Na próxima segunda-feira (30/4) será comemorado o Dia Nacional da Mulher. A data foi escolhida por ser o dia do nascimento de Jerônima Mesquita, líder do movimento feminista no país e fundadora do Movimento Bandeirante, além de também estar envolvida na criação do Conselho Nacional das Mulheres. De acordo com a engenheira e diretora da mulher, Simone Baía, a data marca mais um momento de luta. “Mais do que comemorar, é preciso lutar. Vivemos uma crise política sem precedentes com um governo ilegítimo, que extinguiu a Secretaria de Políticas para Mulheres e retira direitos de gestantes com a Reforma Trabalhista. 2018 é um ano eleitoral e devemos concentrar nossos esforços na eleição de mulheres que tenham um programa de transformação social”, alertou.

No Congresso Nacional, a participação das mulheres ainda é muito baixa. No Senado, a representação feminina é de 12 senadoras entre os 81 eleitos para a Casa Legislativa. Já na Câmara dos Deputados, elas ocupam 50 cadeiras no universo de 513 parlamentares.

“Neste Dia Nacional da Mulher, mais do que comemorar, é preciso lutar”, afirma Simone Baía

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Pelo segundo ano consecutivo, a Regional do Senge em Campo Mourão protagonizou um importante evento de formação e reflexão sobre a realidade das mulheres. Na noite de sexta-feira (13/04), a conferência “Desate o nó que te prende. Denuncie o assédio!” reuniu profissionais de diversos ramos da engenharia, estudantes universitários e integrantes de outras categorias de trabalhadores, vindos diferentes municípios da região.

O evento debateu o combate às formas de assédio contra as mulheres, com palestras de Simone Baía, engenheira química diretora da Mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e de Nanci Stancki da Luz, matemática, advogada, pós-doutora em Política Científica e Tecnológica pela Unicamp e coordenadora de pós-graduação na UTFPR.

Na abertura do evento, a diretora-geral da Regional do Senge em Campo Mourão, Losani Perotti, reforçou a necessidade de se enfrentar o assédio no cotidiano, no ambiente de trabalho e fora dele. “O assédio é uma realidade, é uma violência que as mulheres sofrem no dia a dia”, disse a engenheira agrônoma.

Mary Stela Bischof, representante do Coletivo de Engenheiras do Senge Paraná e do Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge), também esteve na mesa de abertura do evento. A engenheira agrônoma e integrante da diretoria do Senge PR lembro que as mulheres já são maioria em alguns cursos de engenharia, no entanto, ainda são minoria no mercado profissional e ganham menores salários.

“No poder público, entramos com os mesmos salários, mas ao longo da nossa carreira profissional poucas mulheres acessam cargos de gerência que tenham ascensão profissional e por isso a média dos nossos salários fica menor”. E propôs: “Vamos nos juntar, vamos nos informar, vamos discutir de igual para igual com os nossos colegas engenheiros. É uma luta que não é só das mulheres, é de toda a sociedade”.

A disparidade no número de homens e mulheres nas entidades de representação da engenheira foi a tônica do pronunciamento da engenheira agrônoma Marcia Helena Laino, representante do Coletivo de Mulheres do Crea-PR na mesa de abertura: “Nós temos 101 conselheiros no Crea, só 12 são mulheres. Nós temos 126 inspetores no Paraná, só 24 são mulheres. Coordenadores dos cursos de faculdade de engenharia nós temos 261, só 56 são mulheres. Das 65 entidades de classe, apenas 7 mulheres ocupam cargo de presidente”.

O Coletivo foi criado em 2017, com o objetivo de empoderar e aumentar a participação da engenheiras no Crea-PR. “Nós não queremos competição, ninguém é melhor do que ninguém, nós trabalhamos muito bem com os homens, nos damos muito bem. Mas queremos igualdade de oportunidade e aumentar a nossa representatividade”, garantiu a engenheira.

Invisíveis na história

Por meio de uma linha do tempo, a engenheira química Simone Baía iniciou sua palestra apresentando marcos históricos sobre as mulheres no mundo da engenharia. No Brasil, os séculos de proibição do acesso à educação básica e à universidade fizeram com que a primeira engenharia pudesse de formar apenas em 1919. A primeira lei que permitiu o acesso de nível superior às mulheres foi em 1879.

“A gente tem aqui um tempo morto imenso. A gente levou muito tempo pra chegar até aqui. Imagina pra essa mulheres como foi serem as primeiras, os desafios que enfrentaram”, disse a sindicalista, se referindo a primeira engenheira formada. “Nunca é uma luta fácil, de uma hora pra outra. Nada pra mulher é de repente, tudo é com muito luta”, ponderou a engenheira.

Simone Baía ressalta que, das inúmeras mulheres engenheiras que contribuíram para o desenvolvimento do Brasil, poucas são as que tiveram a memória resgatada. “Essa nossa história não é contada, está invisibilizada”, garante a engenheira.

Do cerceamento ao acesso à educação e à invisibilidade histórica, Simone passou para as formas de assédio atuais, que afastam as mulheres os espaços de participação e também constrangem o ambiente de trabalho.

Para além do assédio sexual, a engenheira listou assédios naturalizadas no dia a dia: interrupções à fala das mulheres, tentando impedir a continuidade da fala ou falando mais alto; apropriação intelectual das ideias e projetos das mulheres, explicação de assunto óbvio, foram alguns dos exemplos apontados.

Como eu gostaria de ser tratada/o?

A professora Nanci Stancki da Luz classificou o assédio como um tipo de violência, um “grave problema social”, com impactos profundos e consequências perversas para o assediador e para a assediada. “As pessoas pegam nas mulheres, passam a mão, se acha no direito de você estar andando e ir te abraçando como se aquilo fosse bom, sem você permitir. É um corpo que nessa sociedade machista se torna público”.

Ela pondera que o agressor pode ser qualquer pessoa, que pode ser bastante próxima da vítima e com algumas características específicas: “É uma pessoa que talvez tenha esse senso grandioso da sua própria importância, tem a discussão do sucesso ilimitado, e especial e singular, tem excessiva necessidade de ser admirado, pensa que tudo é devido a ele, não tem empatia”.

Para exemplificar as práticas de assédio moral, Nancy apontou a intimidação, afrontas verbais, tratamento abusivo, posturas injustas, comentários negativos, rebaixamentos, imposição de inatividade, isolamento, cobrança abusiva, ameaça de dispensa. Para além de uma ação individual, cometido por uma pessoa, o assédio pode ocorrer por parte de uma instituição, quando a forma de gestão da empresa é abusiva, atingindo todos os trabalhadores.

A professora adota como a abordagem dos Direitos Humanos para propor novas relações sociais, baseadas na compreensão de que os seres humanos são todos iguais, independente das suas identidades: “Eu tenho que eliminar as representações negativas que eu tenho do outro. Todo o dia eu me pergunto onde está o meu racismo, onde está o meu machismo, onde está a minha homofobia”, sugere.

Como educadora, Nancy vê como saídas a prevenção e a humanização das relações de trabalho. Para a matemática a empatia é essencial ao ser humano e para relações sociais sem assédio. “Se nós não temos a capacidade de nos humanizar e de nos colocarmos no lugar do outro, nós não conseguimos ter uma sociedade justa e solidária. Ou seja, quando eu grito com alguém, quando eu humilho alguém, eu tenho que saber me colocar no lugar do outro. Eu gostaria de ser tratado da mesma forma? Eu posso desejar aquele tratamento para mim mesmo?”, questiona.

Homenagem a Marielle Franco

A conferência também prestou uma homenagem a vereadora carioca Marielle Franco (PSoL-RJ), brutalmente assassinada no dia 14 de março. Com um vídeo e uma poesia, as organizadora do evento trouxeram a memória de uma mulher que tornou-se símbolo nacional da luta por justiça, pelo fim do extermínio da juventude negra e da violência contra as mulheres.


“É com tristeza lembramos que hoje está completando 30 dias que uma guerreira tombou. Uma mulheres, negra, bissexual, moradora de comunidade, que lutava pelo que? Pelos direitos das mulheres também, pelo direito dos negros, das pessoas LGBTI, pelos direitos humanos. Executaram a Marielle, mas não destruíram as ideias, a força, a luta que ela ainda representa. Isso nos entristece, mas ao mesmo tempo mostra que nós precisamos seguir, que precisamos cada vez mais nos empoderar e lutar para mudar essa situação e criar forças”, disse a diretora-geral da Regional Campo Mourão, Losani Perotti.

Ao longo da programação também houve a encenação do monólogo “A Moça Tecelã”, de Marina Colassanti, com a atriz Valéria Santos, do Grupo Trapos de Campo Mourão .

Estudantes de engenharia presentes

Erica Vieira e Claiton Mendes Viel, ambos com 20 anos e estudantes de Engenharia Têxtil da Universidade Estadual de Maringá (UEM) campus Goioerê, estavam entre o público da conferência. Os dois avaliaram positivamente o evento: “O evento foi enriquecedor, porque não tinha essa visão sobre o poder feminino na faculdade, nunca foi discutido sobre o assunto lá dentro. Então mudou muito a minha visão sobre o que realmente acontece dentro de uma empresa e das dificuldade que as mulheres enfrentam”, avaliou Erica.


Já para Claiton, o debate se relaciona com a realidade que ele mesmo enfrenta: “Agregou muito, não ao que eu já pensava com relação à igualdade, mas com relação a mim, porque é o que eu passo também no dia a dia, pelo fato de eu ser homossexual. A maioria tem um poder de voz e a gente se retrai, não quer falar”.

A estudante de Engenharia de Produção Agroindustrial da Unespar de Campo Mourão, Emylly Karolyne Pereira, comentou sobre a ampliação do entendimento acerca do assédio moral: “A gente pensa que o assédio é só o assédio sexual, de tentar coagir, obrigar a pessoa, no fim acabei descobrindo que vai muito além disso. É a violência psicológica, uma série de fatores que a gente nem se liga, que acontecem todos os dias e passa despercebido porque é tão impregnado na sociedade que a gente não pra pensar e acaba sendo naturalizado”.

As palestras sobre assédio e violência contra as mulheres a fez voltar à primeira lembrança de homofobia que sofreu, na 5ª série, quando ainda não assumia a homossexualidade. “As pessoas falavam ‘aquela menina você não pode chegar perto porque ela é lésbica’, foi quando eu senti a primeira exclusão. Mas eu senti ao longo da vida. E na faculdade fica um pouquinho mais aguçado porque é no sentido de ‘nem vou fazer trabalho com essa menina’, coisa do tipo. [...] Hoje eu falo sem vergonha alguma que eu sou LGBT, porque a gente não tem que ter vergonha de quem a gente é, as pessoas que tem que se sentir envergonhadas de ter preconceito, porque preconceito é uma roupa que a gente não deve vestir, é algo que não cabe”, relata a jovem.

Participações e agradecimentos

Losani Perotti agradeceu a todos os presentes pela participação, o esforço das palestrantes em irem até Campo Mourão para participar da Conferência, e também a dedicação da secretária da Regional, Edir Botelho, na realização do evento: “Se não fosse o empenho, toda a dedicação da Edir, nós não estaríamos aqui. Então, deixo meu agradecimento a todas essas mulheres valorosas e guerreiras”.

Estiveram presentes na Conferência Egmar Amorim Maciel Souza, presidente da Associação dos Engenheiros Civis e Arquitetos de Campo Mourão; o engenheiro Sérgio Inácio Gomes, diretor-geral da Regional do Senge em Maringá; Vilma Terezinha Souza Pinto e Silvana Aparecida Lopes, integrantes da APP Sindicato de Campo Mourão; Nivalda Sguissardi Roy, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e Região; Elisangela Gonçalves Taques, diretora da Regional do Senge em Londrina, Isabela, Senge Jovem de Londrina, professor Cícero Pereira de Souza, vereador do PT em Campo Mourão.

Texto e fotos: Ednubia Ghisi, jornalista do Senge/PR

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Conferência em Campo Mourão debate o combate ao assédio contra mulheres e homenageia Marielle Franco

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Quarta, 07 Março 2018 17:23

8 de março, e as engenheiras?

Por Simone Baía*

Um relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que o Brasil ocupa a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres de um total de 83 países. Essa semana, o estudo “Monitor da Violência”, uma parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que 12 mulheres são assassinados todos os dias, em média, no país. Foram considerados dados oficiais dos estados de 2017, contabilizando 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios. O 8 de março é uma data para reforçar não apenas a luta por igualdade de direitos e oportunidades, como também o combate à violência contra a mulher. E o que a engenharia tem a ver com o 8 de março?

A engenharia é uma área ainda predominantemente masculina. Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) apontam que apenas 16% dos profissionais registrados são mulheres. Por outro lado, aumenta o número de mulheres nas universidades, fato que não se reflete na inserção do mercado de trabalho. Desde a universidade, ser mulher na engenharia é um desafio e uma luta. Isso porque as situações de machismo acontecem nas salas de aula, laboratórios, corredores e trabalhos em campo. Infelizmente, ainda é comum professores avaliaram alunas por suas características físicas ou as jovens serem cerceadas de estudos em campo, além das piadinhas entre os colegas que colocam em xeque a nossa capacidade intelectual. Estas são situações que também passamos no mercado de trabalho. A todo momento, precisamos nos afirmar como profissionais competentes, acumulando, inclusive, muitas jornadas de trabalho. No trabalho em campo, é comum ouvirmos dos homens “onde está o engenheiro?”. E sempre temos que responder: “Eu sou a engenheira” ou ainda temos que lidar com a falta de banheiro feminino (situação que persiste em alguns lugares), com a falta de EPI (Equipamento de Proteção Individual) adequado para mulheres e com salários desiguais, mesmo exercendo a mesma função de um colega.
Todos estes enfrentamentos são perpassados pelo combate à violência contra a mulher, uma vez que nenhuma de nós está imune a agressões, sejam elas verbais, emocionais, patrimoniais ou físicas. A violência contra a mulher atinge todas as classes sociais e com o agravante de que mulheres negras são as que mais morrem - 54% de aumento -, segundo o Mapa da Violência de 2015.

Graças às mobilizações de mulheres e à Lei da Maria da Penha, o silêncio tem sido quebrado. O amparo do Estado em situações de violência é fundamental para o combate à violência contra mulheres. Em 2015, foi aprovada a lei 13.140, que qualifica o feminicídio no Código Penal como crime de homicídio. E, mesmo assim, os dados e os casos são estarrecedoras. Precisamos romper com o silêncio e com os preconceitos estruturais que precarizam a vida das mulheres. Em tempos de censura, cerceamento e aprofundamento da lógica neoliberal, urge o debate sobre gênero na sociedade. Isso significa pensar políticas públicas para nós, mulheres, para nossas filhas, nossas mães, nossas irmãs, nossas colegas de trabalho. Somos muitas e estamos em todos os espaços e, para que possamos avançar, é necessário que homens também tomem essa discussão para si. O combate à violência contra a mulher e a luta por igualdade de direitos é uma luta de toda a sociedade.

A nossa luta é todo dia. Nenhuma mulher a menos. Vamos juntas.

Simone Baía é engenheira química e Diretora da Mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)

8 de março, e as engenheiras?

 

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A Engenheira Eugênia, deste mês, debate as consequências da privatização do setor elétrico. “Sob a falsa justificativa de geração de caixa, a venda das empresas estatais leva ao sucateamento das empresas, a demissões em massa, ao desmonte da engenharia nacional e, ainda, compromete soberania nacional”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira Simone Baía. Além disso, o centro deste novo modelo é o conceito de que a energia elétrica é uma mercadoria, o que pode gerar um aumento drástico na tarifa de energia. Simone também lembrou que “há risco sério de repetição dos apagões como na década de 1990. Não podemos permitir um modelo de energia baseado no lucro, e não na vida das pessoas”, disse.

Engenheira Eugênia é contra a privatização do setor elétrico

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O Coletivo de Mulheres da Fisenge lançará, no dia 6/9, o primeiro Compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia”, que reúne a trajetória da personagem protagonista das histórias em quadrinhos, publicadas desde 2013  pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). O livro tem como objetivo afirmar a importância da organização das trabalhadoras e dos trabalhadores e do empoderamento das mulheres. O lançamento acontecerá durante o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), em Curitiba (PR).

“A iniciativa tem o caráter pedagógico de mostrar situações de assédio e violências, não apenas nas questões da engenharia, como em toda a sociedade. As histórias são pontes de diálogo entre as pautas identitárias e as pautas históricas como o combate à LGBTfobia, racismo, etarismo, machismo, e também sobre o combate às privatizações, o desmonte do Estado brasileiro e os ataques à engenharia nacional”, declarou a diretora da mulher da Fisenge e engenheira química, Simone Baía. 

Em novembro de 2016, o projeto Engenheira Eugênia ganhou o 1º lugar, na categoria cidadã em comunicação sindical, do Prêmio de Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). A Fisenge recebeu uma estatueta inspirada no “Cilindro de Ciro” e um prêmio de R$ 10 mil.

“A Fisenge investe na comunicação sindical como um dos pilares estratégicos de sua organização. Nós, mulheres, nos apropriamos das novas formas de comunicação para pautar questões de gênero e de toda a sociedade e, principalmente, promover empoderamento, pertencimento e visibilidade dos direitos das mulheres e o avanço da luta de todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores”, disse a diretora Simone Baía.

Coletivo de Mulheres da Fisenge lançará compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia”

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