por Camila Marins

Por uma engenharia sem machismo, mulheres organizam campanha

Em mais uma edição da campanha “SOEA Sem Machismo”, homens e mulheres se reuniram em prol de uma luta pelo fim das opressões com adesivos e cartazes. Idealizadora da campanha, a diretora Giucélia Figueiredo contou sobre sua experiência na Paraíba: “Quando fui Secretária de Políticas para Mulheres em João Pessoa, fizemos a campanha ‘Jampa Sem Machismo’ nas praias e na rua. Foi o maior sucesso e dialoga com homens e mulheres”. Imediatamente, a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, abraçou a ideia e formulou ações para dar visibilidade à causa na SOEA. “Estamos em um dos maiores eventos de engenharia do país e pautar o machismo é fundamental, principalmente em uma categoria cuja maioria ainda é de homens. A comunicação tem esse papel pedagógico de promover o combate ao machismo por meio de uma campanha dialógica e bonita”, disse Simone. Além de adesivos “SOEA Sem Machismo”, a campanha contou com cartazes pela ocupação das mulheres nos espaços de poder nas entidades, na política, nos sindicatos, conselhos e associações.

O presidente do Confea, Joel Krüger, destacou a importância da campanha para difundir o respeito às mulheres no meio profissional e na sociedade. “Soea sem machismo é fundamental para igualdade, equilíbrio e uma relação sadia no meio profissional. No Confea, temos um calendário de ações com mulheres, fizemos um painel para discutir o espaço das mulheres e também divulgar a mulher engenheira, para que tenhamos cada vez mais mulheres trabalhando na engenharia e que possam estar em todas as posições nos Creas e no Confea”, incentivou Joel.

O engenheiro civil e presidente do Crea-PR, Ricardo Rocha de Oliveira, destacou que a entidade possui um Comitê de Gênero. “Temos estudado vários incentivos, diagnosticando problemas e verificando empresas e cooperativas com pouca participação de mulheres. Temos feito esse levantamento e palestras para mudar essa realidade”, ilustrou. O engenheiro agrônomo e presidente do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos no Estado no Rio Grande do Norte (SEA-RN), Joseraldo do Vale, ressaltou que esta é uma campanha de mão dupla. “É um despertar para homens abrirem espaço para mulheres e elas terem o despertar para o movimento e assumir papel político nas entidades”, pontuou.

O engenheiro agrônomo, expresidente da Fisenge e presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Carlos Roberto Bittencourt, alertou sobre o baixo percentual de mulheres na categoria e nas direções das entidades. “Embora tenhamos esforço de incluir mulheres nas direções, ainda é baixa a ocupação dos espaços. Temos que nos posicionais e levar para nossos colegas de profissão para não incentivar o machismo dentro da engenharia e na sociedade”, concluiu.

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Eloísa Moraes, Joel Kruger e Simone Baía.                                      

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Giucélia Figueiredo e engenheiras de Maceió.

 

 

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Clovis Nascimento                    

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Joseraldo Medeiros Do Vale

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por Camila Marins

Durante SOEA, profissionais debatem engenharia e soberania nacional

Foto: Divulgação/Confea

"Vamos ser protagonistas e juntar nossas forças para que a soberania seja defendida”, presidente do Confea, Joel Krüger.

O Brasil vive a emergência pela retomada do desenvolvimento social. Com o objetivo de orientar a formulação de propostas e ações para a reconstrução das engenharias e do país, a Fisenge promoveu o VI Simpósio SOS Brasil Soberano, no dia 23 de agosto, durante a 75a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Maceió (AL). “Vivemos hoje, no Brasil, um processo de desnacionalização com grande impacto em nossas profissões. Já acumulamos mais de 50.000 engenheiros desempregados apenas em 2016”, disse o engenheiro civil e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, que ainda acrescenta:

“Este quadro precisa mudar e acreditamos que o fortalecimento da engenharia nacional é o motor para o desenvolvimento social e uma das saídas para a crise econômica”.

Na solenidade de abertura, o engenheiro eletricista e presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos, afirmou que temos que pensar no exercício da profissão de engenheiro junto com o projeto de construção de nação. “Não queremos fazer da engenharia uma coisa abstrata, que talvez sirva apenas ao deleite de alguns e ao enriquecimento de outros. Gostaria que todos refletissem sobre essa questão e que os encontros das Semanas de Engenharia motivassem os engenheiros a discutir as grandes questões nacionais e construir uma nação com mais igualdade e soberania”. O anfitrião, engenheiro civil e presidente do Confea, Joel Krüger, assumiu o compromisso de reconstrução do Brasil. “Quando falamos de soberania, pensamos em ciência e inovação. Somos Conselho de tecnologia e, por isso, precisamos estar na vanguarda e tirar o Brasil dessa posição em que temos nossas empresas atacadas. Não estamos mais omissos, o Confea já se manifestou contra a privatização da Eletrobras e a MP do Saneamento [MP 844/2018], por exemplo”. E ele ainda acredita que a engenharia pode contribuir para “tirar o Brasil dessa posição lamentável, em que os grandes players mundiais definiram Europa e EUA para ter ciência e tecnologia; a Ásia como a grande manufatura, e a América do Sul e África como os produtores de matéria-prima”.

O ex-governador de Alagoas e hoje deputado federal, Ronaldo Lessa, destacou o papel dos profissionais no cenário político. “Precisamos interferir mais. Qual o projeto de Brasil que a gente quer? A engenharia é, acima de tudo, resolver problemas. É transformar e construir qualidade de vida”, ressaltou. “Além deste debate, é fundamental que se inclua no congresso a questão econômica pela qual passa o País”, acrescentou o diretor da Mútua e engenheiro Marcelo Morais.


RECONSTRUÇÃO DO PAÍS

As formulações foram uníssonas em apontar a urgência de um projeto de nação. Com mediação da engenheira agrônoma e diretora da Fisenge, Giucélia Figueiredo, o debate contou com palestras do engenheiro Darc Costa, que foi vice-presidente do BNDES, e do economista Luiz Antonio Elias, que foi secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia. Luiz Antonio destacou que é necessário levar em conta o novo cenário geopolítico, principalmente dos últimos dois anos. “Vivemos um ponto crítico na política e na economia. Precisamos retomar o projeto de nação; o mundo moveu-se, criou políticas públicas para temas importantes e críticos, e o Brasil está atrasado neste processo”, ressaltou. “Precisamos discutir de novo a grade de formação dos engenheiros diante das novas tecnologias e, de forma mais avançada, as políticas voltadas para ciência e tecnologia nas quais o papel da engenharia é fundamental”, completou.

Já Darc Costa apontou que é fundamental que o Brasil promova a construção de um projeto de longo prazo. “A elite intelectual não tem consenso sobre qual projeto deve ser feito, por isso inexiste. Mas o Brasil é um grande país e precisa de um projeto que mobilize a sociedade. A engenharia é o espaço onde se constrói o País”, afirmou o engenheiro, que foi vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 2002 e 2004.

Ao fim do simpósio, foram lançados pela Fisenge o livro “O mercado de trabalho formal dos profissionais de engenharia” e as cartilhas “Crise dos combustíveis: entenda a política de preços do setor” e “Estágio na engenharia: perguntas e respostas”.

As publicações estão disponíveis para download gratuito no site: www.fisenge.org.br

 

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Estão abertas as inscrições para a 75ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), que acontecerá, entre os dias 21 e 24 agosto, em Maceió (AL). Com o tema "Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil", a SOEA tem uma expectativa de público de 3 mil pessoas. Acontece, também, durante a Semana, o V Contecc (Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia).

As inscrições podem ser feitas AQUI

Abertas as inscrições para a 75ª SOEA

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Foi lançada, no dia 19/4, a 75ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Maceió (AL). Com o tema “Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil”, a SOEA reúne profissionais de todo o país e acontecerá entre os dia 21 e 24 de agosto. “Só reconstruiremos esse Brasil com ética e uma engenharia capaz de protagonizar o desenvolvimento nacional. É hora da engenharia voltar a ser valorizada”, afirmou o presidente do Crea-AL, Fernando Dacal, alertando para questões fundamentais para as profissões como o projeto que define a engenharia como carreira de Estado, que irá para o plenário do Senado. “Também precisamos aprovar a criminalização do exercício ilegal da engenharia e ficar atentos ao ensino da engenharia. Recentemente, vi o cúmulo de cursos noturnos de agronomia. Como vamos ensinar a plantar macaxeira no escuro? Precisamos tomar atitudes”, destacou Dacal, lembrando que a 75ª SOEA irá abrir o ciclo de comemorações dos 50 anos do Crea-AL.

O presidente do Confea, Joel Krüger, saudou todas as entidades e lideranças presentes e afirmou que os profissionais estão diante da oportunidade de recolocar o Brasil como potência. “Precisamos retomar o desenvolvimento nacional, preservar a soberania e o capital tecnológico das empresas e dos profissionais. A engenharia tem que ser a locomotiva desse desenvolvimento”, disse. Krüger ainda informou que o plenário do Confea aprovou, recentemente, um posicionamento contrário à privatização da Eletrobras. “Aprovamos por unanimidade uma posição em defesa do setor elétrico e do controle hidrográfico dos nossos rios. Não podemos deixar patrimônio do povo brasileiro ser vendido”, alertou.

A SOEA acontece pela segunda vez em Maceió e espera receber milhares de profissionais de todo o Brasil. O engenheiro e vice-presidente da Fisenge, Ubiratan Félix reforçou as falas de Dacal e Krüger. “É fundamental que os engenheiros e suas entidades representativas discutam uma proposta para reconstrução do desenvolvimento nacional com a participação da sociedade e da engenharia”, pontuou Ubiratan explicando sobre o projeto SOS Brasil Soberano. “Com os eixos ‘Engenharia, soberania e desenvolvimento’ realizamos seminários em quatro estados com o projeto SOS Brasil Soberano, com a participação de gestores públicos, especialistas, profissionais da engenharia e lideranças políticas. Queremos nacionalizar os debates e formular propostas para a reconstrução do desenvolvimento”, concluiu. O projeto SOS Brasil Soberano é uma iniciativa da Fisenge e do Senge-RJ, que conta uma vasta programação de debates. Acesse o conteúdo aqui: http://sosbrasilsoberano.org.br/

Texto: Camila Marins
Foto: Divulgação Confea

Desenvolvimento nacional marca discursos de lideranças no lançamento da SOEA

 

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Criado em 2014, o Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia é um evento vinculado à Soea, que tem como objetivo divulgar iniciativas acadêmicas, profissionais, de gestão ou de educação desenvolvidos nas áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. Isso é realizado por meio da recepção e da seleção de trabalhos técnicos para apresentação na Soea e publicação nos anais do Congresso e em revistas técnicas do Confea, dos Creas, da Mútua e de entidades de classe. Além disso, palestras, mesas redondas, debates e minicursos compõem a programação do evento.

A estrutura do Contecc é constituída por uma comissão organizadora regional, indicada pelo Crea que sediará a Soea (neste ano, Crea-AL), e por uma comissão temática do Confea, auxiliada por especialistas indicados pela Mútua.

Em 2018, o Congresso será em Maceió (AL), entre 22 e 24 de agosto. Os interessados deverão submeter seus trabalhos de 19 de abril a 27 de maio.

Com o tema “Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil”, o Congresso espera reunir alguns dos principais especialistas nesta área de conhecimento, como também em todas as áreas da Engenharia e da Agronomia, para discutir o cenário de suas realidades locais e nacional, demonstrando exemplos de inovações em empresas, institutos de pesquisas, IFES, etc. e apontar caminhos para que o as inovações se desenvolvam com técnicas e aplicação de pesquisas que tenham como objetivo aumentar o desenvolvimento do país.

Para submissão de trabalho, clique AQUI

Fonte: Confea

Congresso Técnico Científico da  Engenharia e da Agronomia abre edital para publicação de artigos

 

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Palestras e mesas-redondas sobre temas como “Marco Regulatório da Mineração” e “Cadastro de Imóveis Rurais”, Homenagem do Mérito, milhares de profissionais, especialistas, gestores e estudantes de todo o País. Esse é o roteiro da 74ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, a ser aberta na próxima terça (8) e prosseguindo até sexta (11), no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA). Maior evento da área tecnológica do País e tendo como tema “A Responsabilidade da Engenharia e da Agronomia para o Desenvolvimento do País”, a Soea já conta com a confirmação de 3,5 mil participantes. Todos eles já podem baixar o aplicativo com a programação e as novidades do evento. Valter Fanini, engenheiro civil e diretor do Senge-PR, participa do evento como representante da entidade.

Na primeira noite, será promovida a Homenagem ao Mérito. Doze profissionais receberão a Medalha do Mérito, além de outros 12 familiares ou representantes de homenageados com a inscrição no Livro do Mérito, a ser lançado na ocasião. Neste ano, haverá ainda menções honrosas para a Confederação das Associações de Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), Instituto Agronômico do Panamá (Iapar) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e ainda homenagens especiais concedidas pelo Sistema Confea/Crea para a engenheira agrônoma Ana Maria Baronesa Primavesi; Universidade de São Paulo (USP) e engenheiro civil Carlos Alberto Mineiros Aires, bastonário da Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP). Confira a relação dos homenageados aqui.

A Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea também terá uma programação especial durante a Soea. Denominada Momento Mútua, ela dialogará com profissionais e estudantes, por meio de palestras, entrega do prêmio Mútua/Anprotec de Inovação e Empreendedorismo, que reuniu 50 inscritos, e lançamento do livro “Contecc: uma contribuição à Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo”, em torno das experiências acumuladas pelo Congresso Técnico-Científico da Engenharia e da Agronomia, que chega este ano a sua quarta edição com a participação de 540 inscritos.

Com informações da equipe de Comunicação do Confea

Senge-PR participa da 74ª Soea, em Belém

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Segunda, 31 Julho 2017 10:54

74ª Soea define programação

Palestras magnas do engenheiro agrônomo Alfredo Kingo Oyama Homma (“Agricultura na Amazônia: Conflitos e Oportunidades”) e do engenheiro de minas Lúcio Flavo Gallon Cavalli (“Mineração no Brasil”) marcarão a abertura da programação da 74ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), dia 9 de agosto, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém-PA. O primeiro é pesquisador da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa, especialista em extrativismo vegetal na região, homenageado com a Medalha do Mérito do Sistema Confea/Crea em 2015. O segundo é diretor de planejamento da Vale e conselheiro do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O evento será aberto no dia anterior e prosseguirá até 11 de agosto. A programação da Soea está disponível aqui.

74ª Soea define programação

Temas como “Tecnologia de Irrigação no Brasil”, “Marco Regulatório da Mineração”, “Revitalização das nascentes em áreas urbanas”, “Equidade de Gênero”, “Inovação, Ciência e Tecnologia”, “Empreendedorismo”, “Energias Alternativas” e “Cadastro de Imóveis Rurais” fazem parte da rotina de palestras e mesas-redondas que tomarão os espaços do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, nos turnos da manhã e da tarde. O evento deverá reunir cerca de três mil participantes de todo o país.
Conselheiro Alessandro Machado (à esq.) ao lado do presidente do Confea, José Tadeu da Silva, e do presidente do Crea-CE, Victor Frota Pinto, durante a Conferência Internacional Laccei para Engenharia, Educação e Tecnologia, nos Estados Unidos

“Ocorrendo no Portal da Amazônia, a programação aborda uma amplitude de todas as áreas do Sistema Confea/Crea, com uma preocupação muito evidente com o meio ambiente, em torno da expectativa para a realização do Fórum Mundial da Água, no ano que vem. Na condução da ConSoea, o presidente José Tadeu procurou formatar ações envolvendo todas as áreas da Engenharia, tanto é que existem até mesmo grupos de profissionais ainda em formação entre especialistas de alto gabarito que darão palestras magnas, como a do professor Augusto José Pereira Filho sobre o aquecimento global e a importância do desenvolvimento sustentável, em torno da Dinâmica do Ciclo da Água nas Bacias Hidrográficas Brasileiras”, considera o conselheiro federal Alessandro Machado, integrante da Comissão Organizadora da Soea.

Ele destaca que essa 74ª Soea aborda também a integração do Sistema, com o lançamento do sistema Crea Nacional, que vai integrar a ART em todos os Creas do Brasil, “padronizando e auxiliando a fiscalização remota dos Creas em todo o país. O Sistema está cada vez mais voltado aos profissionais, fortalecendo as ARTs e as entidades nacionais por meio de chamamentos públicos para termos de fomento entre outras iniciativas”, define.

Integrante também da comissão temática Inserção Internacional, o conselheiro ressalta ainda os acordos de reciprocidade profissional, estabelecidos nos últimos anos a partir de um termo assinado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal. “Hoje, existem 700 brasileiros trabalhando na Europa, por conta deste acordo com Portugal. Durante a Soea, discutiremos a possibilidade de acordos com outros países e ainda a abertura de canais para a certificação de entidades de ensino”, acrescenta.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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O plenário do Confea definiu 31 de maio como a data-limite das inscrições para a 74ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea). De 8 a 11 de agosto, a capital paraense, Belém, receberá o principal evento da Engenharia brasileira. A data limite também serve para a realização da inscrição e do seu pagamento pelos convidados que serão custeados pelo Confea.

O presidente do Crea-PA, Elias da Silva Lima, espera cerca de três mil participantes os dias 08 a 11 de agosto. A Semana, com o tema central “A responsabilidade da Engenharia e da Agronomia para o Desenvolvimento do País”, colocará em debate o cenário socioeconômico e ambiental, recursos hídricos, abordagens sustentáveis, além de ética e medidas anticorrupção.

Para acessar as informações e realizar a inscrição, clique aqui.

(Informações: Confea)

Inscrições para 74ª Soea vão até 31 de maio

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Em uma pesquisa realizada pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), as preocupações evidentes dos engenheiros e das engenheiras foram a defesa do Salário Mínimo Profissional e da engenharia nacional e a atuação em questões nacionais. Foram ouvidos 725 profissionais de 3.258 participantes da Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), realizada em Foz do Iguaçu (PR), em setembro. A amostragem representa cerca de 22,65% dos entrevistados. Nessa entrevista, o coordenador da pesquisa, o engenheiro eletricista Luiz Carlos Correa Soares destacou, com exclusividade, os pontos centrais. O resultado detalhado será divulgado no começo de 2017. Soares também foi coordenador nacional do “Pensar o Brasil”, projeto iniciado em 2006 pelo Confea, com o objetivo de fortalecer o papel da engenharia na formulação de políticas públicas e na valorização profissional. O “Pensar Brasil” foi viabilizado por meio de articulações com os governos federal, estaduais e municipais, o Congresso Nacional, as entidades de classe, as instituições de engenharia, as universidades e os movimentos sociais. O projeto realizou seminários em todo o país com a participação de engenheiros e formulou propostas pelo desenvolvimento social sustentável. Em 2011, com a eleição do novo presidente do Confea, o projeto foi encerrado. Retomar essa discussão é um dos objetivos dessa pesquisa, fortalecendo o papel da engenharia na construção de um projeto de nação. Confira a seguir a entrevista.


- Quais as expectativas dessa pesquisa?
O objetivo da pesquisa foi tentar conhecer pelo menos uma síntese das percepções dos profissionais, e por via de consequência, também das entidades participantes do Sistema Confea/Creas/Mutua. O intuito desse estudo, então, foi obter dados efetivos de como andam o olhar e o sentimento dos profissionais a respeito do Sistema no passado e, principalmente, no presente.


- Sobre a atuação do Sistema Confea/Creas, o que você considera?
A pesquisa captou índices muito relevantes sobre: certificação periódica para novas atribuições; praticamente a unanimidade na defesa da engenharia nacional; quanto à liberação da entrada de empresas estrangeiras no Brasil, a concordância predominante é apenas onde houver reciprocidade; forte concordância com a atuação do Confea em organizações internacionais; quanto à participação do Sistema na abertura de novos cursos e na avaliação da qualidade do ensino, a pesquisa mostrou firmes recomendações de participação do Sistema Confea/Creas.


- Também foi destacada a não efetividade do Sistema na defesa do Salário Mínimo Profissional?
Sim, sem dúvida. Aliás, nesta questão, o Confea tem sido não apenas inefetivo, mas incapaz de contribuir na luta pela garantia dessa remuneração para os profissionais das áreas tecnológicas, em especial na sua extensão para os profissionais dos setores da administração pública, nos três níveis de governo. E bem assim também como, por exemplo, nos processos em tramitação no Parlamento Nacional e nas instâncias superiores do Poder Judiciário.


- Sobre o público-alvo há respostas de estudantes e de pessoas acima de 50 anos. Como você avalia a diversidade etária em termos de representatividade?
Os estudantes são importantes, porque constituem a principal hipótese de futuro para o Sistema e, quanto mais cedo começarem, melhor. Além disso, muitos deles já vêm participando de atividades e eventos. Também ficou destacado que as faixas etárias de “melhor idade” foram as que mais tiveram participantes na pesquisa, numericamente. Ou seja, o Sistema está amadurecido, mas pode estar ficando “velho”. E, naturalmente, precisamos tomar cuidados para que não fique “senil” ou até mesmo “esclerosado”. Tudo isso somado, há uma necessidade clara de apostas nos estudantes para a constante renovação do Sistema.


- Sobre as questões nacionais, a maioria se posicionou favoravelmente. Poderia elencar questões sociais fundamentais para debate e atuação na sociedade?
São várias. Destaco, por exemplo, as significativas recomendações para que o Sistema atue fortemente na formulação e na implementação de políticas públicas no país. Inclusive, num projeto de Nação, algo que no Brasil nunca existiu.


- Com a crise política, a engenharia nacional vem sendo atacada e desmontada. Que ações podem ser propostas em defesa da engenharia nacional? Qual a importância da engenharia para a sociedade?
A “boa” engenharia é essencial e indispensável para qualquer sociedade, inclusive nos seus postos de comando. Para argumentar, sempre cito o caso da China, cujo conselho máximo diretivo é constituído por absoluta maioria de engenheiros. E sempre pergunto: será por isso que a China está na situação em que está e o Brasil está na situação em que estamos?


- No parlamento, você destacaria atuações importantes que já foram feitas em prol de formulação de políticas?
É preciso pensar o Brasil e cobrar da engenharia uma enorme e indispensável contribuição. Toda política pública tem de ser formulada a partir de uma visão solidária de mundo. Devemos pensar soluções para as cidades, para o campo e para toda a sociedade, no sentido de pautar princípios democráticos, inclusivos e cidadãos.


- Complete as frases: o Sistema Confea/Creas hoje é... O Sistema Confea/Creas poderia ser...
Salvo algumas exceções, o Sistema Confea/Creas hoje é – aliás, sempre foi – um paquiderme manco em duas pernas, no mínimo. O Sistema poderia ser mais leve e mais ágil, caso não ficasse priorizando interesses burocráticos e corporativos. E tratasse mais dos interesses da sociedade, como ficou expresso na pesquisa realizada.


- Por que o profissional deve lutar pelo fortalecimento do Sistema Confea/Creas?
Porque é a única a instituição que tem prerrogativas legais e poderes delegados de Estado para conferir atribuições reais para o exercício profissional da engenharia como um todo. Para tal, deve cumprir integralmente suas prerrogativas expressas no primeiro artigo da Lei 5194/66, ou seja, a defesa da sociedade nas questões de engenharia e não dos profissionais, em si mesmos.


- Qual a importância da atuação da juventude?
A juventude é, como sempre foi, a esperança de toda e qualquer sociedade. Isso no mundo, cujo princípio eu diria estar cada vez mais válido e necessário. Todavia, tenho enormes preocupações com o futuro que as gerações – em especial a minha – estão legando para as seguintes. Isso, se existirem gerações futuras, dada a trajetória que está sendo posta ou imposta para o nosso “planetinha”. É bem possível e até provável que a Terra (ou “Gaia”, na feliz denominação dada ao planeta por James Lovelock e Lynn Margulis) resolva dar outra sacudidela nas suas “pulgas”. No caso, agora em nós, os humanos. O próprio Lovelock andou prevendo mais recentemente que, se continuar do jeito que está, em menos de meio século haverá condições de vida apenas nas proximidades dos polos e comportará somente dois bilhões de pessoas. E os outros sete ou oito bilhões previstos para talvez existirem até lá?!

EM NÚMEROS

Dados do Confea apontam que, hoje, existem 1.318.625 profissionais registrados no Sistema. Deste número, 1.136.039 são homens e 182.586 são mulheres. A média de idade entre homens é de 41 anos e a de mulheres de 35 anos. “Engenharia a favor do Brasil – Mudanças e Oportunidades” foi o tema central da 73ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), realizada entre os dias 29/8 e 1/8, em Foz do Iguaçu (PR). De acordo com informações da assessoria de imprensa do Crea-PR, ao todo, foram 3.258 inscritos, sendo 778 mulheres, 2.480 homens e 577 estudantes.


A pesquisa realizada pela Fisenge, durante a SOEA, avaliou os seguintes itens:
• atuação do Confea em suas atribuições;
• posicionamento do Confea sobre atual crise política;
• defesa de certificação periódica aos profissionais para novas atribuições;
• posicionamento público do Confea em defesa da engenharia nacional;
• entrada de empresas estrangeiras;
• tratamento de interesses corporativos acima de interesses da sociedade;
• atuação do Sistema Confea/Creas em relação à defesa do Salário Mínimo Profissional;
• sustentabilidade financeira das entidades;
• políticas de inclusão de questões de gênero, raça, etnia e juventude;
• implementação das decisões do CNP;
• formulação de políticas públicas no Congresso Nacional;
• implementação de políticas públicas;
• participação do Sistema Confea/Creas para definição de abertura de novos cursos e avaliação da qualidade de graduação;
• implementação de um projeto de desenvolvimento sustentável para o país;
• atuação em organizações internacionais.

Para conhecer o resultado detalhado, fique atento ao site da Fisenge: www.fisenge.org.br

Por Camila Marins

Pesquisa revela que defesa do Salário Mínimo Profissional e da Engenharia Nacional é preocupação de profissionais

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Durante a 73ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) lançou, no dia 30/8, um caderno e uma animação sobre os 50 anos do Salário Mínimo Profissional (SMP), em Foz do Iguaçu (PR). O lançamento aconteceu no estande da Federação e contou com a presença da diretoria da Fisenge, presidentes de sindicatos e de lideranças do Sistema Confea/Creas/Mútua. “Em 22 de abril de 1966, a lei 4.950-A foi promulgada e passou a instituir o SMP. Esta conquista aconteceu em pleno regime militar e, mesmo com a pressão das empresas, as lideranças e as entidades de classe conseguiram garantir este direito”, relembrou o engenheiro civil e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, que ainda lembrou do autor da lei, o advogado e político brasileiro Almino Alfonso, que foi inspirado pelo engenheiro e também político Rubens Paiva. “A lei 4.950-A é um importante instrumento de valorização profissional e precisamos defendê-la fortemente”, disse Clovis.

Em seguida, a engenheira química diretora da mulher, Simone Baía fez o lançamento da animação da personagem Engenheira Eugênia “Lei é para ser cumprida”, sobre o cumprimento do Salário Mínimo Profissional. “Eugênia foi criada com o objetivo de ampliar o diálogo com a categoria e a sociedade. Ela é uma mulher divorciada com dois filhos que trabalha como engenheira em uma empresa pública”, explicou Simone. A animação, com mais de 9.000 visualizações nas redes sociais, conta a história de um edital para concurso público que descumpre o Salário Mínimo Profissional. “A Eugênia surge com o objetivo de mostrar que os chamados ‘assuntos de mulher’ são questões da sociedade. A animação e as histórias em quadrinhos são um convite à reflexão e à ação por igualdade de direitos”, avaliou Simone.

O projeto Engenheira Eugênia envolve a publicação de histórias em quadrinhos mensais, boletim eletrônico e animação. “A Eugenia empodera. A luta por igualdade é uma questão de direitos humanos e de sociedade. A Eugenia por meio da comunicação se faz presente, cumprindo papel político de pautar políticas estruturantes afirmativas para o avanço da sociedade”, afirmou a engenheira agrônoma Alméria Carniato, ouvidora do Crea-PB e uma das pioneiras na organização de mulheres engenheiras.

A engenheira de alimentos, vice-presidente do Senge-BA e integrante do Coletivo de Mulheres da Fisenge, Márcia Nori relembra a história de organização. “Tivemos um avanço grande, porque não tínhamos diretoria da mulher. Mobilizamos para a criação do Coletivo e levamos os assuntos discutidos para os estados. O Coletivo se destacou na comunicação e conseguimos passar recado para profissionais e sociedade de forma mais descontraída. Avançamos em termos de conscientização”, pontuou Márcia, que foi a primeira coordenadora do Coletivo de Mulheres.

O presidente do Crea-PR, o engenheiro civil Joel Krüger ressaltou a importância da defesa da lei e de sua ampliação aos estatutários. “A fiscalização a respeito do salário mínimo é um dos pontos centrais na gestão do Crea-PR. É necessário garantir o cumprimento em todo o país para fortalecermos a engenharia e a agronomia no Brasil e ampliar para os estatutários”, defendeu.

A Fisenge iniciou no final do ano passado, no dia do engenheiro (11/12), um ciclo de comemorações dos 50 anos do Salário Mínimo Profissional. A agenda de ações começou com o lançamento de um selo comemorativo. Em seguida, foram lançadas um caderno e uma cartilha de bolso, além de peças para as redes sociais.

A diretora da Fisenge, engenheira agrônoma e presidente do Crea-PB, Giucélia Figueiredo avalia que as ações representam um marco importante na história da Fisenge. “Estamos resgatando a história de uma valiosa ferramenta de valorização profissional que é a lei 4.950-A. É uma reafirmação da nossa luta. Estamos vivendo, hoje, uma conjuntura muito difícil, que e requer que o movimento sindical tenha postura firme e determinada contra aqueles que querem retirar direitos sociais e trabalhistas”, apontou.

Negociação coletiva
O atual cenário político no país tem apontado uma série de retrocessos nos direitos dos trabalhadores. Um balanço divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que as negociações coletivas do 1º semestre foram negativas. “Pouco menos de um quarto dos reajustes – cerca de 24% – resultou em aumentos reais aos salários, 37% tiveram reajustes em valor igual à inflação e 39% abaixo”, destaca trecho do documento. O cumprimento do Salário Mínimo Profissional faz parte da maioria das pautas específicas dos engenheiros e das engenheiras nas negociações coletivas. “A comemoração dos 50 anos é um bom momento para reforçar lutas que devem ser feitas pelos sindicatos. Algumas empresas deixaram de cumprir o SMP. Sempre estamos atentos às bases, mobilizamos, negociamos e, se for o caso, entramos com ações judiciais pelo cumprimento. Com tudo isso, ainda temos muitas dificuldades em meio século de lei. Vamos à luta”, enfatizou o engenheiro eletrônico e diretor de negociação coletiva da Fisenge, Ulisses Kaniak.

A engenheira civil e diretora da Fisenge, Eloisa Basto lembra que a alta taxa de terceirização e pejotização na engenharia. “Como profissionais liberais, muitos engenheiros são contratados por projetos, na lógica da pejotização [contratação via Pessoa Jurídica], o que amplia a precarização das condições de trabalho e nega direitos fundamentais como férias, 13º salário, entre outros”, contou. O presidente da Fisenge, Clovis Nascimento reforçou que o momento é de luta pela manutenção dos direitos. “O movimento sindical deve organizar a resistência, aglutinar forças e ir para a ofensiva, de modo a não permitir retirada de direitos e construir pauta para avançarmos com nossas principais bandeiras, como redução da jornada de trabalho”, avaliou Clovis.

Mulheres e juventude
Durante a 73ª SOEA, participaram 3.580 participantes, com percentual de 24% de mulheres. Do total, 577 estudantes. A estudante de engenharia biomédica na Universidade Federal de Pernambuco, Bárbara Alcântara, de 26 anos destaca que a atuação da juventude significa mudança e oxigenação. “Os jovens precisam ocupar os espaços para garantir representatividade e contribuir com a luta pela valorização profissional. Quando uma mulher vê outra mulher em cargos de lideranças, ela também quer fazer parte”, concluiu a estudante, que também é integrante do Crea Junior e do Senge Jovem, em Pernambuco.

De acordo com Simone Baía, os sindicatos precisam construir espaços acolhedores para a organização de jovens e mulheres. “Dentro da base da Fisenge, os sindicatos têm fortalecido iniciativas como o Coletivo de Mulheres e os Sindicatos Jovem/Estudante. Esta organização é fundamental para a transversalização das pautas”, finalizou.

O estudante de engenharia civil na Universidade Estadual de Ponta Grossa, Gabriel Wasillenki acredita que é preciso uma oxigenação no Sistema Confea/Creas. “É preciso pensar a renovação em logo prazo. Nós, jovens, estamos no Sistema agora, temos que ocupar espaço e mostrar posicionamento, pois somos o futuro da classe”, apontou.

 

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