Publicação registra, dia a dia, mobilizações por um ensino crítico e transformador no Brasil e no mundo.

NPC lança agenda 2019 com o tema "Educação: Uma luta de todos nós"

Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil estão passando por um momento de duros retrocessos, tanto na área dos direitos quanto na questão dos valores e costumes. E a educação tem um papel fundamental na resistência a esses ataques. Por esse motivo, o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), ao preparar o seu tradicional livro-agenda de 2019, escolheu abordar um tema inédito: “Educação: uma luta de todos nós”.

Com esse material, procura-se registrar as inúmeras lutas, no Brasil e no mundo, por um novo modelo de ensino. Um ensino que seja crítico, libertário, comprometido com uma visão transformadora de mundo. Um ensino que se contraponha à reprodução de preconceitos e que se preocupe com a formação integral do aluno, voltada à cidadania e ao respeito à diversidade.

Educadores brasileiros e estrangeiros são homenageados

educadores

Como nos outros anos, a cada dia do calendário são apresentados um ou dois fatos ocorridos naquela data, de acordo com o tema da agenda, neste ano, educação. A cada página estão registradas as lutas pela valorização das condições de trabalho de educadores e educadoras de norte a sul do Brasil, com o destaque para as mobilizações dos sindicatos. Aqui estão os professores da época do Brasil Imperial, os da República, os anarquistas, os comunistas, os da Escola Nova. E as inúmeras lutas dos estudantes. Além disso, são recuperadas as trajetórias de grandes lutadores pela educação no Brasil e no mundo, como Paulo Freire, Maria Nilde Mascellani, Anísio Teixeira, Nísia Floresta, Maria Montessori, Jean Piaget, Antonieta de Barros e Francisco Ferrer.

A agenda é destinada a professores, estudantes, pesquisadores, sindicalistas, lutadores, ativistas sociais e todos os trabalhadores que desejam conhecer essa importante história de lutas e resistência. Isso é fundamental para aqueles que desejam se fortalecer para os muitos desafios que estão colocados no presente. As agendas custam R$ 30,00 e já podem ser encomendadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A partir de 15 de outubro, elas poderão ser compradas na Cinelândia, no Espaço Gramsci. O endereço é Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia (ao lado do teatro Dulcina).

Fonte: NPC

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Nos dias 21 e 22/09, aconteceu a reunião do Coletivo de Mulheres da Fisenge, na sede da Federação. Além dos informes sobre a Diretoria da Mulher e sobre os sindicatos filiados, o Coletivo promoveu um curso de oratória popular e sindical. As aulas, que ocorreram em dois dias, foram ministradas pela jornalista e coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação, Claudia Santiago.

Segundo a jornalista, o curso trabalha a desenvoltura das mulheres na fala, nas reuniões, nas assembleias, nos congressos, para que elas se sintam mais fortalecidas onde quer que estejam e de posse de algumas dicas e técnicas que facilitem a sua oratória. “O curso aplicado às mulheres é emocionante e simbólico, porque faz com que você facilite a fala daquelas que sempre foram caladas, silenciadas, que tiveram suas palavras cortadas, que começaram a falar e não puderam concluir.”, afirmou Claudia Santiago.

Coletivo de Mulheres da Fisenge promove curso de oratória popular e sindical

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O Curso Anual do NPC vem com tudo neste ano de 2017. Vem com a força necessária para encarar um momento grande mudanças no mundo do trabalho no Brasil. A organização dos trabalhadores e a sua comunicação vão estar no centro dos debates no Rio de Janeiro durante cinco dias, de 22 a 26 de novembro. Do velho panfleto à realidade atual, na qual Google e Facebook concentram, juntos, 87% das verbas publicitárias que circulam no mundo.

Já confirmaram presença palestrantes como Flavia Braga, Maria Lúcia Fatorelli, Reginaldo Moraes, Olímpio Alves dos Santos, Ruy Braga, Francisco Fonseca, Laurindo Leal, Camila Marins, Maisa Lima, Mauro Iasi, Ricardo Antunes, Beto Almeida, Sylvia Moretzsohn, Claudia Costa, Guilherme Boulos e Adenilde Petrina.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA!

O curso acontecerá no Rio de Janeiro. A hospedagem será no próprio local do curso (Hotel Arcos Rio Palace Hotel) ou em hotéis próximos ao salão de eventos. A taxa de inscrição será a mesmo do ano passado: R$ 1.490,00 (com hospedagem) R$ 890,00 (sem hospedagem).

ATENÇÃO! AS VAGAS SÃO LIMITADAS! NÃO FIQUE DE FORA!

Clique aqui e baixe a ficha de inscrição do 23º Curso Anual do NPC!

Conheça um pouco mais e veja as edições anteriores do Curso Anual do NPC em: http://nucleopiratininga.org.br/retrospectiva/

Visite nosso site e saiba mais do nosso trabalho em: http://nucleopiratininga.org.br

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Fonte: Núcleo Piratininga de Comunicação

"Comunicar com todos os meios e falar para milhões" é o tema do 23º curso do Núcleo Piratininga de Comunicação

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Serão 10 horas de comunicação, história e muita arte em homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras, à comunicação sindical e popular, e à greve das tecelãs na Rússia, em 8 de março de 1917
O 1º Festival da Comunicação Sindical e Popular será uma grande intervenção cultural, livre e democrática, para celebrar os veículos de comunicação sindicais e populares. O evento terá exposições das mídias produzidas por sindicatos, movimentos e coletivos de mídia alternativa, além de shows de música, teatro e dança. A programação contará também com aulas públicas sobre temas importantes para a cultura, a história e para a comunicação.

Será realizado no dia 25 de maio, mês do trabalhador e da trabalhadora, na Cinelândia, e comemorará um marco importantíssimo na luta da classe: 100 Anos da Greve das Tecelãs na Rússia. O tema reúne grandes eventos históricos, como o 1º de Maio dos trabalhadores e a luta pela jornada de trabalho de 8 horas, o centenário da Revolução Russa e o 8 de Março das mulheres. Uma ampla celebração de lutas!

Essa ocupação da cidade para construir um espaço de visibilidade dos veículos de comunicação alternativa é um importante passo na luta pela democratização da mídia, em um país em que os principais meios de comunicação são controlados por poucos grupos econômicos.

Será um evento aberto e gratuito, realizado a partir de uma campanha de financiamento coletivo e da sua participação.

Por isso, é fundamental a colaboração de todas e todos que acreditam ser possível construir uma cultura transformadora e uma comunicação democrática!

Para colaborar com o projeto, acesse: https://benfeitoria.com/npc.

Para acompanhar as notícias sobre o 1º Festival da Comunicação Sindical e Popular: https://www.facebook.com/festivalcomsindpop.

Contatos:
Luisa Santiago - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / (21) 97201-7827
Ivina Costa - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / (21) 2220-4895
Juan Leal - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

NPC promove, no mês dos trabalhadores, 1º Festival da Comunicação Sindical e Popular

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Emoção e generosidade marcaram a mesa de homenagem a Vito Giannotti no 21º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação, no dia 19/11. O presidente da Fisenge, Clovis Nascimento compôs a mesa ao lado de Claudia Santiago Giannotti com os dirigentes Carlos Campos (STIU-DF) e Herbert Claros (Metalúrgicos São José). “Vito Giannotti foi e sempre será parceiro da Fisenge e dos nossos sindicatos. Vito vive em nossos corações e mentes”, afirmou Clovis, que entregou à Claudia Santiago um DVD com uma entrevista inédita com Vito.

Confira a entrevista com o presidente da Fisenge, que foi publicada na apostila do curso do NPC sobre “A MÍDIA DE ESQUERDA NO COMBATE AO CONSERVADORISMO NO BRASIL”


Profissional com mais de 40 anos de atuação no setor de saneamento ambiental, Clovis Nascimento é engenheiro civil e sanitarista pós-graduado em políticas públicas e governo e atual presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e da Caixa de Assistência dos Servidores da Cedae. Clovis também exerceu o cargo de Subsecretário de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos do Rio de Janeiro e foi Diretor Nacional de Água e Esgotos da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades do Governo Federal.

Como você vê a mídia brasileira hoje?
“Se quer ter opinião, compre um jornal”, disse Assis Chateaubriand, dono do monopólio Diários Associados, entre as décadas de 1940 e 1960. Esse princípio de Chatô permeou a história dos meios de comunicação no Brasil. Isso porque a comunicação em vez de ser construída por sua função social, foi pautada pela hegemonia do capital. Desde o início, a manipulação da informação é utilizada para privilegiar anseios do mercado e da direita conservadora. Os meios de comunicação ignoram os movimentos sociais, os sindicatos e as parcelas mais oprimidas da sociedade. A mídia, hoje, nada mais é do que o reflexo da organização da sociedade brasileira alicerçada pela desigualdade e acúmulo de riqueza para alguns. Podemos contar nos dedos o número de famílias que detém os meios de comunicação no Brasil.

Quais as possibilidades de disputa nesse processo?
Primeiramente, precisamos reconhecer que houve avanços, mesmo que tímidos. Uma vitória dos movimentos sociais foi a realização da I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009. Importantes resoluções foram deliberadas. No entanto, houve e ainda há pouca efetividade na ação prática. Precisamos fortalecer a luta pela democratização da comunicação e também ocupar os espaços que já existem, como a comunicação pública e os veículos comunitários e alternativos.

Você citou a comunicação pública. Por que ainda é tão desvalorizada na sociedade?
A comunicação pública, hoje no Brasil, é representada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pelos veículos TV Brasil, TV Brasil Internacional, Rádios EBC, Agência Brasil, Radioagência Nacional e Portal EBC. Há um esforço de construção de um conjunto de mídias que disputem com a mídia privada, mas ainda há gargalos a serem enfrentados, como a afirmação da linha editorial como verdadeiramente pública e o aumento de repasse de verbas públicas. Temos nas nossas mãos uma rede de veículos, que devem ser ocupados por nós, sindicatos e movimentos sociais. O próprio Conselho Curador da EBC é um exemplo de representatividade com jovens, negros, mulheres, sindicalistas, entre outros. Precisamos disseminar mais a EBC pela sociedade, falar sobre a EBC e estimular que as pessoas tenham a comunicação pública como referência de informação. Também precisamos ocupar e fortalecer as rádios e TVs comunitárias.

A informação em vez de informar, desinforma. Como você vê essa contradição?
A mídia privada não cumpre a função social da comunicação que deveria ter como princípio primeiro a informação. Apenas com informação de qualidade teremos uma sociedade verdadeiramente democrática. Não podemos ousar falar em democracia com uma mídia que mais desinforma do que informa. O que vemos é a descarada manipulação da informação em prol de interesses pessoais. E essa é uma característica histórica no nosso Brasil, construída a partir de uma lógica personalista, como vemos na própria política. Os interesses pessoais e privados estão acima dos interesses coletivos e o nosso papel é lutar pela radicalização da democracia todos os dias.

É possível reforma política sem democratização da mídia?
Absolutamente não. Uma reforma do sistema político pressupõe a democratização dos meios de comunicação. E isso não significa censura como setores de direita alardeiam. Pelo contrário. Censura é o que vivemos hoje, pois as nossas vozes e as nossas dores não estão nos jornais. Lá reinam os lucros e a opressão. Queremos uma sociedade verdadeiramente democrática e, para isso, é imprescindível a democratização dos meios de comunicação e o acesso à informação. Até porque sabemos que nenhuma matéria e nenhum veículo é neutro. A imparcialidade é um mito.

Qual o papel da mídia alternativa?
A mídia alternativa de esquerda tem importância para trazer o contraditório. Vivemos um importante momento com as redes sociais e temos feito contraponto diante da manipulação das informações. No entanto, precisamos enfrentar o maior desafio que é a construção da nossa unidade. Precisamos unir forças e concentrar nossos esforços e nossas produções em um veículo com musculatura capaz de disputar as narrativas que estão colocadas. Vamos reverenciar o saudoso companheiro Vito Giannotti, que era defensor da unificação das nossas mídias alternativas.

Quais os principais desafios?
A dificuldade de recursos, a periodicidade e a busca pela interação coletiva são alguns dos desafios. Não é tarefa fácil, mas temos que colocar como meta a unificação das mídias alternativas. As forças da esquerda se dividem muito com diferentes enfoques e prejudica o processo de disputa frente à mídia privada. Para mudar essa história, precisamos ganhar corações e mentes, estabelecendo enfrentamentos.

Como você avalia a comunicação sindical?
Nosso universo é muito restrito e temos aberto mais a nossa comunicação e nosso diálogo com a sociedade. Temos uma história em quadrinhos, que traz como personagem principal uma engenheira, divorciada com dois filhos, a Engenheira Eugenia [www.fisenge.org.br]. Tratamos de temas do cotidiano da mulher trabalhadora e, hoje, é referência em diversas entidades no Brasil. Em breve, essa história em quadrinhos irá se transformar em um desenho animado. Temos compreendido, a cada dia, que a comunicação sindical precisa inovar em suas narrativas e formas de comunicação. Outro canal que precisamos disputar qualificadamente é a rede social. Ali, geramos debate e engajamento. Há disputa de ideias, mas também há ódio. Para vencer o ódio, precisamos de informação, coragem e debate político. Tudo aquilo que o nosso querido amigo Vito Giannotti dizia: “sair do umbigo”. Nesse sentido, o Núcleo Piratininga de Comunicação exerce papel fundamental de formação de comunicadores e dirigentes. Com esse trabalho, percebemos o quanto a comunicação é estratégica na organização de qualquer entidade. Temos uma imensa gratidão ao NPC, que sempre esteve ao nosso lado, inclusive assinando a autoria de nosso livro de memórias “Fisenge 20 anos: duas décadas de lutas e esperança”, cujo título fora dado por Giannotti. Fica a nossa eterna gratidão. Aprendemos com Vito que é preciso reorganizar forças num gesto de amor revolucionário para fortalecer nossa luta. Vito Giannotti, presente!

Por Camila Marins (jornalista Fisenge). Crédito foto: Pablo Vergara

Presidente da Fisenge participa de homenagem a Vito Giannotti

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