Foi lançada, no dia 2/5, no Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a Frente Parlamentar em Defesa das Cidades e das Engenharias. O colegiado vai tratar de temas e projetos da Engenharia, promovendo e ampliando ações e debates na Casa Legislativa sobre a questão urbana, sob a perspectiva de defesa do direito à cidade, dos direitos humanos e sociais, bem como, na defesa das categorias profissionais.

De acordo com a proponente da Frente, deputada estadual Maria Del Carmem, os profissionais têm um papel importante na formação de políticas públicas voltadas a luta urbana. Na ocasião, a parlamentar parabenizou os 85 anos do Crea-BA. “Acreditamos que a cidade deve ser pensada de forma ampliada e multidisciplinar e o nosso desafio é fazer a discussão do direito à cidade e fazer com que a temática não assuma caráter temporário”, afirma.

Para o engenheiro civil e presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), Ubiratan Félix, o Estado tem papel fundamental como indutor do desenvolvimento econômico e social, além de regulador dos conflitos sociais. “Apesar da demanda por obras de infraestrutura urbana e rural, há um grande número de profissionais desempregados e/ou subempregados. É fundamental que o Estado elabore uma política que consiga utilizar este imenso contingente de profissionais no atendimento das necessidades por moradia, transporte e saneamento da população brasileira”, conclamou Ubiratan que também é vice-presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge).

Convidado para explanar sua experiência como presidente da Frente Parlamentar pela Reforma Urbana, o deputado federal por São Paulo, Paulo Teixeira, tratou sobre a política urbana brasileira e ressaltou a importância da Engenharia e Arquitetura. Citou o trabalho desenvolvido em favor da luta urbana pelo deputado Zezéu Ribeiro e sua atividade junto aos nordestinos que ajudaram a desenvolver São Paulo. “Gostei de ver o trabalho desenvolvido na Bahia pelas organizações não-governamentais, deve ser exemplo para todo o país”.

Sobre a Frente

 A Frente Parlamentar em Defesa das Cidades e das Engenharias ainda promoverá debates, fiscalização e acompanhamento da elaboração e execução da política urbana na Bahia, na promoção de assistência técnica aos movimentos sociais e comunidades em situação de vulnerabilidade, bem como na mediação de assuntos entre sociedade civil, entidades e governo.

Para o presidente do Crea, engenheiro civil Luis Edmundo Campos, a frente será um instrumento importante, pois colocará na pauta do Legislativo e da sociedade baiana temas e projetos da Engenharia. “O Crea comemora o lançamento desta frente e coloca sua estrutura à disposição para que funcione e atenda os anseios dos profissionais da área tecnológica e da sociedade”, disse.

Participaram do evento o deputado federal Nelson Pelegrino; o deputado estadual Marcelino Galo; a deputada estadual Olívia Santana; o deputado estadual Robinson Almeida; a deputada estadual Fabíola Mansur; o presidente do Crea-PI, Raimundo Ulisses Filho; os conselheiros do Crea-BA, Leonel Borba e Grace Braga; o presidente do Instituto Politécnico da Bahia, Lenaldo  Almeida; a presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Solange Araújo; a professora da Faculdade de Arquitetura da Ufba, Angela Gordilho; a  representante da União por Moradia Popular, Marli Carrara; o coordenador do BR Cidades, Vinícius Rafael; a vereadora Marta Rodrigues e a presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Gilcinéa Barbosa.

 

Com informações do Crea-BA

Frente Parlamentar em Defesa das Cidades e das Engenharias é lançada na Bahia

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Terminou, hoje (25/4), a 1ª oficina de planejamento das ações do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS), em Brasília. De acordo com o engenheiro civil e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Clovis Nascimento, a oficina tem o objetivo de organizar as ações e estratégias para os próximos dois anos, além de criar uma Rede Nacional de Multiplicadores. “Além da formulação de estudos técnicos, queremos promover o diálogo e a participação da sociedade nesse processo”, disse.

Agenda parlamentar

No dia 23/4, as lideranças do setor de saneamento e representantes do ONDAS se reuniram com o senador Tasso Jereissati, relator da Medida Provisória 868/18, que altera os marcos regulatórios do saneamento e permite a privatização do setor. A engenheira civil e integrante do ONDAS, Maria José Salles, contou que a Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA) entregou ao senador um documento com críticas à MP 868.

Sobre o ONDAS

O ONDAS é eixo técnico da FNSA, com o intuito de fornecer estudos, análises e investigações sobre o saneamento brasileiro, além de combater as privatizações do setor.

 

Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento realiza planejamento

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Por Celso Carvalho*

O Rio de Janeiro começou a semana com bairros inundados (principalmente nos bairros populares das zonas oeste e norte, mas também na zona sul e na Barra), túneis alagados, enxurradas nas avenidas e morros, inundações generalizadas, deslizamentos de encostas, ciclovia interrompida, escolas fechadas e mortes – 10 pessoas mortas na periferia e nas favelas. Em fevereiro deste ano, outras 7 pessoas já tinham morrido na cidade por conta das chuvas. Já a Região Metropolitana de São Paulo, por sua vez, acordou do carnaval de 2019 lamentando mais um desastre causado pelas chuvas, com bairros inundados, avenidas alagadas, linhas de trens interrompidas e mortes – 13 mortes de trabalhadores e moradores pobres das periferias.

Todo ano é o mesmo cenário, com as cidades sofrendo com os desastres denominados naturais. Nada mais falso. Nesses desastres, quase nada é natural: nem a chuva intensa, influenciada pelas ilhas de calor que se formam nos bairros sem arborização, pelo desmatamento da Amazônia e pelo aquecimento global devido a uma economia que se apoia no consumo de combustíveis fósseis; nem o escoamento das águas pela superfície impermeabilizada da cidade; nem o sistema de drenagem de águas pluviais que faz com que a água chegue rapidamente aos rios​; nem a canalização dos cursos d’água para implantação de avenidas de fundos de vale​; nem a ocupação das várzeas dos rios, por moradias e pelo sistema viário.

São desastres construídos, resultado do processo privado de construção da cidade. Na lógica da empresa privada – maximização dos lucros – interessa produzir o maior número de lotes; transformar as áreas rurais em urbanas, pois isso significa um aumento significativo do preço do m2​ de terreno; direcionar os empreendimentos para a população de maior renda, pois os preços são mais atrativos; e repassar para a Prefeitura os custos da infraestrutura urbana.

Para que o interesse da sociedade seja levado em conta, esse processo privado de produção da cidade deve ser controlado pelo poder público. É ele que, estabelecendo regras para a produção dos novos loteamentos e dos empreendimentos imobiliários, pode garantir que os novos bairros atendam a todas as funções da cidade e não apenas ao lucro do setor empresarial.

Já existe legislação que dá conta dessa tarefa. Mas essas leis não têm sido aplicadas pelo poder executivo, não têm sido devidamente consideradas pelo poder judiciário e estão sob constante ataque por parte do setor imobiliário.

Para evitar a produção de novas áreas de risco é necessário inicialmente controlar a expansão urbana, preservando as áreas rurais. De acordo com o Art. 42-B do Estatuto da Cidade​, o município só pode expandir o perímetro urbano se tiver um projeto urbanístico, aprovado por lei municipal, definindo entre outros aspectos relevantes, quais as áreas que não podem ser ocupadas devido ao risco de inundações ou deslizamentos de encostas. A nova cidade resultado da expansão urbana deve ser projetada pelo poder público e debatido pela sociedade, e não ser simplesmente a somatória de loteamentos privados.

Apesar da lei, a pressão dos empreendedores privados pela ocupação das áreas rurais é incessante. Em São Paulo, por exemplo, encontra-se em tramitação o licenciamento de um aeroporto privado na área rural de Parelheiros (última área rural da cidade), que será um vetor de pressão para ocupação urbana da região. O processo em si não vai contra a legislação federal, mas cria condições para que, num próximo momento, haja uma forte pressão para expansão do perímetro urbano para essa região que, além de frágil do ponto de vista das ameaças de desastres naturais, constitui-se em uma das principais áreas de manancial para o abastecimento de água da cidade.

Evita-se também a produção de novas áreas de risco impedindo que, nas áreas urbanas, sejam produzidos lotes localizados em áreas sujeitas a inundações e a deslizamentos de encostas. A Lei Federal no 12.340, de 1o de dezembro de 2010, estabeleceu em seu Art. 3o – A que o governo federal deve instituir um cadastro dos municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos e inundações e que esses municípios, por meio de uma carta geotécnica de aptidão à urbanização, definir diretrizes urbanísticas voltadas para a segurança dos novos parcelamentos do solo.

Pois bem, decorridos mais de oito anos da aprovação da lei federal, nem o governo federal instituiu esse cadastro, nem a maioria dos municípios incluiu na sua legislação urbanística a carta geotécnica como condição para aprovação de novos loteamentos.

Finalmente, é consenso no meio técnico que se pode evitar inundações nas áreas urbanas já consolidadas por meio de intervenções que diminuam a velocidade com que as águas pluviais chegam na calha do rio, o que pode ser feito por meio de um grande reservatório (piscinão) ou por pequenos reservatórios distribuídos pelo bairro no interior dos lotes.

A primeira alternativa é uma obra de engenharia de grande porte, que produz impacto no tecido urbano e problemas de saúde pública quando a manutenção falha. Seu alto custo é arcado pelo poder público, enquanto o benefício (maior preço do lote por não estar sujeito a inundações) é capturado pelos incorporadores imobiliários. É a alternativa preferida pelos empreiteiros e empreendedores imobiliários.

A segunda alternativa é de longe a mais racional: favorece a infiltração das águas da chuva no solo e retém parte do excesso em cada lote, antes do lançamento no sistema de galerias de águas pluviais. Não exige gasto público, apenas uma lei tornando obrigatório que cada nova construção tenha uma porcentagem de área não impermeabilizada e um reservatório de águas pluviais, dimensionado de acordo com o tamanho do terreno.

Também neste caso já existe legislação. No Rio de Janeiro, o Decreto no 23.940, de 30 de janeiro de 2004, “torna obrigatória a adoção de reservatórios que permitam o retardo do escoamento das águas pluviais para a rede de drenagem” em todos os empreendimentos com área impermeabilizada superior a 500 m2​. Em São Paulo, a Lei no 16.402, de 22 de março de 2016 (Lei de Uso e Ocupação do Solo), instituiu em seu artigo 74 a quota ambiental, um conjunto de regras para incentivar a implantação de reservatórios de água de chuva, pisos permeáveis e vegetação em lotes maiores que 500 m2​ ​.

O custo para implantação desses sistemas, face aos prejuízos causados pelas inundações ou ao custo de novos piscinões, é irrisório. Mas o setor imobiliário não cede facilmente. Em São Paulo, por exemplo, além dos ataques na mídia a esse dispositivo (sempre com os mesmos argumentos, o custo inviabiliza o negócio, a fórmula é de difícil aplicação, os órgãos de licenciamento são morosos, etc.), o setor conseguiu na Justiça manter o denominado “direito de protocolo”, que lhe permite aprovar empreendimentos de acordo com a legislação vigente na época em que o protocolo de licenciamento entrou na prefeitura, antes, portanto, da vigência da lei atual.

Não bastasse a dificuldade na efetivação das leis já existentes, as notícias dão conta que a prefeitura do Rio de Janeiro tem diminuído sistematicamente as atividades de prevenção de desastres, reduzindo o orçamento municipal e até mesmo deixando de utilizar, por incompetência, os recursos federais.

O resultado se vê mais uma vez. Quando o estado não garante o cumprimento das leis, o interesse público fragiliza-se e a cidade torna-se uma grande área de risco. Quando, além disso, e como é o caso das duas maiores cidades do Brasil, os prefeitos mostram-se incompetentes para tratar dos problemas que atingem os cidadãos e, sob o argumento do equilíbrio fiscal, contingenciam os recursos para as obras de prevenção (apesar de não tocarem nos recursos para publicidade ou para as parcerias público privadas), esse risco torna-se insuportável.

*CELSO CARVALHO é engenheiro civil, doutor em engenharia, ex-diretor do Ministério das Cidades (2005 a 2014) e colaborador da rede BrCidades.

Artigo publicado originalmente na Carta Capital

Os desastres construídos e a disputa entre o público e o privado

Foto: Tania Rêgo/Agência Brasil (EBC)

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (SENGE-RJ) convida para a primeira Roda de Conversas ‘A luta pelo direito à moradia no Rio de Janeiro’, que será realizada no dia 30 de março, às 18h, no auditório do Senge.
Esse será o primeiro dia da série de encontros que discutirá o direito à cidade que o sindicato irá realizar durante o ano de 2017. O objetivo é fazer uma análise em conjunto sobre o assunto e saber como, por exemplo, o próprio sindicato dos Engenheiros pode apoiar nessa luta histórica.
Convidamos diversos movimentos sociais e pessoas responsáveis e atuantes na luta pelo direito a moradia e habitação. Venha conosco! 

Data: 30 de março de 2017
Horário: 18h
Local: Auditório do Senge
Avenida Rio Branco, número 277, 17 andar

Cidade para Todos: A luta pelo direito à moradia no Rio

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Aconteceu no dia 28, na sede do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, o debate “Projeto Brasil – Cidades: impactos da crise na produção urbana e construção de um novo projeto para o Brasil”, que contou com a palestra de Ermínia Maricato, professora doutora e titular pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Na ocasião, também participaram como debatedores Juan Gonçalves do Levante Popular da Juventude e Marli Carrara da União Nacional Moradia Popular. O diretor do Senge-BA, Allan Yukio participou da mesa como mediador do debate.

A professora fez um apanhado histórico das lutas sociais no Brasil, enfatizando o direito à cidade, e também uma abordagem sobre o impacto da conjuntura nacional e internacional sobre os caminhos do desenvolvimento urbano. De início, ela enfatizou que “o povo constrói a cidade sem Estado e sem mercado”. Apesar disso, tanto um quanto o outro, têm o poder de definir a estrutura das cidades.

Segundo explica, o capital – empreiteiras, mercado imobiliário e especulativo, corporações – promove um verdadeiro assalto, a partir da privatização das terras públicas, da realização de grandes obras que não resolvem as questões essenciais para os trabalhadores, como mobilidade urbana, habitação, infraestrutura,acesso aos serviços, etc. A chamada “Máquina do Crescimento” gira em torno da especulação imobiliária e da acumulação do capital, alimentando a desigualdade e segregação social/racial nos centros urbanos. Ela cita o exemplo dos metrôs, inclusive em Salvador, que são instalados em áreas com pouca densidade populacional, preparando a especulação imobiliária. “O metrô tem um poder de interferência enorme na dinâmica da cidade. Mas são sempre pensados no sentido do mercado, não da necessidade.”

Ermínia também falou da política urbana nos últimos anos (governo Lula e Dilma), período em que se fez muito para inverter a lógica ao investir na urbanização das favelas e no fortalecimento da participação civil, a partir dos conselhos por exemplo. Mas, ela afirma que este ciclo se encerrou. “Nós temos leis incríveis. Estatuto das cidades, lei do saneamento, lei dos resíduos sólidos, lei da mobilidade urbana, lei da acessibilidade universal. Não estamos conseguindo aplicar estas leis.”

Juan Gonçalves do LPJ fez um repasse histórico de como a cidade de Salvador se organizou ao longo dos anos, desde a ocupação territorial dos homens e mulheres que foram escravizados e seus descendentes até a chamada “política de higienização” do governo de Antônio Carlos Magalhães, chegando à expansão promovida pelo capital imobiliário que ocupou novas áreas. Ele explicou a configuração da cidade hoje, subdividida em três “regiões”: miolo, orla e subúrbio, as quais tem características sociais e índices de desenvolvimento totalmente díspares. Ele também falou da importância da militância e da juventude das periferias para a construção deste projeto de país para as cidades.

Marli Carrara, que é também do Conselho Nacional das Cidades, explanou sobre o papel dos movimentos de luta por moradia na democratização do espaço urbano. Ela ressaltou que foram muitos ganhos nos últimos períodos com os PACs e projetos de habitação como Minha casa, minha vida. Mas afirmou que a esquerda precisa estar em contato e saber falar com as bases, os trabalhadores e trabalhadoras, para garantir as conquistas e impedir os retrocessos que já estão acontecendo. “Estamos num momento muito difícil. Agora é hora da trincheira!”.

Após isso, abriu-se espaço para colocações e perguntas dos participantes e conclusões dos debatedores.

Fonte: Senge-BA

Senge-BA sedia debate sobre as questões da cidade e projeto de país

 

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Neste sábado, 28 de janeiro, a partir das 9h30, o Senge-BA realiza o debate “Projeto Brasil – Cidades: impactos da crise na produção urbana e construção de um novo projeto para o Brasil” com a presença da professora Ermínia Maricato. Veja abaixo a programação:

Senge-BA realiza debate com Ermínia Maricato 

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Começou, hoje (30/11), a 6ª Conferência Estadual das Cidades, em Salvador (BA). A abertura contou com a palestra magna “Função social da cidade e da propriedade”, ministrada pelo ex-governador da Bahia, Jacques Wagner. Participam da conferência o governador Rui Costa, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, lideranças do movimento popular, empresários e lideranças da engenharia. Durante a abertura, foi realizado o lançamento da cartilha “50 anos do Salário Mínimo Profissional”, publicada pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). “Pensar as cidades também significa a reflexão sobre os modelos de gestão, com o objetivo de aprofundar formas de participação direta da sociedade. A Fisenge e os sindicatos de engenheiros têm uma contribuição fundamental para a formulação de políticas públicas democráticas e inclusivas”, afirmou o presidente o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), Ubiratan Félix que ainda ressaltou: “o engenheiro tem uma função social indispensável para a construção das cidades. Nós, engenheiros e engenheiras, pensamos e colocamos em prática projetos de acessibilidade, mobilidade urbana, meio ambiente, entre outros, a partir de diretrizes comprometidas com a cidadania e a inclusão social”.

A conferência, realizada a cada três anos, conta com a participação de cerca de 1.000 delegados e 500 observadores, oriundos de diversos segmentos da sociedade e das regiões administrativas do Estado da Bahia. Concomitante à conferência, acontece a feira de economia solidária. Em diversos estados do país são realizados os encontros com a finalidade de construir, coletivamente, a 6ª Conferência Nacional das Cidades, que acontecerá em Brasília, entre os dias 5 e 9 de junho de 2017.

Cartilha sobre Salário Mínimo Profissional é lançada durante o Conselho Estadual das Cidades 

 

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Na manhã desta quarta-feira (20/7), representantes da sociedade civil do Conselho das Cidades (ConCidades) protestaram durante uma reunião com o ministro interino, Bruno Araújo. Durante o encontro, os conselheiros leram o documento “Carta em Defesa da Reforma Urbana e do Direito à Cidade” e se retiraram do espaço. O presidente do Senge-BA e representante da Fisenge no Conselho, Ubiratan Félix afirmou durante o ato: “Todo brasileiro tem o dever de condenar aqueles que atentam contra a soberania nacional, a democracia e a independência do povo brasileiro. Neste momento histórico, estamos sendo julgados pelos nossos atos e nossa postura em relação ao golpe contra a democracia no Brasil. A Fisenge é contra golpe, a favor da soberania e do povo brasileiro”. Mais de 70 representantes se retiraram da reunião em protesto ao governo interino e suas políticas de retirada de direitos.


Leia a carta abaixo:

CARTA EM DEFESA DA REFORMA URBANA E DO DIREITO À CIDADE 

Os Conselheiros e Conselheiras Nacionais das Cidades da sociedade civil, do campo da Reforma Urbana que lutam pelo direito à cidade, contra o processo de segregação social e espacial característico de nossas cidades para construirmos cidades verdadeiramente justas, inclusivas e democráticas vem a público manifestar o seu repúdio ao processo que quebrou a ordem democrática brasileira e teve profundo impacto na política urbana nacional. A cidade é uma construção coletiva, é para todos e todas, portanto, é essencial construirmos cidades que permitam vivências urbanas e acesso aos bens de maneira democrática. As cidades devem atender ao interesse coletivo, não podemos ter cidades construídas pelos interesses do mercado, que privilegiem certo grupo e segmento social. Devemos exigir que se cumpra a função social da cidade e da propriedade. Entretanto, vemos que desde os primeiros momentos, este governo interino golpista já tem implementado uma agenda de retrocessos nas políticas construídas coletivamente, com os diversos segmentos da sociedade, ao longo de mais de uma década.  Portanto, diante da conjuntura política que atravessa o país, convocamos todos os movimentos populares, sociais, associações e entidades a se somar a luta pela Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade e a DEFENDER:

- Manutenção e ampliação de investimentos em programas e projetos urbanos, em especial habitação de interesse social, mobilidade urbana e básico universal.
- A ampliação e fortalecimento do controle social das políticas urbanas. Tanto na esfera que envolve a ocupação dos espaços públicos como forma legitima de manifestação política, quanto à esfera da participação institucional.
- A importância da articulação entre os diversos movimentos sociais - campo, cidade, mulheres, juventude, LGBT, negros e outros - na efetivação do direito à cidade.
- As conquistas históricas no campo da Reforma Urbana. Não admitimos nenhum retrocesso!
E por fim DENUNCIAMOS:
- O desmonte das políticas e programas do Ministério das Cidades e os cortes de recursos orçamentários para políticas sociais fundamentais,
- A criminalização e perseguição dos movimentos sociais.
- A destruição do patrimônio do povo brasileiro, por meio de uma ampla agenda de privatizações!

Assim, os conselheiros e conselheiras da sociedade civil reafirmam seu compromisso com o Estado democrático de direito e uma politica urbana para todos e todas. E não reconhecemos a legitimidade deste governo interino e golpista e seu representante no Ministério das Cidades!

Em Brasília, integrantes do Conselho das Cidades repudiam governo Temer

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Senge-ES na 6ª Conferência da Cidade de Vitória

Propostas para tornar Vitória uma cidade mais inclusiva e participativa estão sendo debatidas pela população e por representantes de entidades da sociedade civil na 6ª Conferência da Cidade de Vitória, que acontece de 29 a 30 deste mês, no auditório do Conselho Regional de Contabilidade do Espírito Santo (CRC-ES), em Bento Ferreira.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo participa da 6ª Conferência da Cidade de Vitória. O engenheiro Luiz Fernando Fiorotti Matias, diretor social do Senge-ES, é um dos coordenadores do evento que pretende discutir e propor diretrizes para que a capital se torne cada vez melhor.

Cerca de 100 pessoas participaram do primeiro dia do evento, que debateu diferentes assuntos, como tornar os espaços públicos ainda mais agradáveis para o uso do cidadãos e ampliação das áreas destinadas aos pedestres. “A função social da cidade e da propriedade” é o tema condutor do debate. As cinco propostas mais votadas serão apresentadas na Conferência Estadual pelos 24 delegados que serão eleitos no evento. Durante a tarde, os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho temáticos.

O evento é aberto para moradores, estudantes, trabalhadores e servidores. Os participantes vão sugerir propostas para tornar Vitória uma cidade mais inclusiva e participativa. As discussões giram em torno de uma melhor distribuição de pessoas pelo território, aproximação dos lugares de moradia dos locais de trabalho e lazer, rotas acessíveis, uso a imóveis vazios, melhoria do transporte público, praças, escolas, parques e praias. O foco é que esses espaços sejam usados pelas pessoas e não para a especulação.

Em 2003, cerca de 200 pessoas participaram da 5ª Conferência Municipal e fizeram 54 propostas de melhorias na capital. Na época, foram eleitos 33 delegados.

Fonte: Senge-ES

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco - Senge-PE – realizou, na última sexta-feira (10/06), uma palestra para os alunos do Instituto Federal de Pernambuco da cidade de Caruaru. Eloísa Basto, diretora de mulheres do Sindicato, apresentou a cartilha “Por um espaço público cidadão: a mobilidade e a conquista da rua”, publicação do Senge-PE, para a discussão sobre o tema mobilidade urbana.

Alunos do curso de Edificações, Mecatrônica e Segurança de Trabalho conferiram a apresentação que tratou, entre outros temas, da importância da ocupação nas ruas pelos cidadãos, como forma de cuidar e tornar mais seguras as cidades.

Para a coordenadora de extensão do IFPE- Caruaru Rúbia Andrade é de grande importância a realização de debates como esse, pois “os estudantes precisam de estímulo para pensar mais sobre a cidade em que vivem, e debates como esse incentivam eles a questionar e trabalhar por melhorias”, afirmou.

Senge-PE realiza palestra sobre mobilidade no IFPE – Caruaru

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