2 de julho é feriado na Bahia e também é dia de celebrar, nas ruas, a expulsão dos portugueses do estado, em 1823. No dia de hoje, milhares de baianos ocupam as ruas de Salvador para lembrar esta data. Embora D. Pedro I tenha proclamado a independência do Brasil no dia 7 de setembro de 1822, o exército português ainda dominava o território baiano. A partir daí, foram instauradas inúmeras batalhas até que, em 2 de julho de 1823, os portugueses acuados por terra e mar decidem abandonar a cidade. “Mais do que celebrar a independência da Bahia e do Brasil, relembramos a luta das mulheres por liberdade e direito de ocupação de espaço, através da história de heroínas nacionais como Maria Felipa, Maria Quitéria e Joana Angélica”, afirmou a engenheira, coordenadora do Coletivo de Mulheres Engenheiras “Maria Quitéria” e vice-presidente do Senge-BA, Márcia Nori.

As mulheres tiveram um papel fundamental no processo, e muitas se destacaram nas batalhas e na ajuda aos soldados, como Maria Felipa, Maria Quitéria e Joana Angélica. A freira Joana Angélica abrigou soldados baianos no Convento da Lapa e foi assassinada pela tropa portuguesa ao tentar impedir sua entrada. Já Maria Felipa foi uma mulher negra que liderou um grupo de mulheres que apos seduzirem e enganarem os portugueses, queimaram suas embarcações e conseguiram derrubar um enorme número de soldados. Maria Quitéria lutou, inicialmente disfarçada de soldado, nos campos de batalha da luta pela independência pois esta função era restrita a homens. Para isso, ela vestiu a roupa do cunhado e se apresentou como tal, ao Regimento de Artilharia, com a ajuda da irmã. Após ter seu feito revelado pelo pai que defendia que seu lugar era em casa, teve a sua permanência solicitada devido a sua bravura.
Inspiradas na história de Maria Quitéria, as engenheiras baianas deram seu nome ao Coletivo de Mulheres do Senge.

Por Camila Marins

Foto: Divulgação

Na Bahia, engenheiras participam de cortejo que celebra expulsão de portugueses

 

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Pelo segundo ano consecutivo, a Regional do Senge em Campo Mourão protagonizou um importante evento de formação e reflexão sobre a realidade das mulheres. Na noite de sexta-feira (13/04), a conferência “Desate o nó que te prende. Denuncie o assédio!” reuniu profissionais de diversos ramos da engenharia, estudantes universitários e integrantes de outras categorias de trabalhadores, vindos diferentes municípios da região.

O evento debateu o combate às formas de assédio contra as mulheres, com palestras de Simone Baía, engenheira química diretora da Mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e de Nanci Stancki da Luz, matemática, advogada, pós-doutora em Política Científica e Tecnológica pela Unicamp e coordenadora de pós-graduação na UTFPR.

Na abertura do evento, a diretora-geral da Regional do Senge em Campo Mourão, Losani Perotti, reforçou a necessidade de se enfrentar o assédio no cotidiano, no ambiente de trabalho e fora dele. “O assédio é uma realidade, é uma violência que as mulheres sofrem no dia a dia”, disse a engenheira agrônoma.

Mary Stela Bischof, representante do Coletivo de Engenheiras do Senge Paraná e do Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge), também esteve na mesa de abertura do evento. A engenheira agrônoma e integrante da diretoria do Senge PR lembro que as mulheres já são maioria em alguns cursos de engenharia, no entanto, ainda são minoria no mercado profissional e ganham menores salários.

“No poder público, entramos com os mesmos salários, mas ao longo da nossa carreira profissional poucas mulheres acessam cargos de gerência que tenham ascensão profissional e por isso a média dos nossos salários fica menor”. E propôs: “Vamos nos juntar, vamos nos informar, vamos discutir de igual para igual com os nossos colegas engenheiros. É uma luta que não é só das mulheres, é de toda a sociedade”.

A disparidade no número de homens e mulheres nas entidades de representação da engenheira foi a tônica do pronunciamento da engenheira agrônoma Marcia Helena Laino, representante do Coletivo de Mulheres do Crea-PR na mesa de abertura: “Nós temos 101 conselheiros no Crea, só 12 são mulheres. Nós temos 126 inspetores no Paraná, só 24 são mulheres. Coordenadores dos cursos de faculdade de engenharia nós temos 261, só 56 são mulheres. Das 65 entidades de classe, apenas 7 mulheres ocupam cargo de presidente”.

O Coletivo foi criado em 2017, com o objetivo de empoderar e aumentar a participação da engenheiras no Crea-PR. “Nós não queremos competição, ninguém é melhor do que ninguém, nós trabalhamos muito bem com os homens, nos damos muito bem. Mas queremos igualdade de oportunidade e aumentar a nossa representatividade”, garantiu a engenheira.

Invisíveis na história

Por meio de uma linha do tempo, a engenheira química Simone Baía iniciou sua palestra apresentando marcos históricos sobre as mulheres no mundo da engenharia. No Brasil, os séculos de proibição do acesso à educação básica e à universidade fizeram com que a primeira engenharia pudesse de formar apenas em 1919. A primeira lei que permitiu o acesso de nível superior às mulheres foi em 1879.

“A gente tem aqui um tempo morto imenso. A gente levou muito tempo pra chegar até aqui. Imagina pra essa mulheres como foi serem as primeiras, os desafios que enfrentaram”, disse a sindicalista, se referindo a primeira engenheira formada. “Nunca é uma luta fácil, de uma hora pra outra. Nada pra mulher é de repente, tudo é com muito luta”, ponderou a engenheira.

Simone Baía ressalta que, das inúmeras mulheres engenheiras que contribuíram para o desenvolvimento do Brasil, poucas são as que tiveram a memória resgatada. “Essa nossa história não é contada, está invisibilizada”, garante a engenheira.

Do cerceamento ao acesso à educação e à invisibilidade histórica, Simone passou para as formas de assédio atuais, que afastam as mulheres os espaços de participação e também constrangem o ambiente de trabalho.

Para além do assédio sexual, a engenheira listou assédios naturalizadas no dia a dia: interrupções à fala das mulheres, tentando impedir a continuidade da fala ou falando mais alto; apropriação intelectual das ideias e projetos das mulheres, explicação de assunto óbvio, foram alguns dos exemplos apontados.

Como eu gostaria de ser tratada/o?

A professora Nanci Stancki da Luz classificou o assédio como um tipo de violência, um “grave problema social”, com impactos profundos e consequências perversas para o assediador e para a assediada. “As pessoas pegam nas mulheres, passam a mão, se acha no direito de você estar andando e ir te abraçando como se aquilo fosse bom, sem você permitir. É um corpo que nessa sociedade machista se torna público”.

Ela pondera que o agressor pode ser qualquer pessoa, que pode ser bastante próxima da vítima e com algumas características específicas: “É uma pessoa que talvez tenha esse senso grandioso da sua própria importância, tem a discussão do sucesso ilimitado, e especial e singular, tem excessiva necessidade de ser admirado, pensa que tudo é devido a ele, não tem empatia”.

Para exemplificar as práticas de assédio moral, Nancy apontou a intimidação, afrontas verbais, tratamento abusivo, posturas injustas, comentários negativos, rebaixamentos, imposição de inatividade, isolamento, cobrança abusiva, ameaça de dispensa. Para além de uma ação individual, cometido por uma pessoa, o assédio pode ocorrer por parte de uma instituição, quando a forma de gestão da empresa é abusiva, atingindo todos os trabalhadores.

A professora adota como a abordagem dos Direitos Humanos para propor novas relações sociais, baseadas na compreensão de que os seres humanos são todos iguais, independente das suas identidades: “Eu tenho que eliminar as representações negativas que eu tenho do outro. Todo o dia eu me pergunto onde está o meu racismo, onde está o meu machismo, onde está a minha homofobia”, sugere.

Como educadora, Nancy vê como saídas a prevenção e a humanização das relações de trabalho. Para a matemática a empatia é essencial ao ser humano e para relações sociais sem assédio. “Se nós não temos a capacidade de nos humanizar e de nos colocarmos no lugar do outro, nós não conseguimos ter uma sociedade justa e solidária. Ou seja, quando eu grito com alguém, quando eu humilho alguém, eu tenho que saber me colocar no lugar do outro. Eu gostaria de ser tratado da mesma forma? Eu posso desejar aquele tratamento para mim mesmo?”, questiona.

Homenagem a Marielle Franco

A conferência também prestou uma homenagem a vereadora carioca Marielle Franco (PSoL-RJ), brutalmente assassinada no dia 14 de março. Com um vídeo e uma poesia, as organizadora do evento trouxeram a memória de uma mulher que tornou-se símbolo nacional da luta por justiça, pelo fim do extermínio da juventude negra e da violência contra as mulheres.


“É com tristeza lembramos que hoje está completando 30 dias que uma guerreira tombou. Uma mulheres, negra, bissexual, moradora de comunidade, que lutava pelo que? Pelos direitos das mulheres também, pelo direito dos negros, das pessoas LGBTI, pelos direitos humanos. Executaram a Marielle, mas não destruíram as ideias, a força, a luta que ela ainda representa. Isso nos entristece, mas ao mesmo tempo mostra que nós precisamos seguir, que precisamos cada vez mais nos empoderar e lutar para mudar essa situação e criar forças”, disse a diretora-geral da Regional Campo Mourão, Losani Perotti.

Ao longo da programação também houve a encenação do monólogo “A Moça Tecelã”, de Marina Colassanti, com a atriz Valéria Santos, do Grupo Trapos de Campo Mourão .

Estudantes de engenharia presentes

Erica Vieira e Claiton Mendes Viel, ambos com 20 anos e estudantes de Engenharia Têxtil da Universidade Estadual de Maringá (UEM) campus Goioerê, estavam entre o público da conferência. Os dois avaliaram positivamente o evento: “O evento foi enriquecedor, porque não tinha essa visão sobre o poder feminino na faculdade, nunca foi discutido sobre o assunto lá dentro. Então mudou muito a minha visão sobre o que realmente acontece dentro de uma empresa e das dificuldade que as mulheres enfrentam”, avaliou Erica.


Já para Claiton, o debate se relaciona com a realidade que ele mesmo enfrenta: “Agregou muito, não ao que eu já pensava com relação à igualdade, mas com relação a mim, porque é o que eu passo também no dia a dia, pelo fato de eu ser homossexual. A maioria tem um poder de voz e a gente se retrai, não quer falar”.

A estudante de Engenharia de Produção Agroindustrial da Unespar de Campo Mourão, Emylly Karolyne Pereira, comentou sobre a ampliação do entendimento acerca do assédio moral: “A gente pensa que o assédio é só o assédio sexual, de tentar coagir, obrigar a pessoa, no fim acabei descobrindo que vai muito além disso. É a violência psicológica, uma série de fatores que a gente nem se liga, que acontecem todos os dias e passa despercebido porque é tão impregnado na sociedade que a gente não pra pensar e acaba sendo naturalizado”.

As palestras sobre assédio e violência contra as mulheres a fez voltar à primeira lembrança de homofobia que sofreu, na 5ª série, quando ainda não assumia a homossexualidade. “As pessoas falavam ‘aquela menina você não pode chegar perto porque ela é lésbica’, foi quando eu senti a primeira exclusão. Mas eu senti ao longo da vida. E na faculdade fica um pouquinho mais aguçado porque é no sentido de ‘nem vou fazer trabalho com essa menina’, coisa do tipo. [...] Hoje eu falo sem vergonha alguma que eu sou LGBT, porque a gente não tem que ter vergonha de quem a gente é, as pessoas que tem que se sentir envergonhadas de ter preconceito, porque preconceito é uma roupa que a gente não deve vestir, é algo que não cabe”, relata a jovem.

Participações e agradecimentos

Losani Perotti agradeceu a todos os presentes pela participação, o esforço das palestrantes em irem até Campo Mourão para participar da Conferência, e também a dedicação da secretária da Regional, Edir Botelho, na realização do evento: “Se não fosse o empenho, toda a dedicação da Edir, nós não estaríamos aqui. Então, deixo meu agradecimento a todas essas mulheres valorosas e guerreiras”.

Estiveram presentes na Conferência Egmar Amorim Maciel Souza, presidente da Associação dos Engenheiros Civis e Arquitetos de Campo Mourão; o engenheiro Sérgio Inácio Gomes, diretor-geral da Regional do Senge em Maringá; Vilma Terezinha Souza Pinto e Silvana Aparecida Lopes, integrantes da APP Sindicato de Campo Mourão; Nivalda Sguissardi Roy, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e Região; Elisangela Gonçalves Taques, diretora da Regional do Senge em Londrina, Isabela, Senge Jovem de Londrina, professor Cícero Pereira de Souza, vereador do PT em Campo Mourão.

Texto e fotos: Ednubia Ghisi, jornalista do Senge/PR

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Conferência em Campo Mourão debate o combate ao assédio contra mulheres e homenageia Marielle Franco

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No dia internacional da mulher (8/3), o Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Engenheiros no Estado da Paraíba (Senge-PB) promoveu um debate sobre violência contra a mulher. Ministrada pela delegada da mulher, Wládia Holanda, a palestra trouxe dados alarmantes. “Na Paraíba, em 2018, 21 mulheres foram assassinadas, estando o nosso estado no ranking da violência. Os índices são assustadores e debates como este provocam a reflexão e contribuem para ações de prevenção e denúncia”, apontou a engenheira e diretora da Fisenge, Giucelia Figueiredo. Dados da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do Tribunal de Justiça da Paraíba registram 12 mil processos relativos a violência contra a mulher em tramitação. Em entrevista ao "Portal Correio", a delegada enfatizou a importância de não banalizar a violência contra a mulher: “O primeiro passo é a denúncia para romper esse ciclo que também envolve outras pessoas”, afirmou. A engenheira e coordenadora do Coletivo de Mulheres, Virgínia Barroca, alertou que a violência atinge todas as mulheres, independentemente de classe social. “As engenheiras convivem diariamente com assédios, seja em canteiros de obras ou no mercado de trabalho. Muitas mulheres, quando bem-sucedidas, são agredidas pelo próprio companheiro em casa. Levamos o diálogo para que possamos ajudar a diminuir essa incidência da violência”, disse.

Na Paraíba, engenheiras debatem violência contra a mulher

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“Não é não!” Este é um dos temas da campanha nacional de combate ao assédio contra mulheres no carnaval. Durante este período, cenas de assédio e violência contra a mulher acontecem com maior frequência, sob a justificativa de “vale tudo nessa época do ano”. Com o objetivo de desmistificar algumas situações, O Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros lança, no dia 6/2, ilustrações e uma história em quadrinhos sobre o tema. Um dos objetivos é alertar pedagogicamente os homens sobre a importância do consentimento da mulher e sobre práticas machistas. “Os casos de violência e assédio contra mulheres, durante o carnaval, aumentam muito. Nosso objetivo é fortalecer a rede de solidariedade, apoio e luta de diferentes grupos de mulheres em todo o Brasil e também pressionar por uma resposta do poder público que, muitas vezes, naturaliza tais práticas”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira química, Simone Baía, que ainda destacou: “Precisamos falar sobre consentimento e isso significa que a decisão é da mulher e os nossos corpos não podem ser tratados como públicos. Exigimos respeito e direitos”.

A campanha ganhou força nas ruas de cinco estados por meio da distribuição de tatuagens com os dizeres “Não é não” e também por meio da entrega de leques com informações sobre consentimento e locais de denúncia, promovida pela Comissão da Mulher da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em Belo Horizonte, os blocos Alô Abacaxi, Garotas Solteiras, Bruta Flor, Acorda Amor e É o Amô são parceiros do projeto “Não é não”. Em São Paulo também é realizada a distribuição de tatuagens.

Em Pernambuco, aconteceu, em 2017, a iniciativa #AconteceuNoCarnaval e, em 2018, houve o lançamento de uma ferramenta para receber relatos (https://www.aconteceunocarnaval.meurecife.org.br/). Em Vitória (ES), a Prefeitura lançou as campanhas “Depois do não é tudo assédio” e “Fantasia não é convite.

Em casos de violência e assédio durante o carnaval, disque 180 ou procure uma Delegacia da Mulher.

Engenheiras lançam campanha de combate ao assédio no carnaval

Engenheiras lançam campanha de combate ao assédio no carnaval

Engenheiras lançam campanha de combate ao assédio no carnaval

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O Coletivo de Mulheres da Fisenge lançará, no dia 6/9, o primeiro Compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia”, que reúne a trajetória da personagem protagonista das histórias em quadrinhos, publicadas desde 2013  pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). O livro tem como objetivo afirmar a importância da organização das trabalhadoras e dos trabalhadores e do empoderamento das mulheres. O lançamento acontecerá durante o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), em Curitiba (PR).

“A iniciativa tem o caráter pedagógico de mostrar situações de assédio e violências, não apenas nas questões da engenharia, como em toda a sociedade. As histórias são pontes de diálogo entre as pautas identitárias e as pautas históricas como o combate à LGBTfobia, racismo, etarismo, machismo, e também sobre o combate às privatizações, o desmonte do Estado brasileiro e os ataques à engenharia nacional”, declarou a diretora da mulher da Fisenge e engenheira química, Simone Baía. 

Em novembro de 2016, o projeto Engenheira Eugênia ganhou o 1º lugar, na categoria cidadã em comunicação sindical, do Prêmio de Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). A Fisenge recebeu uma estatueta inspirada no “Cilindro de Ciro” e um prêmio de R$ 10 mil.

“A Fisenge investe na comunicação sindical como um dos pilares estratégicos de sua organização. Nós, mulheres, nos apropriamos das novas formas de comunicação para pautar questões de gênero e de toda a sociedade e, principalmente, promover empoderamento, pertencimento e visibilidade dos direitos das mulheres e o avanço da luta de todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores”, disse a diretora Simone Baía.

Coletivo de Mulheres da Fisenge lançará compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia”

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Hoje (28/6) é uma data que marca a memória da “Rebelião StoneWall”. O movimento aconteceu nos EUA, em 1969, com o objetivo de protestar contra a invasão e as ações truculentas da polícia norte-americana no bar StoneWall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village. O movimento LGBT organizou uma marcha histórica de denúncia das violações de direitos humanos e também em protesto à violência e à discriminação. De acordo com a engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, ainda hoje, principalmente no Brasil, a população LGBT ainda não tem acesso a uma série de direitos, como saúde integral, segurança pública, emprego, educação. “Discriminação por orientação sexual e identidade de gênero no local de trabalho deve ser denunciada nos sindicatos e é fundamental que sejam incluídas cláusulas afirmativas e também instrumentos de coibição de discriminação de gênero e orientação sexual em seus acordos e suas convenções coletivas”, afirmou Simone, lembrando que, por exemplo, podem ser incluídas cláusulas que incluam os companheiros e as companheiras homoafetivos nos benefícios e também o respeito ao nome social de pessoas trans nos locais de trabalho. Outro ponto destacado por Simone é o acolhimento de pessoas LGBTs nas entidades sindicais. “Ainda é preciso um exercício pedagógico para erradicar reproduções de narrativas LGBTfóbicas e também o estímulo às políticas de inclusão de pessoas LGBTs”, declarou.

O Coletivo de Mulheres da Fisenge publica histórias mensais sobre gênero, por meio do projeto Engenheira Eugênia, e já publicou uma história em quadrinhos sobre transfobia, sobre o Estatuto da Família e combate à LGBTfobia. Confira abaixo:

Engenheira Eugênia debate sobre o Estatuto da Família

Engenheira Eugênia combate transfobia nos espaços

Engenheira Eugênia conversa com a filha sobre respeito à famílias homoafetivas

Texto: Camila Marins

 

 

 

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Brigas em redes sociais, em grupos de famílias e nos lares são comuns envolvendo questões sobre machismo e outras formas de opressão. Na casa da engenheira Eugênia não é diferente. Seu irmão desqualifica a atuação política de mulheres parlamentares. E a primeira a questionar esse comportamento é sua filha pré-adolescente. “O machismo deve ser combatido em todos os espaços e também nos espaços de convivência coletiva em família. Assim, teremos filhas e filhos comprometidos com um mundo melhor orientado pela igualdade e generosidade”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira química Simone Baía. 

Engenheira Eugênia combate machismo na família

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Foi lançada, no dia 24/11, uma história em quadrinhos sobre os principais efeitos da PEC 55, que propõe o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos. Esta é uma iniciativa do Coletivo de Mulheres da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros). De acordo com a engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, os quadrinhos têm o objetivo de dialogar com o conjunto da categoria e ampliar para a sociedade. “Se aprovada, a PEC irá atingir setores estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do país. Ciência e tecnologia que, historicamente, já tinham orçamentos baixos, agora serão áreas ainda mais rebaixadas. Isso significa que vamos depender de outros países para produção de vacinas, alimentos seguros, telecomunicações, entre outros setores”, pontuou. A engenharia será uma das profissões mais afetadas, pois além de promover o fim do ganho real no Salário Mínimo Profissional, também irá impulsionar demissões em massa, diminuição da produção científica e tecnológica e perda de direitos. “Esse é um cenário grave para homens e mulheres. Hoje, o mercado financeiro mantém seus lucros altos e não existe uma política de reforma tributária com taxação de grandes fortunas, por exemplo. O povo brasileiro não pode pagar pela crise”, concluiu Simone. A história faz parte do projeto “Engenheira Eugênia”.

Coletivo de Mulheres Engenheiras lança história em quadrinhos sobre PEC 55

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Engenheiras e engenheiros capixabas lançam Coletivo de Mulheres

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo (Senge-ES) instituiu seu Coletivo de Mulheres no dia 19 de outubro, Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama. A efetivação do órgão busca ampliar a participação das profissionais nas atividades sindicais, aprimorar políticas de gênero nas instâncias de decisão e negociações coletivas e, sobretudo, atuar por uma sociedade e um mundo do trabalho mais igual.

O lançamento representa um salto na política de gênero para as engenheiras no Estado e marca a programação especial do Senge-ES neste Outubro Rosa. O evento foi realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-ES).

O presidente do Senge-ES, engenheiro eletricista Ary Medina Sobrinho, falou da necessidade de adequar as ações sindicais à contemporaneidade. “O número de mulheres engenheiras é muito grande e elas ainda são muito pouco representadas nas ações sindicais e mesas de negociação. Queremos que as mulheres venham participar dos debates dentro da sociedade e nas nossas ações”, frisou ele.

A representante do Senge-ES no Coletivo de Mulheres da Fisenge, engenheira Lúcia Helena Vilarinho Ramos, lembrou que o lançamento é apenas o primeiro passo no desenvolvimento de ações pela igualdade de gênero em nível estadual. “O Coletivo de Mulheres objetiva motivar a participação do Sindicato dos Engenheiros nas questões de gênero. Estava na hora de constituirmos o Coletivo aqui no Espírito Santo”, disse Lúcia Helena.

Capilaridade

A instituição do Coletivo de Mulheres do Senge-ES é primordial na capilaridade das ações de igualdade de gênero já consolidadas na Federação Interestadual dos Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), que iniciou a efetivação de sua Diretoria da Mulher ainda em 2005. A diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, frisou a importância dos Sindicatos desenvolvam suas políticas e ações de gênero nos Estados. “Não basta criar o Coletivo de Mulheres, tem que efetivar e fazer as ações. É maravilhoso saber que o Espirito santo finalmente conseguiu passar para próxima etapa, ter sensibilidade dos dirigentes para importância desse instrumento. A politica nacional está traçada, nos estados cabe aos coletivos regionais ver o quais são as prioridades. As questões de gênero não são da mulher, são da sociedade”, disse.

Engenheiras e engenheiros capixabas lançam Coletivo de Mulheres

Lançamento

No evento, Simone também apresentou a animação “Lei é para ser cumprida”. O vídeo foi exibido no lançamento do Coletivo e conta com a personagem Engenheira Eugênia, que é protagonista de histórias em quadrinhos publicadas há mais de três anos pela Fisenge.

Vozes da igualdade

Uma série de palestras marcaram o lançamento do Coletivo de Mulheres. A desembargadora Federal do Trabalho, Maria Francisca dos Santos, discorreu sobre a evolução da legislação de gênero no Brasil. “A história é contada por homens”, explicou. “As policias sindicais ainda não são do tamanho das mulheres”, complementou Maria Francisca, que usou até de poesia para mostrar os desafios das mulheres no decorrer da historia e na contemporaneidade.

O vice-presidente da Fisenge, Roberto Freire, falou sobre a necessidade de atualização nos quadros e ideias sindicais e da sociedade pela igualdade de gênero. “O lançamento do Coletivo de Mulheres no Espírito Santo é um passo importante que deve ser seguido pelos sindicatos de todos os Estados. As mulheres são mais de 50% da população e não ocupam este mesmo perceptual nas áreas de lideranças. Temos que buscar essa igualdade”, afirmou ele.

Já a ex-vice presidente do Senge-ES, Margareth Saraiva, falou sobre  a importância e participação das engenheiras na retomada do movimento sindical. “Hoje temos um novo sindicalismo, uma nova mulher e um novo homem”, afirmou Margareth, fazendo alusão aos novos formatos familiares e do mundo do trabalho. O presidente do Crea-ES, engenheiro Helder Carnielli, defendeu maior participação das mulheres em toda sociedade, nos campos profissionais e de tomada de decisão, bem como nos conselhos técnicos.

Continuidade

O lançamento do Coletivo complementa ações pela igualdade de gênero já iniciadas pelo Senge-ES. Além de organizar eventos para discutir o assédio moral, no ano passado o Sindicato dos Engenheiros aderiu ao movimento da Organização das Nações Unidas (ONU) pela igualdade de direitos e oportunidades de homens e mulheres intitulado #ElesPorElas. Veja mais fotos do evento

Engenheiras e engenheiros capixabas lançam Coletivo de Mulheres

Fonte: Senge-ES

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Mulheres batem um bolão na abertura da 3ª Copa Senge-RJ de Futebol Society

Caio Barbosa

Na manhã de sol do último sábado (15), a bola rolou pela primeira rodada da 3ª Copa Senge - RJ de Futebol Society. O tradicional torneio nesse ano conta com novidades: duas equipes femininas inscritas. Nas últimas edições da Copa somente houve adesão entre os engenheiros. Porém, as engenheiras e outras profissionais agora pedem passagem para mostrar toda habilidade com a bola. No sábado antes da primeira rodada masculina, aconteceu o jogo inaugural entre os dois times formados por mulheres, um verdadeiro show de garra e disposição. Logo em seguida ao jogo feminino, foram realizadas as quatro primeiras rodadas da competição, que é disputada no campo da Associação Atlética Light, no Grajaú.

A cada ano que é realizada a Copa Senge - RJ de Futebol Society, o evento se consolida como uma ferramenta democrática e integradora na categoria dos engenheiros e engenheiras. Nesta edição são mais de 200 profissionais que se confraternizam durante o torneio. Para além das 12 equipes masculinas, o destaque desse ano são as mais de 36 mulheres que se inscreveram para montar as duas equipes femininas.

Esse número expressivo de atletas e a mobilização das engenheiras chamam atenção da diretora do Senge-RJ, Maria Virgínia que destaca a garra das engenheiras em quebrarem os preconceitos, primeiro dentro da profissão e depois no campo, dois espaços de predominância dos homens. “As engenheiras já deram o primeiro passo na vida, ter uma profissão nitidamente masculina, são mulheres acostumadas a enfrentar esse mundo masculino”, destaca Virgínia durante o jogo inaugural da Copa.

Uma das atletas que participou do jogo, foi Gabriele Calcado, engenheira civil que demonstrou total empolgação com os jogos “É a primeira vez que participo desse tipo de evento, achei fantástico para quebrar o preconceito sobre as mulheres tanto na profissão como no futebol. Ótimo também para interagir com as colegas de profissão”, afirmou a engenheira após a partida, durante o famoso terceiro tempo.

Apoio olímpico para valorizar o futebol feminino
Além da busca por mais espaços dentro da categoria, a participação das mulheres na 3ª Copa Senge - RJ, valoriza indiretamente o futebol feminino no país. Nesta edição serão dois times, “Integradas” e “Derivadas” formados por engenheiras e outras profissionais convidadas. Uma delas é Carol, estudante de fisioterapia convidada pela sua irmã para participar. Para ela é fundamental esse tipo de evento na tentativa de acabar com o machismo e valorizar cada dia mais o futebol feminino. Nesse mesmo sentimento, o Senge - RJ convidou a ex-atleta olímpica, Mariza Pires Nogueira, para ser treinadora de um dos times do torneio “Tenho 4 cursos profissionais de técnica de futebol, e abracei o convite, por acreditar na vontade das meninas, quero com a minha experiência ajudar a organizar esse torneio”, comenta Mariza ao falar dos seus 35 anos de envolvimento com esporte e sobre alegria de ajudar as engenheiras, numa luta de valorização do futebol feminino, algo que a ex-jogadora e atualmente técnica sabe o quanto é difícil.

Os atletas do torneio masculino também se empolgaram com a participação das mulheres. Carlos Peçanha, engenheiro de petróleo participou de todas as edições da Copa Senge – RJ avaliou que “O evento vem crescendo e ganhado credibilidade, agora na terceira Copa com a inclusão das mulheres é muito importante. Para que tenhamos espaços para homens e mulheres jogarem”, ele ainda destaca “o futebol feminino no Brasil tem muito para crescer, tem muitas jogadoras com talento e já podemos ver isso aqui”.

Integração cultural e política
Jorge Antônio diretor de eventos do Senge - RJ, acredita que a Copa vem cumprindo seus objetivos que é ser uma articulação profissional, técnica, política e cultura “A ideia central é aproximar os profissionais que estavam longe do sindicato. E agora esse ano a novidade é adesão das mulheres” ele comenta que até a “grande final” haverá em todas as rodadas jogos das equipes femininas, “Serão 4 jogos das mulheres neste campeonato, e a consequência natural é que no próximo ano, tenhamos um torneio somente delas”. Essa também é a torcida de Karine Priscila, engenheira que participa do torneio “Estamos tendo encontros semanais, e vamos ter outros jogos até o encerramento do torneio. E quem sabe nas próximas Copas, não fazemos um campeonato só para as meninas”.

A integração dos atletas também atinge o torneio masculino, o exemplo é que nesse ano a equipe Time Livre, formado por profissionais do TCU participar do torneio. Leandro é jogador da equipe e destacou que o objetivo maior não é ser campeão “Todos querem ganhar o título, mas no meu modo de ver é secundário, o importante é fazer novos amigos e confraternizar”. Ele também acha importante a participação das mulheres, “É muito bom ver as meninas jogando futebol é uma interação muito boa, elas ficam mais amigas, é um espaço importante para todos”.

Nesse sábado além do jogo das mulheres, ocorreu os quatro primeiros jogos das chaves masculinas da Copa. A 3ª edição do torneio é disputada no campo da Associação Atlética Light, aos sábados pela manhã. A final do torneio será no dia 26 de novembro, com um churrasco de confraternização entre os jogadores e jogadoras.

Fonte: Senge-RJ

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