A data é para celebrar, mas para reforçar os direitos das mulheres.

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O 8 de março é a data em que mulheres ganham parabéns, recebem flores e chocolates, ganham descontos especiais em farmácias e também formam multidões nas ruas em protestos por igualdade e respeito. Mas, afinal, qual a origem do Dia Internacional da Mulher?

Não há um episódio único que justifique a escolha da data e sim um conjunto de fatores. Ao longo de cem anos (1800 a 1900) a data vem sendo construída por diversas mobilizações e greves de mulheres operárias em diferentes países. Em um tempo em que os direitos trabalhistas ainda eram incipientes, elas reivindicavam melhores condições de trabalho, salários dignos e o fim das jornadas extenuantes.

Neste contexto, dois episódios somaram decisivamente para a definição do Dia Internacional da Mulher: no mês de março de 1857, nos Estados Unidos, mais de 130 operárias em greve morreram queimadas dentro da fábrica em que trabalhavam. Já em 1910, no dia 8 de março, houve a proclamação da II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.

NOSSOS TEMPOS

Estamos no século 21, a realidade do mundo do trabalho é outra, não há dúvidas. Basta olhar para as relações trabalhistas, ouvir os relatos de vida, comparar os dados para confirmar a necessidade de existir uma data para reivindicar a igualdade de condições e o respeito às mulheres.

No cenário brasileiro atual, os altos índices de desemprego e avanço da precarização das relações de trabalho afetam de maneira mais contundente a vida das trabalhadoras, piorando o quadro da desigualdade de gênero.

A proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro, em fevereiro, traz medidas que aprofundam as condições de desigualdade para com as mulheres. Atualmente não há idade mínima na aposentadoria por tempo de contribuição. Na modalidade por idade, as mulheres precisam chegar aos 60 anos. Caso a proposta seja aprovada, a idade mínima passa a ser 62 anos, com indicativo de aumentar, quando a expectativa de vida dos brasileiros subir, entre outras mudanças prejudiciais.

JORNADA TRIPLA

Esse projeto da previdência ignora a jornada dupla e tripla da mulher. Além do trabalho fora de casa, muitas vezes acumula a responsabilidade com o cuidado da casa, dos filhos e por vezes dos idosos da família. As mulheres trabalham mais, estudam mais, porém, recebem menos do que os homens. É o que comprova o estudo de Estatísticas de Gênero divulgado pelo IBGE em março de 2018. São em média três horas por semana a mais do que os homens, numa combinação de trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas da família. Apesar disso, as trabalhadoras ganham cerca de 76,5% do rendimento dos trabalhadores, se comparada a remuneração. O dado se torna mais preocupante quando levamos em conta o maior grau de instrução das mulheres: na faixa etária dos 25 a 44 anos de idade, 21,5% das mulheres tinham graduação, contra 15,6% dos homens.

 

Manifestação no Dia Internacional da Mulher de 2018. Foto: Gibran Mendes

Manifestação no Dia Internacional da Mulher de 2018. Foto: Gibran Mendes

FEMINICÍDIO

Quando o assunto é violência, os dados assustam e comprovam uma piora nos últimos anos. A cada minuto, 9 mulheres foram vítimas de algum tipo de agressão no Brasil. 42% das vítimas apontam a casa como o local da agressão, conforme aponta a pesquisa “Visível e Invisível: A vitimização de mulheres no Brasil”, lançada pelo Datafolha e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2019.

O número de estupros cresceu 8,4% de 2016 para 2017, de 54.968 para 60.018 casos registrados – 1 a cada 8 minutos. Os casos de feminicídios (assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino, quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher) passaram de 929 em 2016 para 1.133 em 2017. Os dados são do 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em 2018.

Não faltam motivos para estarmos juntas e fortalecidas neste 8 de março. Por isso nós, do Coletivo de Mulheres do Senge-PR, convidamos todas as engenheiras a se somarem ao sindicato em defesa do futuro do País por mais segurança, dignidade e igualdade de condições para todas as mulheres!

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Luciana Bruel Pereira | Engenheira Civil, diretora do Senge-PR e representante do Coletivo de Mulheres do Senge-PR na Fisenge.

Ana Paula Aletto | Engenheira florestal, da Regional de Maringá e suplente do Coletivo de Mulheres do Senge-PR na Fisenge

 
Fonte: Senge-PR
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por Comunicação Fisenge

Pelo dia internacional das mulheres, Fisenge lança campanha “Engenheiras que você precisa conhecer”

Engenheiras que você precisa conhecer. Este é o nome da série de três vídeos lançadas pelo Coletivo de Mulheres da Fisenge, em homenagem ao 8 de março, dia internacional das mulheres. De acordo com a engenheira química e diretora da Fisenge, Simone Baía, a campanha tem o objetivo de destacar a atuação profissional das engenheiras. “Sabemos que mesmo nas universidades e no mercado de trabalho, a engenharia ainda é predominantemente masculina e enfrentamos muitos preconceitos ao longo de nossas carreiras. Queremos mostrar que mulheres têm excelência profissional e apresentam importantes contribuições à sociedade”, disse. Para a série foram entrevistadas três engenheiras de diferentes estados do país: Eloisa Basto (engenheira civil de Pernambuco); Fabiana Alexandre Branco (engenheira agrônoma de Santa Catarina) e Tais Iamazaki (engenheira química de Rondônia). Conhece histórias sobre mulheres na engenharia? Envie sugestões para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Confira abaixo os perfis de cada uma delas:

Eloisa Basto é formada em engenharia civil e em ciência da computação. Também é pós-graduada em engenharia de transportes e mestre em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).  Atuou no gerenciamento de equipes de engenheiros fiscais, técnicos e estagiários, foi chefe de departamento do engenharia da URB Recife e assessora da Comissão Especial da Câmara Municipal do Recife na revisão do Plano Diretor da cidade. Dentre os projetos em que Eloisa trabalhou, estão as obras de contenção de encostas nos morros do Recife /PE e o etapeamento das obras de reforma dos aeroportos de Brasília, Manaus, Natal e Salvador. Atua também na área de Consultoria de Projetos de Infraestrutura Urbana e de Instalações Prediais. Ela também é diretora do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE) e é coautora do livro “Polos geradores de viagens orientados à qualidade de vida e ambiental: modelos e taxas de geração de viagens”

Fabiana Alexandre Branco é engenheira agrônoma, com pós-graduação em proteção de plantas. Atuou no seguimento de fertilizantes e assistência técnica direta ao produtor rural até sua nomeação em concurso público no Governo do Estado de Santa Catarina. Fabiana trabalha na Defesa Agropecuária do Estado de Santa Catarina e também faz parte do Comitê de Vigilância Epidemiológica Vegetal. Ela é integrante da Diretoria Executiva do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC).

Tais Iamazaki é engenheira química com pós-graduação em gestão ambiental, controle interno e auditoria governamental. Atuou na área de investigação ambiental, avaliação de conformidade legal e é auditora líder de gestão ambiental com base na norma ISO 14001:2004 – IRCA. Foi assessora de assuntos estratégicos da Prefeitura de Candeias do Jamari, realizando levantamento técnico de ações para o PPA (Plano Plurianual) e também realizou serviços para grandes empresas como Shell, Coca-Cola, Petrobras. Atualmente, Tais é integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher da Prefeitura de Porto Velho, da diretoria do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rôndonia e presta consultorias.

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Neste Dia 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Senge-MG relembra mulheres que, de alguma forma, foram pioneiras na área da Engenharia. Desta maneira, presta homenagem a todas as mulheres que, mesmo com dificuldades, lutam por aquilo que acreditam.

A ONU Mulheres relata que, apesar de a inovação e a tecnologia trazerem oportunidades sem precedentes, as tendências atuais indicam que as lacunas digitais estão se ampliando e que as mulheres estão representadas de maneira insuficiente nos campos da ciência, tecnologia, engenharia, matemática e design. O Senge-MG, através do Coletivo de Mulheres, busca ampliar a participação e o empoderamento feminino, na perspectiva de construir relações de igualdade.

Senge-MG: Por mais representação de mulheres nas áreas tecnológicas

Senge-MG: Por mais representação de mulheres nas áreas tecnológicas

Senge-MG: Por mais representação de mulheres nas áreas tecnológicas

 

Fonte: SENGE-MG

 

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Giucélia Figueiredo destaca aumento da participação das mulheres na engenharia

Foto: Divulgação Crea-PE

A diretora nacional da Mútua – Caixa de Assistência dos CREAs, diretora da FISENGE e ex-presidente do CREA-PB, Giucélia Figueiredo, declarou que o aumento da participação das mulheres nas profissões da engenharia e agronomia é uma realidade. “Muitas mulheres estão ocupando os espaços de decisão, gestão e da representação profissional. Essa afirmação vem da constatação de que, cada vez mais, as mulheres têm optado pelas profissões que, historicamente, tiveram a hegemonia masculina”, acrescentou.

Ainda de acordo com ela, graças à política de cotas e a uma série de ações que permitem o acesso de mulheres nas universidades públicas, é cada vez maior o número de mulheres nas universidades, seja como professoras ou estudantes.

Segundo Giucélia, esse processo se deve ao aumento da consciência política das mulheres e do papel desenvolvido pelas entidades representativas das profissões, como sindicatos, federações, Confea e Mútua que incorporaram nas suas pautas a temática de gênero e a importância da participação das mulheres tanto no processo de sustentabilidade das nossas profissões, como em cargos nas diretorias.

“Outro fato importante é a agenda política dos coletivos de mulheres engenheiras, cuja pauta ultrapassou as questões corporativas, alcançando temas como combate à violência, feminicídio, machismo, defesa da democracia, reforma da previdência e a luta em defesa de uma sociedade justa e igualitária”, pontuou.

 

Fonte: Parlamento PB

 

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"Semana de Meninas e Mulheres na Ciência" começa hoje na UERJ

A Primeira Semana De Meninas E Mulheres Na Ciência é um evento idealizado e organizado por mulheres que estudam e atuam em diversas áreas das ciências. A criação deste evento surge com o intuito de incentivar meninas que ainda estão em idade escolar a conhecer as ciências e motivá-las para que acreditem que mulheres podem ocupar todos os espaços na sociedade. Além disso, a semana será um meio de promover palestras e debates sobre o tema, dando visibilidade para mulheres cientistas e estimulando a reflexão sobra a desigualdade de gênero neste setor.

O evento ocorrerá do dia 5 a 9 de novembro de 2018, contando com oficinas para mostrar diferentes ramos das ciências para meninas a partir de 12 anos. Para todos os públicos, serão promovidas palestras com mulheres líderes em suas áreas de atuação, onde poderão contar suas trajetórias, incluindo os preconceitos e desafios que enfrentaram em suas carreiras. No encerramento, será realizada uma feira de ciências, onde as pequenas cientistas poderão mostrar suas ideias e haverá a premiação das mais inovadoras. No último dia de evento também será realizada uma mesa redonda, a qual mulheres cientistas poderão discutir diversos assuntos, compartilhando suas visões com o público. Estarão em foco todas as áreas de ciências e tecnologias que ainda encontram-se dominadas por homens, como as Engenharias, Geologia, Física e Química.

Os maiores objetivos da Primeira Semana De Meninas E Mulheres Na Ciência são destruir quaisquer estereótipos de gênero já construído sobre mulheres nas ciências na cabeça das meninas, dar visibilidade a mulheres cientistas e fomentar o debate sobre a desigualdade de gênero nas ciências.

Confira programação no site do evento: https://bit.ly/2qtM8BR

 

Fonte: #MMCiência

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Abenge confere prêmio a mulheres que se destacam na educação em engenharia no Brasil

Foto: Divulgação

Prêmio Edwiges Hor-meyll - Abenge é uma homenagem à primeira engenheira formada no Brasil, ex-aluna Poli-UFRJ, em 24 de abril de 1920.

A diretora da Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ), prof.ª Cláudia Morgado, foi uma das agraciadas do Prêmio Edwiges Hor-meyll, que homenageia as mulheres que se destacaram na educação em Engenharia, especialmente as diretoras pioneiras de escolas de engenharia centenárias do Brasil. A premiação aconteceu ontem (3/9), à noite, na cerimônia oficial de abertura do XLVI Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (Cobenge2018), em Salvador (BA), quando a Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge) lançou a campanha “Mais Mulheres na Engenharia”.

“Agradeço o prêmio e parabenizo à Abenge por criar a campanha “Mais Mulheres na Engenharia”. É muito importante estimular a presença feminina na Engenharia, como em todas as áreas do conhecimento”, disse a prof.ª Cláudia Morgado. 

Também receberam o Prêmio Edwiges Hor-meyll as engenheiras e professoras Esmeraldina Pereira da Silva (in memorium, Diretora da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, 1974-1975), Ana Maria de Mattos Retti (Diretora da Abenge, 1991-1995 e 2013-2015), Denise Caperna Coitinho Dal Molin (Diretora da Escola de Engenharia da UFRGS, 2008-2012), Leila Figueiredo de Miranda (Diretora da Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2011-2017), Tatiana Bittencourt Dumet (Diretora da Escola Politécnica da UFBA, 2014-2018), Adriana Maria Tonini (Diretora do CNPq, na área de Ciências Exatas, Engenharia e Computação, 2016-2018), e Liedi Legi Bariani Bernucci (Diretora da Escola Politécnica da USP, 2018-2022).

Na ocasião, o CNPq apresentou chamada para campanha voltada para a educação básica “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação”, cujo o objetivo é o estímulo à participação e à formação de meninas e mulheres para as carreiras de ciências exatas, engenharias e computação.

 

Fonte: Divulgação

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Primeiro dia do COBENGE 2018 discute novas diretrizes para cursos de Engenharia

Iniciou ontem (03) e vai até o dia 06 de setembro o XLVI Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (COBENGE), evento promovido pela Associação Brasileira de Educação em Engenharia – ABENGE e do qual do Senge-BA é um dos patrocinadores. Em 2018, o evento traz como tema principal “Educação Inovadora para uma Engenharia Sustentável”. O Senge-BA está representado pela vice-presidente, a Engenheira de Alimentos e professora da UEFS, Márcia Nori.

Conforme explica o presidente da ABENGE, Vanderli Fava de Oliveira, o Congresso é voltado para o debate sobre diretrizes inovadoras para os cursos de engenharia, buscando alinhá-los com as tendências mundiais. “Durante o evento nós vamos discutir também aprendizagem ativa, metodologias inovadoras, questões de implantação de cursos por competência e teremos também grupos de trabalho que irão tratar de assuntos especiais, como a matemática e a ciência no curso de engenharia, como elaborar novos currículos… Enfim, é um evento que trata de tudo aquilo relacionado à busca de melhorias para a formação de engenharia no Brasil, que é o único fator de desenvolvimento de qualquer país que queira se emancipar”.

O primeiro dia de evento foi dedicado ao debate sobre as novas  Diretrizes Curriculares Nacionais  (DCNs) dos Cursos de Engenharia, cujos objetivos seriam tornar os currículos mais flexíveis, interdisciplinares e focados na inovação. A base da proposta foi elaborada pela ABENGE e  pela Mobilização Empresarial pela Inovação da Confederação Nacional da Indústria (MEI/CNI), com contribuições do CONFEA.

Para o presidente do Crea-BA e professor da UFBA, Luís Edmundo Prado de Campos, é importante manter o diálogo sobre quaisquer que sejam das Diretrizes; destaca entretanto, que nova proposta traz vantagens especialmente no que se refere a uma mudança de paradigma de avaliação: “essa nova diretriz vem com uma mudança que, ao invés de avaliar por conteúdo, avalia por competência. Aí entra um grande problema para a gente, porque estamos sempre acostumados a avaliar por conteúdo, como avaliar em competência? Então temos que repensar isso, repensar na universidade porque acho que é a melhor forma mesmo”, avalia.  Outro ponto positivo, segundo ele, seria facilitar a formação continuada: “você pode imaginar que uma pessoa pode fazer cursos e ir adquirindo competências, que serão colocadas na sua atribuição profissional a todo momento. Antigamente, nós tínhamos que aprender tudo em cinco anos e achávamos que iriamos levar o resto da vida com aquele conhecimento na cabeça… Então são coisas boas, modernas, para essa juventude que está aí, com uma forma diferente de ensinar e aprender, então acho que a gente tem que se adequar a essa realidade”.

Representante da MEI/CNI, Zil Miranda considera que é necessário atualizar currículos e melhorar a formação de engenheiros e engenheiras para garantir recursos humanos capazes de contribuir para a competitividade e inovação das empresas e o desenvolvimento do país. “Para a gente é uma satisfação enorme estar aqui no COBENGE porque essa articulação entre a academia, empresas e governo é essencial para a gente melhorar nosso ambiente competitivo, melhorar nossas políticas. Toda essa discussão que a gente faz aqui de aprimoramento das Diretrizes vai convergir para uma formação melhor que é o que a gente tanto carece. É modernizar para acompanhar toda essa mudança tecnológica que está acontecendo e que o nosso engenheiro precisa ser melhor preparado para esses desafios que já estão aí”. Ela também ressaltou que é objetivo da MEI – entidade formada por mais 200 empresas nacionais e estrangeiras – é colocar a inovação como estratégia perene de crescimento das empresas e contribuir com subsídios para o aprimoramento de políticas públicas. “Para a gente a discussão de recursos humanos é fundamental porque a gente sabe que nenhum país consegue se desenvolver de verdade, se tornar competitivo, se a gente não tiver mão de obra qualificada. Por isso a gente trabalha a agenda de RH hoje especialmente focada na área de engenharia, porque engenheiro é basilar, a gente precisa da engenharia para o desenvolvimento científico e tecnológico. Claro que a gente precisa também de outras formações, mas o engenheiro é fundamental, ele está ali na base do que a gente vê como nossa competitividade”.

Reforçando a necessidade de realizar um amplo diálogo, o Conselheiro Federal do Confea, André Luiz Schuring, que representa o presidente Joel Krüger no evento, lembra que as estruturas curriculares têm impacto direto no momento da atribuição de competência. “Eu só consigo dar atribuição em cima da formação que o engenheiro teve na faculdade. Então se ele, por exemplo, entender que é um engenheiro civil e não conseguiu aprender na faculdade – ou não teve essa matéria na faculdade – sobre estruturas e uma série de outras identificações que é o que a sociedade imagina da engenharia, nós não podemos conceder título para ele e aí vai ter um problema muito sério. Por esse motivo o Confea entende que precisa ser ouvido e nós, Conselheiros Federais, estamos imbuídos nessa discussão”.

A professora Sara Rios, da Universidade Estadual de Feira de Santana, pondera é preciso ainda entender as razões para a mudança: “lá [na UEFS] a gente debateu esse assunto com a preocupação de por que mudar. As DCNs que nós temos  são de 2002, relativamente novas, e elas já têm possibilidade de flexibilização, já preveem o ensino em habilidades e competências, então a gente não percebeu a imediata necessidade dessa alteração. Flexibilizar é favorável, isso ninguém nega, mas  isso já está previsto na resolução de 2002. A gente também questionou a questão de não ter novos agentes [na elaboração do projeto], sociedade civil organizada, sindicatos, a gente sente falta de um debate mais transdisciplinar, já que é essa a proposta”.

Mulheres na Engenharia 

Durante o COBENGE  aconteceu também o lançamento da campanha “Mais Mulheres na Engenharia” e a entrega da primeira edição do prêmio Edwiges Becker Hor-Meyll, que homenageou mulheres que se destacam na educação em engenharia no Brasil. A professora Tatiana Dûmet, diretora da Escola Politécnica na UFBA foi uma das homenageadas e, durante seu discurso destacou sua trajetória profissional e apontou alguns desafios que permanecem para as mulheres como a permanência nas universidades a ascensão nas carreiras. “É uma grande honra receber esse prêmio ao lado de outros exemplos de destaque na educação em engenharia no Brasil”, afirmou ela, que dedicou o prêmio à mãe, que estava presente na cerimônia. Para a pesquisadora Maria Rosa Lombardi, referência no estudo de divisão sexual do trabalho, que também estava presente, os “casos exemplares” são importantes para inspirar as mais jovens, porém é necessário ter em mente que a desigualdade de gênero é um problema estrutural da sociedade: “A gente sabe que mulheres e homens partem de patamares diferentes para ingressar nas profissões. Quantas outras não conseguiram progredir, quantas o sofreram assédio moral?”, questiona. Mas acredita que há avanços a serem comemorados “Acho que estamos caminhando, barreiras continuam existindo, mas acho que há coisas positivas na luta”.

 

Fonte: Senge-BA

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23 de junho é o dia internacional das mulheres na engenharia, uma iniciativa da Women's Engineering Society (WES), instituição e rede profissional de mulheres engenheiras, cientistas e tecnólogas do Reino Unido. As mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades no mercado de trabalho. Dados da RAIS/MTE apontam que em 2016 apenas 36% dos postos de trabalho eram ocupados por mulheres na engenharia. De acordo com informações do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), o número de mulheres registradas é de 202.136 em 2018, enquanto o número de homens é de 1.213.523. Pensando nisso, listamos algumas das engenheiras que tiveram um papel de extrema importância, não só para a igualdade de gênero, como também para a evolução da engenharia.

Aida Espinola: engenheira química que chefiou o laboratório que explorou o primeiro poço de petróleo no Brasil. Trabalhou, inicialmente, no Laboratório de Produção Mineral, como responsável pelas análises dos minérios brasileiros, que resultou em várias medalhas, como, por exemplo, a "Medalha Fritz Feigl" e a "Medalha João Christovão Cardoso" do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E muitas outras honrarias, sendo, a principal, nos últimos anos, o título de Pesquisadora Emérita do CNPq, que recebeu em 17 de abril de 2006, das mãos do Vice-Presidente da República do Brasil, Sr. José de Alencar. O seu laboratório foi escolhido pela NASA, entre numerosos outros laboratórios, para análise das rochas recolhidas na Lua, em locais pré-determinados, antes do início do Projeto Apollo.
7 mulheres que se destacaram na engenharia

Ana Primavesi: engenheira agrônoma responsável por avanços no campo de estudo das ciências do solo em geral, em especial o manejo ecológico do solo. Foi também fundadora da Associação da Agricultura Orgânica (AAO), uma das primeiras associações de produtores orgânicos do Brasil. Seu livro "Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais" é uma das maiores referências. Ana foi pioneira no movimento de agroecologia e agricultura orgânica no Brasil;
7 mulheres que se destacaram na engenharia

• Enedina Alves Marques: primeira engenheira negra do Brasil. Formou-se em Engenharia Civil em 1945 pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Construiu a maior hidrelétrica subterrânea do sul do país (Usina Capivari-Cachoeira), contribuindo para a soberania energética;
7 mulheres que se destacaram na engenharia

• Veridiana Victoria Rossetti: primeira engenheira agrônoma formada pela Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, em 1937. Reconhecida como uma das maiores pesquisadoras no mundo em doenças que atingem a citricultura, foi uma das maiores pesquisadoras do mundo. Foi presidente da Comissão Permanente de Cancro Cítrico de 1975 a 1977. Teve mais de 300 trabalhos publicados ou apresentados em congressos nacionais e internacionais e recebeu dezenas de prêmios e homenagens. Também foi membro da Academia Brasileira de Ciências, foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico pelo presidente da República em 2004.

7 mulheres que se destacaram na engenharia

• Aprille Ericsson – Jackson: primeira mulher a receber um Ph.D. em engenharia mecânica pela Howard University e a primeira mulher negra a receber um Ph.D. em engenharia no Goddard Space Flight Center da NASA. Devido à tamanha importância, Ericksson ganhou muitos prêmios, dentre eles o de melhor engenheira do governo federal da Women in Science and Engineering (WiSE)
7 mulheres que se destacaram na engenharia

 

• Edith Clarke: primeira mulher a ganhar um diploma de mestrado em engenharia elétrica pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a primeira a dar aula no departamento de engenharia da Universidade do Texas, no Estados Unidos. Inventou a calculadora gráfica.
7 mulheres que se destacaram na engenharia

• Isabel Gago: primeira mulher a se formar no curso de Engenharia Química, no Instituto Superior Técnico (IST), em Portugal, e a primeira mulher a assumir a docência, numa escola nacional de engenharia.
7 mulheres que se destacaram na engenharia



 

Por Comunicação Fisenge

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Engenharia Civil: cresce o número de mulheres em atuação na área
                                              Engenharia Civil: cresce o número de mulheres em atuação na área
 
Com a tradição de ser um curso predominante por homens, a Engenharia Civil tem registrado um aumento do número de mulheres nas salas de aulas. Quebrando o tabu de que a área de exatas é coisa de menino, o número de pessoas do sexo feminino nos cursos de graduação em engenharia civil tem aumentado nos últimos anos.
 
Segundo dados divulgados pela USP em uma pesquisa sobre o assunto, o número de mulheres nos cursos de engenharia cresceu 55% entre os anos de 2005 e 2013, atingindo a taxa de 69,9% somente no âmbito da Engenharia Civil.
 
Para quem tem interesse em fazer uma faculdade neste segmento precisa ser criativo, ter habilidades para uso de tecnologias, ser crítico, analítico para identificar e resolver problemas relacionados à área de atuação. É necessário ter perfil de liderança e saber trabalhar em equipe, além de ter visão ética e humanística. 
 
Estas qualidades já somam pontos positivos para as meninas, mas para construir uma carreira de sucesso a engenheira civil ainda precisa enfrentar muitos desafios. A conquista pelos cargos de confiança ainda é bastante competitiva e a necessidade do trabalho mais braçal também existe. Além disso, apesar de hoje em dia já haver uma equiparação salarial na iniciativa pública, na iniciativa privada o mercado de trabalho ainda faz essa distinção entre os gêneros.
 
Para as futuras engenheiras ou futuros engenheiros a faculdade de engenharia civil tem a média de duração de cinco anos e é exigido o estágio supervisionado para formação. O profissional graduado pode atuar como autônomo, em repartições públicas, montar seu próprio negócio, além de exercer a atividade em setores como:
 
•    Construção Civil e Urbana;
•    Rodovias e Transportes;
•    Saneamento;
•    Estruturas e Fundações;
•    Solo e Geotecnia.
 
Fonte: Mayanna Marques - Ascom - EMB
https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/carreira/engenharia-civil-cresce-o-numero-de-mulheres-em-atuacao-na-area
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Por Camila Marins

Um passo histórico foi dado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), que, em 57 anos de existência, elegeu pela primeira vez uma mulher como presidente. Lúcia Vilarinho assumiu em janeiro, para um mandato de três anos. Graduada em engenharia civil pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), pós-graduada em engenharia legal e de avaliações pela Faculdade de Vila Velha (Univila) e especialista em análise de sistemas pelas Faculdades Integradas Espírito-Santenses (Faesa), a engenheira civil foi Secretária Municipal de Habitação de Vitória, subsecretária de Saneamento e Programa Urbanos do Estado, subsecretária de Gestão Urbana de Vitória, Diretora de Projetos e Obras de Edificações no Instituto de Obras Públicas do Governo do Estado e Diretora Geral do Departamento de Edificações Rodovias e Transportes (DERTES), entre muitas outras experiências.

Quais são os seus principais compromissos?

Implantar procedimentos que garantam mais transparência, organização e agilidade à atuação do Crea é uma prioridade. Trabalhamos também para fortalecer e ampliar uma fiscalização preventiva e integrada, minimizando custos de manutenção. As melhorias na organização interna vão permitir que estejamos mais presentes no dia a dia dos profissionais. Temos buscado novas parcerias que enriqueçam a carta de cursos gratuitos que oferecemos, bem como o leque de serviços. Meu compromisso é liderar uma transformação do nosso Conselho, de um órgão punitivo e arrecadador em em um órgão que defenda os profissionais e toda a sociedade dos riscos trazidos pelo exercício ilegal da engenharia. Juntos estamos construindo uma instituição mais atuante.

Qual a importância da participação das mulheres?

É muito importante para nós mulheres ocuparmos espaços. Eu mesma não pensava em ser presidente do Crea. Decidi me candidatar para deixar minha contribuição e mostrar aos profissionais sobre a importância do Conselho. Ser a primeira mulher eleita para a presidência do Crea no Espírito Santo é um grande desafio e uma conquista, não apenas para a engenharia como também para as mulheres capixabas. No Sistema Confea/Creas hoje, somos quatro mulheres (Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Rio Grande do Norte). É um fato inédito e importante, pois sabemos que a engenharia ainda é um ambiente muito masculino.

Quais os desafios para a engenharia brasileira?

O Crea pode fazer muito para a sociedade. Precisamos voltar a valorizar a engenharia que, nos últimos anos, caiu em descrédito. O Brasil tem muitos profissionais qualificados e competentes. Tem empresas de excelência tecnológica. É urgente resgatar o papel da engenharia no desenvolvimento social e sustentável, uma participação que traga emprego e renda para o povo brasileiro. O papel social da engenharia é defender a sociedade por meio de prestação de serviços por bons profissionais, que tratarão da qualidade, menor custo e segurança.

Foto: Flávio Borgneth

 Crea-ES elege primeira mulher presidente em 57 anos de existência

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