Na tarde dessa terça-feira (12), lideranças e entidades do Sistema Confea/Crea juntamente com representantes da antropologia, da história, da museologia, do paisagismo e do design de interiores estiveram presentes na audiência da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Pública, na Câmara dos Deputados, para debater o PL 9818/18, que exclui das atribuições do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) a prerrogativa de definir as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.

Durante a audiência, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), eng. civ. Joel Krüger, apontou falhas no texto que tramitou no Congresso. “Houve um equívoco do Legislativo ao aprovar a lei do CAU porque é indelegável essa atribuição do Congresso Nacional de definir o que é privativo. Agora vem um Conselho e diz o que outras profissões podem ou não fazer. Isso não procede”, ponderou Joel. Ao se pronunciar, o conselheiro federal Marcos Camoeiras complementou a fala de Joel. "Isso tem reflexos no mundo real. Nas prefeituras os profissionais, estão tendo de submeter o projeto à assinatura de arquiteto para que o não seja barrado lá na frente."

Posicionamento que coincide com o entendimento do representante da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), Walter Bittar: “Resolução de Conselho não é lei. Conselho não pode dizer o que é privativo de sua profissão, restringindo as outras profissões”, criticou referindo-se à Resolução 51/13, do CAU/BR, que define as atribuições privativas da profissão. “Não é a formação do arquiteto que o CAU está questionando, mas sim das outras profissões, que não estão sendo reconhecidas”, finalizou.

Já o presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc), eng. civ. Francisco Ladaga, lamentou o atual panorama para as profissões. “Deveríamos estar trabalhando de forma colegiada, entretanto se transformou em um ambiente que impede os outros de trabalhar. O que me que assusta é o CAU acionar a polícia com denúncias de exercício ilegal da profissão“, disse se referindo às restrições impostas pela resolução do CAU. “Como exemplo o fato de o engenheiro civil possuir matérias de maior carga horária do que as ministradas na faculdade de Arquitetura e ainda assim ter sua capacidade questionada”, comparou o engenheiro.

Para o coordenador da Coordenadoria Nacional das Câmaras Especializadas de Agronomia (CCEAGRO), eng. agr. Kléber Santos, a Resolução 51 fere o princípio do diálogo e questões de atribuições exclusivas. “Por exemplo, o engenheiro agrônomo exerce o paisagismo há um bom tempo, e é muito estranho que uma resolução do CAU diga que isso é privativo de uma profissão excluindo todas as outras. Aqui nesse debate os engenheiros agrônomos estão se manifestando oficialmente contra essa resolução", pontuou o coordenador.

O deputado Ricardo Izar (PP-SP) autor do PL 9818/18 e do PDC 901/18, que susta a Resolução 51, do CAU, falou da importância do debate. “A audiência é importante para trazer ao conhecimento dos outros parlamentares o que significa essa norma. São muitas profissões afetadas pela decisão de um Conselho. As outras profissões afetadas pela resolução precisam se manifestar sobre os danos dessa medida”, defendeu o parlamentar. As propostas aguardam apreciação na Comissão de Trabalho.

Além do presidente do Confea, Joel Krüger, participaram da audiência: o presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Lia Zanotta; representante da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), Walter Bittar, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc), Francisco Ladaga; presidente da Associação Nacional de Paisagismo (ANP), Eliana Azevedo; representante da Associação Nacional de História (ANPUH), Heithor Zanini; representante do Conselho Federal de Museologia (Cofem), Andrea Considera; presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR), Luciano Guimarães; presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Nivaldo Vieira de Andrade Júnior; diretora de Documentação e Informação da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (Fenea), Beatriz Vicentin Gonçalves; representante da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea), Danilo Silva Batista; presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Cícero Alvarez; presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (Abea), João Carlos Correia.

Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Câmara dos Deputados

Engenheiros e demais profissões apontam reserva de mercado durante audiência pública

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Os 85 anos do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) foram comemorados no dia do engenheiro (11/12), em Brasília. A diretora da Mútua e engenheira agrônoma, Giucelia Figueiredo, participou das atividades e ressaltou a importância dos profissionais da engenharia no desenvolvimento sustentável e do protagonismo do Confea na defesa da engenharia e soberania nacional. Ela também agradeceu o comprometimento do presidente do Conselho, o engenheiro civil Joel Krüger, em pautar a importância da participação da mulher em todos os espaços de debate e construção das ações do Conselho. Giucelia é a primeira mulher eleita para a Diretoria da Mútua nos últimos 20 anos. Durante a comemoração, Joel Krüger destacou a importância da engenharia para o desenvolvimento do país. “Tudo passa pela engenharia, nós somos os protagonistas do desenvolvimento nacional, precisamos defender os interesses do país, a soberania nacional”, declarou. A solenidade contou com a participação do presidente da Mútua, o engenheiro Paulo Guimarães, que enalteceu a parceria da entidade com o CONFEA, os CREAs e demais instituições. O Confea foi instituído pelo Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, 

Exposição Dia do Engenheiro
Na sede do Conselho Federa foram exibidas duas exposições. Uma com fotos, placas e documentos que registram os acontecimentos mais importantes desse período, resgatando a memória da instituição. A outra exposição com doze telas com cenas do cotidiano profissional de engenheiros ganharam o toque estético do artista plástico goiano Toninho Euzébio. A outra exposição traz documentos, objetos e arquivos contam a história dos 85 anos do Confea dentro do Espaço Memória, projeto elaborado pela área de Documentação.


Foto: Mútua

 

Engenheira participa de solenidade dos 85 anos do Confea

 

 

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Encerrando a agenda de trabalhos do primeiro ano à frente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o presidente Joel Krüger reuniu os empregados na tarde desta segunda-feira (3) para compartilhar um breve balanço das ações e também sinalizar as metas de 2019. 

Ao analisar os últimos 11 meses, Krüger comentou que, apesar de não ter sido possível implementar todas as ações previstas, muitas mudanças aconteceram em 2018, como a retomada da cultura de planejar. “A proposta é termos todas as áreas envolvidas e com participação intensa no planejamento até março próximo. Por isso, é importante que todos se empenhem, vamos trabalhar com integração e proatividade.”

O acordo coletivo de trabalho negociado nos últimos meses e assinado na semana passada foi outro ponto de mudança ressaltado pelo presidente. “Firmar acordo é muito mais salutar do que ser unilateral fazendo gestão de pessoas por portaria”, salientou.

Krüger agradeceu a participação dos colaboradores ao longo deste primeiro ano de gestão

Krüger agradeceu a participação dos colaboradores ao longo deste primeiro ano de gestão

Para o ano que se aproxima, o presidente espera que as ações “caminhem em uma velocidade mais forte, com trabalho participativo e planejamento”.

Integração
Compondo a mesa, o vice-presidente Edson Delgado solicitou aos presentes que apostem em ações de unificação. “Estamos caminhando a passos largos e com apoio e engajamento de todos vamos fazer do Sistema um verdadeiro Sistema integrado.”

Edson Delgado

Edson Delgado

Nessa mesma linha, o chefe de Gabinete Luiz Antônio Rossafa lembrou que em 2018 o Confea já demonstrou a intenção de investir em ações integradoras. “Foram realizadas duas reuniões de gerentes de Tecnologia da Informação e um encontro de assessores jurídicos de todo o Sistema. Com isso, os Conselhos Regionais começam a entender o Confea como facilitador. Essa é uma base de sustentação para uma nova etapa marcada pelo diálogo, ética e modernidade.”

Antônio Rossafa

Antônio Rossafa

Balanço
As ações do ano foram compartilhadas pelos superintendentes. Representando o titular da Superintendência de Integração do Sistema (SIS), o gerente da área Técnica demonstrou em números o volume de produção. Segundo Edgar Bacelar, foram analisados mais de 3.200 processos relacionados a infração à legislação, diplomado no exterior, registro de direito autoral, processos de resolução, acordo de cooperação técnica, chamamento público, entre outros.

Das 1.917 matérias encaminhadas ao plenário federal, que se reuniu em 39 sessões até o fim de novembro, resultaram nove resoluções, duas decisões normativas e 1.846 decisões plenárias. “É o esforço de muitas pessoas envolvidas para conseguirmos tramitar esse volume de trabalho”, reconheceu Edgar agradecendo o apoio de todos os integrantes da SIS.

Edgar Bacelar

Edgar Bacelar

O aprimoramento tecnológico das atividades foi o ponto alto do trabalho desenvolvido na área Administrativa e Financeira (SAF), como explanou o superintendente Jadir Alberti: “Temos um trabalho árduo porque nem todos os nossos sistemas são informatizados. Por isso, estamos estudando há algum tempo a implantação de 11 módulos integrados que irão desafogar a rotina. Esse é o grande foco para que todas as áreas da superintendência tenham aprimoramento e acesso ágil a informações”.

Jadir Alberti

Jadir Alberti

Potencializar e integrar as áreas de Comunicação, Tecnologia da Informação e Planejamento foi o objetivo perseguido pelo superintendente de Estratégia e Gestão ao longo deste ano. “Foi um exercício de integração para sanear questões e, assim, compartilhar esse modelo de gestão com as demais superintendências”, afirmou Alceu Molina.

Alceu Molina

Alceu Molina

Como resultado, a superintendência já conseguiu implantar a Política de Patrocínio; executar o Plano de Comunicação com ênfase na divulgação publicitária da Anotação de Responsabilidade Técnica, por exemplo; viabilizar chamamentos públicos; dar celeridade ao estudo para inaugurar o novo portal do Confea; investir em ações pautadas em modelo de governança; e incrementar a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Na oportunidade, empregados que trabalharam na 75ª Soea receberam certificado como reconhecimento de serviço prestado

Na oportunidade, empregados que trabalharam na 75ª Soea receberam certificado como reconhecimento de serviço prestado.

Um ano de SEI
Às vésperas de completar um ano de implementação no Confea no dia 5 de dezembro próximo, o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) foi motivo de celebração durante a encontro entre a alta direção e os funcionários. Os benefícios que a ferramenta tem proporcionado ao Conselho foram enfatizados: 54.571 processos já foram tramitados no sistema, sendo 38.935 documentos gerados digitalmente, e foi registrada uma economia de mais de 423.600 folhas de papel, o que equivale a mais de 42 árvores.

Oito funcionários foram homenageados com certificado digital em reconhecimento ao trabalho de multiplicadores de informação sobre o SEI

Oito funcionários foram homenageados com certificado digital em reconhecimento ao trabalho de multiplicadores de informação sobre o SEI.

“Parabéns pelo trabalho de implantação do SEI, ferramenta que gera benefícios para a organização e para os funcionários”, reconheceu o presidente Krüger lembrando que a plataforma é gratuita, além de garantir eficiência, transparência, segurança e agilidade no trâmite de documentos.

Para o próximo ano, a perspectiva é de que seja adotado um novo modelo da ferramenta capaz de integrar o Confea e os Creas em um ambiente virtual e centralizado de gestão de documentos. Conhecido como multiórgãos, o formato possibilita a tramitação de documentos entre unidades integradas, o que possibilita encurtar fluxos de processos.

Para encerrar o ano em clima de confraternização, funcionários e alta direção reuniram-se em oração dirigida pelo assessor parlamentar Guilherme Cardozo

Para encerrar o ano em clima de confraternização, funcionários e alta direção reuniram-se em oração dirigida pelo assessor parlamentar Guilherme Cardozo.

FONTE: CONFEA

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Quarta, 07 Novembro 2018 13:54

Plenário define data da 76ª Soea

Na sessão plenária 1476, foi aprovado o período de 16 a 19 de setembro para realização da 76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), em Palmas (TO). Em outra decisão, os conselheiros aprovaram que a solenidade de encerramento da 76ª Soea, marcada para o dia 19 de setembro de 2019, ocorrerá juntamente com a sessão solene de abertura do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP).  O Congresso de Profissionais reunirá os delegados de 19 a 21 de setembro, em Palmas, para apreciação das propostas. Pelo texto aprovado, a segunda etapa do Congresso será realizada em Brasília, em data que ainda será definida.


O CNP é um fórum organizado pelo Confea, apoiado pelos Creas e pelas Entidades Nacionais, que tem por objetivo discutir e propor políticas, estratégias e programas de atuação, visando à participação dos profissionais das áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea no desenvolvimento nacional, propiciando maior integração com a sociedade e entidades governamentais. 
 
Eleições e outras pautas

Com 44 processos para apreciar, os conselheiros do Confea iniciaram os trabalhos da sessão plenária 1476, na manhã da terça-feira (30). Coordenados por Joel Krüger, presidente da entidade, os trabalhos contemplaram apreciação de  Pedidos de Vista e de Reconsideração, Ad Referendum e processos apresentados pela Comissão de Organização, Normas e Procedimentos (Conp).


Entre os Ad Referendum, a aprovação do atendimento aos técnicos industriais, até o dia 20/12/2018, por força da Decisão Liminar do juiz federal da 10ª Vara/CE oriunda da Ação Civil Pública ajuizada pelo Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio do Estado do Ceará (Sintec/CE), nos autos do processo nº 0814373-44.2018.4.05.8100 (Doc. SEI 0125323), dos seguintes serviços públicos essenciais de regulação profissional: Registro de profissional diplomado no País; Anotação de Responsabilidade Técnica (ART),  e Certidão de Acervo Técnico (CAT).  A decisão tomada por Krüger foi imediatamente informada aos Creas.


Inicialmente, a mesa formada por Arício Silva e Krüger, que respectivamente presidem o Crea de Sergipe e o Confea; Edson Delgado, vice-presidente do Conselho Federal; Paulo Guimarães, presidente da Mútua, caixa de assistência; e Wilson Lang, coordenador do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), ouviu os Informes sobre a Mútua, e relatos rápidos de alguns conselheiros. Entre eles, Marcos Camoeiras, da Comissão Eleitoral Federal (CEF), que lembrou da realização das eleições no próximo dia 09 de novembro, quando os Creas de Pernambuco, Rio Grande do Norte  e Espírito Santo elegem seus representantes na modalidade de Engenharia Industrial; o  Crea São Paulo elege  representante na área de Engenharia Civil e o Crea de Goiás,  de Agronomia.

Confira as fotos no Facebook do Confea

Três dias depois, 12/11, no plenário do Confea, será a vez da eleição do representante das Instituições de Ensino, modalidade Agronomia. 
Os eleitos renovarão 1/3 do plenário do Confea.
   



Fonte: Fernanda Pimentel e Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea

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Decisões da própria Justiça Federal reconhecem expressamente que os engenheiros civis podem elaborar projetos arquitetônicos.

Nota de esclarecimento
Brasília, 11 de outubro de 2018.
 
O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) esclarece que a decisão do Conselho da Justiça Federal (CJF), anunciada no último dia 5 de outubro, de contratar apenas arquitetos para os projetos arquitetônicos de obras nos tribunais de primeiro e segundo graus e do próprio CJF, não se trata de uma decisão judicial, ou seja, não obriga outras empresas ou órgãos públicos acerca da contratação de arquitetos para a elaboração de projetos arquitetônicos.
 
O Confea informa que existem decisões da própria Justiça Federal, em âmbito nacional, que reconhecem expressamente que os engenheiros civis podem elaborar projetos arquitetônicos. Portanto, essas atividades não se constituem atividades privativas de arquitetos e urbanistas. Deste modo, a própria Justiça Federal, quando no exercício de sua atividade típica de julgar os casos concretos, reconhece que, além da Resolução nº 51 do CAU/BR e da Lei 12.378/2010, também regulamentam o assunto a Lei 5.194/1966 e as resoluções do Confea.
 
Assim, a decisão do Conselho da Justiça Federal se trata de uma decisão interna do referido órgão, que, inclusive, poderá ser modificada por meio dos esclarecimentos que o Sistema Confea/Crea prestará a esse respeitado órgão. Nesta oportunidade, inclusive, serão levadas ao conhecimento do CJF as decisões judiciais que reconhecem a plena atribuição dos engenheiros na elaboração de projetos arquitetônicos.
 
Cumpre esclarecer, ainda, que compete ao Conselho da Justiça Federal atividades de caráter eminentemente administrativo, e não judicial. Sua opção se manifesta apenas como contratante, não enquanto cumpridor ou prolator de uma decisão judicial. Portanto, a decisão não cria quaisquer jurisprudências, nem afeta atividades e atribuições dos engenheiros civis em relação aos projetos arquitetônicos.
 
Logo, a postura do Conselho da Justiça Federal em nada modifica ou interfere nas atribuições dos engenheiros civis, e nem nas relações contratuais estabelecidas pelos mesmos quanto à elaboração e execução de projetos arquitetônicos.
 
Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea)
 
Confea divulga nota sobre a decisão do Conselho de Justiça Federal referente a obras em tribunais
 
Fonte: Confea
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Neste mês de outubro, o Confea se juntou a outros órgãos públicos que se vestem de rosa pelo combate e prevenção do câncer de mama. A iluminação na fachada da sede do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, localizada em uma das principais avenidas de Brasília, chama atenção para uma grave situação: somente neste ano vão surgir mais de 59 mil casos da doença no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Para ajudar na prevenção, o Confea também desenvolve outras ações de sensibilização neste Outubro Rosa. Para as funcionárias, foram distribuídos laços cor de rosa – símbolo da campanha – e semanalmente notícias no boletim interno ressaltam a importância do controle do câncer de mama.

Confea adere à campanha de prevenção do câncer de mama

#CompartilheSuaLuta
Neste ano, a campanha Outubro Rosa nacional está centrada na formação de redes de apoio. Com o mote #CompartilheSuaLuta, a ação destaca que a jornada de enfrentamento do câncer de mama de cada pessoa é única, porém pode ser compartilhada para fortalecer tanto indivíduos que lidam com os desafios da doença quanto a causa como um todo na conquista de mais acesso a diagnóstico e tratamento oportunos no Brasil. “Compartilhar a luta significa encontrar apoio, ampliar os aprendizados e multiplicar a força”, incentiva a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), associação conhecida pela realização pioneira do Outubro Rosa no país.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Femama

Foto: Marck Castro/Confea

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Ao comemorar seu Jubileu de Prata, Fisenge reflete sobre rumos da Engenharia

Mesa de abertura dos trabalhos do simpósio promovido pela Fisenge em seus 25 anos

Com o tema “A Engenharia, as Eleições e o Desenvolvimento do Brasil”, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros – Fisenge promoveu, na tarde desta sexta-feira (21), no Clube de Engenharia do Rio de janeiro, uma nova edição do Simpósio SOS Brasil Soberano, programação que vem discutindo os rumos do desenvolvimento do país e que, na ocasião, celebrou seus 25 anos de atividades. 

Sob a mediação do presidente da entidade, Clóvis Nascimento, e com as participações do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, do economista Paulo Nogueira Batista Jr. e do sociólogo Clemente Ganz Lúcio, o evento, transmitido ao vivo pelo Facebook do simpósio e promovido em parceria com o Senge-RJ, contou, em sua mesa de abertura, com as participações dos presidentes do Confea, Joel Krüger; da Mútua, Paulo Guimarães; do Crea-RJ, Luiz Cosenza; do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos; e do Clube de Engenharia do Rio, Pedro Celestino, do representante da Federação Nacional de Engenheiros – FNE, Carlos Pontes e da diretora da Central Única dos Trabalhadores – CUT, Annyeli Damião do Nascimento.

“São 25 anos de uma trajetória de luta para muito além das questões corporativas, mas, sobretudo, de contribuição para o desenvolvimento do Brasil”, comentou o presidente Clóvis Nascimento, na abertura, passando em seguida a palavra ao presidente do Clube de Engenharia, que, ao receber os participantes do simpósio, comentou ser “imensamente agradável receber gente que pensa no Brasil, a exemplo da Fisenge”. Em seguida, acrescentou que “a causa da nação soberana, democrática, socialmente justa”, defendida pela entidade, “transcende a defesa da engenharia nacional”.

Luta e crise

“A Fisenge desempenha um belíssimo trabalho de luta em defesa da democracia, da liberdade, da engenharia, defesa da soberania nacional. Gostaria de parabenizar todos os sindicatos e todos os associados aqui presentes. Tivemos uma edição do SOS Brasil Soberano agora na Soea, em agosto. E esse é um tema em que estamos absolutamente alinhados, estamos juntos nesta luta. A defesa da soberania nacional, do capital tecnológico e das empresas brasileiras estava em nossa proposta para a gestão do Conselho Federal. Dessa forma, tiramos uma posição unânime do Confea, contrária à privatização da Eletrobras, como também estamos juntos na questão da formação das novas diretrizes curriculares. São dois pontos alinhados com a defesa da soberania nacional”, considerou o presidente Joel Krüger, lembrando que pertence à diretoria do Senge-PR. “Somos Fisenge, somos Senge-PR também”.

Presidente Paulo Guimarães, da Mútua

Presidente Paulo Guimarães, da Mútua

“Esse Jubileu de Prata é um momento muito importante com todas as lideranças da engenharia do Brasil”, considerou Paulo Guimarães, lembrando o papel social e assistencial do Sistema Confea/Crea. “A Mútua e o Confea, em parceria com as entidades, vamos estabelecer programas em possamos atender principalmente ao associado que precise de requalificação, contribuindo, assim, para a defesa da soberania nacional”, acrescentou.

Eleições

“Representar o Crea-RJ, parte do maior conselho profissional do país, nesse local para homenagear a Fisenge e seus 12 sindicatos filiados é motivo de muita alegria. Quando a gente assumiu, disseram que não devia falar de política. Mas se fosse assim, seria melhor nem entrar. Nossas entidades, fazem parte de uma resistência contra o desmonte da nossa engenharia. É inacreditável como um país que, há quatro anos, se dizia que ia ter um apagão de engenheiros, hoje tenhamos que conviver com mais de 50 mil engenheiros na rua. E eu não sei o que vai sobrar desse país até o final do ano. Quando o mercado da engenharia está fechado, é porque o país vai muito mal. E temos que falar de eleições e cobrar do presidente eleito que pense na classe trabalho, na engenharia e que a gente retome a discussão da questão da reforma trabalhista, que foi uma forma que o governo achou para destruir numa canetada só a grande resistência que o governo tinha que são os sindicatos.


 Encruzilhada democrática

Presidente do Senge-RJ, Olimpio Alves dos Santos

Presidente do Senge-RJ, Olimpio Alves dos Santos

Já o presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos, fundador da Fisenge, considerou que a entidade se encontra mais uma vez diante de uma encruzilhada para definir os destinos da Engenharia nacional. “Quando percebemos essa encruzilhada, pensamos em construir um movimento chamado SOS Brasil Soberano. Porque entendemos que é fundamental discutir a soberania, o direito de sermos donos e definidores do nosso futuro, de termos direito de dispormos das riquezas naturais deste país para trazer cidadania a todo o povo brasileiro, que se encontra em sua grande parte na miséria e excluído. Mais do que isso, temos construído uma ideia de nação por senso comum, o pior possível. Por isso, precisamos agora espantar os espantalhos criados por esse senso comum”, disse, lembrando a letra de “Fado Tropical”, de Chico Buarque de Holanda.

A mesa de abertura do simpósio foi concluída pela representante da CUT, Annyelli Nascimento, que lembrou a atual resistência da classe trabalhadora. “Esse processo político que estamos passando nos coloca na responsabilidade de sermos atores e atrizes políticos para conduzir esse país a outro patamar. Nossa elite não quer que você tenha e muitas vezas não pensa na potencialidade do povo brasileiro para transformar essa realidade”, disse, fazendo um chamamento em defesa da democracia. “O Brasil só será transformado se tomarmos a decisão agora”.

Chacon, Presente!

Esposa, Silvia Chacon, e filha recebem placa das mãos do presiente da Fisenge, Clóvis Nascimento, em homenagem ao engenheiro eletricista José Chacon de Assis

Esposa, Silvia Chacon, e filha recebem placa das mãos do presiente da Fisenge, Clóvis Nascimento, em homenagem ao engenheiro eletricista José Chacon de Assis

Falecido em 3 de julho e homenageado também durante a Soea deste ano, o engenheiro eletricista, conselheiro do Confea e ex-presidente do Crea-RJ José Chacon de Assis foi homenageado por meio da entrega de uma placa da Fisenge à esposa, Silvia Chacon, e a uma de suas filhas. Suas lutas pela democracia, Anistia, Constituição, por movimentos sociais, ambientais, sindicais, como ex-diretor do Senge-RJ, e pela soberania do país, foram saudadas pelo público aos gritos de “Chacon, Presente!”.

Tecnologia e soberania

Embaixador Celso Amorim e demais participantes do simpósio SOS Brasil Soberano

Embaixador Celso Amorim e demais participantes do simpósio SOS Brasil Soberano

Ao cumprimentar a Fisenge, o diplomata Celso Amorim comentou que o Clube de Engenharia sempre se caracterizou pela defesa do pensamento nacionalista, e lembrou episódios de sua trajetória ligados à engenharia, relacionado a patentes, propriedade intelectual de produtos com tecnologia brasileira e informática. Fazendo referência à atuação em defesa da engenharia brasileira, por meio de ações como a da não concretização da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA, também mencionou a crise da indústria naval nos últimos anos. “Ela era um dos esteios que mais ofereciam empregos no Rio de Janeiro e agora está combalida. O atual governo tem uma política industrial, mas não pra nós, é para a Coréia do Sul, Cingapura, isentando de impostos as embarcações e plataformas de petróleo do exterior. E nós deixamos de fazer acordos que prejudicassem a indústria naval nacional. É vital o desenvolvimento da engenharia e da tecnologia para o país exercer sua soberania”.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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mobilização em torno da Consulta Pública para as Diretrizes Curriculares Nacionais para graduação em engenharia começa a apresentar seus primeiros resultados. O Conselho Nacional de Educação – CNE anunciou a ampliação do prazo para manifestação, o que indica a possibilidade de uma maior participação dos profissionais e de que as propostas encaminhadas pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea sejam postas em discussão pelo CNE e pelo Ministério da Educação, conforme compromisso estabelecido conjuntamente. Agora, os profissionais e estudantes têm até o próximo dia até o próximo dia 17 para apresentar suas contribuições. A mudança ocorre após a manifestação firme do Conselho, criticando o prazo anteriormente definido.

Mobilização do Confea traz primeiros resultados

“Ainda não é o que desejamos, mas com o prazo um pouco ampliado poderemos mobilizar ainda mais os nossos profissionais e pressionar o CNE para que ele atenda às nossas reivindicações.  O ministério da Educação se comprometeu no sentido de nos ouvir. Agora, esperamos que ele promova o debate efetivo em torno das nossas propostas. Esse compromisso foi extensivo ao próprio Conselho Nacional de Educação, com quem também já havíamos nos reunido e que já havia nos surpreendido com a revogação do parecer referente ao currículo básico do curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Mesmo assim, nós nos mobilizamos, deliberamos junto à Comissão de Educação e Atribuição Profissional (CEAP), a um grupo de especialistas e aos conselheiros e apresentamos essa proposta no prazo harmonizado e não podemos aceitar agora que seus pontos não sejam amplamente discutidos por estes órgãos”, declarou o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger.

Os pontos a que o presidente do Confea se refere são: carga mínima de 3.600 horas; obrigatoriedade de atividades práticas presenciais e definição prévia da atribuição profissional almejada no projeto pedagógico do curso. “Consideramos essas sugestões fundamentais para o mínimo de qualidade na formação dos profissionais em Engenharia e elas foram simplesmente ignoradas no projeto de resolução que está disponível para consulta pública”, disse o presidente no final de agosto, quando do anúncio da data-limite para a consulta pública, lamentando a postura do CNE e convidando os profissionais a se manifestarem por meio da Consulta Pública.

O parecer proposto pelo CNE e o respectivo projeto de resolução estão disponíveis ainda aqui. As sugestões aos textos poderão ser encaminhadas ao e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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Confea e Crea-RJ divulgam nota sobre o incêndio no Museu Nacional

Foto: Tânia Rêgo - Agência Brasil

Falta de manutenção e cuidados básicos com as normas de engenharia provocam tragédias. Comprovam isso exemplos recentes de incêndios que atingiram o Museu da Língua Portuguesa, o edifício Wilton Paes de Almeida e o que destruiu ontem (2/9) o Museu Nacional. Em todos os casos, queima-se parte de nossa história e, desta vez, de outros povos.
 
O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) veem esse incêndio como mais um patrimônio da humanidade que foi vítima do abandono e do descaso de sucessivos governos, que agora devem apontar o dedo no seu antecessor e vice-versa. Mas fica fácil perceber o abandono do local quando a imprensa registrou ontem que o último presidente da República a visitar o Museu Nacional foi Juscelino Kubistchek de Oliveira (1956-1961).
 
Também foi vítima da nossa burocracia, sempre lenta na liberação de verbas para a conservação da cultura brasileira.  Desde 2015, o órgão pleiteava recursos junto ao BNDES, que só seriam liberados após o período eleitoral.
 
Mas para nós do Confea e do Crea-RJ, a principal causa desse desastre foi a falta de manutenção predial e do cumprimento de normas básicas de segurança contra incêndios. Sem que essas manutenções sejam realizadas em viadutos, escolas, edifícios públicos ou privados, vamos continuar a ficar lamentando novas tragédias que se repetirão com frequência cada vez maior.
 
O lastimável episódio reflete ainda o desrespeito com diversas normas de segurança e também o descaso com interesse do país em formar bons profissionais. Recentemente, portaria do MEC reduziu de 600 para 360 horas a carga horária da pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, o que é temerário, pois afetará a qualidade da formação de novos profissionais.
 
Agora, proposta do Conselho Nacional de Educação (CNE) visa reduzir a carga obrigatória de todos os cursos de engenharia, alterando a diretriz curricular de carga mínima de 3.600 horas, para carga referencial. Ou seja, cumpre quem quiser, pois passará a ser uma “referência” e não mais uma obrigatoriedade. 
 
Há pouco, em Maceió, nas Alagoas,  reunimos três mil  profissionais e estudantes, pesquisadores, cientistas e professores propondo a Engenharia e a Ética na Reconstrução do Brasil em tempos marcados por enormes incertezas e pelo retrocesso generalizado.
 
Por meio da Carta de Maceió, assinada pelo colegiado das entidades nacionais que integram o Sistema Confea/Crea, as lideranças da área tecnológica nacional manifestam a “insatisfação cívica de quem repudia o progressivo desmantelamento da economia nacional e o agravamento das tensões sociais”. As lideranças também se comprometem a não nos omitir, a defender a importância do diálogo com os diversos órgãos do governo e outras instituições e mostrar que a engenharia, a agronomia e geociências são alavancas propulsoras do desenvolvimento nacional e precisam ser respeitadas e ouvidas.
 
É preciso que haja união de muitos para promover fiscalizações preventivas integradas com órgãos federais, estaduais, municipais e distritais, alcançando construções públicas e privadas. É preciso defender a aplicação da lei de manutenção predial e de prevenção de incêndios. É preciso recuperar o Brasil com a consciência voltada para o bem comum. É preciso parar de chorar sobre as cinzas da nossa história e reconstruir esta nação.
 
Joel Krüger
Presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia

Luiz Antônio Cosenza
Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro

 

FONTE: Confea

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Ao se comprometer em manifestar-se contra a privatização do setor elétrico, o Confea publica a seguir documento elaborado pela Associação Brasileira dos Engenheiros Eletricistas (Abee-Nacional), presidida por José Latrônico Filho.

Encampado pelo Cden (Colégio de Entidades Nacionais) órgão consultivo ligado ao Sistema Confea/Crea, presidido por Wilson Lang, o documento elaborado pela associação, propõe a reestruturação do grupo Eletrobras e solução para a Região Norte, onde dificilmente haveria interessados.

Veja a íntegra

Fonte: CONFEA

 

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