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O salário mínimo nacional foi reajustado em 4,61% no dia 1º de janeiro de 2019, passando de R$ 954,00 para R$ 998,00. Com isso, o piso salarial dos profissionais da Engenharia também deve ser reajustado, uma vez que corresponde a 8,5 salários mínimos para uma jornada de 8 horas diárias, conforme a Lei 4950-A/66.

Veja abaixo a tabela com os valores do SMP reajustados:

Piso salarial dos engenheiros (as) é reajustado 


Fonte: Senge-MG/ Enviado por Carol Diamante 
 

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Sexta, 21 Dezembro 2018 15:03

7 motivos para contratar um engenheiro

• PLANEJAMENTO: o engenheiro planeja, organiza e supervisiona a obra, com o objetivo de prever e prevenir eventuais acidentes. O profissional da engenharia também é responsável pela concepção, desenvolvimento, dimensionamento, melhoramento e aplicação dos processos e produtos, operação de plantas químicas e aplicação das tecnologias e processos ligados às produções agrícola e pecuária;

• REDUÇÃO DE CUSTOS: o trabalho deste profissional pode diminuir consideravelmente os custos, desde a escolha de materiais de qualidade, gerenciamento de mão de obra, cumprimento de prazo e revisão de especificações técnicas. Desta forma, o engenheiro evita que obras sejam paralisadas ou reiniciadas por erros técnicos;

• SEGURANÇA E CONFORTO: um imóvel bem projetado garante uma estrutura confiável para você, sua moradia e/ou o seu negócio. O engenheiro também é responsável por garantir alimentos seguros e saudáveis;

• FORMAÇÃO E RESPONSABILIDADE TÉCNICA: o engenheiro é responsável legal, por meio da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pela execução da obra, respondendo, inclusive, a penalidades;

• GERENCIAMENTO: o engenheiro gerencia os trabalhadores que atuam no projeto, os fornecedores, o controle de custos e, principalmente, a execução correta da obra e dos processos;

• ORGANIZAÇÃO: o engenheiro atua desde o planejamento, elaboração e cumprimento do cronograma até a divisão de tarefas;

• SOLUÇÃO: o engenheiro dá vida e forma às necessidades de sua obra, produto ou processo, gerando soluções com eficiência.

Fonte: Comunicação Fisenge

7 motivos para contratar um engenheiro

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A Fisenge listou 13 projetos de lei que afetam a engenharia no Congresso Nacional. Confira os conteúdos e status dos projetos.

- MP 844/2018
Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, para atribuir à Agência Nacional de Águas competência para editar normas de referência nacionais sobre o serviço de saneamento, a Lei nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, para alterar as atribuições do cargo de Especialista em Recursos Hídricos, e a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, para aprimorar as condições estruturais do saneamento básico no País.
Perdeu a eficácia – caducou

- PL 6699/2002
Inclui como Crime contra a Saúde Pública o exercício ilegal da profissão de Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo. Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 1940.
Pronta para Pauta no Plenário na Câmara

- PLC 13/2013
Acrescenta parágrafo único ao art. 1º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, caracterizando como essenciais e exclusivas de Estado as atividades exercidas por Engenheiros, Arquitetos e Engenheiros-Agrônomos ocupantes de cargo efetivo no serviço público federal, estadual e municipal.
Pronto para deliberação do Plenário do Senado

- PLC 77/2018
Altera a Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, que cria a Conta de Desenvolvimento Energético, a Lei nº 12.111, de 9 de dezembro de 2009, que dispõe sobre os serviços de energia elétrica nos sistemas isolados, a Lei nº 12.783, de 11 de janeiro de 2013, que dispõe sobre as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, a redução dos encargos setoriais e a modicidade tarifária, a Lei nº 13.203, de 8 de dezembro de 2015, que dispõe sobre a repactuação do risco hidrológico de geração de energia elétrica, a Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, que disciplina o regime de concessões de serviços públicos de energia elétrica e a Lei nº 12.212, de 20 de janeiro de 2010, que dispõe sobre a Tarifa Social de Energia Elétrica. – Viabilização da privatização das distribuidoras
Proposição Rejeitada 

- PLC 31/2014
Estabelece a Política Nacional de Manutenção Predial; cria o Plano de Manutenção Predial; institui a obrigatoriedade de inspeções técnicas visuais e periódicas em edificações públicas ou privadas, residenciais, comerciais, de prestação de serviços, industriais, culturais, esportivas e institucionais, destinadas à conservação e/ou à recuperação da capacidade funcional das edificações; e dá outras providências.
Matéria com a relatoria na CCJ/Senado

- PL 1292/95
Altera a lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.
Pronta para Pauta no Plenário

- PLC 78/2018
Autoriza a Petrobras a transferir até 70% dos direitos de exploração de petróleo do pré-sal na área cedida onerosamente pela União para outras petroleiras, mantida a participação de 30% no consórcio, e flexibiliza a utilização do regime licitatório das sociedades de economia mista nas contratações de bens e serviços pelos consórcios integrados pela Petrobras.
Inclusão na ordem do dia – regime de urgência

- PL 9.463/2018
Dispõe sobre a desestatização da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras e altera a Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, a Lei nº 9.991, de 24 de julho de 2000, e a Lei nº 5.899, de 5 de julho de 1973.
Pronta para Pauta na Comissão Especial na Câmara – não deve ser pautado mais nesse ano (2018)

- PL 3729/2004
Dispõe que para a instalação de obra, empreendimento ou atividade potencialmente causadora de degradação do meio ambiente, será exigido Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA), com ampla publicidade; regulamentando a Constituição Federal de 1988
Aguardando Parecer do Relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC); Pronta para Pauta no Plenário da Câmara; Aguardando Parecer do Relator na Comissão de Finanças e Tributação (CFT)


- PL 6621/2016
Dispõe sobre a gestão, a organização, o processo decisório e o controle social das agências reguladoras, altera a Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, a Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, a Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, a Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, a Lei nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, a Lei nº 9.986, de 18 de julho de 2000, a Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, a Medida Provisória nº 2.228-1, de 6 de setembro de 2001, a Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005, e a Lei nº 10.180, de 6 de fevereiro de 2001, e dá outras providências
Aguardando Apreciação pelo Senado Federal

- PLC 79/2016
Altera as Leis nºs 9.472, de 16 de julho de 1997, para permitir a adaptação da modalidade de outorga de serviço de telecomunicações de concessão para autorização, e 9.998, de 17 de agosto de 2000; e dá outras providências. Novo marco regulatório das Telecomunicações
Encerrado prazo de emendamento

- PL 1917/2015
Dispõe sobre a portabilidade da conta de luz, as concessões de geração de energia elétrica e a comercialização de energia elétrica, altera as Leis n. 12.783, de 11 de janeiro de 2013, 10.848, de 15 de março de 2004, 10.847, de 15 de março de 2004, 9.648, de 27 de maio de 1998, 9.478, de 6 de agosto de 1997, 9.427, de 26 de dezembro de 1996, a Medida Provisória n. 2.227, de 4 de setembro de 2001, e dá outras providências. Mudança do Marco Legal do Setor Elétrico
Pronta para Pauta na Comissão Especial na Câmara

- PDC 901/2018
Susta os efeitos da Resolução nº 51, de 12 de julho de 2013, editada pelo Conselho Arquitetura e Urbanismo – CAU
Aguardando Designação de Relator na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP)

 

Fonte: Comunicação Fisenge com informações da assessoria parlamentar da Federação Advocacia Garcez

13 projetos de lei que afetam a engenharia no Congresso Nacional

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A nova diretoria do Sindicato de Engenheiros de Sergipe (Senge-SE) tomou posse no dia 17/12, em Aracaju. O presidente eleito e engenheiro eletricista, Sérgio Maurício Mendonça Cardoso, reafirmou o comprometimento com as propostas de campanha com uma gestão voltada para a defesa dos direitos e dos interesses dos engenheiros e das engenheiras do estado. “Teremos um desafio muito grande e assumimos o compromisso de gerir o Senge de forma responsável, criativa e inovadora, buscando o equilíbrio das receitas com as despesas, a integração de novos sindicalizados, participando ativamente das negociações coletivas, oferecendo convênios, cursos de atualização e aperfeiçoamento, assessoria jurídica civil e trabalhista, dentre outros”, destacou. Nesta gestão 2019/2021, dos 25 integrantes da diretoria eleita, 10 são mulheres, entre elas a engenheira civil, diretora eleita para o Senge-SE e diretora da Fisenge, Elaine Santana. “O alto número de mulheres em nossa diretoria é reflexo da organização das engenheiras nos sindicatos e locais de trabalho. Iremos priorizar a valorização profissional e as negociações coletivas”, pontuou Elaine.

O presidente da Fisenge e engenheiro civil, Clovis Nascimento, participou da solenidade e enfatizou a união como elemento central para o enfrentamento das adversidades que estão por vir com o próximo governo eleito. “A unidade precisa ser o alicerce de nossa caminhada em defesa da engenharia brasileira, do desenvolvimento sustentável e da soberania nacional”, disse o presidente, reforçando o apoio da Federação às entidades filiadas.

 

Nova diretoria do Sindicato dos Engenheiros de Sergipe toma posse

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O projeto SOS Brasil Soberano compilou informações sobre a história de 5 profissionais que marcaram a engenharia brasileira. Confira abaixo.

Enedina Alves Marques
Curitiba (PR), 1913-1981

5 profissionais que marcaram a história da engenharia brasileira

  • A primeira engenheira negra brasileira.
  • Formada em Engenharia Civil pela Universidade do Paraná.
  • Antes, foi doméstica, normalista e professora.
  • Como engenheira, trabalhou na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas e Plano Hidrelétrico do Paraná
  • A hidroelétrica Capivari-Cachoeira está entre seus maiores feitos, mas talvez o maior desafio tenha sido superar as barreiras raciais e sociais da sua época.

Teodoro Sampaio
Santo Amaro (BA), 1855-1937
5 profissionais que marcaram a história da engenharia brasileira
Foto: WikiPedia

  • Foi engenheiro civil, geólogo, geógrafo, historiador, político, cartógrafo, urbanista.
  • Filho de uma mulher escravizada, foi um dos maiores pensadores brasileiros de seu tempo.
  • Engenheiro por profissão, escreveu uma bibliografia consistente sobre geografia e história.
  • Ajudou a fundar o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em 1894, e a Escola Politécnica da USP, em 1930.
  • Em 1879, fez parte da Comissão Hidráulica do Império. Projetou os melhoramentos do Porto de Santos.
  • Em 1883, foi nomeado primeiro engenheiro da Comissão de Melhoramentos do Rio São Francisco e, em 1898, diretor e engenheiro-chefe do Saneamento do Estado de São Paulo, cargo no qual permaneceu até 1903.

André Rebouças
Cachoeira (BA), 1838-1898

5 profissionais que marcaram a história da engenharia brasileira

Foto: Rodolfo Bernardelli - scan de O Museu Histórico Nacional, série Museus Brasileiros, edição Banco Safra

  • Tornou-se o primeiro engenheiro negro a se formar pela Escola Central do Exército em 1860, no Rio.
  • Na então capital do Império, ganhou destaque por resolver o problema de abastecimento de água, trazendo-a de mananciais de fora da cidade.
  • Abolicionista, foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão.
  • Projetou a ferrovia Curitiba-Paranaguá, junto com seu irmão Antonio Rebouças.
  • Com a República, deixou o país com a família imperial. Trabalhou em Lisboa como correspondente do jornal inglês The Times, até 1891. E atuou também em Luanda, Angola, até se fixar na Ilha da Madeira, onde viveu até o fim dos seus dias.


Bernardo Sayão Carvalho Araújo
Rio de Janeiro, 1901-1959

5 profissionais que marcaram a história da engenharia brasileira
Foto: Arquivo Público do Distrito Federal

  • Engenheiro agrônomo formado em 1923 na Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária de Belo Horizonte, teve como principal projeto o desenvolvimento da região central do Brasil.
  • Fundou a "CANG" Colônia Agrícola Nacional de Goiás, na Marcha para o Oeste de Getúlio Vargas, dando origem à cidade de Ceres.
  • Em razão do bem-sucedido trabalho lá realizado, em 1954, foi eleito vice-governador de Goiás, chegando a governar o estado interinamente por um mês e meio, entre 31 de janeiro e 12 de março de 1955
  • Apelidado por Juscelino Kubitschek como "bandeirante do século XX", liderou o projeto de construção de Brasília.
  • Designado para construir o trecho norte da estrada Belém-Brasília (Transbrasiliana), faleceu em serviço em 1959

Rex Nazaré Alves
Rio de Janeiro (RJ), 1938

5 profissionais que marcaram a história da engenharia brasileira

Foto: João Luiz Ribeiro/Finep

  • Conduziu o Programa Nuclear Paralelo, projeto de um submarino por propulsão nuclear – não concluído –, que foi um esforço nos anos 70 e 80 de obter domínio e autonomia nacional sobre o ciclo completo do combustível nuclear.
  • Condecorado várias vezes, é físico, especialista em Engenharia Nuclear pelo Instituto Militar de Engenharia, e doutor em Física pela Universidade de Paris (Sorbonne).
  • Foi professor no mestrado em Engenharia Nuclear do IME, ECME, Coppe e Engenharia da UFRJ.
  • Atuou, entre outros cargos, como presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, membro do Conselho de Administração da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, chefe do Departamento de Tecnologia da ABIN e como Assessor Especial do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
  • Também foi diretor de Tecnologia da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ e membro da Comissão Deliberativa da CNEN.

Pesquisa e fonte: SOS Brasil Soberano

 

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Na tarde dessa terça-feira (12), lideranças e entidades do Sistema Confea/Crea juntamente com representantes da antropologia, da história, da museologia, do paisagismo e do design de interiores estiveram presentes na audiência da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Pública, na Câmara dos Deputados, para debater o PL 9818/18, que exclui das atribuições do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) a prerrogativa de definir as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.

Durante a audiência, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), eng. civ. Joel Krüger, apontou falhas no texto que tramitou no Congresso. “Houve um equívoco do Legislativo ao aprovar a lei do CAU porque é indelegável essa atribuição do Congresso Nacional de definir o que é privativo. Agora vem um Conselho e diz o que outras profissões podem ou não fazer. Isso não procede”, ponderou Joel. Ao se pronunciar, o conselheiro federal Marcos Camoeiras complementou a fala de Joel. "Isso tem reflexos no mundo real. Nas prefeituras os profissionais, estão tendo de submeter o projeto à assinatura de arquiteto para que o não seja barrado lá na frente."

Posicionamento que coincide com o entendimento do representante da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), Walter Bittar: “Resolução de Conselho não é lei. Conselho não pode dizer o que é privativo de sua profissão, restringindo as outras profissões”, criticou referindo-se à Resolução 51/13, do CAU/BR, que define as atribuições privativas da profissão. “Não é a formação do arquiteto que o CAU está questionando, mas sim das outras profissões, que não estão sendo reconhecidas”, finalizou.

Já o presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc), eng. civ. Francisco Ladaga, lamentou o atual panorama para as profissões. “Deveríamos estar trabalhando de forma colegiada, entretanto se transformou em um ambiente que impede os outros de trabalhar. O que me que assusta é o CAU acionar a polícia com denúncias de exercício ilegal da profissão“, disse se referindo às restrições impostas pela resolução do CAU. “Como exemplo o fato de o engenheiro civil possuir matérias de maior carga horária do que as ministradas na faculdade de Arquitetura e ainda assim ter sua capacidade questionada”, comparou o engenheiro.

Para o coordenador da Coordenadoria Nacional das Câmaras Especializadas de Agronomia (CCEAGRO), eng. agr. Kléber Santos, a Resolução 51 fere o princípio do diálogo e questões de atribuições exclusivas. “Por exemplo, o engenheiro agrônomo exerce o paisagismo há um bom tempo, e é muito estranho que uma resolução do CAU diga que isso é privativo de uma profissão excluindo todas as outras. Aqui nesse debate os engenheiros agrônomos estão se manifestando oficialmente contra essa resolução", pontuou o coordenador.

O deputado Ricardo Izar (PP-SP) autor do PL 9818/18 e do PDC 901/18, que susta a Resolução 51, do CAU, falou da importância do debate. “A audiência é importante para trazer ao conhecimento dos outros parlamentares o que significa essa norma. São muitas profissões afetadas pela decisão de um Conselho. As outras profissões afetadas pela resolução precisam se manifestar sobre os danos dessa medida”, defendeu o parlamentar. As propostas aguardam apreciação na Comissão de Trabalho.

Além do presidente do Confea, Joel Krüger, participaram da audiência: o presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Lia Zanotta; representante da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), Walter Bittar, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc), Francisco Ladaga; presidente da Associação Nacional de Paisagismo (ANP), Eliana Azevedo; representante da Associação Nacional de História (ANPUH), Heithor Zanini; representante do Conselho Federal de Museologia (Cofem), Andrea Considera; presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR), Luciano Guimarães; presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Nivaldo Vieira de Andrade Júnior; diretora de Documentação e Informação da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (Fenea), Beatriz Vicentin Gonçalves; representante da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea), Danilo Silva Batista; presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Cícero Alvarez; presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (Abea), João Carlos Correia.

Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Câmara dos Deputados

Engenheiros e demais profissões apontam reserva de mercado durante audiência pública

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Por Elaine Santana*

ARTIGO: O que muda nos cursos de engenharia com as novas diretrizes curriculares

No dia 21/11, na sede do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, aconteceu uma audiência pública sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de Graduação em Engenharia. Promovida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), a audiência contou com o apoio de várias entidades, como a Abenge (Associação Brasileira de Educação em Engenharia) e o próprio Clube de Engenharia do Rio de Janeiro. A pauta foi sobre a proposta de mudança nas Diretrizes Curriculares dos cursos de engenharia, que foi alvo de consulta pública no meio deste ano e que levantou diversas controvérsias no meio acadêmico e profissional. Uma das reclamações mais recorrentes na audiência pública foi o pouco tempo dado para a análise e posicionamento das mais diversas esferas envolvidas no processo. O próprio Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), em seu site, criticou que as sugestões encaminhadas por meio da Comissão de Educação e Atribuição Profissional (CEAP) e por um grupo de especialistas para a reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) da Engenharia tenham sido completamente ignoradas pelo CNE. O evento contou com a participação de profissionais da educação de diversos estados, bem como representantes de entidades de classe, que passaram um dia inteiro, expondo suas posições (a maior parte delas contrária) quanto ao texto proposto como base para a nova DCNs da engenharia. O texto foca na necessidade de oferta cursos mais modernos e alinhados às necessidades do mercado.

As DCNs da engenharia, hoje, estão definidas pela Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002, e determina currículos mínimos para os mais diversos cursos, com uma carga horária mínima e também definem os princípios, fundamentos, condições e procedimentos da formação de engenheiros.

A reformulação das DCNS baseia-se no fato da necessidade de perfis profissionais mais modernos pelo mercado de trabalho de profissionais e na tentativa de diminuir a evasão dos cursos de engenharia em todo país, que hoje é uma das mais altas.

ARTIGO: O que muda nos cursos de engenharia com as novas diretrizes curriculares 

Sendo a engenharia uma das principais forças motrizes que movem o desenvolvimento de qualquer país, é de se esperar que esta passe por constante avaliação e renovação de seus procedimentos e métodos, principalmente no que se refere ao ensino, visto que os profissionais precisam estar altamente alinhados à velocidade da inovação no mundo de trabalho. Uma das forças poderosas, a quem se atribui a necessidades dessas mudanças, é a famosa “indústria 4.0” – conceito que engloba a adoção de tecnologias cada vez mais digitais nos processos fabris. Esse conceito da Indústria 4.0 já está sendo tratado como a nova revolução industrial, que alterará, sem dúvidas, as relações de trabalho daqui para frente. Perante a estas mudanças iminentes, há de se entender que mudanças nas grades dos currículos de engenharia sejam necessárias e tratadas cada vez mais de forma “mercadológica” do que pedagógica, como o que está acontecendo na discussão da revisão das DCNs.

Não é segredo que as mudanças que aqui discutimos, são demandas da CNI (Confederação Nacional da Indústria) que juntamente com outras entidades se dizem capazes de apontar para a engenharia, quais as reais carências de formação dos profissionais no mercado.

Dentre as várias mudanças propostas, vemos a acabar com a dependência de matérias; que a teoria não seja a base da aula, visto que os alunos podem acessar esse tipo de conteúdo pela internet; foco em aulas práticas e baseada em projetos práticos; contratação de professores menos acadêmicos e com reconhecida experiência no mercado de trabalho; incentivo ao empreendedorismo, visando à formação por competência e habilidades, desenvolvimento da capacidade de liderança e comunicação e do uso de metodologias ativas de aprendizado.

Tudo isso seria perfeito, se não entrasse em choque com a realidade das escolas brasileiras e com a brecha legal, que daria total liberdade às Instituições de Ensino Superior (IES) a formatarem seus currículos sem nenhuma estrutura mínima, que formariam cada vez mais profissionais especialistas e sem um conhecimento genérico básico, capaz de torna-lo apto à resolução de problemas complexos. A retirada dos conteúdos mínimos é, sem dúvida, um dos aspectos mais perigosos, visto que a formação sólida do engenheiro em sua base é o que o capacita para o raciocínio lógico, pensamento capaz de resolver qualquer problema. É como se, para resolvermos o problema da evasão escolar causada pelas disciplinas básicas de cálculo, retirássemos essas matérias para aumentarmos o número de concludentes em engenharia. Mas que tipo de engenheiros estaremos formando? E a quem interessa essa formação específica e em massa? Uma das coisas mais lógicas que podemos atribuir a isso é a de mercado: quanto maior a oferta, mais barato fica o serviço (neste caso, o próprio engenheiro).

As novas diretrizes dão autonomia total às IES pra decidir o que é melhor e associam esta “liberdade” à formação de profissionais mais qualificados. Inclusive, a carga horária mínima de 3.600 horas que hoje temos como obrigatória, passaria a ser apenas um “referencial”, podendo também ser modificada. O que mais chama atenção no projeto apresentado é justamente o caráter subjetivo do mesmo, contrariando o que prima a própria engenharia: objetividade e simplicidade.

Outro aspecto importante dessa discussão é que os cursos de Engenharia deveriam ser autorizados, ou minimamente avaliados, pelo Conselho Federal de Engenharia, ou pelos seus Regionais, visto que o CNE não possui corpo técnico exclusivo de engenharia e com expertise em TODAS as modalidades desta. O Sistema CONFEA/CREA hoje abriga mais de 30 modalidades de engenharia, e deve ser consultado para que as grades curriculares possam ser avaliadas antes da oferta à população. Muitos cursos são abertos hoje, sem nenhuma notificação ao sistema CONFEA/CREA, que só toma conhecimento após a formação das primeiras turmas. Este fato ocasiona prejuízo para os profissionais formados, visto que não há garantia alguma que estão fazendo cursos devidamente cadastrados no seu órgão fiscalizador e que obterão registro nos Conselhos e com quais atribuições.
O projeto também não fala especificamente da educação na modalidade EAD, que deve ser regulamentada (com regras rígidas), visto que as atividades práticas são obrigatórias e indispensáveis em uma formação de qualidade. Este fato torna precária a qualidade dos egressos dessa modalidade e os incapacita para qualidades mínimas esperadas dos profissionais como: desenvolvimento interpessoal, capacidade de trabalho em grupo, liderança, dentre outras.

Se existe um consenso sobre esse assunto é que o modelo de ensino para a engenharia precisa de uma reformulação que aproxime os alunos da prática, que os mantenham motivados com aulas cada vez mais dinâmicas, que os professores precisam estar qualificados e alinhados com as novas tendências e tecnologias e que devem ser resolvidos os problemas de base (ensino da matemática e da física) advindos do ensino médio.

Indo por este caminho, a engenharia se aproximará cada vez mais do modelo adotado pela Medicina, em que o aluno já entra em contato com aspectos práticos da sua profissão, desde o primeiro período. A residência na engenharia também é uma das propostas que encontra adeptos em todas as vertentes que discutem o assunto.
As discussões para a reformulação da DCNs foram tímidas e apartadas da maioria das entidades profissionais. Sobre isso, a Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros) subscreveu, juntamente com diversas outras entidades, um documento para o Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre as mudanças das diretrizes curriculares nos cursos de engenharia. No texto, as entidades ratificam a importância de audiências públicas, destacando a necessidade de adiar a aprovação das diretrizes. “As contribuições decorrentes da reunião certamente irão exigir modificações no texto da proposta das DCNs, implicando novas Audiências Públicas e uma participação mais efetiva dos principais cursos de engenharia e do sistema CONFEA-CREAs, bem como das associações acadêmicas, científicas e profissionais, destacando-se o Clube de Engenharia, a Academia Nacional de Engenharia e Academia Brasileira de Educação”, alerta trecho do texto, que pede prorrogação da aprovação com o objetivo de realizar mais audiências públicas para subsidiar o debate e formular uma nova redação. Subscrevem o texto: Academia Nacional de Engenharia; Clube de Engenharia; Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ); Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA); Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) e Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

Cabe agora aos mais diversos entes envolvidos nesse processo de reformulação, aumentar a discussão e lutar para que essas mudanças não atendam apenas aos desejos do mercado. Lançar engenheiros sem formação fundamental é um risco para sociedade. Vamos acabar formando “paraengenheiros” assim como os paramédicos, um sem fim de “semi profissionais” que acabarão não atendendo às necessidades da profissão, da indústria, da sociedade e deles próprios.

*Elaine Santana Silva
Engenheira Civil
Vice Presidente do Senge-SE
Diretora da Fisenge

 

 

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11 de dezembro: dia nacional do engenheiro e da engenheira. Confira a homenagem da Fisenge para os profissionais que contribuem todos os dias para a qualidade de vida da população.

11 de dezembro: dia nacional do engenheiro e da engenheira

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No dia 28/11, diversas entidades da engenharia enviaram um documento para o Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre as mudanças das diretrizes curriculares nos cursos de engenharia. No texto, os signatários afirmam a importância de audiências públicas, destacando a necessidade de adiar a aprovação das diretrizes. “As contribuições decorrentes da reunião certamente irão exigir modificações no texto da proposta das DCNs, implicando novas Audiências Públicas e uma participação mais efetiva dos principais cursos de engenharia e do sistema CONFEA-CREAs, bem como das associações acadêmicas, científicas e profissionais, destacando-se o Clube de Engenharia, a Academia Nacional de Engenharia e Academia Brasileira de Educação”, alerta trecho do texto, que pede prorrogação da aprovação com o objetivo de realizar mais audiências públicas para subsidiar o debate e formular uma nova redação. Assinam o documento: Academia Nacional de Engenharia; Clube de Engenharia; Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ); Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA); Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) e Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

Fisenge subscreve documento para prorrogação da aprovação das mudanças das diretrizes curriculares nos cursos de engenharia

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Aconteceu, nos dias 8 e 9/11, o 4º Encontro Regional das Américas da UNI, no Rio de Janeiro. Organizado pela UNI P&M (UNI Profissionais e Gerentes), o encontro contou com representantes do Brasil, Chile, Argentina e Suécia e também tem o objetivo de intercambiar experiências entre os profissionais e também de organizar uma estrutura da entidade em termos globais. “Fizemos essa discussão na Europa, mas queremos sugestões das Américas, Ásia e África, porque no ano que vem haverá uma Conferência Global de Profissionais onde definiremos o programa global e o comitê diretor”, explicou o presidente mundial da P&M (Profissionais e Gerentes) da UNI, Ulf Bengtsson. Durante a abertura, o diretor da UNI Global Union, Alex Högback, informou que o programa tem a finalidade de construir uma nova identidade, um novo programa e principalmente uma nova maneira de integração global.

Para iniciar a discussão, o diretor da Uni Américas, André Rodrigues, abriu um panorama dos cenários e das ações, especialmente sobre os desafios frente às novas relações trabalhistas e a Indústria 4.0. O anfitrião, engenheiro e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, falou sobre as perspectivas brasileiras e as ameaças à democracia. “Passamos há poucos dias por um duro processo eleitoral que legitimou um projeto econômico ultraliberal de retirada de direitos e antidemocrático. Precisamos nos unir de forma regional e global para a troca de experiência e de solidariedade mútua”, pontuou. Já alguns dias, o governo eleito anunciou a possível extinção do Ministério do Trabalho*, preocupação manifestada pelo diretor de relações internacionais da Fisenge, Raul Otávio: “a nova legislação trabalhista dificultou bastante os processos de negociação coletiva, especialmente entre os engenheiros, na medida que permite negociação sem a intermediação dos sindicatos. Além disso, as ações trabalhistas foram muito prejudicadas, com a possibilidade da parte perdedora pagar as custas do processo”.

Gustavo Morales, representante da CEPETEL, entidade sindical na Argentina, contou que a resistência em seu país conseguiu frear alguns retrocessos, mas o Ministério do Trabalho, que tinha mais de 70 anos de existência, foi rebaixado para o nível de Secretaria. “Também temos um grande potencial de sindicalização nas empresas de telefonia móvel, que antes não reconheciam a filiação e a cotização, que hoje é descontada no contracheque”, explicou.

No Chile, uma das particularidades se refere ao direito à greve. De acordo com Ricardo Calderón, representante da FESUC no Chile, a legislação exige a definição de serviços mínimos nas empresas. “E este é o ponto subjetivo, porque não há uma definição clara sobre o que é serviço essencial”, destacou, informando que Bachelet também tentou fazer a reforma trabalhista e existe uma cota sindical de gênero nas negociações coletivas por lei.

Também foram realizadas palestras sobre o Coletivo de Mulheres e de Estudantes da Fisenge. A estudante de engenharia sanitária e representante do Coletivo de Estudantes, Aline Hojron, e a engenheira civil e diretora da Fisenge, Elaine Santana apresentaram as ações e as estratégias do Coletivo de Estudantes. Elaine destacou a publicação da Fisenge sobre a lei do estágio e a organização dos estudantes em seus estados por meio do Senge Jovem/Estudante. A engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, pontuou um histórico do Coletivo de Mulheres da Federação e mostrou as histórias em quadrinhos da Engenheira Eugenia, prêmio de direitos humanos pela Anamatra.

*(decisão revogada no dia 13/11 pelo presidente eleito)

Profissionais das Américas se reúnem no Rio de Janeiro

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