por Comunicação Fisenge /  Camila Marins

Durante a reunião do Conselho Deliberativo da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), no dia 15/3, no Rio de Janeiro, o presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), Joel Krüger, reafirmou seu compromisso com a engenharia e a soberania nacional. O encontro contou com a participação da diretoria da Federação e dos presidentes dos sindicatos filiados. Joel iniciou sua fala destacando a agenda parlamentar do Confea nos projetos que interessam à categoria. “No começo deste ano, procuramos os senadores para o desarquivamento do Projeto que institui a Engenharia como carreira de Estado. Precisávamos de 25 assinaturas e conseguimos 44. Em tese, há uma boa sinalização pela aprovação. A engenharia como carreira de Estado é fundamental para a formulação de políticas públicas, geração de emprego e garantias do Salário Mínimo Profissional”, disse Joel, reafirmando que “o Confea tem o compromisso de defender a engenharia brasileira e a soberania nacional”.

A diretora da Fisenge, Giucélia Figueiredo, contou sobre os recentes concursos públicos na Paraíba que preveem remunerações abaixo do mínimo previsto em lei. “Na Paraíba, temos acompanhado concursos com salários irrisórios de R$1.200,00. Diante do desemprego e da falta de um projeto de nação, o nosso Sistema Confea/Creas tem as condições de construir um arcabouço de proteção. A Fisenge e o Confea estão unidos neste compromisso de responsabilidade social com a engenharia nacional”, destacou. Já o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, ressaltou a importância da parceria do Confea com projetos nacionais, como o SOS Brasil Soberano. “A engenharia brasileira passa por uma grave crise de desemprego, promovida por motivações políticas. No entanto, sabemos que a engenharia é o motor do desenvolvimento econômico e social de um país. Por isso, desde 2017, estamos promovendo o movimento SOS Brasil Soberano, que inaugurou sua parceria com o Confea, durante a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia no ano passado. Temos a certeza de que a resposta para esta crise é o fortalecimento da engenharia e da soberania nacional”, afirmou Clovis.

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Foto: Camila Marins

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Encerrando a agenda de trabalhos do primeiro ano à frente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o presidente Joel Krüger reuniu os empregados na tarde desta segunda-feira (3) para compartilhar um breve balanço das ações e também sinalizar as metas de 2019. 

Ao analisar os últimos 11 meses, Krüger comentou que, apesar de não ter sido possível implementar todas as ações previstas, muitas mudanças aconteceram em 2018, como a retomada da cultura de planejar. “A proposta é termos todas as áreas envolvidas e com participação intensa no planejamento até março próximo. Por isso, é importante que todos se empenhem, vamos trabalhar com integração e proatividade.”

O acordo coletivo de trabalho negociado nos últimos meses e assinado na semana passada foi outro ponto de mudança ressaltado pelo presidente. “Firmar acordo é muito mais salutar do que ser unilateral fazendo gestão de pessoas por portaria”, salientou.

Krüger agradeceu a participação dos colaboradores ao longo deste primeiro ano de gestão

Krüger agradeceu a participação dos colaboradores ao longo deste primeiro ano de gestão

Para o ano que se aproxima, o presidente espera que as ações “caminhem em uma velocidade mais forte, com trabalho participativo e planejamento”.

Integração
Compondo a mesa, o vice-presidente Edson Delgado solicitou aos presentes que apostem em ações de unificação. “Estamos caminhando a passos largos e com apoio e engajamento de todos vamos fazer do Sistema um verdadeiro Sistema integrado.”

Edson Delgado

Edson Delgado

Nessa mesma linha, o chefe de Gabinete Luiz Antônio Rossafa lembrou que em 2018 o Confea já demonstrou a intenção de investir em ações integradoras. “Foram realizadas duas reuniões de gerentes de Tecnologia da Informação e um encontro de assessores jurídicos de todo o Sistema. Com isso, os Conselhos Regionais começam a entender o Confea como facilitador. Essa é uma base de sustentação para uma nova etapa marcada pelo diálogo, ética e modernidade.”

Antônio Rossafa

Antônio Rossafa

Balanço
As ações do ano foram compartilhadas pelos superintendentes. Representando o titular da Superintendência de Integração do Sistema (SIS), o gerente da área Técnica demonstrou em números o volume de produção. Segundo Edgar Bacelar, foram analisados mais de 3.200 processos relacionados a infração à legislação, diplomado no exterior, registro de direito autoral, processos de resolução, acordo de cooperação técnica, chamamento público, entre outros.

Das 1.917 matérias encaminhadas ao plenário federal, que se reuniu em 39 sessões até o fim de novembro, resultaram nove resoluções, duas decisões normativas e 1.846 decisões plenárias. “É o esforço de muitas pessoas envolvidas para conseguirmos tramitar esse volume de trabalho”, reconheceu Edgar agradecendo o apoio de todos os integrantes da SIS.

Edgar Bacelar

Edgar Bacelar

O aprimoramento tecnológico das atividades foi o ponto alto do trabalho desenvolvido na área Administrativa e Financeira (SAF), como explanou o superintendente Jadir Alberti: “Temos um trabalho árduo porque nem todos os nossos sistemas são informatizados. Por isso, estamos estudando há algum tempo a implantação de 11 módulos integrados que irão desafogar a rotina. Esse é o grande foco para que todas as áreas da superintendência tenham aprimoramento e acesso ágil a informações”.

Jadir Alberti

Jadir Alberti

Potencializar e integrar as áreas de Comunicação, Tecnologia da Informação e Planejamento foi o objetivo perseguido pelo superintendente de Estratégia e Gestão ao longo deste ano. “Foi um exercício de integração para sanear questões e, assim, compartilhar esse modelo de gestão com as demais superintendências”, afirmou Alceu Molina.

Alceu Molina

Alceu Molina

Como resultado, a superintendência já conseguiu implantar a Política de Patrocínio; executar o Plano de Comunicação com ênfase na divulgação publicitária da Anotação de Responsabilidade Técnica, por exemplo; viabilizar chamamentos públicos; dar celeridade ao estudo para inaugurar o novo portal do Confea; investir em ações pautadas em modelo de governança; e incrementar a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Na oportunidade, empregados que trabalharam na 75ª Soea receberam certificado como reconhecimento de serviço prestado

Na oportunidade, empregados que trabalharam na 75ª Soea receberam certificado como reconhecimento de serviço prestado.

Um ano de SEI
Às vésperas de completar um ano de implementação no Confea no dia 5 de dezembro próximo, o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) foi motivo de celebração durante a encontro entre a alta direção e os funcionários. Os benefícios que a ferramenta tem proporcionado ao Conselho foram enfatizados: 54.571 processos já foram tramitados no sistema, sendo 38.935 documentos gerados digitalmente, e foi registrada uma economia de mais de 423.600 folhas de papel, o que equivale a mais de 42 árvores.

Oito funcionários foram homenageados com certificado digital em reconhecimento ao trabalho de multiplicadores de informação sobre o SEI

Oito funcionários foram homenageados com certificado digital em reconhecimento ao trabalho de multiplicadores de informação sobre o SEI.

“Parabéns pelo trabalho de implantação do SEI, ferramenta que gera benefícios para a organização e para os funcionários”, reconheceu o presidente Krüger lembrando que a plataforma é gratuita, além de garantir eficiência, transparência, segurança e agilidade no trâmite de documentos.

Para o próximo ano, a perspectiva é de que seja adotado um novo modelo da ferramenta capaz de integrar o Confea e os Creas em um ambiente virtual e centralizado de gestão de documentos. Conhecido como multiórgãos, o formato possibilita a tramitação de documentos entre unidades integradas, o que possibilita encurtar fluxos de processos.

Para encerrar o ano em clima de confraternização, funcionários e alta direção reuniram-se em oração dirigida pelo assessor parlamentar Guilherme Cardozo

Para encerrar o ano em clima de confraternização, funcionários e alta direção reuniram-se em oração dirigida pelo assessor parlamentar Guilherme Cardozo.

FONTE: CONFEA

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“O Confea não ficará omisso”, afirmou Joel Krüger, na abertura da 75ª Soea

Confea se posiciona pela reconstrução ética do país

Público lotou o auditório principal do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió / Foto: Divulgação Confea/Crea

Entre profissionais, estudantes, pesquisadores, cientistas e lideranças classistas, cerca de 3 mil pessoas prestigiaram, na noite desta terça-feira (21/8), a abertura da 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia – a primeira da atual gestão do Confea. Empossado em janeiro último, o presidente Joel Krüger destacou, em seu discurso de abertura, a importância do diálogo com os diversos órgãos do governo e outras instituições. “Precisamos mostrar que a nossa engenharia, nossa agronomia, nossas geociências são alavancas propulsoras do desenvolvimento nacional e precisam ser respeitadas e ouvidas”.

Presidente do Confea, Joel Krugër

Krüger foi aplaudido quando se posicionou contra a privatização da Eletrobras. “A Eletrobras é agente protagonista do setor elétrico. O Confea não ficará omisso, assistindo passivamente a desmontes de patrimônios nacionais – se posicionará da mesma forma sempre que a soberania nacional for atacada”.

Ao se referir aos homenageados com as honrarias do Sistema Confea/Crea, o presidente do Confea rendeu referências ao passado, ao presente e ao futuro – este que se materializa a partir dos estudantes e pesquisadores participantes do Congresso Técnico e Científico – Contecc. “Com 577 trabalhos apresentados, esses jovens nos dão uma visão do muito que a área tecnológica pode proporcionar para a reconstrução do Brasil, como o proposto no tema central da Semana. Eles representam a renovação do país e do Sistema Confea/Crea e Mútua”.

Pela segunda vez em Maceió (AL), a Semana tem como tema, em 2018, “Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil”. Com programação intensa, até sexta-feira, 24/8, engenheiros, agrônomos, geólogos, meteorologistas e geógrafos debatem soluções para a retomada do crescimento do país por meio da valorização dessas profissões.

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Representando o governador de Alagoas, Renan Filho, o secretário executivo do Gabinete do Governo, Adrualdo Catão, destacou a relevância da Soea e dos profissionais do Sistema Confea/Crea para o futuro do Brasil. “É com muito orgulho que recebemos este importante evento de profissionais da engenharia, que certamente serão a chave da retomada do crescimento da economia do país”. Catão reiterou o convite aos participantes a desfrutarem das belezas, cultura e costumes de Alagoas. “Sejam todos bem-vindos ao nosso estado.”

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira

Orgulho também foi mencionado pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira. “Teremos debates riquíssimos na 75ª Soea. Que ao término do evento possamos fazer reflexões importantes para a engenharia”, disse. Palmeira também destacou a importância da engenharia para a superação do “momento conturbado no país”, como disse. “Quando a engenharia vai bem, o país segue o mesmo caminho. Temos que acreditar que o próximo ano será o do retorno ao desenvolvimento”.

Ao ressaltar que 2018 é o ano em que o CREA-AL  comemora seu Jubileu de Ouro, o presidente do Regional anfitrião, eng. civ. Fernando Dacal, mostrou comprometimento: “Vamos fazer a maior Soea da história. Precisamos mostrar ao Brasil que a retomada do desenvolvimento obrigatoriamente passará pelas mãos da engenharia”.

Presidente do Crea-AL, Fernando Dacal

Presidente do Crea-AL, Fernando DacalPresidente do Crea-AL, Fernando Dacal

Em sua oportunidade, o eng. civ. Paulo Roberto Queiroz Guimarães, diretor-presidente da Mútua, resgatou sua história enquanto diretor da Caixa de Assistência em outras Semanas de Engenharia. “Há doze anos, inaugurávamos, aqui em Maceió, este mesmo centro cultural e de exposições, na 63ª Soea”, lembrou, afirmando querer repetir a marcante presença da Mútua no evento, como aconteceu em naquele ano. “Volto a este lugar, numa Soea, no momento em que assumirei a minha segunda gestão na presidência da Mútua. Acredito que esse fato traga as mesmas boas energias de 2006 para a nossa gestão”, afirmou, convidando todos para a cerimônia de posse da nova diretoria da Mútua, a ser realizada na sexta-feira (24).

Paulo Roberto Guimarães, diretor e presidente da Mútua

Paulo Roberto Guimarães, diretor e presidente da Mútua

Também participaram da mesa de abertura a presidente da União Pan-Americana de Associações de Engenheiros (Upadi), eng. civ. María Teresa Dalenz, o vice-presidente do Confea, eng. eletric. Edson Alves Delgado, o coordenador adjunto do Colégio de Presidentes, Arício Resende (presidente do Crea-SE), o coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, eng. civ. Wilson Lang, e o coordenador nacional de Câmaras Especializadas de Geologia e Minas, geól. Ronaldo Malheiros Figueira.

 

Fonte: Equipe de Comunicação da 75ª Soea

Reportagem: Adriano Comin (Crea-SC), Jescika Araújo (Crea-PI), Brunno Falcão (Crea-GO), Maria Helena de Carvalho (Confea), Rafael Valentim (Crea-AM)

Edição: Beatriz Craveiro (Confea)

Revisão: Lidiane Barbosa (Confea)

Fotos: ART IMAGEM Fotografia

 

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Os interessados em participar da quinta edição do Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc) têm agora até o dia 3 de junho para enviar os trabalhos pelo site oficial do Contecc

O coordenador da Comissão Organizadora, eng. ftal. Fernando Antônio Souza Bemerguy, lembra aos estudantes e profissionais que o Contecc oportuniza ganhos ao incrementar o portfólio técnico científico. “Aquele que tem seu trabalho selecionado pelo Congresso é reconhecido, passa a ter um currículo diferenciado porque tem uma produção autoral e, com isso, tem as possibilidades de emprego ampliadas”, enfatiza Bemerguy.

Além disso, o evento promove a interação entre gerações e a aproximação entre academia e setor produtivo, como ressalta o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger: “Com linhas e traços convergentes, aproximamos o profissional experiente daquele que ainda em formação já expõe ideias e projetos”.


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NORMAS 2018

MODELOS DE TRABALHO E BANNER

Sobre o evento
Realizado desde 2014 durante a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), neste ano o Contecc será realizado em Maceió (AL) entre 22 e 24 de agosto e terá como tema “Engenharia e Ética na Reconstrução do Brasil”. Nessa linha temática, a organização do Congresso planeja reunir alguns dos principais especialistas em todas as áreas da Engenharia e da Agronomia, para discutir o cenário de suas realidades locais e nacional, demonstrando exemplos de inovações em empresas e institutos de pesquisas e apontar caminhos para que essas novidades se desenvolvam com técnicas e aplicação de pesquisas que tenham como objetivo aumentar o desenvolvimento do país.

Exposição de trabalhos no Contecc 2017
Exposição de trabalhos no Contecc 2017

 

 

 

 

 

 

 

É um evento que divulga iniciativas acadêmicas, profissionais, de gestão ou de educação desenvolvidas nas áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. Isso é realizado por meio da recepção e da seleção de trabalhos técnicos para apresentação na Soea e publicação nos anais do Congresso e em revistas técnicas do Confea, dos Creas, da Mútua e de entidades de classe. Além disso, palestras, mesas-redondas, debates e minicursos compõem a programação do evento.

 

FONTE: EQUIPE DE COMUNICAÇÃO DO CONFEA

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A Procuradoria Jurídica do Confea protocolou na última sexta-feira (18/5), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de ingresso como Amicus Curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra dispositivos da Lei 12.378/2010 – que regulamenta o exercício da profissão de arquitetos e urbanistas – e da Resolução 51/2013, ambos do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR).

“No pedido, ressaltamos que um Conselho Profissional não pode definir áreas de atuação privativa de determinado grupo profissional. Para o Confea, os artigos da Lei e da Resolução ofendem os princípios constitucionais da reserva legal e da liberdade do exercício profissionais em detrimento da atividade desenvolvida por profissionais vinculados ao Sistema Confea/Crea e mesmo de outros conselhos profissionais. Esperamos que o STF aceite o nosso pedido para que a Procuradoria Jurídica possa se manifestar democraticamente no processo”, defende o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger.

Para o procurador do Confea, Igor Tadeu Garcia, a intervenção na ADI tem como finalidade reafirmar as atribuições constitucionais e legais dos profissionais do Sistema. Segundo ele, a Lei 12.378/2010 e a Resolução 51/2013, do CAU/BR, “não resistem em muitos pontos ao filtro da Constituição de 1988, merecendo naquilo que contrariam o texto constitucional e as disposições da Lei 5.194/1966 ser expressamente invalidadas pela Corte Constitucional”. O procurador afirma ainda que será feito amplo trabalho técnico-jurídico para subsidiar o STF na tomada de decisão. “Vamos acompanhar o processo e tomar todas as medidas necessárias para que as prerrogativas profissionais dos jurisdicionados ao Sistema Confea/Crea sejam preservadas”, garante o procurador jurídico.

Equipe de Comunicação do Confea

Confea defende atribuições profissionais no STF

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“É preciso atentar para a boa prática da engenharia”, Joel Krüger

Foto de divulgação Confea

Por maioria dos votos, o engenheiro civil Joel Krüger foi eleito, em dezembro de 2017, como presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Nascido em Curitiba, Joel é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (1985). Alguns anos antes, havia concluído o curso de Técnico em Edificações pela Escola Técnica Federal do Paraná. É especialista em Gestão Técnica do Meio Urbano pelo convênio Université de Technologie de Compiègne (França) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), pela qual também é Especialista em Didática no Ensino Superior e Mestre em Educação, além de professor licenciado do Curso de Engenharia Civil. Confira abaixo uma entrevista com Joel Krüger, concedida à revista da Fisenge.

 A engenharia vive hoje um de seus mais dramáticos momentos. Quais as possibilidades de uma recuperação frente a esse cenário?

 Acredito que o país precisa mudar sua forma de encarar os desafios que foram se acumulando e que não foram criados pela engenharia. Muito pelo contrário, a engenharia e a agronomia são as grandes responsáveis pela sustentação dos índices econômicos nacionais. Temos possibilidades de recuperação. Já há um pequeno crescimento do PIB, mas os indicadores ainda são muito tímidos, principalmente considerando o potencial da área tecnológica do país. Não podemos abrir mão do nosso capital tecnológico de empresas como Itaipu Binacional, Eletrobras e Petrobras. Neste sentido, o plenário do Confea já se manifestou em prol da manutenção da soberania do setor elétrico brasileiro, manifestando-se contrário à privatização da Eletrobras. Por isso, para recuperarmos a engenharia nacional, é necessário que o governo invista com ousadia em programas de fomento e incentivo para que possamos retomar nosso desenvolvimento.

Quais deveriam ser os princípios de um modelo de governança comprometido com a engenharia e a soberania nacional?

Entre outros, acredito que a proteção ao emprego e ao capital tecnológico; defesa do conteúdo local; investimentos permanentes, planejados e programados na infraestrutura e em áreas emergenciais, como a manutenção predial pública, salvaguardado por legislações nacionais, que garantam uma política de Estado ao setor; defesa da engenharia pública; reconhecimento da engenharia como carreira de Estado; criação da Engenharia Geral da União; garantia do salário mínimo profissional; participação da Engenharia na elaboração de currículos e no processo de liberação de novos cursos e suas respectivas modalidades.

Uma de suas propostas em seu programa é uma “campanha nacional em prol da modernização da Lei de Licitações”. Como seria?

Já temos atuado ativamente nesse sentido, participando ativamente da discussão na Câmara dos Deputados sobre a revisão da Lei nº 8.666/1993. Não concordamos, por exemplo, com o Regime Diferenciado de Contratações – RDC, modelo de contratações integradas, implementado pela Lei 12.462/2011. A princípio, seria usado apenas para agilizar, compensar os atrasos e atender aos prazos de entrega das obras para a Copa do Mundo, em 2014, e para as Olimpíadas, em 2016. Porém, a excepcionalidade se generalizou. Então é preciso atentar para a boa prática da engenharia, fundamentada nas etapas de planejamento, projeto, execução e manutenção das obras. O modelo é preocupante pois compromete o padrão de qualidade das obras. Muitas obras iniciadas neste modelo estão inacabadas ou já apresentando problemas gerados por uma construção apressada. Outros pontos fundamentais para a renovação da lei: o licenciamento ambiental prévio ao edital; o disciplinamento regular, passível de reajustes; a contratação por técnica e preço; e ainda a identificação clara do responsável técnico pelo orçamento. Interromper o uso da modalidade pregão nas contratações das obras e serviços de Engenharia é outro passo essencial. Afinal, o artigo 5º da Constituição diz que é livre o exercício de qualquer trabalho, salvo as profissões regulamentadas por lei, que seriam os serviços especializados para garantir a saúde, a vida, a segurança. Ou é serviço de engenharia ou é serviço comum.

Acompanhamos dois desabamentos de obras, um em Brasília e outro no Rio de Janeiro. Como é possível evitar tais fatos?

 O que se constata é que as práticas mais elementares do uso da obra pública são postas em segundo plano. Não seria admissível que um Plano Diretor fosse aprovado sem que ele abrangesse um plano de manutenção predial que previsse as futuras obras e também as já construídas. Projetos básicos e projetos executivos também são elementos esquecidos da maioria das obras públicas. Falta uma regulamentação nacional que de forma contundente defina esses aspectos. Da nossa parte, procuraremos ampliar a fiscalização, promover a importância da prevenção e também lutar para o estabelecimento de novos marcos legais que cobrem a manutenção preventiva dos administradores.

Qual a importância da engenharia como carreira de Estado?

A formalização da carreira oferece uma maior segurança para toda a sociedade de que o país ganhará uma política de Estado em favor do seu crescimento, considerando que estes profissionais seguirão um processo contínuo de valorização e de planejamento, que não dependerá, em tese, das políticas de governo. É um primeiro passo em direção a essa política de fortalecimento do Estado nas áreas das Engenharia e Agronomia. Isso poderá garantir que os projetos básico e executivo das obras de engenharia se tornem rotineiros e que sejam conduzidos com a acuidade necessária às obras públicas, garantindo também sua manutenção preventiva de forma permanente. Para isso também seria fundamental que as obras e os serviços fossem licitados em modalidades mais compatíveis com as reais necessidades da nossa atividade.

Como será o diálogo e as pautas prioritárias do Confea no Congresso Nacional?

Já reestruturamos a nossa linha de ação no Congresso Nacional. É importante que todos conheçam os nossos pontos de vista e saibam a importância da engenharia brasileira. Por meio de uma assessoria parlamentar ativa, estamos nos posicionando frente a alguns aspectos que garantem a sustentabilidade da economia e o mercado de trabalho dos nossos profissionais, como o conteúdo local. Também trataremos de outras questões importantes para o Sistema, como a federalização do nosso plenário e todas as questões relacionada à  defesa de nossas profissões. Estamos participando ativamente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional e realizando ações de integração com os parlamentares, além de envolver a participação de outros Creas, Associações e Sindicatos ligados à área de engenharia e agronomia. Com a participação ativa do Confea no Congresso Nacional poderemos ampliar a valorização de nossas profissões.

Qual a sua opinião sobre o Ensino à Distância?

Vamos dialogar com o Conselho Nacional de Educação para ampliar nossa participação. Pretendemos ser mais ouvidos sobre a elaboração de currículos e a liberação dos cursos da área tecnológica. Quanto à modalidade à distância, sou contra a possibilidade de que qualquer curso da área tecnológica seja desenvolvido integralmente desta maneira. Outras considerações também podem ser importantes, de modo a garantir a qualidade da formação em relação não apenas à EAD.

Quais as suas propostas para ampliar a participação de mulheres no Sistema Confea/Creas?

Essa participação tem se mantido mais regular, tanto na presidência dos Creas como nas câmaras e em outras atividades importantes no dia a dia do Sistema. Em relação ao mercado de trabalho, a participação feminina ainda é restrita, hoje temos em torno de 15% de profissionais do sexo feminino registradas em nosso Sistema. Dos 27 presidentes de Creas, temos apenas quatro mulheres. Dos 36 conselheiros federais, apenas duas mulheres, ambas suplentes. Vamos trabalhar intensamente para ampliar essa participação.  

Quais os compromissos para o fortalecimento das entidades de classe?

As entidades de classe, estaduais, regionais e nacionais, estarão fortalecidas no Sistema Confea/Crea e Mútua, como uma de suas principais bases. Promovemos no Crea-PR uma ação pioneira de valorização das entidades regionais, que repercutiu na criação de outros Colégios de Entidades Regionais, que também participaram do Encontro de Líderes Representantes do Sistema, agora em fevereiro, junto às entidades precursoras, que também precisam ser fortalecidas. Vamos trabalhar na promoção de objetivos finalísticos comuns e que também possam potencializar a sustentabilidade financeira, mediante a adoção de ações com maior envolvimento destas lideranças.

Quais as propostas para ampliar o diálogo com jovens estudantes de engenharia?

Os estudantes precisam conhecer o Sistema Profissional e é nossa obrigação nos aproximarmos desse público. O país precisa de mais profissionais da área tecnológica e esse tipo de ação pode ajudar a reduzir os índices de evasão atuais. Assim, promover maior aproximação dos sistemas educacional e profissional é prestigiar os nossos estudantes enquanto futuros profissionais e, adequadamente, atender às necessidades da nossa sociedade, onde afinal todos nos inserimos.

Quais serão as políticas para profissionais estrangeiros?

Devemos ficar atentos para a entrada indiscriminada e sem reciprocidade de empresas e profissionais estrangeiros em nossas áreas de atuação. O mercado de trabalho precisa ser acessado em condições de igualdade pelos profissionais do país, em relação aos profissionais estrangeiros que desejem vir trabalhar no Brasil. Então, a palavra-chave é reciprocidade. Já dialogamos com o Ministério do Trabalho neste sentido. Só poderemos manter esse tipo de abertura, se recebermos também essa abertura por parte de outros países. Há uma exigência dos profissionais do país para que esse processo se dê de forma transparente e controlado, em áreas que não comprometam a nossa empregabilidade. Isso deve ocorrer de modo que não haja uma abertura indiscriminada e que também seja interessante para os nossos profissionais, seja para trocar experiências com profissionais aqui ou em outros países. Aproveito para agradecer a oportunidade de interlocução com os nossos profissionais e me solidarizo com a Fisenge na atuação em defesa da engenharia nacional, nas campanhas de valorização profissional, nas políticas públicas para o desenvolvimento social e na defesa da soberania nacional, sempre comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Por: Camila Marins 

 

 

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Mais de 200 engenheiros da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) participaram, no dia 15/5, de uma audiência com o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Joel Krüger, no Rio de Janeiro. O encontro foi mediado pelo engenheiro e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Clovis Nascimento e também contou com a presença do presidente da Cedae, Jorge Luiz Ferreira Briard, o presidente do Conselho de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Luiz Cosenza e o conselheiro federal José Chacon de Assis. Joel abriu seu discurso agradecendo a ampla votação durante o pleito eleitoral do final do ano passado. “Temos um compromisso estratégico com o país, que envolve a defesa da soberania, do capital tecnológico, das profissões, das empresas e dos profissionais”, disse.

Um dos principais temas em pauta foi a possível privatização da Cedae. O presidente da empresa, Jorge Briard, revelou que, durante uma reunião com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), houve uma apresentação de premissas para modelagens da Cedae. “Na verdade, estamos tendo reuniões sequenciais com o BNDES. Não foi dito explicitamente que não há risco de privatização, mas concordaram que não existe gestor melhor do que a própria Cedae para conduzir a empresa”, contou. Briard reforçou que a Cedae tem avançado nos últimos dois anos na robustez da empresa em termos econômicos, financeiros, de governança e jurídicos, tornando-se capaz de disputar mercado com qualquer um. Ele ainda frisou que existem outras formas de modelagem da empresa. “Nós temos o maior programa do Brasil de saneamento que é o da Baixada Fluminense. São R$ 3,4 bilhões de recursos próprios alavancados junto à Caixa Econômica. Existe espaço para a iniciativa privada atuar junto do setor público. Acho que o setor público e o privado sozinhos não vão conseguir cobrir o déficit de saneamento no país. Vão ter que trabalhar integrados para conseguir atender a toda população com serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, destacou Briard.

O BNDES iniciou, em janeiro deste ano, os estudos para privatização Cedae, cujo objetivo é elaborar um modelo de privatização para a estatal, com a participação de técnicos da empresa e do governo do Rio. Joel citou outros exemplos de tentativa de desestatização, como a Eletrobras. “Está em curso um programa de desnacionalização, porque estão vendendo as estatais para empresas estrangeiras e isso significa perda do parque tecnológico nacional industrial, perda de produção tecnológica e, consequentemente, perda para a engenheira e a soberania nacional”, salientou Joel, informando que o posicionamento é de defesa intransigente da água e da Cedae.
Clovis Nascimento enfatizou que a água é um monopólio natural que, portanto, deve ser preservada. “Tratar a água como mercadoria significa promoção de desigualdade social. Quem tem dinheiro terá acesso à água e ao esgotamento sanitário, enquanto a população pobre seguira desassistida. A Cedae tem capacidade e profissionais qualificados para atender à demanda do estado”, reforçou. Clovis é engenheiro da Cedae há mais de 40 anos.

Muitos políticos defendem a privatização da empresa sob a justificativa de que a Cedae dá prejuízo. Briard afirmou que, esse ano, em seu sexto ano consecutivo contábil, a estatal fechou o seu fluxo de caixa com um valor bastante expressivo e nenhuma dívida aberta. “A nossa projeção de lucro para o ano que vem é em torno de 1 bilhão de reais e como estamos aplicando esse recurso na Baixada Fluminense, o nosso estudo econômico financeiro dentro do projeto é de elevar em cerca de 80% o nosso resultado mensal”, informou.

A companhia atende cerca de 12 milhões de pessoas em 64 municípios e conta com cerca de 900 profissionais de engenharia. De acordo com Luiz Cosenza, a privatização da Cedae poderá afetar os empregos dos engenheiros. “Sabemos que junto com privatização vem a destruição da capacidade técnica que a Cedae acumulou ao longo desses anos com o trabalho dos profissionais. É inaceitável a privatização de uma empresa desse porte e de tamanha importância para o Rio de Janeiro”, enfatizou.

O conselheiro federal José Chacon alertou sobre a soberania do país. “Nos preocupa a combinação da privatização das águas subterrâneas com a privatização da Eletrobras ainda pretendida pelo governo Temer. Temos que ter uma unidade em defesa da engenharia, que é fundamental para que possamos ter um avanço do país em todos os níveis, inclusive em relação à soberania”, ressaltou Chacon, informando que o Confea criou uma comissão de meio ambiente, com o objetivo de formular ações e propostas.


Texto e foto: Camila Marins

Em audiência com engenheiros da Cedae, presidente do Confea se posiciona contra a privatização

Em audiência com engenheiros da Cedae, presidente do Confea se posiciona contra a privatização

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“Comprometimento com a engenharia e o desenvolvimento”. Este foi um dos compromissos de Joel Krüger, eleito para a presidência do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), no último dia 21/2, em Brasília. Eleito para o triênio de 2018/2020, Joel exibiu seu Termo de Posse para um auditório com mais de 800 pessoas, entre parlamentares, conselheiros federais, presidentes de sindicatos, Creas e entidades de classe. O presidente da Fisenge, Clovis Nascimento; o vice-presidente da Federação, Ubiratan Félix; a diretora de comunicação, Giucelia Figueiredo; o diretor financeiro, Roberto Freire; e o diretor Raul Otávio estiveram presentes. “A posse do engenheiro, Joel Krüger, para a presidência do Confea, representa um novo tempo para o profissionais das áreas tecnológicas, que esperam do seu Sistema Profissional uma posição perante os graves problemas que afligem a engenharia nacional. Joel tem competência, ética e coragem para responder à altura esses desafios, construindo o necessário protagonismo do nosso Sistema”, declarou a engenheira e diretora da Fisenge, Giucelia Figueiredo.

O presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, destacou a importância da defesa da engenharia brasileira e da soberania nacional. “A engenharia vive um momento crítico com a atual crise política e econômica e temos a responsabilidade de formular, juntos, caminhos para a retomada do desenvolvimento do país. Parabenizamos o engenheiro Joel, que acumula conhecimento e prática para a defesa dos profissionais e do Brasil”, afirmou Clovis.

Sobre a situação das empresas estatais, Krüger mostrou-se preocupado. “Não se pode assistir passivamente ao desmonte de empresas como Petrobras, Itaipu, Embrapa e Eletrobras, que correm sério risco de privatização. Essas empresas precisam ser valorizadas porque são responsáveis por aplicação de conhecimento, capitais tecnológico e humano”. Joel ainda defendeu a reciprocidade com outros países, no caso da vinda de profissionais estrangeiros. “Nosso Conselho é dos profissionais e das empresas”, afirmou, antes de esclarecer que serão bem-vindos os engenheiros que venham de países que oferecem reciprocidade.

O Sistema Confea/Crea, formado pelos fóruns de entidades nacionais, conselhos regionais, câmaras especializadas e instituições de ensino, e que tem registrados cerca de 1 milhão e 400 mil profissionais, além de 350 mil empresas.

Diretoria da Fisenge prestigia posse do novo presidente do Confea

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Na noite da quarta-feira (21), os participantes do VII Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua voltaram a lotar o auditório do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, para acompanhar a posse de Joel Krüger no cargo de presidente do Confea, recebido de José Tadeu da Silva, que presidiu o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia de 2012 a 2017.

Eleito para o triênio 2018/2020, Krüger foi aplaudido de pé, logo no início da solenidade, ao exibir o Termo de Posse assinado, e ovacionado ao final de seu discurso, no qual se comprometeu em valorizar as profissões reunidas pelo Sistema Confea/Crea, formado pelos fóruns de entidades nacionais, conselhos regionais, câmaras especializadas e instituições de ensino, e que tem registrados cerca de 1 milhão e 400 mil profissionais, além de 350 mil empresas.

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“Foi uma caminhada longa”, disse ao historiar sua trajetória no Sistema, iniciada há 12 anos como conselheiro do Crea Paraná. Na sequência, pediu “cooperação para implantar as mudanças necessárias ao Sistema”, e convocou todos os profissionais “para trabalhar juntos e fortalecer as geociências, a engenharia e retomar o desenvolvimento do Brasil”.

Durante a cerimônia, Joel agradeceu os presidentes de Creas que o antecederam no Paraná, assim como o que o sucede. Família, presidentes de Creas, conselheiros federais e regionais, entidades de classe, representantes da academia e de entidades precursoras foram saudados por Krüger e aplaudidos por todos, como reconhecimento pelo trabalho de cada fórum que compõe o Sistema. “Conto com todos para atender os compromissos de campanha e os desejos dos profissionais, como a criação da carreira de Estado e a valorização de nossas geociências e o nosso capital humano”, conclamou o presidente do Confea.

Sobre a situação das empresas estatais, Krüger mostrou-se preocupado. “Não se pode assistir passivamente ao desmonte de empresas como Petrobras, Itaipu, Embrapa e Eletrobras, que correm sério risco de privatização. Essas empresas precisam ser valorizadas porque são responsáveis por aplicação de conhecimento, capitais tecnológico e humano”.

Joel ainda defendeu a reciprocidade com outros países, no caso da vinda de profissionais estrangeiros. “Nosso Conselho é dos profissionais e das empresas”, afirmou, antes de esclarecer que serão bem-vindos os engenheiros que venham de países que oferecem reciprocidade.

Lideranças empresariais como o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, presente à cerimônia, também ouviu pretensões de Krüger para aproximar o Confea do setor empresarial.

A defesa do salário mínimo profissional, que “deve sair do discurso e ser mais eficaz” e o “exercício ético das atividades profissionais” também foram destacados pelo presidente do Confea, que criticou a Lei de Licitações – na modalidade pregão para serviços que dependam de conhecimento teórico –, e a criação indiscriminada de cursos. Ao falar da defesa de leis e projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional e que sejam de interesse da área tecnológica, disse acreditar que “a atuação do Sistema precisa ser mais efetiva”.

Antes de encerrar e ser ovacionado pelas 800 pessoas presentes, Joel Krüger afirmou que “ao final de cada dia, quero chegar em casa, olhar nos olhos dos meus filhos e dizer que fiz o melhor, o que foi possível, me mantive ético, transparente e sério para as mudanças de que o Sistema e o Brasil necessitam. Estamos aqui a serviço dos profissionais, mas principalmente a serviço do Brasil”.

O VII Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua prossegue até a próxima sexta-feira (23), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, e reúne cerca de 800 profissionais de todo o país, entre eles, representantes dos fóruns consultivos do Sistema.

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Fonte e fotos: Confea

Joel Krüger toma posse na presidência do Confea

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