No próximo dia 15/12, os(as) profissionais da engenharia, geociências e agronomia irão definir as eleições para o Sistema Confea/Creas/Mútua. Atualmente, são mais de 1.379.513 profissionais registrados em todo o Brasil. A atual crise política e econômica que atravessa o país atinge profundamente a engenharia nacional, com um inaceitável processo de criminalização das empresas, além de obras paralisadas, desmonte das áreas de produção de ciência e tecnologia e milhares de profissionais demitidos.

Na soma de 2015, 2016 e acumulado de 2017 até agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram reduzidos 43 mil postos de trabalho na engenharia. A desnacionalização da economia, em curso no Brasil, aprofunda o desmonte da engenharia brasileira, amplia as desigualdades sociais e ameaça a soberania nacional. A engenharia possui acúmulo tecnológico para pensar, formular, construir, projetar e inovar soluções de melhoria de condições de vida para a população.

Defendemos uma política econômica que defina como estratégicos os investimentos em infraestrutura, inovação, ciência e tecnologia nacional, ensino e pesquisa, fomentando uma cadeia produtiva de geração de emprego e renda. Nesse sentido, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) aprovou, em seu Conselho Deliberativo, um documento de princípios com 20 propostas. Alertamos aos(às) candidatos(às) e futuras lideranças do Sistema Confea/Creas para a urgência de um projeto comprometido com a defesa da engenharia brasileira, da democracia e da soberania nacional.

1. Defesa do emprego e da realização de concurso público para engenheiros;
2. Defesa intransigente das empresas estatais;
3. Defesa do Salário Mínimo Profissional;
4. Luta contra as privatizações anunciadas pelo atual governo;
5. Defesa do orçamento público destinado ao fomento de ciência e tecnologia;
6. Posicionamento contrário à proposta de registro automático dos profissionais estrangeiros no Sistema Confea/Creas;
7. Luta pela revogação da Reforma Trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que determina um teto para os gastos públicos;
8. Defesa da política de valorização do salário mínimo;
9. Defesa de uma reforma política popular com financiamento público de campanha e fortalecimento dos partidos políticos;
10. Defesa da política de conteúdo local;
11. Criação e fortalecimento de mecanismos de transparência e controle social no Sistema Confea/Creas;
12. Fomento de políticas de fortalecimento das entidades de classe;
13. Campanhas em defesa da engenharia e da soberania nacional;
14. Posicionamento contra a criminalização das empresas nacionais de engenharia;
15. Defesa de investimentos em políticas públicas de infraestrutura no Brasil;
16. Defesa de investimentos públicos em uma estratégia nacional de defesa;
17. Combate à corrupção, penalizando as pessoas, e não as empresas;
18. Repúdio à judicialização da política;
19. Fortalecimento da resistência popular, por meio da participação em frentes de defesa da democracia e da classe trabalhadora;
20. Comprometimento com políticas de inclusão de mulheres, estudantes e recém-formados.

Resistir! Em defesa da engenharia e da soberania nacional.
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros
Rio de Janeiro, 17 de novembro de 2017.

Carta aberta da Fisenge e dos sindicatos filiados aos(às) candidatos(as) para a presidência do Sistema Confea/Creas

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No dia 15 de novembro, encerra o prazo para todos os engenheiros e as engenheiras registrados no Sistema Confea/Crea definirem seus locais de votação. A eleição é dia 15 de dezembro e decidirá quem vai assumir as presidências do Confea, Creas e da Mútua. Todo profissional registrado e em dia com as obrigações como Sistema Confea/Crea pode votar, independentemente da modalidade profissional.Considera-se em dia com suas obrigações, o profissional que não possua débitos perante o Sistema Confea/Crea até 30 dias antes do pleito, assim, 15 DE NOVEMBRO DE 2017 é o limite para quitação e ou parcelamento de eventuais débitos.

Acesse o site do Crea do seu estado e saiba como e onde votar!

 

ELEIÇÕES GERAIS DO SISTEMA CONFEA/CREA E MÚTUA - 2017

As Eleições Gerais do Sistema Confea/Crea ocorrerão em 15 de dezembro de 2017. O pleito será realizado simultaneamente em todo o país, das 09h às 19h, obedecidos os horários locais. Os cargos em disputa são os seguintes, conforme discriminado abaixo:

  • 1 Presidente do Confea
  • 27 Presidentes dos Creas
  • 27 Diretores Gerais das Caixas de Assistência dos Profissionais Creas (Mútuas Regionais)
  • 27 Diretores Administrativos das Caixas de Assistência dos Profissionais Creas (Mútuas Regionais)
  • 1 Conselheiro Federal pelo Estado do Acre - Modalidade Civil
  • 1 Conselheiro Federal pelo Estado de Alagoas - Modalidade Industrial
  • 1 Conselheiro Federal pelo Estado do Amapá - Grupo Agronomia
  • 1 Conselheiro Federal pelo Estado do Rio de Janeiro - Modalidade Elétrica
  • 1 Conselheiro Federal pelo Estado de Sergipe - Grupo Agronomia

 

 

Eleições Confea/Crea: escolha o local de votação até 15 de novembro

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Segunda, 31 Julho 2017 10:54

74ª Soea define programação

Palestras magnas do engenheiro agrônomo Alfredo Kingo Oyama Homma (“Agricultura na Amazônia: Conflitos e Oportunidades”) e do engenheiro de minas Lúcio Flavo Gallon Cavalli (“Mineração no Brasil”) marcarão a abertura da programação da 74ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), dia 9 de agosto, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém-PA. O primeiro é pesquisador da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa, especialista em extrativismo vegetal na região, homenageado com a Medalha do Mérito do Sistema Confea/Crea em 2015. O segundo é diretor de planejamento da Vale e conselheiro do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O evento será aberto no dia anterior e prosseguirá até 11 de agosto. A programação da Soea está disponível aqui.

74ª Soea define programação

Temas como “Tecnologia de Irrigação no Brasil”, “Marco Regulatório da Mineração”, “Revitalização das nascentes em áreas urbanas”, “Equidade de Gênero”, “Inovação, Ciência e Tecnologia”, “Empreendedorismo”, “Energias Alternativas” e “Cadastro de Imóveis Rurais” fazem parte da rotina de palestras e mesas-redondas que tomarão os espaços do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, nos turnos da manhã e da tarde. O evento deverá reunir cerca de três mil participantes de todo o país.
Conselheiro Alessandro Machado (à esq.) ao lado do presidente do Confea, José Tadeu da Silva, e do presidente do Crea-CE, Victor Frota Pinto, durante a Conferência Internacional Laccei para Engenharia, Educação e Tecnologia, nos Estados Unidos

“Ocorrendo no Portal da Amazônia, a programação aborda uma amplitude de todas as áreas do Sistema Confea/Crea, com uma preocupação muito evidente com o meio ambiente, em torno da expectativa para a realização do Fórum Mundial da Água, no ano que vem. Na condução da ConSoea, o presidente José Tadeu procurou formatar ações envolvendo todas as áreas da Engenharia, tanto é que existem até mesmo grupos de profissionais ainda em formação entre especialistas de alto gabarito que darão palestras magnas, como a do professor Augusto José Pereira Filho sobre o aquecimento global e a importância do desenvolvimento sustentável, em torno da Dinâmica do Ciclo da Água nas Bacias Hidrográficas Brasileiras”, considera o conselheiro federal Alessandro Machado, integrante da Comissão Organizadora da Soea.

Ele destaca que essa 74ª Soea aborda também a integração do Sistema, com o lançamento do sistema Crea Nacional, que vai integrar a ART em todos os Creas do Brasil, “padronizando e auxiliando a fiscalização remota dos Creas em todo o país. O Sistema está cada vez mais voltado aos profissionais, fortalecendo as ARTs e as entidades nacionais por meio de chamamentos públicos para termos de fomento entre outras iniciativas”, define.

Integrante também da comissão temática Inserção Internacional, o conselheiro ressalta ainda os acordos de reciprocidade profissional, estabelecidos nos últimos anos a partir de um termo assinado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal. “Hoje, existem 700 brasileiros trabalhando na Europa, por conta deste acordo com Portugal. Durante a Soea, discutiremos a possibilidade de acordos com outros países e ainda a abertura de canais para a certificação de entidades de ensino”, acrescenta.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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O Confea, o Crea-PA e a Comissão Organizadora do Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (CONTECC), juntamente com a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA), convidam a todos a participarem do SOEA/ CONTECC2017, que ocorrerá na cidade de Belém do Pará – Pará, no período de 8 a 11 de agosto de 2017.

Com o tema “A responsabilidade da Engenharia e Agronomia para o desenvolvimento do País” o evento espera reunir alguns dos principais especialistas nesta área de conhecimento, como também em todas as áreas da engenharia e da agronomia, para discutir o cenário de suas realidades locais e nacional, demonstrando exemplos de inovações em empresas, institutos de pesquisas, IFES, etc. e apontar caminhos para que o as inovações se desenvolvam com técnicas e aplicação de pesquisas que tenham como objetivo aumentar o desenvolvimento do país.

A SOEA/CONTECC tem como um de seus objetivos a divulgação dos trabalhos técnicos científicos desenvolvidos nas mais diversas instituições brasileiras, trabalhos estes que serão publicados nos anais do evento como também em revistas cientificas.

A programação está sendo preparada com a intenção de desenvolver sessões com trabalhos técnico-científicos, conferências e palestras de especialistas, reuniões sobre temas importantes, polêmicos e atuais, representando rara oportunidade para a efetiva troca de experiências entre pesquisadores, professores, estudantes e profissionais.

O evento será realizado com a certeza que de que ele tem grande valor para todos os interessados no avanço do conhecimento da Engenharia e da Agronomia. Não deixem de participar.

Objetivos

Estabelecer ambiente adequado para análise e discussão de oportunidades nas atividades profissionais voltadas à Engenharia e à Agronomia e o contexto para o desenvolvimento do país.

Criar espaço de difusão e debate a partir dos conhecimentos científicos obtidos nas diferentes áreas temáticas do Congresso.

Área temática principal

A responsabilidade da Engenharia e Agronomia para o desenvolvimento do País

Público-alvo

Técnicos, pesquisadores, estudantes, gestores e empresários do setor e, de forma geral, todas as pessoas interessadas no avanço da aplicação dos conhecimentos da Engenharia no desenvolvimento nacional.

Seleção dos 24

Os autores apresentadores dos 24 trabalhos selecionados pela comissão cientifica serão convidados a serem apresentados oralmente no evento e terão suas despesas com deslocamento e hospedagem custeadas pela organização do evento.

Inscrições de 11 de abril a 5 de maio pelo site www.soea.org.br

Fonte: SOEA

 

SOEA/CONTECC 2017 acontecerá em Belém do Pará

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O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, deputado Marcelino Galo (PT), representou a Assembleia Legislativa da Bahia na mesa de abertura do VI Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea/Mutua, iniciado nesta segunda-feira (20) em Brasília. O evento, que acontece até próxima quinta-feira (23), reúne representantes das engenharias e entidades representativas de todo o Brasil. Em sua intervenção, Galo, que é engenheiro agrônomo, criticou o desmonte da engenharia nacional, com demissões, paralisações de obras, diminuição de salários e precarização das condições de trabalho. Para o parlamentar, é necessário valorizar e resguardar o acúmulo de conhecimento produzido pela engenharia nacional, reverter a crise na economia e a conjuntura política, com novas eleições diretas, ao tempo em que “não se pode permitir que à entrada de empresas estrangeiras comprometa a engenharia e a soberania nacional”.

“O combate à corrupção, que é importante, não pode, a rigor, comprometer a soberania nacional. Não deve entregar de mãos beijadas nossas principais riquezas a grupos internacionais, e não pode, também, destruir o acúmulo de conhecimento produzido historicamente pela engenharia nacional. Se não houver consciência acerca da conjuntura que atravessamos, estaremos fadados a ser tão somente uma colônia moderna, que tem suas riquezas naturais exploradas, a classe trabalhadora e o povo brasileiro espoliados por organizações internacionais que não tem nenhum compromisso com o desenvolvimento do Brasil”, refletiu Galo. “Não podemos nos omitir e permitir que nosso patrimônio tecnológico, de conhecimento, construído há décadas, seja destruído. A engenharia é fundamental para o desenvolvimento nacional, essencial no nosso processo de modernização, compreender isso é fundamental para que nosso processo civilizatório não seja, mais uma vez, prejudicado por interesses outros, que não o nacional”, enfatizou Marcelino durante sua fala no VI Encontro de Líderes.

Fonte: Assessoria de Imprensa Mandato Marcelino Galo

Deputado critica desmonte da engenharia nacional no VI Encontro de Líderes em Brasília

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Em uma pesquisa realizada pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), as preocupações evidentes dos engenheiros e das engenheiras foram a defesa do Salário Mínimo Profissional e da engenharia nacional e a atuação em questões nacionais. Foram ouvidos 725 profissionais de 3.258 participantes da Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), realizada em Foz do Iguaçu (PR), em setembro. A amostragem representa cerca de 22,65% dos entrevistados. Nessa entrevista, o coordenador da pesquisa, o engenheiro eletricista Luiz Carlos Correa Soares destacou, com exclusividade, os pontos centrais. O resultado detalhado será divulgado no começo de 2017. Soares também foi coordenador nacional do “Pensar o Brasil”, projeto iniciado em 2006 pelo Confea, com o objetivo de fortalecer o papel da engenharia na formulação de políticas públicas e na valorização profissional. O “Pensar Brasil” foi viabilizado por meio de articulações com os governos federal, estaduais e municipais, o Congresso Nacional, as entidades de classe, as instituições de engenharia, as universidades e os movimentos sociais. O projeto realizou seminários em todo o país com a participação de engenheiros e formulou propostas pelo desenvolvimento social sustentável. Em 2011, com a eleição do novo presidente do Confea, o projeto foi encerrado. Retomar essa discussão é um dos objetivos dessa pesquisa, fortalecendo o papel da engenharia na construção de um projeto de nação. Confira a seguir a entrevista.


- Quais as expectativas dessa pesquisa?
O objetivo da pesquisa foi tentar conhecer pelo menos uma síntese das percepções dos profissionais, e por via de consequência, também das entidades participantes do Sistema Confea/Creas/Mutua. O intuito desse estudo, então, foi obter dados efetivos de como andam o olhar e o sentimento dos profissionais a respeito do Sistema no passado e, principalmente, no presente.


- Sobre a atuação do Sistema Confea/Creas, o que você considera?
A pesquisa captou índices muito relevantes sobre: certificação periódica para novas atribuições; praticamente a unanimidade na defesa da engenharia nacional; quanto à liberação da entrada de empresas estrangeiras no Brasil, a concordância predominante é apenas onde houver reciprocidade; forte concordância com a atuação do Confea em organizações internacionais; quanto à participação do Sistema na abertura de novos cursos e na avaliação da qualidade do ensino, a pesquisa mostrou firmes recomendações de participação do Sistema Confea/Creas.


- Também foi destacada a não efetividade do Sistema na defesa do Salário Mínimo Profissional?
Sim, sem dúvida. Aliás, nesta questão, o Confea tem sido não apenas inefetivo, mas incapaz de contribuir na luta pela garantia dessa remuneração para os profissionais das áreas tecnológicas, em especial na sua extensão para os profissionais dos setores da administração pública, nos três níveis de governo. E bem assim também como, por exemplo, nos processos em tramitação no Parlamento Nacional e nas instâncias superiores do Poder Judiciário.


- Sobre o público-alvo há respostas de estudantes e de pessoas acima de 50 anos. Como você avalia a diversidade etária em termos de representatividade?
Os estudantes são importantes, porque constituem a principal hipótese de futuro para o Sistema e, quanto mais cedo começarem, melhor. Além disso, muitos deles já vêm participando de atividades e eventos. Também ficou destacado que as faixas etárias de “melhor idade” foram as que mais tiveram participantes na pesquisa, numericamente. Ou seja, o Sistema está amadurecido, mas pode estar ficando “velho”. E, naturalmente, precisamos tomar cuidados para que não fique “senil” ou até mesmo “esclerosado”. Tudo isso somado, há uma necessidade clara de apostas nos estudantes para a constante renovação do Sistema.


- Sobre as questões nacionais, a maioria se posicionou favoravelmente. Poderia elencar questões sociais fundamentais para debate e atuação na sociedade?
São várias. Destaco, por exemplo, as significativas recomendações para que o Sistema atue fortemente na formulação e na implementação de políticas públicas no país. Inclusive, num projeto de Nação, algo que no Brasil nunca existiu.


- Com a crise política, a engenharia nacional vem sendo atacada e desmontada. Que ações podem ser propostas em defesa da engenharia nacional? Qual a importância da engenharia para a sociedade?
A “boa” engenharia é essencial e indispensável para qualquer sociedade, inclusive nos seus postos de comando. Para argumentar, sempre cito o caso da China, cujo conselho máximo diretivo é constituído por absoluta maioria de engenheiros. E sempre pergunto: será por isso que a China está na situação em que está e o Brasil está na situação em que estamos?


- No parlamento, você destacaria atuações importantes que já foram feitas em prol de formulação de políticas?
É preciso pensar o Brasil e cobrar da engenharia uma enorme e indispensável contribuição. Toda política pública tem de ser formulada a partir de uma visão solidária de mundo. Devemos pensar soluções para as cidades, para o campo e para toda a sociedade, no sentido de pautar princípios democráticos, inclusivos e cidadãos.


- Complete as frases: o Sistema Confea/Creas hoje é... O Sistema Confea/Creas poderia ser...
Salvo algumas exceções, o Sistema Confea/Creas hoje é – aliás, sempre foi – um paquiderme manco em duas pernas, no mínimo. O Sistema poderia ser mais leve e mais ágil, caso não ficasse priorizando interesses burocráticos e corporativos. E tratasse mais dos interesses da sociedade, como ficou expresso na pesquisa realizada.


- Por que o profissional deve lutar pelo fortalecimento do Sistema Confea/Creas?
Porque é a única a instituição que tem prerrogativas legais e poderes delegados de Estado para conferir atribuições reais para o exercício profissional da engenharia como um todo. Para tal, deve cumprir integralmente suas prerrogativas expressas no primeiro artigo da Lei 5194/66, ou seja, a defesa da sociedade nas questões de engenharia e não dos profissionais, em si mesmos.


- Qual a importância da atuação da juventude?
A juventude é, como sempre foi, a esperança de toda e qualquer sociedade. Isso no mundo, cujo princípio eu diria estar cada vez mais válido e necessário. Todavia, tenho enormes preocupações com o futuro que as gerações – em especial a minha – estão legando para as seguintes. Isso, se existirem gerações futuras, dada a trajetória que está sendo posta ou imposta para o nosso “planetinha”. É bem possível e até provável que a Terra (ou “Gaia”, na feliz denominação dada ao planeta por James Lovelock e Lynn Margulis) resolva dar outra sacudidela nas suas “pulgas”. No caso, agora em nós, os humanos. O próprio Lovelock andou prevendo mais recentemente que, se continuar do jeito que está, em menos de meio século haverá condições de vida apenas nas proximidades dos polos e comportará somente dois bilhões de pessoas. E os outros sete ou oito bilhões previstos para talvez existirem até lá?!

EM NÚMEROS

Dados do Confea apontam que, hoje, existem 1.318.625 profissionais registrados no Sistema. Deste número, 1.136.039 são homens e 182.586 são mulheres. A média de idade entre homens é de 41 anos e a de mulheres de 35 anos. “Engenharia a favor do Brasil – Mudanças e Oportunidades” foi o tema central da 73ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), realizada entre os dias 29/8 e 1/8, em Foz do Iguaçu (PR). De acordo com informações da assessoria de imprensa do Crea-PR, ao todo, foram 3.258 inscritos, sendo 778 mulheres, 2.480 homens e 577 estudantes.


A pesquisa realizada pela Fisenge, durante a SOEA, avaliou os seguintes itens:
• atuação do Confea em suas atribuições;
• posicionamento do Confea sobre atual crise política;
• defesa de certificação periódica aos profissionais para novas atribuições;
• posicionamento público do Confea em defesa da engenharia nacional;
• entrada de empresas estrangeiras;
• tratamento de interesses corporativos acima de interesses da sociedade;
• atuação do Sistema Confea/Creas em relação à defesa do Salário Mínimo Profissional;
• sustentabilidade financeira das entidades;
• políticas de inclusão de questões de gênero, raça, etnia e juventude;
• implementação das decisões do CNP;
• formulação de políticas públicas no Congresso Nacional;
• implementação de políticas públicas;
• participação do Sistema Confea/Creas para definição de abertura de novos cursos e avaliação da qualidade de graduação;
• implementação de um projeto de desenvolvimento sustentável para o país;
• atuação em organizações internacionais.

Para conhecer o resultado detalhado, fique atento ao site da Fisenge: www.fisenge.org.br

Por Camila Marins

Pesquisa revela que defesa do Salário Mínimo Profissional e da Engenharia Nacional é preocupação de profissionais

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Reunidos na cidade de Foz do Iguaçu – PR, de 1º a 3 de setembro de 2016, e em Brasília-DF, de 1º a 2 de dezembro de 2016, os delegados participantes do 9º CNP, integrantes das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea, apresentam à sociedade brasileira a presente declaração sobre o tema central “O Sistema Confea/Crea e Mútua em defesa da Engenharia e da Agronomia brasileiras”:

Historicamente, a Engenharia e a Agronomia no Brasil sempre responderam com competência aos desafios do País.

O Brasil está vivendo um momento econômico aquém de suas possibilidades e das necessidades da sociedade brasileira.

Para o enfrentamento da atual estagnação, se faz urgente estabelecer uma ruptura com a atual política econômica, visto que a mesma não responderá às atuais demandas do necessário desenvolvimento nacional.

Como resposta ao sonho da maioria dos brasileiros e dos profissionais da área tecnológica, defendemos uma política econômica que priorize investimentos em infraestrutura estratégica, inovação, ciência e tecnologia nacional, ensino e pesquisa de excelência, visando, dessa forma, atender a toda a cadeia produtiva da engenharia e das atividades rurais, bem como fomentar a produção nacional para gerar mercado e emprego.

Nessa perspectiva, considerando o cenário internacional, o interesse nacional e mantendo rigorosa luta pelos valores éticos que devem nortear quaisquer atividades, a engenharia brasileira deve ser considerada como setor estratégico da economia e protegida do risco de desnacionalização, pois é necessário entender que não está em jogo apenas o Brasil de hoje, mas, sim, o Brasil das próximas décadas.

Nas tratativas de comércio internacional de serviços, não podemos aceitar, em nenhuma hipótese, a abertura unilateral do mercado brasileiro de obras e serviços de engenharia, agronomia, geologia, geografia e meteorologia para empresas e profissionais estrangeiros sem que haja garantia de reciprocidade nos mesmos termos negociados para empresas e profissionais brasileiros nos países signatários de tais acordos.

Vivemos um forte processo de degradação dos valores éticos e dos padrões de qualidade que possibilitaram a nossa engenharia alcançar respeito e admiração aqui e no exterior.

O Estado passou a negligenciar a infraestrutura brasileira, investindo menos de 3% do PIB nesse setor.

Propomos que o Poder Público volte a desempenhar o papel de indutor de investimentos e gestor da realização desses, por intermédio das seguintes medidas, sem as quais é improvável uma mudança de cenário que seja efetiva e sustentável:

  • resgatar o papel da Engenharia Pública, por meio do estabelecimento de normas administrativas para o setor público, impondo que o planejamento dos investimentos se baseie em Planos Diretores e Estudos de Viabilidade para fundamentar os orçamentos plurianuais;
  • estabelecer a obrigatoriedade da elaboração de projetos executivos, antes da licitação das obras;
  • revogar a Lei Federal nº 12.462, de 2011, que estabeleceu o regime diferenciado de contratações (RDC), e leis congêneres, estaduais e municipais;
  • proibir a contratação de serviços e obras de engenharia pela modalidade pregão;
  • estabelecer critérios para a contratação, sem licitação, de serviços e obras de engenharia emergenciais.


Nas últimas décadas o Brasil tem reduzido os investimentos em tecnologia e produtividade agrícola e industrial.O setor produtivo nacional possui grandes deficiências logísticas, para a movimentação dos produtos até o cliente final. Existe grande dependência do transporte rodoviário no País, necessitando de uma matriz multimodal de transporte adequada para suas dimensões.

A contribuição das empresas e dos profissionais do Sistema Confea/Crea ao desenvolvimento nacional é fundamental!

Plenária final do 9º CNP – Congresso Nacional de Profissionais
Sistema Confea/Crea e Mútua
Brasília, 2 de dezembro de 2016

Confira carta do 9º CNP, realizado em Foz do Iguaçu

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Presidente da Fisenge participa do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea

O presidente da Fisenge, engenheiro civil e sanitarista Clóvis Nascimento, participou hoje (6/10) da Reunião do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua que acontece até amanhã no Rio de Janeiro.

Em seu pronunciamento, Nascimento lamentou a aprovação pelo Congresso Nacional da participação de multinacionais para explorar o pré-sal sem a presença da Petrobrás. O texto base foi aprovado ontem (5/10) na Câmara dos Deputados por 292 votos favoráveis, com 101 contrários e uma abstenção. A votação das emendas deve acontecer na próxima semana, mas não deve mudar a essência do projeto que seguirá para a sanção presidencial. A legislação em vigor sobre o pré-sal, aprovada em 2010, determina que a exploração seja feita sempre com a presença da Petrobras.

"Infelizmente o presidente Michel Temer vai sancionar este projeto de lei que é altamente nefasto para a engenharia brasileira e para a soberania nacional. Defendemos a apuração e a responsabilização de todos os envolvidos em corrupção. Mas não podemos retirar direitos dos trabalhadores ou entregar ao capital estrangeiro patrimônios da engenharia brasileira como é o caso da Petrobrás", lamentou.

Consenge

Nascimento aproveitou a oportunidade para convidar todos os presidentes de Creas para o 11° Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge) que será realizado de 7 a 10 de setembro de 2017 em Curitiba. Realizado de três em três anos, o Consenge é o mais importante fórum de debate da categoria, com repercussão em todos os estados e, também, nos fóruns regionais e internacionais dos quais a Fisenge participa, orientando o papel da federação nos temas sociais de interesse nacional.

Presidente da Fisenge participa do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea

Presidente do Crea-PR, Joel Kruger, presidente da Fisenge, Clovis nascimento, e presidente do Crea-PB, Giucelia Figueiredo.

(Felipe Pasqualini - ACS Crea-PR)

Fonte: CREA-PR

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Entenda a mobilidade profissional Brasil-Portugal para engenheiros

O Termo de Reciprocidade firmado entre o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e a Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP), em setembro de 2015, e seu termo aditivo, assinado em 15 de abril de 2016, permite aos profissionais da Engenharia brasileiros e portugueses a requererem o registro recíproco.

Requisitos e formulários

O Termo de Reciprocidade aplica-se aos profissionais graduados que tenham cursado, no mínimo, 3.600 (três mil e seiscentas) horas no Brasil ou 5 (cinco) anos de estudos em Portugal. O Sistema Confea/Crea está criando uma plataforma para recepcionar o Formulário de Requerimento e a documentação pertinente, para vigorar ainda no mês de maio de 2016. 

Procedimentos para registro

- Formulário de Requerimento 

Termo de Reciprocidade e aditivo

Fonte: Confea

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Aconteceu, hoje uma comemoração do  Dia do Engenheiro na reunião plenária do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O secretário geral da Fisenge, Fernando Jogaib, e a diretora do Sindicato dos Engenheiros de Sergipe (Senge-SE), Iara Machado, estiveram presentes. "Parabenizamos aos companheir@s Engenheiros e Engenheiras por este dia especial, quando comemoramos todos os feitos diários para as melhorias da qualidade de vida , presentes em toda humanidade", disse Jogaib. Estiveram presentes o presidente do Crea-PR, Joel Kruger, e representantes de algumas Câmaras. "Parabenizo todas as companheiras engenheiras por este nosso dia de lutas e conquistas para a construção de uma sociedade mais igualitária ", afirmou Iara, que também é integrante do Coletivo de Mulheres da Fisenge.

Diretor da Fisenge participa de comemorações do Dia do Engenheiro do Confea

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