade e soberania”. O anfitrião, engenheiro civil e presidente do Confea, Joel Krüger, assumiu o compromisso de reconstrução do Brasil. “Quando falamos de soberania, pensamos em ciência e inovação. Somos Conselho de tecnologia e, por isso, precisamos estar na vanguarda e tirar o Brasil dessa posição em que temos nossas empresas atacadas. Não estamos mais omissos, o Confea já se manifestou contra a privatização da Eletrobras e a MP do Saneamento [MP 844/2018], por exemplo”. E ele ainda acredita que a engenharia pode contribuir para “tirar o Brasil dessa posição lamentável, em que os grandes players mundiais definiram Europa e EUA para ter ciência e tecnologia; a Ásia como a grande manufatura, e a América do Sul e África como os produtores de matéria-prima”.

O ex-governador de Alagoas e hoje deputado federal, Ronaldo Lessa, destacou o papel dos profissionais no cenário político. “Precisamos interferir mais. Qual o projeto de Brasil que a gente quer? A engenharia é, acima de tudo, resolver problemas. É transformar e construir qualidade de vida”, ressaltou. “Além deste debate, é fundamental que se inclua no congresso a questão econômica pela qual passa o País”, acrescentou o diretor da Mútua e engenheiro Marcelo Morais.


RECONSTRUÇÃO DO PAÍS

As formulações foram uníssonas em apontar a urgência de um projeto de nação. Com mediação da engenheira agrônoma e diretora da Fisenge, Giucélia Figueiredo, o debate contou com palestras do engenheiro Darc Costa, que foi vice-presidente do BNDES, e do economista Luiz Antonio Elias, que foi secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia. Luiz Antonio destacou que é necessário levar em conta o novo cenário geopolítico, principalmente dos últimos dois anos. “Vivemos um ponto crítico na política e na economia. Precisamos retomar o projeto de nação; o mundo moveu-se, criou políticas públicas para temas importantes e críticos, e o Brasil está atrasado neste processo”, ressaltou. “Precisamos discutir de novo a grade de formação dos engenheiros diante das novas tecnologias e, de forma mais avançada, as políticas voltadas para ciência e tecnologia nas quais o papel da engenharia é fundamental”, completou.

Já Darc Costa apontou que é fundamental que o Brasil promova a construção de um projeto de longo prazo. “A elite intelectual não tem consenso sobre qual projeto deve ser feito, por isso inexiste. Mas o Brasil é um grande país e precisa de um projeto que mobilize a sociedade. A engenharia é o espaço onde se constrói o País”, afirmou o engenheiro, que foi vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 2002 e 2004.

Ao fim do simpósio, foram lançados pela Fisenge o livro “O mercado de trabalho formal dos profissionais de engenharia” e as cartilhas “Crise dos combustíveis: entenda a política de preços do setor” e “Estágio na engenharia: perguntas e respostas”.

As publicações estão disponíveis para download gratuito no site: www.fisenge.org.br

 

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Estão abertas as inscrições para a 75ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), que acontecerá, entre os dias 21 e 24 agosto, em Maceió (AL). Com o tema "Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil", a SOEA tem uma expectativa de público de 3 mil pessoas. Acontece, também, durante a Semana, o V Contecc (Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia).

As inscrições podem ser feitas AQUI

Abertas as inscrições para a 75ª SOEA

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Foi lançada, no dia 19/4, a 75ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Maceió (AL). Com o tema “Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil”, a SOEA reúne profissionais de todo o país e acontecerá entre os dia 21 e 24 de agosto. “Só reconstruiremos esse Brasil com ética e uma engenharia capaz de protagonizar o desenvolvimento nacional. É hora da engenharia voltar a ser valorizada”, afirmou o presidente do Crea-AL, Fernando Dacal, alertando para questões fundamentais para as profissões como o projeto que define a engenharia como carreira de Estado, que irá para o plenário do Senado. “Também precisamos aprovar a criminalização do exercício ilegal da engenharia e ficar atentos ao ensino da engenharia. Recentemente, vi o cúmulo de cursos noturnos de agronomia. Como vamos ensinar a plantar macaxeira no escuro? Precisamos tomar atitudes”, destacou Dacal, lembrando que a 75ª SOEA irá abrir o ciclo de comemorações dos 50 anos do Crea-AL.

O presidente do Confea, Joel Krüger, saudou todas as entidades e lideranças presentes e afirmou que os profissionais estão diante da oportunidade de recolocar o Brasil como potência. “Precisamos retomar o desenvolvimento nacional, preservar a soberania e o capital tecnológico das empresas e dos profissionais. A engenharia tem que ser a locomotiva desse desenvolvimento”, disse. Krüger ainda informou que o plenário do Confea aprovou, recentemente, um posicionamento contrário à privatização da Eletrobras. “Aprovamos por unanimidade uma posição em defesa do setor elétrico e do controle hidrográfico dos nossos rios. Não podemos deixar patrimônio do povo brasileiro ser vendido”, alertou.

A SOEA acontece pela segunda vez em Maceió e espera receber milhares de profissionais de todo o Brasil. O engenheiro e vice-presidente da Fisenge, Ubiratan Félix reforçou as falas de Dacal e Krüger. “É fundamental que os engenheiros e suas entidades representativas discutam uma proposta para reconstrução do desenvolvimento nacional com a participação da sociedade e da engenharia”, pontuou Ubiratan explicando sobre o projeto SOS Brasil Soberano. “Com os eixos ‘Engenharia, soberania e desenvolvimento’ realizamos seminários em quatro estados com o projeto SOS Brasil Soberano, com a participação de gestores públicos, especialistas, profissionais da engenharia e lideranças políticas. Queremos nacionalizar os debates e formular propostas para a reconstrução do desenvolvimento”, concluiu. O projeto SOS Brasil Soberano é uma iniciativa da Fisenge e do Senge-RJ, que conta uma vasta programação de debates. Acesse o conteúdo aqui: http://sosbrasilsoberano.org.br/

Texto: Camila Marins
Foto: Divulgação Confea

Desenvolvimento nacional marca discursos de lideranças no lançamento da SOEA

 

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Criado em 2014, o Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia é um evento vinculado à Soea, que tem como objetivo divulgar iniciativas acadêmicas, profissionais, de gestão ou de educação desenvolvidos nas áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. Isso é realizado por meio da recepção e da seleção de trabalhos técnicos para apresentação na Soea e publicação nos anais do Congresso e em revistas técnicas do Confea, dos Creas, da Mútua e de entidades de classe. Além disso, palestras, mesas redondas, debates e minicursos compõem a programação do evento.

A estrutura do Contecc é constituída por uma comissão organizadora regional, indicada pelo Crea que sediará a Soea (neste ano, Crea-AL), e por uma comissão temática do Confea, auxiliada por especialistas indicados pela Mútua.

Em 2018, o Congresso será em Maceió (AL), entre 22 e 24 de agosto. Os interessados deverão submeter seus trabalhos de 19 de abril a 27 de maio.

Com o tema “Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil”, o Congresso espera reunir alguns dos principais especialistas nesta área de conhecimento, como também em todas as áreas da Engenharia e da Agronomia, para discutir o cenário de suas realidades locais e nacional, demonstrando exemplos de inovações em empresas, institutos de pesquisas, IFES, etc. e apontar caminhos para que o as inovações se desenvolvam com técnicas e aplicação de pesquisas que tenham como objetivo aumentar o desenvolvimento do país.

Para submissão de trabalho, clique AQUI

Fonte: Confea

Congresso Técnico Científico da  Engenharia e da Agronomia abre edital para publicação de artigos

 

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Palestras e mesas-redondas sobre temas como “Marco Regulatório da Mineração” e “Cadastro de Imóveis Rurais”, Homenagem do Mérito, milhares de profissionais, especialistas, gestores e estudantes de todo o País. Esse é o roteiro da 74ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, a ser aberta na próxima terça (8) e prosseguindo até sexta (11), no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA). Maior evento da área tecnológica do País e tendo como tema “A Responsabilidade da Engenharia e da Agronomia para o Desenvolvimento do País”, a Soea já conta com a confirmação de 3,5 mil participantes. Todos eles já podem baixar o aplicativo com a programação e as novidades do evento. Valter Fanini, engenheiro civil e diretor do Senge-PR, participa do evento como representante da entidade.

Na primeira noite, será promovida a Homenagem ao Mérito. Doze profissionais receberão a Medalha do Mérito, além de outros 12 familiares ou representantes de homenageados com a inscrição no Livro do Mérito, a ser lançado na ocasião. Neste ano, haverá ainda menções honrosas para a Confederação das Associações de Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), Instituto Agronômico do Panamá (Iapar) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e ainda homenagens especiais concedidas pelo Sistema Confea/Crea para a engenheira agrônoma Ana Maria Baronesa Primavesi; Universidade de São Paulo (USP) e engenheiro civil Carlos Alberto Mineiros Aires, bastonário da Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP). Confira a relação dos homenageados aqui.

A Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea também terá uma programação especial durante a Soea. Denominada Momento Mútua, ela dialogará com profissionais e estudantes, por meio de palestras, entrega do prêmio Mútua/Anprotec de Inovação e Empreendedorismo, que reuniu 50 inscritos, e lançamento do livro “Contecc: uma contribuição à Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo”, em torno das experiências acumuladas pelo Congresso Técnico-Científico da Engenharia e da Agronomia, que chega este ano a sua quarta edição com a participação de 540 inscritos.

Com informações da equipe de Comunicação do Confea

Senge-PR participa da 74ª Soea, em Belém

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Segunda, 31 Julho 2017 10:54

74ª Soea define programação

Palestras magnas do engenheiro agrônomo Alfredo Kingo Oyama Homma (“Agricultura na Amazônia: Conflitos e Oportunidades”) e do engenheiro de minas Lúcio Flavo Gallon Cavalli (“Mineração no Brasil”) marcarão a abertura da programação da 74ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), dia 9 de agosto, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém-PA. O primeiro é pesquisador da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa, especialista em extrativismo vegetal na região, homenageado com a Medalha do Mérito do Sistema Confea/Crea em 2015. O segundo é diretor de planejamento da Vale e conselheiro do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O evento será aberto no dia anterior e prosseguirá até 11 de agosto. A programação da Soea está disponível aqui.

74ª Soea define programação

Temas como “Tecnologia de Irrigação no Brasil”, “Marco Regulatório da Mineração”, “Revitalização das nascentes em áreas urbanas”, “Equidade de Gênero”, “Inovação, Ciência e Tecnologia”, “Empreendedorismo”, “Energias Alternativas” e “Cadastro de Imóveis Rurais” fazem parte da rotina de palestras e mesas-redondas que tomarão os espaços do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, nos turnos da manhã e da tarde. O evento deverá reunir cerca de três mil participantes de todo o país.
Conselheiro Alessandro Machado (à esq.) ao lado do presidente do Confea, José Tadeu da Silva, e do presidente do Crea-CE, Victor Frota Pinto, durante a Conferência Internacional Laccei para Engenharia, Educação e Tecnologia, nos Estados Unidos

“Ocorrendo no Portal da Amazônia, a programação aborda uma amplitude de todas as áreas do Sistema Confea/Crea, com uma preocupação muito evidente com o meio ambiente, em torno da expectativa para a realização do Fórum Mundial da Água, no ano que vem. Na condução da ConSoea, o presidente José Tadeu procurou formatar ações envolvendo todas as áreas da Engenharia, tanto é que existem até mesmo grupos de profissionais ainda em formação entre especialistas de alto gabarito que darão palestras magnas, como a do professor Augusto José Pereira Filho sobre o aquecimento global e a importância do desenvolvimento sustentável, em torno da Dinâmica do Ciclo da Água nas Bacias Hidrográficas Brasileiras”, considera o conselheiro federal Alessandro Machado, integrante da Comissão Organizadora da Soea.

Ele destaca que essa 74ª Soea aborda também a integração do Sistema, com o lançamento do sistema Crea Nacional, que vai integrar a ART em todos os Creas do Brasil, “padronizando e auxiliando a fiscalização remota dos Creas em todo o país. O Sistema está cada vez mais voltado aos profissionais, fortalecendo as ARTs e as entidades nacionais por meio de chamamentos públicos para termos de fomento entre outras iniciativas”, define.

Integrante também da comissão temática Inserção Internacional, o conselheiro ressalta ainda os acordos de reciprocidade profissional, estabelecidos nos últimos anos a partir de um termo assinado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal. “Hoje, existem 700 brasileiros trabalhando na Europa, por conta deste acordo com Portugal. Durante a Soea, discutiremos a possibilidade de acordos com outros países e ainda a abertura de canais para a certificação de entidades de ensino”, acrescenta.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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