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Já está disponível no site do Senge-BA, a edição de 2018 da Tabela de Honorários Profissionais para os serviços de engenharia, geologia e agronomia. A publicação visa oferecer parâmetros mínimos para que os/as profissionais possam realizar seus orçamentos, de acordo com sua experiência e conhecimentos técnicos e práticas do mercado.

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Senge-BA publica nova edição da Tabela de Honorários profissionais

 

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A Reforma Trabalhista, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer, entrou em vigor em novembro e traz muitas mudanças na relação entre patrões e empregados. Para os engenheiros, uma das principais modificações diz respeito ao Salário Mínimo Profissional (SMP), que pode ter o seu valor reduzido em processo de negociação entre o sindicato em empresas com mais de 200 engenheiros ou negociação direta entre o empregador e empregado nas empresas com menos de 200 funcionários. Na prática, será possível que o empregador, por meio de acordo individual ou com o sindicato da categoria, possa pagar valores abaixo do piso profissional. Acompanhe a seguir a entrevista concedida pelo vice-presidente da Fisenge e presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), Ubiratan Félix, na qual ele aborda esse e outros assuntos relativos à reforma.

CREA-BA - De que forma a Reforma Trabalhista vai afetar o Salário Mínimo Profissional dos engenheiros?

UBIRATAN - O texto da reforma diz que o negociado prevalece sobre o legislado. No caso da Engenharia, isso é muito grave, pois o trabalhador pode ser prejudicado. Para melhor entendimento, é preciso explicar que existe o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge) e os sindicatos majoritários. Na Construção Civil, por exemplo, o sindicato dos trabalhadores (majoritário) pode fechar um acordo com o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia) para flexibilizar o Salário Mínimo Profissional para os engenheiros à revelia do Senge (sindicato da categoria). Caso isto ocorra, haverá uma judicialização para estabelecer quem representa legalmente o engenheiro trabalhador da Construção Civil. É importante lembrar que um dos argumentos utilizados pelos defensores desta Reforma Trabalhista é a diminui- ção das demandas judiciais.

CREA - O acordo fechado com um sindicato majoritário vai valer para todos os profissionais?

UBIRATAN - Hoje a Justiça entende que um acordo vale para toda a categoria, independentemente de o profissional ser ou não filiado à entidade sindical signatária do acordo coletivo. A partir da Reforma Trabalhista os ganhos com acordos coletivos e com as ações judiciais beneficiarão apenas os filiados em situação regular com a entidade sindical. Logo, se o engenheiro não é filiado ao Senge-BA, não terá acesso aos ganhos do acordo coletivo e das ações judiciais.

CREA - Então será vantagem se filiar ao sindicato? O valor pago é diferente?

UBIRATAN - Sim, caso você não seja filiado, estará excluído dos aumentos e benefícios conquistados pelo Senge-BA. Atualmente, a contribuição social é de R$ 250 por ano, sendo que o associado que paga a contribuição integral até 31 de março tem 25 % de desconto, o que equivale ao pagamento final de R$ 200.

CREA - Como você acredita que será a negociação de agora em diante?

UBIRATAN - O acordo entre patrão e empregados tem validade de um ano. Atualmente temos o SMP e a possibilidade de negociar melhorias a partir disso. Agora não temos mais esse parâmetro, tudo poderá ser negociado, o que vai beneficiar as categorias mais fortes e organizadas. As mais fracas poderão receber abaixo do que é pago hoje. Os trabalhadores da Construção Civil, por exemplo, devem conseguir mais avanços do que os engenheiros, que geralmente não são muito mobilizados, pois têm cargo de chefia. O acordo terá que ser negociado todo ano. Para o empresário também será um problema, porque hoje existe uma regra perene que só precisa de alguns ajustes pontuais. Agora não: todo ano terá que haver uma negociação geral. Entendo que a negociação individual é legítima, para questões acessórias e complementares como participação nos lucros, auxílio para combustível, entre outros benefícios. Mas a legislação prevê um mínimo necessário para que o engenheiro ganhe de forma decente. Isso não estará mais garantido. O negociado vai se sobrepor ao legislado.

CREA -  Então categorias mais organizadas, como os bancários, serão beneficiadas?

UBIRATAN - Sim. Vou dar o exemplo da Caixa Econômica Federal (CEF), que tem cerca de 2 mil engenheiros no Brasil. São eles que fazem a avaliação das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do Programa Minha Casa Minha Vida. O acordo fechado pelos bancários hoje beneficia os engenheiros, que recebem o mínimo garantido pela categoria e um adicional em itens específicos negociados pelo Senge. Com a nova legislação, o perigo é que em uma negociação o engenheiro saia prejudicado, pois no acordo com os bancários pode haver a flexibilização do SMP, por exemplo, de modo que o banco dê outras vantagens para toda a categoria. Como o engenheiro é minoria na CEF, ele pode ter perdas salariais.

CREA -  Essa lei será ruim apenas para o engenheiro?

UBIRATAN - Vai ser ruim para o setor de uma maneira geral, afetando tanto o engenheiro de carteira assinada quanto o empresário. Quem constrói imóveis, por exemplo, deve sofrer os efeitos dessa nova lei. A classe média não terá segurança nem estabilidade salarial e vai pensar duas vezes antes de comprar uma casa ou apartamento, o que é diferente de adquirir um bem de consumo como uma roupa. A princípio o empresário da Construção Civil vai ganhar por reduzir o custo da mão de obra, mas vai perder com a redução da renda do trabalhador e com a queda nas vendas por conta da incerteza dos compradores. A nova lei terá impacto também no engenheiro da Construção Civil, que depende da demanda para garantir o seu emprego.

CREA -   Existe alguma situação em que seja obrigatória a participação do sindicato?

UBIRATAN - A empresa só é obrigada a chamar o sindicato se tiver mais de 200 empregados. Como geralmente nós engenheiros somos minoria em relação ao conjunto de trabalhadores, a negociação será individual. Hoje, o funcionário que ganha abaixo do SMP ao sair da empresa entra na Justiça e consegue êxito. A nova lei prevê que ele possa assinar uma quitação anual concordando em receber abaixo do mínimo profissional e terá validade na Justiça. Isso deve gerar polêmica. A empresa não precisa comprovar que pagou, mas vai ter um documento assinado pelo empregado de que ele recebeu tudo. Nada impede, portanto, que ele diga que foi coagido a assinar o documento e acione a empresa judicialmente.

CREA -   O sindicato passa então a ser descartável?

UBIRATAN - Acho que não, como quase tudo pode ser negociado, o trabalhador vai precisar se organizar por meio de seu sindicato. As categorias diferenciadas como os engenheiros, que são pulverizados em diversas empresas, serão induzidas a realizar negociações individuais que, com nível de desemprego existente no Brasil, poderá ter como consequência que este profissional seja o mais prejudicado na perda de direitos e benefícios. Recentemente ganhamos na Justiça duas ações coletivas, uma da Cerb (Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia) e outra da Embasa. Quem entrou com a ação foi o sindicato, ninguém precisou se identificar. Mesmo na área pública, os engenheiros não querem se expor, temendo sofrer perseguição. Nesse sentido, a entidade serve como escudo para proteger os trabalhadores.

CREA -  Como ficarão as ações trabalhistas?

UBIRATAN - O engenheiro vai ter que se filiar ao sindicato para ter direito aos acordos coletivos, mas pode ocorrer de o empregador induzir o profissional a não se filiar à entidade sindical, realizando negociações individuais. Hoje o sindicato entra com ações na Justiça do Trabalho sem custas processuais e caso o trabalhador não consiga comprovar a sua tese, ele apenas não tem a sua demanda acolhida. A partir da nova lei, caso ele não consiga comprovar a sua tese, o empregador pode entrar com uma ação de litigância de má fé, além de cobrar as custas processuais para aqueles trabalhadores que recebem acima de 2 mil e quinhentos reais, que é o caso dos engenheiros e da maioria dos profissionais vinculados do sistema Confea/Crea.

CREA -  Qual o cenário que você enxerga para o futuro?

UBIRATAN - A judicialização vai continuar existindo, assim como a luta de classes, que não foi extinta. Vou dar um exemplo para melhor entendimento. Eu estagiava na Construção Civil há 27 anos e um dia alguém disse que o feijão estava ruim. Os trabalhadores então, em protesto, pararam a obra e destruíram todos os equipamentos, agrediram engenheiros e o pessoal do setor administrativo e saíram em passeata pela cidade, conclamando os outros trabalhadores do setor a aderirem ao protesto. Ou seja, não foi o feijão, mas a situação de penúria que eles enfrentavam. A comida era realmente ruim, as instalações precárias e não havia nem bebedouro, bebia-se água no capacete. Hoje a realidade é bem diferente nos canteiros, muito por conta dos sindicatos e da fiscalização do Ministério Público do Trabalho. Nesse sentido, a entidade sindical canaliza as insatisfações dos trabalhadores para a mesa de negociação. É bom lembrar que no século 19 os operários quebraram as máquinas em protesto contra o Capital. Acho que fragilizar o sindicato não quer dizer que não vai haver luta, talvez mais desorganizada e até mais acirrada. Nos bairros pobres, por exemplo, quando não existe uma interlocução com o poder público, os moradores insatisfeitos queimam pneus, fecham a rua e protestam. Ou seja, é uma reação intempestiva de quem não tem um canal de negociação. No caso das empresas é a mesma coisa. Hoje, com o sindicato, existe uma pactuação, uma relação civilizada, que atenua a luta de classes e garante um acordo civilizado.

Fonte: Crea-BA 

Foto: Ana Paula Bispo

Empregador poderá pagar valores abaixo do Salário Mínimo Profissional

 

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Dia 11 de dezembro, dia do Engenheiro, será marcada por uma sessão especial na Câmara Municipal de Salvador, em homenagem à categoria. O evento acontece a partir das 09h, no Plenário Cosme de Farias e é organizada pelo Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e pelo mandato do vereador Leo Prates.

Na ocasião, o Senge-BA fará homenagens profissionais com destacada atuação na área: a engenheira civil, professora e a primeira mulher a ocupar a diretoria da Escola Politécnica da UFBA, Tatiana Dumêt; a engenheira de alimentos, Márcia Nori, vice-presidente do Senge-BA e professora da Universidade Estadual de Feira de Santana; Paulo Medeiros, engenheiro civil extremamente atuante nas entidades representativas da categoria; e, o engenheiro civil, Asher Kiperstok, coordenador da Rede de Tecnologias Limpas da Universidade Federal da Bahia e atuante na prevenção a poluição e na engenharia sanitária e ambiental, o engenheiro e servidor público José Casqueiro (Codesal) e o ex-secretário de Transportes Urbanos de Salvador e ex-superintendente do Setps (sindicato das empresas de ônibus), Horácio Brasil (in memoriam)

Serviço:

Sessão Especial em homenagem ao Dia do Engenheiro

Data: 11 de dezembro de 2017

Horário: 09h

Local: Plenário Cosme de Farias – Câmara Municipal de Salvador

Dia do Engenheiro terá sessão especial na Câmara Municipal de Salvador

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Por Carolina Guimarães

Fruto do trabalho coletivo de entidades, movimentos sociais, organizações sindicais e políticas, o jornal Brasil de Fato tem se consolidado como símbolo de luta por uma comunicação democrática, inclusiva e popular. No dia 06 de dezembro, mais um passo dessa luta foi dado com o lançamento da edição zero do Brasil de Fato Bahia; homenageando o guerrilheiro Carlos Marighella e trazendo as pautas, as cores e o povo baiano para suas páginas, o tabloide foi lançado com um ato político e cultural na sede do Sindicato dos Engenheiros da Bahia.

Participaram do ato Carlos Augusto Marighella, o Carlinhos, filho de Carlos Marighella, e um dos entrevistados para o jornal, o reitor da Universidade Federal da Bahia, João Salles, que contribuiu com uma das colunas e representantes do Senge-BA, Apub Sindicato, Sindipetro-BA, Sindae-BA, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Partido dos Trabalhadores, Consulta Popular e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). A banda Minas do Projeto Popular e a rapper Amanda Rosa fizeram as intervenções artísticas.

Durante o ato, o diretor do Senge-BA, Allan Hayama falou sobre a satisfação da entidade em contribuir com um projeto alternativo de comunicação e a importância em fazer essa disputa. “É um orgulho participar de um jornal feito com o povo e para o povo. Vida longa ao Brasil de Fato e vida longa à classe trabalhadora”, disse. A vocação popular do tabloide também foi abortada por Carlinhos Marighella, que agradeceu por participar de mais uma homenagem ao pai, “um militante apaixonado pelo povo. Um jornal que quer ser popular tem total sintonia com Carlos Marighella”, afirmou. O reitor João Salles falou sobre sua coluna em defesa da universidade pública e sobre a urgência em continuar a defender a educação como espaço de liberdade, principalmente no contexto de crescente autoritarismo. Ele ainda expressou solidariedade ao reitor da UFMG, conduzido coercitivamente pela Polícia Federal naquele dia.

Após, houve uma mesa temática sobre democratização da comunicação e o papel do Brasil de Fato nesse contexto. Foram convidados/as Joaquim Pinheiro (Brasil de Fato Rio de Janeiro), Joana Tavares (Brasil de Fato Minas Gerais), Monyse Ravenna (Brasil de Fato Pernambuco) e, representando a Bahia, Jamile Araújo. Joaquim trouxe um resgate da história do jornal – que nasceu em 2013, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre – sua transição de standard para tabloide, o surgimento do portal na internet e as experiências da rádio Brasil de Fato. “Eu acho que hoje a classe trabalhadora tem esse instrumento e cabe a nós o desafio de fazer ele avançar cada vez mais”, disse. Ao falar sobre a disputa da comunicação e seu papel estratégico na busca pela transformação da sociedade, Joana Tavares citou outra referência para a comunicação popular, o fundador do Núcleo Piratiginga de Comunicação, Vito Giannotti: “ele fala que o Brasil ainda tem casa grande e senzala e que ela se reproduz também na linguagem”. Joana enfatizou que o jornal precisa falar a linguagem do povo, criar identidade e assim se tornar relevante para fazer a disputa ideológica. “A gente tem essa teimosia de falar que isso [o jornal] é viável. Trabalhador lê jornal sim, e se for um jornal bonito, ainda mais. Ele vai querer ler, vai se enxergar e vai começar a criar público”, disse. Esse aspecto também foi abordado por Monyse Ravenna: “nós estamos fazendo jornalismo, não estamos fazendo panfleto. Temos cuidado na apuração, na diagramação, queremos ter boas fotos, porque o povo merece bom jornalismo”. Ela ainda trouxe notícias sobre os próximos lançamentos do tabloide no Nordeste: janeiro, em Sergipe, Paraíba, e Ceará em fevereiro. Jamile Araújo falou sobre o processo de construção do jornal na Bahia, os desafios para falar sobre um Estado com uma enorme extensão e fazer com que a publicação chegue às diversas regiões. Destacou também a importância da contribuição dos tabloides mais consolidados dos outros Estados e das organizações da Bahia que ajudaram na construção. “Fazer essa edição e esse lançamento, com a amplitude das organizações que construíram esse projeto mostra o potencial do Brasil de Fato como organizador coletivo”, disse.

Veja fotos do lançamento aqui

Expediente da Edição Zero

Colaboração: Jamile Araújo, Edmilson Barbosa, Vitor Alcantara, Carolina Guimarães, Ivo Saraiva, Moisés Borges, Elias Malê, Gabriel Oliveira, Julia Garcia, Lorena Carneiro, Wesley Lima, Maíra Gomes, DJ Bonfim, João Salles, Allan Hayama, Gabriela Barros, Anaíra Lobo, Attila Barbosa, Rita Serrano, Magno Costa, Camila Mudrek.

Edição: Monyse Ravenna (DRT/CE 1032), Elen Carvalho

Revisão: Júlia Garcia

Diagramação: Diva Braga

Apoiadores: Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (APUB), Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente na Bahia (Sindae), Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento Pela Soberania Popular na Mineração, Levante Popular da Juventude, Partido dos Trabalhadores, Marcha Mundial das Mulheres, Consulta Popular, Deputado Federal Valmir Assunção, Deputado Estadual Suplente Mário Jacó

Tiragem: 30.000 exemplares

Com homenagem a Carlos Marighella, jornal Brasil de Fato chega à Bahia

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Trabalhadores/as, representantes de movimentos sociais e dirigentes sindicalistas compareçam na tarde do dia 08 de novembro à Câmara Municipal de Vereadores da Bahia para participar de Audiência Pública sobre os impactos da privatização da Chesf. A audiência foi convocada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Câmara Municipal de Salvador, através da vereadora Marta Rodrigues (PT).

A vereadora abordou o contexto histórico sobre a importância e relevância da Chesf, uma das 14 subsidiárias da Eletrobrás, cuja privatização está na pauta do atual governo federal. No Nordeste, a privatização causará grandes impactos, pois o Rio São Francisco, que é fundamental na economia da região, também é a bacia hidrográfica que abastece a companhia hidrelétrica. “A Chesf tem contribuído para o desenvolvimento nacional” afirmou Marta. O Sindicado dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), através do Diretor Suplente, Eng° Eletricista Humberto Sérgio da Rocha, compareceu na audiência. O Sindicato tem organizado a campanha “Privatizar a Chesf é privatizar a água. Privatizar a água é privatizar a vida”.

Foto: Reprodução/Sinergia Bahia

Audiência Pública discute impactos da privatização da Chesf

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O diretor do Senge-BA, o engenheiro Allan Hayama representou o sindicato ontem (17) na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia a respeito da proposta de privatização da Chesf – subsidiária da Eletrobras no Estado. Na ocasião, houve ainda um ato em defesa da estatal, com participação de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, como a FUP (Federação Única dos Petroleiros), Sindipetro-BA, CUT, MST e MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). A audiência foi uma iniciativa da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano (Cedurb), da Comissão de Infraestrutura e da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Durante a audiência, a engenheira da Chesf Laís Falcão de Oliveira apresentou (veja aqui os slides) dados alarmantes sobre as possíveis consequências da privatização, a começar pela discrepância entre o valor de mercado da Eletrobrás (cerca de R$ 370 bi) e o valor de venda pretendido pelo governo Temer, de apenas R$ 20 bi. Ainda, a Chestf teria a receber ativos de R$ 39 bi até 2025, que seriam revertidos para a empresa compradora em caso de privatização. Também durante a atividade, a deputada estadual Maria del Carmen (presidente da Cedurb) propôs que os/as parlamentares baianos entrassem com uma ação tanto no Ministério Público Federal quanto na justiça estadual conta a medida. Outra proposta surgida na audiência foi a criação de uma Frente Parlamentar baiana em defesa da Chesf.

Veja mais fotos aqui

Com informações do Sindipetro-BA e Assessoria da deputada Maria del Carmen

Senge-BA participa de audiência pública e ato em defesa da Chesf/Eletrobras

 

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"Conjuntura e soberania nacional" é o tema do debate que será realizado, no dia 27/10, em Salvador (BA). A palestra contará com a participação do Ex-Ministro da Saúde e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. De acordo com o presidente do Senge-BA e vice-presidente da Fisenge, Ubiratan Felix, o debate tem o objetivo de refletir sobre as saídas para a atual crise política. "O Brasil vive um momento de desmonte da engenharia e da soberania nacional e precisamos formular propostas em prol de um desenvolvimento social", afirmou Ubiratan, lembrando que esta também é uma iniciativa no âmbito do projeto SOS Brasil Soberano da Fisenge. A palestra será na sede da Apub Sindicato, localizada na rua Aristides Novis, 44, Federação, Salvador (BA), a partir das 19h. Inscrições devem ser feitas no link: https://goo.gl/tXUCcW

Senge-BA promove debate sobre conjuntura e soberania nacional

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A Lei nº 4950-A, que regulamenta o Salário Mínimo Profissional, foi aprovada em Abril de 1966. Apesar de ter sido vetada integralmente pelo presidente militar Castelo Branco, o veto foi derrubado por 3/5 dos votos do Congresso Nacional, como determinava a Constituição em vigor na época. O segundo presidente do ciclo militar, Marechal Costa e Silva, solicitou a inconstitucionalidade da Lei no Supremo Tribunal Federal em 1969, obtendo uma vitória parcial que foi a exclusão dos servidores públicos estatutários nos níveis federal, estadual e municipal.
Em voto expresso pela ex-ministra do STF Ellen Grace em 2013, foi aprovada súmula vinculante que reconhece a constitucionalidade do estabelecimento de Salário Mínimo Profissional para os profissionais celetistas de empresas privadas, publicas e de controladas pelo Estado. Porém não foi reconhecida a obrigatoriedade do pagamento do Salário Mínimo Profissional para os Engenheiros, Geólogos e Médicos veterinários servidores públicos.

Senge-BA conquista mais uma grande vitória na garantia do Salário Mínimo Profissional

É importante ressaltar que, quando a Lei foi aprovada em 1966, não havia distinção entre servidores públicos, celetistas e empregados da iniciativa privada, sendo que posteriormente, em 1969, foi declarada a inconstitucionalidade para os servidores públicos estatutários hoje classificados como RJU – Regime Jurídico Único.
Nos últimos anos, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia ingressou com várias ações contra empresas privadas e públicas por não cumprimento do Salário Mínimo Profissional, obtendo êxito na quase totalidade dos casos, como recentemente ocorreu em ações coletivas contra a EMBASA e a CERB que estão em processo de execução. Via de regra, as empresas usam os seguintes argumentos para não pagar o Salário Mínimo Profissional:
1- Mudança na nomenclatura do cargo exercido para descaracterizá-lo como atividade de engenharia. Exemplo: Analista ambiental, de infraestrutura e etc.;
2- A inconstitucionalidade da Lei 4950-A, pois os valores não estão expressos em reais;
Ação do sindicato em relação ao cumprimento do Salário Mínimo Profissional, é inicialmente, notificar a empresa por via administrativa abrindo um processo de negociação. Caso este não tenha êxito é impetrada ação judicial.
A partir de 2011, o SENGE–BA celebrou acordos com algumas empresas que sempre são submetidos à aprovação dos Engenheiros empregados, realizou negociações com prefeituras para pagamento do Salário Mínimo Profissional a engenheiros servidores públicos do Regime Jurídico Único das Prefeituras - a exemplo de Vitoria da Conquista e Salvador - e realizou notificações extrajudiciais e impetrou ações nos concursos que não respeitavam o Salário Mínimo Profissional, sendo que, nos casos de suspensão de concursos e/ou processos de seleção o êxito foi insignificante.
Atualmente o SENGE-BA está em processo de ajuizar ações contra entidades não governamentais que participam de editais de apoio técnico à agricultura familiar e contratam profissionais Engenheiros Agrônomos com denominação genérica, englobando, muitas vezes, profissionais de áreas diversas como: de sociologia, direito, pedagogia, biologia e etc. A dificuldade atual é que os profissionais fazem a denuncia anônima mas não identificam a organização prestadora de serviços.
É importante que os profissionais de Engenharia procure o seu sindicato dos Engenheiros da Bahia representante legal da nossa categoria profissional
O SENGE-BA nestes 80 anos a serem completados em 27 de setembro de 2017, reafirma o seu COMPROMISSO COM A ENGENHARIA E COM O BRASIL.
Não fique só, fique sócio do SENGE -BA

Engenheiro Ubiratan Félix
Presidente do SENGE-BA

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Entre os dias 02 e 04 de junho, aconteceu, no Centro de Treinamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a primeira etapa do curso de formação da Plataforma Operária e Camponesa da Energia na Bahia. Uma realização do SINDIPETRO-BA, SENGE, SINDAE, SINERGIA, MAB, MPA, MST, Levante Popular da Juventude e outras organizações.

O curso visou dotar os participantes de conhecimentos sobre a importância da água e da energia, principalmente o petróleo, uma importantíssima matriz energética capaz de desenvolver a tecnologia, promovendo a distribuição dessas riquezas para o povo, se bem utilizada.

Credenciaram-se 55 trabalhadores e trabalhadoras de diversos segmentos e 09 regiões do estado da Bahia.

No primeiro dia, após as apresentações e saudações, foi formada a mesa de abertura com o Secretário de Desenvolvimento Rural, Gerônimo Rodrigues, o presidente da CUT/BA, Cedro Costa, Paulo de Tarso do SINERGIA e CNU, o diretor do Sindae, Grigorio Rocha, e o diretor do SINDIPETRO-BA, Jairo Batista, que destacou a necessidade de fazermos as lutas imediatas, mas não menos importante, e nos prepararmos para as lutas futuras. Disse ainda que o curso era um importante instrumento para formar os trabalhadores e trabalhadoras para pensar na mudança do modo de produção como ponto de partida à superação desse sistema que permite o homem explorar o seu semelhante.

Ainda no primeiro dia, houve o resgate histórico da plataforma coordenado por Allan Hayama, diretor do Senge-BA. Logo em seguida, o Coordenador Geral do SINDIPETRO-BA, Deyvid Bacelar, fez uma explanação acerca da Geopolítica do Petróleo e da importância da Petrobrás Estatal como mola propulsora do desenvolvimento do Brasil. Logo após, foi aberto um momento para perguntas e debate.
No segundo dia, Pedro Romildo, diretor do Sindae e coordenador do Observatório da Água, fez uma análise da conjuntura da situação política, econômica e social e quais serão os próximos desafios. Na continuação, Moisés Borges, coordenador nacional do MAB, falou sobre a concepção da formação política para os trabalhadores do campo da cidade.

No terceiro e último dia, final dessa primeira etapa do curso, foi ressaltado que todos terão a tarefa de difundir os conhecimentos adquiridos nas suas regiões. Houve consenso sobre a necessidade de formar e informar a população sobre a importância do Petróleo ser explorado por uma empresa como a Petrobrás, estatal imbuída de responsabilidade social e compromissada com a geração de riqueza para o povo.

Plataforma Operária e Camponesa de Energia realiza primeira etapa de curso de formação

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Começou nesta segunda-feira, 5/06, e vai até às 22h do dia 07 de junho, o processo de votação para escolha da nova Diretoria, Conselho Fiscal e Delegados/as sindicais do Senge-BA. A votação é eletrônica e pode ser feita através do site do sindicato, onde o/a associado/a deverá informar seu login e senha. O sistema de eleições online foi desenvolvido para permitir que a votação aconteça em ambiente Web com segurança e sigilo de informações.

As senhas de acesso foram enviadas aos engenheiros e engenheiras que, além do cadastro sindical, tenham se filiado à entidade até 31 de março de 2017 e não possuam débitos com a sua contribuição social. (Importante: a contribuição social não se confunde com o imposto sindical, obrigatório para tosos os/as participantes de uma categoria profissional).

Caso seja nosso/a associado/a em situação regular com a contribuição e não tenha recebido a seha, favor entrar em contato através do telefone (71) 3335-0510 para verificar se o seu cadastro social está atualizado.

Aos/às que desejarem votar na própria sede do Senge-BA (Rua Alexandre de Gusmão, 04 – Rio Vermelho), teremos um computador disponível para atender ao processo eleitoral e uma equipe de apoio para tirar eventuais dúvidas das 08h às 19h durante o período da eleição.

Eleições do Senge-BA começam nesta segunda-feira, 5/06

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