Foi lançada, no dia 6/9, a revista “Especial Consenge”, em Curitiba (PR). Nesta edição, temas como fugas de cérebros, mulheres na engenharia e Escola Sem Partido são debatidos nas reportagens. Também há um especial sobre os encontros estaduais preparatórios, realizados pelos sindicatos, para o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros.  Os textos são de: Camila Marins e Laura Ralola e a diagramação de Evlen Lauer. 

 

Confira: https://goo.gl/KZNv5z

Fuga de cérebros, mulheres na engenharia e Escola Sem Partido são temas da revista da Fisenge

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Engenheiros e engenheiras reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), realizado entre os dias 6 e 9/9, aprovaram a Carta de Curitiba. O documento aponta para a urgência de um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora. “Com a consolidação do golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos”, aponta o documento que ainda afirma: “Repudiamos a corrupção e exigimos a responsabilização de todas as pessoas envolvidas em desvios de conduta (...) A desnacionalização da economia, em curso no Brasil, aprofunda o desmonte da engenharia brasileira, a subordinação ao capital estrangeiro, as desigualdades sociais e ameaça a soberania nacional. Repudiamos, ainda, a entrega do território brasileiro e também as privatizações”.

Com o tema “Resistir! Em defesa da engenharia e da soberania nacional”, o 11º Consenge ocorreu em Curitiba, com mais de 300 participantes e o maior número de mulheres da história dos Congressos e ainda contou com aula magna do senador Roberto Requião (PMDB-PR) e palestras com o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães; o historiador e professor Valter Pomar; o economista e ex-presidente do Ipea, Marcio Pochmann e a socióloga e pesquisadora Maria Rosa Lombardi. O evento foi realizado pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), que tem sede no Rio de Janeiro, e pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR). Ao longo dos quatro dias, filiados aos 12 sindicatos que compõem a Federação, tiveram como debate central a defesa da engenharia e da soberania nacional.  Também foi eleita a nova diretoria da Fisenge, cuja presidência é ocupada pelo reeleito engenheiro Clovis Nascimento. A cobertura completa está disponível no site: www.fisenge.org.br e no facebook.com/federacaofisenge

 

Confira a íntegra da Carta de Curitiba:

Carta de Curitiba

 

No marco dos 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil e da Revolução Russa, nós, engenheiras e engenheiros reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), manifestamos a urgência de um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora. Fizemos o maior Congresso da história, com mais de 300 participantes, além da maior delegação de mulheres e de estudantes, frutos da construção do Coletivo de Mulheres da Fisenge e do Coletivo Nacional de Estudantes, em diversos estados.   

Com a consolidação do golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos. Estas são consequências intoleráveis, frutos da crise política capitaneada pela Operação Lava Jato. Repudiamos a corrupção e exigimos a responsabilização de todas as pessoas envolvidas em desvios de conduta, sem a penalização das empresas nacionais.

A engenharia é o motor da economia de todo país, uma vez que amplia a capacidade produtiva e de investimentos. A desnacionalização da economia, em curso no Brasil, aprofunda o desmonte da engenharia brasileira, a subordinação ao capital estrangeiro, as desigualdades sociais e ameaça a soberania nacional. Repudiamos, ainda, a entrega do território brasileiro e também a privatização da Eletrobrás, dos Correios, da Casa da Moeda. Reivindicamos a defesa da Petrobras pública e estatal como elemento estratégico para o desenvolvimento social. É imperativo o investimento em ciência e tecnologia, impedindo a chamada “fuga de cérebros”. Um país sem ciência e sem tecnologia é um país sem soberania nacional. A engenharia brasileira possui acúmulo tecnológico para pensar, formular, construir, projetar e inovar soluções de melhoria de condições de vida para a população. 

As profundas transformações no mundo do trabalho, a chamada Revolução 4.0, impõem desafios para enfrentarmos o desemprego estrutural previsto internacionalmente. Para além do campo de benesses, é necessário disputar o controle e a distribuição das tecnologias.

Manifestamos como urgente a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional 95, que determina um teto para os gastos públicos. Defendemos a redução da jornada de trabalho para 35 horas sem redução de salário e a manutenção da previdência social. Apoiamos uma reforma política popular, com financiamento público de campanha e fortalecimento dos partidos políticos.

A crise é mundial e não há solução fácil. Temos, todos e todas, grandes responsabilidades. E, com grandes responsabilidades, surgem tarefas. Temos a tarefa histórica de resistir e lutar em defesa da engenharia, da democracia e da soberania nacional.

Curitiba, 09 de setembro de 2017

11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros

Engenheiros aprovam carta em defesa da democracia, da soberania nacional e da engenharia

 

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No marco dos 100 anos da primeira greve geral no Brasil e da revolução que, pela primeira vez levou a classe trabalhadora ao poder, na Rússia, nós, estudantes de engenharia reunidos no 11º Congresso da Fisenge manifestamos a necessidade urgente da luta por um novo projeto de país, que reverta a hegemonia do capital financeiro internacional, em favor de um Brasil mais justo, soberano e desenvolvido social e economicamente. Por esse motivo, estudantes de 12 Sindicatos de Engenheiros vinculados à Fisenge, reuniram-se para deliberar propostas com a visão da construção de um novo momento na conjuntura do Movimento Senge/Sindicato Jovem e Senge/Sindicato Estudante, que explicitam toda resignação ao atual momento político do país. A consolidação do golpe, a obscuridade de ações, as aprovações de emendas impopulares, o sucateamento da educação e a Reforma da Previdência juntamente com a destruição da CLT são fatores que tornam imprescindíveis o posicionamento efetivo dos acadêmicos de engenharia, agronomia e geociências, em favor de uma formação sólida e multidisciplinar que contribua para tirar o país da dependência tecnológica e da onda pretensiosa de entrega das estatais brasileiras nas mãos do capital estrangeiro. Desta forma, entendemos que há a necessidade imediata do fortalecimento das organizações estudantis, contra a mercantilização da educação e por um ensino, pesquisa e extensão populares na Engenharia. Nessa perspectiva, cria-se o Coletivo Nacional dos Estudantes (CNE), que irá articular as lutas nos estados com a finalidade de elevar o nível da discussão, expandindo a problemática além dos limites das fronteiras estaduais.  A resistência não se dará regionalmente, mas em âmbito nacional.

Ampliar a relação entre o movimento estudantil e sindical, apresentar e dialogar com os estudantes o papel fundamental da organização e união por meio dos sindicatos, aproximar e contribuir com a formação política das lideranças estudantis, inserir-se em todos os espaços de debate, na academia e na sociedade. 

Os desafios são grandes e igualmente grande é o entusiasmo com o qual nos colocamos em favor desta pauta, no intento de reverberar a todos os estudantes de engenharia, agronomia e geociências o lema deste congresso: Resistir, em defesa da engenharia e da soberania nacional!  

II Fórum de Estudantes

Curitiba (PR), 09 de setembro de 2017

11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros

 Confira a Carta dos Estudantes aprovada no 11º Consenge

 

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No marco dos 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil e da Revolução Russa, nós, engenheiras e engenheiros reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), manifestamos a urgência de um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora.

Fizemos o maior Congresso da história, com mais de 300 participantes, além da maior delegação de mulheres e de estudantes, frutos da construção do Coletivo de Mulheres da Fisenge e do Coletivo Nacional de Estudantes, em diversos estados.   

Com a consolidação do golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos. Estas são consequências intoleráveis, frutos da crise política capitaneada pela Operação Lava Jato. Repudiamos a corrupção e exigimos a responsabilização de todas as pessoas envolvidas em desvios de conduta, sem a penalização das empresas nacionais.

A engenharia é o motor da economia de todo país, uma vez que amplia a capacidade produtiva e de investimentos. A desnacionalização da economia, em curso no Brasil, aprofunda o desmonte da engenharia brasileira, a subordinação ao capital estrangeiro, as desigualdades sociais e ameaça a soberania nacional. Repudiamos, ainda, a entrega do território brasileiro e também a privatização da Eletrobrás, dos Correios, da Casa da Moeda. Reivindicamos a defesa da Petrobras pública e estatal como elemento estratégico para o desenvolvimento social. É imperativo o investimento em ciência e tecnologia, impedindo a chamada “fuga de cérebros”. Um país sem ciência e sem tecnologia é um país sem soberania nacional. A engenharia brasileira possui acúmulo tecnológico para pensar, formular, construir, projetar e inovar soluções de melhoria de condições de vida para a população. 

As profundas transformações no mundo do trabalho, a chamada Revolução 4.0, impõem desafios para enfrentarmos o desemprego estrutural previsto internacionalmente. Para além do campo de benesses, é necessário disputar o controle e a distribuição das tecnologias.

Manifestamos como urgente a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional 95, que determina um teto para os gastos públicos. Defendemos a redução da jornada de trabalho para 35 horas sem redução de salário e a manutenção da previdência social. Apoiamos uma reforma política popular, com financiamento público de campanha e fortalecimento dos partidos políticos.

A crise é mundial e não há solução fácil. Temos, todos e todas, grandes responsabilidades. E, com grandes responsabilidades, surgem tarefas. Temos a tarefa histórica de resistir e lutar em defesa da engenharia, da democracia e da soberania nacional.

 

Curitiba, 09 de setembro de 2017

11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros

Em defesa da engenharia e da soberania nacional, 11º Consenge aprova Carta de Curitiba

Foto: Joka Madruga/Fisenge

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A nova diretoria da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) foi eleita na manhã de sábado (9/9), durante o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), em Curitiba. O engenheiro Clovis Nascimento, vice-presidente do Senge-RJ, foi reeleito presidente da federação. Ele destacou a importância do movimento sindical no fortalecimento da resistência frente ao atual cenário político. “A Fisenge acumula uma história de luta e de resistência. Assumimos essa gestão reforçando o compromisso em defesa da engenharia e da democracia”, afirmou Clovis. O presidente da Fisenge destacou, ainda, a defesa da soberania nacional. “Vemos este governo entregando os nossos recursos naturais, o território brasileiro, as empresas públicas e querendo privatizar o setor elétrico. Isso é perda de soberania nacional e não permitiremos. A nossa trincheira é a da resistência”, conclui.

O vice-presidente eleito da Fisenge e presidente do Senge-BA, Ubiratan Félix avalia que, em curto prazo, o cenário é sombrio, contudo, em médio prazo, a História conspira a nosso favor. “Se olharmos para história do Brasil, veremos que em todos os momentos de crise houve mudanças para avançar. Após a guerra do Paraguai, foi criado o movimento republicano e abolicionista, que teve consequências em 1888 e 1889. A crise de 1954 levou à criação da Petrobrás e da Eletrobrás. Crises criam também oportunidades de mudar o patamar da política e da sociedade. Isso não quer dizer que devemos ficar parados. Ou nos organizamos e criamos uma pauta de mudanças, ou as coisas vão ficar como estão”, afirma. Giucélia Figueiredo, diretora do Senge-PB, foi reeleita para federação. Segundo a engenheira, o 11º Consenge reafirmou a história e a memória de luta da federação.“

LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

O combate à privatização foi uma das propostas reforçadas pelo Consenge. Gunter Angelkorte, diretor do Senge-RJ e reeleito como diretor suplente da Fisenge, destaca a importância de combater a privatização do setor elétrico brasileiro. “Isso não é aceitável e não pode se concretizar de maneira alguma, sob o risco de colocarmos toda a sociedade brasileira no século XIX. A energia elétrica é algo primordial para a vida humana. Sem ela, o ser humano não consegue viver em sua plenitude”, afirma Gunter lembrando que o próprio governo federal admite o aumento das tarifas das contas de luz.“Nós já estamos reagindo, criando focos de resistência na sociedade”, afirma o engenheiro. A Fisenge também participa da coordenação do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). 

RENOVAÇÃO

O 11º Consenge entra para a história da Federação como o congresso com maior participação de mulheres. “Há uma renovação da diretoria e também dos participantes”, avalia Elaine Santana, diretora do Senge-SE, eleita como diretora adjunta. Ela destaca a expressiva participação de 80 mulheres e 39 estudantes no encontro. A engenheira química Simone Baía foi reeleita diretora da mulher. Ela avalia que o aumento da participação de engenheiras é fruto do trabalho e da luta de mulheres de muitas décadas. E conclui que “houve um avanço não só numérico, mas em termos de participação efetiva com um debate qualificado, na resistência contra os avanços do capital, contra as privatizações, contra o desmonte das empresas públicas”. Maria Virginia Brandão, diretora do Senge-RJ foi eleita como diretora adjunta da mulher. Ela destaca a importância da presença de mulheres na diretoria da Federação. “O movimento das mulheres dentro dos sindicatos de engenheiros e da Federação está consolidado”, afirmou Virginia. Ela avalia, entretanto, que é necessário avançar na mobilização, a fim de aumentar o número de participação de mulheres.

COMUNICAÇÃO SINDICAL

O presidente da Fisenge Clovis Nascimento agradeceu aos trabalhadores da comunicação sindical que atuaram na cobertura do Consenge. O diretor do Senge-PE e diretor financeiro eleito da Federação, Roberto Freire, destacou a importância de divulgar as ações sindicais. “Tudo o que nós fazemos precisa ter visibilidade. Nossa equipe de comunicação, coordenada pela jornalista Camila Marins, conseguiu fazer isso”, afirmou Freire.

Relatório de trabalho da Assessoria de Comunicação no 11º Consenge

A equipe de Assessoria de Comunicação trabalhou de forma colaborativa durante os quatro dias do 11º Consenge, com os seguintes resultados:

2 mil cliques fotográficos;

17 matérias para o site da Fisenge;

3 boletins via whatsapp e 3 boletins impresso;

TV Fisenge: 20 matérias e entrevistas em vídeo e transmissão ao vivo das palestras e plenária final;

Facebook: os vídeos alcançaram mais de 60 mil pessoas, com cerca de 8 mil visualizações e 300 compartilhamentos. No total, a página da Fisenge teve durante a semana um aumento de 461% no seu alcance, 343% de envolvimento e de 900% no número de novas curtidas.

Equipe: Camila Marins (Fisenge), Caroline Diamante (Senge-MG), Carolina Guimarães (Senge-BA), Ednubia Ghisi (Senge-PR), Joka Madruga (Fisenge), Katarine Flor (Senge-RJ), Marine Moraes (Senge-PE), André Vieira e Sebastian Soto (TV Memória Latina).

 

DIRETORIA DA FISENGE GESTÃO 2017-2020

DIRETORIA EXECUTIVA

 

 

Presidente

CLOVIS FRANCISCO DO NASCIMENTO FILHO (SENGE-RJ)

 
Vice-Presidente

UBIRATAN FÉLIX PEREIRA DA SILVA (SENGE-BA)

 

Diretor Financeiro

ROBERTO LUIZ DE CARVALHO FREIRE (SENGE-PE) 

 

Diretora Financeira-Adjunta

ELAINE SANTANA SILVA (SENGE-SE)

 

Secretário-Geral

VALTER FANINI (SENGE-PR) 

 

Diretora da Mulher

SIMONE BAÍA PEREIRA GOMES (SENGE-ES)

 

Diretor de Negociação Coletiva

FERNANDO ELIAS VIEIRA JOGAIB (SENGE-VR) 

 

Diretor Executivo

RAUL OTÁVIO DA SILVA PEREIRA (SENGE-MG) 

 

Diretora Executiva

GIUCELIA ARAÚJO DE FIGUEIREDO (SENGE-PB)

 

Diretor Executivo

EDUARDO MEDEIROS PIAZERA (SEAGRO-SC) 

 

DIRETORES SUPLENTES 

 

Diretor Executivo Suplente 

JOSÉ EZEQUIEL RAMOS (SENGE-RO)

 

Diretor Executivo Suplente 

GUNTER DE MOURA ANGELKORTE (SENGE-RJ) 

 

Diretor Executivo Suplente 

CÍCERO MARTINS JUNIOR (SENGE-PR)

 

Diretor Executivo Suplente 

FERNANDO RIBEIRO QUEIROZ (SENGE-MG) 

 

Diretor Executivo Suplente 

JORGE DOTTI CESA (SEAGRO-SC) 

 

Diretor Executivo Suplente 

CARLOS ANTÔNIO DE MAGALHÃES (SENGE-SE) 

 

Diretor Executivo Suplente 

MANOEL BARRETO NETO (SENGE-BA) 

 

Diretora Executiva Suplente 

MARIA VIRGINIA MARTINS BRANDÃO (SENGE-RJ) 

 

CONSELHO FISCAL

 

Diretor do Conselho Fiscal

ADELAR CASTIGLIONI CAZAROTO (SENGE-ES) 

 

Diretor do Conselheiro Fiscal

LEANDRO JOSÉ GRASSMANN (SENGE-PR) 

 

Diretor do Conselho Fiscal

ALIRIO FERREIRA MENDES JÚNIOR

 

 

CONSELHO FISCAL - SUPLENTES 

 

Diretor Suplente do Conselho Fiscal

GERALDO SENA NETO (SENGE-RO)

 

Diretor Suplente do Conselho Fiscal

FERNANDO FREITAS (SENGE-PE)

 

Diretora Suplente do Conselho Fiscal

SILVANA PALMEIRA (SENGE-BA)

Nova diretoria da Fisenge é eleita durante o 11º Consenge

 

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Engenheiros e engenheiras delegados do 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros, Consenge, em Curitiba-PR, aprovaram diretrizes que vão orientar a atuação da Fisenge e seus sindicatos para os próximos três anos. Dividido em dois blocos, com os temas principais “Proteção social e do trabalho” e “O desenvolvimento e a Soberania Nacional”, as propostas aprovadas em plenária são resultado dos oito grupos de trabalho que aconteceram durante os dias 7 e 8 de setembro, durante o Consenge.  Os temas abordados foram: organização e formação sindical; resistência social e sindical; o ensino da engenharia; transformações do mundo do trabalho; fortalecimento do estado brasileiro; políticas públicas com visão soberana de estado, o papel da engenharia para o desenvolvimento sustentável e recursos naturais e serviços públicos a favor da soberania nacional.

Fortalecer a formação política e sindical dos trabalhadores, diante da realidade atual que permeia as relações de trabalho, esteve entre as propostas aprovadas dentro do tema “Proteção social e do trabalho”. Como também, promover a comunicação estruturada para as diversas mídias e unificada entre os estados, estreitar laços com movimentos sociais, entidades de classe e grupos da sociedade organizada, aproximar o movimento sindical da comunidade e das universidades.

Ensino à distância

O debate a respeito dos cursos de graduação na área da engenharia e agronomia ministrados por Educação à Distância (EAD) foi caloroso. A proposta é ser contra a aprovação de curso predominantemente EAD. “O nosso entendimento é de que tem que ter uma limitação de 20% no máximo, no uso dessa ferramenta, que é muito importante, mas que não pode ser a base do ensino da graduação nas áreas de engenharia e agronomia”, defende o diretor da Fisenge e do Seagro-SC, Jorge Dotti.

Setor Elétrico

Em “O desenvolvimento e a Soberania Nacional”, foi o debate em defesa do setor elétrico que orientou parte das propostas. Os delegados e as delegadas aprovaram a defesa intransigente para que não seja vendido o sistema Eletrobras. “A questão da privatização do setor elétrico não se restringe apenas a uma questão ideológica de ser contra ou a favor a uma determinada situação imposta pelo governo. Estamos falando da vida, a energia elétrica é fundamental ao ser humano e é essencial compreender que não é mercadoria. Não podemos considerar a energia elétrica como uma commoditie, para variar seu valor de acordo com o interesse do mercado”, afirma Gunter Angelkorte, diretor do Senge-RJ. Outras propostas aprovadas foram a defesa da Petrobrás e da engenharia nacional, a promoção e incentivo à pesquisa como fator de soberania, a luta contra a terceirização e as reformas previdenciária e trabalhista, com o encaminhamento de referendo sobre a reforma trabalhista e plebiscito sobre a reforma previdenciária.

 

Texto: Marine Moraes

Edição: Camila Marins e Ednubia Ghisi

Foto: Joka Madruga

Delegados do 11º Consenge aprovam diretrizes da Fisenge para os próximos três anos

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“Água é direito, não mercadoria” é o tema o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama), previsto para ocorrer em março de 2018, em Brasília. O encontro acontecerá em paralelo ao 8º Fórum Mundial da Água, com a intenção de se contrapor à lógica mercantilizada de exploração dos recursos hídricos, preponderante no evento oficial.

Lançado em junho desde ano, o Fórum é resultado da articulação entre entidades sindicais, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), e movimentos sociais, como dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos Atingidos por Barragens (MAB).

A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) também integra a articulação. Durante o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros, realizado de 6 a 9 de setembro em Curitiba, a Fisenge pautou a integração de todos dos sindicatos ao Fórum. “O Fama está se espalhando pelo Brasil inteiro, com muito entusiasmo, com ampla participação dos engenheiros”, garantiu Maria José Salles, conhecida como Zezé, engenheira militante do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), que representa a Federação no Fórum.

Allan YukioHayama, integrante da direção do Senge-BA, questionou a escolha do Brasil para a realização 8º Fórum Mundial da Água. “Não é à toa que farão esse Fórum no Brasil, aqui estão os dois maiores aquíferos no mundo e o evento terá a participação das maiores empresas engarrafadoras de água do mundo”, referindo-se aos aquíferos Guarani e Alter do Chão.

A proposta feita durante o Consenge é de que todos os sindicatos de engenheiros ligados à Federação participem da organização de fóruns estaduais de preparação do Fama.

Datas

O Fama vai ocorrer nos dias 17, 18 e 19 de março de 2018, na Universidade de Brasília (UnB), com expectativa de 5 mil trabalhadores, enquanto o 8° Fórum Mundial da Água será entre 18 a 23 do mesmo mês.

 

Texto: EdnubiaGhisi (Senge-PR)

Foto: Joka Madruga/Fisenge 

Sindicatos de Engenheiros somam-se ao Fórum Alternativo Mundial da Água

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A combativa engenheira civil Maria José Salles foi uma das pessoas homenageadas no 11º Congresso Nacional dos Engenheiros (Consenge), realizado em Curitiba, de 6 a 9 de setembro. Atualmente ela atua como pesquisadora na Fundação Oswaldo Cruz. A sindicalista desempenhou um importante papel como diretora da diretoria do Senge-MG, na regional da Zona da Mata. Ao iniciar vida profissional, passou a atuar na base do Senge-RJ. A engenheira atuou firmemente na ação sindical, sendo fundamental na criação e consolidação da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge).

“Naquele momento estávamos frente a uma ofensiva neoliberal. O esforço da companheira Zezé e do companheiro Carlão para fundar a Fisenge foi muito grande”, afirmou o presidente do SENGE Rio, Olímpio Alves dos Santos.Zezé, como é carinhosamente chamada, entrou para a história da Federação como a primeira mulher a ocupar um cargo na diretoria da entidade. Foi diretora financeira de 1993 e 2002, quando a Fisenge ainda ocupava uma pequena sala na sede do SENGE Rio.

“Eu perdi meu pai muito cedo e aprendi com vários homens e mulher que convivi. Aprendi, no Sindicato dos Engenheiros, a ser uma pessoa solidária, com pensamento comunitário e a olhar para o conjunto dos trabalhadores. Nesse segmento, lutamos por qualidade de vida. Estou nas periferias do trabalho e me coloco sempre a disposição para a luta, porque acredito que a gente vai passando. Essa experiência é importante para o convívio com os meus filhos”, disse Zezé, emocionada. A atuação dessa grande militante vai além de um sindicalismo corporativo. Maria José sempre buscou atuar próxima aos movimentos sociais e “aos setores mais pobres da sociedade”, Maria Cristina de Sá, dirigente do Senge-MG e ex-diretora da Fisenge. Atualmente, cumpre um importante papel como representante da Fisenge no Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama). Zezé é uma lutadora pelo direito das mulheres, dos trabalhadores, da engenharia e soberania e engenharia nacional!

Confira o vídeo aqui:

 

Texto: Katarine Flor – Senge-RJ

Edição: Ednúbia Ghisi - Senge-PR

Foto: Joka Madruga/Fisenge

Maria José Salles recebe homenagem no 11º Congresso de Engenheiros

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Ex-presidente da Fisenge e diretor do Senge-PE, Carlos Aguiar, conhecido como Carlão, foi um dos homenageados no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros, que aconteceu entre 6 e 9 de setembro em Curitiba-PR. Carlão foi o primeiro presidente da Fisenge entre 1993 e 1999 e presidente do Senge-PE entre os anos 1989 e 1995.  Engenheiro eletricista, o sindicalista foi fundamental na fundação da Federação. “Ainda em momento de construção da Fisenge, ele teve um papel importante e fundamental. Carlão é um companheiro, além de ser um grande militante, e do seu importante papel na política, na luta por um Brasil mais justo, mais fraterno e soberano, ele é um amigo”, afirmou o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento. Ele entrou no movimento sindical na Chesf, onde é engenheiro de carreira e, desde então, tem se empenhado nas lutas sociais. “Carlão é a resistência em pessoa, ele não para, ele está sempre presente na luta”, fala o diretor financeiro da Fisenge e diretor do Senge-PE Roberto Freire.  “Um companheiro que doava com todo amor e dedicação seu tempo para construir as bases”, disse o ex-presidente da Fisenge Paulo Bubach.“O fruto que foi plantado está aqui, vivo, bonito, atuante, está incomodando quem tem que incomodar mesmo, e defendendo quem tem que defender. E a Fisenge é uma federação de uma categoria diferenciada, mas é uma federação que está do lado dos trabalhadores. É uma trincheira de luta da esquerda brasileira”, discursou o homenageado ao lembrar da história da entidade desde sua fundação até os atuais desafios.  

 Confira o vídeo aqui:

 

Texto: Marine Moraes/Senge-PE

Carlos Aguiar, conhecido como Carlão, recebe homenagem no 11º Consenge

 

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O 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge) homenageou in memoriam o engenheiro Sérgio Almeida, neste sábado (9), em Curitiba. O engenheiro foi diretor da Fisenge de 1999 a 2005, diretor do SENGE Rio no mandato de 1992 a 1995 e presidente nos mandatos 1995 a 2004.O diretor do Senge Rio Paulo Granja recebeu a placa em nome do homenageado e lembrou que “Sergio Almeida foi um lutador incansável pelos excluídos”. O sindicalista foi um dos grandes nomes na luta contra as privatizações. Ele liderou manifestações, greves e assembleias com força e convicção, na defesa da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e do Brasil.

Sérgio atuou contra a ditadura militar, pela democratização do país e participou ativamente do plebiscito contra Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). “O companheiro Sérgio Almeida foi um dos fundadores da Consulta Popular e travou batalhas memoráveis que ajudaram na derrubada da ALCA”, recordou Olímpio Alves dos Santos, presidente do Senge-RJ. Como militante do Senge-RJ, nos últimos anos foi um dos idealizadores dos filmes "Privatizações: a distopia do capital" e "Dedo na ferida", ambos produzidos e dirigidos por Silvio Tendler.

Sérgio Almeida faleceu no dia 2 de setembro deste ano, decorrente agravamento do seu estado de saúde. A história desse grande lutador do povo brasileiro ficará gravada, para sempre, em nossos corações e mentes. Ele seguirá sendo um exemplo de resistência e de esperança por um Brasil mais justo e igualitário e em defesa da engenharia e da Soberania Nacional. “Expresso meu agradecimento e fica a saudade”, disse Olímpio, que recitou um trecho da poesia 'Os que lutam', de Bertolt Brecht: “Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”.

Confira o vídeo AQUI

 

 

Texto: Katarine Flor – SENGE RJ

Edição: Ednúbia Ghisi – Senge-PR

Engenheiros rendem homenagens a Sergio Almeida durante 11º Consenge

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