O tema da revista “Em Movimento” de outubro, é “Engenharia, eleições e desenvolvimento”. A edição traz uma entrevista exclusiva com Radia Perlman, a “mãe da internet”, dados sobre representatividade sindical e uma matéria especial sobre o Simpósio “A engenharia, as eleições e o desenvolvimento do Brasil”, que foi parte da agenda do Jubileu de Prata da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). Além disso, a publicação traz a nota da Federação “Um voto sem projeto e os riscos à democracia”.

Segundo Clovis Nascimento, engenheiro e presidente da Fisenge, a entidade acumula uma longa e vitoriosa trajetória coletiva de resistência e luta pelos direitos dos trabalhadores. “A história da Fisenge acompanha a história do Brasil. A nossa federação surge na esteira do novo sindicalismo com a explosão de greves em todo o país e a posterior criação da CUT, a Central Única dos Trabalhadores, a qual somos filiados. Este foi um marco do movimento sindical na luta por uma outra estrutura: horizontal, classista e combativa.”, afirmou o presidente da Federação.

Confira: https://bit.ly/2O2zy5G

Fisenge lança revista sobre “Engenharia, eleições e desenvolvimento” 

 

 

 

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Ao comemorar seu Jubileu de Prata, Fisenge reflete sobre rumos da Engenharia

Mesa de abertura dos trabalhos do simpósio promovido pela Fisenge em seus 25 anos

Com o tema “A Engenharia, as Eleições e o Desenvolvimento do Brasil”, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros – Fisenge promoveu, na tarde desta sexta-feira (21), no Clube de Engenharia do Rio de janeiro, uma nova edição do Simpósio SOS Brasil Soberano, programação que vem discutindo os rumos do desenvolvimento do país e que, na ocasião, celebrou seus 25 anos de atividades. 

Sob a mediação do presidente da entidade, Clóvis Nascimento, e com as participações do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, do economista Paulo Nogueira Batista Jr. e do sociólogo Clemente Ganz Lúcio, o evento, transmitido ao vivo pelo Facebook do simpósio e promovido em parceria com o Senge-RJ, contou, em sua mesa de abertura, com as participações dos presidentes do Confea, Joel Krüger; da Mútua, Paulo Guimarães; do Crea-RJ, Luiz Cosenza; do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos; e do Clube de Engenharia do Rio, Pedro Celestino, do representante da Federação Nacional de Engenheiros – FNE, Carlos Pontes e da diretora da Central Única dos Trabalhadores – CUT, Annyeli Damião do Nascimento.

“São 25 anos de uma trajetória de luta para muito além das questões corporativas, mas, sobretudo, de contribuição para o desenvolvimento do Brasil”, comentou o presidente Clóvis Nascimento, na abertura, passando em seguida a palavra ao presidente do Clube de Engenharia, que, ao receber os participantes do simpósio, comentou ser “imensamente agradável receber gente que pensa no Brasil, a exemplo da Fisenge”. Em seguida, acrescentou que “a causa da nação soberana, democrática, socialmente justa”, defendida pela entidade, “transcende a defesa da engenharia nacional”.

Luta e crise

“A Fisenge desempenha um belíssimo trabalho de luta em defesa da democracia, da liberdade, da engenharia, defesa da soberania nacional. Gostaria de parabenizar todos os sindicatos e todos os associados aqui presentes. Tivemos uma edição do SOS Brasil Soberano agora na Soea, em agosto. E esse é um tema em que estamos absolutamente alinhados, estamos juntos nesta luta. A defesa da soberania nacional, do capital tecnológico e das empresas brasileiras estava em nossa proposta para a gestão do Conselho Federal. Dessa forma, tiramos uma posição unânime do Confea, contrária à privatização da Eletrobras, como também estamos juntos na questão da formação das novas diretrizes curriculares. São dois pontos alinhados com a defesa da soberania nacional”, considerou o presidente Joel Krüger, lembrando que pertence à diretoria do Senge-PR. “Somos Fisenge, somos Senge-PR também”.

Presidente Paulo Guimarães, da Mútua

Presidente Paulo Guimarães, da Mútua

“Esse Jubileu de Prata é um momento muito importante com todas as lideranças da engenharia do Brasil”, considerou Paulo Guimarães, lembrando o papel social e assistencial do Sistema Confea/Crea. “A Mútua e o Confea, em parceria com as entidades, vamos estabelecer programas em possamos atender principalmente ao associado que precise de requalificação, contribuindo, assim, para a defesa da soberania nacional”, acrescentou.

Eleições

“Representar o Crea-RJ, parte do maior conselho profissional do país, nesse local para homenagear a Fisenge e seus 12 sindicatos filiados é motivo de muita alegria. Quando a gente assumiu, disseram que não devia falar de política. Mas se fosse assim, seria melhor nem entrar. Nossas entidades, fazem parte de uma resistência contra o desmonte da nossa engenharia. É inacreditável como um país que, há quatro anos, se dizia que ia ter um apagão de engenheiros, hoje tenhamos que conviver com mais de 50 mil engenheiros na rua. E eu não sei o que vai sobrar desse país até o final do ano. Quando o mercado da engenharia está fechado, é porque o país vai muito mal. E temos que falar de eleições e cobrar do presidente eleito que pense na classe trabalho, na engenharia e que a gente retome a discussão da questão da reforma trabalhista, que foi uma forma que o governo achou para destruir numa canetada só a grande resistência que o governo tinha que são os sindicatos.


 Encruzilhada democrática

Presidente do Senge-RJ, Olimpio Alves dos Santos

Presidente do Senge-RJ, Olimpio Alves dos Santos

Já o presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos, fundador da Fisenge, considerou que a entidade se encontra mais uma vez diante de uma encruzilhada para definir os destinos da Engenharia nacional. “Quando percebemos essa encruzilhada, pensamos em construir um movimento chamado SOS Brasil Soberano. Porque entendemos que é fundamental discutir a soberania, o direito de sermos donos e definidores do nosso futuro, de termos direito de dispormos das riquezas naturais deste país para trazer cidadania a todo o povo brasileiro, que se encontra em sua grande parte na miséria e excluído. Mais do que isso, temos construído uma ideia de nação por senso comum, o pior possível. Por isso, precisamos agora espantar os espantalhos criados por esse senso comum”, disse, lembrando a letra de “Fado Tropical”, de Chico Buarque de Holanda.

A mesa de abertura do simpósio foi concluída pela representante da CUT, Annyelli Nascimento, que lembrou a atual resistência da classe trabalhadora. “Esse processo político que estamos passando nos coloca na responsabilidade de sermos atores e atrizes políticos para conduzir esse país a outro patamar. Nossa elite não quer que você tenha e muitas vezas não pensa na potencialidade do povo brasileiro para transformar essa realidade”, disse, fazendo um chamamento em defesa da democracia. “O Brasil só será transformado se tomarmos a decisão agora”.

Chacon, Presente!

Esposa, Silvia Chacon, e filha recebem placa das mãos do presiente da Fisenge, Clóvis Nascimento, em homenagem ao engenheiro eletricista José Chacon de Assis

Esposa, Silvia Chacon, e filha recebem placa das mãos do presiente da Fisenge, Clóvis Nascimento, em homenagem ao engenheiro eletricista José Chacon de Assis

Falecido em 3 de julho e homenageado também durante a Soea deste ano, o engenheiro eletricista, conselheiro do Confea e ex-presidente do Crea-RJ José Chacon de Assis foi homenageado por meio da entrega de uma placa da Fisenge à esposa, Silvia Chacon, e a uma de suas filhas. Suas lutas pela democracia, Anistia, Constituição, por movimentos sociais, ambientais, sindicais, como ex-diretor do Senge-RJ, e pela soberania do país, foram saudadas pelo público aos gritos de “Chacon, Presente!”.

Tecnologia e soberania

Embaixador Celso Amorim e demais participantes do simpósio SOS Brasil Soberano

Embaixador Celso Amorim e demais participantes do simpósio SOS Brasil Soberano

Ao cumprimentar a Fisenge, o diplomata Celso Amorim comentou que o Clube de Engenharia sempre se caracterizou pela defesa do pensamento nacionalista, e lembrou episódios de sua trajetória ligados à engenharia, relacionado a patentes, propriedade intelectual de produtos com tecnologia brasileira e informática. Fazendo referência à atuação em defesa da engenharia brasileira, por meio de ações como a da não concretização da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA, também mencionou a crise da indústria naval nos últimos anos. “Ela era um dos esteios que mais ofereciam empregos no Rio de Janeiro e agora está combalida. O atual governo tem uma política industrial, mas não pra nós, é para a Coréia do Sul, Cingapura, isentando de impostos as embarcações e plataformas de petróleo do exterior. E nós deixamos de fazer acordos que prejudicassem a indústria naval nacional. É vital o desenvolvimento da engenharia e da tecnologia para o país exercer sua soberania”.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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Para o ex-ministro, além de defender a democracia contra o fascismo, o povo brasileiro vai ter que escolher entre uma nação soberana ou uma economia completamente subordinada ao capital estrangeiro

“No Brasil, temos uma coisa rara que é a combinação do fascismo com o ultra neoliberalismo, dentro de uma mesma plataforma política. O que não é comum. O fascismo sempre esteve ligado, ainda que de uma maneira perversa, ao nacionalismo. Mas, nossos fascistas defendem as indústrias estrangeiras. Essa é a peculiaridade. Eles querem uma economia completamente subordinada, com ausência do controle de nossas riquezas”, disse o embaixador Celso Amorim, durante o VII Simpósio SOS Brasil Soberano - A engenharia, as eleições e o desenvolvimento no Brasil, realizado no dia 21/9, no Rio de Janeiro. O evento é iniciativa da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), em comemoração ao Jubileu de Prata.

Ex-ministro de Relações Internacionais e da Defesa, Celso Amorim defende que a política industrial, o desenvolvimento de uma engenharia própria, a independência tecnológica e a defesa nacional são fundamentais para uma nação soberana. “O EUA, por exemplo, com todo privatismo, quando se trata de defender uma empresa estratégica, ele defende. Mais de 50% das encomendas feitas a essas empresas vêm do Estado americano, através do Pentágono, que é o grande financiador da tecnologia, em qualquer área. Ou seja, o Estado sempre se faz presente. Já nosso atual governo, temos uma política industrial em função de outros países, como Singapura, Coreia etc”, afirma.
Para Celso Amorim, é preciso 20 a 30 anos de governo, “não necessariamente do mesmo partido”, dedicado à defesa da soberania nacional e do desenvolvimento do país para ocorrer a construção de uma nação com independência tecnológica.

TRAGÉDIA DO MUSEU NACIONAL
Celso Amorim considera a tragédia do Museu Nacional, ocorrida na noite do dia 02/09, uma metáfora do está acontecendo no Brasil. “É um incêndio na inteligência brasileira, é um incêndio na criação artística, é um incêndio na nossa memória. Nós não sabemos mais quem somos porque grande parte do que somos virou cinzas”.
De acordo com o ex-ministro, a imagem que o Brasil tem passado para o resto do mundo é que o país ficou decadente antes de ser desenvolvido. “A emenda constitucional do teto dos gastos não existe. Fazer contenção por vinte anos é inacreditável. Mas, nós fomos submetidos a isso, infelizmente. São muitas coisas inacreditáveis ocorrendo, e nós temos que lutar contra elas”.

Por Marine Moraes (Senge-PE)

Foto: Adriana Medeiros

"A disputa é do desenvolvimentismo nacional contra o ultraliberalismo", diz Celso Amorim

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por Laura Ralola

com entrevistas de Camila Marins

Fisenge: 25 anos de luta em defesa da engenharia nacional

Em 18 de setembro de 1993, foi fundada a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). Com o propósito de unificar e potencializar as lutas da categoria em vários estados do país, a entidade vem, desde o seu surgimento, articulando ações que visam à valorização da engenharia brasileira, da soberania nacional e à construção de uma sociedade justa e igualitária. Em 25 anos de uma trajetória marcada pela defesa de lutas fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do país, a Federação possui hoje 12 sindicatos filiados.

São 25 anos de Fisenge, mas o período que antecedeu esta história conta muito sobre a essência da Federação. A Fisenge começa a germinar bem antes de sua fundação, em 1993, e sua história deve ser contada a partir de um contexto maior — algo fundamental para a compreensão das realidades. Por isso, mergulhamos em fontes e acervos documentais da Federação e de seus sindicatos filiados buscando um resgate da trajetória da entidade.

Conforme aponta o livro ‘Duas Décadas de Luta e Esperança’ (2014), produzido pela Fisenge e o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), a história da Federação está intimamente ligada à história recente de nosso país. À luz da redemocratização, a chamada de retomada no final dos anos 1970 e 1980, houve no Brasil um movimento de diversas categorias que começaram a questionar as práticas  sindicais vigentes na época meramente burocráticas e corporativistas. Pensando em um modelo voltado para os interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora, engenheiros e engenheiras começaram a articular nacionalmente um outro projeto.

Em 1983 surgiu a Central Única dos Trabalhadores (CUT) — organização resultante da disputa de práticas e concepções estruturais dos sindicatos de trabalhadores. O movimento repercutiu de forma intensa na Federação Nacional de Engenheiros (FNE), gerando um processo de cisão ideológica na única organização nacional da categoria na época. 

O confronto de ideias culminou na divisão dessa federação alguns anos mais tarde, com a criação da Coordenação Nacional dos Sindicatos dos Engenheiros (Consenge), em 1991, cuja coordenação ficou com o engenheiro Luiz Carlos Correa Soares. Da Consenge, nasce a Fisenge em 1993 — fundada por engenheiros e engenheiras que propunham um novo modo de fazer sindicalismo.

A proposta de transformar a Coordenação em Federação de caráter nacional foi apresentada pelo então presidente do Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco, Carlos Roberto Aguiar de Britto, em encontro da Consenge realizado em abril de 1993. Participaram desse
encontro 74 representantes de onze sindicatos de engenheiros de dez estados do Brasil.

A Fisenge chega ao mundo recebendo a tarefa de enfrentar o ciclo neoliberal que se iniciava no Brasil na década de 1990, com a implementação de abertura ao capital internacional, a privatização de setores estratégicos para o país e a terceirização do trabalho em empresas estatais.

As políticas implementadas na década de 1990 resultaram no aumento da terceirização, na perda da identidade do trabalhador com relação a sua empresa, e consequente dificuldade do sindicato de mobilizar e associar, precarização da mão de obra e crescimento dos aciden-
tes de trabalho em decorrência da terceirização. E muitas empresas privatizadas na época tinham em seus quadros centenas de profissionais da engenharia.

Em uma década que representou um duro ataque à unidade da classe trabalhadora, a Fisenge cumpriu um papel fundamental de resistência ao modelo neoliberal e em luta pela defesa da engenharia e da soberania nacional. Atualmente, a Federação é constituída por um conjunto de 12 sindicatos de engenheiros em todo o Brasil: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro (incluindo Volta Redonda e o da capital), Rio Grande do Norte (exclusivamente de agrônomos), Rondônia, Sergipe e Santa Catarina (exclusivamente de agrônomos).

A FISENGE APÓS OS ANOS 2000

Com a virada do milênio, assistimos no Brasil a um crescimento da economia e da engenharia. Foi uma época de pleno emprego, com uma conjuntura internacional também favorável e um programa de governo implementado que retirava da agenda central o debate das privatizações. Conforme atestam relatórios do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na primeira década dos anos 2000 houve aumento real de salários em muitas categorias — o que sinalizava maior poder de barganha para a classe
trabalhadora.

A luta da Fisenge, no entanto, não ficou no passado. Mesmo com a eleição de governos que se afirmavam de esquerda, embora tenham feito uma série de concessões, a Federação continuou firmemente mobilizada contra explorações dos bens públicos pela iniciativa privada.

Em um contexto político específico — marcado pela retomada das forças conservadoras — conceitos utilizados na década de 1990, como a desestatização de empresas públicas e desregulamentação das relações econômicas e sociais, voltaram à tona de forma intensa. A im-plementação de uma reforma trabalhista que enfraquece os sindicatos e os trabalhadores é um importante instrumento auxiliar neste caso, assim como a aprovação das terceirizações irrestritas. E são com estes desafios impostos que a Fisenge chega aos seus 25 anos.

Para o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, nos anos que virão, a Fisenge continuará firme em defesa das empresas públicas que controlam setores estratégicos de nossa economia, da engenharia nacional e de um projeto de desenvolvimento brasileiro. Clovis enfatizou, ainda, que essa é uma tarefa de toda sociedade preocupada com a soberania nacional e, por isso, é essencial que seja traçado um projeto em busca de aliados em defesa de lutas fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do país.

FISENGE E OS MOVIMENTOS SOCIAIS

Desde a sua criação, a Fisenge prima pelo diálogo com a sociedade e pela vontade de avançar para além de práticas corporativas. Por isso, a entidade sempre atuou ao lado dos movimentos sociais em diversas pautas, como a defesa da reforma agrária, da agricultura familiar, dos atingidos por barragens, do direito à cidade e à igualdade de gênero.

O Coletivo de Mulheres da Fisenge, por exemplo, vem promovendo uma série de ações no sentido de incentivar a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Conforme destacado no compêndio das histórias em quadrinhos do Projeto Engenheira Eugênia, o Coletivo de Mulheres é formado por engenheiras que formulam e propõem ações sobre o debate de gênero no âmbito da entidade. “Lutamos pela ampliação de mulheres nos espaços de poder e atuação, pela valorização profissional das engenheiras, pelo reconhecimento nas áreas das ciências e tecnologia, pelo Estado Democrático de Direito, pela soberania nacional e por uma sociedade justa e igualitária”, afirmou nota de apresentação do compêndio lançado em 2017.

A criação do projeto ‘Eugênia, a engenheira’ foi uma ação de comunicação proposta pelo Coletivo, com intuito de construir narrativas alternativas e pontes de diálogo. “Eugênia reforça que todas as vidas importam e que toda contribuição é importante. Como engenheiras, podemos formular projetos, políticas ambientais, agrícolas, agrária, de saneamento. E o compêndio é um instrumento de empoderamento para escolas, universidades, lares e locais de trabalho”, afirmou a engenheira e Diretora da Mulher da Fisenge, Simone Baía.

UMA CRONOLOGIA DE LUTA

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No mês de setembro, o tema da revista “Em Movimento” é o Jubileu de Prata da Fisenge, que comemora os 25 anos de fundação da Federação. A edição traz temas como soberania, segurança alimentar, 75 ª SOEA e Coletivo Nacional de Estudantes da Fisenge.

“Nesses 25 anos de muita luta, para muito além das questões corporativas, a Fisenge participou ativamente dos momentos mais marcantes da redemocratização do país e da luta contra o neoliberalismo implementado no Brasil no governo FHC com as privatizações das distribuidoras de energia elétrica, da Vale do Rio Doce, da CSN. Em todos os casos a Fisenge lutou contra a entrega desses importantes patrimônios da sociedade brasileira. São 25 anos de luta em defesa da engenharia, do desenvolvimento e da soberania nacional”, afirmou Clovis Nascimento, presidente da Fisenge.

Confira: https://bit.ly/2xOGCwJ

Fisenge lança revista especial sobre os 25 anos de fundação da Federação

 

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Clemente Ganz destaca fortalecimento da legislação trabalhista no Brasil pós-eleição

Foto: Adriana Medeiros / Clemente Ganz Lúcio

O VII Simpósio SOS Brasil Soberano marcou o Jubileu de Prata (25 anos) da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), no dia 21/9, no Clube de Engenharia. Profissionais e lideranças de todo país debateram o processo eleitoral e como o desenvolvimento das ciências e profissões da área tecnológica podem ser catalisadoras de equilíbrio social e distribuição de renda.

O diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES), sociólogo Clemente Ganz Lúcio, foi um dos palestrantes do evento. O especialista falou sobre o futuro do trabalho e da necessidade de reorganização sindical frente aos desafios democráticos e de retomada do crescimento econômico e social no período pós-eleição.

“Estamos falando da possibilidade de recolocar nesse processo eleitoral a alternativa da centralidade do desenvolvimento brasileiro a partir de uma perspectiva de soberania e capacidade da engenharia de colocar a nossa riqueza humana e material em função do desenvolvimento social”, defende. “Um país que abre mão de pensar e engenharia abre mão do futuro”, complementa.

O sociólogo elenca as ciências exatas como capazes de construir soluções aos desafios atuais e para transição para chamada “indústria 4.0”. Entretanto, afirma que a flexibilização das Leis trabalhistas impede que o controle dessas mudanças estruturais e produtivas sejam moderadas pela governança do Estado ou pela ação sindical, entes capazes de fazer com que o futuro do trabalho inclua mais trabalhadores e promova distribuição de renda.

“O processo de transformação tecnológica e patrimonial precisa ser controlado politicamente no sentido de garantir que essas mudanças sejam suportadas por instituições e sociedades”, afirma. “É preciso rever as reformas, que deram máxima flexibilidade para o setor produtivo e promoveram mudanças institucionais que atingiram sindicatos. A Reforma Trabalhista ataca os sindicatos e a intervenção do Estado na relação trabalhista”, corrobora.

Clemente Ganz reforça que a readequação da força política pelo processo eleitoral exige, na sequência, agilidade para realinhamento da legislação em vigor. O objetivo é recolocar as políticas de desenvolvimento em prol dos trabalhadores e fortalecer entidades sindicais e a governança, que nunca deveriam ter sido enfraquecidas. “É preciso agilidade para reconstrução nesse momento de instituições fragilizadas. O projeto vencedor nas eleições precisa dar respostas em curto prazo. Os aproximadamente 13 milhões de desempregados não podem esperar”, disse.

Mesa

O evento que marcou o Jubileu de Prata foi realizado no dia 21 de setembro no Clube de Engenharia (Rio de Janeiro) com representantes de Sindicatos de Engenheiro de todo Brasil. Além de Clemente Ganz, o painel “A engenharia, as eleições e o desenvolvimento do Brasil” reuniu o ex-ministro Celso Amorim e o economista Paulo Nogueira. A mesa foi mediada Clovis Nascimento, engenheiro e presidente da Fisenge e Simone Baía, engenheira e Diretora da Mulher da Fisenge.

Revista “Em Movimento”

Os 25 anos da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros são destaque na Revista “Em Movimento” nº 26. Na edição, especialistas e intelectuais falam à Fisenge sobre propostas para a construção de um projeto de Brasil. O sociólogo e diretor do DIEESE Clemente Ganz Lúcio é um dos entrevistados. Confira em: https://fisenge.org.br/index.php/publicacoes/revista/item/5337-em-movimento-n-26

 

 

Por Flávio Borgneth (Senge-ES)

 

 

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25 anos da Fisenge: eleições, desenvolvimento e engenharia

Da esquerda para a direita: Paulo Nogueira, Celso Amorim, Clovis Nascimento, Simone Baía e Clemente Ganz Lúcio. Foto: Adriana Medeiros.

A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) comemorou 25 anos de fundação no dia 21 de setembro, no Clube de Engenharia. O Jubileu de Prata aconteceu com a realização do Simpósio “SOS Brasil Soberano: A Engenharia, as Eleições e o Desenvolvimento do Brasil”, promovido com apoio da revista Carta Capital e com público formado por representantes de diferentes entidades ligadas à engenharia nacional, a organizações da sociedade civil, parlamentares, pesquisadores e profissionais.

“Comemoramos 25 anos de uma trajetória de luta para muito além das questões corporativas, mas sobretudo de contribuição para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou Clovis Nascimento, presidente da Federação, engenheiro civil e sanitarista, na abertura do evento. Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia, parabenizou a escolha do tema do simpósio: “O tema de hoje transcende a defesa da engenharia nacional, porque o que está em discussão é o nosso futuro como Nação. E a Fisenge tem história e trajetória defendendo essa causa, a causa da Nação soberana, democrática e socialmente justa”, disse ele. Também participaram da mesa de abertura representantes de entidades da engenharia nacional: Joel Krüger, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea); Paulo Guimarães, presidente da Mútua; Carlos Monte, representando a Federação Nacional de Engenheiros (FNE); Luiz Cosenza, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ); Olímpio Alves dos Santos, presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e Anielle Nascimento, diretora da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

25 anos da Fisenge: eleições, desenvolvimento e engenharia

Mesa de abertura, da esquerda para a direita: Anielle Nascimento, Luiz Cosenza, Joel Krüger, Pedro Celestino, Clovis Nascimento, Paulo Guimarães, Carlos Monte e Olímpio dos Santos. Foto: Adriana Medeiros.

O simpósio foi realizado com a exposição das ideias de três respeitados especialistas em questões de desenvolvimento nacional: Celso Amorim, embaixador e ex-Ministro das Relações Exteriores do Brasil (1993-1994 e 2003-2010); Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e Diretor Técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE); e Paulo Nogueira Batista Jr., economista e ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS em Xangai, na China. Em comum aos três, a defesa incontestável da soberania nacional e do desenvolvimento com inclusão social como estratégias para que o Brasil supere a crise generalizada pela qual passa e possa encontrar soluções para a retomada da geração de empregos, a reconstrução da engenharia e a estabilidade democrática. A moderação coube a Simone Baía, engenheira química e Diretora da Mulher da Fisenge.

Soberania científica e tecnológica

Celso Amorim lembrou que o fortalecimento da engenharia brasileira foi uma importante preocupação existente quando da fundação do Ministério da Ciência e Tecnologia, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologias nacionais. A pauta, no entanto, é ainda hoje um desafio. “O país que é dependente tecnologicamente e cientificamente tem sua soberania limitada”, lembrou ele. “O incêndio do Museu Nacional é uma metáfora para o que está acontecendo no Brasil:  o incêndio da inteligência brasileira, da criação artística, da nossa memória”. Para o embaixador, as eleições de 2018 têm papel fundamental para que a questão seja endereçada no debate público. “É uma luta que vai sim encontrar seu momento nas eleições. Teremos sim de defender um nacional-desenvolvimentismo contra o neoliberalismo”, apontou o ex-ministro. Amorim ainda tratou da importância da atuação do Estado na proteção da indústria nacional. “É preciso 20, 30 anos de governos, que nem precisam ser do mesmo partido, para que se construa independência tecnológica”, afirmou ele, completando que “Não existe soberania sem democracia, porque a democracia é a soberania popular”.

25 anos da Fisenge: eleições, desenvolvimento e engenharia

Celso Amorim: “O país que é dependente tecnologicamente e cientificamente tem sua soberania limitada”. Foto: Adriana Medeiros

Retomada da engenharia

“As dificuldades da engenharia nacional, que vocês conhecem muito bem, são muito ligadas a um longo período de baixo crescimento econômico do Brasil desde a década de 1980. Desde então nós não conseguimos encontrar um rumo de crescimento sustentável”, explicou o economista Paulo Nogueira Batista Jr. “Temos surtos de crescimento econômico, mas basicamente temos um processo de estagnação ou quase estagnação, e um retrocesso forte na área industrial, afetando de sobremaneira a engenharia nacional”, explica ele. Os momentos de apoio do Estado ao desenvolvimento da indústria nacional privada nas últimas décadas, inclusive por atuação do BNDES, portanto, foram determinantes para que houvesse crescimento na área, embora não tenha sido suficiente para que se criasse um polo de apoio político do empresariado às grandes políticas desenvolvimentistas nacionais.

25 anos da Fisenge: eleições, desenvolvimento e engenharia

Paulo Nogueira Batista Jr., economista e ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, dos BRICS. Foto: Adriana Medeiros

Construir alternativas

Do ponto de vista do trabalho, segundo o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, o desenvolvimento nacional atravessa um período de grandes dificuldades. Para ele, é preciso construir uma ampla frente social para se pautar trabalho, desenvolvimento e soberania no pós-eleições. “Vamos enfrentar o terceiro turno, que já está sendo construído. E precisamos ter clareza de que essa construção exigirá de nós uma resposta sensata e compromissada. Compromissada com o desenvolvimento. E sensata no sentido de reunir as forças necessárias para fazer a construção de nossa estratégia democrática, que não é algo pequeno, porque será preciso ressignificar na sociedade o papel das instituições, porque sem elas não garantimos nossa democracia e a soberania”, disse ele. E a engenharia atua de forma significativa nessa dinâmica. “Quando nós pensamos em engenharia, me vem sempre a ideia de que a capacidade cognitiva de uma sociedade que tem um pensamento de engenharia desenvolvido é o de uma sociedade que reuniu capacidade para resolver problemas complexos”, afirmou Clemente Ganz Lúcio.

Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e Diretor Técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Foto: Adriana Medeiros.

Homenagem

As entidades presentes homenagearam José Chacon de Assis, falecido em 3 de julho deste ano. Militante reconhecido no movimento sindical, ambiental e pela soberania nacional, Chacon atuou na luta pela Anistia e pelas Diretas Já durante a Ditadura Militar (1964-1985), além de participar da campanha pela Constituição de 1988 e atuou, ainda, como diretor eleito do Senge-Rio e do Crea-RJ, lutando contra as privatizações e trabalhando nos debates do Plano Diretor do Rio de Janeiro.

 

Fonte: Clube de Engenharia

 

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A noite desta sexta-feira (25) foi de comemoração e homenagens pelos 25 anos da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). A confraternização que comemorou o Jubileu de Prata contou com a presença de representantes das 12 entidades que compõem a entidade, e ocorreu no Rio de Janeiro, onde está localizada a sede da Federação.

“É possível repactuar o Brasil com um projeto de nação soberana e democrática”, diz presidente da Fisenge, durante comemoração de 25 anos da entidade

Foto: Adriana Medeiros / Clovis Nascimento (presidente da Fisenge)

Ex-presidentes, fundadores e diretores da Fisenge receberam placas de homenagem durante a confraternização. Foram homenageados Carlos Roberto Bittencourt, vice-presidente da Fisenge de 2002 a 2008 e presidente de 2008 a 2014; Maria Cristina de Sá Oliveira Matos Brito, primeira mulher eleita para presidência do Senge-MG, uma das fundadoras da Fisenge e diretora da Fisenge por dois mandatos; Olímpio Alves dos Santos, atual presidente do Senge-RJ, presidente da Fisenge de 2004 a 2008; Paulo Bubach, presidente do Senge-ES, do Crea-ES e da Fisenge por dois mandatos cada; Agamenon Oliveira, secretário-geral da Fisenge entre 2002 e 2005 e ex-presidente do Senge-RJ.

No discurso proferido durante a cerimônia, o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, relembrou a trajetória coletiva de resistência e luta pelos direitos dos trabalhadores. “A história da Fisenge acompanha a história do Brasil. A nossa federação surge na esteira do novo sindicalismo com a explosão de greves em todo o país e a posterior criação da CUT, a Central Única dos Trabalhadores, a qual somos filiados”.

Diante do atual cenário de fragilidade democrática e de profundos retrocessos impostos aos trabalhadores e trabalhadoras, o presidente da Fisenge reafirmou o papel da entidade e das lideranças que a compõem: “Temos grandes responsabilidades para o próximo período. A nossa resistência é construída nas ruas, nos locais de trabalho, na vizinhança, nos sindicatos e nos movimentos sociais. É possível repactuar o Brasil com um projeto de nação soberana e democrática. Pela engenharia, pela democracia e pela soberania nacional, vamos juntos defender o Brasil!”.

Nos agradecimentos finais, Nascimento frisou a dedicação dos funcionários da Fisenge para a construção cotidiana da entidade: Gilcimara Valle, João Antonio Dias Borges, Camila Marins, Domênica Soares e Raquel Faria.

Simpósio

Como parte da programação do Jubileu de Prata da Fisenge, também foi realizado o Simpósio SOS Brasil Soberano sobre “A engenharia, as eleições e o desenvolvimento do Brasil”. O evento reuniu cerca de 400 engenheiros e engenheiras de diversas partes do país, na sede do Clube de Engenharia, Centro do Rio de Janeiro, ao longo da tarde do dia 21.

O debate contou com palestra do embaixador Celso Amorim, do economista Paulo Nogueira Batista Jr., e do sociólogo e o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz. A solenidade de abertura teve presença do presidente do Confea, Joel Krüger; do presidente da Fisenge, Clovis Nascimento; do presidente da Mútua, Paulo Guimarães; do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Luiz Cosenza; do presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos e do anfitrião e presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino.

 

Por Ednubia Ghisi (Senge-PR)

 

 

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O presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, foi homenageado durante a cerimônia de comemoração 25 anos da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), na noite desta sexta-feira (21). A confraternização que comemorou o Jubileu de Prata contou com a presença de representantes das 12 entidades que compõem a entidade, e ocorreu no Rio de Janeiro, onde está localizada a sede da Federação.

Presidente do Senge-PR é homenageado na comemoração de 25 anos da Fisenge

Foto: Adriana Medeiros / Clovis Nascimento (presidente da Fisenge), Carlos Roberto Bittencourt (presidente do Senge PR) e Joel Krüger (presidente do CONFEA).

“É uma grande honra pra mim receber esta homenagem. A Fisenge e o Senge Paraná estão no meu coração, e vou seguir na defesa das nossas entidades, da nossa profissão de engenheiros, e da engenharia nacional”, disse o engenheiro agrônomo, no momento em que recebeu a placa de homenagem das mãos do presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia ( Confea) e diretor do Senge Paraná, Joel Krüger. Bittencourt ocupou o cargo de vice-presidente da Fisenge de 2002 a 2008, e de presidente de 2008 a 2014.

Outros ex-presidentes, fundadores e diretores da Fisenge também receberam placas de homenagem durante a confraternização: Maria Cristina de Sá Oliveira Matos Brito, primeira mulher eleita para presidência do Senge-MG, uma das fundadoras da Fisenge e diretora da Fisenge por dois mandatos; Olímpio Alves dos Santos, atual presidente do Senge-RJ, presidente da Fisenge de 2004 a 2008; Paulo Bubach, presidente do Senge-ES, do Crea-ES e da Fisenge por dois mandatos cada; Agamenon Oliveira, secretário-geral da Fisenge entre 2002 e 2005 e ex-presidente do Senge-RJ.

Biografia resumida

Bittencourt é servidor da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, foi presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel de 86 a 88; presidente do SENGE-PR de 1996 a 2002; Vice-presidente da Fisenge de 2002 a 2008; Foi Conselheiro titular do CREA-PR de 2001 a 2003 e Conselheiro Titular do Concidades, de 2007 a 2014. Voltou a ser presidente do Senge Paraná em 2014, cargo que ocupa atualmente. Foi presidente da FISENGE de 2008 a 2014.

Seminário

Como parte da programação do Jubileu de Prata da Fisenge, também foi realizado o Simpósio SOS Brasil Soberano sobre “A engenharia, as eleições e o desenvolvimento do Brasil”. O evento reuniu cerca de 400 engenheiros e engenheiras de diversas partes do país, na sede do Clube de Engenharia, Centro do Rio de Janeiro, ao longo da tarde do dia 21.

O debate contou com palestra do embaixador Celso Amorim, do economista Paulo Nogueira Batista Jr., e do sociólogo e o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz. A solenidade de abertura teve presença do presidente do Confea, Joel Krüger; do presidente da Fisenge, Clovis Nascimento; do presidente da Mútua, Paulo Guimarães; do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Luiz Cosenza; do presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos e do anfitrião e presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino.

Além do presidente do Senge-PR, participaram da programação alusiva ao Jubileu de Prata da Fisenge diretores e ex-diretores do Senge-PR: Luciana Bruel Pereira, Valter Fanini, Cícero Martins Junior, Luis Carlos Correa Soares e Rolf Gustavo Meyer.

 

Por Ednubia Ghisi (Senge-PR)

 

 

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Durante palestra no VII Simpósio SOS Brasil Soberano – A engenharia, as eleições e o desenvolvimento do Brasil, nesta sexta-feira (21), o economista criticou a falta de comprometimento das empresas instaladas no país com o desenvolvimento nacional, apesar de o Estado, ao longo de décadas, ter apoiado seus investimentos. “Este apoio do Estado à empresa privada nacional, não entendo por que não foi correspondido”, afirmou. “Os governos nunca conseguiram criar um polo de apoio político do empresariado que os sustentasse ao longo do tempo.”

A dificuldade de o empresariado construir um projeto de longo prazo com o Estado deriva, segundo ele, do fato de um desenvolvimento soberano implicar justiça social. O que as elites e as classes médias rejeitam.

“O capitalismo é nacional mas sem burguesia nacional. Ela não corresponde ao que se entende por burguesia nacional nos modelos clássicos de desenvolvimento”, explica. “Somos como vira-latas crônicos, vítimas de concepções idealizadas do que dá certo nos outros países.”

Considerando o tripé de desenvolvimento proposto pelo economista João Paulo dos Reis Veloso, que envolve Estado, capital internacional e nacional --, Nogueira Batista Jr. observa que as elites brasileiras atuam de forma “serviçal, desconectada do povo”. E a essa ação precária, correspondeu uma maior presença do Estado. “O capital nacional sempre foi fraco; compensado pela ação do Estado.”

O VII Simpósio SOS Brasil Soberano comemorou os 25 anos de existência da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), realizado no auditório do Clube de Engenharia, com a participação ainda do ex-ministro Celso Amorim e do diretor técnico do Diesse, Clemente Ganz.

Para Paulo Nogueira Batista Jr., as empresas instaladas no Brasil não têm comprometimento com o desenvolvimento nacional

Foto: Adriana Medeiros

 

Por: Verônica Couto/SOS Brasil Soberano

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