Pouco usado ainda no Brasil, material recupera a infiltração de água no solo, reduz as ilhas de calor nos centros urbanos e diminui também o impacto das enchentes

Aluno da UFF desenvolve concreto permeável sustentável

Concreto permeável. Foto: Divulgação


Lucas Menegatti, aluno de engenharia civil da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolveu, em seu projeto de conclusão de curso, um concreto permeável sustentável. O material é capaz de “recuperar a infiltração do solo, diminuir o impacto de enchentes e ainda reduzir o efeito das ilhas de calor nos centros urbanos.”

"O concreto permeável é um concreto que permite a passagem de água e ar através de sua estrutura. A ideia é ter um material mais sustentável. Ele pode ser aplicado em superfícies de pavimentação, pode ser utilizado por exemplo em calçadas, estacionamentos, ruas com tráfego menor e decks de piscina. Várias utilizações em que ele possa receber a água da chuva e evitar que ocorra um maior escoamento superficial, evitando também enchentes em grandes centros urbanos", esclarece o aluno.

O material pode ser considerado um tipo de pavimentação sustentável, ainda com pouco estudo no Brasil e um material relativamente novo de utilização no mercado. A diferença desse concreto é que tem pouca ou nenhuma adição de areia, sendo em geral feito basicamente de brita, cimento e água. Segundo Lucas, a ideia inicial foi contribuir para essa formação de literatura sobre o assunto. O próximo passo, segundo ele, é estudar algumas propriedades desse concreto em relação a mistura para melhorar o desempenho.

 

FONTE: RÁDIO EBC

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Estudantes de diversas áreas da engenharia se reuniram para debater os rumos da profissão no país e fortalecer o vínculo com a defesa dos direitos da categoria

III Encontro do Senge Jovem Paraná debate o papel da nova geração de engenheiros para a mudança do Brasil

Pelo terceiro ano consecutivo, a pacata vila de Faxinal do Céu, no interior do Paraná, se tornou ponto de encontro para jovens engenheiras e engenheiros de todo o estado. O objetivo da reunião foi debater os rumos da profissão no país e fortalecer o vínculo dos estudantes com a defesa dos direitos da categoria. Nesta edição, realizada no fim de semana de 21 e 22 de julho, o Encontro Estadual do Senge Jovem Paraná teve o tema “Uma geração forte para mudar o Brasil”, e 45 estudantes de diversas áreas da engenharia participaram de palestras, dinâmicas e debates sobre o papel do engenheiro na construção de um Brasil melhor. Vindos de instituições de ensino de todas as regiões do estado, os futuros engenheiros viveram uma experiência de imersão e formação política, discutindo pautas sociais atuais que, direta ou indiretamente, afetam os futuros engenheiros.

:: Confira mais fotos do evento no Facebook do Senge Jovem

Na abertura do evento, o engenheiro civil e diretor financeiro do Senge-PR, Cícero Martins, resgatou a história dos sindicatos e a importância deste processo de mobilização para defender os interesses do trabalhador, principalmente em tempos de reforma trabalhista e precarização das condições de trabalho.

III Encontro do Senge Jovem Paraná debate o papel da nova geração de engenheiros para a mudança do Brasil

Cícero Martins, engenheiro civil e diretor financeiro do Senge-PR

Martins aponta o sindicato como um mobilizador para a reconquista do poder popular, e, como um dos fundadores do Senge Jovem paranaense, vê o trabalho com os futuros engenheiros como essencial para este processo: “o estudante, sem formação política, acaba assimilando a política e o pensamento do patrão. É necessário agir nas universidades, em contato direto com os estudantes, para garantir a formação de um sindicato mais forte e mais efetivo”.

III Encontro do Senge Jovem Paraná debate o papel da nova geração de engenheiros para a mudança do Brasil

Estudantes participaram de debates sobre temas atuais

O envolvimento estudantil com a luta sindical também foi tema da mesa redonda do encontro. Engenheiros recém-formados, ou com forte atuação política durante os anos universitários compartilharam suas experiências. Cícero, que também participou da mesa, ressaltou a importância da atuação sindical na atual conjuntura vivida pelo Brasil: “no momento mais crítico do nosso país, nós estamos nos articulando e nos organizando. Dedicando parte do nosso tempo, da nossa vida, para construir esse movimento de mudança”.

José Carlos Gomes Filho, engenheiro civil calculista, que também compôs a mesa, chamou a atenção para a relevância da atuação política contínua. “Não se ausentem dos espaços que vocês constroem. Na política, não existe espaço vazio. Se tem alguém aí, pode ter certeza de que é porque não tem ninguém melhor”, alertou. Luiz Calhau, engenheiro civil e diretor do Senge-PR, salientou: “a militância é uma coisa para a vida”.

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Victor Meireles Sampaio de Araujo, engenheiro de produção e diretor do Senge-PR

Esta terceira edição foi positivamente avaliada, tanto por congressistas, como pela organização do evento. Taynara Camargo, estudante de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia na UFPR, integrante do Senge Jovem e uma das organizadoras do encontro, se diz satisfeita com o resultado: “o evento foi bastante incrível. Não poderia estar com mais vontade de trabalhar e consolidar o grupo Senge Jovem e continuar na militância”. A experiência de planejar um evento também deixou sua marca. “É muito gratificante fazer parte de um grupo em que todo mundo trabalha, divide as preocupações e tarefas e é bastante proativo para resolver problemas. Fiquei muitíssimo satisfeita com o resultado do encontro, com o grupo de trabalho que formamos e com quanto aprendizado pude colocar na minha bagagem de vida”.

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Taynara Camargo, estudante de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia na UFPR

A proposta de promover uma formação política profunda, com espaço para debates atuais, foi bem-recebida pelos estudantes. “Foi sensacional porque tivemos o espaço para debates de ideias, simulações de audiências, e pela forma de abordagem dos temas importantes. Realmente senti que estou no lugar certo e deu mais vontade de atuar na causa sindical e na defesa da soberania da nossa engenharia”, conta a estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Estadual de Londrina, Tayna Silva, que participou de todas as edições do evento.

Angústias e anseios da nova geração

Na manhã de sábado, o engenheiro civil, professor do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretor do Senge-PR, José Ricardo Vargas de Faria, proferiu a palestra magna “A Conjuntura Global, angústias e anseios da nova geração de engenheiros no Brasil”. Em sua fala, Faria explanou sobre as relações classistas, as relações de poder e a estrutura do capitalismo no Brasil.

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José Ricardo Vargas de Faria, engenheiro civil e diretor do Senge-PR

Segundo Faria, a nova geração de engenheiros começa a sentir as consequências deste retrocesso com a onda de privatizações, a deterioração das condições de trabalho, a terceirização, e o corte de investimentos em novas tecnologias: “a engenharia é uma das primeiras áreas afetadas, todo desenvolvimento passa pela engenharia”.

Organização popular

No domingo, a palestra magna “Organização Popular”, com os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Rodrigo Moschkovich e Maria Luiza Francelino despertou grande interesse entre os congressistas. A palestra rapidamente se tornou um diálogo, e apresentou um histórico do movimento, desde seu início com forte envolvimento e influência da Igreja Católica, até a formação atual, baseada em uma democracia participativa sem estrutura hierárquica. Foram debatidos também o funcionamento dos acampamentos e assentamentos da organização, e os princípios e ideais defendidos pelo movimento, entre eles a Reforma Agrária e a Agroecologia.

III Encontro do Senge Jovem Paraná debate o papel da nova geração de engenheiros para a mudança do Brasil

Maria Luiza Francelino e Rodrigo Moschkovich, integrantes do MST

Moschkovich propôs algumas formas para que os estudantes interessados se envolvessem com o movimento, e ressaltou que, apesar das aparentes diferenças entre um trabalhador rural e um engenheiro, ambos são trabalhadores: “não somos donos dos meios de produção e não fazemos política econômica. Se sintam trabalhadores, e internalizam isso”, recomendou.

Debates e audiências públicas

Nesta edição, uma nova atividade foi proposta para aumentar o engajamento dos estudantes nos debates: a dinâmica das audiências públicas, com os temas “Privatizações”, “Agrotóxicos” e “Democratização da Mídia”. Divididos em grupos, os estudantes discutiram os tópicos sugeridos com a mediação de especialistas nos assuntos, que, posteriormente, dissertaram sobre suas áreas de atuação. O tema “Privatizações” foi mediado por Inara Rodrigues, estudante de Engenharia de Energia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), enquanto “Agrotóxicos” teve a intervenção do engenheiro agrônomo André Gabardo, e “Democratização da Mídia” contou com a facilitação da jornalista do Senge-PR, Ednubia Ghisi.

Democratização da Mídia foi tema de debate

A segunda dinâmica desenvolvida foi o “Jogo dos Conceitos”, que permitiu aos congressistas debater e expandir seus conhecimentos sobre uma variedade de temas correntes.

Sobre Faxinal do Céu

Uma apresentação sobre Faxinal do Céu, feita pelo engenheiro florestal da Copel, Mário Torres, levou os estudantes em uma jornada pela história da vila residencial e pelo trabalho de recuperação e reflorestamento das áreas afetadas pela construção da Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz. Torres apresentou a flora nativa e aquela que se desenvolveu pela interferência humana, além de discorrer sobre os cuidados dispensados para manter a beleza da região. Ele terminou a palestra com um alerta sobre o risco que a privatização da usina representa para Faxinal do Céu: “se a Copel perder a concessão, não há como manter. Pela nova política, isso aqui não vai continuar”. A apresentação causou tal interesse que, no domingo pela manhã, uma visita ao Jardim Botânico foi acrescentada à programação do evento, para que os estudantes pudessem ver de perto a beleza que Torres tanto exaltou.

Também participaram do encontro os diretores Senge Sérgio Inácio Gomes, diretor-geral da Regional de Maringá, e Pablo Braga Machado, da Regional de Foz do Iguaçu.

 

FONTE: SENGEE PR / Texto e fotos: Luciana Santos, jornalista do Senge-PR

 

 

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo (Senge-ES) e a Associação Brasileira de Engenheiros Civis no Espírito Santo (Abenc-ES) são parceiros no projeto “Capacitando para o Mercado e Para o Futuro”. Essa iniciativa conjunta proporciona aos estudantes de engenharia o contato com a rotina da profissão, bem como cumpre importante papel de ser o primeiro contato de muitos alunos com o movimento sindical.

“Temos uma sala no Senge-ES para desenvolver essa iniciativa onde os estudantes vivenciam o dia a dia de elaboração e execução de projetos”, conta o engenheiro Civil e coordenador do projeto Capacitando para o Mercado e Para o Futuro, engenheiro civil Jaime Oliveira Veiga. “Sem o Senge-ES esse projeto não anda”, complementa.

O programa objetiva propiciar o contato dos jovens engenheiros com a rotina da profissão, realizando palestras, visitas técnicas e acompanhamento de projetos, incluindo ações sociais desenvolvidas em conjunto com prefeituras da Grande Vitória. Nesta segunda (23/7) os integrantes do projeto visitaram áreas de turfa e levantamento topográfico na cidade de Serra.

Essa iniciativa faz parte das ações do Senge-ES para os jovens engenheiros. “Disponibilizamos nosso espaço para abrigar esse projeto. Acreditamos que a renovação sindical passa pelos jovens engenheiros. Precisamos estar perto dos estudantes, que serão o futuro da engenharia e do Sindicato dos Engenheiros”, sintetiza o presidente do Senge-ES, engenheiro eletricista Ary Medina Sobrinho.

No dia 16 de maio o Sindicato lançou o Coletivo de Estudantes do Senge-ES. CLIQUE AQUI e saiba mais.

 

De olho no futuro: projeto capacita jovens engenheiros

 

FONTE: SENGE ES

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Alunos da UFF desenvolvem próteses robóticas de baixo custo

O Brasil registra anualmente cerca de 40 mil casos de amputação por motivos de acidente ou doença. O Sistema Único de Saúde (SUS), por sua vez, não consegue atender a demanda da população, pois a maioria das próteses robóticas são importadas e caras. Com foco nessa realidade, um grupo interdisciplinar formado por alunos dos cursos de Medicina, Computação, Engenharia e de Telecomunicações da UFF se reuniu e criou o Projeto da Rede Acadêmica de Cibernética e Humanidades (Reach), com a finalidade de desenvolver próteses de baixo custo.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos de Tecnologias Avançadas (NETAv), Ricardo Campanha Carrano, a preocupação com a causa social, em especial com os pacientes amputados atendidos pelo SUS, mobilizou alunos e professores a participarem do trabalho. Para facilitar essa integração, foi criado um grupo no aplicativo WhatsApp chamado de “Reach - Nave Mãe”, com 63 participantes. São cinquenta alunos envolvidos, sendo dez de maneira mais ativa, dez professores de diversas unidades da UFF, além de pessoas que ajudam o projeto e que não têm vínculo com a universidade. “Todo o design de logomarcas e banners, por exemplo, foi elaborado voluntariamente pela jornalista Erika France, formada pela UFF. Ela cedeu seu tempo, por acreditar na causa”, destaca.

Segundo ele, o Projeto Reach, que completará um ano em junho, é uma iniciativa exclusivamente de alunos. O grupo empreendedor bateu de porta em porta nos laboratórios e departamentos, angariando apoio. A iniciativa fez com que muitos professores se prontificassem a ajudar, orientando alunos, apresentando a outros parceiros, dentro e fora da UFF. “O professor da Engenharia de Telecomunicações, João Marcos Meirelles, e o pesquisador do Laboratório MidiaCom, Flávio Seixas, são exemplos de docentes que se dispuseram a ajudar e hoje são peças chave na iniciativa”, ressalta.

Onde tudo começou

Antes do Reach, o NETAv foi criado por meio de um acordo de cooperação acadêmica, técnica e científica, celebrado em 18 de março de 2011, entre a UFF e a Marinha do Brasil. O núcleo atende à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SecCTM), sendo um facilitador e mantenedor da relação entre a instituição e a força armada. Em 2016, sua área de atuação foi ampliada, visando o desenvolvimento de programas e projetos de ensino, pesquisa e extensão, em parceria com as demais forças armadas e outras instituições, públicas e privadas. Hoje, segundo Carrano, o núcleo é um órgão de integração de expertise e competências dentro da UFF com know-how suficiente para oferecer seus projetos a outras organizações e entidades externas.

O Projeto Reach, por sua vez, surgiu por iniciativa do aluno do sexto período de medicina, Robinson Simões Júnior, que numa primeira etapa utilizou como protótipo uma mão de robô adaptada. Com isso, a equipe teve a oportunidade de aprender sobre os aspectos mecânicos e eletrônicos envolvidos no processo de criação e montagem de uma prótese, e principalmente como ocorre a captura do sinal mioelétrico - impulso nervoso que resulta de uma ação de controle do cérebro humano sobre os músculos do corpo. “Contamos também com a parceria da aluna da Medicina, Angela Tsuda, que por iniciativa própria já tinha começado a imprimir uma mão robótica, utilizando uma impressora 3D cedida pela professora Yolanda Boechat, do Departamento de Telecom. O Reach a localizou e ela se tornou uma importante colaboradora”, enfatiza o professor.

Atualmente a equipe está trabalhando num segundo protótipo que será operado brevemente como uma verdadeira prótese, ou seja, acoplado a um paciente com amputação. As duas mãos robóticas em teste são controladas por movimentos humanos, por meio da plataforma Arduino, um software aberto. Ele captura os sinais musculares por meio de eletrodos afixados no paciente, transmite ao computador, que os reenvia em segundos à prótese, criando o movimento.

A aluna Giulia dos Santos Dias, do curso de Engenharia Mecânica, acrescentou que o projeto teve também a participação de alunos de graduação e mestrado de cursos de engenharia elétrica, biomedicina e ciência da computação. Para ela, a multidisciplinaridade do Reach é o que o diferencia de outras iniciativas dentro da universidade, fazendo com que a equipe ganhe conhecimentos de diversas áreas e possa observar diferentes problemas, com pontos de vistas distintos, facilitando a resolução deles.

“Os recursos que usamos para a compra de materiais e equipamentos necessários para o projeto vêm exclusivamente de doações dos próprios alunos e professores membros do Projeto Reach, uma vez que ainda não possuímos parcerias para o recebimento de fundos”, ressaltou Giulia.

Parceria

Os protótipos das mãos estão sendo montados no Laboratório de Telemetria e Telecontrole (LaTelCo), vinculado ao Departamento de Engenharia de Telecomunicações. Num segundo passo, a mão robótica será destinada a pacientes amputados do SUS. Nesse sentido, a equipe está buscando firmar uma parceria com a Associação Fluminense de Reabilitação (AFR). “Há um ciclo a ser vencido, até que tenhamos confiança na maturidade do produto. E claro que ser ofertado pelo SUS é o nosso grande objetivo”, afirma Robinson Júnior.

Já de acordo com Carrano, a ideia é que a mão robótica seja patenteada, produzida em escala industrial e oferecida gratuitamente ao público. Para isso, as patentes do projeto eventualmente geradas serão da universidade, até como forma de proteger a propriedade intelectual e seu objetivo social. “Ainda não vivenciamos a fase de buscar empresas para a produção da mão. Estamos nas etapas iniciais do projeto, testando conceitos e técnicas”, esclarece.

Contudo, os recursos dos projetos e inventos da UFF, segundo o professor, poderão retornar à universidade na forma de patentes que gerarão royalties, isso quando há interesse comercial pelo licenciamento da tecnologia desenvolvida. No entanto, o grande retorno para a universidade, que advêm do Reach, é a inserção dos alunos em projetos transdisciplinares que conciliam os objetivos primeiros e nobres de uma instituição pública: o ensino, a pesquisa e a extensão. “É a UFF cumprindo seu papel na sociedade, que é a grande beneficiária do projeto”, conclui.

Na entrevista a seguir o aluno Robinson Simões Júnior fala sobre o Projeto Reach:

Como se deu a iniciativa para criar o projeto Reach?

Sou um grande entusiasta da integração do ser humano com as tecnologias. Ver um ramo em que eu poderia atuar nesse sentido e ao mesmo tempo lidar de forma tão impactante na Saúde Pública me inspirou muito a criar o Reach.

E como foi o processo de reunir alunos de áreas tão distintas?

Primeiramente, procurei ver se tinha algum projeto existente na UFF ao qual pudesse me associar. Como não encontrei, decidi primeiro formar um time inicial de professores que pudesse contribuir com a criação de algo que seria totalmente novo na universidade. Então, fui de porta em porta, de departamento em departamento, e recebendo vários “nãos”. Finalmente, consegui reunir docentes das áreas de Engenharia, Computação e Medicina. Depois disso, cada professor ficou responsável por recrutar alunos em suas respectivas disciplinas, que estivessem interessados em participar.

Como se dá a divisão do trabalho?

Após essa movimentação, resolvemos nos estruturar internamente em três frentes: Captação, lidando diretamente com o paciente em si e descobrindo de que forma poderíamos capturar os sinais mioelétricos; Processamento, analisando os dados e programando para ativar a prótese; e por fim, a Atuação, que lida com a confecção da prótese em si e todo o seu design. Cada frente atuando com focos diferentes, mas concomitantes e com um fim em comum.  E por tudo isso, agradeço a colaboração e o entusiasmo dos alunos Angela Tsuda, Giulia Dias, da Engenharia Mecânica, Yago Rezende e Rafael Vaz, da Engenharia de Telecomunicações; e a Marcela Tuler, do Mestrado em Telecomunicações.

Há uma estratégia para captar futuros recursos que darão prosseguimento ao projeto?

Atualmente estamos discutindo algumas possibilidades, como, por exemplo, a criação de uma emenda parlamentar, “crowdfunding” (financiamento coletivo), ou parcerias com outras instituições.

Quais são os nomes das duas mãos robóticas batizadas pelo grupo?

A Riri Williams, a primeira mão, é uma homenagem à sucessora de Tony Stark, o personagem Homem de Ferro da Marvel. Já a segunda se chama Hackberry, em alusão a Exiii Hackberry, empresa japonesa na qual nos baseamos para confeccionar a atual prótese.

Quanto tempo você acredita que ainda levará para a mão robótica estar efetivamente no mercado?

Tudo depende das parcerias que formarmos. Já evidenciamos alguns grandes obstáculos, como a produção em larga escala, a logística de confecção, distribuição, a reabilitação dos pacientes e o custo de tudo isso. Então, se obtivermos auxílio do Estado e de instituições que já atuam nesse sentido, como a AFR (Associação Fluminense de Reabilitação), creio que boa parte dessas questões serão solucionados rapidamente, tornando possível uma distribuição de próteses, numa quantidade razoável.

 

FONTE: Universidade Federal Fluminense (UFF)

 

 

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Por Josiane Rocha Almeida

O mercado de trabalho para as mulheres sempre é um pouco mais difícil, principalmente na Engenharia, que até alguns anos atrás era dominada pelos homens. Nos dias de hoje estamos cada vez mais próximos de um equilíbrio entre o número de homens e mulheres nessa área, porém, mesmo estando em números cada vez mais compatíveis, nós mulheres ainda enfrentamos um grande problema: precisamos nos reafirmar o tempo inteiro, mostrar o tempo todo à que viemos e não podemos errar! O lado bom é que exatamente por este motivo, estamos cada vez mais em destaque no mercado de trabalho, alcançando patamares inimagináveis e mostrando pro mundo inteiro a força do poder feminino!

Assim como na engenharia, a participação das futuras engenheiras em movimentos jovens é cada vez maior. Nos Senges Jovens/Estudante e também no Coletivo Nacional de Estudantes da Fisenge, respeitamos a paridade de gênero e também notamos que em alguns estado há uma predominância feminina frente às lideranças desses movimentos. Isso mostra o grande interesse das estudantes de engenharia a começarem desde cedo a exercer seu papel profissional e se capacitar para esse mercado de trabalho tão competitivo.

Hoje em dia muito se fala em empoderamento feminino e empoderar-se nada mais é que o ato de tomar poder sobre si, é a consciência coletiva visando o fortalecimento das mulheres e a igualdade de gênero. Por isso, a Fisenge criou seu Coletivo de Mulheres, que promove a formação política das mulheres e estimula a participação delas nos espaços de decisões em todo o país. Porque lugar de mulher, é onde ela quiser! Nós não queremos ser mais, queremos apenas ser vistas como iguais."


*Josiane Rocha Almeida
Coordenadora do Coletivo Nacional de Estudantes da Fisenge
Coordenadora Estadual do Senge Jovem Minas Gerais
Conselheira no Conselho Estadual da Juventude do Governo de Minas Gerais - Cejuve-MG
Assessora de Decisões da Presidência do Crea-Minas Júnior
Estudante de Engenharia Civil da Universidade Fumec - Belo Horizonte MG

“Assim como na engenharia, a participação das futuras engenheiras em movimentos jovens é cada vez maior”, afirma estudante

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Por Luiz Calhau, Engenheiro Civil, diretor do Senge-PR, integrante da coordenação do Senge Jovem e mestrando em Planejamento Urbano pela UFPR

O Senge Jovem inaugura esta coluna mensal com o intuito de trazer ao estudante que acompanha o sindicato um novo canal de comunicação. Aqui, abriremos o espaço para que os estudantes e engenheiros/as recém formados/as realizem um debate de ideias que desafiem paradigmas e provoquem uma reflexão mais profunda sobre a engenharia, política e tudo que engloba o papel do engenheiro e da engenheira na sociedade. Nosso objetivo é criar um espaço de debate de ideias, dentro de uma narrativa que seja libertadora e crítica, sobre o que significa a engenharia e a produção de tecnologia nos tempos atuais.

Este canal de comunicação pode ser compreendido também como uma ferramenta que possibilita a interação entre os estudantes e os jovens engenheiros em termos de mercado de trabalho e perspectivas futuras da engenharia. Aqui encorajaremos os estudantes de todo o estado do Paraná a escrever sobre suas experiências no movimento estudantil, assim como comentar sobre a conjuntura política de seus próprios cursos e universidades. Assim, este espaço se destinará para debates de múltiplas escalas, ora abrangentes, ora locais, sempre suscitando o lado inerentemente político do exercício e do ensino das engenharias.

Mas enfim o que é a engenharia? A quem serve e porque devemos provocar um outro tipo de reflexão dentro dela? A engenharia é a ciência da máquina: pesquisar e desenvolver tecnologias que serão empregadas em processos produtivos, sociais e ambientais. A atuação do engenheiro, portanto, está ligada à produção de tecnologia mas não no seu emprego direto. Isso quer dizer que nem sempre o engenheiro vai utilizar da máquina que desenvolveu, ou vai executar o projeto que desenhou. Engenharia é, tecnicamente parte de um processo, o trabalho que compõe sempre um objetivo maior.

Mas a quem serve este objetivo? Para responder esta pergunta devemos ter uma perspectiva maior sobre a profissão que escolhemos. Se tecnicamente fazemos parte de uma cadeia de produção, politicamente representamos um saber, um conhecimento teórico e prático que nos possibilita exercer nossa profissão. Isto significa que temos uma responsabilidade perante a sociedade que nos confia tal função. Assim, toda decisão técnica que fazemos como engenheiros é permeada pela política. Ora, não é a toa que aprendemos na universidade que um projeto deve ser balanceado em termos de custo e benefício. Isto se trata de uma lógica mercadológica dentro da engenharia, onde a solução técnica deve ser acompanhada de uma viabilidade financeira. A engenharia então não anda com pernas próprias, ela faz parte de um todo e enxergar este todo nem sempre é fácil. Se há tecnologia para tal, por que não há moradia digna para todos? Por que não temos acesso universal à água potável e saneamento básico? Por que não temos uma mobilidade urbana livre e acessível nas cidades brasileiras? Porque, acima de tudo, vivemos em um sistema econômico e social, e este sistema está acima do emprego da engenharia, ou pelo menos da engenharia tradicional e puramente técnica. Avançar na engenharia para além dos muros do sistema é revolucionar o modo de ver a profissão e o papel da engenheira e do engenheiro na sociedade.

Engenharia sem política, portanto, é atuar sem ver, amar sem sentir, operar sem pensar. A técnica pode ser aprendida cada vez mais rapidamente por máquinas e computadores, o que faz do pensar crítico e político uma forma de aproximar a tecnologia da comunidade e dar a ela uma humanidade que se faz cada vez mais rara dentro da ciência tecnológica. Neste sentido, nos reconhecer como classe política e trabalhadora é essencial!

O poder de transformar a tecnologia está acompanhado da possibilidade de irmos além: debater nossa posição como classe trabalhadora além dos estigmas identitários que a nossa profissão esconde. Seja na luta de classes, na luta LGBT+, na discussão de gênero, combate ao racismo, a engenharia está lá presente, servindo a alguém de alguma forma. E portanto isso deve ser discutido e inserido nas nossas ações profissionais. Debater e questionar deveria fazer parte da formação do engenheiro em todas escalas, seja na universidade ou no mercado de trabalho. E se isso significa bater de frente com ideias estabelecidas e enferrujadas que assim seja, pois pessoalmente prefiro ser da geração “mimimi” do que da ultrapassada geração “sim, senhor!”.

Engenharia e política portanto estão imbricadas uma na outra. Seja na pauta trabalhista que o sindicato abarca diariamente, seja dentro das lutas urbanas e rurais, seja no luta das mulheres por maior igualdade, há uma construção de uma engenharia política. E isso pode ser atestado tanto pelos estudantes quanto pelas engenheiras e engenheiros diplomados: na universidade e no mercado de trabalho há posição política e ideologia dentro do exercício da profissão. Fechar os olhos para isto em detrimento de um suposto tecnicismo puro e isento é fechar os olhos para uma realidade que bate a porta a cada segundo.

Assim, este canal de comunicação deve ser alimentado por um conteúdo questionador e crítico, e divulgado em todos meios estudantis no sentido de abrir discussões e reflexões. O Senge Jovem pensa que as vozes que ecoam a revolução dentro das universidades devem ser lidas e relidas, debatidas à exaustão, para que através do conflito possa nascer uma nova engenharia, uma engenharia política e revolucionária.

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Coluna Senge Jovem | Engenharia, política e a geração mimimi

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No marco dos 100 anos da primeira greve geral no Brasil e da revolução que, pela primeira vez levou a classe trabalhadora ao poder, na Rússia, nós, estudantes de engenharia reunidos no 11º Congresso da Fisenge manifestamos a necessidade urgente da luta por um novo projeto de país, que reverta a hegemonia do capital financeiro internacional, em favor de um Brasil mais justo, soberano e desenvolvido social e economicamente. Por esse motivo, estudantes de 12 Sindicatos de Engenheiros vinculados à Fisenge, reuniram-se para deliberar propostas com a visão da construção de um novo momento na conjuntura do Movimento Senge/Sindicato Jovem e Senge/Sindicato Estudante, que explicitam toda resignação ao atual momento político do país. A consolidação do golpe, a obscuridade de ações, as aprovações de emendas impopulares, o sucateamento da educação e a Reforma da Previdência juntamente com a destruição da CLT são fatores que tornam imprescindíveis o posicionamento efetivo dos acadêmicos de engenharia, agronomia e geociências, em favor de uma formação sólida e multidisciplinar que contribua para tirar o país da dependência tecnológica e da onda pretensiosa de entrega das estatais brasileiras nas mãos do capital estrangeiro. Desta forma, entendemos que há a necessidade imediata do fortalecimento das organizações estudantis, contra a mercantilização da educação e por um ensino, pesquisa e extensão populares na Engenharia. Nessa perspectiva, cria-se o Coletivo Nacional dos Estudantes (CNE), que irá articular as lutas nos estados com a finalidade de elevar o nível da discussão, expandindo a problemática além dos limites das fronteiras estaduais.  A resistência não se dará regionalmente, mas em âmbito nacional.

Ampliar a relação entre o movimento estudantil e sindical, apresentar e dialogar com os estudantes o papel fundamental da organização e união por meio dos sindicatos, aproximar e contribuir com a formação política das lideranças estudantis, inserir-se em todos os espaços de debate, na academia e na sociedade. 

Os desafios são grandes e igualmente grande é o entusiasmo com o qual nos colocamos em favor desta pauta, no intento de reverberar a todos os estudantes de engenharia, agronomia e geociências o lema deste congresso: Resistir, em defesa da engenharia e da soberania nacional!  

II Fórum de Estudantes

Curitiba (PR), 09 de setembro de 2017

11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros

 Confira a Carta dos Estudantes aprovada no 11º Consenge

 

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Os alunos do Programa Futuros Engenheiros do 1º semestre de 2017, terceira turma a se formar através da iniciativa na Zona da Mata, participaram da solenidade de conclusão do curso no dia 30/06, na sede da FIEMG Regional Zona da Mata. Em sua 8ª edição, o Programa está formando 366 estudantes de 17 turmas das diversas áreas de Engenharia, em Juiz de Fora, Ipatinga e Belo Horizonte. Ao todo, desde o início de sua realização, o Programa Futuros Engenheiros já formou 1377 estudantes, em 72 turmas ofertadas. O projeto é desenvolvido gratuitamente pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), SENAI e SESI.

Concluíram o curso em Juiz de Fora 58 alunos, das turmas de Operação de Processos em Mecânica Industrial e de Operação de Processos de Instalações Elétricas. Participaram da solenidade o presidente da FIEMG Regional ZM, Francisco Campolina; o superintendente do IEL/MG e de Defesa da Indústria da FIEMG, Adair Marques; o gerente de Carreira Industrial do IEL, Luiz Cláudio de Araújo Lopes; o diretor do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais – Regional Zona da Mata (SENGE), Fernando José; a coordenadora do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Juiz de Fora (CREA), Maria Angélica Arantes; e o diretor do SENAI CFP “José Fagundes Neto”, Vander Montesse, além de familiares, professores e representantes do Sistema FIEMG.

Além de ser um modelo de qualificação profissional, o Programa Futuros Engenheiros permite ao estudante aliar conhecimentos teóricos e práticos e simular a rotina de trabalho na indústria. O curso é voltado para universitários matriculados e frequentes do 5º ao 10º período (na data de início das aulas) do ensino superior das áreas de Engenharia. Além disso, o interessado deve residir e estudar na mesma região em que o curso é oferecido.

Estudantes da Zona da Mata são qualificados no Programa Futuros Engenheiros

Para o presidente da FIEMG Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, que realizou a abertura da cerimônia, as indústrias precisam de engenheiros que tenham conhecimento teórico e prático para que possam fazer a diferença no dia a dia da produção. “Este programa é um presente a custo zero que a indústria de Minas Gerais está oferecendo aos estudantes de Engenharia da Zona da Mata. Estamos entregando à sociedade os melhores engenheiros, treinados e capacitados pelo SENAI”, afirma.

O diretor do SENAI, Vander Montesse, destacou a satisfação da instituição em fazer parte da vida dos alunos. “Nossa proposta é habilitar os estudantes com conhecimentos técnicos que a indústria vai exigir deles. A prática possibilita que as informações que trouxeram da academia se tornem mais claras”, disse. Já a coordenadora do CREA-JF, Maria Angélica Arantes parabenizou a FIEMG pela iniciativa e pela responsabilidade de atuar como referência de qualidade. “Estes formandos sairão para o mercado de trabalho com mais competência e capacidade. Devemos sempre valorizar a carreira que escolhemos para que sejamos profissionais respeitados”, declarou.

Estudantes da Zona da Mata são qualificados no Programa Futuros Engenheiros

O diretor do SENGE-ZM, Fernando José, ressaltou que a formação de um estudante passa por três fases distintas: acadêmica, profissional e cidadã e aconselhou os alunos a enfrentarem as adversidades da vida sem sucumbir às facilidades. Já o superintendente do IEL-MG, Adair Marques, agradeceu o apoio do presidente Francisco Campolina em trazer o programa para Juiz de Fora e falou que a intenção da FIEMG é que ele seja levado a todo o estado. “O Programa Futuros Engenheiros tem uma parte técnica, que permite que os estudantes entendam como é a Engenharia na prática, além de uma parte comportamental, que aborda o respeito ao próximo, o trabalho em equipe e a importância da interação para uma melhor atuação como profissionais”, destacou.

A capacitação continua no segundo semestre de 2017 e as aulas da 9ª edição do Programa Futuros Engenheiros terão início no dia 17 de julho, no SENAI CFP “José Fagundes Neto”, em Juiz de Fora. Os estudantes já participaram do processo seletivo e a fase de matrícula foi nos dias 29 e 30 de junho e 03 de julho.

Fonte: FIEMG

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Na manhã do dia 17/03, aconteceu o encontro dos estudantes de engenharia, organizados nos sindicatos filiados à Fisenge. Com a presença de representantes dos estados, a reunião teve como objetivo dar início à construção da agenda do “Fórum de Estudantes” para o 11º Consenge, que acontecerá entre os dias 6 e 9 de setembro.

De acordo com o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, a Fisenge sempre estimulou a organização de estudantes nos sindicatos. “Formalizamos um espaço institucional no congresso para que eles possam discutir efetivamente as formas de participação e os avanços com as propostas e os projetos da juventude da engenharia brasileira”, afirmou. Atualmente, as entidades organizam os estudantes em Senge ou Sindicato Jovem/ Estudante/Junior nos estados.

Para o engenheiro civil Cícero Martins Jr. e também coordenador do Senge Jovem no Paraná, é fundamental o apoio à organização de jovens engenheiros e estudantes. “A multiplicidade que existe no movimento estudantil é muito importante para socializar as experiências e fazer com que a gente consiga trabalhar numa linha comum”, disse. Ele acrescentou, ainda, que o desafio agora é fazer com que todas as engenharias conversem entre si e que seja possível agregá-las em busca de uma união. Já o estudante de engenharia de produção e representante do Senge Jovem de Pernambuco, Magno Moura acredita que organizar os estudantes dentro dos sindicatos é fundamental para aproximar os futuros engenheiros do mundo do trabalho. “Diante das mudanças recentes apresentadas pelo governo Temer, a importância do papel dos sindicatos na formação dos jovens engenheiros fica ainda mais intensa. É o estudante que protagonizará a luta contra essas mudanças e, para que isso aconteça, ele precisa estar bem informado e formado politicamente", declarou.

O coordenador do Senge Jovem de Minas Gerais, Rodrigo Carvalho afirmou que “foi um momento marcante pela aproximação dos Senge Jovem espalhados pelo país e o início da organização do Fórum dos Estudantes a ser realizado em setembro, abordando temáticas importantes para a formação política profissional e sindical, esclarecendo dúvidas e compartilhando informações para despertar a consciência dos futuros engenheiros e engenheiras”.

Um dos maiores desafios para a estudante de engenharia química na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Letícia Partala, de 20 anos, durante a faculdade é não ter contato direto com as dificuldades do mercado de trabalho. Para ela, o Senge Jovem é um meio de mostrar ao estudante que ele tem a quem recorrer. “Entrar para o Senge Jovem foi muito importante, porque eu consegui ver quantas discussões existem na engenharia e eu não imaginava. Agora, eu entendo como nós, profissionais, podemos contribuir para a cidade, como na questão no plano diretor, vazios urbanos, e assim dar atenção às questões que a prefeitura acaba ignorando. Um dos objetivos do sindicato é fazer com que a nova geração volte a acreditar que é capaz e que também abrace as lutas em busca de avanços para a sociedade”, pontuou Letícia.

Segundo o estudante de engenharia civil na Faculdade de Rondônia (FARO), Thiago Demarchi Ramos, de 28 anos, só no estado existem 300 estudantes inscritos no Senge Jovem e, para ele, a filiação é importante, pois ajuda a “entender o quê significa o sindicato e também sua atuação como instrumento de defesa dos nossos direitos trabalhistas, além de oferecer cursos e convênios”. Para a estudante do 5º período de engenharia civil da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Larissa Pereira, o sindicato representa a categoria e assegura os direitos do trabalhador, além de orientar em relação à conjuntura política, como na luta contra as reformas trabalhista e da previdência e as terceirizações”. Entretanto, a aluna cotista conta que dentro da universidade percebe a opressão relacionada à questão de classe: “Vejo os grupos mais ricos serem privilegiados com tratamentos diferenciados”, alertou.

Ao final da reunião, o vice-presidente da Fisenge, Roberto Freire falou que foi instituída uma comissão provisória para organizar e construir o Coletivo Nacional dos Estudantes (CNE). “Os estudantes debateram a organização e as pautas do Fórum de Estudantes do Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros”, contou. Esta é a segunda edição do Fórum dos Estudantes no Consenge, um passo estratégico para a categoria, que representa a renovação e o debate sobre o papel da engenharia na sociedade.

Fisenge promove encontro de estudantes de engenharia

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"O pior dos mundos: o fim dos direitos sociais" foi o tema da aula pública dada pelos diretores do Senge-PE Mailson Silva Neto e também vice-presidente da Fisenge, Roberto Freire no pátio do CTG, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ministrada no dia 5/12. A convite do Diretório Acadêmico de Geologia, os dois diretores falaram aos presentes sobre a preocupante conjuntura que estamos vivendo e como isso influencia diretamente na vida do trabalhador.

Diretores do Senge-PE ministram aula pública na Universidade Federal de Pernambuco

Diretores do Senge-PE ministram aula pública na Universidade Federal de Pernambuco

Diretores do Senge-PE ministram aula pública na Universidade Federal de Pernambuco

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