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Trabalhadores e trabalhadoras junto com a sociedade civil organizada realizaram nesta segunda-feira (25) um grande ato político, em Paulo Afonso, contra a privatização da Eletrobras/Chesf.

A atividade, que cobrou punição para os culpados pelos crimes da Vale, em Brumadinho, e defendeu a manutenção do atendimento no Hospital Nair Alves de Souza, defendeu a preservação do Rio São Francisco e criticou a nova investida do governo para privatizar o Setor Elétrico nacional, terminou com uma caminhada pelo centro de Paulo Afonso.

“Realizamos uma grande mobilização em defesa da Chesf e do setor elétrico brasileiro. Toda atenção à questão é urgente, pois a privatização anunciada pelo governo federal significa também a privatização do Rio São Francisco e isso não podemos permitir”, ressalta Raimundo Lucena, diretor do Sinergia e Presidente da Frune, agradecendo a população pauloafonsina e de toda região pela participação no evento.

Foi uma oportunidade para cada cidadão de Paulo Afonso e região manifestar seu amor pelo Velho Chico e pela Chesf/Eletrobras e repudiar as ações que este governo vem tentando implementar no país.

A reforma da Previdência anunciada como prioridade foi condenada pelos participantes, que vêm a possibilidade de perda concretas de direitos com a investida selvagem do atual presidente e seus ministros.

“Agradecemos a toda população pauloafonsina e da região pelo importante evento de hoje. Nossa luta vai continuar e juntos venceremos os desafios impostos”, destacou Lucena.

 

Fonte: CUT

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O Sindicato dos Engenheiros da Bahia foi condenado pela justiça eleitoral por colocar quatro outdoors na cidade de de Paulo Afonso (BA). O conteúdo das mídias era uma campanha contra a privatização da Chesf/Eletrobrás, esclarecendo o posicionamento favorável do relator ao Projeto de Lei que permitia a privatização tanto da Chesf quanto da Petrobrás. Essa denúncia foi considerada pelo TRE como "propaganda eleitoral" e, por isso, o sindicato foi multado em R$ 10.000,00. O Senge-BA reafirma seu compromisso na luta contra o desmonte do patrimônio do povo brasileiro e por um projeto de país soberano.

Senge-BA mobiliza campanha de solidariedade para pagamento de multa do TRE

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Fisenge apoia a paralisação de 72 horas dos eletricitários de todo o Brasil

 A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) declara o seu apoio à paralisação anunciada pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que será realizada entre os dias 11 e 13 de junho.  O movimento tem o objetivo de denunciar tentativa do governo de privatizar o Sistema ELETROBRAS.

Devem parar os empregados das áreas administrativas e das atividades fins, como operação e manutenção, de todas as empresas de geração e transmissão das empresas CHESF, FURNAS, ELETRONUCLEAR, ELETROSUL, ELETRONORTE E CEPEL, além das empresas de distribuição dos estados de Alagoas, Piauí, Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. Serão garantidos os serviços essenciais aos usuários e, se houver alguma ocorrência no sistema que possa comprometer a continuidade dos serviços de fornecimento de energia elétrica, os sindicatos acionarão as equipes de manutenção para atendimento emergencial.

Esta greve é contra o processo de tentativa de privatização da ELETROBRAS, que representa uma tentativa de desmonte das empresas integrantes no maior sistema de geração e transmissão do setor elétrico nacional. A privatização trará um imenso prejuízo para a população, principalmente pelo aumento de preço da energia elétrica e entrega de controle de um setor estratégico a grupos estrangeiros, atingindo também de forma dramática o uso das águas de rios que exercem importante papel da geração de energia. Além disso, ressaltamos que o modelo de venda estabelece um preço vil, apenas para satisfazer aos interesses de grandes grupos empresariais, capitais internacionais rentistas, atrelando o preço final ao dólar e ao mercado internacional, enriquecendo às custas da maioria do povo brasileiro.

Esta política de preços da eletricidade, da gasolina, do diesel e do gás de cozinha adotada faz parte de um conjunto de ações entreguistas, legitimadas pelo golpe político, midiático e jurídico contra a vontade da população brasileira.

Este paralisação conta também com o apoio e solidariedade da Frente Brasil Popular, Plataforma Operária e Camponesa de Água e Energia, bem como de todas as organizações, movimentos sociais e federações de trabalhadores que constroem uma agenda integrada de ações e engajamento em frentes parlamentares nos âmbitos nacional, estadual e municipal em defesa da soberania nacional. Em defesa da Eletrobras, da engenharia brasileira e da soberania nacional, afirmamos o nosso apoio à mobilização dos trabalhadores do setor elétrico.

Rio de Janeiro, 08 de junho de 2018.

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

 

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Por um ACT e PLR justos, chesfianos e chesfianas param por 72h

Em Assembleia Geral na manhã de hoje (14/05), chesfianos e chesfianas aprovaram paralisação de 72h. A Greve, que acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de maio, foi deflagrada por conta das dificuldades encontradas pelos trabalhadores nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e pela mudança proposta pela empresa na Participação em Lucros e Resultados (PLR), trazendo mais prejuízos aos trabalhadores e às trabalhadoras.

“A PLR, acordada em 2014, era 50% por indicadores operacionais e os outros 50% por indicadores financeiros. A Chesf quer modificar para 40% e 60%. A mudança nos critérios traz prejuízo ao trabalhador, uma vez que o índice financeiro, pela complexidade e dependência de atores externos, tem pouca ação direta dos trabalhadores. O índice operacional nos é mais íntimo. Sem falar que a Chesf vem há décadas pagando em média duas folhas de PLR, com essa manobra, reduzirá, em curto e médio prazo, o pagamento em apenas uma folha”, explica o diretor do Senge-PE Mailson Silva Neto.

FONTE: SENGE PE

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Apagão evidencia riscos da entrega do sistema elétrico brasileiro

O relógio marcava 15h48 quando uma falha ocorrida em um disjuntor na subestação Xingu, no estado do Pará, desencadeou o desligamento de diversas linhas de transmissão de energia elétrica, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país. O súbito corte de energia, ocorrido em 21 de março deste ano, atingiu 70 milhões de pessoas e criou uma atmosfera de caos nas cidades afetadas.

De acordo com nota técnica elaborada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o motivo do acontecimento foi uma falha técnica que ocorreu em uma linha de transmissão operada pela concessionária Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE). A empresa não informou ao operador que havia realizado um ajuste de proteção do disjuntor. Desconhecendo o limite, o operador determinou a passagem de uma carga superior à suportada.

A falha desequilibrou o sistema e causou um desligamento em cadeia que apagou 98% das linhas de transmissão do Nordeste e 86% do Norte. Das 480 linhas de transmissão nas duas regiões, 458 saíram do sistema. A queda de energia, de acordo com informações cedidas pelo ONS, teria se dado a partir de uma falha em um disjuntor de linha de transmissão que liga a Hidrelétrica de Belo Monte ao sudeste do país.

O chamado Linhão de Belo Monte tem mais de 2 mil quilômetros de extensão e foi inaugurado em dezembro do ano passado, com investimentos de 5 bilhões de reais. A linha de transmissão que comprometeu o abastecimento de grande parte do país é operada pela concessionária BMTE e controlada pela chinesa State Grid. 

O efeito dominó

O efeito em cadeia na queda de energia ocorreu porque a Rede de Belo Monte é conectada ao Sistema Interligado Nacional, que liga todos os Estados do país, com exceção de Roraima. De acordo com o ex diretor de operação da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), José Ailton de Lima, o Brasil opera uma rede elétrica inteligente de alta potência e complexidade. “Se, por alguma razão, uma dessas linhas é desligada a transmissão de energia será interrompida. As causas do desligamento podem ser um erro humano, um defeito em um equipamento de importância vital, uma falha operacional”.

Para o engenheiro, não há condições de se ter uma rede imune a essas causas mas existem condições técnicas de se reduzir a probabilidade de ocorrências de eventos. “A redução da probabilidade de ocorrências de desligamentos passa pelos investimentos adequados nas fases de construção e operação”, destaca José Ailton. Por esse motivo é de vital importância a garantia de investimentos, boas condições de trabalho e qualificação dos profissionais.

Desde meados dos anos 1990, quando as empresas do setor elétrico foram incluídas no Programa Nacional de Desestatização (PND), a área experimenta uma série de mudanças, tornando-se cada vez mais fragmentado. Nessa época, a privatização aconteceu mais intensamente no ramo da distribuição, atingindo inúmeras empresas estaduais. Em 2013, a edição da Lei 12.783 definiu regras para a renovação antecipada de um conjunto de concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e, em recente anúncio, o governo federal informou a adoção de uma política de privatização ainda mais abrangente para o setor.

Para o diretor do Senge - RJ, Agamenon Oliveira, a fragmentação proposta pela política de privatização torna mais difícil a coordenação do setor elétrico brasileiro. “A geografia e a física desenhada é toda no sentido de se ter um sistema cooperativo e a pulverização vai contra a lógica do sistema”, explica o engenheiro. Agamenon acredita que, caso se confirmem os planos do governo, falhas similares à ocorrida em março vão se generalizar. E o aumento da probabilidade de ocorrências de apagões é apenas uma das preocupações de especialistas caso se tornem realidade os planos do governo para o setor elétrico.

A proposta de privatização

O recente anúncio do governo federal prevê a adoção de uma política intensa de privatizações no setor elétrico e abrange tanto as empresas federais (grupo Eletrobras), quanto estatais estaduais (concessionárias de distribuição). De acordo com a nota sobre a desnacionalização do setor elétrico brasileiro, elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Programa de Parceria do Investimento (PPI) e o Plano de Reestruturação da Eletrobras anunciam uma redução significativa do protagonismo da estatal no setor elétrico brasileiro, colocando em risco a engenharia nacional - já que há fortes indicativos que as chinesas (Three Gorges e State Grid) serão os principais agentes a operar o setor.

A justificativa do governo é que a ação resolverá a questão da manutenção preventiva e que há chances de ser uma alternativa frente à crise econômica do setor elétrico, gerando receitas extras para reduzir a dívida pública. Entretanto, para José Ailton, os fatos demonstram o contrário nos projetos que a iniciativa privada assumiu sozinha: “Vai se priorizar o retorno para acionistas em prejuízo da segurança do sistema elétrico”.

A partir dos resultados da implementação de uma legislação que foi desregulando o setor, é possível vislumbrar a introdução de uma lógica mercantil. Conforme aponta o Dieese, uma das principais marcas do processo de privatização é a mão de obra terceirizada, que praticamente inexistia no setor elétrico até a primeira metade da década de 1990. “A terceirização do setor tem como principal característica a precarização das condições de trabalho. A incidência, bem como o número de acidentes graves e fatais com terceirizados, é muito superior aos do quadro próprio”, destaca a nota. A reforma trabalhista aprovada pelo governo Temer é um importante instrumento auxiliar nesse caso.

De acordo com Clarice Ferraz, professora da Escola de Química da UFRJ, “em um primeiro momento, há uma grande preocupação com o impacto sobre as tarifas, em particular, com o aumento nas tarifas dos consumidores cativos. As privatizações realizadas em outros países, com raras exceções, não trouxeram como resultados queda nos preços, e sim aumentos”. A professora destaca que, em meio a tantos problemas relacionados ao projeto de privatização, é fundamental discutir e estabelecer o futuro do setor elétrico brasileiro.

Entretanto, conforme destaca Agamenon Oliveira, o recente programa de privatização do setor não prevê nenhum tipo de consulta à sociedade e sequer menciona os trabalhadores das empresas que poderão ser privatizadas. Audiências públicas estão sendo organizadas por movimentos sociais e sindicatos. O Plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) se posicionou recentemente contra a privatização da Eletrobras.

Para Agamenon, o projeto de privatização deve ser interrompido imediatamente em nome do longo prazo do setor elétrico, da segurança dos trabalhadores e da garantia de acesso ao serviço pela população. “É por meio de empresas públicas que alcançamos metas públicas”, garante o engenheiro.

Energia e segurança nacional

No segmento de geração hidrelétrica é notório a prevalência inquestionável do setor público em diversos países.

  • Na China, que responde por 27% de toda a capacidade instalada mundial, predominam as empresas estatais hidroelétricas.
  • O mesmo ocorre com o segundo país em capacidade instalada, os Estados Unidos, em que 73% pertencem a órgãos ou empresas públicas.
  • No Canadá e Noruega, onde predomina a fonte hidroelétrica, a participação do setor público chega a alcançar 90%;
  • Na Índia, a participação do setor público atinge 93%. Também é maioria na Rússia (62%), Turquia (55%) e França (82%)
  • No Brasil, mesmo que se considerem as participações minoritárias em empreendimentos controlados pelo capital privado, as empresas estatais respondem por 54% da capacidade hidrelétrica instalada.

(Fonte: Nota Técnica Número 189, Janeiro 2018 Empresas estatais e desenvolvimento: considerações sobre a atual política de desestatização - Dieese)

 

Por: Laura Ralola com entrevistas de Camila Marins.

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Sindicatos, artistas, parlamentares e centenas de funcionários da Chesf se reuniram, na última sexta-feira (24/11), para dizer não à privatização. A diretoria do Senge-PE participou do ato cultural e político “Todos em defesa da Chesf e do Velho Chico”, que aconteceu em frente à sede da Companhia, no bairro de San Martin.

O presidente do Senge-PE Fernando Freitas afirmou que a população nordestina está unida contra esse crime que ameaça a soberania nacional e o desenvolvimento da região. “A privatização da Chesf é mais um retrocesso desse governo ilegítimo. Não vamos ficar de braços cruzados. A cada dia, o movimento ganha novas adesões. Temos movimento sindical, trabalhadores da Chesf, movimento cultural, políticos e parlamentares, todos juntos para proteger a Chesf, a soberania nacional e nossa segurança energética”, disse.

O ato, organizado pelo Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco, Sindurb-PE, contou com a presença de representantes de diversos sindicatos, movimentos sociais, parlamentares. A animação do evento ficou por conta de artistas regionais como Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Josildo Sá, Ronaldo Aboiador e Marrom Brasileiro, além do Maracatu Estrela Brilhante, que declaram apoio ao movimento contra a privatização.

Fonte: Senge-PE

Ato cultural e político marca dia de luta em defesa da Chesf, em Pernambuco

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Trabalhadores/as, representantes de movimentos sociais e dirigentes sindicalistas compareçam na tarde do dia 08 de novembro à Câmara Municipal de Vereadores da Bahia para participar de Audiência Pública sobre os impactos da privatização da Chesf. A audiência foi convocada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Câmara Municipal de Salvador, através da vereadora Marta Rodrigues (PT).

A vereadora abordou o contexto histórico sobre a importância e relevância da Chesf, uma das 14 subsidiárias da Eletrobrás, cuja privatização está na pauta do atual governo federal. No Nordeste, a privatização causará grandes impactos, pois o Rio São Francisco, que é fundamental na economia da região, também é a bacia hidrográfica que abastece a companhia hidrelétrica. “A Chesf tem contribuído para o desenvolvimento nacional” afirmou Marta. O Sindicado dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), através do Diretor Suplente, Eng° Eletricista Humberto Sérgio da Rocha, compareceu na audiência. O Sindicato tem organizado a campanha “Privatizar a Chesf é privatizar a água. Privatizar a água é privatizar a vida”.

Foto: Reprodução/Sinergia Bahia

Audiência Pública discute impactos da privatização da Chesf

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O diretor do Senge-BA, o engenheiro Allan Hayama representou o sindicato ontem (17) na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia a respeito da proposta de privatização da Chesf – subsidiária da Eletrobras no Estado. Na ocasião, houve ainda um ato em defesa da estatal, com participação de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, como a FUP (Federação Única dos Petroleiros), Sindipetro-BA, CUT, MST e MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). A audiência foi uma iniciativa da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano (Cedurb), da Comissão de Infraestrutura e da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Durante a audiência, a engenheira da Chesf Laís Falcão de Oliveira apresentou (veja aqui os slides) dados alarmantes sobre as possíveis consequências da privatização, a começar pela discrepância entre o valor de mercado da Eletrobrás (cerca de R$ 370 bi) e o valor de venda pretendido pelo governo Temer, de apenas R$ 20 bi. Ainda, a Chestf teria a receber ativos de R$ 39 bi até 2025, que seriam revertidos para a empresa compradora em caso de privatização. Também durante a atividade, a deputada estadual Maria del Carmen (presidente da Cedurb) propôs que os/as parlamentares baianos entrassem com uma ação tanto no Ministério Público Federal quanto na justiça estadual conta a medida. Outra proposta surgida na audiência foi a criação de uma Frente Parlamentar baiana em defesa da Chesf.

Veja mais fotos aqui

Com informações do Sindipetro-BA e Assessoria da deputada Maria del Carmen

Senge-BA participa de audiência pública e ato em defesa da Chesf/Eletrobras

 

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A privatização das usinas hidrelétricas do Sistema Eletrobrás, que inclui a venda da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, Chesf, anunciada pelo governo de Michel Temer em julho, representa uma ameaça à soberania e à segurança nacional. No último dia 25, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, anunciou que na primeira semana de outubro apresentará a modelagem da privatização da Companhia, que deverá ser vendida ainda no primeiro semestre de 2018.

O governo atua na contramão das necessidades nacionais. A energia, assim como a água, é interesse público, estratégico para o desenvolvimento de qualquer país. Não é uma mercadoria, para ser administrada dentro das leis de mercado, muito menos, ser entregue à iniciativa privada para cobrir déficit das contas públicas.

A entrega da Eletrobras ao capital financeiro estrangeiro é um atentado ao país. Terá como consequências queda na qualidade de energia, com aumento da tarifa e possibilidade de apagões; enxugamento do quadro de trabalhadores das empresas, gerando desemprego; enfraquecimento das empresas nacionais e o sucateamento da engenharia brasileira.

A privatização da Chesf significa, ainda, a entrega das águas do rio São Francisco, que possui 70% da reserva hídrica do Nordeste. Que, com seu uso múltiplo (consumo de água para uso humano, para produção agrícola através da irrigação e da agricultura familiar, da pesca artesanal e, por fim, a geração da energia elétrica), tem um papel estratégico para o desenvolvimento da região. Ou seja, a venda da Companhia compromete, também, a segurança hídrica e ambiental da região.

Se faz urgente a mobilização da sociedade na defesa do Sistema Elétrico Brasileiro, da Chesf e do Rio São Francisco. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE) repudia a venda da Eletrobras e da Chesf, e defende que o setor elétrico, estratégico para a nação, permaneça sob a administração do Estado.

Convocamos todos os engenheiros e todas as engenheiras de Pernambuco para participar desta luta em defesa da engenharia, do desenvolvimento social e da soberania nacional.

Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE)

Recife, 26 de setembro de 2017.

SENGE-PE REPUDIA A PRIVATIZAÇÃO DA CHESF/ELETROBRAS

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O objetivo da campanha “Energia não é mercadoria” é mobilizar setores da sociedade envolvidos com a defesa da soberania energética brasileira, nos âmbitos nacional, estadual e municipal. 

Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional é lançada, na última terça-feira (12/9), no auditório Nereu Ramos na Câmara Federal. Na ocasião, deputados, senadores, movimentos sociais e movimentos sindicais se reuniram para potencializar a campanha “Energia não é mercadoria”, mais uma agenda de luta em defesa do setor elétrico estatal e contra a iniciativa do governo de privatização da Eletrobras. O diretor do Senge-PE e representante da Fisenge Clayton Paiva esteve presente.  O objetivo da campanha é mobilizar em torno da pauta, além da categoria do setor elétrico, os demais envolvidos na luta pela defesa da soberania nacional, no Congresso e nas casas legislativas estaduais e municipais, nos sindicatos e nas demais entidades. 

Com uma agenda intensa para os próximos dias, a Rede irá articular a aprovação de moções de repúdio às privatizações, audiências públicas e fortalecer as discussões. “Precisamos intensificar o debate para conscientizar a sociedade do que está prestes a acontecer, a luta contra as privatizações é a luta em defesa do patrimônio nacional”, afirma Clayton Paiva.  Durante o evento, os presentes aprovaram a realização de um abaixo-assinado contra a entrega da Eletrobras ao capital financeiro, para ser entregue ao Congresso até o mês de dezembro.  “A entrega da Eletrobras é tão ofensiva, que começam a surgir, inclusive, parlamentares da base do governo, principalmente, dos estados de Minas Gerais e Pernambuco”, enfatiza o diretor do Senge-PE. 

AGENDA DE LUTAS

13/9 

- Entrega do Projeto de Lei do Deputado Moisés Diniz (PCdoB/AC) contra a privatização das empresas distribuidoras do AC, AM, AL, PI, RO e RR

- Audiência Pública “O Desmonte do Estado Brasileiro” e ato em defesa das estatais, no auditório Nereu Ramos, na Câmara Federal

-  Reunião de parlamentares, entidades de empresas estatais, frentes mista em defesa da soberania nacional e defesa do setor elétrico brasileiro, na Câmara dos Deputados

14/9

- Audiência pública na Câmara dos Vereadores de Petrolina-PE

- Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Pará

15/9

- Ato político em defesa da Eletronorte, em Belém-PA

- Ato político em defesa da Chesf, com a presença dos governadores do Nordeste, em Penedo-AL

20/9 

- Café da manhã com a bancada de Minas Gerais e entidades para barrar o leilão da CEMIG, na Câmara dos Deputados

21/9

- Seminário no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro

- Audiência pública na Assembleia Legislativa da Paraíba em defesa da Eletrobras e Chesf, em João Pessoa-PB

22/9

- Manifestação contra o leilão da hidrelétrica Porto Primavera, em Porto Primavera-SP

25/09

- Audiência pública em defesa de Furnas, em Passos-MG

26/9

- Audiência pública “O novo modelo energético e seus impactos nas regiões e sobre os trabalhadores/as”, na Câmara dos Deputados

27/9

- Audiência com o ministro de Minas e Energia para discutir o modelo energético do governo Temer

28/9 

- Audiência pública em defesa da CEPISA e CHESF na Assembleia Legislativa do Piauí, em Teresina-PI

3/10

- Ato Nacional contra as privatizações, greve nacional do setor energético

- Manifestação nas sedes da Eletrobras e Petrobras, no Rio de Janeiro

4/10

- Audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis-SC

6/10

- Manifestação em defesa da Chesf, em Petrolina-PE

Fonte: Marine Moraes/Senge-PE

 

Parlamentares e movimentos sociais lançam Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energia e Nacional

 

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