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A privatização do setor elétrico e as consequências para o desenvolvimento regional serão debatidas em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) na terça-feira (19), com início às 14h na sala 13 da ala Alexandre Costa. O engenheiro Maurício Garcia irá representar a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) durante a audiência.

Foram convidados para a audiência o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia (Cerne), Jean Paul Prates; o integrante do Conselho de Administração da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Nelson José Hubner Moreira; e os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Pinguelli Rosa e Nivalde José de Castro.

A audiência foi solicitada pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Em seu requerimento, ele observa que a “pretensão de privatização do setor arrisca todo o protagonismo público brasileiro no desenvolvimento do modelo elétrico, colocando em um tabuleiro mercantil os recursos naturais pátrios, aviltando o Brasil enquanto nação, e ignorando, solenemente a questão da segurança nacional e dos recursos hídricos”.

Acompanhe aqui: http://www12.senado.leg.br/ecidadania/principalaudiencia

Fonte: com informações Agência Senado

Fisenge participará de debate sobre privatização do setor elétrico

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O objetivo da campanha “Energia não é mercadoria” é mobilizar setores da sociedade envolvidos com a defesa da soberania energética brasileira, nos âmbitos nacional, estadual e municipal. 

Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional é lançada, na última terça-feira (12/9), no auditório Nereu Ramos na Câmara Federal. Na ocasião, deputados, senadores, movimentos sociais e movimentos sindicais se reuniram para potencializar a campanha “Energia não é mercadoria”, mais uma agenda de luta em defesa do setor elétrico estatal e contra a iniciativa do governo de privatização da Eletrobras. O diretor do Senge-PE e representante da Fisenge Clayton Paiva esteve presente.  O objetivo da campanha é mobilizar em torno da pauta, além da categoria do setor elétrico, os demais envolvidos na luta pela defesa da soberania nacional, no Congresso e nas casas legislativas estaduais e municipais, nos sindicatos e nas demais entidades. 

Com uma agenda intensa para os próximos dias, a Rede irá articular a aprovação de moções de repúdio às privatizações, audiências públicas e fortalecer as discussões. “Precisamos intensificar o debate para conscientizar a sociedade do que está prestes a acontecer, a luta contra as privatizações é a luta em defesa do patrimônio nacional”, afirma Clayton Paiva.  Durante o evento, os presentes aprovaram a realização de um abaixo-assinado contra a entrega da Eletrobras ao capital financeiro, para ser entregue ao Congresso até o mês de dezembro.  “A entrega da Eletrobras é tão ofensiva, que começam a surgir, inclusive, parlamentares da base do governo, principalmente, dos estados de Minas Gerais e Pernambuco”, enfatiza o diretor do Senge-PE. 

AGENDA DE LUTAS

13/9 

- Entrega do Projeto de Lei do Deputado Moisés Diniz (PCdoB/AC) contra a privatização das empresas distribuidoras do AC, AM, AL, PI, RO e RR

- Audiência Pública “O Desmonte do Estado Brasileiro” e ato em defesa das estatais, no auditório Nereu Ramos, na Câmara Federal

-  Reunião de parlamentares, entidades de empresas estatais, frentes mista em defesa da soberania nacional e defesa do setor elétrico brasileiro, na Câmara dos Deputados

14/9

- Audiência pública na Câmara dos Vereadores de Petrolina-PE

- Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Pará

15/9

- Ato político em defesa da Eletronorte, em Belém-PA

- Ato político em defesa da Chesf, com a presença dos governadores do Nordeste, em Penedo-AL

20/9 

- Café da manhã com a bancada de Minas Gerais e entidades para barrar o leilão da CEMIG, na Câmara dos Deputados

21/9

- Seminário no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro

- Audiência pública na Assembleia Legislativa da Paraíba em defesa da Eletrobras e Chesf, em João Pessoa-PB

22/9

- Manifestação contra o leilão da hidrelétrica Porto Primavera, em Porto Primavera-SP

25/09

- Audiência pública em defesa de Furnas, em Passos-MG

26/9

- Audiência pública “O novo modelo energético e seus impactos nas regiões e sobre os trabalhadores/as”, na Câmara dos Deputados

27/9

- Audiência com o ministro de Minas e Energia para discutir o modelo energético do governo Temer

28/9 

- Audiência pública em defesa da CEPISA e CHESF na Assembleia Legislativa do Piauí, em Teresina-PI

3/10

- Ato Nacional contra as privatizações, greve nacional do setor energético

- Manifestação nas sedes da Eletrobras e Petrobras, no Rio de Janeiro

4/10

- Audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis-SC

6/10

- Manifestação em defesa da Chesf, em Petrolina-PE

Fonte: Marine Moraes/Senge-PE

 

Parlamentares e movimentos sociais lançam Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energia e Nacional

 

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As medidas de ajuste na economia anunciadas pelo governo, que incluem a venda de estatais e ativos públicos, estão sendo questionadas por sindicatos e entidades de classe em uma campanha nacional sobre o assunto. Com o slogan “Eu não vendo o meu país”, sindicalistas pretendem mobilizar a população em defesa das empresas anunciadas como candidatas à venda, incluindo Eletrobras e Casa da Moeda. A campanha foi apresentada nesta segunda-feira (11), em entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro). Participaram representantes de dezenas de sindicatos e entidades de classe.

Para a diretora do Sindipetro Natália Lopes, o objetivo é unificar as forças populares e questionar o processo de venda de ativos públicos. “A campanha visa unificar o discurso entre todas as estatais e os serviços públicos que poderão ser vendidos em nosso país”, disse Natália. Também contra a venda das empresas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Casa da Moeda, Aluizio Júnior, destacou que pouquíssimos países abrem mão da fabricação de seu meio circulante. “No G20 [grupo das maiores economias do mundo, do qual o Brasil faz parte], apenas dois países não produzem o próprio dinheiro. As cédulas em papel são especialmente importantes para a população mais pobre, que não tem acesso a contas em banco nem cartões de crédito.”

O vice-presidente da Associação dos Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), economista Arthur Kobliz, defendeu a manutenção do investimento público como motor principal da economia. “Os países que mais crescem no mundo, incluindo os do leste asiático, usaram pesadamente seus bancos de desenvolvimento”, ressaltou Kobliz. Para o diretor da Associação dos Funcionários de Furnas, Felipe Araújo, uma estatal não visa somente ao lucro financeiro, mas também ao ganho social. Segundo Araújo, se houver venda do Sistema Eletrobrás, haverá aumento de tarifas aos consumidores finais, incluindo comércio e indústria, que repassarão a diferença aos preços.

Com 47 usinas hidrelétricas, 114 termelétricas, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma solar, a Eletrobras é responsável por um terço do total da geração de energia no país. Também é a maior empresa de transmissão de energia, com quase metade das linhas de transmissão do Brasil.A campanha será apresentada no Congresso Nacional vna próxima quarta-feira (11), em um ato no Auditório Nereu Ramos, no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.

Governo

Os motivos alegados pelo governo federal para anunciar a disposição de vender parte de ativos e empresas públicas são reduzir o déficit público e dar mais agilidade às empresas, favorecendo, em última instância o consumidor. Com a meta de melhorar o caixa da União e estimular a economia, o governo decidiu colocar à disposição da iniciativa privada a administração de 14 aeroportos, 11 lotes de linhas de transmissão e 15 terminais portuários, além de parte da Eletrobrás. Com a medida, o governo espera arrecadar cerca de R$ 44 bilhões ao longo dos anos de vigência dos contratos. O Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) decidiu incluir no programa de desestatização rodovias, a Casa da Moeda, a Lotex e a Companhia Docas do Espírito. Ao todo, são 57 projetos de venda de empresas e parcerias público privada.

 

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil/EBC

Edição: Nádia Franco

Sindicatos e entidades de classe lançam campanha contra venda de estatais

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O governo de Michel Temer, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), anunciou a privatização de usinas hidrelétricas do grupo Eletrobrás. A proposta ainda permite que a Eletrobrás poderá escolher quais usinas que pretende privatizar e até mesmo subsidiárias inteiras como Furnas, Eletronorte, Eletrosul e Chesf. Estas são empresas públicas que, além de gerar empregos, contribuem imensamente com programas sociais e pela universalização do fornecimento de energia elétrica. A Chesf, por exemplo, tem papel estratégico para a defesa do rio São Francisco. A empresa privatizada, por exemplo, poderá realizar gestões de regulação da vazão do rio e do preço da água, de acordo com seus interesses em detrimento do alcance social, podendo vir a prejudicar, inclusive, a transposição. A privatização da Chesf significa a privatização do rio São Francisco, que é um bem de todo Nordeste e estratégico para a construção de políticas públicas para população ribeirinha e de toda sociedade.

Com a privatização, o próprio governo de Michel Temer admitiu o aumento da tarifa nas contas dos consumidores. Por conseguinte, programas sociais como o “Luz para todos” e de eficiência energética poderão ser extintos.

A privatização beneficiará o mercado de investidores que priorizam a lógica do lucro, e não a função social da energia elétrica. O processo é ainda mais perverso, pois em casos de insucessos do setor privado, muitas vezes, o Estado absorve o prejuízo do mercado. Perder o comando de empresas estratégicas para o país representa um atentado à soberania nacional. O papel do Estado é fundamental para a formulação de políticas públicas e de melhoria das condições de vida da população. Nesse sentido, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) repudia a proposta de privatização no setor elétrico e irá encaminhar ofícios e moções aos parlamentares e ao Ministério de Minas e Energia. Também convocamos engenheiros e engenheiras para formularmos e construirmos juntos uma proposta para o modelo de setor elétrico que queremos. Orientamos os sindicatos a realizarem debates e mobilizações com a categoria e também a participarem do seminário do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que acontecerá nos dias 19 e 20 de julho.

Defendemos a engenharia, o desenvolvimento social e a soberania nacional. Por uma Eletrobrás estatal e verdadeiramente pública com valorização dos trabalhadores. Nenhum direito a menos!

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)
Rio de Janeiro, 07 de julho de 2017.

Engenheiros repudiam privatização do Sistema Eletrobrás

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O deputado Hermínio Coelho (PDT) presidiu, na manhã desta quinta-feira (30), audiência pública que discutiu a privatização da Eletrobrás distribuição Rondônia. Participaram da discussão o deputado Jesuíno Boabaid (PMN), representantes do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Rondônia (Senge-RO) e do Sindicato dos Urbanitários (Sindur), o diretor de gestão da Eletrobrás, Efrain Cruz.

Hermínio destacou, em seu discurso, a importância de discutir essa questão e o descaso da população quanto à privatização. “Se não fosse por conta dos servidores, nem haveria uma audiência. A população não vai atrás, mas nós faremos todo o necessário para que a informação seja passada aos contribuintes e discutida de forma democrática”, afirmou o parlamentar.

O deputado Jesuíno, além de elogiar Hermínio por sua iniciativa, também ressaltou muitas questões que devem ser esclarecidas sobre o assunto. “Você vê que há em jogo várias coisas, como empregos, a realização de um bom serviço e a quantidade de aumento nas taxas de luz”, adiantou.

Ele também ressaltou que já foram discutidos diversos problemas, como apagões e taxas altas. “Eu vejo que, se ficarmos de braços cruzados, a coisa pode vir e a comunidade não vai nem saber. A Eletrobrás, mesmo com todas as dificuldades, vem atendendo a população e melhorando aos poucos”, afirmou.

De acordo com Cruz, o leilão oficial está programado para ser em dezembro de 2017. “O processo está sendo feito e, sendo aprovado, o leilão oficial será no fim deste ano”, afirmou. Ele também elogiou e agradeceu ao parlamentar pela iniciativa em chamar a audiência para discutir essa questão. “Devemos falar diretamente com a população e com os servidores para que todos se manifestem e saibam o que está acontecendo”, concluiu.

O presidente do Senge-RO, Edison Rigoli, destacou a importância do patrimônio da Ceron para Rondônia. “A empresa faz distribuição desde a época em que o estado era apenas um território. Hoje, se houver uma empresa privada comandando a distribuição, aumentará o valor da energia e irá prejudicar tanto o patrimônio, quanto os consumidores e até a agricultura regional”, afirmou Rigoli.

Ele ressaltou também que, caso haja a privatização, muitos moradores que hoje são isentos da taxa de energia terão de pagar os serviços. “Existem hoje muitos bairros afastados que recebem energia de graça, pois a Eletrobrás também faz ações sociais, porém isso não será possível com a privatização”, acrescentou.

Segundo Valdemir Aparecido Pires, secretário de política sindical do Senge-RO, a privatização da Ceron traria diversos prejuízos, como a deterioração do serviço, o aumento das tarifas de luz e maiores dificuldades de implantação dos serviços em zonas rurais e bairros afastados da cidade.

“Esperamos que todo esse patrimônio não seja devolvido a frangalhos ao País, como aconteceu com a Teles, que após 20 anos se atolou em dívidas por conta da ‘competente’ iniciativa privada”, afirmou.

De acordo com o diretor da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), José Ezequiel Ramos, todas as privatizações feitas em estados brasileiros foram um total fracasso e pontuou diversos prejuízos que a população sofreria com essa privatização, como o aumento abusivo da tarifa, as limitações na prestação de serviços, uma maior dificuldade de negociação no pagamento, demora no atendimento, constantes interrupções e um gradativo abandono das áreas rurais, o que causaria prejuízo a Rondônia, que possui como pilar da economia a agropecuária.

“O fornecimento de energia elétrica vai além de um serviço público, é uma dívida social da União com os povos que aqui habitam. A privatização irá afetar duramente os municípios do interior e localidades com maior dificuldade de acesso”, ressaltou Ezequiel.

O representante da Sindur, Inácio Azevedo da Silva, ressaltou que os Poderes Legislativo e Executivo devem se juntar para discutir o assunto e fazer o máximo para impedir essa privatização. “Isso apenas trará prejuízo. O Governo do Estado, a Assembleia e os municípios devem se envolver na discussão desse processo como interessados diretos”, afirmou.

Inácio citou, em seu discurso, exemplos como Pernambuco, onde a privatização foi feita pela Celpe. “Mais de 39% das reclamações estão relacionadas à variação do consumo e outros 17% são relacionadas à tensão de fornecimento, que tem como consequência queima de aparelhos eletrodomésticos, por exemplo”, afirmou.

Ele também falou sobre a CPFL, de São Paulo, na qual 27% das reclamações estão relacionadas a danos elétricos e falhas na entrega das contas. “Uma empresa dessas, que não demonstra zelo, só irá prejudicar o consumidor. Hoje não há um exemplo, dentro do Brasil, em que a privatização das áreas da energia e da água tenha sido de sucesso”, concluiu.

Por fim, os componentes da mesa decidiram por enviar uma carta aberta à bancada federal, externando posição contrária a privatização. Na carta, é exaltado que o processo trará consequências negativas ao Estado no tocante ao serviço público prestado de qualidade ao público em geral. O documento também solicita a intervenção dos parlamentares junto ao presidente do Senado, à Câmara dos Deputados e ao Ministério das Minas e Energia, além da Eletrobrás e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

FONTE: ALE/RO - DECOM - Isabela Gomes

Foto: Ana Célia

Senge-RO: Audiência pública discute privatização da distribuição de energia em Rondônia

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Depois do adesivaço de sábado, o Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rondônia (Senge) e o Sindicato dos Urbanitários (Sindur) prosseguem esta semana a campanha Diga não à privatização da Ceron. De acordo com seus dirigentes, ao contrário de outros estados brasileiros, o nome Ceron sofreu uma tentativa de apagão e perda de identidade, e essa troca de nome de Ceron [Centrais Elétricas de Rondônia S/A] para Eletrobras Distribuição Rondônia, “fragilizou a empresa, com objetivo de vendê-la.”

“Queremos que a população nos ajude nesta luta. A região Norte tem grandes distâncias e sem a participação do financiamento público, muito dificilmente será possível levar qualidade de vida a quem está na ponta, agricultores e ribeirinhos, por exemplo”, disse o presidente do Senge-RO, Edson Rigoli.

Outros estados, lembrou Rigoli, já privatizaram empresas e uma das primeiras consequências foi o imediato aumento da conta de energia elétrica. Ele alertou a população contra a venda da empresa rondoniense de distribuição de energia: “Pode sobrar até para o estado, com iminente perda do ICMS [Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], em consequência da geração de energia termelétrica, de alto custo.”

No primeiro dia, cerca de 50 veículos deixaram a sede do Senge-RO com a mensagem anti-privatização.

O adesivaço continua, paralelamente à distribuição de painéis e out doors em residências de funcionários da empresa, de parentes, familiares e amigos, e da mobilização em TVs, rádios, blogs, sites e jornais. No corpo a corpo serão distribuídos botons, camisetas, cartilhas e panfletos.

“O governo federal corre num ritmo a toque de caixa nesse processo de privatização, prevendo-se que até o final deste ano tudo esteja sacramentado, e poucos estão a par da real situação e da desfaçatez com que o governo federal trata situação tão delicada, faltando com a clareza e a transparência tão essenciais no mundo atual”, alertou.

Os dois sindicatos rondonienses e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) pretendem questionar a privatização de grandes empresas públicas. Com o mote “resistir e lutar”, conclamaram pessoas interessadas a debater o papel de financistas estrangeiros – chineses e italianos especialmente –, que já compraram empresas noutros estados e chegaram rapidamente à Amazônia.

“Os sindicatos veem a mobilização como única forma encontrada pelas entidades sindicais e outros segmentos, para demonstrar que a conta maior resultará em perdas sucessivas para os bolsos dos trabalhadores rondonienses e brasileiros”, alertou o tecnólogo Valdemir Pires, outro dirigente do Senge.

A QUEM INTERESSA A VENDA DA CERON

“No nosso cotidiano, quando alguém está vendendo alguma coisa em momentos de dificuldades financeiras nos perguntamos: este é mesmo o momento de vender, considerando que ele pode estar perdendo muito dinheiro? É o caso do governo atual, vendendo todos os seus bens em plena crise, a preços de ocasião”, frisou Pires.

“Esse é o caso da venda de uma das empresas distribuidoras do Grupo Eletrobras, a especialíssima Ceron, a maior empresa do Estado de Rondônia, porque o (des)governo, que assumiu ainda interinamente o País recomendou que a assembleia de acionistas da Eletrobras deliberasse pela não prorrogação das concessões das distribuidoras nos Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima”, lamentou.

“Em consequência, o Ministério de Minas e Energia definiu que as próprias distribuidoras ficariam designadas como prestadoras de Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica até 31/12/17 ou até a finalização do processo de aquisição das mesmas por um novo concessionário.

Segundo ele, a Centrais Elétricas de Goiás (CELG) foi avaliada por duas empresas especializadas no setor, “contratadas a peso de ouro”, resultando meses depois na apresentação dos valores de R$ 2,7 bilhões e R$ 2,8 bilhões. Lembrou Pires “bastou que primeiro leilão se sagrasse deserto”, para que o Governo Federal decretasse um deságio de R$ 1 bilhão, sem nenhuma nova avaliação oficial.

Fonte: Expressão Rondônia

Sindicatos de engenheiros e urbanitários dizem não à privatização da Ceron

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O uso de energias caras, produzidas sem planejamento, é uma consequências da privatização de empresas públicas na década de 90, segundo o engenheiro mecânico Antônio Gerson Ferreira de Carvalho. Ele lançou, na última quarta-feira (7), o livro “Gás Natural no Brasil: uma história de muitos erros e poucos acertos”, lançado pelo Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ).

Antônio Gerson é conhecido no setor por ser ex-superintendente de Gás da Secretaria de Estado de Energia, Indústria Naval e Petróleo do RJ e ex-presidente e diretor do Senge-RJ. Além disso, tem pós-graduação em Gás Natural, pela École de Metiers Gaz de France (França) e pós pela escola de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No livro ele mostra como a falta de visão estratégica dos governos da década de 1990 criaram uma crise energética, com desdobramento inclusive nos dias de hoje. “Quando o governo Fernando Henrique Cardoso decidiu privatizar a distribuição de gás natural ele não criou mecanismos que obrigassem as concessionárias a realizar investimentos e expansão da rede. Isso fez com elas se concentrassem no filé mignon e apostando principalmente nos grandes clientes. Isso exige um grau de investimento baixo e alta taxa de lucro”, afirma o engenheiro.

O problema é que essa diretriz cria um desequilíbrio energético. O gás natural, que é uma energia mais barata e menos poluente, acaba sendo subutilizada. “Hoje a maior parte das termoelétricas utilizam grande quantidade de gás natural. Acontece que essas termoelétricas são pouco eficientes, pois foram construídas às pressas em momento de apagão no país. Elas aproveitam apenas 50% do valor energético do gás natural e o restante é descartada”, diz o engenheiro. Isso representa uma falta de eficiência. “Existem maneiras mais nobres de usar o gás natural, como o consumo residencial, por exemplo”, diz Antônio Gerson. Isso porque além de substituir o gás liquefeito (de botijão, caro e perigoso), na cozinha pode ser alternativa ao chuveiro elétrico, um dos vilões no consumo de energia.

Para o engenheiro Antônio Gerson, as termoelétricas poderiam ser desligadas se o Brasil investisse mais em hidroelétrica e destinasse o uso do gás natural, que é um recurso escasso e que exige altos investimentos, para setores que utilizasse esse tipo de energia com mais eficiência.

O resultado final da utilização dos diferentes tipos de energia é o aumento dos custos ao consumidor final. “Todos os brasileiros estão pagando essa conta. Já está provado que as privatizações provocaram grandes danos ao país, porque quem continua investindo nesses setores é o Estado, através do BNDES e incentivos fiscais”, aponta.

Bueiros explosivos

Entre os anos de 2006 e 2008, o Rio de Janeiro viveu um verdadeiro surto de explosões em bueiros, provocando acidentes e mortes. Mas, afinal, por que esses bueiros explodiam? As explicações estão no livro “Gás Natural no Brasil”.

As explosões, que ocorrem até hoje, embora em menor quantidade, teriam sua origem na má gestão da empresa privadas CEG e CEG RIO (empresas da companhia Gás Natural Fenosa), segundo o engenheiro Antônio Gerson.

Até 1983 todo gás usado no Brasil era manufaturado, ou seja, fabricado em uma planta industrial no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro. Quando foi descoberto o gás natural, que já sai do reservatório de petróleo pronto para o consumo, toda a matriz de distribuição teve que ser adequada. Essa mudança coincidiu com o período do processo de privatização da rede de distribuição de gás.

A partir de 1997, ano da concessão, foram iniciadas as conversões da rede de gás, que precisaram passar por adaptação porque o gás natural tem mais pressão que o gás manufaturado. O poder calórico do manufaturado é de 4.300 kcal, enquanto o natural é de 9.600 kcal. Então, era preciso mudar as tubulações de gás, substituir materiais e ajustar as juntas. “Aí começou o problema. Para economizar, a empresa concessionária contratou equipes sem experiência para fazer essa conversão. O trabalho ficou cheio de falhas, começou a vazar gás e ter explosões nas tubulações”, explica o engenheiro.

Por isso ele avalia que as medidas anunciadas pelo governo de Michel Temer (PMDB), de privatizar setores importantes da Petrobras, assim com a distribuição de água no Rio de Janeiro, é uma saída “terrível”. “Basta ver o que foi prometido na época das privatizações do governo FHC. Os investimentos e expansões não foram cumpridos. Os investimentos continuaram vindo do poder público, muitas vezes através do BNDES. Falar em privatização de novo é sinal de que não aprenderam nada com os erros do passado”, conclui o engenheiro.


Por Fania Rodrigues (Brasil de Fato)

População ainda está pagando a conta das privatizações no Brasil, diz engenheiro

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O Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro - SENGE RJ convida para o lançamento do livro: "Gás Natural no Brasil - Uma história de muitos erros e poucos acertos", de autoria de Antonio Gerson Ferreira de Carvalho. A cerimônia será no dia 7 de dezembro, quarta-feira, de 18h30 às 21h no Salão Nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Haverá ainda a distribuição gratuita de um exemplar do livro para cada convidado.

 Senge-RJ promove lançamento do livro "Gás Natural no Brasil - Uma História de muitos erros e poucos acertos"

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Será lançado, nos dias 1º e 8/12, no Recife e no Rio de Janeiro, o livro "O setor elétrico brasileiro. Do serviço público a mercadoria. 20 anos de erros (1915 a 2015)", de autoria do engenheiro e professor José Antonio Feijó de Melo. O livro reúne os principais textos produzidos pelo autor ao longo de mais de dez anos de luta em defesa do interesse público relacionado ao setor de energia elétrica brasileiro. A edição desta coletânea de trabalhos escritos em linguagem accessível ao grande público, agora, tem como finalidade principal resgatá-los da dispersão e do esquecimento naturais a que ficaram sujeitos depois de passadas as circunstâncias do momento em que cada um foi elaborado e publicado, de modo a conferir ao conjunto uma nova organicidade absolutamente atual e objetiva, quando nada como uma forma de registro para a posteridade. 

São mais de 80 textos abordando, e geralmente questionando, diferentes aspectos do setor elétrico nacional, iniciando com um trabalho de outubro de 2001. Tendo em vista a diversidade dos temas, os textos são apresentados em quatro Partes e dez Capítulos específicos, nos quais são agrupados de forma cronológica segundo cada tema. As Partes envolvem os seguintes assuntos: I – Aspectos Institucionais; II – A Questão Tarifária; III – A Questão Eletro-energética; e IV – Outros Assuntos. Com esta publicação, o Autor espera estar contribuindo de alguma forma para um debate em busca de solução definitiva para os graves problemas que nos últimos vinte anos vêm afetando este importante e estratégico setor da economia nacional que, como todos devem reconhecer continua sem um rumo definido, sobrevivendo na onda das dificuldades de cada momento, sempre necessitando de medidas de urgência, por vezes desesperadas, mas em geral paliativas. Que sempre está dependendo de hidrologias favoráveis, sob pena de risco de racionamento; no qual as tarifas permanecem muito elevadas, em níveis incompatíveis tanto com as características técnicas do sistema, quanto com as necessidades da economia; e onde a qualidade do serviço prestado permanece bastante sofrível.

No Recife (PE), o lançamento será no dia 1/12, a partir das 19h, na livraria Cultura do Sopping Rio Mar. Já no Rio de Janeiro, o evento de lançamento acontecerá no dia 8/12, às 18h, na livraria Cultura do Cine Vitória, localizada na rua Senador Dantas, 45AB, Cinelândia.

Livro sobre setor elétrico brasileiro será lançado essa semana

 

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A Celg Distribuição S.A., responsável pela comercialização de energia elétrica em Goiás, está na mira do roteiro de privatizações anunciado nos últimos meses pelo governo não eleito de Michel Temer.

Controlada pela Eletrobras desde o ano passado, a empresa vem seguindo nos últimos tempos os rumos da desestatização e deve ir a leilão no próximo dia 30. O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) é a instituição responsável pelo processo de licitação.

A entrega da companhia ao capital privado tem preocupado os segmentos populares. Para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por exemplo, a privatização da empresa tende a prejudicar a sociedade, em especial grupos que historicamente têm mais dificuldade de acessar os serviços.

“Em primeiro lugar, nós defendemos o emprego público e as empresas públicas, que geralmente prezam mais por um trabalho de qualidade junto à população. A privatização da Celg, pra nós, é uma ameaça ao patrimônio do povo goiano. Nós acreditamos que o acesso à eletricidade, principalmente por parte dos povos que moram no campo, tende a ser ainda mais dificultado porque certamente vão aumentar as taxas, e nós temos dúvidas sobre a qualidade dos serviços que serão oferecidos depois disso”, afirma Gilvan Rodrigues, da coordenação nacional do MST de Goiás (MST/GO).

O dirigente destaca ainda a preocupação com os assentamentos. O estado de Goiás tem mais de 12 mil famílias assentadas e, embora a maioria delas seja assistida em termos de eletricidade, uma parte ainda não tem cobertura do fornecimento de energia.

“Nós entendemos que já é difícil ter acesso à eletricidade no campo contando com uma empresa pública, mesmo tendo iniciativas como o programa ‘Luz para Todos’, por exemplo. Com uma privatização, tudo fica ainda mais difícil porque as empresas privadas objetivam o lucro e todas as suas ações são voltadas pra isso, e não ao atendimento da população”, considera Gilvan.

Luta conjunta
O posicionamento contrário à privatização da Celg vem sendo fortalecido através da união entre segmentos sindicais e populares. O MST, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas no Estado de Goiás (Stiueg) são algumas das entidades que vêm se articulando conjuntamente contra a desestatização da companhia.

“É de grande importância que essa mobilização para denunciar o processo de privatização aconteça em parceria, até porque se trata de um verdadeiro assalto ao povo goiano”, afirmou Gilvan Rodrigues.

Para o sindicalista Heliomar Palhares Pedrosa, que é engenheiro eletricista da Celg há 33 anos, foi a articulação conjunta que deu fôlego ao movimento de oposição à venda da empresa.

“Os movimentos sociais sabem que, se com uma estatal já há prejuízos para a população, uma privatização, então, prejudica ainda mais. A participação dos movimentos é de grande relevância pra gente. Foram eles que nos deram músculos pra fazer uma série de manifestações, inclusive em Brasília”, destaca Pedrosa.

Ele também ressaltou que, entre os funcionários da empresa, o clima tem sido de grande preocupação diante da iminência da privatização. “Na próxima sexta-feira, os interessados em participar do leilão devem entregar os envelopes. Então, nossa data de agonia é esta sexta. (…) Temos receio porque toda a sociedade vai perder se a empresa for entregue à iniciativa privada”, acrescentou.

A empresa
Desde a década de 1990, durante o governo do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, a Celg vinha ensaiando os primeiros passos rumo à privatização. As articulações para a federalização ganharam corpo em 2014 e, em janeiro de 2015, a companhia passou a ser efetivamente controlada pela Eletrobras, que hoje detém 51% das ações. Os outros 49% ficam a cargo do governo do estado de Goiás.

Responsável pela comercialização de energia elétrica no estado, a Celg chega a 98,7% do território goiano, representando 2,4% do consumo do país. A companhia tem 1.938 empregados próprios e cerca de 4 mil terceirizados.

Celg e governo
O Brasil de Fato procurou a Celg para tratar do processo de privatização, mas a assessoria de imprensa informou que a companhia não se manifesta sobre o assunto, que estaria a cargo da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás.

A reportagem também entrou em contato com a pasta, que apenas confirmou o cronograma dos trâmites de privatização, ratificando que a entrega das propostas ocorre até a próxima sexta-feira (25). A previsão de divulgação do resultado após análise das propostas é dia 29, com efetivação do leilão no dia 30.

Fonte: Cristiane Sampaio/ Brasil de Fato
Edição: Camila Rodrigues da Silva

Goiás: privatização da Celg preocupa setores populares

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