Governo do estado acelera processo de privatização

Senge-PR: Fórum em defesa da Copel Telecom será lançado no dia 30 de agosto

No próximo dia 30 de agosto acontece o lançamento do Fórum Paranaense em Defesa da Copel Telecom. O evento acontece no Miniauditório da UTFPR Campus Curitiba, Rua 7 de setembro, nº 3165, Centro. A iniciativa busca inibir a privatização da empresa paranaense de Banda Larga.

No último dia 11 de julho, o governo de Ratinho Júnior (PSD) deu mais um passo nessa direção. A Copel comunicou seus acionistas e ao mercado em geral “a contratação do Banco Rothschild, para atuar como assessor financeiro, e do escritório de advocacia Cescon Barrieu, para atuar como assessor jurídico, ambos para auxiliar a Companhia nas próximas etapas dos estudos em questão”. As contratações ocorreram por dispensa de licitação, onerando o estado em R$ 3,7 milhões.

Para barrar a venda, o Fórum destaca a eficiência da Copel Telecom, que é a empresa mais bem avaliada no ranking da Anatel. “Um orgulho paranaense. Já 4 principais empresas de telefonia lideram o ranking de reclamações do Procon. Ou seja, a nossa empresa paranaense ganha de lavada das privadas”.

Abaixo assinado
Junto ao lançamento do Fórum, está sendo iniciada uma campanha com um Projeto de Iniciativa Popular que pretende coletar 100 mil assinaturas, além de mobilizar a população contra privatizações da Copel Telecom e Compagas.

Programe-se
30 de agosto
19 horas
Miniauditório da UTFPR Campus Curitiba, Rua 7 de setembro, nº 3165, Centro

Realização
Associação Paranaense em Defesa das Estatais

Apoio
GETET – Grupo de Estudos em Trabalho, Educação e Tecnologia – UTFPR
Senge-PR
PPGTE – Programa de Pós-Graduação em Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná

 

Fonte: Senge-PR

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Por Manoel Ramires

Empresa deve divulgar na semana que vem o que pretende “abrir mão”.

Presidente da Copel Telecom participa de reunião com sindicatos. Foto: Manoel Ramires

Presidente da Copel Telecom participa de reunião com sindicatos. Foto: Manoel Ramires

A reunião com a diretoria da Copel teve cobrança contra a privatizações da Copel Telecom. Para os negociadores sindicais, qualquer outra empresa que adquira a Copel Telecom não terá a mesma qualidade do serviço construído ao longo de 40 anos. Quem perde com essa ideia são os funcionários e a população.

Os sindicalistas rebateram o argumento de que é necessário abrir mão de uma empresa rentável. “Somos contra a atitude de privatizar. Isso vai ser prejudicial. A Copel Telecom foi criada para atender a Copel e depois se abriu para o mercado. É uma fatia que cresce 20% e a Copel Telecom é a melhor empresa de banda larga. Ela tem bons profissionais e estrutura construída ao longo de 40 anos. Ela é rentável. Por quê o governo quer se desfazer dela?”, questiona Jimi Hélio, do Sinel.

De acordo com Alexandre Donizetti, do Sindenel, o processo de privatização das empresas já era alertado no governo de Beto Richa (PSDB). “Nós fomos a ALEP alertar os deputados contra a privatização da empresa, o que gerou uma audiência pública. Se naquele momento estávamos arranhando a possibilidade, agora vamos expor a importância da Copel e Compagas para a população”, destaca.

O representante da Copel, o gerente assistente da Diretoria de Gestão Empresaria (DGE) Cassio Vargas Pinto, admitiu que a empresa é rentável e muito bem avaliada pelos consumidores. No entanto, justificando uma possível venda, ele argumentou que o mercado de banda larga é muito complexo e que não há interesse do governo do estado seguir investindo na empresa.

“De fato, a Copel Telecom está acelerando processo de desinvestimento do que não é prioritário. O mercado é muito competitivo. Tem que destinar muito caixa e é um risco alto”, alega. Segundo Cássio, não está definido formalmente o que vai ser vendido ou não. Depende do balanço dos ativos que está sendo apurado pelo grupo de trabalho. A apresentação dos resultados era para acontecer no começo de maio, mas foi adiado.

Vice-presidente do Senge-PR, Leandro Grassmann questionou a necessidade de privatizar a empresa. Foto: Manoel Ramires

Vice-presidente do Senge-PR, Leandro Grassmann questionou a necessidade de privatizar a empresa. Foto: Manoel Ramires

O engenheiro e vice-presidente do Senge-PR, Leandro José Grassmann, cobrou mais seriedade do governador Ratinho Júnior e do presidente da Copel Telecom Wendell. Ele considera que o processo de privatização está torto e está sendo feito da pior forma possível.

“A gente percebe que tanto o governador quanto o presidente Wendell anunciaram a venda sem dar detalhes de informações.  Em todas as entrevistas, o presidente da Copel Telecom diz que vai vender a empresa. Ele não coloca que está em negociação, que pode ser vendida apenas partes dela”, compara.

Para Grassmann, os argumentos para a venda são superficiais e simplistas. É necessário aprofundar o debate. “Os comunicados de venda estão sendo feitos somente ‘para fora’ e levam em conta os interesses do mercado. O que se ouve nos corredores é que os funcionários não estão sendo informados ou participam do processo”, alerta.

A falta de transparência na condução apavora os 478 funcionários da empresa. Leandro suspeita que a privatização atende a interesses que não trazem benefícios aos paranaenses. “O que me preocupa é que isso é uma encomenda aparentemente com o resultado já estabelecido”.

Vender por vender

Wendell diz que quer conversar com todos atores do processo. Foto: Manoel Ramires

Wendell diz que quer conversar com todos atores do processo. Foto: Manoel Ramires

Presente à reunião no período da tarde, o presidente da empresa, Wendell Alexandre Paes Oliveira, admitiu que foi contratado pelo governador Ratinho Júnior para vender a empresa, entregando ao mercado. Em seu discurso, ele alegou que a privatização da Copel Telecom se deve ao crescimento do mercado de banda larga e a maior competitividade de outras empresas. Para Wendell, apesar da empresa paranaense ser a líder na avaliação dos consumidores, não compensa competir com a OI, VIVO e outras.

“A Copel Telecom é uma empresa rentável e reconhecida. Tem estrutura e malha invejável, com equipe técnica considerada a melhor do mercado. Mas que não tinha concorrência. De dois anos para cá, a concorrência cresceu. Elas são maiores, mais ágeis e com mais capacidade de investimentos”, avaliou Wendell.

Ele comentou que não está definido o que será vendido. “Temos um estudo em andamento da viabilidade desse processo”. Por ora, a intenção não é ‘vender as pessoas’ junto com a empresa. Estes empregados podem permanecer na Copel, prestando serviços à empresa de energia ou ao mercado.

Ao defender a privatização, Wendell disse que está conversando com todos os atores – Tribunal de Contas do Estado, trabalhadores, sindicatos, investidores, bancos – e que é papel da Assembleia Legislativa tomar essa decisão. Ele minimizou o papel social da Copel Telecom.

“A Copel Telecom não tem função social; Quem tem é o estado. A empresa é de economia mista. A privatização vai levar às cidades pequenas internet mais barata e rápida. Já as escolas vão poder comprar internet mais barata”, aposta.

Em artigo “Venda da Copel Telecom pode desconectar escolas estaduais e municípios”, o engenheiro e vice-presidente do Senge PR, Leandro José Grassmann, alertou que “a Copel Telecom promove acesso à internet e redes de comunicação de dados a municípios e Escolas Estaduais. São 2205 Escolas Estaduais conectadas, de acordo com a Celepar”.

Já sobre as cidades pequenas, Leandro destacou que a internet só pode ser mais barata com o subsídio do governo: “Por meio de incentivos, como a isenção de impostos e financiamentos a juros baixos, o governo pretendia incentivar a modernização da gestão pública nas prefeituras e levar internet de qualidade à maior parte dos cidadãos. A Copel Telecom forneceu os acessos. Os provedores tiveram redução de 95% no ICMS, além de financiamento pelo Fomento Paraná, com juros abaixo de mercado”, contra argumentou.

 
Fonte: Senge-PR

 

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Ratinho Júnior deveria se preocupar em levar a educação ao primeiro mundo e melhorar o IDH com ajuda da internet

Por Leandro José Grassmann*

O governador Ratinho Júnior (PSD) afirmou, em entrevista a um jornal do estado, que a Copel Telecom não fornece serviços de necessidade básica à população e não tem função social. Afirmou ainda que a Copel Telecom atende somente o setor privado. “Não tem porque a gente manter esse ativo sendo que está faltando dinheiro para outras áreas. É uma bobagem”. O discurso do governador tem sido utilizado como justificativa para privatizar a empresa que lidera o ranking de satisfação de clientes da Anatel e tem potencial para se tornar uma das maiores empresas do setor, beneficiando os paranaenses, seus “maiores acionistas”.
Aparentemente, o governador desconhece a realidade das empresas do Grupo Copel e até mesmo das Secretarias do próprio Governo Estadual. A Copel Telecom tem papel estratégico no desenvolvimento do estado. Nesse artigo, vou apontar apenas a relação da empresa e sua responsabilidade social com a educação e com os 339 municípios. Em uma era cada vez mais tecnológica, poder ofertar aos estudantes conhecimento de forma ágil, interativa e abaixo custo para o estado deve ser a prioridade número um de quem fala em modernizar a gestão pública. Bem como melhorar o desenvolvimento das cidades encurtando as distâncias por meio da conexão de interesse público.

Vamos aos fatos. A Copel Telecom, empresa que nasceu como um Departamento da Copel há mais de 40 anos, atende necessidades de telecomunicações da própria Copel, da Sanepar e do Governo do Estado do Paraná. Estas Partes Relacionadas repassaram aproximadamente R$ 20 milhões pela remuneração dos serviços prestados. Os dados estão disponíveis no balanço da Copel Telecom. De acordo com a Celepar, os números de março de 2019 mostram que a Copel Telecom fornece 167 acessos da Rede de Alta Velocidade e 3352 acessos de banda larga aos órgãos do Governo Estadual. Ou seja, eficiência e excelência que o governador pode estar sendo induzido a entregar às empresas privadas. Agora pare e pense. É certo os paranaenses abrirem mão de uma empresa líder no ranking nacional para ser vendida, por exemplo TIM, Claro, Vivo e OI que são empresas de telecomunicações e lideram o ranking de reclamações do Procon em 2017 e 2018?

Responsabilidade com os municípios e educação
Na questão de responsabilidade social na educação, vale destacar que, em parceria com Governo do Estado do Paraná, através da Secretaria de Educação, Celepar, Instituto Fundepar, a Copel Telecom promove acesso à internet e redes de comunicação de dados a municípios e Escolas Estaduais. São 2205 Escolas Estaduais conectadas, de acordo com a Celepar.

Acredito que com o trabalho dos colaboradores da Copel Telecom, o governador deveria estar empenhado e ampliar o “Programa Paraná Digital” que promove apoio aos professores para a utilização de recursos feitos pelos assessores técnico-pedagógicos das Coordenações Regionais de Tecnologia na Educação (CRTEs), localizadas em cada Núcleo Regional de Educação. Não há como discordar da ex-secretária de educação, Yvelise Arco-Verde, em 2008, quando ela disse que “além de um importante instrumento de inclusão digital, a implantação de laboratórios de informática, com acesso à internet em todas as escolas estaduais, traz possibilidades inovadoras na sala de aula. O Paraná Digital é hoje o maior programa nacional de informatização escolar”.

Para concluir no tema educação, considero que a Copel Telecom tem papel central no desenvolvimento do Paraná, seja levando banda larga aos consumidores, seja prestando serviços mais baratos ao governo e ao desenvolvimento social, destaco o “Projeto Internet sem Bullying”, uma verdadeira parceria público privada que envolve sociedade e poder público sem abrir mão de recursos ou ativos do povo. Nesse programa, realizado com o Instituto Abrace Programas Preventivos, se busca reduzir e prevenir a prática do cyberbullying, orientar famílias e promover o uso ético da internet. “Prevenir, orientar e ajudar as pessoas a identificarem esse problema, é uma forma que encontramos de tornar a internet um espaço que respeita a diversidade, as diferenças e a convivência das pessoas”, afirmou o ex-diretor da Copel Telecom, Adir Hannouche, à época do lançamento do projeto.

Com relação as cidades, tenho que destacar o papel estratégico que a Copel Telecom pode exercer no desenvolvimento do estado. O “Rede 399 – Internet para Todos” corre riscos com a possível privatização. Esse programa tem como objetivo estimular a instalação de internet banda larga em todos os municípios do Paraná. Por meio de incentivos, como a isenção de impostos e financiamentos a juros baixos, o governo pretendia incentivar a modernização da gestão pública nas prefeituras e levar internet de qualidade à maior parte dos cidadãos. A Copel Telecom forneceu os acessos. Os provedores tiveram redução de 95% no ICMS, além de financiamento pelo Fomento Paraná, com juros abaixo de mercado. Já as Prefeituras puderam utilizar recursos do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul).

Da nossa parte, parece pouco estratégico ou avançado que o governador do Paraná considere avanço entregar a iniciativa privada a “joia da coroa”. O grupo Copel (Copel Telecom inclusa) teve geração de caixa (EBITDA) de R$ 3,143 bilhões. Teve um lucro líquido de R$ 1,444 bilhões. O lucro em 2018 foi 29% maior do que em 2017. As empresas do grupo Copel investiram R$ 2,569 bilhões em 2018. Valor praticamente igual ao investido em 2017 (R$ 2,508 bilhões). A receita operacional bruta de todas as empresas do grupo em 2018 foi de R$ 23,725 bilhões. Desta receita, a Copel Telecom foi responsável por R$ 584 milhões. Os investimentos na Copel Telecom em 2018 totalizaram R$ 309,4 milhões.

Riscos e retrocessos
Diante dessas informações, torna-se impossível entender as declarações do governador Ratinho Júnior. Esta suficientemente claro que a Copel Telecom tem função social e beneficia milhões de pessoas no Paraná inteiro. Também não é possível aceitar a declaração de que a Copel presta serviço somente para empresas privadas. Pelo contrário, a empresa tem papel central no desenvolvimento do estado.

Por outro lado, caso a Copel Telecom seja privatizada, a população será diretamente afetada. Quem ocupará o lugar da empresa no provimento de serviços às Escolas e Municípios? Impossível pensar na manutenção da qualidade dos serviços prestados.

Se pergunta também como ficam os serviços prestados pela Copel Telecom para a própria Copel? O provimento de serviços confiáveis é fundamental para a manutenção e operação de Centros de Operação do Sistema Elétrico. Uma falha e as operações remotas de milhares de chaves deixam de funcionar. O Sistema Elétrico fica sem gerência. A confiabilidade do serviço de comunicação também é peça chave para a automação e integração de inteligência na operação de redes de energia. Medição de consumo, bilhetagem e cobrança eletrônica, corte e religação remota de consumidores. Funções importantes na automação de redes (peças chave na implementação de smart grid) e para a redução de custos da Companhia de Distribuição e que podem estar sendo comprometidas no caso de venda da Copel Telecom.

Afirmar que pretende vender a Copel Telecom porque utiliza recursos que “estão faltando para outras áreas” também não parece correto. A Copel investiu R$ 2,569 bilhões em 2018. Destes, somente R$309,4 milhões foram para a Copel Telecom (cerca de 12% do total). Ademais, as empresas do Grupo Copel tem apresentado lucros crescentes, números de fazer inveja em muitas empresas privadas.

E então, Governador? Agora que os fatos estão postos, não cabe reavaliar suas declarações?

* Leandro José Grassmann | Engenheiro da Copel e vice-presidente do SengePR

Foto: Divulgação Senge-PR
Venda da Copel Telecom pode desconectar escolas estaduais e municípios
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Em entrevista a Portal, governador fala em privatizações e sacrifícios ao funcionalismo público.

Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr

Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr

O governador do Paraná Ratinho Júnior deu entrevista ao Portal da Gazeta do Povo sobre os seus 100 primeiros dias de mandato. Na conversa, ele fala sobre o aumento da tarifa da Sanepar, da privatização da Copel e do reajuste dos servidores estaduais.

Perguntado sobre o corte de gastos com a reforma administrativa, Ratinho Júnior não conseguiu detalhar onde será economizado R$ 10 milhões. Ele admitiu que é apenas uma projeção. Com relação a Copel, o governador disse que a redução ocorre com a redução de aluguéis. Ele também admitiu que um dos focos de sua gestão é privatizar a Copel Telecom.

“Pensamos em privatizar a Copel Telecom e a Compagas. Queremos caminhar muito para Parcerias Público-Privadas (PPPs). Na área administrativa, tem coisa que se pode avançar. Sobre as estatais, não há justificativa para o estado ter duas companhias como a Copel Telecom e a Compagas, que atendem só ao setor privado”, argumentou.

Copel Telecom foi a operadora de banda larga mais bem avaliada na opinião dos clientes na pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida de 2018 promovida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) . A operação com a satisfação geral é a da Copel, no Paraná (8,35) e a com menor nota é a da Oi no Rio de Janeiro (5,41). Já a Copel, em seu balanço financeiro divulgado ao mercado na noite de 28 de março, a companhia apresentou lucro líquido de R$ 1,444 bilhão, 29% a mais que em 2017. A geração de caixa da companhia em 2018 foi de R$ 3 bilhões.

Mesmo assim, Ratinho Júnior considera estratégico privatizar a empresa. “A Copel Telecom não tem como disputar com as maiores do mundo, que estão todo dia colocando dinheiro em uma velocidade muito maior. Não é necessidade básica da população. A Copel Energia é necessidade básica, tem um desenvolvimento social envolvido. A Copel Telecom, não”.

Aumento de tarifa da Sanepar
O governador Ratinho Júnior deixou no ar a possibilidade de realizar reajustes na tarifa da Sanepar. O presidente da empresa, Claudio Stabile, tem dito que deve solicitar a Agepar antecipação do reajuste de 25,63% previstos até 2015. Segundo o governador, o reajuste seria fundamental para que a companhia possa fazer investimentos. “Hoje a Sanepar e a Copel são empresas de capital aberto, estão em bolsa de valores. Eu obviamente tenho que cobrar os investimentos. Gá um histórico muito ruim de fazer demagogia com tarifa. Obviamente, se houvesse uma tarifa abusiva sem investimento da Sanepar, eu cobraria um posicionamento da empresa”, declarou à Gazeta do Povo.

Reajuste servidores estaduais
Com relação ao reajuste dos servidores estaduais, o governador repete o mesmo discurso do governo Beto Richa (PSDB) que congelou reajustes em 2015. Segundo Ratinho, devido a crise financeira, ele pode dar o reajuste nesse ano e não ter dinheiro para a folha em 2020. “Prefiro que a gente faça um trabalho para poder pagar ao menos uma parte do 13º em junho, para dar a garantia de que vai ter o salário em dia e poder ir avançando em outras áreas, do que chegar e dar um reajuste para o servidor, dar uma de bonzinho e colocar as contas do Paraná em risco”.

O governador sinaliza para o congelamento e negociar reajuste só em 2020 em índice de 3,5%. “(Quero” pedir para que os servidores compreendam essa necessidade, o nosso esforço para que tudo esteja em dia, inclusive o salário deles, para que no ano que vem a gente não tenha nenhum susto”, concluiu.

Contudo, neste mês, Ratinho Júnior declarou ao mercado financeiro que as contas do estado estão equilibradas. “O Paraná vive um novo momento e tem um cenário muito promissor pela frente. O Paraná é um dos estados com melhor saúde financeira do País”, declarou em encontro com o ministro da economia Paulo Guedes.

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Fonte: Senge-PR / Por Manoel Ramires

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O Sindicato dos Engenheiros do Paraná se manifesta contrário à privatização da Copel Telecom e da Compagas, e à venda de ativos da Copel e da Sanepar, sinalizadas pelo governador eleito do Paraná, Ratinho Junior (PSD). A declaração fez parte de entrevista concedida ao jornal Valor Econômico, nesta quarta-feira (28), durante uma viagem do futuro governador a Nova York, nos Estados Unidos.

No caso da Copel Telecom, a justificativa para a venda seria dar mais agilidade e competitividade à empresa. Os números da Telecom, no entanto, comprovam um alto índice de rentabilidade e eficiência no serviço, inclusive com crescimento acima da média do setor no Paraná. Em 2017, o número de novos assinantes dos serviços de banda larga cresceu 11,3%, comparado a 2016. Já a Copel Telecom cresceu 34% com relação ao número de assinantes.

Em um setor com altas taxas de reclamação por parte dos usuários, a adesão de mais clientes ao serviço da Copel Telecom é resultado direto da qualidade oferecida pela empresa pública. A empresa atua com tecnologia 100% em fibra óptica e foi reconhecida com a internet mais veloz, segundo o portal Minha Conexão, e como a melhor operadora de banda larga fixa no Paraná, conforme levantamento feito pela Anatel em abril de 2017. Outros prêmios que comprovam o equívoco na análise do futuro governador é o destaque no Anuário Telecom – por quatro anos consecutivos -, como uma das 10 empresas com maior crescimento de receita, e o Anuário Telesintese pelos projetos de inovação.

A Receita Operacional Líquida teve acréscimo de R$ 57,2 milhões em 2017, 17,7% a mais do que em 2016. O lucro líquido atingiu R$ 54,1 milhões no último ano, com projeção de expandir a base de clientes para melhores resultados nos próximos anos. Estes e outros dados estão disponíveis no balanço anual de 2017.

A Copel Telecom começou como um departamento da Companhia, na década de 1970, e ganha a estatura que tem hoje graças ao investimento público em pesquisa e inovação tecnológica, operada por um corpo de funcionários com qualidade profissional para atingir tais resultados. Privatizar este patrimônio é abrir mão de mais de quatro décadas de trabalho, quando o investimento passa a gerar serviços de qualidade e receita para o Estado.

No caso da Compagas, responsável pela distribuição de gás natural no Paraná, os números também são de uma empresa sustentável e em expansão. Em 2017, o número de clientes cresceu 10%, chegando a 39 mil consumidores, com lucro líquido de R$ 65,6 milhões no ano.

Para expandir a sua rede de distribuição, a Companhia investiu cerca de R$ 14,41 milhões em 2017, conforme apresentado no relatório anual da empresa.

Ainda no ano passado, por meio do Governo do Paraná e da Copel, a empresa assinou um protocolo de intenções com a transnacional norte-americana Shell do Brasil para a criação de um plano de expansão da oferta do combustível no estado – o “Plano Estratégico de Gás Natural para o Estado do Paraná”. Na ocasião da assinatura, o Senge criticou o acordo, apontando o risco da apropriação dos investimentos e da infraestrutura pública por interesses do capital privados. A sinalização de Ratinho Junior para a privatização da Companhia confirma esta tendência e acelera a entrega do patrimônio e dos investimentos públicos já realizados.

O Senge-PR defende a continuidade do investimento público em inovação tecnológica e na oferta de serviços básicos de qualidade para os paranaenses. Esperamos que haja ampla abertura e diálogo por parte do futuro governador do Estado acerca de assunto de tamanho impacto para o desenvolvimento do Paraná.

Fonte: Senge-PR

Nota do Senge-PR contra a venda da Copel Telecom e da Compagas

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