Neste domingo (23/9), em Pernambuco, uma manifestação, intitulada de “Marcha da Família”, cometeu e propagou inúmeras atitudes de violência contra mulher. Isso porque centenas de pessoas entoaram uma canção de cunho machista e misógino em favor de um candidato à presidência da República que é representante do fascismo e do retrocesso. Os trechos da música representam um atentado à dignidade humana das mulheres. O Brasil é o quinto país com maior número de feminicídio no mundo. Manifestações como esta só contribuem para o aumento da violência contra a mulher. O direito à liberdade de expressão não é absoluto e, neste caso, há abuso, uma vez que a música inferioriza e oprime mulheres. Repudiamos a manifestação e afirmamos a democracia como campo legítimo de disputa da política. Não aceitaremos retrocessos e narrativas de ódio.

Coletivo de Mulheres da Fisenge
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros
Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2018.

Coletivo de Mulheres da Fisenge repudia manifestação misógina

Publicado em Notícias

A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) repudia veementemente as atitudes machistas e sexistas dos brasileiros, na Copa do Mundo, na Rússia. Dentre os protagonistas há um engenheiro que também desrespeita e compactua com a violência psicológica e verbal na gravação. O Brasil é o quinto país no ranking mundial de violência contra a mulher. Nós, profissionais de engenharia, temos o dever ético e social de zelar pela igualdade e dignidade de todas as pessoas. Desde 2005, o Coletivo de Mulheres da Fisenge luta pelo fim do machismo e da misoginia na engenharia e na sociedade. Organizamos mulheres em 11 estados do Brasil pautando questões de gênero e raça numa categoria ainda majoritariamente masculina. O profissional de engenharia tem como dever exercer a sua profissão com ética e cidadania, respeitando a diversidade cultural, de gênero e racial na sua atuação profissional e como cidadão. É igualmente inaceitável que tais atitudes machistas e misóginas sejam justificadas como “brincadeiras”, que servem como dispositivos de afirmação do sexismo. Lamentamos profundamente o episódio e cobramos a responsabilidade desses brasileiros.

Fisenge repudia atitudes misóginas de brasileiros na Copa do Mundo

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