O Brasil tem vivenciado um momento de grandes incertezas com relação a gestão de seus recursos naturais. Desde a privatização dos campos do pré-sal, dos leilões de petróleo, até a possibilidade cada vez maior de exploração desordenada de nossas riquezas naturais como florestas e minérios. O governo de Jair Bolsonaro (PSL) não esconde a pretensão de flexibilizar a fiscalização do uso dessas riquezas.

Essas incertezas se ampliam quando o ministro da Economia Paulo Guedes afirma que quer vender tudo. “O presidente ganhou a eleição dizendo “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” e o Paulo Guedes dizendo que vai privatizar. Foi essa agenda que ganhou a eleição”, disse Guedes em 10 de março.

Por outro lado, o quadro segue indenido quando o presidente não deixa claro que política ele vai adotar para a Petrobras e outras areas: se adota o mercado livre ou o intervencionismo econômico. A postura ambigua fez a Bolsa de Valores cair para 90 mil pontos e o dólar disparar na última sexta-feira (17). Cenário que prossegue nessa semana.

“O pessoal reclama do preço da gasolina, R$ 5. E me culpam, atiram para cima de mim o tempo todo. Olha, o preço do combustível é feito lá pela Petrobras, que tem a sua política de preços. Leva-se em conta o preço do barril de petróleo lá fora, bem como a variação do dólar”, comenta o presidente.

É diante desse cenário que a Sociedade Brasileiro de Geologia, o Grupo PET-Geologia e o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (SengePR) promovem debate a respeito do “Uso dos Recursos naturais do Brasil: história, soberania e desenvolvimento”.

O encontro reúne três renomados especialistas para debater quais são os rumos do país nessa área. São eles a economista Ceci Juruá, que tem artigos e documentos técnicos publicados em revistas técnicas e jornais e realiza periodicamente palestras e conferências sobre a conjuntura econômica, e política brasileira e outros temas de sua especialidade, o engenheiro Saturnino Braga, que foi senador pelo Rio de Janeiro em 1975-1985 e 1999-2007, e Guilherme Estrella, que ficou conhecido nacionalmente como o “pai do pré-sal”.

O evento está marcado para o dia 21 de maio, às 19 horas, no Teatro da Reitoria. A entrada é franca.

Debate na UFPR discute os rumos dos recursos naturais do Brasil

 
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Ratinho Júnior deveria se preocupar em levar a educação ao primeiro mundo e melhorar o IDH com ajuda da internet

Por Leandro José Grassmann*

O governador Ratinho Júnior (PSD) afirmou, em entrevista a um jornal do estado, que a Copel Telecom não fornece serviços de necessidade básica à população e não tem função social. Afirmou ainda que a Copel Telecom atende somente o setor privado. “Não tem porque a gente manter esse ativo sendo que está faltando dinheiro para outras áreas. É uma bobagem”. O discurso do governador tem sido utilizado como justificativa para privatizar a empresa que lidera o ranking de satisfação de clientes da Anatel e tem potencial para se tornar uma das maiores empresas do setor, beneficiando os paranaenses, seus “maiores acionistas”.
Aparentemente, o governador desconhece a realidade das empresas do Grupo Copel e até mesmo das Secretarias do próprio Governo Estadual. A Copel Telecom tem papel estratégico no desenvolvimento do estado. Nesse artigo, vou apontar apenas a relação da empresa e sua responsabilidade social com a educação e com os 339 municípios. Em uma era cada vez mais tecnológica, poder ofertar aos estudantes conhecimento de forma ágil, interativa e abaixo custo para o estado deve ser a prioridade número um de quem fala em modernizar a gestão pública. Bem como melhorar o desenvolvimento das cidades encurtando as distâncias por meio da conexão de interesse público.

Vamos aos fatos. A Copel Telecom, empresa que nasceu como um Departamento da Copel há mais de 40 anos, atende necessidades de telecomunicações da própria Copel, da Sanepar e do Governo do Estado do Paraná. Estas Partes Relacionadas repassaram aproximadamente R$ 20 milhões pela remuneração dos serviços prestados. Os dados estão disponíveis no balanço da Copel Telecom. De acordo com a Celepar, os números de março de 2019 mostram que a Copel Telecom fornece 167 acessos da Rede de Alta Velocidade e 3352 acessos de banda larga aos órgãos do Governo Estadual. Ou seja, eficiência e excelência que o governador pode estar sendo induzido a entregar às empresas privadas. Agora pare e pense. É certo os paranaenses abrirem mão de uma empresa líder no ranking nacional para ser vendida, por exemplo TIM, Claro, Vivo e OI que são empresas de telecomunicações e lideram o ranking de reclamações do Procon em 2017 e 2018?

Responsabilidade com os municípios e educação
Na questão de responsabilidade social na educação, vale destacar que, em parceria com Governo do Estado do Paraná, através da Secretaria de Educação, Celepar, Instituto Fundepar, a Copel Telecom promove acesso à internet e redes de comunicação de dados a municípios e Escolas Estaduais. São 2205 Escolas Estaduais conectadas, de acordo com a Celepar.

Acredito que com o trabalho dos colaboradores da Copel Telecom, o governador deveria estar empenhado e ampliar o “Programa Paraná Digital” que promove apoio aos professores para a utilização de recursos feitos pelos assessores técnico-pedagógicos das Coordenações Regionais de Tecnologia na Educação (CRTEs), localizadas em cada Núcleo Regional de Educação. Não há como discordar da ex-secretária de educação, Yvelise Arco-Verde, em 2008, quando ela disse que “além de um importante instrumento de inclusão digital, a implantação de laboratórios de informática, com acesso à internet em todas as escolas estaduais, traz possibilidades inovadoras na sala de aula. O Paraná Digital é hoje o maior programa nacional de informatização escolar”.

Para concluir no tema educação, considero que a Copel Telecom tem papel central no desenvolvimento do Paraná, seja levando banda larga aos consumidores, seja prestando serviços mais baratos ao governo e ao desenvolvimento social, destaco o “Projeto Internet sem Bullying”, uma verdadeira parceria público privada que envolve sociedade e poder público sem abrir mão de recursos ou ativos do povo. Nesse programa, realizado com o Instituto Abrace Programas Preventivos, se busca reduzir e prevenir a prática do cyberbullying, orientar famílias e promover o uso ético da internet. “Prevenir, orientar e ajudar as pessoas a identificarem esse problema, é uma forma que encontramos de tornar a internet um espaço que respeita a diversidade, as diferenças e a convivência das pessoas”, afirmou o ex-diretor da Copel Telecom, Adir Hannouche, à época do lançamento do projeto.

Com relação as cidades, tenho que destacar o papel estratégico que a Copel Telecom pode exercer no desenvolvimento do estado. O “Rede 399 – Internet para Todos” corre riscos com a possível privatização. Esse programa tem como objetivo estimular a instalação de internet banda larga em todos os municípios do Paraná. Por meio de incentivos, como a isenção de impostos e financiamentos a juros baixos, o governo pretendia incentivar a modernização da gestão pública nas prefeituras e levar internet de qualidade à maior parte dos cidadãos. A Copel Telecom forneceu os acessos. Os provedores tiveram redução de 95% no ICMS, além de financiamento pelo Fomento Paraná, com juros abaixo de mercado. Já as Prefeituras puderam utilizar recursos do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul).

Da nossa parte, parece pouco estratégico ou avançado que o governador do Paraná considere avanço entregar a iniciativa privada a “joia da coroa”. O grupo Copel (Copel Telecom inclusa) teve geração de caixa (EBITDA) de R$ 3,143 bilhões. Teve um lucro líquido de R$ 1,444 bilhões. O lucro em 2018 foi 29% maior do que em 2017. As empresas do grupo Copel investiram R$ 2,569 bilhões em 2018. Valor praticamente igual ao investido em 2017 (R$ 2,508 bilhões). A receita operacional bruta de todas as empresas do grupo em 2018 foi de R$ 23,725 bilhões. Desta receita, a Copel Telecom foi responsável por R$ 584 milhões. Os investimentos na Copel Telecom em 2018 totalizaram R$ 309,4 milhões.

Riscos e retrocessos
Diante dessas informações, torna-se impossível entender as declarações do governador Ratinho Júnior. Esta suficientemente claro que a Copel Telecom tem função social e beneficia milhões de pessoas no Paraná inteiro. Também não é possível aceitar a declaração de que a Copel presta serviço somente para empresas privadas. Pelo contrário, a empresa tem papel central no desenvolvimento do estado.

Por outro lado, caso a Copel Telecom seja privatizada, a população será diretamente afetada. Quem ocupará o lugar da empresa no provimento de serviços às Escolas e Municípios? Impossível pensar na manutenção da qualidade dos serviços prestados.

Se pergunta também como ficam os serviços prestados pela Copel Telecom para a própria Copel? O provimento de serviços confiáveis é fundamental para a manutenção e operação de Centros de Operação do Sistema Elétrico. Uma falha e as operações remotas de milhares de chaves deixam de funcionar. O Sistema Elétrico fica sem gerência. A confiabilidade do serviço de comunicação também é peça chave para a automação e integração de inteligência na operação de redes de energia. Medição de consumo, bilhetagem e cobrança eletrônica, corte e religação remota de consumidores. Funções importantes na automação de redes (peças chave na implementação de smart grid) e para a redução de custos da Companhia de Distribuição e que podem estar sendo comprometidas no caso de venda da Copel Telecom.

Afirmar que pretende vender a Copel Telecom porque utiliza recursos que “estão faltando para outras áreas” também não parece correto. A Copel investiu R$ 2,569 bilhões em 2018. Destes, somente R$309,4 milhões foram para a Copel Telecom (cerca de 12% do total). Ademais, as empresas do Grupo Copel tem apresentado lucros crescentes, números de fazer inveja em muitas empresas privadas.

E então, Governador? Agora que os fatos estão postos, não cabe reavaliar suas declarações?

* Leandro José Grassmann | Engenheiro da Copel e vice-presidente do SengePR

Foto: Divulgação Senge-PR
Venda da Copel Telecom pode desconectar escolas estaduais e municípios
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Representantes das categorias apresentam a pauta comum de reivindicação ao secretário Reinhold Stephanes. Nova reunião está marcada para dia 25 de abril.

Secretário de Administração avalia a pauta dos servidores estaduais. Foto: Fotos: Marcio Mittelbach

Secretário de Administração avalia a pauta dos servidores estaduais. Foto: Fotos: Marcio Mittelbach

Na manhã desta quinta-feira (28), representantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES) estiveram na Secretaria de Administração e Previdência do Estado (Seap). O encontro com o secretário da pasta, Reinhold Stephanes, tratou da pauta emergencial das categorias que compõem o quadro de trabalhadores do Poder Executivo. O Senge-PR foi representando pelo seu presidente, Carlos Bittencourt. Confira o relato sobre cada um dos temas tratados durante a reunião.

1. Data-base
O tema é central da pauta, pois há três anos o funcionalismo público está com os salários congelados. “É preciso lembrar que esse é um tema extremamente delicado. Além de mexer com o bolso das categorias que menos recebem no Estado, nós tivemos e estamos tendo um silenciamento do governo diante do tema. Isso gera insatisfação. Precisamos de uma resposta, pois maio está ai”, evidenciou a coordenadora do FES, professora Marlei Fernandes de Carvalho ao relembrar que, conforme determina a lei da data-base, maio é tradicionalmente o mês onde o reajuste é aplicado.

O FES apresentou os estudos atualizados que comprovam a capacidade financeira do Estado e solicitou o pagamento dos 11,53% atrasados mais a previsão de 4,22% (referente a previsão sobre o acumulado da inflação referente ao último ano). Uma dívida que totalizará algo muito perto dos 16,24%.

O secretário concordou que a data-base atrasada é uma situação emergencial, adiantou que o governo reconhece o impacto negativo do calote dos governos anteriores (Cida e Richa) e que levará ao governador a reivindicação do reajuste.

Além do pagamento do reajuste, já estipulado pela lei, o grupo cobrou a aplicação do mínimo regional aos(as) servidores(as) que hoje recebem a baixo deste valor. O presidente da APP, professor Hermes Leão, ressaltou que, para a educação a medida atinge uma parcela dos(as) agentes educacionais I, que desde fevereiro estão recebendo cerca de R$ 200 a menos que o piso salarial do Paraná.

2. Previdência
O Fórum solicitou mais transparência e participação nos debates sobre a ParanáPrevidência. Um decreto que instaura uma comissão na ParanaPrevidência que assegura nossa participação e, soubemos há pouco, que o grupo foi instaurada debater as formas de custeio do nosso fundo. Não temos interesse no déficit, queremos debater e chegar a soluções possíveis e sustentáveis, por isso nossa reivindicação é que possamos participar conjuntamente”, reforçou Marlei. O secretário informou que também irá incluir um representante do FES para participar em um outro grupo do governo que estuda as formas de custeio de um novo plano complementar da ParanáPrevidência.

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Foto: Marcio Mittelbach

3. Práticas antissindicais
Um parecer da PGE [Procuradoria Geral do Estado] assegura aos dirigentes nenhuma perda ou impedimento profissional da prática sindical. No entanto, o Parecer 030/2018 tira dos dirigentes sindicais alguns direitos de carreira, como por exemplo, as licenças especiais e as gratificações. O secretário Stephanes disse que irá conversar com conversar com a Procuradoria e que, na próxima reunião com o FES, trará uma posição sobre o assunto.

O secretário também foi questionado sobre a compensação imposta no feriado de carnaval.  O Governo do Paraná publicou, no Diário Oficial do dia 22 de fevereiro, a Circular nº 01/2019, acerca da compensação de horas não trabalhadas em virtude das festividades de Carnaval. Em primeiro de março, o Senge encaminhou ofício em que cobra explicações: “Os servidores públicos estavam impedidos de trabalhar nos dias 4, 5 e 6 de março – seja em todo o período, seja em parte dele – mostrando-se inviável que se exija deles a compensação das horas não trabalhadas por conta de redução do expediente”.

4. Perícias médicas
Nessa parte da reunião, os sindicalistas trouxeram vários relatos e documentos que comprovam situações desumanas referentes ao tratamento no sistema saúde ofertado pelo Estado. O secretário ouviu e leu os documentos e acrescentou que nada justifica o “tratamento desumanizado e o desrespeito com os servidores”. A Sefa afirmou que já tem conhecimento de situações como a falta de peritos no interior do Estado, das reclamações sobre o atendimento e sobre a falta de política de prevenção ao adoecimento e que irá trazer respostas sobre esses casos. O FES salientou que a situação é crítica e que o Estado precisa arcar com as despesas de deslocamento quando solicita que alguém faça a perícia em outra cidade que não a sua. O secretário concordou com todas as argumentações e disse também ter pressa para resolver a questão.

5. Contratações número de trabalhadores
O FES foi categórico ao afirmar que há um déficit no número de trabalhadores que atendem à população nas áreas de saúde, segurança, educação e meio ambiente. O grupo se propôs, a exemplos de anos anteriores, a criar um grupo de trabalho para analisar os afastamentos dos últimos quatro anos. O secretário afirmou que para alguns setores do governo (Seap, Controladoria e Planejamento) estão previstos novas contratações por concurso público e que, para as Universidades Estaduais, que a Secretaria pretende, até julho, formar um diagnóstico sobre a necessidade de novos profissionais.

Nova reunião
Uma nova reunião entre o Secretário e o FES está marcada para o dia dia 25 de abril (quinta-feira) às 10h.

 

Fonte: Senge-PR

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O vice-presidente do Senge-PR, Leandro Grassmann, e o diretor financeiro do Senge-PR, Cícero Martins Junior, se reuniram com o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.

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Da esquerda para a direita: Cícero Martins Junior, Leandro Grassmann, Daniel Pimentel Slaviero, e Ana Letícia Feller

Nesta sexta-feira (15), o diretor vice-presidente do Senge-PR, Leandro Grassmann, e o diretor financeiro do Senge-PR, Cícero Martins Junior, se reuniram com o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, e com a diretora de Gestão Empresarial, Ana Letícia Feller.

A visita institucional teve o objetivo de apresentar o Senge-PR e seus diretores para o novo presidente da companhia, e reforçar o desejo do Sindicato de manter um canal de diálogo e negociação aberto com a Alta Direção da Copel.

Integrantes do quadro funcional da Copel, os diretores se colocaram à disposição para colaborar com a construção de uma empresa inovadora, sólida e sustentável, juntamente com os profissionais do corpo técnico: “o histórico da Copel demonstra claramente a importante participação da Engenharia, através da inovação e da realização de empreendimentos arrojados. Certamente os desafios à frente serão imensos, mas temos certeza de que o corpo técnico desta renomada Companhia tem plenas condições de assumir a responsabilidade de manter a Copel na vanguarda”, declarou Grassmann.

Martins Junior também citou a importância da Engenharia na resolução de problemas complexos: “a atividade de Engenharia é realizada através da capacidade de modelar elementos presentes na realidade, simular cenários e escolher a melhor alternativa do ponto de vista financeiro, que atenda minimamente os critérios técnicos. É imprescindível que haja mais participação destes profissionais nas decisões estratégicas”.

 
Fonte: Senge-PR
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O Sindicato dos Engenheiros do Paraná se manifesta contrário à privatização da Copel Telecom e da Compagas, e à venda de ativos da Copel e da Sanepar, sinalizadas pelo governador eleito do Paraná, Ratinho Junior (PSD). A declaração fez parte de entrevista concedida ao jornal Valor Econômico, nesta quarta-feira (28), durante uma viagem do futuro governador a Nova York, nos Estados Unidos.

No caso da Copel Telecom, a justificativa para a venda seria dar mais agilidade e competitividade à empresa. Os números da Telecom, no entanto, comprovam um alto índice de rentabilidade e eficiência no serviço, inclusive com crescimento acima da média do setor no Paraná. Em 2017, o número de novos assinantes dos serviços de banda larga cresceu 11,3%, comparado a 2016. Já a Copel Telecom cresceu 34% com relação ao número de assinantes.

Em um setor com altas taxas de reclamação por parte dos usuários, a adesão de mais clientes ao serviço da Copel Telecom é resultado direto da qualidade oferecida pela empresa pública. A empresa atua com tecnologia 100% em fibra óptica e foi reconhecida com a internet mais veloz, segundo o portal Minha Conexão, e como a melhor operadora de banda larga fixa no Paraná, conforme levantamento feito pela Anatel em abril de 2017. Outros prêmios que comprovam o equívoco na análise do futuro governador é o destaque no Anuário Telecom – por quatro anos consecutivos -, como uma das 10 empresas com maior crescimento de receita, e o Anuário Telesintese pelos projetos de inovação.

A Receita Operacional Líquida teve acréscimo de R$ 57,2 milhões em 2017, 17,7% a mais do que em 2016. O lucro líquido atingiu R$ 54,1 milhões no último ano, com projeção de expandir a base de clientes para melhores resultados nos próximos anos. Estes e outros dados estão disponíveis no balanço anual de 2017.

A Copel Telecom começou como um departamento da Companhia, na década de 1970, e ganha a estatura que tem hoje graças ao investimento público em pesquisa e inovação tecnológica, operada por um corpo de funcionários com qualidade profissional para atingir tais resultados. Privatizar este patrimônio é abrir mão de mais de quatro décadas de trabalho, quando o investimento passa a gerar serviços de qualidade e receita para o Estado.

No caso da Compagas, responsável pela distribuição de gás natural no Paraná, os números também são de uma empresa sustentável e em expansão. Em 2017, o número de clientes cresceu 10%, chegando a 39 mil consumidores, com lucro líquido de R$ 65,6 milhões no ano.

Para expandir a sua rede de distribuição, a Companhia investiu cerca de R$ 14,41 milhões em 2017, conforme apresentado no relatório anual da empresa.

Ainda no ano passado, por meio do Governo do Paraná e da Copel, a empresa assinou um protocolo de intenções com a transnacional norte-americana Shell do Brasil para a criação de um plano de expansão da oferta do combustível no estado – o “Plano Estratégico de Gás Natural para o Estado do Paraná”. Na ocasião da assinatura, o Senge criticou o acordo, apontando o risco da apropriação dos investimentos e da infraestrutura pública por interesses do capital privados. A sinalização de Ratinho Junior para a privatização da Companhia confirma esta tendência e acelera a entrega do patrimônio e dos investimentos públicos já realizados.

O Senge-PR defende a continuidade do investimento público em inovação tecnológica e na oferta de serviços básicos de qualidade para os paranaenses. Esperamos que haja ampla abertura e diálogo por parte do futuro governador do Estado acerca de assunto de tamanho impacto para o desenvolvimento do Paraná.

Fonte: Senge-PR

Nota do Senge-PR contra a venda da Copel Telecom e da Compagas

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Apuração dos resultados foi adiada em razão da mudança do calendário de assembleias na região de Londrina e Maringá.

Resultado das assembleias da Copel será conhecido nesta quarta-feira

A apuração dos resultados das assembleias de avaliação da proposta da Copel para o ACT 18/19, que estava prevista para esta segunda (22), foi adiada para quarta-feira (24), às 14h, no Km 3, em Curitiba.

A mudança se deu em razão das fortes chuvas na região de Londrina e Maringá, que levaram o Coletivo Sindical de Empregados da Copel (Senge-PR, Sindel, Sinel, Steem, Stiecp, Sindenel, Sindelpar, Sintec-PR, Sindespar, Siemcel, Sintespar e Sindasp) a alterar o calendário de suas assembleias.

Para garantir que todos os copelianos e copelianas consigam votar, o Coletivo terá urnas fixas disponíveis nesta terça-feira (23) o dia todo, na Sede do Sindel, em Londrina, e na Agência Apucarana (com a Silvane). Os engenheiros que ainda não votaram podem depositar seus votos nestas localidades.

Fonte: Senge PR
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Na pauta está a apreciação e deliberações sobre as alterações da minuta Lactec para o ACT 2018/2019.

Senge PR convoca trabalhadores do Lactec para Assembleia Geral Extraordinária

O Senge-PR e demais sindicatos convocam todos os profissionais representados pela entidade, associados ou não, empregados no Lactec, para comparecerem a Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada no dia 22 de outubro, às 11h, no salão das Araucárias, no prédio sede do LACTEC, localizado na Av. Prefeito Lothário Meissner, nº1 – Jardim Botânico, Curitiba – PR.

:: Confira o edital de convocação na íntegra

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Os representantes legais dos sindicatos abaixo arrolados convocam todos os profissionais empregados no Lactec para comparecer à Assembleia Geral Extraordinária da categoria, a ser realizada no dia 22 de outubro de 2018, às 11h, no salão das Araucárias, no prédio sede do LACTEC, localizado na Av. Prefeito Lothário Meissner, nº1 – Jardim Botânico, Curitiba – PR, 80210-170.

A AGE tem a seguinte ordem do dia:

Apreciação e deliberações sobre as alterações da minuta Lactec para o ACT 2018/2019 e demais temas de interesse dos representados.

A presente Assembleia Geral permanecerá aberta em quantas sessões forem necessárias, até a conclusão das negociações.

Curitiba, 18 de outubro de 2018.

Carlos Roberto Bittencourt – Diretor-Presidente do SENGE-PR

Ivo Petry Sobrinho – Coordenador Geral do SINDASPP

Solomar Pereira Rockmbach – Diretor-Presidente do SINTEC

 

Fonte: Senge PR

 
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As iniciativas foram mobilizadas pelo FES, e contaram com a participação do Senge-PR, representado pelo presidente da entidade, Carlos Roberto Bittencourt.

Esta terça-feira (7) foi de mobilizações dos servidores públicos estaduais pelo pagamento da data-base e contra a proposta de nova alteração da Previdência via Projeto de Lei enviado pelo governo à Assembleia Legislativa. As iniciativas foram mobilizadas pelo Fórum das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos do Paraná (FES), e contaram com a participação do Senge-PR, representado pelo presidente da entidade, Carlos Roberto Bittencourt.

:: Confira aqui todas as fotos

Servidores retomam pressão sobre governo e Alep pela data-base e em defesa da Paranaprevidência

Presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, se soma a servidores de outras categorias em mobilização na sessão da Alep (Foto: Ednubia Ghisi)

Pela manhã, integrantes do FES participaram de reunião com o secretário do Trabalho do Paraná, Paulo Rossi, indicado pela governadora Cida Borghetti para ser o interlocutor do governo nas negociações com os trabalhadores. Os representantes dos servidores exigiram do secretário o pagamento da dívida da data-base. Devido ao calote do ex-governador Beto Richa (PSDB), que não pagou a reposição da inflação desde 2016, a defasagem atual no salário dos(as) servidores(as) é de 11,53%.

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Reunião do FES com representante do governo (Foto: Camila Matta)

Estudos orçamentários do FES já provaram que o governo tem dinheiro e condições para pagar, ainda este ano, no mínimo a reposição da inflação do último período, calculada em 2,76%. Novos estudos mostrando o crescimento da receita do Estado foram apresentados ao secretário para que a governadora devolva aos deputados o projeto de lei que trata do assunto.

Outra reivindicação é a correção do salário dos funcionários que recebiam abaixo do mínimo regional. O governo está pagando o valor do mínimo de 2017. A complementação salarial para estes trabalhadores era uma luta antiga dos sindicatos e foi implantada em junho deste ano, beneficiando cerca de seis mil pessoas.

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(Foto: Ednubia Ghisi)

Na parte da tarde a mobilização foi na Assembleia Legislativa. O presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, participou a entrega da pauta de reivindicações a cada um dos deputados, junto de representantes de outras categorias.

Além de cobrar a implementação da data-base, as entidades sindicais questionam um novo Projeto de Lei do governo prevendo alteração na Paranaprevidência. De acordo com as informações, o texto anistia uma dívida do Estado estimada em R$ 400 milhões. O valor seria resultado do não pagamento da contribuição do governo desde 2015. A categoria defende seu direito de participar da discussão e exige tempo para apresentar estudos e contraposição.

 

FONTE: SENGE-PR

 

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Documento é assinado pelo presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, e argumenta sobre a inconstitucionalidade e os riscos representados pela MP.

Senge-PR envia carta a parlamentares para cobrar apoio contra a MP do Saneamento

Na sexta-feira, dia 3/08, o Senge-PR intensificou seus esforços contra a Medida Provisória do Saneamento (MP 844/2018) e enviou aos deputados estaduaisdeputados federais e senadores que representam o Paraná uma carta, solicitando que os parlamentares se oponham à Medida. O documento foi despachado para os gabinetes dos parlamentares, e também encaminhado para seus os e-mails.

Assinada pelo presidente do Sindicato, Carlos Roberto Bittencourt, a carta inclui um manifesto elaborado por diversas entidades representantes do setor de saneamento e da engenharia, e argumenta sobre a inconstitucionalidade e os riscos representados pela Medida.

A MP 844/2018 foi assinada pelo presidente Michel Temer no dia 6 de julho, e aguarda a instalação de uma comissão mista para analisar sua redação, o que deve acontecer até o dia 20 de setembro. Depois, o relatório aprovado segue para votação na Câmara dos Deputados e no Senado.

Em ato realizado na terça-feira, 31 de julho, Dia Nacional contra a Medida Provisória do Saneamento, Bittencourt defendeu o saneamento público, universal e de qualidade, e chamou a atenção para a falta de legitimidade que o governo Temer tem para, às vésperas da eleição, impor uma MP: “não é do interesse do governo debater este assunto”, afirmou.

Para Bittencourt, a carta formaliza para os parlamentares a posição das entidades, e deixa clara a resistência do Senge-PR aos desmontes promovidos pelo governo Temer: “precisamos parar esta MP, e o apoio dos parlamentares é fundamental para que não haja o desmonte do saneamento no Brasil. Caso entre em vigor, esta Medida fragiliza mais de 5 mil municípios brasileiro, e atinge diretamente a população de baixa renda”.

 

FONTE: SENGE PR 

 

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A oficina será realizada no auditório do Senge, das 9h às 18h, neste sábado (28)

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Desde 2016, o Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC) tem discutido a proposta de Lei de Zoneamento de Curitiba. Contudo, a discussão dessa importante lei que define como será o desenvolvimento de determinadas áreas da cidade não pode ficar apenas entre técnicos (ou empresários, como denúncias recentes revelam).

Ela deve ser também discutida por quem vive a cidade, a partir de um processo de planejamento participativo, afinal, alterações que definem como, quando e onde construir ou, ainda, a criação de zonas especiais de interesse social que visam a habitação popular são de interesse de toda a população.

É por isso que a Frente Mobiliza Curitiba, uma articulação de movimentos, entidades e organizações que debatem o direito à cidade, realiza no dia 28 de julho a ‘Oficina Refletir e Agir: Propostas para um novo Zoneamento’. A atividade tem como proposta trazer mais elementos para o entendimento dessa lei e, a partir disso, criar estratégias para o enfrentamento a um processo nada amplo ou participativo, com a geração de propostas que garantam uma Lei de Zoneamento voltada aos interesses da população, e não apenas ao mercado imobiliário.

A oficina será realizada no Sindicato dos Engenheiros do Paraná, das 9h às 18h do dia 28 de julho.

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:: Inscrições podem ser feitas aqui

 

FONTE: SENGE PR / Escrito por Frente Mobiliza Curitiba

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