No dia 18/9, foi realizado o painel “Mobilidade Urbana”, durante a 76ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Palmas (TO). O engenheiro civil e vice-presidente da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), Ubiratan Félix, iniciou a apresentação com uma reconstrução histórica do setor. “O modelo de desenvolvimento econômico adotado no Brasil a partir de 1930 provocou uma brutal concentração de renda e de população em poucas cidades brasileiras. Este modelo de ocupação territorial ocasionou a saturação das vias urbanas e dos equipamentos públicos instalados, determinando a expansão horizontal da área urbanizada”, explicou Ubiratan que também é presidente do Senge-BA (Sindicato dos Engenheiros da Bahia) e foi secretário de transporte em Vitória da Conquista.

De acordo com o engenheiro, a partir da década de 1960, o país optou por um modelo de mobilidade centrado no uso do automóvel, iniciando um processo de sucateamento e posterior destruição dos bondes, transformando a via pública em um bem financiado por toda a sociedade e apropriado por mais de 90% pelos automóveis. “O transporte público foi entregue às regras de mercado, subsidiado basicamente pelos usuários. Esta política - aliada ao incentivo do uso do transporte individual para classe média e a proliferação dos transportes alternativos e/ou clandestinos - gerou ao longo do tempo uma diminuição progressiva do número de usuários de transporte coletivo, que provoca exclusão social, perda de mobilidade, qualidade de vida e de sustentabilidade ambiental das nossas cidades”, salientou Ubiratan que acrescentou: “a atual política de mobilidade urbana precisa superar a lógica de veículo individual e investir em modais coletivos”.

Outro ponto de destaque da palestra foi a afirmação de que mobilidade urbana é bem público essencial. “Quem paga transporte público hoje são os mais pobres, e não é a lógica do mundo. Transporte público é bem essencial e, portanto, deve ser pago por todas as pessoas, assim como o SUS (Sistema Único de Saúde). Para fazer política social, precisamos discutir de onde sairão os recursos e não dá para onerar o usuário”, pontuou. Diante destes desafios de financiamento, Ubiratan acredita que uma boa iniciativa pode ser a isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de todos os veículos destinados ao transporte público coletivo de passageiros, além de uma política de subsídio ao óleo diesel. “A União precisa entrar com recursos, o estado com assessoria técnica e o município com a execução e implantação. Além disso, o Plano Diretor das cidades precisa dialogar com os planos de saneamento e de mobilidade, por exemplo”, afirmou.

Dados da ANTP (Agência Nacional de Transportes Públicos) demonstram que o transporte público funciona regularmente em 920 municípios com mais de 30 mil habitantes, onde moram 122 milhões de brasileiros. Também são realizadas mais de 60 milhões de viagens diárias, cuja arrecadação ultrapassa 15 bilhões de reais por ano, gerando aproximadamente 570 mil empregos diretos. “Esse ciclo contribui para a manutenção de empregos na extensa cadeia produtiva que inclui setores como a indústria de chassis e montagem de ônibus, fabricantes de trens e metrôs, de pneus e de peças de reposição, além do segmento de combustíveis e do setor de construção de infraestrutura”, declarou.

Por fim, o engenheiro defendeu que o transporte público de qualidade é a garantia da democratização do acesso às oportunidades de emprego, renda e de integração social, que permite o aumento da qualidade de vida e da mobilidade do cidadão e estabelecimento do ciclo virtuoso de desenvolvimento, emprego e renda. “Uma política de mobilidade urbana é essencial para toda a economia brasileira. Isso significa a compreensão de que a política pública de mobilidade urbana é um elemento de geração de empregos e desenvolvimento social sustentável, uma vez que os benefícios do transporte público de qualidade extrapolam os aspectos referentes à sua operação, influenciando positivamente empresas, governos e demais setores da sociedade”, concluiu Ubiratan.

Texto e foto: Camila Marins

“Política de mobilidade urbana precisa superar lógica de veículo individual”, alertou engenheiro

Publicado em Notícias

“Indústria 4.0 e o futuro do profissional” foi o tema da palestra ministrada pela engenheira civil e diretora da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros), Elaine Santana, no dia 18/9, durante a 76ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Palmas (TO). Apresentando um contexto histórico das transformações ao longo dos séculos, Elaine explicou que as três primeiras revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da informação, elevando a renda dos trabalhadores e fazendo da competição tecnológica o cerne do desenvolvimento econômico. “A quarta revolução industrial terá um impacto mais profundo e exponencial e se caracteriza por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico”, afirmou. 

A primeira revolução foi a mecânica por meio das máquinas com o uso do vapor. Já a segunda aconteceu com a descoberta da eletricidade e a terceira com a informatização e automação. Com a quarta revolução industrial com Big Data e Inteligência Artificial, há preocupações com o desemprego estrutural e o fim de determinadas profissões, como já apontou o Fórum Econômico Mundial de 2016, em Davos. “Há profissões com probabilidade muito alta de desaparecer, como árbitros, analista de crédito, porteiro, contadores, bibliotecários e telemarketing. Na Europa deve acontecer com maior rapidez, por conta do nível de industrialização”, explicitou Elaine. Por outro lado, as profissões de engenheiros de vendas e analistas de sistemas têm baixa probabilidade de acabar. Já as profissões que devem ser ainda mais requisitadas são aquelas que cuidam da saúde mental como psicologia e atividades de recreação. De acordo com Elaine, devido à alta produtividade e também ao possível desemprego, os trabalhadores ficarão mais adoecidos.   

Uma questão apontada pela engenheira foi o desequilíbrio na relação entre produtividade e mercado de consumo. “A nossa produtividade cresceu de forma exponencial, mas a renda das famílias não acompanha esse crescimento. Ou seja, há uma depreciação da nossa qualidade de vida, pois produzimos e trabalhamos muito mais e com dificuldade de acessar renda e emprego”, explicou.  Para os profissionais, o desafio será de inovação e atualização contínua. “Precisaremos desenvolver a capacidade de visualizar as futuras profissões, aprimorar o uso de ferramentas digitais, incentivar a capacidade de solucionar problemas, estimular o trabalho em equipe e inovar na construção do conhecimento”, pontuou.

 De acordo com dados do site The Great Decoupling of the U.S. Economy on MIT economist Andrew McAfee's blog, o perfil das pessoas que sentem que empregos serão impactados pela inteligência artificial é formado por uma maioria  de jovens de 22 a 32 anos (71%); de 46 a 60 anos (3%); de 33 a 45 anos (58%). Em relação à formação dos engenheiros, segundo Elaine será preciso desenvolver uma visão holística. “Eu sempre falo para os meus alunos que o engenheiro precisa ter capacidade de dialogar desde o pessoal da operação até com executivos da direção de uma empresa. Além disso, é importante a adoção de disciplinas multidisciplinares e transdisciplinares nos cursos e o incentivo à empatia e à cooperação”, concluiu.

Texto e foto: Camila Marins

Em palestra, engenheira aponta os desafios da Indústria 4.0 para as profissões

 

Publicado em Notícias

Os efeitos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 108/2019 junto aos Conselhos Profissionais esteve em discussão no auditório do Crea-ES, com a realização da palestra "Engenharia, Desenvolvimento e Soberania - PEC 108/2019 : proposta compromete a segurança da sociedade, a soberania nacional e o capital tecnológico do Brasil", proferida pelo engenheiro civil e sanitarista e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Clovis Nascimento.

O debate reuniu profissionais de várias carreiras que vieram discutir um tema comum a todos: a possibilidade de modificação da natureza jurídica dos conselhos, que, pela proposta da PEC, passariam a ser entidades privadas. Na prática, essa mudança inviabilizaria o trabalho de fiscalização do exercício da profissão, dentre outros riscos para a sociedade.

A presidente do Crea-ES, engenheira civil Lúcia Vilarinho, ressaltou a importância do debate. “Estamos num momento desafiador para os Conselhos. Precisamos da união de todos para que possamos impedir que esta PEC, que põe em risco nossa atuação e, por consequência, toda a sociedade, seja aprovada”, destacou.

Já o palestrante, Clovis Nascimento, foi enfático em ressaltar que os conselhos existem para garantir a segurança da sociedade, e a PEC 108/2019 vai trazer um período de incertezas e prejuízo para todos.

“É bem verdade que precisamos aprimorar a atuação do Sistema Confea/Crea. Mas os princípios do Sistema estão e sempre estiveram a favor da sociedade. Os Conselhos Profissionais existem, sobretudo, como canais de recorrência da sociedade, tanto os Creas como a OAB, o CRM, entre outros. E é por isso que devemos lutar para derrotar essa PEC”, avaliou o presidente da Fisenge.

Fonte: Comunicação Crea-ES

Desafios da PEC 108/2019 para os Conselhos Profissionais em debate no Crea-ES

Publicado em Notícias

Foi anunciada pelo governo federal a Medida Provisória (MP) 108/2019, que pretende extinguir os conselhos federais em todo o país. De acordo com a proposta, as entidades se tornariam pessoas jurídicas de direito privado que, atualmente, são enquadradas como de direito público, uma vez que regulamentam e fiscalizam o exercício profissional. A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) repudia a medida e alerta sobre os prejuízos para a sociedade. Isso porque os conselhos têm a responsabilidade de fiscalizar o exercício profissional e estabelecer sanções éticas diante de atuações fora das normas estabelecidas. A fiscalização é fundamental para garantir segurança, bem-estar e políticas públicas de qualidade para a população. Por meio da atuação dos conselhos, é possível normatizar a responsabilidade civil, ambiental e social de obras, barragens, hidrelétricas, por exemplo.

Além disso, exige a regularidade da atividade e comprovação técnica dos profissionais por meio da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e da Certidão de Acervo Técnico (CAT). Ao desregulamentar os conselhos, o governo federal coloca em risco a engenharia e a sociedade brasileira. A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) se soma ao posicionamento do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e também articula uma mobilização no Congresso Nacional por meio de sua assessoria parlamentar. A engenharia brasileira vive um período de mais grave crise com a ampliação do desemprego, a paralisação de obras, o fechamento de empresas nacionais e a privatização das estatais. O Brasil precisa de investimentos públicos em infraestrutura e na engenharia nacional com o objetivo de garantir qualidade de vida para a população.  


Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)

 

Fisenge repudia PEC que extingue conselhos federais

Publicado em Notícias

Governo federal quer o fim dos conselhos profissionais
Olímpio Alves dos Santos, presidente do Senge-RJ
 

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 108/2019, elaborada pelo governo federal, acaba com a exigência de filiação aos conselhos profissionais, desregulamentação que poderá levar à extinção dessas entidades, com consequente perda de qualidade para os serviços prestados à população em praticamente todas as áreas. “Os conselhos são importantes para o exercício da profissão e uma segurança para a sociedade”, alerta o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Olímpio Alves dos Santos. “Acabar com eles é uma sandice, estamos regredindo a um quadro de desestruturação similar ao período da História anterior à revolução de 30.”

Conselhos de Engenharia, Medicina, Farmácia, Química, Contabilidade, Administração, Psicologia, além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), estão entre os que seriam afetados pela PEC. O texto altera o artigo 174-A da Constituição, ao propor que “a lei não estabelecerá limites ao exercício de atividade profissional ou obrigação de inscrição em conselho profissional”. Na prática, a medida levaria a uma redução significativa da arrecadação em anuidades – fonte de receita dos conselhos –, inviabilizando o trabalho de regulação e fiscalização das respectivas atividades. 

O Sistema Confea/Crea, responsável por regulamentar e fiscalizar o exercício profissional da Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia, conforme prevê a Lei Federal 5.194/1966, divulgou um posicionamento oficial contra o projeto -- DISPONÍVEL AQUI. No texto, a entidade observa que, atualmente, o Confea é responsável por guardar milhares de certidões de mais de 980 mil profissionais registrados, e que, em 2018, milhares de ações de fiscalização foram realizadas pelos 27 Creas, garantindo a segurança da coletividade. "Desregulamentar todas essas atribuições, como propõe a PEC nº 108/2019, é atentar contra o interesse da sociedade, considerando que a proposta passa a caracterizar os conselhos profissionais como pessoas jurídicas de direito privado, e não de direito público, eliminando assim os poderes de fiscalização atribuídos por lei. Além disso, desobrigar os profissionais da inscrição em seus respectivos conselhos é apostar na desordem a um custo econômico e social muito alto. Se hoje já existe uma desvalorização das atividades técnicas em nosso país, com o fim desses órgãos, haverá uma precarização dos serviços, e a insegurança será generalizada.”

Salário Mínimo Profissional
O presidente do Senge-RJ observou que, embora o sindicato possa representar na Justiça profissionais que queiram acionar empresas por desrespeito ao Salário Mínimo Profissional, como tem feito, é o Conselho Regional, no caso o Crea-RJ, que tem atribuição legal para fiscalizar a prática junto aos empregadores, podendo solicitar informações de folha de pagamento ou outras. 

“O Senge-RJ não tem a qualificação para fazer essa fiscalização”, explica Olímpio. “O sindicato só pode entrar com ação na Justiça por demanda do profissional. Não temos autoridade jurídica para chegar na empresa e pedir para ver os salários dos profissionais. Mas o Conselho, sim.”

Além disso, a existência de uma instância de fiscalização da formação técnica dos engenheiros é uma forma de reduzir o alcance da ação de profissionais antiéticos ou despreparados. Sem esse papel regulador, poderiam ser muito mais frequentes, avalia o presidente do Senge-RJ, casos como o do desmoronamento dos prédios na Muzema, na Zona Oeste da capital, que provocou a morte de 24 pessoas em abril deste ano. 

A função dos conselhos é submeter os profissionais a uma série de exigências éticas e técnicas, definidas em leis e em regulamentos próprios. Os órgãos têm poder para instaurar processos disciplinares na apuração de responsabilidades e, se necessário, aplicar penas de suspensão e até de exclusão de membros de suas respectivas categorias. Eles também fiscalizam estabelecimentos comerciais em que os profissionais atuam, podendo impor sanções e obrigações.

O compromisso social dos profissionais com o país foi destacado durante a  Plenária nº 1.500 do Sistema Confea/Creas, em Brasília, onde a PEC também foi debatida. “Nunca na história do Sistema Confea/Creas fomos tão convocados a defender a engenharia nacional”, disse Giucélia Figueiredo, engenheira e diretora da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e da Mútua. “Vivemos um momento que somos convocados pelos profissionais e pela sociedade brasileira para defender, cada vez mais, um projeto de nação que dialogue com os anseios legítimos de uma engenharia nacional vinculada à melhoria de qualidade de vida do nosso povo.” A engenheira foi a primeira mulher a assumir a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB).

Negociação no Congresso
O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, reuniu-se no início desta semana no Ministério da Economia para discutir os efeitos críticos da PEC. Segundo ele, foi acertado que será feita uma nova redação para o proposta, construída em conjunto com representantes dos profissionais e parlamentares. Em nota divulgada contra a PEC, a OAB afirma que “a proposta ceifa um dos mais importantes instrumentos de defesa da sociedade na fiscalização profissional, com o claro e único propósito de engessar e silenciar as entidades.” 

Segundo o texto, a PEC 108 tem por objetivo enfraquecer um órgão que atua como um “anteparo à força desproporcional do Estado e dos grupos detentores de poder efetivo contra o cidadão comum, individual ou coletivamente”. Também significa “a tentativa de desmonte de todo um sistema que zela pela qualidade da advocacia. A Ordem é responsável por uma rede protetiva para os advogados, que hoje sofrem as consequências da grave crise econômica que atinge o país – e que não dá sinais de trégua. Da mesma forma, a PEC 108 busca atingir um dos maiores mecanismos de fomento da excelência profissional, que é o Exame de Ordem. Diante da multiplicação sem precedente dos cursos de graduação em Direito, nem sempre amparados nos devidos parâmetros de qualidade, o exame é hoje a forma de garantir o mínimo de qualidade dos profissionais que vão servir à sociedade.”

Outras categorias também reagiram. “Sob o manto da liberdade e estímulos econômicos, da racionalização do Estado, bandeiras que também defendemos, [o governo Bolsonaro] quer acabar com um segmento social que tem procuração do Estado para proteger o cidadão. Não é aceitável sequer acreditar que, desregulamentando profissões, o Estado ou o mercado darão conta de conter os abusos cometidos por leigos e uns poucos maus profissionais e empresas contra a população brasileira. Os noticiários informam diariamente o quanto, de maneira geral, o mercado atua para favorecer os próprios interesses”, defendeu o Conselho Federal de Administração (CFA).


Fonte: com informações do Senge-RJ, FisengeRede Brasil Atual (RBA)

Foto: Camila Marins

Publicado em Notícias

“Nunca na história do Sistema Confea/Creas fomos tão convocados a defender a engenharia nacional”, disse a engenheira e diretora da Fisenge e da Mútua, Giucélia Figueiredo, durante a plenária nº1.500, realizada hoje (24/7), no plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), em Brasília. Conduzida pelo engenheiro e presidente do Confea, Joel Krüger, a sessão contou com a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº108/2019 que pretende desregulamentar os conselhos federais no país. De acordo com a proposta, as entidades se tornariam pessoas jurídicas de direito privado que, atualmente, são enquadradas como de direito público, uma vez que regulamentam e fiscalizam o exercício profissional. “Vivemos um momento que somos convocados pelos profissionais e pela sociedade brasileira para defender, cada vez mais, um projeto de nação que dialogue com os anseios legítimos de uma engenharia nacional vinculada à melhoria de qualidade de vida do nosso povo”, destacou Giucélia enfatizando a atuação altiva da presidência do Confea com compromisso social. A engenheira foi a primeira mulher a assumir a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB).

Em nota, o Confea afirma: “desregulamentar todas essas atribuições, como propõe a PEC nº 108/2019, é atentar contra o interesse da sociedade, considerando que a proposta passa a caracterizar os conselhos profissionais como pessoas jurídicas de direito privado, e não de direito público, eliminando assim os poderes de fiscalização atribuídos por lei. Além disso, desobrigar os profissionais da inscrição em seus respectivos conselhos é apostar na desordem a um custo econômico e social muito alto. Se hoje já existe uma desvalorização das atividades técnicas em nosso país, com o fim desses órgãos, haverá uma precarização dos serviços, e a insegurança será generalizada”.

Texto: Comunicação Fisenge

Engenheira alerta para a defesa de um projeto de nação comprometido com a engenharia nacional e a sociedade

Foto: Divulgação Mútua

Publicado em Notícias

CONFEA: PEC 108/2019 pode levar à desregulamentação de atividades profissionais

O Sistema Confea/Crea atua há 86 anos de forma associada e coesa em prol de um objetivo comum: zelar pela defesa da sociedade e do desenvolvimento sustentável do país, observados os princípios éticos profissionais.
 
Essa atuação visa ao progresso econômico e social do Brasil na medida em que o Conselho orienta, disciplina, fiscaliza e zela pelo aperfeiçoamento do exercício profissional. Busca-se, portanto, garantir a qualidade dos serviços de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia prestados à população.
 
É por meio da fiscalização do exercício e atividades das profissões regulamentadas pela Lei n° 5.194, de 1966, que o Sistema Confea/Crea assegura a prestação de serviços técnicos ou execução de obras com participação de profissional habilitado. Em 2018, milhares de ações de fiscalização foram realizadas pelos 27 Creas, garantindo assim a segurança da coletividade.
 
O Sistema Confea/Crea cumpre seu papel social quando delibera sobre habilitação e atribuição de títulos, atividades e competências profissionais. Ou ainda quando se manifesta junto ao Ministério da Educação sobre cursos das áreas abrangidas pelo Sistema. Uma grande conquista nesse segmento foi alcançada recentemente: o Confea conseguiu que não fosse aumentada de 20% para 40% a carga horária de disciplinas de Ensino a Distância nos cursos de Engenharia, mantendo a obrigatoriedade presencial de estágio e aulas em laboratório. Neste caso, o Confea firmou seu compromisso em benefício da excelência profissional.
 
No rol de serviços prestados pelo Conselho a toda a sociedade, destaque para a Certidão de Acervo Técnico (CAT), instrumento que certifica, para os efeitos legais, as atividades desenvolvidas ao longo da vida do profissional, as quais são compatíveis com suas competências e registradas no Crea por meio de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
 
Além de ser de fundamental importância no mercado de trabalho para comprovação da capacidade técnica do profissional, a certidão também gera vantagens para a sociedade e para o governo. É a ferramenta capaz de identificar a experiência do profissional em sua área de atuação, comprovando a regularidade do registro da atividade técnica no Crea. Atualmente, o Confea é responsável por guardar milhares de certidões de mais de 980 mil profissionais registrados.
 
Desregulamentar todas essas atribuições, como propõe a PEC nº 108/2019, é atentar contra o interesse da sociedade, considerando que a proposta passa a caracterizar os conselhos profissionais como pessoas jurídicas de direito privado, e não de direito público, eliminando assim os poderes de fiscalização atribuídos por lei.
 
Além disso, desobrigar os profissionais da inscrição em seus respectivos conselhos é apostar na desordem a um custo econômico e social muito alto. Se hoje já existe uma desvalorização das atividades técnicas em nosso país, com o fim desses órgãos, haverá uma precarização dos serviços, e a insegurança será generalizada.
 
O Sistema Confea/Crea, que é o responsável por regulamentar e fiscalizar o exercício profissional da Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia, conforme prevê a Lei Federal 5.194/1966, não tem medido esforços para aprimorar cada vez mais as suas atividades, buscando ser parâmetro para a prestação de serviços de qualidade.
 
A PEC 108/2019 também vai na contramão do que já foi pacificado em 2002 pela Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 1717), que questionava o artigo 58 da Lei 9.649/98, responsável pela modificação da natureza jurídica dos conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas. À época, o relator no Supremo Tribunal Federal argumentou que a Constituição Federal prevê que os conselhos profissionais efetuam atividades típicas de Estado, o que abrange o poder de polícia, ou seja, a competência de fiscalizar o exercício de atividades profissionais. Na mesma ocasião, ficou firmado o entendimento de que os conselhos profissionais, criados por lei, têm a natureza de autarquia e, portanto, têm a personalidade jurídica de direito público.
 
Somado a isso, há o caráter diferenciado das profissões ligadas à Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia, amplamente reconhecidas por salvaguardar a população de riscos concretos à vida, à saúde e à segurança. Condição essa em que o exercício das atividades demanda, sim, regulação e inscrição dos profissionais em conselho, como explicita o próprio art. 174-A da PEC nº 108/2019.

O presidente do Confea e dos Creas, os conselheiros federais e regionais e a Procuradoria Jurídica do Confea estão analisando com profundidade os impactos da PEC nº 108/2019. Na última quarta-feira (17), o assunto foi debatido com representantes do Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas. Uma nova reunião entre todos os Conselhos Federais do país que integram o “Conselhão” está agendada para a próxima semana, quando será definida uma manifestação conjunta dos conselhos profissionais.
 
O Confea ressalta que está dialogando com parlamentares e com representantes do Ministério da Economia e demais órgãos do governo para entender melhor qual é o objetivo da PEC. Da forma que está redigida, desprivilegia profissões regulamentadas, o que coloca em risco a sociedade brasileira, a soberania nacional, a ciência e a tecnologia e o capital tecnológico do Brasil.

 

Fonte: CONFEA / Equipe de Comunicação do Confea

Publicado em Notícias

Confea incentiva evento de inovação tecnológica e apoia o Endeb

Fabyola, Luciana, Yago, Joel, Camila e Lucas

No exercício da Gerência de Relações Institucionais (GRI), seu principal foco no momento, Fabyola Resende, eng. eletric. especializada em Segurança do Trabalho, vem incentivando a aproximação de estudantes e profissionais registrados no Sistema Confea/Crea. Na manhã da 3ª feira, 23/04, reuniu-se com voluntários que trabalham na organização do Endeb (Encontro das Engenharias do Brasil), que pretende reunir diversas modalidades de engenharia, a ser realizado em Brasília, de 14 a 16 de novembro próximo, com o apoio do Confea em parceria com a Fenemi (Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial). 

Yago Porto, 25 anos, eng. civ. e pós-graduando em Estratégia de Vendas, Lucas Cruvinel, 21 anos, graduando em eng. civ., Luciana Melo, 29, eng. civ., mestranda de Engenharia de Materiais, e Camila Oliveira, 29 anos, eng. civil e diretora geral do Endeb, são quatro dos 40 voluntários que há três anos promovem eventos  que tratam sobre engenharia nos estados e em 2019 coordenam  a 1ª edição do evento em âmbito nacional.

Com o tema “Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade”, a produção do evento pode ser acompanhada no site endeb.com  e  da programação já fazem parte temas como  Startups, Investimentos, Empreendedorismo e  BIM (Building Information Model)  que pode ser traduzido para Modelagem da Informação da Construção), por exemplo.

Krüger acredita que a troca de experiências “enriquece o desempenho profissional”. Ele também destaca “a necessária renovação das lideranças da área tecnológica à frente de entidades e na participação da política classista”.

Incentivados pelos apoios que tem recebido e já com alguns palestrantes confirmados, entre eles  os engenheiros civis Joel Krüger, Fátima Có, e Paulo Guimarães, e o eng. mec.  Marco Aurélio Braga, respectivamente presidentes do Confea, do Crea-DF,  da Mútua, caixa de assistência, e  da Fenemi, Yago, Lucas e Luciana estão em Brasília de onde partem para outras capitais para visitar, principalmente,  instituições de ensino superior, buscando apoio e a participação de professores e estudantes da maioria dos estados.

Durante a reunião com Fabyola, os estudantes que moram em Minas Gerais, Goiás e Alagoas, também mantiveram contato com os conselheiros federais Zerisson de Oliveira Neto, eng. prod. mec. e Ricardo Araújo, além dos presidentes do Crea-PE, Evandro de Alencar Carvalho, e do Confea, Joel Krüger, engenheiros civis. 

Todos incentivaram a aproximação de gerações diferentes. Krüger acredita que a troca de experiências “enriquece o desempenho profissional”. Ele também destaca “a necessária renovação das lideranças da área tecnológica à frente de entidades e na participação da política classista”.
 
Fonte: Confea /Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea

Publicado em Notícias

Nos dias 10 e 11 de julho, acontecerá o Seminário Internacional de Inteligência Artificial (SIIA), organizado pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) e pela Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (MÚTUA), em Minas Gerais. O evento terá patrocínio do Sistema de Cooperativas de Crédito no Brasil (Sicoob), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge).

Em breve mais informações.

 

Minas Gerais sediará "Seminário Internacional de Inteligência Artificial"

Publicado em Notícias

Aprofundar o diálogo entre o setor produtivo nacional e o Congresso Nacional será o objetivo da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, instalada na tarde desta terça (9), na Câmara dos Deputados, com a presença de dezenas de parlamentares e de lideranças do Sistema Confea/Crea. Presidida pelo deputado federal engenheiro civil Leônidas Cristino (PDT-CE), a Frente é composta por 198 deputados federais e 15 senadores.

Para o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, o Congresso precisa participar do debate de temas estruturais relacionados à Engenharia brasileira, como a privatização dos setores elétrico e petrolífero. “São setores estratégicos para o desenvolvimento de todos os estados. São grandes empresas de engenharia brasileira, e não podemos perder os vetores fundamentais para a nossa estratégia de desenvolvimento. Apenas assim poderemos fazer com que o Brasil deixe de ser um país de gambiarras”.

Após convidar os parlamentares, sobretudo engenheiros, a participar do 10º Congresso Nacional dos Profissionais e da 76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, em Palmas-TO, em setembro,  e de justificar as ausências do presidente Francisco Almeida (Crea-GO) e Luiz Cosenza (Crea-RJ), em decorrência, respectivamente, de uma homenagem da Assembleia Legislativa e da enchente que avassalou a capital fluminense, Joel reiterou que “a engenharia está muito bem, o que está acontecendo é a falta de Engenharia. Por isso, temos problemas como os de manutenção dos nossos viadutos, incêndios como o do Museu Nacional ou o do Ninho do Urubu, no Flamengo”.

Segundo Krüger, paralelamente às questões estruturais do país, devem ser tratados ainda junto ao Congresso diversos projetos prioritários para o Sistema, relacionados, inclusive, na nova Agenda Legislativa para 2019, que pode ser consultada aqui . Entre outros, o presidente do Confea citou o PL 9818, “de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP) e com relatório da deputada Flávia Morais (PDT-GO), que corrige um equívoco constatado após a publicação da Lei que criou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU”. 

Ele também mencionou as emendas à Medida Provisória 873, que preveem a não obrigatoriedade de pagamento de anuidades aos conselhos profissionais. “A gente presta um serviço à sociedade brasileira, que é mantido pelos profissionais. Se extinguirmos essa anuidade, o próprio Estado brasileiro terá que promover essa manutenção. Assim, mantemos as nossas questões internas paralelamente a essa oportunidade de discutirmos os grandes temas nacionais e construirmos juntos o desenvolvimento nacional”, ponderou, destacando a expressiva participação dos representantes dos Creas, conselheiros e outras lideranças. “O desenvolvimento nacional passa obrigatoriamente pela engenharia, agronomia e geociências”, enfatizou.

Entre os presidentes dos Creas presentes (veja relação abaixo), Emanuel Mota, do Crea-CE, lembrou que o Sistema reúne cerca de dois milhões de profissionais registrados, além de milhares de empresas. “Isso deixa patente a necessidade de se investir em infraestrutura, a principal cadeia econômica do país, daí a importância da Frente. Todos os presidentes de Creas estão imbuídos nesse propósito de alavancar a engenharia nacional”, comentou.

Brasil sem gambiarras

A imagem das gambiarras também foi utilizada pelo presidente da Frente Parlamentar, Leônidas Cristino, para quem o país precisa de um projeto de desenvolvimento sustentável de longo prazo. “O Brasil não pode ter gambiarra, engenheiro não gosta de gambiarra. Não podemos ter saídas imediatistas e reducionistas como a venda da Eletrobras e da Petrobras, ícones da excelência da engenharia nacional. O Brasil necessita cada vez mais de engenheiros. Mãos à obra”, conclamou.

Leônidas Cristino exemplificou que problemas como a manutenção das obras de arte de engenharia e os que geraram a atual crise vivenciada pela cidade do Rio de Janeiro são um verdadeiro drama para o país e suas soluções passam pela engenharia. “Não existe manutenção dessas obras de arte no nosso país, temos que abraçar essa causa, caso contrário vamos perder a infraestrutura rodoviária e ferroviária. A Frente deve enfrentar esses problemas. Devemos promover debates tendo em vista o incremento do desenvolvimento nacional. Vamos trazer a engenharia para dentro do Parlamento”, disse, considerando também estratégico ampliar a representação da Engenharia no Congresso, hoje na ordem de 5,2% da Câmara, com 26 deputados federais e oito senadores (9,8%). 

 
                                                                      Veja as fotos  


“É patente essa relação entre infraestrutura e desenvolvimento. Todo o conjunto de fatores e serviços que compõem a infraestrutura econômica tem reflexos diretos nos arranjos espaciais e nos sistemas de logística, motores determinantes no processo de desenvolvimento econômico. Por diversos fatores, temos essa estrutura estrangulada, o que promove gargalos para o crescimento do país. Essa Frente tem o papel extraordinário como campo de aprofundamento para soluções de diversos problemas, como a Política Nacional de Segurança de Barragens, um drama para nós, nordestinos. Em 2017, só tínhamos 5,7 milhões de reais para ações de segurança nas barragens. E em 2019, após todos esses problemas, temos apenas 24 milhões, o que não é absolutamente nada”.

Segundo ele, as "gambiarras" da falta de um projeto de país também são caracterizadas pela atual ausência de políticas para o transporte hidroviário. “Proporcionalmente, é o mais econômico entre os modais, e temos que usar todos eles. Não estamos preparados para desenvolver nosso país nesse segmento. Nenhum governo teve um plano nacional de desenvolvimento com a infraestrutura olhando para a história”.

O deputado federal considerou ainda a importância de a Frente entrar nas discussões sobre as mudanças previstas na Lei de Licitações e questionou outras políticas em vigor e em tramitação no Congresso. “Precisamos chegar a 5% de investimento em infraestrutura, hoje estamos investindo 2%. Outros pontos são as iminentes privatizações da Eletrobras e da Petrobras. Não podemos aceitar isso. Temos que acompanhar esse patrimônio brasileiro. E ainda os impactos das emendas à MP 873/2019, que visam tornar facultativo o pagamento de anuidades dos conselhos profissionais”.


Parlamentares prestigiam cerimônia

A demonstração da importância da Frente pôde ser constatada pelo grande afluxo de parlamentares, que, em meio a uma pauta concorrida, prestigiaram a reunião de instalação. Entre outros, participaram da cerimônia, além do presidente da Frente, deputado Leônidas Cristino (PDT-CE), os vice-presidentes senador Cid Gomes (PDT-CE) e deputados federais Antônio Idilvan (PDT-CE), André Figueiredo (PDT-CE), Ricardo Izar (PP-SP) e José Aírton Cirilo (PT-CE) e os secretários-gerais deputados Rafael Motta (PSB-RN) e Leandre Dal Ponte (PV-PR). Também comparecerem os seguintes deputados: Flávia Ponte (PDT-GO), Paulo Ramos (PDT-RJ), Mauro Benevides Filho (MDB-CE), José Guimarães (PT-CE), Domingos Neto (PSD-CE), Aj Albuquerque (PP-CE), Moses Rodrigues (MDB-CE), Gustavo Fruet (PDT-PR), Júnior Mano (PR-CE), Eduardo Bismarck (PDT-CE) e Rubens Bueno (PPS-PR).

Para o senador Cid Gomes, a iniciativa privada “patina na insegurança, na dificuldade de o país ter políticas de financiamento que tragam retorno financeiro. O poder público federal não tem nenhum projeto para o país, apenas alguns projetos isolados que tangenciam as raízes dos problemas do Brasil. É preciso ter uma matriz fiscal razoável que libere a dinâmica pública. A agenda da Reforma da Previdência não pode ser colocada como a única alternativa para solucionar os problemas brasileiros, como a redução das taxas de juros. Isso dependerá do empenho de todo o setor produtivo. Enfrentados esses problemas, o caminho do desenvolvimento será por meio da infraestrutura, da engenharia nacional”.

Secretária-Geral da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, a engenheira civil Leandre Dal Ponte afirmou que luta para que seu mandato “traga soluções para os problemas que enfrentamos, para fazer o país se desenvolver. Essa Frente trará grandes resultados em torno desse trabalho sério encabeçado pelo presidente Leônidas Cristino. Tenho certeza de que cada um pode contribuir muito, pois vocês têm muitos conhecimentos a compartilhar com os parlamentares”. Ainda mais sintético, Ricardo Izar (PP-SP), um dos vice-presidentes da Frente, destacou: “Tudo o que a gente faz depende da engenharia. Estou aqui para ser mais um soldado na luta pela engenharia”.

A deputada Flavia Morais também demonstrou disposição em sua atuação na Frente. “Essa Frente terá vários pontos, como o projeto de alteração da Lei 8.666/1993. É importante que o segmento opine junto conosco para que possamos ter uma participação efetiva, em torno dessa atualização que precisa acontecer. Temos milhares de obras paralisadas por diversos fatores, e a Frente deve tratar disso para que possamos trazer soluções. Não podemos conceber que os recursos públicos fiquem parados em obras inconclusas”.

Vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, o deputado Antônio Idilvan, engenheiro civil e engenheiro de produção, considerou ser consenso que o Brasil precisa voltar a crescer. “O baixo crescimento do Brasil afeta logo a receita. Vivemos um bom tempo de superávit, e hoje nosso déficit voltou a patamares de 1996. E os bons projetos de investimento, a qualificação? Essa Frente é um movimento político que pretende colocar a infraestrutura no centro do debate. Nós engenheiros sabemos como essa cadeia produtiva é a principal responsável pela geração de empregos. O crescimento acontece no momento em que voltemos a empreender”.

Para o ex-ministro da Comunicação André Figueiredo (PDT-CE), também vice-presidente da Frente, o grupo tem a responsabilidade de pautar assuntos como os elencados pelo deputado Leônidas, em relação a recursos para os modais de transporte. “Essa reunião atinge seu intuito pela representatividade de todos os Estados do Brasil, pela participação dos Creas e dos parlamentares. Mas temos que mostrar que o Brasil passa por um processo de dilapidação do seu patrimônio, como nessa venda da TAG, da Petrobras. Se formos levar em consideração outras estruturas, precisamos também pensar a matriz de telecomunicações. Ainda temos locais acessados exclusivamente por meio do rádio. O mundo está investindo na tecnologia 5G, e o Brasil precisa também discutir a infraestrutura tecnológica para que possamos promover o desenvolvimento nacional”.

Engenheiro civil, José Aírton Cirilo (PT-CE) considera que estamos atravessando “um momento de reflexão e também de ação. Se não tivermos uma articulação muito forte, vamos ter prejuízo em diversos setores. Por isso a importância dessa Frente, que tem uma representatividade muito grande.  O DNOCS, por exemplo, está morrendo à míngua, e acho que cabe a nós melhorar a distribuição orçamentária para esses órgãos importantes e para a infraestrutura em geral do país, como em relação à manutenção de rodovias, buscando equacionar a distribuição de recursos para a infraestrutura do país. Nós podemos contribuir com esse debate, inclusive convocando as lideranças do governo para discutir esses problemas e para que nos tornemos um país de que nos orgulhemos”.

Já o deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) enfatizou que “a engenharia precisa sim ser discutida. Por isso, acredito que essa Frente pode tentar interferir para dar o rumo para o nosso país. Deposito grande parte da minha esperança na engenharia nacional e me coloco à disposição para que tenhamos um projeto verdadeiramente nacional, onde a engenharia brasileira tenha o seu destaque”.



Representantes de Entidades presentes ao lançamento da Frente 


•    Eliseu Augusto de Brito, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros de Pesca do Brasil (FAEP)

• Luciana Dutra de Souza, presidente da Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes (Anetrans)


•    Kleber Santos, presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab)


•    Carlos Mingione, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco)


•    Geraldo Augusto Rocha Lima, superintendente da Associação Nacional de Empresas de Obras (Aneor)

• Wilson Lang, presidente do Instituto  Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape)


Conselheiros federais presentes à reunião


•    Eng. eletric. Edson Delgado (Vice-Presidente do Confea)

•    Eng. ftal. Laércio Aires dos Santos

•    Eng. agr. Luiz Antonio Lucchesi

•    Eng. civ. Ricardo Araújo

•    Eng. mec. Ronald do Monte

•    Geol. Waldir Duarte

•    Eng. Prod. Mec. Zerisson Oliveira Neto

Presidentes de Creas presentes à reunião

•    Eng. civ. Antônio Carlos Aragão (Crea-PB, coordenador do Colégio de Presidentes)

•    Eng. agr. Carminda Dias (Crea-AC)

•    Eng. civ. Afonso Lins (Crea-AM)

•    Eng. civ. Luís Edmundo Campos (Crea-BA)

•    Eng. civ. Emanuel Maia Mota (Crea-CE)

•    Eng. civ. Maria de Fátima Có (Crea-DF)

•    Eng. civ. Lucio Fernando Borges (Crea-MG)

•    Eng. civ. Carlos Milhomem (Crea-PA)

•    Eng. civ. Evandro Alencar (Crea - PE)

•    Eng. civ. Ricardo Rocha de Oliveira (Crea-PR)

•    Eng. civ. Ana Adalgisa Dias (Crea-RN)

•    Eng. ftal. Carlos Xavier (Crea-RO)

•    Eng. agr. Wolney Costa Parente Júnior (Crea-RR)

•    Eng. civ. e Seg. Trab. Alice Scholl (Exercício da presidência do Crea-RS)

•    Eng. agr. Ari Neumann (Crea-SC)

•    Eng. agr. Arício Resende (Crea-SE)

•    Eng. telecom. Vinicius Marchese (Crea-SP)

•    Eng. civ. Marcelo Costa Maia (Crea-TO)




Fonte: Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

Fotos: Marck Castro/Confea

Instalada a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional

 

 

Publicado em Notícias
Página 1 de 6