Após um longo embate judicial, que durou mais de três anos em diversas instâncias da Justiça, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) conseguiu garantir o cumprimento da Lei do Salário Mínimo Profissional (SMP) para os engenheiros que trabalham na Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB).

Na oportunidade, o Sindicato entrou com uma ação coletiva em nome de todos os profissionais regulamentados pelo Sistema Confea/Crea na busca do reconhecimento do direito ao piso salarial, fixado em 8,5 salários mínimos. Durante o processo, a CERB entrou com diversos recursos, mas nenhum deles conseguiu evitar o cumprimento do Salário Mínimo Profissional. No entanto, o item não foi contemplado para os profissionais de Geologia, conforme tinha sido pedido na ação do Sindicato, por entender que os mesmos fazem parte do Sistema Confea/Crea e também devem ser inclusos na lei.

Como o caso já foi julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado do Senge, Pedro Ferreira, esclarece que “a empresa já adotou na folha salarial do mês de março o Salário Mínimo Profissional, cumprindo a obrigação de fazer valer a legislação. Ainda está em cálculo a obrigação de pagar a diferença salarial retroativa dos últimos cinco anos”. 

Para o presidente do Senge Bahia, engenheiro civil Ubiratan Félix dos Santos, a conquista demonstra a importância de continuar lutando pelos direitos da classe no estado. “O Sindicato reafirma os seus compromissos com os engenheiros de todas modalidades, além dos geólogos e agrônomos. O cumprimento da lei do Salário Mínimo Profissional é uma das frentes da nossa entidade. No caso da CERB, vamos continuar na busca da equiparação para os profissionais de Geologia e para correção da implantação distorcida da decisão judicial”, completou.

Fonte: Ascom Crea-BA

Senge-BA vence na Justiça e empresa vai cumprir Salário Mínimo Profissional

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Sexta, 11 Janeiro 2019 15:06

Senge-BA promove feijoada dos engenheiros

O Senge-BA oferece no dia 02 de fevereiro sua tradicional feijoada para Engenheiros e Engenheiras associados/as e suas famílias. O evento será na sede do sindicato (Rua Alexandre de Gusmão, 4 – Rio Vermelho) a partir das 14h.

Como sempre, a feijoada será por conta do Senge e as bebidas comercializadas a preço de custo. Para participar, é necessário estar em situação regular com a entidade e confirmar presença até o dia 30 de janeiro através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Em caso de dúvidas, entre em contato pelo telefone no número (71) 3335-0157.

Senge-BA promove feijoada dos engenheiros

 

Fonte: Senge-BA

 

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O Sindicato dos Engenheiros da Bahia, em parceria com a Apub – Sindicato dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia – promoveu, no dia 28/11, um debate sobre a avaliação das últimas eleições brasileiras e quais as perspectivas para a classe trabalhadora e os movimentos sociais com o professor José Sérgio Gabrielli. Assista aqui: https://bit.ly/2SeCFu2

SOS Brasil Soberano: Senge-BA promove debate com o professor Sérgio Gabrielli

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Quinta, 22 Novembro 2018 13:41

Debate “Petrobras do Povo Brasileiro”

Debate “Petrobras do Povo Brasileiro”

O diretor do Senge-BA, Allan Hayama participa da mesa de debate “Petrobras do Povo Brasileiro”, que acontece no dia 23 de novembro, às 14h, na Escola de Dança da UFBA (Campus de Ondina).

 

Fonte: Senge Bahia

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A defesa do Brasil como um país democrático, soberano, com o desenvolvimento pautado pelas necessidades de seu povo, e o papel dos recursos energéticos e das tecnologias para que isso aconteça deram a tônica da palestra "A Política de Energia Nuclear Brasileira e a Soberania Nacional", que aconteceu ontem (25), no Auditório Leopoldo Amaral, Escola Politécnica da UFBA. O expositor foi o Engenheiro Naval e Almirante reformado da Marinha Othon Luiz Pinheiro da Silva, principal expoente do programa nuclear brasileiro.

O evento, que reuniu cerca de 250 participantes, é parte do projeto SOS Brasil Soberano, uma inciativa idealizada pela Federação de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e pelo Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ) que tem no Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) uma representação aqui no Estado. Além do Senge-BA, o Sindicato dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (Apub Sindicato) foi promotora da palestra, que ainda teve como apoiadores o Sindicatos dos petroleiros da Bahia (Sindipetro Bahia) e Sindicato dos Arquitetos da Bahia (Sinarq).

Abertura

Compuseram a mesa de abertura o vice-presidente da Apub Sindicato, professor Ricardo Carvalho, o Pró-reitor de graduação da Universidade Federal da Bahia, professor Penildon Silva, a Diretora da Escola Politécnica da UFBA, professora Tatiana Dumêt, o Geólogo Manoel Barreto, representando da Fisenge, a deputada estadual Maria Del Carmen e o presidente do Senge-BA, Engenheiro Civil Ubiratan Félix. As falas exaltaram a urgência de debater e estruturar um projeto de desenvolvimento não apenas soberano, mas inclusivo, através do investimento na universidade pública, na ciência e na tecnologia. O engenheiro Ubiratan Félix enfatizou que o projeto SOS Brasil Soberano é uma construção das entidades e engenharia para a sociedade brasileira, pois não será possível haver desenvolvimento sem a engenharia e vice-versa. "A construção de uma universidade pública capaz de entregar ciência, inovação e pesquisa só é possível em um país soberano", disse. Criticou ainda a entrega do Pré-Sal e do setor mineral, a destruição da política autônoma de defesa nacional, além da destruição do parque tecnológico e das empresas de engenharia. Apontou, por fim que a relativização do processo legal e garantias individuais com o objetivo de combater a corrupção, na realidade cria um clima de instabilidade provocando estagnação econômica e caos social. O professor Ricardo Carvalho ponderou sobre o trabalho docente na universidade, questionando para quais empregos os alunos e alunas de engenharia estavam sendo formados/as: "estamos, na sala de aula, com esse problema. Aonde vai trabalhar a mão de obra que nós estamos formando e quais as oportunidades que eles terão? Ou nossos cérebros serão gentilmente convidados a se transferirem para os centros mundiais?". Falou também sobre a importância do momento atual, que julga decisivo para a construção de um projeto para o Brasil: "retomar a soberania se confunde com democracia e também com desenvolvimento, porque também nós não teremos paz social se a concentração de renda continuar da forma como está no país.

Encerrada a mesa, a coordenação ficou com o diretor do Senge-BA, Engenheiro de Produção Allan Hayama e o diretor licenciado do Sindipetro-BA Radiovaldo Costa, que passaram a palavra ao palestrante.

Tecnologia própria é independência

Numa fala ao mesmo tempo instrutiva e emocionada Othon Pinheiro iniciou explicando porque prefere ser chamando de "engenheiro": a patente de Almirante, não deve ser usada na vida civil. Ele recordou sua cerimônia de aposentadoria da Marinha brasileira, em agosto de 1994, reafirmando o que havia dito naquela ocasião: "como cidadão eu tinha três paixões: o Brasil, a Marinha e a Engenharia: eu me despeço da minha segunda paixão, que é a Marinha; da minha terceira paixão, que é a engenharia, eu só vou me despedir quando meu cérebro parar de trabalhar; e da minha primeira paixão que é o Brasil, nunca: eu espero ser enterrado nessa terra".

Apontando o slogan "Brasil: tecnologia é a própria independência", o engenheiro destacou que sem investimento em tecnologia e inovação "não há esperança para esse país". Tampouco haveria capacidade de se desenvolver como uma nação soberana, que ele definiu como aquela onde o povo pode decidir seu próprio destino. Para ele, achar que um país que pode viver importando tecnologia de outros, é como achar que uma pessoa pode sobreviver apenas com transfusão de sangue, sem produzir o próprio: "É fundamental que o país desenvolva sua mentalidade científica, sem isso ele não tem futuro".

O papel da mídia

Durante a palestra, o engenheiro fez também um alerta aos ricos que o monopólio midiático pode representar ao privilegiar narrativas que reforcem e justifiquem o 'entreguismo', as privatizações e um papel subalterno para o Brasil no cenário mundial. "Para reconstruir o país, pensar como deve ser a mídia é o primeiro passo", afirmou. Como parâmetro, ele citou a lei de imprensa alemã, cujo exemplo considera exitoso.

História da Energia Nuclear

Ao tratar especificamente da questão da energia, o Othon Pinheiro apresentou dados e contextualizações históricas, no Brasil e no exterior. Falou sobre a descoberta da fissão nuclear e seu primeiro uso – a bomba atômica – e como essa primeira motivação para destruir faz com que até hoje a energia nuclear seja vista com receio e desconfiança. Relatou também alguns dos principais projetos nos quais esteve envolvido, como o REMO (propulsão nuclear) e o SNAC (submarino com propulsão nuclear), que enfrentaram as baixas do neoliberalismo dos anos 1990. Encerrado em 1995, o projeto do submarino nuclear foi retomado somente em 2007, através de recomendação do então Ministro da Defesa Waldir Pires. O engenheiro foi claro ao explicar que, no contexto brasileiro, a energia nuclear seria um complemento que balancearia as demais fontes e ajudaria a não sobrecarregar o setor hidrelétrico, por exemplo. "Ela faz um 'colchão' de energia permitindo usar menos a água do rio". Um outro ponto destacado por ele foi que sendo um país com capacidade de desenvolvimento tecnológico e rico em reservas naturais, o Brasil é naturalmente alvo de ambições de outras nações: "temos tecnologia e temos reservas enormes e isso preocupa muita gente", disse.

Ao final da exposição, Radiovaldo Costa levou a saudação da categoria petroleira ao palestrante, lembrando que ela tem sido constante nas denúncias dos ataques à soberania do Brasil. "Estamos aqui para reverenciar seu trabalho e reconhecer seu esforço na defesa da soberania nacional". Ele ainda presentou o engenheiro com a biografia de Waldir Pires, com uma dedicatória especial do autor, o professor e político Emiliano José.

Fonte: Senge-BA

Foto: Divulgação/Senge-BA

"Sem tecnologia não há esperança para esse país", afirma Othon Pinheiro da Silva em palestra

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No próximo dia 19/6. acontecerá a audiência pública "Defesa da soberania nacional: contra as privatizações do governo Temer", na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Promovida pela Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano da ALBA (CEDUrb), a audiência tem o objetivo de debater as recentes privatizações de empresas estatais anunciadas pelo governo e estratégias de resistência. A Comissão é presidida pela deputada estadual Maria del Carmen. A audiência, que terá início às 9h,  também é uma realização da Fisenge, do Senge-BA e do movimento SOS Brasil Soberano.   

Na Bahia, audiência pública irá debater "Defesa da soberania nacional: contra as privatizações do governo Temer"

 

 

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Do ENEDS ao Fórum Social Mundial: ergue-se a bandeira por uma engenharia popular e solidária

Por Clécio Santos*

Quando um grupo de estudantes e professores da UFRJ decidiu realizar um Encontro de Engenharia e Desenvolvimento Social, em 2004, talvez não tenham imaginado que aquele encontro acadêmico se tornaria nacional no ano seguinte, ganharia edições regionais a partir de 2011, chegaria à sua décima segunda edição nacional em 2015, realizada em Salvador-BA, com cerca de 700 participantes, maior público do evento até hoje, e teria como fruto do acúmulo de seus debates e de sua mobilização a realização de um debate sobre a engenharia popular e solidária que queremos durante o Fórum Social Mundial (FSM), realizado em Porto Alegre, de 19 a 23 de janeiro de 2016.

O debate, realizado no Centro Municipal de Formações de Trabalhadores Paulo Freire (CMET Paulo Freire), na sala 7, no dia 22, às 10h45, foi organizado em conjunto pela comissão organizadora do III Encontro Regional de Engenharia e Desenvolvimento Social do Sul - EREDS SUL, que acontecerá em meados de maio deste ano, na cidade de Santa Maria-RS, e pelo Senge Estudante Bahia, organização de estudantes vinculada ao Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge BA), o qual apoiou diretamente a organização do III EREDS Nordeste e do XII ENEDS. Estiveram presentes no debate 43 participantes, em sua maioria estudantes e profissionais de engenharia, mas também profissionais da educação e estudantes de cursos de ciências humanas e sociais.

Do ENEDS ao Fórum Social Mundial: ergue-se a bandeira por uma engenharia popular e solidária

Ao longo de mais de duas horas, foram discutidas questões relacionadas à formação universitária em engenharia, ao exercício profissional da engenharia e à luta política necessária para que a engenharia esteja a serviço da construção de outro mundo possível, como conclamou o tema do FSM. Entre os temas discutidos, estiveram: interdisciplinaridade acadêmica, extensão universitária, tecnologias livres, autogestão e economia solidária, saneamento, direito à cidade, educação popular, agroecologia, racismo e machismo nos cursos de engenharia, ambiente profissional, sindicalismo, defesa da democracia e do interesse público, Rede de Engenharia Popular Oswaldo Sevá (REPOS), entre outros.

Como saldo deste debate dentro do FSM, além do estabelecimento de contatos entre estudantes e profissionais que já lutam em diversas das frentes discutidas, a exemplo da articulação entre estudantes de engenharia sanitária e ambiental e engenheiros que trabalham com saneamento, temos o aumento de visibilidade da bandeira por uma engenharia popular e solidária, onde bandeira ganha sentido literal ao ser confeccionada pela primeira vez durante o fórum. Da mesma forma, ao longo dos cinco dias do FSM, camisas estampando a frase “Por uma engenharia popular e solidária!” foram usadas por dezenas e vistas por centenas, dizendo ao conjunto dos movimentos sociais presentes que também na engenharia tem gente lutando para a superação do capitalismo, do racismo, do patriarcado e do colonialismo.

*Estudante de Engenharia da Computação (UFBA) e Coordenador do Senge Estudante Bahia

Do ENEDS ao Fórum Social Mundial: ergue-se a bandeira por uma engenharia popular e solidária

Fonte: Senge-BA

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