Em repúdio à celebração do dia 31 de março, data marcada pelos 55 anos da ditadura civil-militar no Brasil, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) organizou uma série de postagens intitulada “#DitaduraNuncaMais”, que reúne histórias de engenheiros e engenheiras que resistiram ao período ditatorial no Brasil. São homenageados os engenheiros Haroldo Lima, Rubens Paiva, Jorge Leal, Elsa Parreira e Maria Elisabeth Marinho. “O Brasil nunca mais pode reviver aqueles momentos terríveis da ditadura, que foram responsáveis pelo extermínio de companheiros e companheiras que lutaram por um Brasil justo, democrático, igualitário e solidário. Viva a democracia brasileira! Ditadura nunca mais”, declarou o engenheiro e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento.

Confira:

Elsa Parreira
Engenheira civil e mestre em engenharia de produção, Elsa lutou, bravamente, pela democratização no Brasil na época da ditadura militar. Ela integrou o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) e atuou pelo fortalecimento do movimento sindical nos anos 1980 até 2017, ano de seu falecimento. A engenheira esteve ao lado da classe trabalhadora, contribuiu para a construção do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e de nossa democracia. Também atuou em defesa dos direitos das mulheres, integrando, em 2009, o Coletivo de Mulheres da Fisenge. Elsa iniciou sua trajetória política no movimento estudantil aos 19 anos, quando estudava engenharia civil, no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo. "Vivíamos o auge da repressão. Nós tínhamos preocupação com o ensino voltado para melhores condições ao povo brasileiro e a engenharia teria papel essencial nas áreas de habitação, saneamento, infraestrutura. O Brasil iniciou um marketing político de combate ao comunismo e a todas as propostas com viés social apoiadas na movimentação popular", contou Elsa Parreira em entrevista à Revista da Fisenge, em 2014. Depois de formada e, ao lado de Sidney Lianza, mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer mestrado na COPPE/UFRJ. "Havia um grupo de pós-graduandos resistentes à ditadura, com destaque para o Teatro de Resistência dos Alunos da COPPE (TRAC). Enquanto estudantes de pós-graduação, iniciamos a militância dentro do Senge-RJ com o engenheiro Jorge Bittar, sendo ponta de lança do processo de retomada do sindicato, que estava nas mãos de pelegos e era controlado pela ditadura". Em 20 de julho de 1977, Elsa foi presa dentro de sua casa e levada para o centro de torturas no DOI-CODI. "Acreditar na força transformadora dos trabalhadores e da sociedade civil". Foi desta forma que a engenheira Elsa Parreira seguiu resistindo e lutando pela democracia no Brasil. 

Haroldo Lima
Formado em engenheira elétrica e ex-deputado, foi condenado a dez anos de prisão durante o regime ditatorial e solto na época da Anistia. Em 1988, elegeu-se Deputado Constituinte, apresentando à época mais de 1.200 emendas ao projeto. Destacou-se como defensor dos trabalhadores e de uma Constituição, efetivamente, cidadã. Por conta da sua atuação, foi eleito pelo jornal Folha de S.Paulo dentre os 40 Deputados mais destacados da Constituinte, além de ter sido, consecutivamente, “Deputado Nota Dez” do DIAP. É um árduo nacionalista, defensor do desenvolvimento social e da soberania nacional 

Rubens Paiva
Engenheiro civil e deputado federal no ano de 1962. Rubens Paiva foi eleito deputado federal em 1962, por São Paulo, pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Após defender o presidente João Goulart em célebre discurso para a Rádio Nacional, foi cassado e exilado por nove meses. De volta ao Brasil, retomou a atividade de engenheiro, no Rio de Janeiro, sem abandonar a resistência à ditadura e o apoio a exilados políticos. Foi preso em 20 de janeiro de 1971 e nunca mais foi visto, barbaramente assassinado pela ditadura militar. “Julgamos indispensável que todo o povo se mobilize tranquila e ordeiramente em defesa da legalidade prestigiando a ação reformista do presidente João Goulart que neste momento está com o seu governo empenhado em atender todas as legítimas reivindicações de nosso povo”, diz trecho de seu discurso. No final de 2014, a Fisenge e o Senge-RJ, inauguraram um busto de Rubens em frente ao DOI-CODI e na estação Pavuna.

Jorge Leal Gonçalves
Engenheiro eletricista, petroleiro e militante político, Jorge Leal foi um dos desaparecidos do período, sequestrado no dia 20/10/1970 por agentes do DOI-CODI/RJ. Em 1972, sua mãe chegou a mandar uma carta à esposa do presidente, Scila Médici, pedindo a soltura de seu filho, mas não obteve resposta. O engenheiro foi um dos homenageados no monumento com os dizeres “Homenagem aos baianos mortos e desaparecidos e a outros brasileiros que aqui tombaram na luta pela liberdade e contra a ditadura”, na Semana da Anistia, na Bahia, em 2015. 
Com informações da Associação dos Anistiados da Petrobras (CONAPE).

Maria Elisabeth Marinho
Conhecida como Beta, foi a primeira mulher a se formar em engenharia na Paraíba e combativa lutadora durante os tempos da ditadura militar, abrigando companheiros e apoiando, por exemplo, Miguel Arraes, em Pernambuco, cidade onde vive nos tempos atuais. Foi conselheira do Crea-PE, diretora do Senge-PE, integrante do Coletivo de Mulheres da Fisenge e também da primeira Comissão de Mulheres do Confea. Hoje, ela é aposentada da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Beta contribuiu efetivamente para o enfrentamento da seca no Nordeste. “Mesmo com os tempos sombrios da ditadura militar, nós, jovens, acreditávamos que o Brasil era da gente”, afirmou Beta em uma entrevista para a Fisenge em 2013.

Série de postagens lembra histórias de engenheiros e engenheiras que resistiram à ditadura civil-militar

 

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Símbolo da luta contra a ditadura, Eunice Paiva morreu nesta quinta-feira, 13 de dezembro de 2018, em São Paulo. Ela convivia há 14 anos com alzheimer e tinha 86 anos. Deixa cinco filhos: Marcelo, Veroca, Eliana, Nalu e Babiu. Eunice teve papel central na busca por informações sobre o paradeiro do engenheiro Rubens Paiva, ex-deputado desaparecido depois de ser preso, torturado e assassinado pela ditadura militar nos porões do DOI-CODI no Rio de Janeiro entre os dias 20 e 22 de janeiro de 1971. Estudou Direito na tradicional universidade Mackenzie, já depois da viuvez. Conciliava a vida de mãe e de pai de cinco filhos com a rotina estudantil. Tornou-se advogada e se engajou em lutas sociais e políticas, como as causas indígenas, nos anos 80 e 90.

Fonte: Instituto Vladimir Herzog

Morre Eunice Paiva, protagonista na luta pela democracia brasileira

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A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) lançou a cartilha "50 anos do Salário Mínimo Profissional: lutas e desafios para sua implementação", na sede do Senge-MG, em Belo Horizonte, na sexta-feira, 25 de novembro. A cartilha, desenvolvida juntamente com o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), traz a história da criação da Lei do Salário Mínimo Profissional (SMP), argumentos para a defesa do piso salarial, além de perguntas e respostas às dúvidas mais frequentes e explicação sobre a constitucionalidade da lei 4.950-A, que institui o SMP.

O cumprimento da lei tem sido um instrumento de luta nas mesas de negociações, segundo o presidente da Fisenge Clóvis Nascimento. Ele explica que quando não se tem sucesso nas negociações, a via judicial é acionada. “Nos tribunais a gente tem obtido vitórias sucessivas nos mais diversos estados”. Mesmo obtendo êxito, o presidente da Fisenge faz um alerta. “Não podemos esmorecer porque têm setores da engenharia que não estão atendidos pela lei, por exemplo, os estatutários. Nós vamos perseverar na luta para incluí-los”.

O advogado do Senge-MG, Josué Amorim, afirma que a lei é constitucional. “Recentemente o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em uma de nossa ações se manifestou no sentido da constitucionalidade desta lei. Então não há mais discussões.”

SMP

A lei 4.950-A/66, garante um salário mínimo proporcional à jornada de trabalho e a duração do curso de graduação a engenheiros, arquitetos, agrônomos, químicos e médicos veterinários. Ela foi aprovada em 1966, durante a ditadura civil-militar, mesmo enfrentando resistência do setor empresarial. Inspirada pelo deputado federal e engenheiro Rubens Paiva, foi transformada em lei pelo deputado federal e advogado Almino Afonso.

Fonte: Senge-MG

Senge-MG lança cartilha do Salário Mínimo Profissional

 

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"Rubens Paiva, Presente" vai para Câmara Municipal

O Vereador Reimont e o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) têm o prazer de convidar para a abertura da "Exposição Rubens Paiva, Presente!", que acontecerá dia 3 de novembro, às 14h, no Saguão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

A exposição conta a história do deputado federal cassado e morto durante o regime militar, e apresentará vários painéis com textos e fotos que contam a tragetória do político e engenheiro Rubens Paiva.

A exposição poderá ser visitada de 3 a 13 de novembro, das 9h às 17h.


Serviço:

Evento: "Exposição Rubens Paiva, Presente!"

Local: Saguão da Câmara Municipal do Rio

Endereço: Praça Floriano, s/n - Cinelândia - Centro

Entrada franca.

Clique aqui para saber mais sobre os lugares por onde a exposição itinerante "Rubens Paiva, Presente" já passou.

Fonte: Senge-RJ

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Pela primeira vez, a Justiça brasileira decidiu que os crimes praticados por militares durante a ditadura são considerados crime contra a humanidade.

Por Jacques Távora Alfonsin, para a Carta Maior

O caso Rubens Paiva: processo volta a tramitar

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, acolheu pedido do Ministério Público para ouvir testemunhas no processo que apura a responsabilidade criminal de vários militares acusados de terem assassinado o deputado Rubens Paiva, um dos casos mais lembrados das truculências praticadas pela ditadura imposta ao país pelo golpe de 1964.

Conforme notícia publicada pelo Correio Braziliense de 26 deste setembro, o processo se encontrava suspenso por decisão do mesmo ministro, mas, entre outras razões para ele retomar a sua tramitação, está a necessidade de ser produzida prova testemunhal de pessoas já muito idosas, de acordo com o pedido do Ministério Público.

Em maio passado, como já noticiara a Folha de São Paulo, o processo crime foi instaurado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Por força da lei de anistia, a defesa deles impetrou um habeas corpus, o que provocou a suspensão do processo, agora retomado. Agora, de acordo com a mesma notícia, o Tribunal regional federal do Rio de Janeiro, no início deste mês já tinha removido qualquer motivo para o processo permanecer suspenso:

“A Segunda Turma Especializada do TRF (Tribunal Regional Federal), do Rio, decidiu nesta quarta (10), por unanimidade, restabelecer a ação penal e retomar o processo que apura a morte e desaparecimento do deputado federal Rubens Paiva, em janeiro de 1971. Pela primeira vez, a Justiça brasileira decidiu que os crimes praticados por militares durante a ditadura (1964-1985) são considerados crime contra a humanidade. "O crime não prescreveu porque o corpo de Rubens Paiva não apareceu", disse o desembargador Messod Azulay, relator do caso. "Nós nunca perdemos a esperança. Eu, minha família, meus irmãos. Esperamos 43 anos por isto. Queremos que as pessoas sejam julgadas e digam o que aconteceu", disse Vera Sílvia Paiva, filha de Rubens Paiva. "Os crimes cometidos contra a humanidade não podem ser abraçados pela Lei de Anistia", afirmou a procuradora Silvana Batini. "Não podemos admitir que alguém que use farda e fuzil para matar um brasileiro. Nossa Constituição não tutela o terror. Isso não é compatível com a democracia", disse em seu voto o desembargador federal André Fontes.” “O Ministério Público Federal ainda pede na denúncia que os militares deixem de receber suas aposentadorias e que os órgãos militares retirem medalhas e condecorações obtidas por eles ao longo da carreira.”

As versões dadas pelas Forças Armadas sobre essa morte sempre passaram a ideia de que não eram responsáveis por qualquer crime. Uma delas era a de que o deputado havia fugido depois de preso, antes de sua entrada no Doi-Codi. Desde que se instalaram no país a Comissão de Anistia e as Comissões nacionais e estaduais da verdade, a busca de comprovação dessas versões se intensificou e um fato ocorrido no Rio Grande do Sul, no dia 1º de novembro de 2012, contribuiu decisivamente para provar a falsidade dessas versões.

O coronel Julio Miguel Molinas Dias morreu nesse dia, alvejado por tiros de arma de fogo, quando chegava em sua casa. À época, o fato também ficou sujeito a mais de uma versão. Teria sido um assalto de gente que pretendia ficar com a sua coleção de armas; teria sido uma “queima de arquivo” de militares interessados em não ver seus nomes envolvidos em qualquer dos processos instaurados pelas ditas Comissões, por crimes praticados durante a ditadura contra militantes de esquerda, já que o coronel exercera funções de comando no Doi-Codi.

A investigação da polícia, porém, encontrou na casa de Molinas uma grande quantidade de documentos comprobatórios de atividades desenvolvidas pelo aparelho policial de repressão durante o regime militar, entre os quais o da entrada de Rubens Paiva no estabelecimento prisional, onde se alegava ele nunca estivera. Tudo sobre o famoso episódio da explosão do Rio Centro, igualmente, ali estava registrado, em detalhes.

Essa documentação foi entregue à uma filha de Rubens Paiva, pelo ex-governador Tarso Genro, em reunião realizada no Palácio Piratini, pela Comissão Nacional e pela Comissão Estadual da Verdade em fins de novembro do mesmo 2012. Não é de se duvidar que esses papéis tenham servido de prova para o Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro ter dado prosseguimento ao processo crime ajuizado contra os militares denunciados. A nota da Folha os identifica como: José Antonio Nogueira Belham, Rubens Palm Sampaio, Raymundo Ronaldo Campos, Jurandir Ochsendorf e Jacy Ochsendorf e Souza.

Quando Ulysses Guimarães levantou um dos exemplares da Constituição Federal de 1988, na sessão solene do congresso Nacional que a promulgou, sob aplausos entusiásticos, referiu-se ao período histórico do tempo brasileiro, imediatamente anterior ao da democracia ali instaurada, como nojento.

O processo crime relativo ao assassinato de Rubens Paiva, agora retomado em sua tramitação, confirma esse nojo. Isso não é reconhecido, entretanto, por muitas/os brasileiras/os. Grande parte dos últimos protestos públicos contrários à presidenta Dilma, justamente uma das mais famosas vítimas do Estado de exceção daquela época, pedem que ela ou renuncie ao seu mandato ou se suicide!

As brasas da violência de então, portanto, não tinham se consumido como se imaginava, e elas agora estão removendo as cinzas que as encobriam, reavivadas por um poder tão forte como o que conseguiu ocultar, durante mais de cinco décadas o fogo do seu ódio. A nação não pode se queimar de novo.

Créditos da foto: reprodução

Fonte: Carta Maior

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Evento faz parte da Semana de Engenharia, realizada entre 31/08 e 04/09

Entre 31 de agosto e 4 de setembro, o SENGE-RJ apresenta a exposição Rubens Paiva: presente! na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O evento faz parte da Semana de Engenharia, organizada pelo Centro Acadêmico do curso e conta com o apoio da universidade.

A presidente do CA, Glória Paixão, afirma que a organização tentou escolher para palestras e eventos aquilo que o estudante de engenharia da Uerj “não sabe, mas deveria saber”.

“Teremos palestras sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, por exemplo”, conta Gloria, que é estudante de engenharia civil.

O diretor do SENGE-RJ Victor Marchesini participa de um debate na quinta-feira (03), às 19h, sobre as privatizações.

“Estamos recebendo cada vez mais demandas de estudantes, de diferentes cursos e universidades, que nos procuram para debater o desenvolvimento e a engenharia nacional”, conta Victor. “Não apenas sobre a situação da indústria brasileira no momento, mas também sobre os projetos em disputa”.

Saiba mais

A exposição sobre Rubens Paiva conta com fotos e textos que narram a trajetória profissional e política do ex-deputado federal e engenheiro brutalmente assassinado pela ditadura militar em 1971. A proposta de percorrer bairros, universidades e centros da cultura é fruto da certeza de que eternizar Rubens Paiva é o caminho para não deixar que caia no esquecimento o trágico desaparecimento de uma jovem liderança brasileira, que defendeu a democracia e a justiça social como cidadão, como profissional e como parlamentar.

O político Rubens Paiva foi um defensor implacável da democracia e da soberania nacional. Como profissional, entre muitas obras de engenharia e de projetos que hoje são referências nacionais, esteve à frente da construção de casas populares no bairro da Pavuna, em um conjunto habitacional que hoje leva o seu nome, assim como a estação de Metrô mais próxima. Construídas pelo BNH, na década de 1960, as casas são reconhecidas como projetos de engenharia de qualidade e excelência no campo da habitação popular.

Entre outras históricas ações no parlamento, Rubens Paiva estimulou e assessorou o então deputado e advogado Almino Affonso a elaborar e a consolidar uma das principais conquistas dos profissionais da engenharia no país: a lei do Salário Mínimo Profissional (4.950-A/66).

Um busto em homenagem a Rubens Paiva foi inaugurado dia 12 de setembro de 2014, na Praça Lamartine Babo, na Rua Barão de Mesquita. Outra homenagem aconteceu no dia 12 de dezembro de 2014, também com a inauguração de seu busto na estação do metrô engenheiro Rubens Paiva (linha 2).

A exposição “Engenheiro Rubens Paiva, presente!" tem como curador o jornalista Vladimir Sacchetta e como diretor de arte o arquiteto Marcos Cartum. Assina os bustos em bronze o escultor Edgar Duvivier.

Fonte: Senge-RJ

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O governo dos EUA liberou 538 documentos entre telegramas, memorandos e relatórios do Departamento de Estado que ficaram secretos por mais de 40 anos que revelam que a diplomacia norte-americana teve conhecimento da morte do ex-deputado Rubens Paiva e do militante Stuart Angel Jones.Os documentos foram entregues à Casa Civil em Brasília no último dia 30 e estão disponíveis após um pedido da Comissão Nacional da Verdade feito em 2012 e estão agora disponíveis no site do Arquivo Nacional.

O ex-deputado Rubens Paiva teve o mandato cassado após o Golpe de 1964 e foi preso no Rio de Janeiro em 1971. Apesar de confirmada no Brasil apenas em 2012, ano de instalação da Comissão da Verdade no Brasil, a morte de Paiva consta em um documento diplomático emitido para os EUA logo após sua prisão.

O militante Stuart Edgar Angel Jones, filho da estilista Zuzu Angel, desapareceu em junho de 1971 e sua morte foi informada para a embaixada norte-americana em agosto daquele ano pela embaixada norte-americana, segundo outro documento.

Confira a reportagem completa em vídeo AQUI



Fonte: Repórter Brasil / TV Brasil

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Nesta última quarta-feira (01), o Senge-RJ realizou o encerramento oficial da exposição do Rubens Paiva, que vinha sendo realizada desde o dia 15 de junho, no edifício da Engenharia, na PUC-Rio. O vice-reitor comunitário, Augusto Sampaio, prestigiou a cerimônia e agradeceu a oportunidade dada pelo Senge-RJ de contar essa história para quem “não faz ideia do que aconteceu” na Ditadura Militar. “Espero que essa exposição tenha sensibilizado os alunos para que lutemos para que isso nunca mais aconteça”, disse. O diretor do Senge-RJ Marco Antonio Barbosa, também agradeceu a PUC-Rio por abrir as portas para o Sindicato. “A PUC tem um histórico de resistência política e foi um prazer imenso estar aqui”, afirmou.

Rubens Paiva foi eleito deputado federal em 1962, por São Paulo, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Após o discurso para a Rádio Nacional, foi caçado e se exilou por nove meses. De volta ao Brasil, retomou a atividade de engenheiro, no Rio de Janeiro, sem abandonar a resistência à ditadura e o apoio a exilados políticos. Foi preso em 20 de janeiro de 1971 e nunca mais foi visto. A esposa e a filha mais velha foram levadas para o DOI-CODI um dia depois, mas não viram Rubens Paiva. A exposição que lembra a trajetória política e profissional de Rubens Paiva tem a curadoria de Vladimir Sacchetta.

 

Senge-RJ encerra exposição na PUC-Rio

Foto: Claudionor Santana

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Depois de uma temporada na estação do metrô Rubens Paiva, a exposição Engenheiro Rubens Paiva, presente! passará por mais três lugares: a Escola Municipal Eugenia Hamann, a Escola Estadual Jornalista Rodolfo Fernandes e a PUC-Rio. A exposição tem como objetivo levar aos estudantes o conhecimento sobre a Ditadura Militar, um período trágico na história do Brasil, e contar a história do engenheiro e deputado federal Rubens Paiva.

Rubens Paiva foi eleito deputado federal em 1962, por São Paulo, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No dia seguinte ao golpe, Paiva fez um discurso na Rádio Nacional, onde defendia a legalidade do presidente João Goulart e chamou o povo para apoiar o projeto popular de Jango, por um país mais justo, que desse ao povo brasileiro uma participação na riqueza nacional ao invés de privilegiar uma minoria. Após isso, foi caçado e se exilou por nove meses. De volta ao Brasil, retomou a atividade de engenheiro, no Rio de Janeiro, sem abandonar a resistência à ditadura e o apoio a exilados políticos. Foi preso em 20 de janeiro de 1971 e nunca mais foi visto. A esposa e a filha mais velha também foram levadas para o DOI-CODI um dia depois, mas não viram Rubens Paiva.

Para o diretor do SENGE-RJ, Marco Antonio Barbosa, ações como essa são muito importantes.

“Precisamos resgatar a história, visando o futuro, para que isso nunca mais se repita”, afirmou.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

 

• Escola Municipal Eugenia Hamann - 16 de maio de 2015


REALIZAÇÃO DE PALESTRA: 15 MINUTOS (OSIRIS BARBOZA);

LOCAL: CONJUNTO HABITACIONAL ENGENHEIRO RUBENS PAIVA;

DATA: 16/05, SÁBADO, 8:00 ÀS 15:00;

ATIVIDADE EXTRA-CURRICULAR JUNTO COM O RECADASTRAMENTO
DO PROGRAMA BOLSA FAM?LIA;

PÚBLICO ALVO: 400 PAIS DE ALUNOS, DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO
ENTORNO;

• Colégio Estadual Jornalista Rodolfo Fernandes – 18 a 25 de maio de 2015

REALIZAÇÃO DE PALESTRA: 30 MINUTOS – Professora NADINE BORGES, Ex-Presidente da Comissão Estadual da Verdade;

LOCAL: COMUNIDADE DA PEDREIRA – BAIRRO PAVUNA

NO ENTORNO DO CONJUNTO HABITACIONAL ENG. RUBENS PAIVA

PROMOÇÃO DO CONCURSO DE DISSERTAÇÃO E MÚSICA SOBRE A EXPOSIÇÃO

 

• PUC – 15 de junho à 03 de julho de 2015

REALIZAÇÃO DE PALESTRA:

DATA: 15/06 A 03/07, HORÁRIO A DEFINIR;

LOCAL: CAMPUS/GÁVEA

HORÁRIO: 9h ÀS 17H

DISCUSSÃO COM OS PROFESSORES, VISANDO ENVOLVER OS ALUNOS COM A EXPOSIÇÃO E O TEMA

Exposição sobre Rubens Paiva começa circuito

 

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Inaugurada no 10º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros, a exposição "Engenheiro Rubens Paiva, presente!" está disponível em ambiente virtual. A exposição conta com curadoria do jornalista Vladimir Sachetta, que traduz em textos e fotos parte da trajetória do homem, político, lutador, profissional e empresário Rubens Paiva, orgulho do povo brasileiro. Ao todo, são 18 painéis que remontam a história combativa de Rubens Paiva, que inspirou o então deputado, Almino Affonso a elaborar a principal lei dos engenheiros e das engenheiras, do Salário Mínimo Profissional (4.950-A). Esta é uma homenagem do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge).

Sobre Rubens
Rubens Paiva foi eleito deputado federal em 1962, por São Paulo, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Após o discurso para a Rádio Nacional, foi cassado e se exilou por nove meses. De volta ao Brasil, retomou a atividade de engenheiro, no Rio de Janeiro, sem abandonar a resistência à ditadura e o apoio a exilados políticos. Foi preso em 20 de janeiro de 1971 e nunca mais foi visto, barbaramente assassinado pela ditadura militar. No final do ano passado, a Fisenge e o Senge-RJ, inauguraram um busto de Rubens em frente ao DOI-CODI e na estação Pavuna.

Confira AQUI

Exposição "Engenheiro Rubens Paiva, presente!" pode ser conferida em ambiente virtual

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