No dia 4/4, o plenário do Senado aprovou o desarquivamento do Projeto de Lei Complementar (PLC13/2013), que caracteriza como carreira de Estado as atividades exercidas por engenheiros, arquitetos e engenheiros agrônomos no serviço público federal, estadual e municipal. O projeto está há cerca de 6 anos em tramitação. De autoria do então deputado José Chaves, o PLC modifica a lei nº 5.194/1966, que regula as profissões. “A aprovação do projeto é fundamental para reforçar os quadros técnicos do setor público e promover o reconhecimento necessário de profissionais que participam diretamente na elaboração de políticas públicas e em obras que contribuem para o desenvolvimento das nossas cidades, estados e do País”, disse o engenheiro civil e presidente da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), Clovis Nascimento, destacando a atuação do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia): "o engenheiro e presidente do Conselho. Joel Krüger, reforçou a agenda da engenharia e da agronomia junto aos parlamentares e o desarquivamento do PLC é uma das vitórias de sua gestão. A valorização da engenharia é fundamental para o desenvolvimento social e econômico do país".    

O desarquivamento do projeto foi solicitado pelo requerimento nº233/2019. As carreiras essenciais e exclusivas de Estado estão previstas pela Emenda Constitucional 19, de 1998, conhecida como reforma administrativa e incluem diplomatas e servidores de carreiras jurídicas, de auditoria e de gestão governamental, entre outras.

De acordo com as regras de tramitação do Senado, o projeto precisa ir à votação ainda nesta legislatura. “A Fisenge acionará sua assessoria parlamentar, com o objetivo de mobilizar os senadores pela aprovação da matéria. É fundamental que os sindicatos e os profissionais estejam articulados nessa rede de atuação no Senado”, pontuou Clovis.

O que muda com a engenharia como carreira típica do Estado

– Valorização do engenheiro e da engenharia nacional;

– Fortalecimento da luta pelo Salário Mínimo Profissional e da Engenharia Pública;

– Conquista de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que valorize os engenheiros e as engenheiras;

– Estabilidade em caso de redução de quadros;

– Fortalecimento dos estudos, projetos técnicos e do planejamento de prefeituras municipais, de governos Estaduais e da União;

– Valorização do engenheiro servidor público;

– Melhoria dos investimentos em infraestrutura e no desenvolvimento do país;

– Segurança para a sociedade com profissional habilitado e valorizado;

– Ampliação das políticas públicas, com atendimento mais adequado;

– Fortalecimento de um novo ciclo de desenvolvimento, com crescimento e inclusão social.

Projeto que caracteriza engenharia como carreira de Estado é desarquivado

 

Foto: PixaBay
Texto: Comunicação Fisenge/Camila Marins

 

Publicado em Notícias

Nesta semana, missão representativa do Sistema Confea/Crea participa da Cimeira Bilateral com a Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), em Lisboa. Na pauta, a assinatura do Termo de Reciprocidade que visa facilitar o aprimoramento dos esforços de cada organização voltados para a questão da igualdade de gênero, a fim de “melhor servir ao público e à profissão de engenharia”, como define o documento assinado no dia 27 pelos presidentes do Confea, eng. civ. Joel Krüger, e da OEP, eng. Carlos Mineiro Aires.

Presidente Krüger (3º da esq. p/ dir.) e Carlos Mineiro assinam termo em Lisboa

Presidente Krüger (3º da esq. p/ dir.) e Carlos Mineiro assinam termo em Lisboa

O acordo prevê que os dois conselhos profissionais atuem conjuntamente e por meio da realização de eventos em parceria para atendimento ao Objetivo nº 5 de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem, entre outras propostas, garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública. O ODS também propõe adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis. Outra iniciativa definida pelo termo de reciprocidade é a implementação de programa luso-brasileiro de política para mulheres engenheiras.

Programa Mulher no Sistema Confea/Crea
Atento à causa equidade de gênero, o Confea já trabalha na elaboração do Programa Mulher no Sistema Confea/Crea para ser lançado na 76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), como adianta a assessora do Gabinete da Presidência do Conselho Federal, eng. eletric. e de seg. do trab. Fabyola Resende, que está à frente da iniciativa. “O programa tem, entre outras metas, ampliar e fortalecer ações parlamentares junto às representantes políticas femininas, e também prevê um capítulo dedicado ao tema ‘Mulher como agente de transformação na Agronomia’, que está sendo preparado por entidades de classe”, explica a engenheira que integra a missão representativa do Confea em Portugal.

Integram a comitiva do Conselho, liderada pelo presidente Joel Krüger, os conselheiros federais eng. civ. Osmar Barros Junior e eng. ftal. Laércio Aires, o presidente do Crea do Goiás, eng. agr. Francisco Almeida, os assessores de Gabinete eng. eletric. e de seg. do trab. Fabyola Resende e eng. agr. Flávio Bolzan.

Leia mais:
Confira como foi a última Cimeira realizada no Brasil

Programa Mulher: Confea intensifica aproximação com representantes femininas no Congresso


Fonte: Equipe de Comunicação do Confea / Julianna Curado

Publicado em Notícias

por Comunicação Fisenge /  Camila Marins

Durante a reunião do Conselho Deliberativo da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), no dia 15/3, no Rio de Janeiro, o presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), Joel Krüger, reafirmou seu compromisso com a engenharia e a soberania nacional. O encontro contou com a participação da diretoria da Federação e dos presidentes dos sindicatos filiados. Joel iniciou sua fala destacando a agenda parlamentar do Confea nos projetos que interessam à categoria. “No começo deste ano, procuramos os senadores para o desarquivamento do Projeto que institui a Engenharia como carreira de Estado. Precisávamos de 25 assinaturas e conseguimos 44. Em tese, há uma boa sinalização pela aprovação. A engenharia como carreira de Estado é fundamental para a formulação de políticas públicas, geração de emprego e garantias do Salário Mínimo Profissional”, disse Joel, reafirmando que “o Confea tem o compromisso de defender a engenharia brasileira e a soberania nacional”.

A diretora da Fisenge, Giucélia Figueiredo, contou sobre os recentes concursos públicos na Paraíba que preveem remunerações abaixo do mínimo previsto em lei. “Na Paraíba, temos acompanhado concursos com salários irrisórios de R$1.200,00. Diante do desemprego e da falta de um projeto de nação, o nosso Sistema Confea/Creas tem as condições de construir um arcabouço de proteção. A Fisenge e o Confea estão unidos neste compromisso de responsabilidade social com a engenharia nacional”, destacou. Já o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, ressaltou a importância da parceria do Confea com projetos nacionais, como o SOS Brasil Soberano. “A engenharia brasileira passa por uma grave crise de desemprego, promovida por motivações políticas. No entanto, sabemos que a engenharia é o motor do desenvolvimento econômico e social de um país. Por isso, desde 2017, estamos promovendo o movimento SOS Brasil Soberano, que inaugurou sua parceria com o Confea, durante a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia no ano passado. Temos a certeza de que a resposta para esta crise é o fortalecimento da engenharia e da soberania nacional”, afirmou Clovis.

A imagem pode conter: 2 pessoas, óculos

Foto: Camila Marins

Publicado em Notícias

por Comunicação Fisenge, com informações do Confea

Começou, ontem (20/2), o 8º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Creas, em Brasília. Com cerca de 800 participantes, o evento contou com a participação de parlamentares, autoridades e entidades de classe, como a Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros). Em seu discurso de abertura, o engenheiro civil e presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), Joel Krüger, enfatizou a atuação parlamentar das lideranças do Sistema no Encontro. Ao mencionar o desarquivamento do PL 13/13, que considera essenciais e exclusivas de Estado as atividades exercidas por engenheiros, arquitetos e agrônomos ocupantes de cargo efetivo no serviço público, Krüger afirmou que foram recebidas 44 assinaturas, “bem mais do que as 27 necessárias”. Para ele, a participação de todos “é fundamental”. Ele ainda lembrou das recentes tragédias de Brumadinho e do Centro de Treinamentos do Flamengo. “Essas tragédias são o retrato de um país que há muito tempo deixou de se preocupar com a engenharia. Que cortou investimentos, que sucateou grandes empresas públicas, que não vê a necessidade de construir a engenharia pública da União. O Brasil não pode se tornar um país sem alvará de funcionamento”, ressaltou.

A abertura contou ainda com a participação do engenheiro civil e vice-presidente da Fisenge, Ubiratan Felix, que destacou a importância da atuação parlamentar dos profissionais e das entidades. “Em uma sociedade democrática, só há avanços para sua categoria se houver presença na sociedade e interlocução com os agentes políticos. Geralmente, os engenheiros acreditam que resolverão o problemas do Brasil apenas com a aplicação dos seus conhecimentos técnicos e que a política é uma seara que atrapalha a resolução dos graves problemas econômicos e sociais do Brasil. Na realidade, só influenciaremos a sociedade se fizermos política”, pontuou. Também sobre os recentes desastres, Ubiratan afirmou que a responsabilidade é pela falta de políticas públicas de planejamento, manutenção de redes viárias, de manejo de águas pluviais, de licenciamento e manutenção das barragens de água ou rejeitos. “Precisamos que as universidades e o poder público adotem na formação profissional e na execução das suas obras a cultura do planejamento e da manutenção”, finalizou.

No período da tarde, foram eleitos Valmor Pietsch, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Agrícolas (Abeag), e Marco Aurélio Braga, presidente da Federação Nacional de Engenheiros Mecânicos e Industriais para a coordenação do Colégio de Entidades Nacionais (Cden) do Sistema Confea/Crea e Mútua em 2019. O mandato tem um ano de duração.

O encontro de líderes segue hoje (21/2) em agenda parlamentar. Confira aqui os projetos de lei e matérias de interesse da engenharia no Congresso Nacional.

A imagem pode conter: 1 pessoa, no palco

Foto: Marck Castro / CONFEA

Publicado em Notícias

Após a solenidade de abertura do 8º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua, os participantes do evento assistiram à apresentação do ex-vice-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), funcionário de carreira da instituição, engenheiro civil e especialista em planejamento e políticas públicas Darc Costa. Um folder com o conteúdo abordado por Costa será entregue a senadores e deputados federais na manhã de 21 de fevereiro, quando os participantes do Encontro se mobilizarão em ação parlamentar (saiba mais).

ÁLBUM DE FOTOS DO 8º ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

Depois de traçar um panorama sobre as perspectivas de desenvolvimento nacional, o palestrante disse esperar que os profissionais da engenharia e da agronomia se envolvam nas atividades políticas do país. “Dos parlamentares que temos no Congresso Nacional, 5% são das áreas de engenharia e agronomia. É a menor taxa de engenheiros no Congresso que já tivemos, e isso me preocupa”, colocou.

Em sua fala, Costa colocou que atualmente não há – como já houve no início do século passado – uma sintonia entre os pensadores e políticos brasileiros das diversas áreas. “As ideias estão encapsuladas dentro de seus nichos próprios de interesse”. Para pensar um novo projeto de desenvolvimento para o país, Costa parte de cinco pressupostos:

(i)    O Brasil tem uma grande dívida pública, que deve ser vista como um elemento promotor de investimentos, em vez de se tornar um impedimento da ação estatal (por conta de ajuste fiscal e cortes orçamentários). “A dívida pública é riqueza. Mas é uma riqueza estéril. O mercado financeiro não tem interesse de transformá-la em riqueza real. A ideia de que o investimento externo vai recuperar o Brasil tem falhas. Capital é uma coisa que se faz com trabalho. A base da riqueza é a atividade produtiva”.

(ii)    O país precisa melhorar sua distribuição de renda, por meio de políticas que valorizem o trabalho. “Montar uma economia que não dependa da mão de obra barata para ser bem-sucedida exige um novo tipo de trabalhador: um trabalhador educado e com maior renda”.

(iii)    O Brasil precisa integrar melhor seu território, abrindo mão da ótica de se priorizar excessivamente o modal rodoviário e prevendo um plano de ocupação do território, envolvendo ações de ordenamento territorial e políticas de ocupação fundiária. “Dentre essas ações, deve estar presente, com destaque, o planejamento da integração física do Brasil com os demais países da América do Sul e sua inserção mais logisticamente apoiada no comércio mundial”. 

(iv)    O Brasil conta com uma indústria, no entanto, não é um país industrializado. Costa defende que um país é industrializado quando sua população se beneficia dos bens produzidos internamente. “Grande parcela da população brasileira não tem acesso aos bens industriais produzidos no Brasil, a começar pela casa própria”.

(v)    O Brasil colocou gente nas cidades, mas não se urbanizou. “Urbanizar vai muito além de deslocar pessoas do campo para a cidade. Urbanizar é dar a essas pessoas emprego, educação, saúde, segurança e uma boa moradia provida de água, esgoto, energia e dos meios modernos de convivência social”. 

Todos os pontos abordados pelo palestrante requerem relevante participação da Engenharia e da Agronomia nacionais. Costa acredita que essas discussões devem motivar os profissionais do Sistema Confea/Crea a se engajarem na condução dos destinos do Brasil. “Aqui neste encontro se faz política. Mas peço que o envolvimento profissional vá além da política de classe. As propostas da Engenharia e da Agronomia têm que alcançar a política nacional”, finalizou.


Fonte: CONFEA /  Beatriz Craveiro
Equipe de Comunicação do Confea

Publicado em Notícias

plena1483_mesa

Comandados pelo presidente Joel Krüger, os trabalhos da sessão plenária nº 1483, do Confea, começaram na manhã da quinta-feira (24). Com 65 processos, a pauta foi aberta com a apresentação de quatro processos aprovados em Ad Referendum. Referendados pelo plenário, foram aprovadas:  a distribuição dos recursos orçamentários do Prodesu (Programa de Sustentabilidade dos Creas) para todos os Creas, num total de R$ 17.975.mil sendo R$ 4.275 mil oriundos dos Regionais e R$ 13.700 milhões  do Confea.

A posição da Cais (Comissão de Assuntos Institucionais), com relação a quatro projetos de lei teve a concordância do plenário para apoiar os seguintes PLs: Projeto de Lei nº 8.325/14 (529/2013 na origem), que institui o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico dos Minerais de Elementos Terras Raras e à Criação de Cadeia Produtiva (PADETR); Projeto de Lei nº 3065/2015, que dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões e Projeto de Lei nº 3065/15, que dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões de Analista de Sistemas. A Assessoria Parlamentar (Apar) deve preparar uma agenda para visitar parlamentares e solicitar aprovação. 

Entre outros processos, a Conp (Comissão de Organização, Normas e Procedimentos), com relatos apresentados pelo conselheiro André Schuring, obteve aprovação do registro do curso de Georreferenciamento, na União Educacional do Norte  (Uninorte), no Acre.  
À tarde, os conselheiros que integram o Conselho Diretor, a Comissão Eleitoral e a do Mérito se reúnem. A plenária será retomada amanhã (25).

Expectativas

Na ocasião, os conselheiros ainda comentaram sobre as perspectivas para este ano. Para o conselheiro federal eng. civ. Carlos Eduardo Vilhena, o clima é harmonização em prol das profissões. “Acho que o clima de harmonia contribui para o empenho de todos  visando o melhor para as profissões abrangidas pelas profissões que integram o Sistema Confea Crea. Esperamos solucionar as pendências existentes no Sistema para atender melhor os profissionais”.

Para o conselheiro eng. civ. André Luiz Schuring, “as expectativas são as maiores e melhores possíveis, até em função da união do Conselho em torno da Engenharia, das profissões que integram o Sistema. Afinal o Conselho tem a missão de manter o país na vanguarda da tecnologia. Este ano também pretendemos trabalhar a federalização do plenário do Confea para que todos os estados estejam devidamente representados”.

O conselheiro e também chanceler da Comissão do Mérito eng. prod. mec. Zerisson De Oliveira Neto falou dos trabalhos para 2019. “Nesse segundo ano à frente da Comissão do Mérito espero inovar ainda mais a homenagem que foi um sucesso na Soea de Alagoas. Em relação aos trabalhos na 
Casa, vamos intensificar a abordagem junto aos parlamentares para que projetos de interesse das nossas profissões sejam apreciados no Congresso”

 

Fonte: Maria Helena de Carvalho e Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea

Fotos: Mark Castro/Confea

Publicado em Notícias

Confea divulga programação do treinamento para novos conselheiros

Destinado a preparar os 12 conselheiros – titulares e suplentes que renovam o plenário do Confea –, o 1º Workshop Novos Conselheiros será realizado nas próximas segunda e terça-feira no Brasília Imperial Hotel. 

Com a participação de Joel Krüger, presidente do Conselho, na abertura, o treinamento terá palestras sobre o papel do agente público, instrução processual e sobre o funcionamento das comissões permanentes e a estrutura organizacional do Confea. Veja programação

Convidado, Bruno Martinello Lima, formado em Engenharia de Redes de Comunicação, pós-graduado em Auditoria Governamental, auditor de Controle Externo e há três anos secretário de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (Seinfra) do Tribunal de Contas da União (TCU), falará sobre “Governança e Gestão Pública”. Ao responder ao site do Confea sobre o que considera fundamental nos critérios a serem utilizados pelos conselheiros, Martinello afirmou que “engenheiros civis que atuam em obras públicas, assim como os demais servidores públicos, entendemos como indispensável, uma atuação com ética, zelo com a coisa pública, transparência, eficiência. É imprescindível que trabalhos como o de orçamentação, elaboração de projetos, fiscalização e execução de obras sejam realizados com a devida responsabilidade de quem está lidando com os preciosos recursos pertencentes à sociedade brasileira”.

 

 

 

Martinello é um profundo conhecedor de causas relativas a indícios de irregularidades em obras e empreendimentos públicos, abrangendo edificações, transporte, saneamento, mobilidade urbana e defesa civil.  Com o tema, “Governança e Gestão Pública”, pretende alertar sobre os cuidados a serem tomados na elaboração de normas e resoluções, julgamento de processos éticos, liberação de recursos para entidades coligadas e nas decisões sobre participação e realização em eventos. A relação que a Seinfra mantém com o que chama de clientela: o Sistema Confea/Crea e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) também está entre os temas a serem tratados.

 



Habitação latino-americana: pontos negativos e boas práticas

Falando da auditoria Habitação Social da qual participou em nove países da América Latina http://www.olacefs.com/, Martinello destaca os pontos negativos e as boas práticas em diversos setores.

Serviços básicos 
- Pontos negativos: empreendimentos situados em regiões com carência de serviços básicos e/ou equipamentos sociais, caracterizados pela dificuldade de acesso a escolas, postos de saúde, transporte público, área de recreação (Argentina, Brasil e Colômbia);

- Boas práticas: implantação de conexão digital (acesso à internet) gratuita nos empreendimentos (Colômbia).

Qualidade das unidades 
- Pontos negativos: empreendimentos com deficiência de qualidade, com ausência de vedação completa das esquadrias, fissuras não estruturais, deficiência na impermeabilização, vazamentos nas instalações hidrossanitárias, deficiências nas instalações elétricas (Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Paraguai, Republica Dominicana);

- Boas práticas: Programa de Olho na Qualidade, com a entrega de cartilhas com informações sobre manutenção do imóvel, garantia, deveres e obrigações, bem como um telefone de contato para informar vícios construtivos, de forma que a construtora é instada a se manifestar e apresentar, se for o caso, solução para o problema (Brasil).

Economia de Energia e Sustentabilidade
- Boas Práticas: locação das unidades considerando a orientação favorável ao conforto térmico, individualização da água e da energia elétrica, utilização de sistemas de captação de água da chuva, projetos das unidades que consideram eventual expansão (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Paraguai).

Adaptações para pessoas com deficiências
- Pontos negativos: projetos das unidades possuíam apenas um modelo, o qual não era adequado a pessoas com deficiência (México e Paraguai).  Unidades com moradores com deficiência não foram adaptadas, em virtude de falhas na supervisão da obra (Brasil, Colômbia, Honduras, México, Paraguai e República Dominicana);

- Boas práticas: previsão de que todas as unidades sejam passíveis de adaptação, bastando a implantação de kits de acessibilidade nestas para torná-las aptas aos moradores com necessidades especiais (Brasil).

Saiba quem são os novos conselheiros
Eng. Agr. Annibal Lacerda Margon – Titular; Eng. Agr. José Augusto de Toledo Filho – Suplente; Eng. Mec. Carlos de Laet Simões Oliveira – Titular; Eng. Mec. Virgínio Augusto do Nascimento – Suplente; Eng. Civ. Carlos Eduardo de Vilhena Paiva – Titular; Eng. Civ. Carlos Eduardo de Souza – Suplente; Eng. Agr. Luiz Antônio Corrêa Lucchesi – Titular; Eng. Agr. Adriel Ferreira da Fonseca – Suplente; Eng. Eletric. Modesto Ferreira dos Santos Filho – Titular; Eng. Eletric. Railton da Costa Salústio – Suplente; Geol. Waldir Duarte Costa Filho – Titular; Eng. Mec. Ernando Alves de Carvalho Filho – Suplente.

 

Fonte: Confea / por Equipe de Comunicação do Confea - Maria Helena de Carvalho

Publicado em Notícias

Na tarde dessa terça-feira (12), lideranças e entidades do Sistema Confea/Crea juntamente com representantes da antropologia, da história, da museologia, do paisagismo e do design de interiores estiveram presentes na audiência da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Pública, na Câmara dos Deputados, para debater o PL 9818/18, que exclui das atribuições do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) a prerrogativa de definir as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.

Durante a audiência, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), eng. civ. Joel Krüger, apontou falhas no texto que tramitou no Congresso. “Houve um equívoco do Legislativo ao aprovar a lei do CAU porque é indelegável essa atribuição do Congresso Nacional de definir o que é privativo. Agora vem um Conselho e diz o que outras profissões podem ou não fazer. Isso não procede”, ponderou Joel. Ao se pronunciar, o conselheiro federal Marcos Camoeiras complementou a fala de Joel. "Isso tem reflexos no mundo real. Nas prefeituras os profissionais, estão tendo de submeter o projeto à assinatura de arquiteto para que o não seja barrado lá na frente."

Posicionamento que coincide com o entendimento do representante da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), Walter Bittar: “Resolução de Conselho não é lei. Conselho não pode dizer o que é privativo de sua profissão, restringindo as outras profissões”, criticou referindo-se à Resolução 51/13, do CAU/BR, que define as atribuições privativas da profissão. “Não é a formação do arquiteto que o CAU está questionando, mas sim das outras profissões, que não estão sendo reconhecidas”, finalizou.

Já o presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc), eng. civ. Francisco Ladaga, lamentou o atual panorama para as profissões. “Deveríamos estar trabalhando de forma colegiada, entretanto se transformou em um ambiente que impede os outros de trabalhar. O que me que assusta é o CAU acionar a polícia com denúncias de exercício ilegal da profissão“, disse se referindo às restrições impostas pela resolução do CAU. “Como exemplo o fato de o engenheiro civil possuir matérias de maior carga horária do que as ministradas na faculdade de Arquitetura e ainda assim ter sua capacidade questionada”, comparou o engenheiro.

Para o coordenador da Coordenadoria Nacional das Câmaras Especializadas de Agronomia (CCEAGRO), eng. agr. Kléber Santos, a Resolução 51 fere o princípio do diálogo e questões de atribuições exclusivas. “Por exemplo, o engenheiro agrônomo exerce o paisagismo há um bom tempo, e é muito estranho que uma resolução do CAU diga que isso é privativo de uma profissão excluindo todas as outras. Aqui nesse debate os engenheiros agrônomos estão se manifestando oficialmente contra essa resolução", pontuou o coordenador.

O deputado Ricardo Izar (PP-SP) autor do PL 9818/18 e do PDC 901/18, que susta a Resolução 51, do CAU, falou da importância do debate. “A audiência é importante para trazer ao conhecimento dos outros parlamentares o que significa essa norma. São muitas profissões afetadas pela decisão de um Conselho. As outras profissões afetadas pela resolução precisam se manifestar sobre os danos dessa medida”, defendeu o parlamentar. As propostas aguardam apreciação na Comissão de Trabalho.

Além do presidente do Confea, Joel Krüger, participaram da audiência: o presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Lia Zanotta; representante da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), Walter Bittar, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc), Francisco Ladaga; presidente da Associação Nacional de Paisagismo (ANP), Eliana Azevedo; representante da Associação Nacional de História (ANPUH), Heithor Zanini; representante do Conselho Federal de Museologia (Cofem), Andrea Considera; presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR), Luciano Guimarães; presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Nivaldo Vieira de Andrade Júnior; diretora de Documentação e Informação da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (Fenea), Beatriz Vicentin Gonçalves; representante da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea), Danilo Silva Batista; presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Cícero Alvarez; presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (Abea), João Carlos Correia.

Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Câmara dos Deputados

Engenheiros e demais profissões apontam reserva de mercado durante audiência pública

Publicado em Notícias

Os 85 anos do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) foram comemorados no dia do engenheiro (11/12), em Brasília. A diretora da Mútua e engenheira agrônoma, Giucelia Figueiredo, participou das atividades e ressaltou a importância dos profissionais da engenharia no desenvolvimento sustentável e do protagonismo do Confea na defesa da engenharia e soberania nacional. Ela também agradeceu o comprometimento do presidente do Conselho, o engenheiro civil Joel Krüger, em pautar a importância da participação da mulher em todos os espaços de debate e construção das ações do Conselho. Giucelia é a primeira mulher eleita para a Diretoria da Mútua nos últimos 20 anos. Durante a comemoração, Joel Krüger destacou a importância da engenharia para o desenvolvimento do país. “Tudo passa pela engenharia, nós somos os protagonistas do desenvolvimento nacional, precisamos defender os interesses do país, a soberania nacional”, declarou. A solenidade contou com a participação do presidente da Mútua, o engenheiro Paulo Guimarães, que enalteceu a parceria da entidade com o CONFEA, os CREAs e demais instituições. O Confea foi instituído pelo Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, 

Exposição Dia do Engenheiro
Na sede do Conselho Federa foram exibidas duas exposições. Uma com fotos, placas e documentos que registram os acontecimentos mais importantes desse período, resgatando a memória da instituição. A outra exposição com doze telas com cenas do cotidiano profissional de engenheiros ganharam o toque estético do artista plástico goiano Toninho Euzébio. A outra exposição traz documentos, objetos e arquivos contam a história dos 85 anos do Confea dentro do Espaço Memória, projeto elaborado pela área de Documentação.


Foto: Mútua

 

Engenheira participa de solenidade dos 85 anos do Confea

 

 

Publicado em Notícias

Encerrando a agenda de trabalhos do primeiro ano à frente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o presidente Joel Krüger reuniu os empregados na tarde desta segunda-feira (3) para compartilhar um breve balanço das ações e também sinalizar as metas de 2019. 

Ao analisar os últimos 11 meses, Krüger comentou que, apesar de não ter sido possível implementar todas as ações previstas, muitas mudanças aconteceram em 2018, como a retomada da cultura de planejar. “A proposta é termos todas as áreas envolvidas e com participação intensa no planejamento até março próximo. Por isso, é importante que todos se empenhem, vamos trabalhar com integração e proatividade.”

O acordo coletivo de trabalho negociado nos últimos meses e assinado na semana passada foi outro ponto de mudança ressaltado pelo presidente. “Firmar acordo é muito mais salutar do que ser unilateral fazendo gestão de pessoas por portaria”, salientou.

Krüger agradeceu a participação dos colaboradores ao longo deste primeiro ano de gestão

Krüger agradeceu a participação dos colaboradores ao longo deste primeiro ano de gestão

Para o ano que se aproxima, o presidente espera que as ações “caminhem em uma velocidade mais forte, com trabalho participativo e planejamento”.

Integração
Compondo a mesa, o vice-presidente Edson Delgado solicitou aos presentes que apostem em ações de unificação. “Estamos caminhando a passos largos e com apoio e engajamento de todos vamos fazer do Sistema um verdadeiro Sistema integrado.”

Edson Delgado

Edson Delgado

Nessa mesma linha, o chefe de Gabinete Luiz Antônio Rossafa lembrou que em 2018 o Confea já demonstrou a intenção de investir em ações integradoras. “Foram realizadas duas reuniões de gerentes de Tecnologia da Informação e um encontro de assessores jurídicos de todo o Sistema. Com isso, os Conselhos Regionais começam a entender o Confea como facilitador. Essa é uma base de sustentação para uma nova etapa marcada pelo diálogo, ética e modernidade.”

Antônio Rossafa

Antônio Rossafa

Balanço
As ações do ano foram compartilhadas pelos superintendentes. Representando o titular da Superintendência de Integração do Sistema (SIS), o gerente da área Técnica demonstrou em números o volume de produção. Segundo Edgar Bacelar, foram analisados mais de 3.200 processos relacionados a infração à legislação, diplomado no exterior, registro de direito autoral, processos de resolução, acordo de cooperação técnica, chamamento público, entre outros.

Das 1.917 matérias encaminhadas ao plenário federal, que se reuniu em 39 sessões até o fim de novembro, resultaram nove resoluções, duas decisões normativas e 1.846 decisões plenárias. “É o esforço de muitas pessoas envolvidas para conseguirmos tramitar esse volume de trabalho”, reconheceu Edgar agradecendo o apoio de todos os integrantes da SIS.

Edgar Bacelar

Edgar Bacelar

O aprimoramento tecnológico das atividades foi o ponto alto do trabalho desenvolvido na área Administrativa e Financeira (SAF), como explanou o superintendente Jadir Alberti: “Temos um trabalho árduo porque nem todos os nossos sistemas são informatizados. Por isso, estamos estudando há algum tempo a implantação de 11 módulos integrados que irão desafogar a rotina. Esse é o grande foco para que todas as áreas da superintendência tenham aprimoramento e acesso ágil a informações”.

Jadir Alberti

Jadir Alberti

Potencializar e integrar as áreas de Comunicação, Tecnologia da Informação e Planejamento foi o objetivo perseguido pelo superintendente de Estratégia e Gestão ao longo deste ano. “Foi um exercício de integração para sanear questões e, assim, compartilhar esse modelo de gestão com as demais superintendências”, afirmou Alceu Molina.

Alceu Molina

Alceu Molina

Como resultado, a superintendência já conseguiu implantar a Política de Patrocínio; executar o Plano de Comunicação com ênfase na divulgação publicitária da Anotação de Responsabilidade Técnica, por exemplo; viabilizar chamamentos públicos; dar celeridade ao estudo para inaugurar o novo portal do Confea; investir em ações pautadas em modelo de governança; e incrementar a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Na oportunidade, empregados que trabalharam na 75ª Soea receberam certificado como reconhecimento de serviço prestado

Na oportunidade, empregados que trabalharam na 75ª Soea receberam certificado como reconhecimento de serviço prestado.

Um ano de SEI
Às vésperas de completar um ano de implementação no Confea no dia 5 de dezembro próximo, o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) foi motivo de celebração durante a encontro entre a alta direção e os funcionários. Os benefícios que a ferramenta tem proporcionado ao Conselho foram enfatizados: 54.571 processos já foram tramitados no sistema, sendo 38.935 documentos gerados digitalmente, e foi registrada uma economia de mais de 423.600 folhas de papel, o que equivale a mais de 42 árvores.

Oito funcionários foram homenageados com certificado digital em reconhecimento ao trabalho de multiplicadores de informação sobre o SEI

Oito funcionários foram homenageados com certificado digital em reconhecimento ao trabalho de multiplicadores de informação sobre o SEI.

“Parabéns pelo trabalho de implantação do SEI, ferramenta que gera benefícios para a organização e para os funcionários”, reconheceu o presidente Krüger lembrando que a plataforma é gratuita, além de garantir eficiência, transparência, segurança e agilidade no trâmite de documentos.

Para o próximo ano, a perspectiva é de que seja adotado um novo modelo da ferramenta capaz de integrar o Confea e os Creas em um ambiente virtual e centralizado de gestão de documentos. Conhecido como multiórgãos, o formato possibilita a tramitação de documentos entre unidades integradas, o que possibilita encurtar fluxos de processos.

Para encerrar o ano em clima de confraternização, funcionários e alta direção reuniram-se em oração dirigida pelo assessor parlamentar Guilherme Cardozo

Para encerrar o ano em clima de confraternização, funcionários e alta direção reuniram-se em oração dirigida pelo assessor parlamentar Guilherme Cardozo.

FONTE: CONFEA

Publicado em Notícias
Página 2 de 6