"Semana de Meninas e Mulheres na Ciência" começa hoje na UERJ

A Primeira Semana De Meninas E Mulheres Na Ciência é um evento idealizado e organizado por mulheres que estudam e atuam em diversas áreas das ciências. A criação deste evento surge com o intuito de incentivar meninas que ainda estão em idade escolar a conhecer as ciências e motivá-las para que acreditem que mulheres podem ocupar todos os espaços na sociedade. Além disso, a semana será um meio de promover palestras e debates sobre o tema, dando visibilidade para mulheres cientistas e estimulando a reflexão sobra a desigualdade de gênero neste setor.

O evento ocorrerá do dia 5 a 9 de novembro de 2018, contando com oficinas para mostrar diferentes ramos das ciências para meninas a partir de 12 anos. Para todos os públicos, serão promovidas palestras com mulheres líderes em suas áreas de atuação, onde poderão contar suas trajetórias, incluindo os preconceitos e desafios que enfrentaram em suas carreiras. No encerramento, será realizada uma feira de ciências, onde as pequenas cientistas poderão mostrar suas ideias e haverá a premiação das mais inovadoras. No último dia de evento também será realizada uma mesa redonda, a qual mulheres cientistas poderão discutir diversos assuntos, compartilhando suas visões com o público. Estarão em foco todas as áreas de ciências e tecnologias que ainda encontram-se dominadas por homens, como as Engenharias, Geologia, Física e Química.

Os maiores objetivos da Primeira Semana De Meninas E Mulheres Na Ciência são destruir quaisquer estereótipos de gênero já construído sobre mulheres nas ciências na cabeça das meninas, dar visibilidade a mulheres cientistas e fomentar o debate sobre a desigualdade de gênero nas ciências.

Confira programação no site do evento: https://bit.ly/2qtM8BR

 

Fonte: #MMCiência

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Grupo de foguetes da UERJ conquista 3º lugar em competição internacional

O foguete Atom foi lançado em 21 de junho na principal competição de minifoguetes do mundo. Foto: GFRJ.

Com pouco mais de dois anos de idade, o Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), vem alcançando grandes conquistas. O grupo conquistou o terceiro lugar em uma das categorias da principal competição internacional da área, a Spaceport America Cup, realizada em junho no estado de Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos. O foguete Atom, desenvolvido pelo grupo exclusivamente para a competição e custeado por patrocinadores e financiamento coletivo, competiu na categoria 10k SRAD Solid Motors, dedicada a foguetes de motor sólido com apogeu de 10 mil pés, pouco mais de 3 quilômetros de altitude.

Em abril, o grupo foi consagrado campeão nacional no V Festival Brasileiro de Minifoguetes, o que motivou a participação na competição internacional. Seis estudantes e o professor João Batista Canalle, do Instituto de Física da UERJ, foram os responsáveis por toda a preparação do lançamento, concorrendo com quase 100 outras equipes. Antes da viagem, o GFRJ tinha testado o motor do foguete na Unidade Zona Oeste do Clube de Engenharia, comprovando que tinha o potencial de lançar o dispositivo na altura desejada.

O foguete Atom foi lançado no dia 21 de junho, chegando à altura de 2.370 metros e conquistando o terceiro lugar na categoria, poucos pontos abaixo do segundo colocado. No ar, o foguete ejetou seus dois paraquedas ao mesmo tempo, fazendo com que as cordas de um deles se rompessem. Mesmo assim, foi possível recuperá-lo próximo da torre de lançamento. De todas as categorias do campeonato, entre 99 grupos participantes, o GFRJ ficou em 21º lugar.

Para o professor Canalle, a chegada à competição norte-americana é um sinal do sucesso de um grupo de extensão multidisciplinar, com estudantes de diversas engenharias e outros cursos, como Física e Pedagogia, e ainda com planos de agregar mais pessoas. É, de certa forma, uma amostra de como realmente é trabalhar numa empresa. “Eles perceberam que todo o aparato teórico que adquiriram em suas diversas disciplinas tornaram-se prática ao construir o foguete, constatando que nem sempre a teoria é tão facilmente aplicável”, afirmou. Nesta viagem de 21 dias, os estudantes puderam amadurecer tanto profissionalmente, aprendendo mais sobre o lançamento de foguetes com as observações feitas pelos juízes da competição, como pessoalmente, ao formarem uma pequena família, nas palavras do professor.

João Batista Canalle também é coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e foi, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), “Cientista do Nosso Estado” (bolsas que se destinam a apoiar, por meio de concorrência, projetos coordenados por pesquisadores de reconhecida liderança em sua área).

Wallace Ramos, estudante de Engenharia Mecânica e presidente do GFRJ, destacou o aprendizado da equipe com outros grupos de foguete do mundo e a possibilidade de voltar demonstrando que é possível alcançar grandes sonhos.

“O maior legado da nossa participação foi democratizar o acesso a uma competição tão complexa, na qual o Brasil não costuma se ver como expoente. Ao mesmo tempo, o resultado é histórico porque os competidores eram muito bons. Mesmo não ganhando, completamos todas as etapas do processo até chegar na competição. Isso cria uma esperança para os estudantes da UERJ de que são capazes de sonhar mais alto. É muito mais do que um mero título. Fica um lado jovem de competir e um lado mais profissional de conquistar coisas mais duradouras, valores de trabalho”, comemorou Wallace Ramos.

 

 

FONTE: PORTAL CLUBE DE ENGENHARIA

 

 

 

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Evento faz parte da Semana de Engenharia, realizada entre 31/08 e 04/09

Entre 31 de agosto e 4 de setembro, o SENGE-RJ apresenta a exposição Rubens Paiva: presente! na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O evento faz parte da Semana de Engenharia, organizada pelo Centro Acadêmico do curso e conta com o apoio da universidade.

A presidente do CA, Glória Paixão, afirma que a organização tentou escolher para palestras e eventos aquilo que o estudante de engenharia da Uerj “não sabe, mas deveria saber”.

“Teremos palestras sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, por exemplo”, conta Gloria, que é estudante de engenharia civil.

O diretor do SENGE-RJ Victor Marchesini participa de um debate na quinta-feira (03), às 19h, sobre as privatizações.

“Estamos recebendo cada vez mais demandas de estudantes, de diferentes cursos e universidades, que nos procuram para debater o desenvolvimento e a engenharia nacional”, conta Victor. “Não apenas sobre a situação da indústria brasileira no momento, mas também sobre os projetos em disputa”.

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A exposição sobre Rubens Paiva conta com fotos e textos que narram a trajetória profissional e política do ex-deputado federal e engenheiro brutalmente assassinado pela ditadura militar em 1971. A proposta de percorrer bairros, universidades e centros da cultura é fruto da certeza de que eternizar Rubens Paiva é o caminho para não deixar que caia no esquecimento o trágico desaparecimento de uma jovem liderança brasileira, que defendeu a democracia e a justiça social como cidadão, como profissional e como parlamentar.

O político Rubens Paiva foi um defensor implacável da democracia e da soberania nacional. Como profissional, entre muitas obras de engenharia e de projetos que hoje são referências nacionais, esteve à frente da construção de casas populares no bairro da Pavuna, em um conjunto habitacional que hoje leva o seu nome, assim como a estação de Metrô mais próxima. Construídas pelo BNH, na década de 1960, as casas são reconhecidas como projetos de engenharia de qualidade e excelência no campo da habitação popular.

Entre outras históricas ações no parlamento, Rubens Paiva estimulou e assessorou o então deputado e advogado Almino Affonso a elaborar e a consolidar uma das principais conquistas dos profissionais da engenharia no país: a lei do Salário Mínimo Profissional (4.950-A/66).

Um busto em homenagem a Rubens Paiva foi inaugurado dia 12 de setembro de 2014, na Praça Lamartine Babo, na Rua Barão de Mesquita. Outra homenagem aconteceu no dia 12 de dezembro de 2014, também com a inauguração de seu busto na estação do metrô engenheiro Rubens Paiva (linha 2).

A exposição “Engenheiro Rubens Paiva, presente!" tem como curador o jornalista Vladimir Sacchetta e como diretor de arte o arquiteto Marcos Cartum. Assina os bustos em bronze o escultor Edgar Duvivier.

Fonte: Senge-RJ

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Por Vladimir Platonow 

O ex-presidente do Uruguai e atual senador José Pepe Mujica defendeu o aperfeiçoamento da democracia e repudiou golpes de Estado no continente. Ele foi aclamado por cerca de 5 mil pessoas, durante palestra na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na noite de hoje (27). Estimativa do número de presentes é da assessoria da universidade.

Aos 80 anos de idade, o político uruguaio foi intensamente festejado pela plateia, majoritariamente formada por jovens, que ouviam entre momentos de completo silêncio ou de palmas entusiasmadas ao discurso de Mujica, marcadamente contra o materialismo capitalista e a favor da solidariedade humana. Ao ouvir dos presentes gritos de “não vai ter golpe”, o político uruguaio fez uma acalorada defesa da democracia.

“Tenho dificuldade para entender o que está acontecendo aqui, e não me intrometo, pois não cabe a mim. Porém, se tenho que ser claro, aventura com o uniforme dos milicos? por favor! Golpe de Estado? Por favor! Este filme já vimos muitas vezes na América Latina. Esta democracia não é perfeita, porque não somos perfeitos. Mas temos que defendê-la para melhorá-la, não para sepultá-la”, disse Mujica, e, mais uma vez, ouviu a plateia gritar: “Não vai ter golpe”.

A palestra, inicialmente programada para ocorrer no Teatro da Uerj, foi feita no anfiteatro, ao ar livre, com a colocação de telões em outros espaços do campi, para comportar todo o público. Mujica ressaltou a importância de os jovens seguirem com a luta política e defendeu a necessidade de serem solidários uns com os outros.

“Meus queridos, ninguém é melhor do que ninguém. Tenho que agradecer a sua juventude pelas recordações de tantos e tantos estudantes que foram caindo pelos caminhos de nossa América Latina. Vocês têm que seguir levantando a bandeira. Na vida, temos que defender a liberdade. E ela não se vende, se conquista. Fazendo algo pelos outros. Isto se chama solidariedade. E sem solidariedade não há civilização”, destacou.

Um dos assuntos abordados pelo público, que pôde fazer perguntas ao ex-presidente, foi a questão da liberação do consumo de maconha no Uruguai, com base em lei aprovada no seu governo. Mujica fez questão de frisar que nenhum vício é bom, “exceto o amor”, e explicou porque decidiu tomar tal atitude em seu país.

“Se queremos mudar algo, não podemos fazer do mesmo. No meu país, tomamos uma decisão. Como não podemos vencer o narcotráfico, pois de cada três presos, um é relacionado às drogas, ou por tráfico ou por delito que cometeu para conseguir dinheiro para comprar a droga, decidimos arrebatar o mercado. Isto não é legalização. É regulação”, disse.

“Nós não cremos que nenhum vício seja bom, salvo o do amor, todos os demais são ruins. Mas se o vício vai dominar uma pessoa, temos tempo de atendê-la, porque temos como identificá-la e conhecê-la. Se a deixo no mundo clandestino, ela vai seguir se aprofundando no vício,” acrescentou.

A vinda de Mujica ao Brasil foi patrocinada pela Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul (Federasur), que o homenageou em evento na manhã de hoje na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio, onde discursou para cerca de 400 pessoas. Mujica foi presidente do Uruguai entre 2010 e 2015. Militante do grupo de esquerda Tupamaro, ele foi preso político por 14 anos.

"Temos que lutar para melhorar a democracia, não para sepultá-la" diz Mujica na Uerj

Fonte: EBC

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