A indústria da construção demitiu mais de 93 mil trabalhadores entre 2016 e 2017.

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Foto: AGÊNCIA IBGE NOTÍCIAS

A indústria da construção demitiu mais de 93 mil trabalhadores e fechou 564 empresas entre 2016 e 2017. 

No mesmo período, o valor gerado pelas incorporações, obras e/ou serviços caiu 9,6%, recuando para R$ 280 bilhões, em termos nominais, de acordo com dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada nesta quarta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O cenário de baixo crescimento, instabilidade econômica e incertezas institucionais tem desestimulado os investimentos, e o setor [de construção] perdeu dinamismo nos últimos anos”, analisa a gerente de Pesquisas Estruturais e Especiais do IBGE, Fernanda Vilhena.

E os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 mostram que o item investimento medido pela formação bruta de capital fixo, apresentou uma queda de 2,5%, sendo que a construção civil é o componente de maior peso do indicador.

A gerente de pesquisas do IBGE destaca como exemplos da redução dos investimentos, os desembolsos em infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que, apesar do ligeiro aumento nominal em 2017, tiveram fortes retrações em 2015 e 2016; e o crédito imobiliário que também apresentou queda intensa entre 2016 e 2017, com redução no número de unidades financiadas.

Boa parte dessa retração, explicou Fernanda, se refletiu no segmento de infraestrutura, que perdeu participação no valor das incorporações, obras e/ou serviços ao longo dos últimos anos. Por outro lado, a construção de edifícios ganhou representatividade. De 2008 a 2017, a participação do segmento de infraestrutura caiu de 47,4% para 32,2%, enquanto a da construção de edifícios cresceu de 37,2% para 45,8%.

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Imagem: IBGE

De acordo com Fernanda, esses números vêm acompanhados da diminuição da participação do setor público como cliente na geração do valor de obras. “De 2008 para 2017, a participação do setor público caiu para a indústria como um todo, mas principalmente no setor de infraestrutura, que é muito dependente do investimento público”.

IBGE

Imagem: IBGE

Pessoal ocupado na construção é o menor desde 2008

Em relação ao emprego, a indústria da construção empregava, em 2017, cerca de 1,9 milhão de pessoas, mostrando uma queda de 4,7% em relação a 2016. Este é o menor contingente de ocupados desde 2008, quando havia cerca de 1,8 milhão de pessoas ocupadas no setor da construção.

Todos os segmentos tiveram queda na média de pessoal ocupado. Porém, o segmento que mais perdeu participação entre 2008 e 2017 foi também o de obras de infraestrutura, que tinha o maior porte médio e a maior média salarial.

“Em participação no emprego, o segmento de infraestrutura foi superado pelos serviços especializados, que são empresas menores, de serviços de acabamento, pintura, encanamento, caracterizados por pagarem salários mais baixos. Ou seja, os empregos que ganharam participação foram justamente os associados aos salários mais baixos, mudando o perfil do emprego na construção”, conclui Fernanda.

Cai média de trabalhadores por empresa

Ainda de acordo com a Paic, em dez anos, a média de ocupação (número de trabalhadores por empresas) da indústria da construção civil brasileira foi reduzida pela metade depois de uma mudança estrutural no setor – obras de infraestrutura cederam lugar para a construção de edifícios.

Entre 2007 e 2017, a média de trabalhadores empregados por empresa caiu de 30  para 15, apesar do número de empresas da construção civil ter aumentado de 52,9 mil para 126,3 mil.

IBGE

Imagem: IBGE

FONTE: CUT

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Vaga para Engenheiro Civil - experiência mínima de 05 anos

Vaga para profissional em engenharia com experiência mínima de 05 anos:

01 (uma) Vaga para Engenheiro Civil, com disponibilidade de mudanças de cidade (Goiana SE).

Área:

Gestão de obras/Fiscalização/Licenciamento de obras/Execução de Estruturas metálicas steel deck.

Nível hierárquico:

Tático/Líder/Fiscal/Gestor

Local de trabalho:

Goiana/PE – Obra de 5 mil m2 da fundação até entrega em 6 meses.

Atividades:

Definir e supervisionar os procedimentos de gestão de obras da empresa, coordenando e controlando os projeto, garantindo o atendimento ao custo, prazo, qualidade, segurança, satisfação do cliente; Controle do projeto em relação a modificações, revisões e serviços não previstos; controle dos contratos em relação a prazo, modificação de valores, multas por descumprimento de cláusulas contratuais; Análise crítica dos orçamentos, verificando se os materiais estão homologados, com preços condizentes ao mercado; identificar necessidade de recursos e alternativas de fornecedores; fiscalização de obras; licenciamento de obras; entrega de obras.

Pós Graduação, experiência na área com qualidade e gerenciamento será um diferencial.

Enviar currículo até o dia 10/04/2019 para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Fonte: Senge-SE

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“É preciso atentar para a boa prática da engenharia”, Joel Krüger

Foto de divulgação Confea

Por maioria dos votos, o engenheiro civil Joel Krüger foi eleito, em dezembro de 2017, como presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Nascido em Curitiba, Joel é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (1985). Alguns anos antes, havia concluído o curso de Técnico em Edificações pela Escola Técnica Federal do Paraná. É especialista em Gestão Técnica do Meio Urbano pelo convênio Université de Technologie de Compiègne (França) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), pela qual também é Especialista em Didática no Ensino Superior e Mestre em Educação, além de professor licenciado do Curso de Engenharia Civil. Confira abaixo uma entrevista com Joel Krüger, concedida à revista da Fisenge.

 A engenharia vive hoje um de seus mais dramáticos momentos. Quais as possibilidades de uma recuperação frente a esse cenário?

 Acredito que o país precisa mudar sua forma de encarar os desafios que foram se acumulando e que não foram criados pela engenharia. Muito pelo contrário, a engenharia e a agronomia são as grandes responsáveis pela sustentação dos índices econômicos nacionais. Temos possibilidades de recuperação. Já há um pequeno crescimento do PIB, mas os indicadores ainda são muito tímidos, principalmente considerando o potencial da área tecnológica do país. Não podemos abrir mão do nosso capital tecnológico de empresas como Itaipu Binacional, Eletrobras e Petrobras. Neste sentido, o plenário do Confea já se manifestou em prol da manutenção da soberania do setor elétrico brasileiro, manifestando-se contrário à privatização da Eletrobras. Por isso, para recuperarmos a engenharia nacional, é necessário que o governo invista com ousadia em programas de fomento e incentivo para que possamos retomar nosso desenvolvimento.

Quais deveriam ser os princípios de um modelo de governança comprometido com a engenharia e a soberania nacional?

Entre outros, acredito que a proteção ao emprego e ao capital tecnológico; defesa do conteúdo local; investimentos permanentes, planejados e programados na infraestrutura e em áreas emergenciais, como a manutenção predial pública, salvaguardado por legislações nacionais, que garantam uma política de Estado ao setor; defesa da engenharia pública; reconhecimento da engenharia como carreira de Estado; criação da Engenharia Geral da União; garantia do salário mínimo profissional; participação da Engenharia na elaboração de currículos e no processo de liberação de novos cursos e suas respectivas modalidades.

Uma de suas propostas em seu programa é uma “campanha nacional em prol da modernização da Lei de Licitações”. Como seria?

Já temos atuado ativamente nesse sentido, participando ativamente da discussão na Câmara dos Deputados sobre a revisão da Lei nº 8.666/1993. Não concordamos, por exemplo, com o Regime Diferenciado de Contratações – RDC, modelo de contratações integradas, implementado pela Lei 12.462/2011. A princípio, seria usado apenas para agilizar, compensar os atrasos e atender aos prazos de entrega das obras para a Copa do Mundo, em 2014, e para as Olimpíadas, em 2016. Porém, a excepcionalidade se generalizou. Então é preciso atentar para a boa prática da engenharia, fundamentada nas etapas de planejamento, projeto, execução e manutenção das obras. O modelo é preocupante pois compromete o padrão de qualidade das obras. Muitas obras iniciadas neste modelo estão inacabadas ou já apresentando problemas gerados por uma construção apressada. Outros pontos fundamentais para a renovação da lei: o licenciamento ambiental prévio ao edital; o disciplinamento regular, passível de reajustes; a contratação por técnica e preço; e ainda a identificação clara do responsável técnico pelo orçamento. Interromper o uso da modalidade pregão nas contratações das obras e serviços de Engenharia é outro passo essencial. Afinal, o artigo 5º da Constituição diz que é livre o exercício de qualquer trabalho, salvo as profissões regulamentadas por lei, que seriam os serviços especializados para garantir a saúde, a vida, a segurança. Ou é serviço de engenharia ou é serviço comum.

Acompanhamos dois desabamentos de obras, um em Brasília e outro no Rio de Janeiro. Como é possível evitar tais fatos?

 O que se constata é que as práticas mais elementares do uso da obra pública são postas em segundo plano. Não seria admissível que um Plano Diretor fosse aprovado sem que ele abrangesse um plano de manutenção predial que previsse as futuras obras e também as já construídas. Projetos básicos e projetos executivos também são elementos esquecidos da maioria das obras públicas. Falta uma regulamentação nacional que de forma contundente defina esses aspectos. Da nossa parte, procuraremos ampliar a fiscalização, promover a importância da prevenção e também lutar para o estabelecimento de novos marcos legais que cobrem a manutenção preventiva dos administradores.

Qual a importância da engenharia como carreira de Estado?

A formalização da carreira oferece uma maior segurança para toda a sociedade de que o país ganhará uma política de Estado em favor do seu crescimento, considerando que estes profissionais seguirão um processo contínuo de valorização e de planejamento, que não dependerá, em tese, das políticas de governo. É um primeiro passo em direção a essa política de fortalecimento do Estado nas áreas das Engenharia e Agronomia. Isso poderá garantir que os projetos básico e executivo das obras de engenharia se tornem rotineiros e que sejam conduzidos com a acuidade necessária às obras públicas, garantindo também sua manutenção preventiva de forma permanente. Para isso também seria fundamental que as obras e os serviços fossem licitados em modalidades mais compatíveis com as reais necessidades da nossa atividade.

Como será o diálogo e as pautas prioritárias do Confea no Congresso Nacional?

Já reestruturamos a nossa linha de ação no Congresso Nacional. É importante que todos conheçam os nossos pontos de vista e saibam a importância da engenharia brasileira. Por meio de uma assessoria parlamentar ativa, estamos nos posicionando frente a alguns aspectos que garantem a sustentabilidade da economia e o mercado de trabalho dos nossos profissionais, como o conteúdo local. Também trataremos de outras questões importantes para o Sistema, como a federalização do nosso plenário e todas as questões relacionada à  defesa de nossas profissões. Estamos participando ativamente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional e realizando ações de integração com os parlamentares, além de envolver a participação de outros Creas, Associações e Sindicatos ligados à área de engenharia e agronomia. Com a participação ativa do Confea no Congresso Nacional poderemos ampliar a valorização de nossas profissões.

Qual a sua opinião sobre o Ensino à Distância?

Vamos dialogar com o Conselho Nacional de Educação para ampliar nossa participação. Pretendemos ser mais ouvidos sobre a elaboração de currículos e a liberação dos cursos da área tecnológica. Quanto à modalidade à distância, sou contra a possibilidade de que qualquer curso da área tecnológica seja desenvolvido integralmente desta maneira. Outras considerações também podem ser importantes, de modo a garantir a qualidade da formação em relação não apenas à EAD.

Quais as suas propostas para ampliar a participação de mulheres no Sistema Confea/Creas?

Essa participação tem se mantido mais regular, tanto na presidência dos Creas como nas câmaras e em outras atividades importantes no dia a dia do Sistema. Em relação ao mercado de trabalho, a participação feminina ainda é restrita, hoje temos em torno de 15% de profissionais do sexo feminino registradas em nosso Sistema. Dos 27 presidentes de Creas, temos apenas quatro mulheres. Dos 36 conselheiros federais, apenas duas mulheres, ambas suplentes. Vamos trabalhar intensamente para ampliar essa participação.  

Quais os compromissos para o fortalecimento das entidades de classe?

As entidades de classe, estaduais, regionais e nacionais, estarão fortalecidas no Sistema Confea/Crea e Mútua, como uma de suas principais bases. Promovemos no Crea-PR uma ação pioneira de valorização das entidades regionais, que repercutiu na criação de outros Colégios de Entidades Regionais, que também participaram do Encontro de Líderes Representantes do Sistema, agora em fevereiro, junto às entidades precursoras, que também precisam ser fortalecidas. Vamos trabalhar na promoção de objetivos finalísticos comuns e que também possam potencializar a sustentabilidade financeira, mediante a adoção de ações com maior envolvimento destas lideranças.

Quais as propostas para ampliar o diálogo com jovens estudantes de engenharia?

Os estudantes precisam conhecer o Sistema Profissional e é nossa obrigação nos aproximarmos desse público. O país precisa de mais profissionais da área tecnológica e esse tipo de ação pode ajudar a reduzir os índices de evasão atuais. Assim, promover maior aproximação dos sistemas educacional e profissional é prestigiar os nossos estudantes enquanto futuros profissionais e, adequadamente, atender às necessidades da nossa sociedade, onde afinal todos nos inserimos.

Quais serão as políticas para profissionais estrangeiros?

Devemos ficar atentos para a entrada indiscriminada e sem reciprocidade de empresas e profissionais estrangeiros em nossas áreas de atuação. O mercado de trabalho precisa ser acessado em condições de igualdade pelos profissionais do país, em relação aos profissionais estrangeiros que desejem vir trabalhar no Brasil. Então, a palavra-chave é reciprocidade. Já dialogamos com o Ministério do Trabalho neste sentido. Só poderemos manter esse tipo de abertura, se recebermos também essa abertura por parte de outros países. Há uma exigência dos profissionais do país para que esse processo se dê de forma transparente e controlado, em áreas que não comprometam a nossa empregabilidade. Isso deve ocorrer de modo que não haja uma abertura indiscriminada e que também seja interessante para os nossos profissionais, seja para trocar experiências com profissionais aqui ou em outros países. Aproveito para agradecer a oportunidade de interlocução com os nossos profissionais e me solidarizo com a Fisenge na atuação em defesa da engenharia nacional, nas campanhas de valorização profissional, nas políticas públicas para o desenvolvimento social e na defesa da soberania nacional, sempre comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Por: Camila Marins 

 

 

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Engenharia Civil: cresce o número de mulheres em atuação na área
                                              Engenharia Civil: cresce o número de mulheres em atuação na área
 
Com a tradição de ser um curso predominante por homens, a Engenharia Civil tem registrado um aumento do número de mulheres nas salas de aulas. Quebrando o tabu de que a área de exatas é coisa de menino, o número de pessoas do sexo feminino nos cursos de graduação em engenharia civil tem aumentado nos últimos anos.
 
Segundo dados divulgados pela USP em uma pesquisa sobre o assunto, o número de mulheres nos cursos de engenharia cresceu 55% entre os anos de 2005 e 2013, atingindo a taxa de 69,9% somente no âmbito da Engenharia Civil.
 
Para quem tem interesse em fazer uma faculdade neste segmento precisa ser criativo, ter habilidades para uso de tecnologias, ser crítico, analítico para identificar e resolver problemas relacionados à área de atuação. É necessário ter perfil de liderança e saber trabalhar em equipe, além de ter visão ética e humanística. 
 
Estas qualidades já somam pontos positivos para as meninas, mas para construir uma carreira de sucesso a engenheira civil ainda precisa enfrentar muitos desafios. A conquista pelos cargos de confiança ainda é bastante competitiva e a necessidade do trabalho mais braçal também existe. Além disso, apesar de hoje em dia já haver uma equiparação salarial na iniciativa pública, na iniciativa privada o mercado de trabalho ainda faz essa distinção entre os gêneros.
 
Para as futuras engenheiras ou futuros engenheiros a faculdade de engenharia civil tem a média de duração de cinco anos e é exigido o estágio supervisionado para formação. O profissional graduado pode atuar como autônomo, em repartições públicas, montar seu próprio negócio, além de exercer a atividade em setores como:
 
•    Construção Civil e Urbana;
•    Rodovias e Transportes;
•    Saneamento;
•    Estruturas e Fundações;
•    Solo e Geotecnia.
 
Fonte: Mayanna Marques - Ascom - EMB
https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/carreira/engenharia-civil-cresce-o-numero-de-mulheres-em-atuacao-na-area
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Mais de 85% dos brasileiros constroem e reformam imóveis sem orientação de engenheiros, arquitetos e urbanistas, de acordo com pesquisa promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e Instituto DataFolha, em 2015. Com o objetivo de debater essa realidade, engenheiros e arquitetos promoveram a oficina “Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social, no dia 17/3, em um auditório lotado, durante o Fórum Social Mundial, realizado em Salvador (BA). Em dezembro de 2008, foi sancionada a lei 11.888, que “assegura o direito das famílias de baixa renda à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social, como parte integrante do direito social à moradia”. Isto não significa trabalho voluntário ou não remunerado dos profissionais. Pelo contrário, de acordo com especialistas, a assistência técnica poderia abrir um mercado de trabalho para engenheiros, arquitetos e urbanistas.

A operacionalidade da legislação é um dos principais gargalos, pois não existem competências federativas definidas. Caberiam aos municípios as seguintes competências: atendimento ao cidadão de forma coletiva e/ou individual; implantação de Escritórios Públicos de Engenharia e Arquitetura; estabelecimento de convênios com instituições públicas, privadas e entidades filantrópicas para atendimento individual e/ou coletivo para a habitação de interesse social e estabelecimento das diretrizes da Política Estadual de Assistência Técnica em consonância com o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e com o Plano Municipal. E uma das dificuldades é o financiamento da União para a implementação da lei, que poderia gerar milhares de empregos para engenheiros, arquitetos urbanistas e outras áreas. “Quando começamos o debate pela lei, a proposta era de criação de uma política nacional, nos moldes do SUS [Sistema Único de Saúde]. A instância que irá executar será a prefeitura, com o estado criando mecanismos de apoio e capacitação dos municípios e a disponibilização de recursos federais para a implementação”, destacou o engenheiro, presidente do Senge-BA e vice-presidente da Fisenge, Ubiratan Félix, que lembrou do prédio de quatro andares, que desmoronou em Salvador há alguns dias. “Foi uma tragédia e muitas habitações são autoconstruídas sem a orientação e o acompanhamento por profissionais, colocando a vida e o entorno das pessoas em risco. A engenharia pode contribuir com a construção de moradias seguras, inclusive por meio de um modelo de negócios, que possibilite o acesso a serviços de engenharia para pessoas de baixa renda”, indicou.

É comum ver em comunidades e áreas em vulnerabilidade econômica e social um amplo leque de negócios com escritórios de advocacia, consultórios, academias. E por que não escritórios de engenharia? Esta foi uma das questões levantadas durante a oficina. “Temos uma demanda por projetos de engenharia. As residências populares não são mais térreas, são verticalizadas. Precisamos pensar um modelo de negócio para engenharia popular, que pudesse gerar oportunidades de trabalho para profissionais desempregados e acesso à engenharia para as famílias de baixa renda. Nas décadas de 40 e 50, os engenheiros eram profissionais liberais, ditavam o preço do mercado e atuavam para as classes abastadas. Não dá para o Estado atender a todas as necessidades, é preciso ter um mecanismo para que cidadãos possam contratar serviços de engenharia”, explicou Ubiratan.

A arquiteta e presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA), Gilcinéa Barbosa, comentou que é preciso despertar para vasto campo de trabalho pouco explorado pelos colegas de nossas categorias. “O consumo da arquitetura precisa estar em outras camadas da sociedade, de elites e baixa renda. De quem é a conta? A lei garante, mas não é trabalho voluntário. Quem irá bancar os trabalhadores? Apenas do governo federal? Como implementar e gerar postos de trabalho? Temos um Fundo Nacional, mas precisamos conscientizar de que municípios precisam implementar”, propôs, informando que o CAU nacional tem uma política de destinação de 2% do orçamento para editais exclusivos para oferta de assistência técnica para famílias de baixa renda. Diante de tantos questionamentos sobre os recursos, o engenheiro Ubiratan Félix acredita que algumas saídas podem ser por meio da aprovação de leis municipais de assistência técnica para habitação de interesse social; o reforço da lei por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com destinação de recursos da União em todos os processos (elaboração de projeto, execução e acompanhamento); a implementação de um Sistema Único de Habitação de Interesse Social e a formulação de um modelo de negócios que permita a entrada de escritórios de engenharia nas comunidades. “Onde há crise, há um vasto campo de oportunidades. Em 2018, a lei irá completar 10 anos e, se implementada em todas as esferas, poderá gerar empregos no setor. É importante destacar que apenas o projeto não resolve. Por dificuldades técnicas e financeiras, muitas famílias contratam o projeto, mas não executam de forma segura e fazem o projeto diferente do que foi aprovado, podendo incentivar o acobertamento profissional”, explicou Bira.

Pelo Brasil afora
Um exemplo de projeto de construção de moradia popular é a União Nacional de Moradia Popular (UNMP). De acordo com Marli Carrara, integrante do movimento, estão contratados, hoje, três engenheiros e dois arquitetos, que ganham acima do Salário Mínimo Profissional. “Os recursos vêm do programa ‘Minha Casa Minha Vida Entidades’, destinados às organizações sem fins lucrativos. Nesse momento, no Brasil, temos cerca de 35 mil unidades contratadas ou em execução. Não é um mercado desprezível de construção”, afirmou. Já a estudante de engenharia Jadi Ventim - que também é coordenadora do Bákó, escritório público de engenharia e arquitetura da UFBA – relatou sua experiência na universidade. “Há algum tempo, participei de um debate para estudantes de engenharia e perguntei, em uma sala lotada, quantos já tinham estágio. E apenas dois estavam estagiando e eu disse que era preciso olhar pela janela e ver como as pessoas precisam de engenharia”, pontuou a estudante, que ainda enfatizou: “O foco da engenharia está no lugar errado. Existe oportunidade para trabalho. Às vezes, as pessoas que têm pouco dinheiro olham achando que engenharia e arquitetura não são para elas. Que promovamos assistência de negócios sociais. A juventude está inquieta querendo trabalhar”. Bákó é um escritório de engenharia e arquitetura públicas em parceria com a Universidade Federal da Bahia, que atua, principalmente, em comunidades em situação de vulnerabilidade.

O arquiteto e presidente da Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), Cícero Alvarez resgatou o histórico desde a mobilização até a aprovação da lei 11.888, de autoria do arquiteto e deputado federal Zezéu Ribeiro, já falecido. “Esta é uma discussão que fazemos em congressos desde a década de 40. Um dos desafios é fazer com que o imóvel dialogue com a cidade. Não basta apenas a moradia, é preciso formular projetos que tragam melhores condições para as pessoas, com oferta de escolas, postos de saúde, lazer etc”, destacou.
A partir desse contexto histórico, a vice-presidente da FNA, Eleonora Mascia acredita que o trabalho não foi finalizado com a sanção da lei. “A 11.888 nos dá arcabouço legal para implantação, mas não garante os mecanismos. Como vamos trabalhar para a popularização da engenharia e arquitetura? 80% das habitações são de pessoas em faixa de menor renda. Não basta o teto. Queremos viver em boas cidades”, disse Eleonora.

Confira aqui a cartilha "Engenharia e arquitetura públicas" do Senge-BA e do Senge-MG apoiada pela Fisenge

Texto e fotos: Camila Marins (jornalista Fisenge)

Assistência técnica para habitação de interesse social pode abrir mercado de trabalho para engenheiros

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Por que estão as pessoas de todo o mundo a reaver os serviços essenciais dos operadores privados e a devolver a sua prestação à esfera pública? Há muitas motivações por trás das iniciativas de remunicipalização: o objetivo de acabar com os abusos do setor privado em matéria de violações dos direitos laborais; o desejo de recuperar o domínio sobre a economia e os recursos locais; a vontade de providenciar serviços acessíveis às pessoas; ou a intenção de implementar estratégias ambiciosas, por exemplo, para a transição energética ou para o ambiente.

Nos últimos anos, houve pelo menos 835 exemplos de (re)municipalização de serviços públicos em todo o mundo, envolvendo mais de 1600 cidades de 45 países. A remunicipalização está a acontecer em cidades pequenas e capitais de todo o planeta, segundo vários modelos de titularidade pública e com diferentes níveis de envolvimento dos cidadãos e dos trabalhadores.

Não obstante, do seio dessa diversidade está a surgir uma imagem coerente: é possível reaver ou desenvolver serviços públicos eficazes, democráticos e acessíveis. A qualidade de serviço cada vez menor e os preços cada vez mais altos não são inevitáveis. Mais e mais pessoas e cidades estão a encerrar o capítulo da privatização e a devolver os serviços essenciais à posse pública.

Leia aqui um resumo do estudo coordenado por Satoko Kishimoto, do TNI - Transnacional Institute.

PARTICIPE DO FÓRUM ALTERNATIVO MUNDIAL DA ÁGUA – FAMA 2018

O FAMA 2018 – Fórum Alternativo Mundial da Água – será realizado em março do próximo ano, em Brasília. Será um grande encontro com o objetivo de unificar internacionalmente a luta contra a tentativa das grandes corporações de se apropriarem de reservas e fontes naturais de água e de outros serviços públicos. O FAMA se organiza em contraposição ao Fórum das Corporações – autodenominado 8º Fórum Mundial da Água.

. Leia o Manifesto do FAMA
. Participe com suas ideias para a construção do FAMA: http://www.fama2018.org/

Estudo mostra países que remunicipalizaram o saneamento

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“Onde está o engenheiro? A engenheira sou eu”. Esta é uma das situações mais comuns durante o cotidiano de trabalho das mulheres engenheiras. Com o objetivo de dar visibilidade às violências, o Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) lançou, no dia 24/11, uma campanha com ilustrações, que retratam casos reais de engenheiras e estudantes de engenharia. “Há alguns anos, eu estava em trabalho de campo e não tinha EPI [Equipamento de Proteção Individual] com o meu tamanho. Os espaços ainda precisam ser inclusivos com as mulheres. Há canteiros de obras, por exemplo, que não têm banheiros femininos”, destacou a engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, ressaltando a importância da inclusão de cláusulas de segurança do trabalho nos Acordos e nas Convenções Coletivas de Trabalho. Ao todo, são quatro ilustrações de autoria de Raquel Vitorelo.

A violência contra a mulher pode se manifestar de diversas formas: simbólica, emocional, física, patrimonial. De acordo com dados da Fundação Perseu Abramo, no Brasil, ocorrem cinco espancamentos a cada dois minutos. O documento “Relógios da Violência”, do Instituto Maria da Penha relata que a cada 7,2 segundos uma mulher é vítima de violência física.

Entre 2002 e 2013, a presença de engenheiras nos canteiros de obra cresceu 149,3%, enquanto o aumento para engenheiros foi de 54,7%, somando ocupações formais e informais. Mesmo assim, os homens seguem sendo maioria no ramo: em números gerais, cerca de 230 mil engenheiros civis estavam ocupados, sendo 190 mil homens e apenas 40 mil mulheres, de acordo com dados da PNAD/IBGE de 2015. “Estas situações acontecem não apenas nos canteiros de obras, como também nas universidades e na sociedade como um todo. Combater o machismo nos espaços é tarefa de homens e mulheres. A luta por políticas em prol dos direitos das mulheres e pelo fim da violência é uma questão de ordem pública”, destacou Simone, enfatizando também “que é fundamental que as engenheiras procurem seus sindicatos para denunciar situações de descumprimento de direitos”.

O Coletivo de Mulheres da Fisenge é composto por engenheiras de 12 sindicatos em 11 estados do Brasil.

 

Engenheiras lançam campanha pelo fim da violência contra a mulher

 

Engenheiras lançam campanha pelo fim da violência contra a mulher

 

Engenheiras lançam campanha pelo fim da violência contra a mulher

 

Engenheiras lançam campanha pelo fim da violência contra a mulher

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Lei nº 6.480 tem como objetivo a inserção as mulheres nesta área

As mulheres do Piauí contam desde 2014 com a Lei nº 6.480, que autoriza o Governo do Estado a fazer constar em todos os editais de licitação e contratos diretos sem licitação a exigência de reserva de, no mínimo, 5% das vagas de emprego para mulheres na área de construção de obras públicas. A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Haldaci Regina, disse que a lei tem como objetivo a inserção das mulheres nesta área, e que o cumprimento da mesma deve ser fiscalizado pelo Conselho Estadual de Políticas para as Mulheres (Foto: Lorena Costa).

No Piauí, lei prevê que obras públicas empreguem, no mínimo, 5% de mulheres

De acordo com Haldaci Regina, as mulheres sofrem muito preconceito, apesar de terem qualificação necessária para assumir tais cargos. “É uma lei muito positiva, de controle social. A Coordenadoria de Políticas para as Mulheres é um órgão de fomento, mas fazemos parte do Conselho de Políticas para Mulheres que para 2016, deve fazer esse monitoramento ainda mais específico, fiscalizando se a lei está sendo efetivamente cumprida. Para isso, vamos entrar em contato com as empresas que têm obras em andamento no Estado e também fazer uma divulgação maior entre as empresas do ramo”, explica a coordenadora.

Para a secretária da Educação, Rejane Dias, autora da lei, um grande número de mulheres está capacitado para atuar na construção civil, seja na área de engenharia, nos serviços gerais, segurança do trabalho, entre outros postos da construção, incluindo como mestre de obra, ou mesmo pedreira e serviços gerais. “Esta é uma forma de incentivar que mais mulheres ocupem esse setor, que mais tem aumentado a geração de empregos, aumentando as oportunidades para o sexo feminino”, ressaltou a secretária.

Fonte: Portal do Governo do Estado do Piauí/Capital Teresina

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Fórum Social Temático lembra “atingidos ocultos” do desastre de Mariana

Por Camila Maciel, para a EBC

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) cobrou hoje (21) uma política nacional que defina quem são os afetados por desastres, como o que ocorreu em Mariana (MG). De acordo com a entidade, é a própria empresa que seleciona os que serão indenizados. Pescadores, agricultores, empreendedores de turismo são alguns dos moradores da região do município mineiro que, embora estejam na área afetada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, dizem não ser identificados como atingidos. O tema foi discutido hoje (21) em debate no Fórum Social Temático, em Porto Alegre. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

“Ao longo da bacia do Rio Doce tem os moradores que chamamos de 'atingidos ocultos', que viviam diretamente da água do rio. São pescadores, meeiros, posseiros, arrendatários, pessoas que plantavam e precisavam da irrigação, além dos veranistas que viviam do turismo e comércio”, citou Neudicléia Oliveira, da coordenação nacional do MAB. Segundo ela, essas pessoas passam por uma dupla violação de direitos. “Por um lado, são atingidos pela lama, pela água suja, e por outro, vão ter que provar legalmente que elas sofreram consequências pelo rompimento.”

Neudicléia lembrou ainda que as famílias pedem reassentamento e que, em alguns casos, as casas têm sido reformadas pela Samarco. “Há famílias que estão vivendo em hotéis, algumas que estão em apartamentos e outras que ainda vivem em área de risco, sem segurança alguma”, disse. Ela destacou que as comunidades, próximo à barragem de Germano, estão preocupadas com o risco de rompimento. “A empresa diz que daria tempo de alertar a população por conta das sirenes, mas a gente avalia que o tempo não seria suficiente”, acrescentou.

Memória

A presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Minas Gerais, Beatriz Cerqueira, falou da necessidade de pensar um novo modelo de mineração. “Se vocês observarem, os indicadores sociais de Mariana não correspondem ao fato de receberem mais recursos dos impostos da mineração. Esse modelo não repercute em desenvolvimento para a região para que as comunidades aturem esse tipo de violação”, destacou. Ela ressaltou ainda a necessidade de que o tema não deixe de ser debatido. “Conversem sobre Mariana. Essa é a forma de nós, pessoas comuns, fazermos com que memória dos oprimidos não seja apagada pelos opressores.”

Exposição

Na entrada do Auditório Araújo Viana, onde ocorreu o debate sobre o desastre ambiental em Mariana, uma exposição fotográfica mostra as imagens da lama que destruiu o distrito de Bento Rodrigues e que afetou também o município de Barra Longa. O fotógrafo paranaense Joka Madruga esteve na região durante 20 dias para fazer os registros. “O contato em Mariana foi difícil, porque a cidade depende da mineração, e as pessoas tem um relacionamento afetivo até com a Samarco. Algumas pessoas, inclusive, eram contra a empresa pagar pelo direito dos atingidos, pois poderia quebrar a Samarco”, relatou ele ao participar do debate e relembrar a experiência da região.

Samarco

A Samarco informou, por meio de nota, que 100% das pessoas desalojadas estão morando em casas. Segundo a empresa, no dia 23 de dezembro, todas as famílias de Mariana e Barra Longa já estavam instaladas em casas alugadas ou de parentes, com exceção de uma que optou por permanecer em hotel.

A mineradora disse ainda que um acordo parcial com o Ministério Público de Minas Gerais formalizou ações de assistência às famílias afetadas. Uma delas é o pagamento de uma antecipação de indenização no valor de R$ 100 mil para cada família de mortos e desaparecidos no acidente.

“A Samarco também se comprometeu a antecipar o valor de R$ 20 mil para cada família que tenha sofrido deslocamento físico, ou seja, que ficou desalojada. Foram R$ 10 mil não dedutíveis da indenização e outros R$ 10 mil em carácter de antecipação de indenização às famílias desalojadas. De um universo mapeado de 270 famílias nessa situação, 248 já receberam os valores”, diz a nota.

Sobre as atividades que envolvem o Rio Doce, a empresa disse que 1.456 pescadores e demais ribeirinhos receberam auxílio que contempla o pagamento mensal de um salário mínimo para a família, mais um adicional de 20% para cada dependente e cesta básica. Segundo a empresa, esse valor não representa indenização.

Em relação à produção rural, a Samarco disse que visitou mais de 170 donos de propriedades rurais de Mariana, Barra Longa, Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado, em Minas Gerais. Nessas localidades, segundo a empresa, foram feitos cercamento de terrenos, reparação de vias de acesso e reposição de bens materiais. A iniciativa integra o Plano de Restabelecimento do Agronegócio, voltado para os agricultores e pecuaristas que foram impactados pelo acidente.

A empresa reafirmou ainda a segurança das estruturas das barragens. O monitoramento, segundo a nota da mineradora, é feito em tempo real por meio de radares e inspeções diárias, realizadas pela equipe técnica da empresa, além de drones, escaneamento a laser e instrumentação geotécnica.

Fonte: Agência Brasil

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O Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) lançou, no final de dezembro de 2015, a cartilha “Edificações Residenciais - Segurança e Acessibilidade”. O objetivo do novo material é servir como fonte de pesquisa e de informações sobre as normas que regem a segurança e acessibilidade em edificações residenciais, além de apresentar as melhores práticas em cada um destes aspectos.

“O objetivo desta cartilha é o de consolidar, de forma sucinta e objetiva, informações sobre segurança e acessibilidade em edificações, com foco no setor residencial, tanto do ponto de vista arquitetônico, estrutural e construtivo, quanto de sua utilização pelas pessoas que as habitam, nelas trabalham ou visitam”, explica o presidente do Senge-MG, Raul Otávio da Silva Pereira.

A cartilha já está disponível em formato digital e, ainda em janeiro, em versão impressa na sede e regionais do sinficato.

Clique aqui para acessar a cartilha

Senge-MG: Cartilha aborda normas de acessibilidade e segurança em edificações residenciais

Fonte: Senge-MG

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