Aconteceu, no dia 18/7, a reunião de mediação do Acordo Coletivo do Trabalho da Eletrobrás com o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Esse procedimento negocial foi deliberado e aprovado nas assembleias em todas as bases.

Antes desta reunião unilateral com o CNE, o vice-presidente do TST se reuniu com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e ELETROBRAS, na tentativa de construir uma proposta. Na reunião, o TST apresentou um protocolo de intenções da construção da proposta. O juiz auxiliar da vice-presidência informou que encontra dificuldades na negociação com a SEST/ELETROBRAS, em decorrência da orientação do Ministério da Economia para os ACT’s das empresas estatais. De acordo com o representante da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) na negociação, Gunter Angelkorte, a proposta do TST atende ao pleito da Eletrobrás para facilitar a demissão de trabalhadores. “Não há como considerar que seja uma boa proposta de mediação, pois favorece as demissões. Este cenário gera insegurança e instabilidade para os trabalhadores. O Ministro da Economia já anunciou um plano de privatização da empresa que poderá provocar inúmeros prejuízos para a sociedade, como aumento das tarifas e apagões”, destacou Gunter que acrescentou: “precisamos dialogar com a população sobre as consequências graves da venda da empresa e manter a mobilização dos trabalhadores”.

Confira a proposta apresentada pelo TST:
- manutenção da cláusula Sétima - QUADRO DE PESSOAL -, nos termos atuais até o dia 31.12.2019, a qual será substituída por novo texto de clausula que estabeleça restrição a dispensa nos mesmos termos atuais, mas sendo tal restrição limitada ao quantitativo de 12.088 empregados;
- ajuste na cláusula Sexta INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS, para excluir o direito à estabilidade prevista no referido dispositivo;
- ajuste na cláusula Oitava - NORMAS E REGULAMENTOS , com a substituição do trecho final: onde estava “que por ventura venham a implicar em diminuição das vantagens já existentes”, fica “desde que não sejam provenientes de instrumento normativos”;
- renovação dos Acordos Coletivos Específicos, mas com previsão de grupo de trabalho paritário, para analisar regulamentos empresariais e no ACT Geral, de modo a avaliar a possibilidade de que cláusulas juridicamente desnecessárias sejam extintas, havendo consenso para tanto, bem como discutir a conveniência de manutenção das referidas normas coletivas. Na renovação dos específicos, ficam excluídas de imediato clausulas que versem sobre compensação de feriados;
- a cláusula de suspensão do sistema de avanço de nível não fará parte do ACT;
- manutenção das demais cláusulas do ACT nos seus exatos termos;
- reajuste de 70% do INPC inerente à data-base, com efeitos retroativos a 1º de maio de 2019;
- compromisso das requeridas, a ser firmado em ata de audiência de assinatura de acordo coletivo de trabalho, de instituição de plano de desligamento voluntário, com garantia de condições superiores as correspondentes aos efeitos jurídicos da dispensa imotivada e em condições não inferiores as previstas no plano de desligamento voluntário instituído neste ano de 2019, a ser instituído em até 30 dias após a assinatura do ACT e com direito de adesão ao menos até o dia 31/12/2019;
- adoção de cláusula de custeio sindical, nos moldes que vem sendo observados em acordos firmados em mediações conduzidas pela vice-presidência do TST.

Em resposta ao que foi apresentado, o CNE externou a vice-presidência as seguintes preocupações com o que fora apresentado:
- sobre a cláusula oitava: se mantida conforme proposto, autorizará a empresa a alterar individualmente, diversas normas internas que versam sobre planos de saúde, férias, periculosidade, etc. Por isso, a proposta é manter o texto integral da cláusula;
- sobre cláusula sétima - QUADRO DE PESSOAL, o CNE demonstrou estranhar a instituição de um quadro mínimo de 12.088 trabalhadores, visto que a própria SEST, em Portarias publicadas no Diário Oficial da União, a saber, Portaria SEST 13, de 07.06.19 e Portaria 2850 de 22.03.2019, estabeleceu um quantitativo de 14.261 trabalhadores para as empresas ELETROBRAS. O questionamento se funda na ambiguidade da ELETROBRAS que ora diz que não tem autonomia de gestão para conceder benefícios, mas aponta autonomia para estabelecer um quadro abaixo ao que a própria SEST aponta como ideal. A posição do CNE é que não concorda com o quadro apresentado, por entender que a ELETROBRAS e suas empresas já desligaram mais de oito mil trabalhadores nos últimos cinco anos.

 

Leia AQUI o boletim do CNE

Negociação do Acordo Coletivo da Eletrobrás segue em mediação no TST

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O Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) conquistou, esta semana na Justiça, o reconhecimento do Salário Mínimo Profissional para os engenheiros que trabalham e trabalharam na empresa HABITACIONAL EMPREENDIMENTOS LTDA, no período de 2012 a 2019. "Em tempos de tentativa de revogação do Salário Mínimo Profissional na Câmara dos Deputados, esta conquista reafirma o trabalho do sindicato pela valorização dos engenheiros e a importância da Lei 4.950-A que baliza a nossa remuneração", comemora o engenheiro e presidente do Senge-BA, Ubiratan Félix, que conquistou mais uma ação na justiça. Outras ações vitoriosas foram nas empresas Engevix e na CERB. 

O advogado trabalhista Pedro Ferreira explicou que a ação foi protocolada em 2012 e ultrapassou todas as instâncias do judiciário trabalhista.

Para terem acesso aos respectivos valores, os engenheiros e as engenheiras devem comparecer com os documentos comprobatórios, no dia 31/7, na sede do sindicato, localizada na rua Alexandre Gusmão, 04, Rio Vermelho, em Salvador (BA), às 18h.

Em caso de dúvida, entre em contato: (71) 3335-0510 e (71)98122-6827 ou e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Senge-BA conquista pagamento de Salário Mínimo Profissional para engenheiros da empresa HABITACIONAL

 

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A Câmara dos Deputados abriu consulta pública sobre o Projeto de Lei (PL) 3451/2019, protocolado no dia 12 de junho, pelo deputado federal Sanderson, do PSL do Rio Grande do Sul.

O PL 3451/2019 revoga a Lei nº 4.950-A, de 22 de abril de 1966, que dispõe sobre a remuneração de profissionais diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária. Se aprovado, ele significa o fim do Salário Mínimo Profissional, fixado em seis salários mínimos vigentes para seis horas de trabalho e a oito salários mínimos e meio para oito horas trabalhadas. Esta lei, de autoria do deputado Almino Affonso, só foi aprovada graças à mobilização das entidades de classe e das categorias, mesmo enfrentando resistência do setor empresarial em plena ditadura civil-militar. Inspirada pelo engenheiro e político defensor da democracia, Rubens Paiva, a lei baliza o piso inicial do profissionais de diversas categorias. A atual proposta de revogação do Salário Mínimo Profissional utiliza um discurso de crise para retirar um dos principais direitos dos profissionais e uma luta histórica dos sindicatos de engenheiros. A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) articula, com outras entidades de classe, uma frente em defesa do Salário Mínimo Profissional. 

A consulta pública pode ser acessada no link.

Câmara dos Deputados abre consulta pública sobre fim do Salário Mínimo Profissional

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Terça, 02 Julho 2019 14:45

Cursos para engenheiros(as) - Julho

Cursos para engenheiros(as) - Julho

Inscrições:
 
➡️Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ)
 
▪️Aterramento elétrico (Módulo II) - http://bit.ly/2ROTRaq
▪️Ruído ambiental, industrial e urbano - http://bit.ly/2FOxT2s
▪️Inspeção e patologia de estruturas de concreto armado - http://bit.ly/325kZXp
▪️Procedimentos para legalização de edificações junto à Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro - http://bit.ly/305SkQg
 
➡️Sindicato dos Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG)
 
▪️Seminário Internacional de Inteligência artificial (SIIA) - http://bit.ly/2Nrzh1p
 
➡️Sindicato dos Engenheiros de Sergipe (Senge-SE)
 
▪️ ORSE para licitação - http://bit.ly/2J6JBYl
 
 
 
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Foi apresentado, na manhã de ontem (12/6), o Projeto de Lei (PL) nº3451/2019, que revoga a Lei 4.950-A do Salário Mínimo Profissional dos engenheiros. De autoria do deputado federal Ubiratan Sanderson (PSL-RS), a proposta apresenta justificativa de que o SMP significa uma “barreira para a entrada dos profissionais no mercado de trabalho formal”. A lei 4.950-A foi aprovada em 22 de abril de 1966 e dispõe sobre a remuneração de 8,5 salários mínimos para os profissionais diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária.

O engenheiro e presidente da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), Clovis Nascimento afirma que derrubar uma lei conquistada em plena ditadura civil-militar é uma proposta descabida. “O desemprego na engenharia se deu principalmente a partir da Operação Lava Jato que puniu as empresas, paralisando obras e ampliando as demissões. Somos contra a corrupção e acreditamos que os responsáveis, pessoas físicas, precisam ser exemplarmente punidos”, disse Clovis que está em Brasília articulando um frente de oposição ao projeto. “Defender o Salário Mínimo Profissional significa defender a engenharia brasileira e a soberania nacional. Precisamos de investimentos públicos, de valorização do salário mínimo e de uma política de conteúdo local”, alertou.

De acordo com a engenheira e diretora da Fisenge, Giucélia Figueiredo este é um retrocesso para a engenharia e as demais categorias. “A lei 4.950-A é um dos principais instrumentos de valorização dos engenheiros e das engenheiras, conquista histórica das entidades de classe. A crise não será superada com retirada de direitos, mas com o fortalecimento da engenharia nacional que impulsiona a economia e o ciclo produtivo”, disse. Giucélia ainda destacou que é momento de unidade entre as entidades de classe para a defesa do Salário Mínimo Profissional.

Confira a nota pública da Fisenge sobre o tema: http://bit.ly/2RecVPh

Em Brasília, Fisenge articula frente em defesa do Salário Mínimo Profissional

Foto: Taísa Viana / Acervo Câmara dos Deputados.

 

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Foi apresentado, na manhã de ontem (12/6), o Projeto de Lei (PL) nº3451/2019, que revoga a Lei 4.950-A do Salário Mínimo Profissional dos engenheiros. De autoria do deputado federal Ubiratan Sanderson (PSL-RS), a proposta apresenta justificativa de que o SMP significa uma “barreira para a entrada dos profissionais no mercado de trabalho formal”. A lei 4.950-A foi aprovada em 22 de abril de 1966 e dispõe sobre a remuneração de 8,5 salários mínimos para os profissionais diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária.

Esta lei, de autoria do deputado Almino Affonso, só foi aprovada graças à mobilização das entidades de classe e das categorias, mesmo enfrentando resistência do setor empresarial em plena ditadura civil-militar. Inspirada pelo engenheiro e político defensor da democracia, Rubens Paiva, a lei baliza o piso inicial do profissionais de diversas categorias. A atual proposta de revogação do Salário Mínimo Profissional utiliza um discurso de crise para retirar um dos principais direitos dos profissionais e uma luta histórica dos sindicatos de engenheiros.

Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) apontou que, entre 2003 e 2013, a expansão do número de empregos formais no Brasil foi expressiva, especialmente se comparada à década imediatamente anterior, quando o elevado desemprego e o reduzido número de postos de trabalho gerados deram a tônica da dinâmica do mercado trabalho. O documento ainda afirma que nesse período, as contratações cresceram continuamente, levando os empregos formais a 48,9 milhões de vínculos em 2013, ante 29,5 milhões, em 2003. Estes dados positivos de geração de emprego na engenharia são fruto de uma política de desenvolvimento nacional que apostou em áreas como petróleo, indústria naval, agricultura familiar, além de fortalecer uma política de conteúdo local fomentando as empresas nacionais.

No entanto, a expansão da atividade econômica e da engenharia se deu até o ano de 2014, momento que se inicia um processo de desaquecimento econômico e uma crise política no país, capitaneada pela Operação Lava Jato. Neste período foram mais de 5 mil obras paralisadas em todo o país, num total de investimentos de mais de R$15 bilhões, configurando o desmonte da engenharia nacional com consequências mais graves na indústria de transformação e construção civil que tem roda uma cadeia produtiva interrompida. Isso porque a Operação Lava Jato puniu as empresas nacionais, afetando o ambiente de negócios e a economia brasileira. Em nenhum país do mundo é utilizado este método de combate à corrupção, ao contrário, são punidos, corretamente, os responsáveis pelos atos, feitos acordos de leniência e as empresas são preservadas com ajustamentos de conduta e revisão de práticas éticas e de gestão.

Repudiamos o Projeto de Lei nº3.451/2019 e apelamos aos estimados deputados federais o arquivamento da matéria. A ampliação da demanda de engenheiros no país se dará com investimentos públicos, a diversificação da estrutura produtiva, a retomada do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do programa “Minha Casa, Minha Vida”, a manutenção da política de conteúdo local, o fortalecimento de empresas como a Petrobras e a Eletrobras e também as empresas de saneamento e uma política contínua de valorização do salário mínimo para todo o povo brasileiro.

A superação da crise não se dará por retirada de direitos. A lei 4.950-A é um instrumento histórico de valorização dos profissionais no mercado de trabalho que atuam com responsabilidade técnica no país. Defendemos a engenharia brasileira e a soberania nacional.

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

Deputado do PSL apresenta projeto que revoga Salário Mínimo Profissional dos engenheiros

Foto: Agência Brasil/EBC

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Fisenge disponibiliza planners exclusivos para engenheiros e engenheiras

Confira os planners exclusivos da Fisenge feitos para profissionais e estudantes de engenharia: https://bit.ly/2UXkoT0

 

 

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Mobilizados por novos rumos para o movimento sindical brasileiro, arquitetos e urbanistas e engenheiros precisam de união para fortalecer a luta pelos direitos dos trabalhadores. A conclusão veio de debate na tarde deste sábado (6/4) durante a Reunião Ampliada da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), em Curitiba (PR). “O Brasil tem que construir um novo sindicalismo. Vamos ter que ir para esse embate juntos. O momento é de buscar unidade entre os sindicatos, porque os que estão contra os trabalhadores estão unidos”, pontuou o presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Clovis Francisco do Nascimento Filho. Ao lado de colegas de luta e em mesa coordenada pela vice-presidente da FNA, Eleonora Mascia, Nascimento lembrou que “a essência da atividade do sindicato é a luta do trabalhador contra o capital” e que as lideranças não podem abster-se do debate político em momentos como este, quando atacam diretamente os direitos trabalhistas e da previdência. “Não temos que ter medo de colocar o dedo na ferida e falar o que representa essa Reforma da Previdência. Não podemos nos omitir, temos que derrubar essa reforma proposta”, reforçou com a convicção sobre a necessidade outras reformas, como a tributária, necessária para enfrentar a enorme desigualdade de distribuição da renda no país.

A fala ganhou eco na manifestação do ex-presidente da FNA, Jeferson Salazar. “Vivemos um processo permanente de luta de classes entre capital e trabalho. É essa a realidade que hoje nos move e leva os trabalhadores à exploração.” O fim da CSU obrigatória de forma abrupta, alerta ele, foi uma forma de atingir os direitos trabalhistas e as organizações sindicais. E alertou: “o combate aos sindicatos precede um ataque maior contra a classe trabalhadora”. Salazar recordou que, enquanto se atinge os direitos do povo, o lucro das grandes empresas não é tributável, o que agrava a divisão de classes. “Estamos vivendo diversas formas de materialização da luta e de fragilização das organizações dos trabalhadores”, resumiu. Um processo que, segundo ele, foi precedido por uma ação da mídia que denegriu a imagem dos sindicatos perante a sociedade, inclusive entre os próprios trabalhadores. “Não existe solução mágica se não for pelo conhecimento. Há um processo em curso de convencimento do trabalhador de que seus instrumentos de luta não são importantes. Temos uma tarefa fundamental e imediata que é buscar alternativas para esse diálogo”, conclamou.

Os dilemas dessa luta também deram o tom da fala do presidente do Senge/RJ, Olímpio Alves dos Santos, que discorreu sobre a relevância de os profissionais da engenharia e da arquitetura e urbanismo se identificarem como trabalhadores. E alertou para a urgência em encontrar formas de financiamento da atividade sindical, citando como possibilidades a adoção de planos de previdência complementar, seguro de vida, cooperativas de crédito e habitação. Também compondo a mesa, o diretor da Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal (Aneac), Sergio Grande, reforçou a importância de mobilizar as categorias por um objetivo comum. “Embora tenhamos um grande número de associados e sindicalizados, a participação não é condizente com as necessidades que se apresentam”, pontuou.

O presidente da FNA, Cicero Alvarez, fez provocações à mesa, destacando o motivo da existência dos sindicatos e sobre o trabalho que vem sendo feito para atender aos anseios da base. “É importante que a gente reflita. As pessoas nos enxergam com preconceito e isso deve ser revertido. Não podemos ficar esperando milagres ou que as estruturas sindicais resolvam nossos problemas sem mobilização”.

E conclamou as lideranças das entidades de engenharia por solidariedade em questões que exigem maior respeito pelos profissionais, como o combate à diferença entre as nomeações de arquitetos e engenheiros verificada entre concursados, ou as variações salariais entre profissionais com as mesmas atribuições, ou ainda a discriminação imposta nas relações de trabalho. Alvarez alertou que os profissionais estão sendo atacados, como no caso do Projeto de Lei 9818/18, que retira do Conselho de Arquitetura e Urbanismo a atribuição de definir as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas.

Fonte: FNA (Federação Nacional dos Arquitetos)

Foto: Carolina Jardine

Arquitetos e engenheiros debatem estratégias de luta conjunta

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Os profissionais contratados sob o regime estatutário (geralmente é o caso das contratações via prefeituras) não são contemplados pela Lei 4.950-A/66, que estipula o salário mínimo profissional para os engenheiros(as). Sendo assim, as prefeituras geralmente possuem liberdade para fixarem tabelas de remuneração para a contratação da categoria.

O que o Senge-MG pode fazer e vem fazendo é negociar com as prefeituras para tentar que elas remunerem os profissionais de acordo com o que é praticado no mercado. Na prefeitura de Belo Horizonte, por exemplo, o Senge-MG faz parte de uma mesa de negociação fixa para tratar do assunto. O Sindicato de Engenheiros já atuou, ainda, junto às Prefeitura de Contagem e Ribeirão das Neves. Em ambas obteve sucesso em relação à remuneração dos servidores engenheiros (as).

Para o Senge-MG negociar em outras prefeituras de Minas Gerais, é necessário que os engenheiros servidores dessas prefeituras procurem formalmente o Senge-MG para, então, ser realizada uma assembleia na qual deverá ser deliberado que o Senge-MG represente os(as) engenheiros(as) junto à administração municipal. 

Dúvidas? Entre em contato com nosso setor de Negociações Coletivas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou ligue (31) 3271-7355.

Saiba como o Senge-MG pode atuar pelo cumprimento do Salário Mínimo Profissional nas Prefeituras

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Em repúdio à celebração do dia 31 de março, data marcada pelos 55 anos da ditadura civil-militar no Brasil, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) organizou uma série de postagens intitulada “#DitaduraNuncaMais”, que reúne histórias de engenheiros e engenheiras que resistiram ao período ditatorial no Brasil. São homenageados os engenheiros Haroldo Lima, Rubens Paiva, Jorge Leal, Elsa Parreira e Maria Elisabeth Marinho. “O Brasil nunca mais pode reviver aqueles momentos terríveis da ditadura, que foram responsáveis pelo extermínio de companheiros e companheiras que lutaram por um Brasil justo, democrático, igualitário e solidário. Viva a democracia brasileira! Ditadura nunca mais”, declarou o engenheiro e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento.

Confira:

Elsa Parreira
Engenheira civil e mestre em engenharia de produção, Elsa lutou, bravamente, pela democratização no Brasil na época da ditadura militar. Ela integrou o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) e atuou pelo fortalecimento do movimento sindical nos anos 1980 até 2017, ano de seu falecimento. A engenheira esteve ao lado da classe trabalhadora, contribuiu para a construção do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e de nossa democracia. Também atuou em defesa dos direitos das mulheres, integrando, em 2009, o Coletivo de Mulheres da Fisenge. Elsa iniciou sua trajetória política no movimento estudantil aos 19 anos, quando estudava engenharia civil, no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo. "Vivíamos o auge da repressão. Nós tínhamos preocupação com o ensino voltado para melhores condições ao povo brasileiro e a engenharia teria papel essencial nas áreas de habitação, saneamento, infraestrutura. O Brasil iniciou um marketing político de combate ao comunismo e a todas as propostas com viés social apoiadas na movimentação popular", contou Elsa Parreira em entrevista à Revista da Fisenge, em 2014. Depois de formada e, ao lado de Sidney Lianza, mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer mestrado na COPPE/UFRJ. "Havia um grupo de pós-graduandos resistentes à ditadura, com destaque para o Teatro de Resistência dos Alunos da COPPE (TRAC). Enquanto estudantes de pós-graduação, iniciamos a militância dentro do Senge-RJ com o engenheiro Jorge Bittar, sendo ponta de lança do processo de retomada do sindicato, que estava nas mãos de pelegos e era controlado pela ditadura". Em 20 de julho de 1977, Elsa foi presa dentro de sua casa e levada para o centro de torturas no DOI-CODI. "Acreditar na força transformadora dos trabalhadores e da sociedade civil". Foi desta forma que a engenheira Elsa Parreira seguiu resistindo e lutando pela democracia no Brasil. 

Haroldo Lima
Formado em engenheira elétrica e ex-deputado, foi condenado a dez anos de prisão durante o regime ditatorial e solto na época da Anistia. Em 1988, elegeu-se Deputado Constituinte, apresentando à época mais de 1.200 emendas ao projeto. Destacou-se como defensor dos trabalhadores e de uma Constituição, efetivamente, cidadã. Por conta da sua atuação, foi eleito pelo jornal Folha de S.Paulo dentre os 40 Deputados mais destacados da Constituinte, além de ter sido, consecutivamente, “Deputado Nota Dez” do DIAP. É um árduo nacionalista, defensor do desenvolvimento social e da soberania nacional 

Rubens Paiva
Engenheiro civil e deputado federal no ano de 1962. Rubens Paiva foi eleito deputado federal em 1962, por São Paulo, pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Após defender o presidente João Goulart em célebre discurso para a Rádio Nacional, foi cassado e exilado por nove meses. De volta ao Brasil, retomou a atividade de engenheiro, no Rio de Janeiro, sem abandonar a resistência à ditadura e o apoio a exilados políticos. Foi preso em 20 de janeiro de 1971 e nunca mais foi visto, barbaramente assassinado pela ditadura militar. “Julgamos indispensável que todo o povo se mobilize tranquila e ordeiramente em defesa da legalidade prestigiando a ação reformista do presidente João Goulart que neste momento está com o seu governo empenhado em atender todas as legítimas reivindicações de nosso povo”, diz trecho de seu discurso. No final de 2014, a Fisenge e o Senge-RJ, inauguraram um busto de Rubens em frente ao DOI-CODI e na estação Pavuna.

Jorge Leal Gonçalves
Engenheiro eletricista, petroleiro e militante político, Jorge Leal foi um dos desaparecidos do período, sequestrado no dia 20/10/1970 por agentes do DOI-CODI/RJ. Em 1972, sua mãe chegou a mandar uma carta à esposa do presidente, Scila Médici, pedindo a soltura de seu filho, mas não obteve resposta. O engenheiro foi um dos homenageados no monumento com os dizeres “Homenagem aos baianos mortos e desaparecidos e a outros brasileiros que aqui tombaram na luta pela liberdade e contra a ditadura”, na Semana da Anistia, na Bahia, em 2015. 
Com informações da Associação dos Anistiados da Petrobras (CONAPE).

Maria Elisabeth Marinho
Conhecida como Beta, foi a primeira mulher a se formar em engenharia na Paraíba e combativa lutadora durante os tempos da ditadura militar, abrigando companheiros e apoiando, por exemplo, Miguel Arraes, em Pernambuco, cidade onde vive nos tempos atuais. Foi conselheira do Crea-PE, diretora do Senge-PE, integrante do Coletivo de Mulheres da Fisenge e também da primeira Comissão de Mulheres do Confea. Hoje, ela é aposentada da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Beta contribuiu efetivamente para o enfrentamento da seca no Nordeste. “Mesmo com os tempos sombrios da ditadura militar, nós, jovens, acreditávamos que o Brasil era da gente”, afirmou Beta em uma entrevista para a Fisenge em 2013.

Série de postagens lembra histórias de engenheiros e engenheiras que resistiram à ditadura civil-militar

 

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