Na pauta está a apreciação e deliberações sobre as alterações da minuta Lactec para o ACT 2018/2019.

Senge PR convoca trabalhadores do Lactec para Assembleia Geral Extraordinária

O Senge-PR e demais sindicatos convocam todos os profissionais representados pela entidade, associados ou não, empregados no Lactec, para comparecerem a Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada no dia 22 de outubro, às 11h, no salão das Araucárias, no prédio sede do LACTEC, localizado na Av. Prefeito Lothário Meissner, nº1 – Jardim Botânico, Curitiba – PR.

:: Confira o edital de convocação na íntegra

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Os representantes legais dos sindicatos abaixo arrolados convocam todos os profissionais empregados no Lactec para comparecer à Assembleia Geral Extraordinária da categoria, a ser realizada no dia 22 de outubro de 2018, às 11h, no salão das Araucárias, no prédio sede do LACTEC, localizado na Av. Prefeito Lothário Meissner, nº1 – Jardim Botânico, Curitiba – PR, 80210-170.

A AGE tem a seguinte ordem do dia:

Apreciação e deliberações sobre as alterações da minuta Lactec para o ACT 2018/2019 e demais temas de interesse dos representados.

A presente Assembleia Geral permanecerá aberta em quantas sessões forem necessárias, até a conclusão das negociações.

Curitiba, 18 de outubro de 2018.

Carlos Roberto Bittencourt – Diretor-Presidente do SENGE-PR

Ivo Petry Sobrinho – Coordenador Geral do SINDASPP

Solomar Pereira Rockmbach – Diretor-Presidente do SINTEC

 

Fonte: Senge PR

 
Publicado em Notícias

As iniciativas foram mobilizadas pelo FES, e contaram com a participação do Senge-PR, representado pelo presidente da entidade, Carlos Roberto Bittencourt.

Esta terça-feira (7) foi de mobilizações dos servidores públicos estaduais pelo pagamento da data-base e contra a proposta de nova alteração da Previdência via Projeto de Lei enviado pelo governo à Assembleia Legislativa. As iniciativas foram mobilizadas pelo Fórum das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos do Paraná (FES), e contaram com a participação do Senge-PR, representado pelo presidente da entidade, Carlos Roberto Bittencourt.

:: Confira aqui todas as fotos

Servidores retomam pressão sobre governo e Alep pela data-base e em defesa da Paranaprevidência

Presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, se soma a servidores de outras categorias em mobilização na sessão da Alep (Foto: Ednubia Ghisi)

Pela manhã, integrantes do FES participaram de reunião com o secretário do Trabalho do Paraná, Paulo Rossi, indicado pela governadora Cida Borghetti para ser o interlocutor do governo nas negociações com os trabalhadores. Os representantes dos servidores exigiram do secretário o pagamento da dívida da data-base. Devido ao calote do ex-governador Beto Richa (PSDB), que não pagou a reposição da inflação desde 2016, a defasagem atual no salário dos(as) servidores(as) é de 11,53%.

WhatsApp Image 2018-08-07 at 14.31.14

Reunião do FES com representante do governo (Foto: Camila Matta)

Estudos orçamentários do FES já provaram que o governo tem dinheiro e condições para pagar, ainda este ano, no mínimo a reposição da inflação do último período, calculada em 2,76%. Novos estudos mostrando o crescimento da receita do Estado foram apresentados ao secretário para que a governadora devolva aos deputados o projeto de lei que trata do assunto.

Outra reivindicação é a correção do salário dos funcionários que recebiam abaixo do mínimo regional. O governo está pagando o valor do mínimo de 2017. A complementação salarial para estes trabalhadores era uma luta antiga dos sindicatos e foi implantada em junho deste ano, beneficiando cerca de seis mil pessoas.

IMG_8201

(Foto: Ednubia Ghisi)

Na parte da tarde a mobilização foi na Assembleia Legislativa. O presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, participou a entrega da pauta de reivindicações a cada um dos deputados, junto de representantes de outras categorias.

Além de cobrar a implementação da data-base, as entidades sindicais questionam um novo Projeto de Lei do governo prevendo alteração na Paranaprevidência. De acordo com as informações, o texto anistia uma dívida do Estado estimada em R$ 400 milhões. O valor seria resultado do não pagamento da contribuição do governo desde 2015. A categoria defende seu direito de participar da discussão e exige tempo para apresentar estudos e contraposição.

 

FONTE: SENGE-PR

 

Publicado em Notícias

Documento é assinado pelo presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, e argumenta sobre a inconstitucionalidade e os riscos representados pela MP.

Senge-PR envia carta a parlamentares para cobrar apoio contra a MP do Saneamento

Na sexta-feira, dia 3/08, o Senge-PR intensificou seus esforços contra a Medida Provisória do Saneamento (MP 844/2018) e enviou aos deputados estaduaisdeputados federais e senadores que representam o Paraná uma carta, solicitando que os parlamentares se oponham à Medida. O documento foi despachado para os gabinetes dos parlamentares, e também encaminhado para seus os e-mails.

Assinada pelo presidente do Sindicato, Carlos Roberto Bittencourt, a carta inclui um manifesto elaborado por diversas entidades representantes do setor de saneamento e da engenharia, e argumenta sobre a inconstitucionalidade e os riscos representados pela Medida.

A MP 844/2018 foi assinada pelo presidente Michel Temer no dia 6 de julho, e aguarda a instalação de uma comissão mista para analisar sua redação, o que deve acontecer até o dia 20 de setembro. Depois, o relatório aprovado segue para votação na Câmara dos Deputados e no Senado.

Em ato realizado na terça-feira, 31 de julho, Dia Nacional contra a Medida Provisória do Saneamento, Bittencourt defendeu o saneamento público, universal e de qualidade, e chamou a atenção para a falta de legitimidade que o governo Temer tem para, às vésperas da eleição, impor uma MP: “não é do interesse do governo debater este assunto”, afirmou.

Para Bittencourt, a carta formaliza para os parlamentares a posição das entidades, e deixa clara a resistência do Senge-PR aos desmontes promovidos pelo governo Temer: “precisamos parar esta MP, e o apoio dos parlamentares é fundamental para que não haja o desmonte do saneamento no Brasil. Caso entre em vigor, esta Medida fragiliza mais de 5 mil municípios brasileiro, e atinge diretamente a população de baixa renda”.

 

FONTE: SENGE PR 

 

Publicado em Notícias

A oficina será realizada no auditório do Senge, das 9h às 18h, neste sábado (28)

37694211_2232188613462811_8573109972445954048_n

Desde 2016, o Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC) tem discutido a proposta de Lei de Zoneamento de Curitiba. Contudo, a discussão dessa importante lei que define como será o desenvolvimento de determinadas áreas da cidade não pode ficar apenas entre técnicos (ou empresários, como denúncias recentes revelam).

Ela deve ser também discutida por quem vive a cidade, a partir de um processo de planejamento participativo, afinal, alterações que definem como, quando e onde construir ou, ainda, a criação de zonas especiais de interesse social que visam a habitação popular são de interesse de toda a população.

É por isso que a Frente Mobiliza Curitiba, uma articulação de movimentos, entidades e organizações que debatem o direito à cidade, realiza no dia 28 de julho a ‘Oficina Refletir e Agir: Propostas para um novo Zoneamento’. A atividade tem como proposta trazer mais elementos para o entendimento dessa lei e, a partir disso, criar estratégias para o enfrentamento a um processo nada amplo ou participativo, com a geração de propostas que garantam uma Lei de Zoneamento voltada aos interesses da população, e não apenas ao mercado imobiliário.

A oficina será realizada no Sindicato dos Engenheiros do Paraná, das 9h às 18h do dia 28 de julho.

:: Acompanhe as novidades pelo evento no facebook

:: Inscrições podem ser feitas aqui

 

FONTE: SENGE PR / Escrito por Frente Mobiliza Curitiba

Publicado em Notícias

Não podemos nos omitir e devemos alertar e dialogar com a sociedade brasileira

Carta aberta | O petróleo é do povo brasileiro

Nós, do Movimento Por Uma Universidade Popular (MUP), em conjunto com o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), por ocasião da realização do curso de formação política para refletir sobre a geopolítica do petróleo e em especial sobre o papel estratégico da Petrobras, realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM), externamos nosso compromisso com a defesa deste grande patrimônio do povo brasileiro.

Nosso propósito é garantir que a Petrobras continue sendo propriedade do povo brasileiro. O Pré-sal representa a maior descoberta dos últimos 40 anos em todo o mundo, fruto do esforço e de vultosos investimentos realizados pela empresa brasileira. Os recursos provenientes dele devem contribuir definitivamente para tirar o país do atraso e para o seu desenvolvimento. Especialmente, devem ser destinados para garantir a educação e a saúde, o desenvolvimento da ciência e tecnologia, bem como a oferta de serviços e produtos com preços justos à sociedade, e a formação de pessoas, recolocando a Petrobras como empresa 100% pública e estatal, voltada ao desenvolvimento econômico e social.

A greve dos caminhoneiros foi reflexo da “nova” política de preços e da desintegração da Petrobras, mas foi também a manifestação de uma tragédia anunciada, em processo de construção nos horizontes do país, fruto da política de destruição da soberania e do patrimônio nacionais.

É exemplo de uma política construída para atender aos interesses transnacionais, que foi sentida no preço dos combustíveis por um importante segmento das atividades econômicas do Brasil, e amplamente pelo conjunto das camadas populares, que sentem a pressão que o alto preço do diesel, da gasolina e do gás de cozinha fazem sobre os seus salários e renda. Tal situação deixou em evidência o alto custo do processo de submissão a interesses privados nacionais e internacionais de empresas como a Petrobras e a Eletrobras e os recursos que elas exploram.

Nesse contexto, sob uma fachada de combate à corrupção, a engenharia nacional, que acumula o desenvolvimento das últimas seis décadas e estava presente em 41 países, foi destruída e ocupada por empresas e profissionais estrangeiros, deixando desempregados mais de 60 mil engenheiros brasileiros.

Todo esse processo até aqui caracterizado deve ser imediatamente interrompido.

Não podemos nos omitir e devemos alertar e dialogar com a sociedade brasileira, especialmente com as camadas populares, acerca deste desmonte que toma contornos trágicos para a economia do país. Os reflexos disso são o aprofundamento das desigualdades de renda e de propriedade, o crescimento da miséria, da fome e da violência.

Este é o custo a ser pago por um grande esquema de caráter jurídico-midiático-empresarial, vinculado, especialmente, aos interesses financeiros transnacionais.

Nossa atuação deve ser no sentido do alerta, do diálogo e da mobilização social na defesa dos nossos recursos naturais, do patrimônio público e da soberania nacional como propulsores do desenvolvimento econômico e social orientados às demandas dos amplos setores populares que sofrem com o desemprego, com a fome, a falta de moradia e acesso à saúde, educação, cultura, lazer e outros elementos básicos à satisfação da dignidade e do desenvolvimento humano.

Assinam este documento:

1. Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR)

2. Movimento Por Uma Universidade Popular (MUP-UEM)

3. Centro Acadêmico de Geografia (CAGEO-UEM)

 

FONTE: SENGE - PR

Publicado em Notícias

Foram 121 (58,17%) votos favoráveis à aprovação do acordo e 85 (40,87%) contrários, com dois votos nulos

IMG_7951

A assembleia de Curitiba contou com 79 participantes

Em assembleias do Senge realizadas ao longo de terça e quarta-feira (18 e 19/06), engenheiros e engenheiras da Sanepar aprovaram a contraproposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho referente a 2018/2019.

Foram 121 (58,17%) votos favoráveis à aprovação do acordo e 85 (40,87%) contrários, com dois votos nulos. As assembleias ocorreram em Curitiba, Cascavel, Pato Branco, Francisco Beltrão, Maringá, Londrina e Foz do Iguaçu, com participação total de 208 pessoas.

Confira o quadro geral de votação:

Regional

Sim

Não

Nulos

Participantes

Ponta Grossa

23

1

 

24

Pato Branco

5

0

 

5

Francisco Beltrão

3

0

 

3

Curitiba

29

48

2

79

Foz

6

0

 

6

Londrina

31

6

 

37

Cascavel

16

14

 

30

Maringá

8

16

 

24

Total

121

85

2

208

O reajuste salarial ficou em 4,04% para classe Junior e Pleno I, II e III, e de 2% para Senior I, II e III. A empresa pagará também a todos os empregados, a partir da data base da categoria, o valor linear de R$105,00, a título de recomposição salarial.

Outro avanço foi o reajuste do vale-alimentação e do vale extra de final de ano, que passará de R$ 1.033,22 para R$ 1.051,92; o auxílio-creche permanecerá com os mesmos valores para o período integral e meio período.

Confira aqui a minuta com a proposta apresentada pela Sanepar.

IMG_7953(1)

IMG_7950

 

FONTE: SENGE PR

Publicado em Notícias

Aposentadoria: engenheiros podem ter direito a acréscimo de anos em tempo contribuído

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Serviço militar, aposentadoria especial, trabalho rural e frequência em escola técnica podem ampliar o tempo de contribuição realizada pelos profissionais. Veja como.

Profissional de engenharia, você pode ter direito a incluir anos contribuídos no seu tempo para obter a aposentadoria. Na longa estrada para alcançar o tempo de contribuição para o benefício, qualquer ano ajuda, não é mesmo? Pois bem, existem ao menos quatro formas de ampliar o tempo contribuído: trabalho rural, frequência em escolas federais de ensino técnico, serviço militar e tempo especial.

De acordo com o escritório Trindade e Arzeno, que presta assessoria jurídica especializada para o Senge, engenheiros e engenheiras que comprovarem atividade agrícola podem aumentar seu tempo de contribuição realizada. O direito abrange tanto quem possuía propriedade rural quanto quem detinha contratos de arrendamento e outros.

Para contabilizar o tempo para fins de aposentadoria, é fundamental que a renda familiar tenha, à época, sido consolidada em torno apenas do recurso proveniente da atividade agrícola. “Importante destacar, ainda, que é possível o cômputo desse tempo a partir dos 12 anos de idade, independentemente de recolhimento da contribuição previdenciária”, aponta o especialista em direito previdenciário e integrante da assessoria jurídica do Senge, Antonio Bazilio Floriani Neto.

Quem frequentou escola técnica federal também pode contar com este tempo para fins previdenciário. Contudo, não é generalizado o direito. Apenas o aluno que teve acesso à bolsa ou auxílio por meio da verba da União é quem pode acessar aos anos de contribuição. Para tanto, o engenheiro ou engenheira deve solicitar, na escola onde estudou, uma declaração. Por fim, a justiça tem reconhecido que o auxílio pode consistir em alimentação, moradia ou vestuário.

O serviço militar é outra forma de computar anos ao tempo de contribuição. A medida é prevista na lei 8.213/91, e reconhece o direito mesmo em caso de serviço voluntário. “Deve, o segurado, buscar uma certidão de tempo de serviço junto ao Exército e, assim, terá seu tempo de contribuição majorado”, aponta a assessoria.

Já o tempo especial está ligado aos trabalhos exercidos com exposição a agentes nocivos. É a conhecida aposentadoria especial, que garante um benefício sem o fator previdenciário. Caso o engenheiro(a) não atinja os 25 anos necessários para aposentar-se dessa forma, poderá contar com um acréscimo de até 40%, para os homens e de 20%, para as mulheres. O direito aplica-se aos engenheiros civis, de minas, de metalurgia, eletricistas, mecânicos e agrônomos.

Se você é engenheiro e se encaixa e uma ou mais situações, saiba que pode estar mais perto ainda da sua aposentadoria. Agende um horário com a assessoria jurídica especializada do Senge e veja se sua situação se enquadra e como proceder para pedir o benefício. O agendamento, para quem é de Curitiba ou região metropolitana, pode ser feito pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone 41-3224-7536.

FONTE: SENGE PR
Publicado em Notícias

Profissionais de diferentes áreas palestraram em seminário realizado pela Regional do Senge em Cascavel

Especialistas alertam para consequências do alto uso de agrotóxicos na região de Cascavel

Quando o assunto é preservação da água e sustentabilidade ambiental, o alto uso de agrotóxicos aparece como fator preocupante. Foi o que o seminário “A Questão das Águas e a Sustentabilidade Ambiental na Região de Cascavel” mostrou no dia 10, no Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz (FAG) de Cascavel. A iniciativa do debate partiu da Regional do Sindicato dos Engenheiros do Paraná em Cascavel (Senge-PR), e lotou o auditório da instituição.

>> Clique aqui para assistir ao vídeo da palestra 
>> Confira as fotos do evento

Na abertura do evento, o engenheiro civil e diretor-geral da Regional Nelson Müller Junior apresentou o objetivo do evento, enfatizando a intenção de abordar a questão das águas na região, as ações de proteção que têm sido desenvolvidas, os riscos presentes na realidade atual, em especial com relação ao uso de agrotóxicos. “Aqui ninguém é contra o uso de agrotóxicos, mas é preciso haver um controle”. E foi o que se viu e se ouviu ao longo das quase três horas de palestras e debates. Especialistas e profissionais de diferentes áreas apresentaram dados e casos relacionados ao tema.

IMG_6878

Angelo Mazutti, promotor de Justiça do Rio Grande do Sul, apresentou um quadro geral de dados relacionados à escassez de água no mundo: 663 milhões de pessoas vivem sem água potável em todo o planeta e 800 milhões de pessoas passam fome, na maioria das vezes em contexto onde há falta d’água.

Outro dado levou o promotor a relacionar a poluição da água ao uso extensivo de venenos: 72% da água no Brasil é consumida pela agricultura, atividade que é a principal causa de poluição hídrica. Além disso, o desperdício de água em irrigação é de 60%. “Nós estamos falando de um bem finito, que a maior demanda pela utilização dele está na atividade do agronegócio, e ele acaba não sendo devidamente manejado, seja por questões técnicas, seja pela ausência de uma política que inclua fomentos para a melhor utilização e essencialmente uma fiscalização das atividades finais que mais lucram. Com essa utilização desse bem finito que é água”, aponta.

IMG_6888

Como destaque para leis que tocam na preservação da água, Mazutti frisa a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Decreto 7.794/12), que tem no Artigo 3º a “promoção do uso sustentável dos recursos naturais”, e a Lei do Sistema Orgânico de Produção Agropecuária (Lei 10.831/03), que no Artigo 2º aponta o “uso saudável do solo, da água e do ar, e reduzir ao mínimo todas as formas de contaminação desses elementos que possam resultar das práticas agrícolas”.

Campeões em consumo de agrotóxicos

A médica sanitarista Lilimar Regina Nadolyny, da 10° Regional da Saúde, enfatizou a necessidade da ampliação do debate acerca do uso de agrotóxicos, uma vez que Cascavel ocupa uma posição preocupante no ranking do uso de venenos: o Brasil, desde 2008, é considerado o maior consumidor de agrotóxicos do planeta; o Paraná está entre os três primeiros no país; e a região de Cascavel é a que mais consome no estado.

De acordo com danos da Agência Paranaense de Defesa Agropecuária (ADAPAR) apresentados pela médica, em 2015, os 25 municípios integrante da regional de Cascavel comparam 13.902.300 quilos de agrotóxicos. A quantidade por hectare foi de 16 quilos e/ou litro, equivalente ao consumo de aproximadamente 25,7 quilos ou litro por habitante no ano – uma vez que a regional tem cerca de 600 mil habitantes. Já em Cascavel, no mesmo ano, foram comercializados cerca de 4.060.400 quilos de agrotóxicos, o que levou a aplicação de 32 quilos e/ou litro por quantidade por hectare de área plantada, gerando uma médica municipal e de 13 quilos e/ou litro por morador da cidade no ano.

IMG_6896

Dos 2012 a 2015, 132 municípios consumiram acima da média do estado, sendo Cascavel o maior consumidor, com média de 3.665 toneladas anuais. “Eu também gostaria de sair daqui e desse processo todo e descobrir que o agrotóxico não faz mal. Mas, como médica e como atuante na área de saúde pública, fico extremamente preocupada” diz.

Impactos à saúde humana

Para além dos dados alarmantes relacionados à venda formal, Lilimar Regina afirmou a identificação, por meio de pesquisas acadêmicas, de substâncias proibidas que entram na agricultura a partir de contrabando. “A família dos clorados está proibido porque é altamente cancerígenos, e nós encontramos traços desses produtos aqui na nossa região”.

Outra análise acadêmica identificou uma subnotificação dos casos de intoxicação por agrotóxicos, apesar dos expressivos dados consumo de veneno no estado. “Quando você aplica um questionário que rastreia e faz uma triagem no agricultor e em sua família, a constatação é de que eles tem isso frequentemente. Já sabem qual é o tipo de intoxicação, a época em que ocorre, e já têm um kitzinho para melhorarem os sintomas. Estes dados mostram a intoxicação aguda. A gente não tem a dimensão do que está acontecendo na crônica. Com estes dados é possível concluir que há uma importante subnotificação no problema dos agrotóxicos no Paraná”.

No entanto, apesar de subnotificados, os dados sobre intoxicação por agrotóxicos agrícola em Cascavel já acendem um sinal de alerta. Entre 2012 a 2017, foram 150 casos: 98 deles, como principal causa de intoxicação, estão as situações ocorridas de forma acidental, relacionado à rotina de trabalho; e em segundo lugar estão as tentativas de suicídio, com 37 casos; e a terceira causa é por uso habitual, com 12 casos.

“Várias composições dos organofosforados, que fazem parte de um conjunto grande de agrotóxicos, elas fazem depressão do sistema nervoso central. O indivíduo vai deprimindo, e não vai entendendo o por quê disso”. Ouvindo as famílias onde houve tentativa de suicídio, a médica indica a repetição de casos em que os familiares não conseguem indicar motivação dos casos.

Neste cinco anos, o Paraná notificou 3.691 casos de intoxicação por agrotóxico agrícola, com 144 óbitos (3,9%), sendo 5 deles ocorridos na região de Cascavel, por suicídio. As informações são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), da Seção de Vigilância Epidemiológica (SCVGE) e da 10ª Regional de Saúde, com dados preliminares de 25 de abril de 2018.

Com esse levantamento na saúde, a conclusão da pesquisadora é de que o agrotóxico contamina e degrada o ar, o solo, a água, os lençóis freáticos e aquíferos, provoca danos à flora e à fauna, torna-se resistência à praga, também afeta o trabalhador, a família, aos que estão expostos diretamente, e toda a população. “Se as mortes evitáveis, essa situação é inaceitável”, contata a médica.

IMG_6928

O vereador de Cascavel Paulo Porto (PCdoB), também apresentou levantamentos relacionados ao índices de doenças que podem estar relacionados ao uso de venenos agrícolas. Em Serranópolis do Iguaçu, 31% dos óbitos da cidade em 2017 foram por tumores cancerígenos. Já em Missão, cerca de 27% da população está com histórico de maior ou menor grau relacionados a tumores cancerígenos, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES). Os dois municípios estão na região de Cascavel.

Um situação recorrente na região é a intoxicação de estudantes e professores de Escolas do Campo. Há três semanas, professores da Escola do Campo Aquiles Bilibio foram intoxicados por agrotóxicos. O veneno foi pulverizados a menos de três metros da instituição, conforme relatou o vereador, que denunciou o caso ao Ministério Público.

Em 2015, os poderes Legislativo e Executivo de Cascavel aprovaram a Lei 6.484, de autoria de Paulo Porto, que regulamenta o uso de agrotóxicos e proíbe sua utilização nas proximidades de escolas, Centros Municipais de Educação Infantil, núcleos residenciais e unidades de saúde.

Para o vereador, o alto consumo de agrotóxicos já ultrapassa o debate puramente ambiental. “É uma questão de saúde pública. Ou a gente sensibiliza a sociedade cascavelense e rompe o cerco midiático, que é financiado pelo agronegócio, ou não estamos enfrentando o problema”.

Para o futuro, umas das medidas sugeridas pelo vereador é a criação de um plano municipal de incentivo à agricultura familiar. De acordo com Porto, dos R$ 16.500 milhões gastos pelo município em merenda escolar, apenas R$ 2.500 milhões com agricultura familiar.

Contaminação da água

O Superintendente da Sanepar Renato Meyer Bueno, da gerência geral do Sudoeste, explicou que os casos de contaminação da água por agrotóxicos, que chegaram a interferir no abastecimento, foram por causas acidentais. De maneira geral, ele garante não haver prejuízo à qualidade da água.

Especialistas alertam para consequências do alto uso de agrotóxicos na região de Cascavel

“O veneno pode estar na água, mas a diluição é tão grande que não chega a ser necessário parar uma estação de tratamento”, explica. Dentro dos 30 anos de trabalho na Sanepar, ele garante que nunca identificou problemas em análises posterior ao tratamento com relação ao veneno agrícola. Mas faz uma alerta: “O maior cuidado que tem que ter é com o cidadão que aplica aquele veneno”.

“A preocupação que nós temos não é com aquilo que é comercializado no Brasil, mas talvez como o uso inadequado, a quantidade que está sendo usada por hectare. Isso sim é que pode causar um problema muito mais grave do que provocar um problema muito mais grave”, aponta.

Entre os agrotóxicos mais perigosos, na avaliação do engenheiro, está o 2.4D, que classifica como “inadequado e indevido”: “Esse é um produto que tinha que ser extirpado do mercado, ele leva a muita distância pela sua volatilidade. é um produto que, dentro da prática agrícola, eu considero inadequado e indevido.

IMG_6944

Ana Paula Mourão Simonetti, representante do Colegiado do Curso de Agronomia da FAG, defendeu a troca do termo a agrotóxico por defensivo agrícola. “Mas é claro que, apesar de defenderem a lavoura, eles são químicos, são sintéticos, não são naturais. Por isso eu não posso deixar como engenheira agrônoma que isso seja usado de uma maneira excessiva. Não é isso que eu estou defendendo”.

Texto e fotos: Ednubia Ghisi, jornalista do Senge/PR

FONTE: SENGE PR

 

 

Publicado em Notícias


Representantes das centrais sindicais e do Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram na tarde desta segunda-feira (12), em Curitiba, o Fórum de Liberdade Sindical. O objetivo é estabelecer um espaço, permanente, para que as entidades possam dialogar e avançar na efetivação de uma efetiva liberdade para atuação de sindicatos no Paraná. Cerca de 250 pessoas lotaram o auditório do MPT, entre dirigentes sindicais, presidentes de Centrais, advogados das assessoria jurídicas das entidades e integrantes do próprio Ministério.
O presidente do Senge, Carlos Bittencourt, esteve presente na cerimônia e enalteceu a ampla unidade entre diferentes categorias de trabalhadores, em consonância com o MPT. “Nosso esforço permanente, enquanto representantes dos trabalhadores, é fortalecer a ação conjunta das nossas entidades sindicais, sempre em diálogo com os órgãos que têm entre as suas atribuições a garantia da liberdade sindical, como é o caso do MPT. O ataque aos direitos já conquistados não tem precedentes na história do Brasil. Precisamos reagir com contundência”.

O procurador-geral do MPT no Brasil, Ronaldo Fleury, participou do lançamento e reforçou o compromisso da instituição, em âmbito federal, na defesa da liberdade sindical. Na avaliação do procurador, a retirada do custeio sindical é uma das faces mais perversas das práticas antissindicais impostas pela reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017. “O que tentaram fazer foi enfraquecer a liberdade sindical, tirando a sua forma de custeio”, garante, referindo-se às mudanças na contribuição sindical. Para Fleury, isso é consequência de uma reforma que desconsiderou os interesses dos trabalhadores: “Somente as propostas dos empresários foram acolhidas pela Câmara dos deputados”.

“Cabe ao MPT criar o espaço e dar os instrumentos para que este debate [da liberdade sindical] seja feito”, reafirmou, elogiando a iniciativa do Fórum.

O procurador do Trabalho Alberto Emiliano de Oliveira Neto, vice-coordenador nacional da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical (Conalis) do MPT e idealizador do Fórum, classificou a iniciativa como uma ação conjunta entre o Ministério e as entidades sindicais. Portanto, protagonizadas pelos dois atores. Oliveira Neto frisou a promoção da liberdade sindical como uma das atribuições constitucionais do MPT.

Na avaliação do procurador, além dos trabalhadores de maneira geral, “os sindicatos também são vítimas do desmonte dos direitos trabalhistas”. No entanto, reforçou a importância da criação e consolidação do Fórum, como fruto promissor de um amplo esforça de articulação e atuação conjunta. “Vocês estão fazendo a história do movimento sindical”.

Manifesto

As centrais sindicais também lançaram, durante o lançamento do fórum, o “Manifesto do Fórum Estadual em Defesa da Liberdade Sindical”, com três eixos centrais para pautar a atuação deste espaço de discussão: negociações coletivas, atos antissindicais e custeio das atividades.

O manifesto, que conta com 16 páginas em formato de cartilha, apresenta os principais desafios que o espaço terá que cumprir a partir dos três eixos definidos. Entre os temas destacados estão o mapeamento da antissindicalidade, a produção de um estudo científico sobre a natureza da liberdade sindical, a valorização do diálogo social e da negociação coletivo, a formação e a uniformização procedimental na questão do financiamento sindical.

O manifesto foi apresentado por Sandro Lunardi, professor de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e representantes das assessorias jurídicas das entidades sindicais. “O documento já nasce com muita força, com o registro do processo participativo, que teve protagonismo dos dirigentes sindicais, e envolvimento de assessores jurídicos, e atuação fundamental do Dieese”, explicou.

“Não queremos que este documento seja uma carta de boas intenções, mas que avançamos na institucionalidade e estabelecimento de consensos entre os atores sociais. Não é um documento final, mas sim um ponto de partida inicial, para que façamos sim o debate que o parlamento não fez, com participação ativa de quem são os maiores afetados, os trabalhadores”, defendeu Lunardi.

O manifesto traz duras críticas à Reforma Trabalhista sancionada por Michel Temer (MDB). “Na prática, o resultado do processo legislativo que culminou com a edição da Lei n.º 13.467/2017, suscitou numa maior fragmentação da representação sindical, via terceirização e pejotização, produziu a emergência de dispositivos legais que alijam e enfraquecem o poder sindical na mediação dos interesses da classe trabalhadora (exceto para reduzir ou suprimir direitos previstos em lei) ou no processo de negociação dos instrumentos coletivos em função da eliminação da ultratividade das normas coletivas, tudo isso somado à vulneração das finanças sindicais em razão da supressão abrupta da contribuição sindical obrigatória. Para os trabalhadores a reforma adquiriu feição de retrocesso social com a flexibilização e redução de direitos consolidados nas lutas sociais, mas também reconhecidos na doutrina, jurisprudência trabalhista e na CLT, além de uma arquitetada limitação de acesso ao sistema de Justiça Laboral com a inoculação de regras draconianas e limitadoras de acesso à justiça e de efetividade na entrega da tutela jurisdicional”, diz trecho do documento.

Representatividade

A mesa de abertura expressou a ampla unidade entre as Centrais sindicais. Regina Cruz, presidenta da Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (CUT) do Paraná, frisou o papel informativo e mobilizador da cartilha recém-lançada: “Precisamos levar essa cartilha e essa unidade para todo o Brasil, nesses tempos difíceis para o movimento sindical. A reforma trabalhista já foi aprovada e a da previdência que está estancada só até depois das eleições. Temos muito para enfrentar pela frente”.

Paulo Rossi, Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), expressou o anseio de superação dos ataques vindos do governo federal: “Que nós possamos ter uma luz dentro da nova legislação. Que nós possamos nos unir e derrubar toda a tentativa de retirada de direitos dos trabalhadores”

Para Sérgio Búdica, presidente estadual da Força Sindical, a atuação sindical tem sido fortemente tolhida pelos empregadores e pelo Estado: “Eu tenho sentido uma dificuldade grande do exercitar a liberdade sindical. Nós precisamos reconstruir a liberdade sindical, para que o trabalhador possa definitivamente defender o eu ele quer, e não o que ver o poder econômico”.

O presidente da Central de Sindicatos do Brasil, Cacá Pereira, pediu mais atuação do MPT nas causas dos trabalhadores: “Queremos que mais procuradores abracem essa causa, que não é pessoal, e sim coletiva”.

Mario Ferrari, presidente da Central de Trabalhadores do Brasil (CTB), falou sobre a ampliação da experiência do Fórum para outros estados: “A nossas expectativa é de servir de exemplo para a construção desse fórum em todos os estados da federação, constituindo-se em um grande movimento pela liberdade sindical, e baseado na unidade”.

 

Texto: Ednubia Ghisi (Senge-PR) e Gibran Mendes (CUT-PR)
Foto: Gibran Mendes (CUT-PR)

MPT e sindicatos lançam Fórum de Liberdade Sindical do Paraná

Publicado em Notícias

O Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná recebe nesta quarta-feira (29), das 9h às 12, a audiência pública “Água é um direito, não mercadoria”. A atividade é iniciativa da articulação paranaense do Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama), proposta pelos deputados Péricles de Mello (PT), Tadeu Veneri (PT) e Rasca Rodrigues (PV).

O evento terá como principais eixos de debate a contaminação da água por agrotóxicos, o impacto por megaprojetos e o risco de privatização. A intenção é colher subsídios e informações para pessoas e entidades interessadas no tema e avaliar possíveis encaminhamentos.

:: Clique aqui para acessar o evento no Facebook

O Senge-PR apoia a iniciativa e convida engenheiros e engenheiras a participarem também do debate, para fortalecer o controle social sobre este recurso natural imprescindível à vida humana.

O Fama

O Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama) vai ocorrer em março de 2018, em Brasília, em paralelo ao 8º Fórum Mundial da Água, com a intenção de se contrapor à lógica mercantilizada de exploração dos recursos hídricos, preponderante no evento oficial.

Lançado em junho desde ano, o Fórum é resultado da articulação entre entidades sindicais, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), e movimentos sociais, como dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos Atingidos por Barragens (MAB).

A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e sindicatos de engenheiros, entre eles o Senge Paraná, também integram a articulação.

O Fama vai ocorrer nos dias 17, 18 e 19 de março de 2018, na Universidade de Brasília (UnB), com expectativa de 5 mil trabalhadores, enquanto o 8° Fórum Mundial da Água será entre 18 a 23 do mesmo mês.

Fonte: Senge-PR

“Água é um direito, não mercadoria” é tema de audiência pública na Alep, nesta quarta-feira

Publicado em Notícias
Página 2 de 3