A Universidade Federal do ABC (UFABC) divulgou um edital para cargo efetivo de professora adjunta na área de engenharia e gênero. A vaga foi uma conquista importante na luta das mulheres na engenharia e as inscrições irão até o dia 18 de setembro.

Saiba mais: http://bit.ly/2k865hY

 

 

 UFABC divulga edital para a área de engenharia e gênero

 

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#MulheresNaEngenharia: Conheça a história da única mulher que trabalhou como engenheira no controle das Missões Apollo

Frances “Poppy” Northcutt integrava a equipe que criou um programa de computador utilizado nas Missões Apollo, em Houston - Texas. O programa, criado por Frances, foi responsável pela trajetória que trouxe astronautas de volta da Lua. Northcutt é formada em matemática pela Universidade do Texas (1965) e é militante pelos direitos das mulheres.

Frances

Foto Wikipedia

Com informações do site: Último Segundo.

 

 

 

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A Copa Mundial de futebol feminino acabou, mas as mulheres seguem engajadas nas quadras e na luta por direitos. Semanalmente, as engenheiras treinam em uma quadra de futsal na zona sul do Rio de Janeiro. “Queremos acabar com o mito da divisão do trabalho entre profissões masculinas e femininas. Lugar de mulher é onde ela quiser”, afirmou a engenheira e diretora do Senge-RJ, Virgínia Brandão, que também é diretora da Fisenge e integrante do Coletivo de Mulheres da Federação. Elas se reúnem com o objetivo de participarem de um amistoso durante a CopaSenge, que é uma inciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro, e acontecerá entre agosto e novembro deste ano.  Na foto, de batom vermelho, elas simbolizam com as mãos o gesto pela igualdade de gênero, feito pela jogadora brasileira Marta Vieira da Silva, durante a Copa do Mundo. Os treinos das engenheiras acontecem desde 2016 e a CopaSenge desde 2014. 

Para participar dos treinos de futebol feminino, entre em contato com: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Engenheiras organizam time de futebol no Rio de Janeiro

Sobre a Copa Senge

A 6ª Copa Senge-RJ de Futebol Society começa no próximo dia 3 de agosto, com os times Toca Raul e ONS enfrentando-se no campo da Associação Atlética da Light, às 9h45. A competição reúne oito times e vai até novembro, com partidas sempre aos sábados. O calendário da fase classificatória já está pronto (confira o quadro), envolvendo 16 jogos, nos dias 3 e 24 de agosto, 14 de setembro e 5 de outubro. Semifinal e final estão marcadas para 19 de outubro e 9 de novembro. O evento tem apoio do Coletivo de Mulheres da Fisenge e, no encerramento, está prevista partida amistosa da equipe feminina. 
 
A Associação Atlética da Light (AALight) fica na rua Barão do Bom Retiro, 2002, no Grajaú, Rio de Janeiro. As entradas são gratuitas. 
Engenheiras organizam time de futebol no Rio de Janeiro
 
Por Fisenge, com informações do Senge-RJ
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Lúcia Vilarinho*

As lutas das mulheres brasileiras por direitos e igualdade já duram mais de 100 anos. Ao longo do tempo, foram conquistados muitos direitos que antes eram destinados apenas aos homens.

A construção dos direitos das mulheres teve início com a conquista das leis trabalhistas. O livro “Os direitos das mulheres: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937)", de Glaucia Fraccaro, publicado pela FGV Editora, pontua a importância do Decreto do Trabalho das Mulheres, de 1932, que estipulou a licença-maternidade, proibiu a desigualdade salarial e regulou a jornada do trabalho feminino.

A luta pela igualdade de gênero vem se intensificando ao longo da história, exigindo que, numa sociedade, homens e mulheres gozem das mesmas oportunidades. Numa área predominantemente ocupada por homens, como é o caso da Engenharia, podemos afirmar que esse abismo vem diminuindo. Mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Um levantamento feito pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), maior conselho profissional do Estado, aponta que em 2015 havia cerca de 3.600 mulheres registradas na instituição, o que representava 14% do total de profissionais com registros ativos. Em 2019, esse percentual subiu para 21,6% de mulheres registradas, conferindo um crescimento de mais de 7%.

Apesar das mulheres serem maioria na população, a participação feminina na área tecnológica ainda é tímida, mas sabemos que a mulher conta com aspectos peculiares, capazes de reverter esse cenário. Ela representa a sensibilidade, os cuidados nos detalhes e na construção de cada projeto. Por isso, acredito na importância da atuação e do engajamento das mulheres.

No dia 23 de junho é comemorado o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. A data foi criada pela Women’s Engineering Society (WES), do Reino Unido, e tem o objetivo de fortalecer o espaço que as engenheiras vêm ganhando na profissão.

Como engenheira civil e primeira mulher a presidir o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) em 59 anos de existência, sinto que é o momento de ampliarmos a nossa participação. Por isso, estamos criando o Fórum Capixaba de Mulheres da Área Tecnológica.

O objetivo do Fórum é fomentar políticas institucionais e sociais voltadas para as mulheres, abrigando discussões em torno de temas como igualdade de gênero e paridade salarial, com intervenções no âmbito dos poderes municipal, estadual e federal, além de contribuir com nosso conhecimento técnico em favor do desenvolvimento da sociedade.

O Fórum pretende abranger as profissionais da área tecnológica inseridas em entidades de classe, associações, instituições de ensino, empresas, além de todas as mulheres que compartilham do mesmo sentimento de igualdade.

Essa é a contribuição que nós, mulheres da Engenharia, da Agronomia e das Geociências, podemos dar para que possamos alcançar nossos objetivos e encurtarmos a distância nos resultados e nas relações de trabalho para, assim, chegarmos a um ambiente mais harmonioso e justo para todos.

 

*Lúcia Vilarinho é engenheira civil e presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES).

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Divulgação da Poli-UFRJ/Jorge Rodrigues Jorge

Imagem: Divulgação da Poli-UFRJ/Jorge Rodrigues Jorge

A Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Poli-UFRJ) lançou hoje (30) a campanha #EsseLugarTambémÉMeu, para incentivar a participação feminina nas carreiras ligadas à engenharia. A iniciativa foi divulgada durante a mesa-redonda Mulheres na Engenharia e seu lugar no desenvolvimento do país, que debateu a reduzida presença das mulheres nas chamadas ciências exatas, que envolvem ramos da matemática e da física.

O ramo da engenharia civil tradicional e antiga é o que tem mais alunas matriculadas. Nas engenharias novas, como eletrônica, computação, automação e controle; e nas específicas, como mecânica, naval e metalurgia, o número de engenheiras ainda é muito pequeno ou quase nulo. "O ingresso nessas áreas e a formatura, às vezes, é ínfimo", disse a diretora da Poli-UFRJ, Cláudia Morgado. Para ela, quanto maior a inserção da mulher nos ambientes de tomada de decisão econômica, maior é o reflexo na economia do país.

Estudo da Cátedra Unesco Mulher, Ciência e Tecnologia na América Latina (Flacso-Argentina), de 2018, revela que nove em cada dez meninas de 6 a 8 anos de idade acreditam que engenharia "é coisa de menino".

Construção social

Para Cláudia Morgado, essa construção social precisa ser revista. Ela é a primeira mulher diretora da Escola Politécnica da UFRJ, em 226 anos de existência da unidade, e acredita que o preconceito contra o exercício de mulheres nas engenharias e ciências exatas, como matemática e física, está no mundo mental das pessoas, porque os meninos também são educados para pensar dessa forma. "Eles não nascem com preconceito. A cultura define esses pensamentos e eles são absorvidos por todos."

Há relatos de que alunas sofreram assédio moral e até sexual dentro da universidade, em ambientes onde o número de alunas e professoras é reduzido. Quando há muitas mulheres, isso não ocorre, devido à existência de uma "rede de proteção".

A Poli tem 13 cursos de habilitação em engenharias. Alguns são mais atrativos, outros não, porque o ambiente é quase majoritariamente masculino. Na formatura geral, a taxa de mulheres tem se mantido ao longo dos anos em torno de 22%.   "Quem chega à universidade é um herói e a gente não pode deixar essas pérolas se perderem por conta de habilidades e costumes", disse Claudia.

Polêmica

A vice-reitora da universidade, Denise Nascimento, ressaltou que em 30 anos de academia, percebeu que as mulheres ocupam poucos espaços e que o trabalho feminino é questionado em função da licença maternidade. "É uma polêmica que afeta muito o ingresso de mulheres nas áreas acadêmicas. Segundo Denise, na universidade não há salários diferentes dos homens, mas nas empresas privadas de engenharia, por exemplo, mulheres costumam ganhar menos "e dificilmente chegam a cargos de direção". Ela acredita que cabe a elas estabelecer conquistas nesses espaços "pela nossa excelência do conhecimento e pela capacidade de trabalho".

Poli-USP

A diretora da Poli-USP, Liedi Bernucci, afirmou que histórias de assédio "não podem ficar no corredor", mas têm que ser debatidas e combatidas. Quando entrou na Escola politécnica da USP, em 1977, as estudantes dos vários ramos da engenharia eram 4% do total.

Em 2018, a taxa evoluiu para 19,3%, mas a partir daí, parece ter estabilizado. Liedi recomendou que é preciso incentivar as meninas do ensino médio a verem a engenharia como uma carreira. "Não existe nenhuma engenharia que as mulheres não possam cursar."

Quando assumiu a diretoria da unidade, em 1977, Liedi pensou que, com mulheres em algumas posições, haveria um incentivo pelo exemplo. Isso é verdade, mas ela acabou vendo que não é suficiente. "Você precisa fazer um movimento planejado para convidar as jovens para se interessarem pelas ciências exatas e, no nosso caso, pelas engenharias. Precisa fazer movimentos organizados para isso, porque ainda há aquele estigma que é uma área masculina."

Conexões

A reitora eleita da UFRJ, Denise Pires, disse que há um "fluido" que precisa ser derrubado quanto à presença das mulheres nas ciências exatas. Enquanto elas são maioria entre os pesquisadores bolsistas para iniciação científica no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com 59% em 2018 e 56% em 2014, entre os pesquisadores bolsistas de produtividade, as mulheres são somente 24,6%. "Está claro que não há igualdade de gênero e a gente tem uma luta para que ela exista, porque há qualificação", assegurou. Denise Pires informou que isso ocorre não só na área de engenharia.

A reitora defendeu a escolha para cargos de direção baseada na qualificação do profissional e não por ser do gênero masculino. "Há um efeito tesoura que deve ser eliminado". A ideia de Denise é desenvolver projetos voltados para meninas do ensino fundamental e médio.

Aluna

A estudante de engenharia naval da Poli-UFRJ, Thaís Pessoa, presidente do Centro Acadêmico e fundadora do coletivo Consciência Feminina, disse que "conta nos dedos" o número de professoras que vê em cursos de engenharia. Quando entrou na Poli, de 35 estudantes que ingressavam por semestre na engenharia naval, apenas seis eram meninas. "Vivemos em um sistema patriarcal que incentiva os homens na liderança. Nosso papel é incentivar que as meninas façam o mesmo". Segundo a aluna, os homens devem ser incluídos no debate sobre a maior participação das mulheres nas ciências exatas.

Fórum

A diretora da Poli-UFRJ, Cláudia Morgado, informou que foi criado um fórum de dirigentes de escolas de engenharia do Brasil, cujo foco será o aumento das mulheres nessas áreas. Já está agendada reunião do fórum para dentro de 15 dias, no Rio de Janeiro, quando será discutida a criação de políticas públicas que estimulem a presença feminina nas engenharias.

De acordo com dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), existem hoje no país 1.150.637 profissionais ativos das áreas de engenharia, agronomia e geociências, englobando graduação e tecnólogo, dos quais 961.809 são homens e 188.828, mulheres.

Na engenharia civil, por exemplo, 307.635 profissionais ativos são do sexo masculino, contra 94.682 do sexo feminino. Na engenharia agrônoma, os homens são também maioria, com 173.907 registros, enquanto as mulheres somam 34.774. Nos ramos de mecânica e metalúrgica, a diferença é ainda maior: 180.612 profissionais registrados no Confea são homens, contra 15.935 mulheres.

Apesar dos números ainda modestos, o conselheiro do Confea, Luiz Antonio Corrêa Lucchesi, garantiu à Agência Brasil que a participação feminina vem crescendo ano a ano. "Não apenas pelo interesse demonstrado já na tenra idade pelas meninas para profissões que, outrora, talvez fossem consideradas mais adequadas ao homem, e depois na escola, na faculdade, a gente tem notado crescente participação da mulher como acadêmica."

Lucchesi vislumbra que, no futuro, haverá mais equilíbrio entre profissionais dos dois sexos nos dados do Confea, que abriga os egressos da universidade. Com o ingresso dos jovens no mercado de trabalho, disse que a tendência é equilibrar ambos os sexos nas profissões de engenharia, agronomia e geociências. Entre 2016 e 2018, o número de engenheiras registradas no sistema Confea/Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) subiu 42% por ano.

Censo

O Censo do Ensino Superior, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em setembro do ano passado, mostrou que em 2017 as mulheres responderam por 105.651 matrículas em engenharia civil e 56.932 matrículas em engenharia de produção, no país, contra 241.176 e 105.495 matrículas nas mesmas áreas, respectivamente, por representantes do sexo masculino. O Censo do Ensino Superior de 2015 registra que mulheres eram 30,1% dos concluintes do curso de engenharia civil e 32,6% do curso de engenharia da produção, contra 69,9% e 67,4% de homens.

A presidente da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (ABEA), Iara Nagle, confirmou que tem crescido a presença feminina principalmente na área de engenharia da produção. Iara lamentou, porém, que com 82 anos de existência, a entidade, fundada pelas primeiras engenheiras do país, com o objetivo de ampliar a participação das mulheres nesse mercado, tenha apenas 340 profissionais associadas.

 

Fonte: Agência Brasil / Edição: Maria Claudia

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Debate vai reunir mulheres que se destacam nas áreas de Engenharia, Ciências, Matemática, Política, entre outras

Poli-UFRJ lança campanha ‘#EsseLugarTambémÉMeu’ com mesa-redonda no dia 30 de maio

Para divulgar as conquistas femininas e incentivar o debate sobre a discriminação por gênero, a Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ) promove, no dia 30, a mesa-redonda "Mulheres na Engenharia e seu lugar no desenvolvimento do país #EsseLugarTambémÉMeu". As apresentações e debates serão no Centro de Tecnologia, das 12h às 14h30. As inscrições gratuitas devem ser feitas no site do evento (http://www.poli.ufrj.br/maismulheresnaengenharia).

Haverá palestras da diretora da Poli-USP, Liedi Bernucci, da pesquisadora do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE-UFRJ Celina de Figueiredo, e da primeira mulher eleita reitora pela comunidade acadêmica da UFRJ, Denise Pires. As apresentações serão seguidas de comentários e debates com a deputada federal e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher Luiza Canziani, a Co-fundadora do Coletivo ComCiência Feminina UFRJ, Thais Pessoa, e a Diretora Adjunta de Políticas Estudantis da Poli-UFRJ, Marta Tapia. A diretora da Poli-UFRJ, Cláudia Morgado, fará a moderação.

Para a diretora da Poli, a presença feminina em cargos de liderança e em áreas até hoje predominantemente masculinas é fundamental na construção de uma sociedade mais igualitária e representativa. Dados do Censo da Educação Superior de 2017 mostram que desde 2005 o número de mulheres matriculadas em cursos de graduação de Engenharia Civil cresceu de 20,9% para 30,3% em 2015, porém no mesmo ano, apenas 26,9% estavam inseridas no mercado de trabalho.

Em um estudo de 2018 da Cátedra Unesco Mulher, Ciência e Tecnologia na América Latina (Flacso-Argentina), nove em cada dez meninas de 6 a 8 anos responderam acreditar que engenharia "é coisa de menino". Uma pesquisa publicada na revista National Bureau of Economic Research, também em 2018, indicou que programas de doutorado com muitos homens, como engenharia química, ciência da computação e física, apresentavam menos de 38,5% de mulheres.

“A participação feminina em alguns cursos de Engenharia ainda é muito pequena e as mulheres ainda encontram muitos obstáculos para ocuparem cargos de direção. Queremos apresentar dados e exemplos para intensificar esse debate e mostrar a importância para o desenvolvimento do país”, comenta a professora Cláudia Morgado, primeira mulher a ocupar a direção da Poli, em mais de 226 anos.

 

Fonte: Escola Politécnica da UFRJ

 

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Nesta semana, missão representativa do Sistema Confea/Crea participa da Cimeira Bilateral com a Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), em Lisboa. Na pauta, a assinatura do Termo de Reciprocidade que visa facilitar o aprimoramento dos esforços de cada organização voltados para a questão da igualdade de gênero, a fim de “melhor servir ao público e à profissão de engenharia”, como define o documento assinado no dia 27 pelos presidentes do Confea, eng. civ. Joel Krüger, e da OEP, eng. Carlos Mineiro Aires.

Presidente Krüger (3º da esq. p/ dir.) e Carlos Mineiro assinam termo em Lisboa

Presidente Krüger (3º da esq. p/ dir.) e Carlos Mineiro assinam termo em Lisboa

O acordo prevê que os dois conselhos profissionais atuem conjuntamente e por meio da realização de eventos em parceria para atendimento ao Objetivo nº 5 de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem, entre outras propostas, garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública. O ODS também propõe adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis. Outra iniciativa definida pelo termo de reciprocidade é a implementação de programa luso-brasileiro de política para mulheres engenheiras.

Programa Mulher no Sistema Confea/Crea
Atento à causa equidade de gênero, o Confea já trabalha na elaboração do Programa Mulher no Sistema Confea/Crea para ser lançado na 76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), como adianta a assessora do Gabinete da Presidência do Conselho Federal, eng. eletric. e de seg. do trab. Fabyola Resende, que está à frente da iniciativa. “O programa tem, entre outras metas, ampliar e fortalecer ações parlamentares junto às representantes políticas femininas, e também prevê um capítulo dedicado ao tema ‘Mulher como agente de transformação na Agronomia’, que está sendo preparado por entidades de classe”, explica a engenheira que integra a missão representativa do Confea em Portugal.

Integram a comitiva do Conselho, liderada pelo presidente Joel Krüger, os conselheiros federais eng. civ. Osmar Barros Junior e eng. ftal. Laércio Aires, o presidente do Crea do Goiás, eng. agr. Francisco Almeida, os assessores de Gabinete eng. eletric. e de seg. do trab. Fabyola Resende e eng. agr. Flávio Bolzan.

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Programa Mulher: Confea intensifica aproximação com representantes femininas no Congresso


Fonte: Equipe de Comunicação do Confea / Julianna Curado

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A data é para celebrar, mas para reforçar os direitos das mulheres.

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O 8 de março é a data em que mulheres ganham parabéns, recebem flores e chocolates, ganham descontos especiais em farmácias e também formam multidões nas ruas em protestos por igualdade e respeito. Mas, afinal, qual a origem do Dia Internacional da Mulher?

Não há um episódio único que justifique a escolha da data e sim um conjunto de fatores. Ao longo de cem anos (1800 a 1900) a data vem sendo construída por diversas mobilizações e greves de mulheres operárias em diferentes países. Em um tempo em que os direitos trabalhistas ainda eram incipientes, elas reivindicavam melhores condições de trabalho, salários dignos e o fim das jornadas extenuantes.

Neste contexto, dois episódios somaram decisivamente para a definição do Dia Internacional da Mulher: no mês de março de 1857, nos Estados Unidos, mais de 130 operárias em greve morreram queimadas dentro da fábrica em que trabalhavam. Já em 1910, no dia 8 de março, houve a proclamação da II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.

NOSSOS TEMPOS

Estamos no século 21, a realidade do mundo do trabalho é outra, não há dúvidas. Basta olhar para as relações trabalhistas, ouvir os relatos de vida, comparar os dados para confirmar a necessidade de existir uma data para reivindicar a igualdade de condições e o respeito às mulheres.

No cenário brasileiro atual, os altos índices de desemprego e avanço da precarização das relações de trabalho afetam de maneira mais contundente a vida das trabalhadoras, piorando o quadro da desigualdade de gênero.

A proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro, em fevereiro, traz medidas que aprofundam as condições de desigualdade para com as mulheres. Atualmente não há idade mínima na aposentadoria por tempo de contribuição. Na modalidade por idade, as mulheres precisam chegar aos 60 anos. Caso a proposta seja aprovada, a idade mínima passa a ser 62 anos, com indicativo de aumentar, quando a expectativa de vida dos brasileiros subir, entre outras mudanças prejudiciais.

JORNADA TRIPLA

Esse projeto da previdência ignora a jornada dupla e tripla da mulher. Além do trabalho fora de casa, muitas vezes acumula a responsabilidade com o cuidado da casa, dos filhos e por vezes dos idosos da família. As mulheres trabalham mais, estudam mais, porém, recebem menos do que os homens. É o que comprova o estudo de Estatísticas de Gênero divulgado pelo IBGE em março de 2018. São em média três horas por semana a mais do que os homens, numa combinação de trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas da família. Apesar disso, as trabalhadoras ganham cerca de 76,5% do rendimento dos trabalhadores, se comparada a remuneração. O dado se torna mais preocupante quando levamos em conta o maior grau de instrução das mulheres: na faixa etária dos 25 a 44 anos de idade, 21,5% das mulheres tinham graduação, contra 15,6% dos homens.

 

Manifestação no Dia Internacional da Mulher de 2018. Foto: Gibran Mendes

Manifestação no Dia Internacional da Mulher de 2018. Foto: Gibran Mendes

FEMINICÍDIO

Quando o assunto é violência, os dados assustam e comprovam uma piora nos últimos anos. A cada minuto, 9 mulheres foram vítimas de algum tipo de agressão no Brasil. 42% das vítimas apontam a casa como o local da agressão, conforme aponta a pesquisa “Visível e Invisível: A vitimização de mulheres no Brasil”, lançada pelo Datafolha e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2019.

O número de estupros cresceu 8,4% de 2016 para 2017, de 54.968 para 60.018 casos registrados – 1 a cada 8 minutos. Os casos de feminicídios (assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino, quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher) passaram de 929 em 2016 para 1.133 em 2017. Os dados são do 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em 2018.

Não faltam motivos para estarmos juntas e fortalecidas neste 8 de março. Por isso nós, do Coletivo de Mulheres do Senge-PR, convidamos todas as engenheiras a se somarem ao sindicato em defesa do futuro do País por mais segurança, dignidade e igualdade de condições para todas as mulheres!

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Luciana Bruel Pereira | Engenheira Civil, diretora do Senge-PR e representante do Coletivo de Mulheres do Senge-PR na Fisenge.

Ana Paula Aletto | Engenheira florestal, da Regional de Maringá e suplente do Coletivo de Mulheres do Senge-PR na Fisenge

 
Fonte: Senge-PR
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por Comunicação Fisenge

Pelo dia internacional das mulheres, Fisenge lança campanha “Engenheiras que você precisa conhecer”

Engenheiras que você precisa conhecer. Este é o nome da série de três vídeos lançadas pelo Coletivo de Mulheres da Fisenge, em homenagem ao 8 de março, dia internacional das mulheres. De acordo com a engenheira química e diretora da Fisenge, Simone Baía, a campanha tem o objetivo de destacar a atuação profissional das engenheiras. “Sabemos que mesmo nas universidades e no mercado de trabalho, a engenharia ainda é predominantemente masculina e enfrentamos muitos preconceitos ao longo de nossas carreiras. Queremos mostrar que mulheres têm excelência profissional e apresentam importantes contribuições à sociedade”, disse. Para a série foram entrevistadas três engenheiras de diferentes estados do país: Eloisa Basto (engenheira civil de Pernambuco); Fabiana Alexandre Branco (engenheira agrônoma de Santa Catarina) e Tais Iamazaki (engenheira química de Rondônia). Conhece histórias sobre mulheres na engenharia? Envie sugestões para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Confira abaixo os perfis de cada uma delas:

Eloisa Basto é formada em engenharia civil e em ciência da computação. Também é pós-graduada em engenharia de transportes e mestre em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).  Atuou no gerenciamento de equipes de engenheiros fiscais, técnicos e estagiários, foi chefe de departamento do engenharia da URB Recife e assessora da Comissão Especial da Câmara Municipal do Recife na revisão do Plano Diretor da cidade. Dentre os projetos em que Eloisa trabalhou, estão as obras de contenção de encostas nos morros do Recife /PE e o etapeamento das obras de reforma dos aeroportos de Brasília, Manaus, Natal e Salvador. Atua também na área de Consultoria de Projetos de Infraestrutura Urbana e de Instalações Prediais. Ela também é diretora do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE) e é coautora do livro “Polos geradores de viagens orientados à qualidade de vida e ambiental: modelos e taxas de geração de viagens”

Fabiana Alexandre Branco é engenheira agrônoma, com pós-graduação em proteção de plantas. Atuou no seguimento de fertilizantes e assistência técnica direta ao produtor rural até sua nomeação em concurso público no Governo do Estado de Santa Catarina. Fabiana trabalha na Defesa Agropecuária do Estado de Santa Catarina e também faz parte do Comitê de Vigilância Epidemiológica Vegetal. Ela é integrante da Diretoria Executiva do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC).

Tais Iamazaki é engenheira química com pós-graduação em gestão ambiental, controle interno e auditoria governamental. Atuou na área de investigação ambiental, avaliação de conformidade legal e é auditora líder de gestão ambiental com base na norma ISO 14001:2004 – IRCA. Foi assessora de assuntos estratégicos da Prefeitura de Candeias do Jamari, realizando levantamento técnico de ações para o PPA (Plano Plurianual) e também realizou serviços para grandes empresas como Shell, Coca-Cola, Petrobras. Atualmente, Tais é integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher da Prefeitura de Porto Velho, da diretoria do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rôndonia e presta consultorias.

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