O Brasil é um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma mulher é morta a cada 2 horas por um homem. Para dar destaque ao assunto, vários movimentos sociais encabeçam a campanha “Nem uma menos!”, que nasce da indignação com as frequentes mortes de mulheres no país. Na semana em que comemora-se o Dia da Mulher, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) traz à tona o debate, que não é caso de polícia, mas um problema social, cultural, de saúde, de educação e de machismo.

Presidente do Crea-PB, a agrônoma Giucélia Figueiredo acredita que suscitar a discussão em torno do tema é uma ação de cidadania e lembra que o problema deve ser combatido através de políticas públicas especificas para que a violência seja de fato coibida. “Enquanto a sociedade clama para que essas mulheres não sejam só números de uma estatística assustadora, o Governo Federal, sob uma perspectiva policialesca, tira da Secretaria de Políticas Para Mulheres o status de ministério da pasta, agora subordinada ao Ministério da Justiça. Enquanto isso, os discursos misóginos de parlamentares e políticos conservadores avançaram em todo o país. Isso se confronta com a necessidade de enxergar as políticas para as mulheres de maneira ampla”, alerta Giucélia.

Na Paraíba, a realidade é assustadora. Segundo dados do Mapa da Violência 2015 – Homicídios de Mulheres, o número de violência contra a mulher cresceu 260% no estado entre 2003 e 2013, pulando de 35 para até 140 casos. A esse crime dá-se o nome de feminicídio, termo que passou a ser reconhecido principalmente após a sanção da lei que o tornou uma qualificadora do homicídio, mas ainda é pouco discutido. “Em parceria com a Fisenge [Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros], levantamos esse debate como uma forma de lembrar, neste 8 de março, que as mulheres conquistaram muitos avanços, mas que o direito fundamental, que é a vida, ainda precisa ser assegurado, e é papel da sociedade cobrar do Poder Público políticas que contemplem essa questão, acima de tudo, social”, explica a presidente do Crea-PB.

Giucélia Figueiredo lembra que a lógica patriarcal de que “briga de marido e mulher não se mete a colher” mantém a violência no campo privado, como se eximisse o Estado e a sociedade de sua responsabilidade, mas afirma: a comoção e a sensação de impunidade a cada mulher violentada e morta precisam ser direcionadas para ações que deem sentido à palavra de ordem “Nem uma a Menos”.

Mulheres na Engenharia

Primeira mulher a presidir o Crea da Paraíba, Giucélia, apesar dos desafios, vê com otimismo as transformações alcançadas na sociedade, especialmente na área da Engenharia, vista como predominantemente masculina até então. Ela ressalta que, além de ter aumentado o número de estudantes do sexo feminino nos cursos da área tecnológica, também cresceu o número de mulheres nos espaços de debate e de decisão.

Embora a participação masculina ainda seja muito superior à feminina no setor, esta diferença está cada vez menor. Segundo dados do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, as mulheres continuam minoria na engenharia, mas em 2013 chegaram a 19% dos empregados formais. São 17.875 no total de 92.478. Em 2003, eram 7.829 e representavam 15%. Outro dado significante é a redução da disparidade por gênero. Em 2003, as engenheiras tinham salários que representavam em média 75% dos pagos aos seus colegas do sexo masculino. Em 2013, já obtinham remuneração equivalente a 81%.

A Paraíba acompanha a média nacional, com cerca de 20% dos profissionais ativos no Crea-PB sendo mulheres. Dos 12.419 registrados no Conselho Profissional, 2.538 são mulheres. A área de engenharia civil apresentou o maior aumento nos últimos 10 anos, de 166 engenheiras registradas em 2007 para 1070 profissionais ativas em 2017, um incremento de 85%.

Para a presidente do Crea-PB, os números são animadores e revelam que ocorre hoje uma transformação da Engenharia no Brasil. “Com essas mudanças, surgem espaços que passam a refletir o papel da mulher nas nossas profissões e, principalmente, o papel da mulher engenheira na sociedade”, afirma.

Giucélia Figueiredo cita os Coletivos de Mulheres do Sindicato dos Engenheiros da Paraíba (Senge-PB) e da Fisenge como expoentes nesse processo. “São espaços democráticos fundamentais, onde as engenheiras debatem e vão à luta por uma série questões que nos envolvem enquanto profissionais e cidadãs. O Senge-PB e a Fisenge têm andado de mãos dadas de forma atuante e comprometida. É preciso ter a compreensão de que nós, mulheres, precisamos assumir esse papel ativo para construirmos a sociedade que queremos”, conclui.

Fonte: Crea-PB

CREA-PB incentiva participação da mulher engenheira em espaços de debate

Publicado em Notícias

Das 30 companhias convidadas pelas Petrobras para participar do processo licitatório, nove não têm nem escritório no Brasil. A lista inclui fornecedores de diferentes nacionalidades, com a Chalieco e a australiana Energy Energy. Procurada, a Petrobras não explicou por que apenas estrangeiras foram convidadas a concorrer, mas a justificativa, segundo alguns veículos de comunicação, seria pelo fato de que as grandes construtoras nacionais estão envolvidas no esquema de corrupção da Lava Jato e proibidas de fechar contrato com a empresa.

Para Giucélia Figueiredo, essa explicação não faz sentido, já que parte do pressuposto de que o Brasil possui apenas meia dúzia de empresas capazes de assumir uma grande obra. “Nós somos um país continental com uma Engenharia pujante. Presumir que apenas empresas estrangeiras teriam condições de assumir o Comperj é ofender os representantes altamente qualificados que temos no nosso próprio país”, comenta.

A presidente do Crea acredita que a Estatal está sendo entregue nas mãos do capital estrangeiro, contrariando o que a Petrobras representa para os brasileiros. “Há um claro entreguismo dentro da maior empresa brasileira. Nós não podemos nos calar ao ver o maior símbolo da Engenharia nacional ser descaracterizado dessa forma. A Petrobras é nossa e nós temos toda capacidade de cuidar dela, com excelência técnica e ética profissional”, conclui Giucélia.

Presidente do Crea-PB denuncia entreguismo na Petrobras

 

Publicado em Notícias


Nesta quarta-feira, 20, foi divulgado em todo o Brasil o “Manifesto pela Mudança na Política Econômica e Contra o Ajuste Fiscal”, um documento formulado pelos movimentos sociais e personalidades nacionais de diversas áreas. Entre os nomes que assinaram o documento, está o da paraibana Giucélia Figueiredo, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB).

Primeira presidente mulher eleita, e reeleita, do Conselho, ela justificou a sua concordância com o manifesto com a frase que encerra o documento: “Quem quer dizer SIM ao desenvolvimento com justiça social tem que dizer NÃO ao arrocho fiscal, nos termos propostos pelo governo”.

“No manifesto, assinado por 30 entidades e 87 pessoas, colocamos claramente a nossa postura sobre o ajuste fiscal que estão querendo implementar no Brasil. Sabemos que passamos por um momento difícil, mas entendemos que é possível superar essas dificuldades protegendo os empregos e o setor produtivo. Entendemos que os mais pobres, os trabalhadores, aposentados e pensionistas não devem ser responsabilizados pelo desequilíbrio fiscal das contas do governo”, destacou.

O manifesto trouxe, logo no início, a informação de que nos últimos anos o Brasil mudou, e essa mudança resultou na redução do desemprego, melhoria de renda do trabalhador, a saída de milhões de brasileiros da pobreza extrema, a conquista da casa própria , o acesso aos cursos de nível superior e técnicos, além da conclusão de grande projetos de infraestrutura, e que tudo isso poderá parar, ou retroceder, caso o governo construa uma estratégia política capaz de enfrentar esses desafios.

A presidente do Crea-PB também ressaltou que não está em curso nenhuma medida que torne o sistema tributário mais progressivo: “Não estamos vendo a contribuição dos bancos e dos mais ricos. O governo precisa ter coragem de enfrentar questões como a terceirização, a redução da maioridade penal, a tentativa de flexibilização do Estatuto do Desarmamento, a aprovação do Estatuto da Família, a legalização do financiamento empresarial de campanhas eleitorais e essa contrarreforma política que, temos certeza, só irá piorar os problemas da nossa democracia. Precisamos também lembrar que muitas questões que acabei de citar são oriundas do Congresso Nacional mais conservador dos últimos anos”.

Leia o manifesto na íntegra:

MANIFESTO PELA MUDANÇA NA POLÍTICA ECONÔMICA E CONTRA O AJUSTE FISCAL

O Brasil mudou nos últimos anos. Houve redução do desemprego e melhoria da renda do trabalhador. Milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e outros tantos conquistaram a casa própria. Além disso, milhões ingressaram e concluíram o ensino superior e o ensino técnico. Foram também iniciados e concluídos importantes projetos de infraestrutura.

Vivemos um período importante na trajetória desse projeto de mudança. Depois de 12 anos, o país passa por um momento extremamente difícil. O governo parece encurralado e não demonstra capacidade de ampliar o horizonte político de um projeto que fez o Brasil avançar. O país precisa reencontrar o caminho do desenvolvimento e construir uma estratégia política capaz de enfrentar os novos desafios.

Um pressuposto fundamental desta estratégia política deve ser o crescimento, com proteção dos empregos, evitando que o Brasil mergulhe numa recessão que se avizinha. No entanto, a posição do governo, expressa pelo Ministério da Fazenda, está concentrada exclusivamente numa política de ajuste fiscal, que além de insuficiente, pode deteriorar ainda mais o quadro econômico brasileiro.

Ajuste fiscal recessivo

O governo diz para a sociedade que a MP 665 ataca uma distorção no gasto das políticas de proteção ao trabalhador formal e que a MP 664 corrige abusos e fraudes. No entanto, admite publicamente, especialmente quando se dirige ao mercado financeiro, que essas medidas fazem parte de um ajuste fiscal.

Dados do Dieese estimam que, com a proposta original do governo na MP 665, mais de 4,8 milhões de trabalhadores não poderiam acessar o seguro-desemprego (38,5% do total de demitidos sem justa causa em 2013) e 9,94 milhões de trabalhadores perderiam o Abono Salarial. Com as alterações nas MPs na Câmara dos Deputados, que diminuíram o impacto fiscal, o governo anuncia que aumentará o corte no orçamento dos ministérios e elevará impostos.

O quadro de desequilíbrio fiscal das contas do governo não é responsabilidade dos mais pobres, trabalhadores, aposentados e pensionistas. As causas desse desequilíbrio foram a desoneração fiscal de mais 100 bilhões concedida pelo governo às grandes empresas, as elevadas taxas de juros Selic, que transferem recursos para o sistema financeiro, e a queda da arrecadação devido ao baixo crescimento no ano passado.

Não é justo, agora, colocar essa conta para ser paga pelos mais pobres que precisam de políticas públicas, trabalhadores, aposentados e pensionistas. Enquanto o andar de baixo perde direitos, não está em curso nenhuma medida do governo para tornar o nosso sistema tributário mais progressivo. Dados do especialista em finanças Amir Khair apontam que a taxação sobre as grandes fortunas pode render até R$ 100 bilhões por ano. Onde está a parcela de contribuição dos bancos e dos mais ricos?

Para agravar a situação do país, associado ao arrocho fiscal, vem um aperto monetário, que enfraquece a economia e anula o seu próprio esforço fiscal. O governo já aumentou em 2% da taxa de juros Selic neste ano, beneficiando apenas os especuladores do mercado financeiro. A cada aumento de 0,5% da taxa Selic durante o ano, o gasto público cresce de R$ 7,5 bi a R$ 12 bi. No ano passado, os gastos públicos com juros foram superiores a R$ 300 bilhões.

Enquanto os recursos públicos pagos pelos impostos descem pelo ralo do mercado financeiro, o governo vai cortar direitos dos trabalhadores para economizar R$ 10 bi com essas MPs. Além disso, ameaça vetar a mudança do Fator Previdenciário, que beneficia os aposentados e é defendida pelas centrais sindicais, como se as contas públicas fossem quebrar…

Só com crescimento haverá equilíbrio fiscal e desenvolvimento

Mudar o rumo da política econômica é colocar o crescimento como um aspecto central, porque os números sinalizam uma desaceleração muito forte da economia. Os investimentos do governo federal estão parando. O desemprego cresce mês após mês. A renda do trabalhador também está em trajetória de queda. A arrecadação do governo federal está caindo.

Só com o crescimento econômico poderemos recuperar o equilíbrio das contas públicas. O resultado fiscal é sempre o reflexo da saúde de uma economia. Uma economia estagnada gera um orçamento desequilibrado.

Durante o governo de FHC, sua equipe econômica promoveu corte de gastos e contingenciamentos. Mesmo assim, o déficit nominal foi de 5,53% do PIB em oito anos. A dívida pública como proporção do PIB cresceu de 30,6%, em 1995, para 60,4%, em 2002.

Uma economia forte e dinamizada produz aumento da arrecadação, e o resultado é o equilíbrio fiscal. Durante o segundo governo do presidente Lula, a economia cresceu em média 4,7% ao ano e a dívida pública caiu como proporção do PIB de 45,5%, em 2007, para 39,2%, em 2010. E como resultado do crescimento econômico de 7,6%, em 2010, o déficit nominal foi reduzido para 2,5% do PIB.

É hora de radicalizar o projeto de desenvolvimento, com o fortalecimento da produção, investimentos na indústria nacional e na agricultura, desenvolvimento de pesquisa, ciência e tecnologia e dinamização do mercado interno. Enquanto o país se submeter aos interesses do capital financeiro e estiver dependente da dinâmica imposta pelos países avançados, especialmente em relação a ciência e tecnologia, nossa economia estará fragilizada.

O salto que precisamos dar na economia implica uma nova estratégia política para enfrentar a avalanche regressiva, que avança tanto na área do trabalho, com o projeto de terceirização, como na esfera dos valores da sociedade, dando espaço a uma onda conservadora que prega a redução da maioridade penal, a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, a aprovação do Estatuto da Família, a PEC 215 e a eliminação da rotulagem dos alimentos transgênicos. No campo político, avança a legalização do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, dentro de uma contrarreforma política que agravará os problemas no nosso regime democrático.

A fragilidade do governo no Congresso Nacional demonstra que é necessário, mais do que nunca, construir uma nova governabilidade, com as forças progressistas, como as centrais sindicais, movimentos populares, organizações de juventude, cultura e mídia alternativa, para enfrentar a ofensiva neoliberal, que avança ao lado de uma onda conservadora.

O ajuste fiscal, nos termos em que está sendo proposto, coloca o governo contra as forças progressistas, enfraquecendo a capacidade de um salto político. É necessário reagir e colocar em andamento uma nova agenda política, ombro a ombro com as forças democráticas e populares, os movimentos sociais organizados e os partidos políticos – comprometidos com o desenvolvimento inclusivo do país, a soberania nacional e a retomada do crescimento, com a garantia do emprego – que atuam de forma autônoma parar ampliar o horizonte político.

A proposta de ajuste fiscal apresentada pelo governo trava o país diante da possibilidade de uma nova fase de desenvolvimento e da construção de uma nova estratégia política. O Brasil progrediu nos últimos 12 anos, mas a continuidade desse projeto depende de retificações. Essa proposta de ajuste fiscal não combina com os novos desafios. Combina apenas com o passado. Portanto, quem quer dizer SIM ao desenvolvimento com justiça social tem que dizer NÃO ao arrocho fiscal, nos termos propostos pelo governo.

20 de maio de 2015

Entidades

CUT — Central Única dos Trabalhadores

Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra — MST

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto — MTST

Articulação dos Empregados(as) Rurais — ADERE

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil — APIB

Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal — ABEEF

Campanha Nacional Por Uma Reforma Política Pela Constituinte

Central de Movimentos Populares — CMP

Coletivo Nacional de Juventude Negra — Enegrecer

Comissão Pastoral da Terra — CPT

Conselho Indigenista Missionário — CIMI

Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombola — CONAQ

Entidade Nacional de Estudantes de Biologia — ENEBio

FAMOPES — Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo

Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil — FEAB

Fora do Eixo

Fórum Ecumênico ACT Brasil

Intervozes

Levante Popular da Juventude

Mídia Ninja

Movimento de Mulheres Camponesas — MMC

Movimento dos trabalhadores e trabalhadora do Campo — MTC

Movimento dos Atingidos por Barragens — MAB

Movimento dos Pequenos Agricultores — MPA

Movimento dos Pescadores e Pescadoras — MPP

Movimento dos Trabalhadores Desempregados — MTD

Movimento Nacional Pela Soberania Popular Frente à Mineração — MAM

Nação Hip Hop Brasil

Pastoral da Juventude Rural — PJR

Rede Ecumênica da Juventude — REJU

Personalidades

Alfredo Saad Filho — Professor de Economia Política da Universidade de Londres

Anivaldo Padilha — Líder Ecumênico

Armando Boito Jr. — Professor de Ciência Política da Unicamp

Breno Altman — Jornalista, diretor do site Opera Mundi

Cândido Grzybowski — Diretor do Ibase

Dermeval Savian — Professor Emérito da UNICAMP e Pesquisador Emérito do CNPq

Eleuterio Prado — Professor sênior da área de economia da USP

Gilberto Maringoni — Relações Internacionais, UFABC

Heloísa Fernandes — Socióloga, professora da USP e da ENFF

João Pedro Stedile — MST/Via Campesina

João Sicsú — Economista e professor UFRJ

Jorge Matoso — Economista, professor aposentado do Instituto de Economia da Unicamp. Foi presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006)

José Carlos de Assis — Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

José Gomes Temporão — Ex-pesquisador da Fiocruz, ex-ministro da saúde 2007-2010

José Juliano de Carvalho Filho — Economista, Professor Doutor FEA/USP

Ladislau Dowbor — Economista e professor da Pós-Graduação na Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Laura Tavares — FLACSO Brasil

Leda Maria Paulani – Professora Titular — Departamento de Economia, FEA-USP

Lisete Regina Gomes Arelaro — Professora do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da FEUSP

Luiz Alfredo Salomão — Diretor, Escola de Políticas Públicas e Gestão Governamental, foi subchefe executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência

Luiz Gonzaga Belluzzo — Professor titular do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Marcio Pochmann — Professor do Instituto de Economia da Unicamp, ex-presidente do IPEA no governo Lula

Odilon Guedes — Economista, Diretor do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo.

Pedro Paulo Zahluth Bastos — Professor Associado (Livre Docente), Instituto de Economia, UNICAMP

Ricardo Summa — Professor doutor, Instituto de Economia, UFRJ

Samuel Pinheiro Guimarães Neto — Diplomata brasileiro, foi secretário-geral das Relações Exteriores do Ministério das Relações Exteriores e ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) do Governo Lula

Tarso Genro — Ex-governador do Rio Grande do Sul

Valter Pomar — Professor universitário e militante do Partido dos Trabalhadores

Adelaide Gonçalves — Historiadora, Universidade Federal do Ceará

Ailton Cotrim Prates — Professor Assistente, UFAL/Arapiraca

Antonio José Alves Junior — Professor Associado II da UFRRJ

Alvaro Britto — Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, Coordenador do Curso de Jornalismo do Centro Universitário de Barra Mansa

Amália Catharina Santos Cruz — Professora, Uneb/Dcvh Iv

Ana Corbisier — Socióloga

Ana Costa — Professora da UFF/RJ.

Andrea Caldas — Setot de Educação, UFPR

Angela Maria Carvalho Borges — Pós graduação em Políticas Sociais e Cidadania/ UCSal – Bahia

Anivaldo Padilha — Líder Ecumênico

Artur Machado Scavone — Jornalista

Bruno Elias — Secretário nacional de movimentos populares do PT

Carlos Roberto Colavolpe — Professor Associado III FACED/UFBA

Carolina Nozella Gama — Universidade Federal de Alagoas, Pós-graduação da Universidade Federal da Bahia

Celi Zulke Taffarel — Professora Dra. Titular Faced Ufba

Cesar Cordaro — Comitê Paulista Pela Memória, Verdade e Justiça, CPMVJ

Cesar Sanson – Professor Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN

Diana Cohen — Assessora da Comissão da Memória e Verdade, São Paulo

Fabiano Abranches Silva Dalto — Professor de Economia da Universidade Federal do Paraná

Fernando Augusto M. Mattos — Uff, Faculdade de Economia

Gilson de Góz Gonzaga — Operário de fábrica, militante do PT

Giovane Zuanazzi — Diretor de movimentos sociais da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)

Giucelia Figueiredo — Presidente Conselho Regional de Engenharia e Agronomia/ CREA/ Pb

Gláucia Campregher — Professora Economia, UFRGS

Henrique Novaes — Professor UNESP Marília

Inês Patrício — Professora de economia da UFF

Isabel Lustosa — Cientista Política e Historiadora, Fundação Casa de Rui Barbosa

Jayr Lemos de Almeida — Técnico agrimensor

Joilson Cardoso — Vice-Presidente Nacional da CTB, Secretário Nacional da SSB, Sindicalismo Socialista Brasileiro

José Heleno Rotta — Professor de Economia aposentado da UFCG

Lazaro Camilo Recompensa Joseph — Professor Universidade Federal De Santa Maria

Luiz Carlos Gabas — Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Comissão de Incidência Pública da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Centro de Direitos Humanos de Cascavel / Paraná

Luiz Martins de Melo — Prof. Associado IV do IE/UFRJ

Ligia Maria de Godoy Batista Cavalcanti — Juíza de Direito, Natal/RGN

Marcio Sotelo Felippe — Ex-Procurador Geral do Estado de São Paulo, membro da Comissão da Verdade da OAB-Federal

Marcos Corrêa Da Silva Loureiro — Professor da Ufg, Goiânia-Go

Maria Aparecida Dellinghausen Motta — Editora Autores Associados

Mário Jorge da Motta Bastos — Professor Associado, Universidade Federal Fluminense.

Marta Skinner — Uerj, professora universitária

Mary Garcia Castro — União Brasileira de Mulheres

Miriam Abramovay — Coordenadora da Área de Juventude e Políticas Públicas, FLACSO

Nancy Cardoso — Pastora metodista, graduada em Teologia e Filosofia, mestra e doutora em Ciências da Religião

Rafael Litvin Villas Bôas — Professor da UnB

Rafael Soares de Oliveira

Raimundo Bertuleza (Poty) — Poeta e militante sindical

Raimundo Bonfim — Coordenador geral da Central de Movimentos Populares (CMP-SP)

Rennan Moura Martins — Jornalista, editor do Blog dos Desenvolvimentistas

Ricardo Buratini — Economista

Ricardo Fernandes de Menezes — Médico sanitarista, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo

Robson Amâncio — Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Instituto de Ciências Humanas e Sociais Departamento de Ciências Sociais

Robson Dias da Silva — Economista, professor Adjunto UFRRJ

Roberta Calixto — Designer, militante feminista e do Partido dos Trabalhadores

Rodrigo Sérvulo da Cunha — Advogado e cientista social, presidente do Coletivo Advogados para a Democracia

Rogério Correia de Moura Baptista — Deputado Estadual

Sandro Conceição de Matos — Professor de Biologia, LEPEL

Suely Farah — Professora, PMSP

Vanessa Petrelli Corrêa — Professora Titular Instituto de Economia, Universidade Federal de Uberlândia

Virgílio de Mattos — MG

Zilda Márcia Grícoli Iokoi — Professora Titular do Departamento de História da Universidade de São Paulo

Presidente do Crea-PB foi a única representante da Paraíba que assinou manifesto nacional contra ajuste fiscal

Publicado em Notícias

 

Presença da entidade ratifica postura da presidente Giucélia Figueiredo sobre a importância do Crea-PB se aproximar da sociedade

Na tarde desta quinta-feira, 29, o auditório do Conselho Regional de Agronomia da Paraíba (Crea-PB) recebeu os membros do Conselho Municipal da Cidade – ConCidade de João Pessoa para a reunião que tratou da apresentação do Plano Municipal de Habitação da Prefeitura de João Pessoa(PMJP). O encontro foi dirigido pelo presidente do Conselho, Adalberto Fulgêncio, e contou com a presença da secretária de Habitação Social da PMJP, Socorro Gadelha. O Crea-PB foi representado pela ouvidora Alméria Vitória.

Segundo a representante do Crea-PB, “o ConCidade – João Pessoa é uma instância de participação social de cidadania, que a sociedade civil se faz presente para debater assuntos inerentes à população”. A entidade integra as comissões de habitação e saneamento por entender que os dois assuntos estão ligados a engenharia.

“Estamos aqui para participar de maneira aberta e articulada, dando uma contribuição para o que é colocado no conselho. Como membro, abrimos os nossos espaços, não apenas o físico, mas também o político para contribuir no debate de projetos que irão beneficiar a nossa cidade. A nossa presidente, Giucélia Figueiredo, coloca dentro da sua gestão a importância de estarmos sempre articulados com a sociedade”, destacou.

Sobre o ConCidade João Pessoa

O Conselho da Cidade não é deliberativo, e sim consultivo. Ele é a instância responsável pela discussão e acompanhamento das políticas públicas relacionadas com o espaço urbano com foco na melhoria da qualidade de vida da população.

Dentro da política de participação social do Governo Federal, nasceu o Conselho Nacional das Cidades, e em seguida foi feita a solicitação para que cada estado, e cidade, criasse o seu conselho.

No caso do ConCidade de João Pessoa, além do Crea-PB fazem parte:

Secretaria de Habitação (Sehmab), Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Secretaria de Planejamento (Seplan), Emlur, Secretaria de Meio Ambiente (Semam), Secretaria de Turismo (Setur), Secretaria de Segurança Urbana, Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Secretaria de Educação (Sedec) e Secretaria de Gestão Governamental e Articulação Política (Segap);

Representantes dos movimentos populares:

Ednaldo Ferreira Pontes (MDM)
Valber Dutra de Souza (APCD)
Jovegreyce ALbuquerque (UNPM)
Joel André Soares de Oliveira (MNLM)
Suplentes:Antonio Upiraquitan Santos (UNAC-JP)
Ana Paula Cavalcanti (Base)
Marconeide Barbosa dos Santos (MPT)
Rosilene da Silva Santana (MLB)

Representantes das entidades empresariais dos setores da indústria, comércio e prestação de serviços:

Olídio Catão M. da Trindade (Sinduscon-JP)
Derlopídas Gomes Neves (Fiep)
Domênica Coutinho de Sousa Furtado (Fecomércio)
Suplentes: João Batista Sarmento (Sinduscon-JP)
Claúdia Germana Leal (Fecomércio)
Felipe Vieira Neto (Fiep)

Representantes das categorias profissionais, acadêmicas e Ongs

Apragel (Associação de Profissionais em Geografia da Paraíba)
JoséArimatéia Albuquerque de Almeida
Acis (Associação de Cidadania e Interesse Social)
Maria José Alves
Suplente: Marco Antônio Suassuna Lima (IAB-PB)

Representantes dos Trabalhadores
Wallace de Oliveira Pereira (CUT)
Solange Moura Gomes (CUT)
Suplentes: Francisca de Assis Cordeiro da Silva (CUT)
Marcilene Medeiros de Andrade (Aneg)

Delegados:

Representantes da Prefeitura Municipal de João Pessoa

Representantes da CMJP: Benilton Lucena, Leonardo R da Costa, Vaneide Rejane de S. Araújo. Suplentes: Marmuthe Cavalcanti,Ana Paulo Spínola, Pedro da Lira P. Júnior

Representante dos Movimentos Populares:Hamilton César Pimenta Maurício (MDH), Marconeide Barbosa dos Santos (MPT), João Batista Domingos (MLB), Lúcia Andreia Madruga S.da Nóbrega (MNLM), Valci Dutra De Souza (APCD), Ivan Bandeira (UMCD) e Marcos Jailson Virgínioda Silva (Movis).

Representantes dos Empresários: João Batista Sarmento (Sinduscon-JP), Claúdia Germana Leal (Fecomércio) e Felipe Vieira Neto (FIep). Suplentes: Cléber de Jesus Oliveira (Sinduscon), Domênica Coutinho de Souza Furtado (Fecomércio) e Dirlópidas Gomes Neto (Fiep).

Representante dos Conselhos de Classe (Profissionais e Academia): José de Arimatéia Albuquerque de Almeida (Apragel-PB) e Amélia Vitória Saraiva (Crea). Suplentes gerais: Joel André Soares Rodrigues (MNLM), José Targino dos Santos Filho (MBM),
Flaviano Fernandes Santos (MDM), Vanessa Lima dos Santos (Fetamoc), Joelma Bezerra do Nascimento (UNMT), Paulo Rodrigues Freitas (MPT) e Suzana Lima dos Santos (MNLM).

Representante dos Trabalhadores: Wallace de Oliveira Pereira (CUT), Joarez Pereira Marques (autônomo) e Isaías Moisés (UGT). Suplentes: Edimilson da Silva Souza (CUT), Marcilene Medeiros de Andrade (Autônomo) e José Luiz da Silva Arruda (UGT)

ONG´s: Luiz Gonzaga Firmino Júnior (SOS Patrimônio Histórico). Suplente: Maria José Alves (Associação de Interesse Social)

 

Fonte: Ascom/Crea-PB

Crea-PB sedia reunião do ConCidade de João Pessoa sobre Plano Municipal de Habitação

Publicado em Notícias