Presidente Joel Krüger afirmou a importância da Engenharia Civil no contexto das profissões do Sistema Confea/Crea e da integração dos países participantes do Encontro

Presidente Joel Krüger afirmou a importância da Engenharia Civil no contexto das profissões do Sistema Confea/Crea e da integração dos países participantes do Encontro
Com a lembrança por parte do presidente do Crea-RJ, Luiz Antônio Cosenza, do alcance da crise provocada pelo fechamento de construtoras em decorrência da Operação Lava-Jato, foi aberto oficialmente, na manhã desta quinta (14), no Rio de Janeiro, o 10º Encontro das Associações Profissionais de Engenheiros Civis dos Países de Língua Portuguesa e Castelhana. Na ocasião, o presidente Joel Krüger apontou os principais desafios enfrentados pela área no país.

Após dar as boas-vindas ao evento e lembrar que a Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc) foi pioneira na criação da Associação, sendo logo aderida pelo Confea, Krüger comentou as duas reuniões anuais de acompanhamento do Termo de Reciprocidade, firmado junto à Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), a última realizada em novembro, em Salvador. “Esse reconhecimento da boa intenção dos dois lados, baseada na confiança, levou ao êxito do Termo de Reciprocidade. Assim, queremos fazer o mesmo com todos os países de línguas portuguesas e castelhana, conhecendo as diferenças entre os modelos para que possamos avançar e integrar todas as nossas profissões, especialmente os engenheiros civis”, considerou.

 

Veja fotos do Encontro


Joel destacou a importância das relações profissionais internacionais, afirmando a necessidade de estar aberto para a integração. “Assim, colocamos a engenharia no conceito de que o conhecimento tecnológico não pode ter barreiras geográficas. Para isso, precisamos nos conhecer. Caso contrário, ficam barreiras”, disse, informando que seriam tratados durante o Encontro temas como a qualidade dos cursos e a qualidade dos profissionais de engenharia. “Precisamos saber como funciona essa formação. Precisamos também tratar da certificação profissional. A qualidade de formação nos leva ao grande problema do ensino a distância, que tem nos preocupado bastante”.

Presidente do Crea-RJ destacou a importância da área para a recuperação do país

Presidente do Crea-RJ destacou a importância da área para a recuperação do país

Outro ponto ressaltado pelo presidente do Confea foi a atenção aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas. “Em 2019, estabelecemos como uma das nossas prioridades a agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável. Todos os objetivos do Desenvolvimento Sustentável estão relacionados à engenharia. E isso está no nosso Encontro, refletindo a importância que damos a ele. Atuamos com reciprocidade. Queremos que sejam bem-vindos os profissionais de outros países, assim como queremos ser bem-vindos. Assim, poderemos integrar os quase 500 mil engenheiros civis da nossa associação para que possamos dar passos mais fortes em favor desta integração”.

Joel Krüger agradeceu ainda as presenças do presidente Antônio Aragão, presidente do Crea-PB e coordenador do Colégio de Presidentes; do coordenador nacional da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Civil (CCEEC), Carlos Eduardo Domingues; da Presidente do Crea-ES, eng. civ. Lúcia Vilarinho, e da vice-presidente do Crea-BA, eng. civ. Karen Miranda e ainda do presidente do Ibape, eng. civ. Wilson Lang, dos conselheiros federais engenheiros civis André Schüring, Carlos Vilhena, Osmar Barros Jr. e Ricardo Araújo e o engenheiro mecânico Ronald Santos. Enquanto o presidente da Mútua, eng. civ. Paulo Guimarães, colocou a entidade à disposição aos profissionais, desejando sucesso e reciprocidade no encontro. 


Integração luso-hispânica

Para o eng. eletric. e eng. seg. trab. Luiz Antônio Cosenza, o Rio de Janeiro foi o estado mais afetado pela crise que acabou “denegrindo” a imagem de grandes construtoras deste país, como a Odebrechet, “uma das 20 maiores construtoras do mundo e que está lamentavelmente proibida de participar de licitações até no Brasil”. Cosenza classificou o momento como “de retomada”, destacando a participação expressiva da Engenharia Civil nesse processo. A modalidade reúne cerca de 50% dos profissionais registrados no Sistema e no estado. “No Brasil, falta uma tradição de manutenção. No Rio de Janeiro, em particular, temos um estudante de engenharia em coma devido à queda de uma marquise, durante o Carnaval. A engenharia civil é fundamental para mudar essa cultura”, comentou.

Presidente da Abenc, Francisco Ladaga: superação

Presidente da Abenc, Francisco Ladaga: superação

O presidente Francisco Ladaga, da Abenc, apontou a importância  “fundamental que a gente se conheça e se una para traçar projetos da valorização da engenharia civil. Fiquei satisfeito com a posição do Bastonário Carlos Aires, do presidente Joel Krüger e da presidente da Upadi, Maria Teresa Pino, de termos uma posição mais ampla e uniforme”.

Representante da Federação de Colégios de Engenheiros do México, Adam Benjamin

Representante da Federação de Colégios de Engenheiros do México, Adam Benjamin

Enquanto isso, o representante da Federação de Colégios de Engenheiros Civis do México, Adam Benjamim, afirmou “a responsabilidade muito grande para o desenvolvimento social em nossos países, contando com o profissionalismo dos mesmos. Fazemos trabalhos muito interessantes em nossos diversos ramos e assim ajudamos a sociedade”.

Maria Teresa Pino, presidente da Upadi: fortalecimento da união entre os profissionais

Maria Teresa Pino, presidente da Upadi: fortalecimento da união entre os profissionais

Já a presidente da União Pan-americana de Engenheiros (Upadi), Maria Teresa Pino, declarou sua emoção ao lembrar a criação da entidade. “A ideia é nos unirmos para discutir as questões relacionadas à engenharia civil. Esse trabalho cresceu e deu frutos. O que parecia impossível hoje é uma organização forte que tem uma importância fundamental para o desenvolvimento da engenharia, o que faz com que nos sintamos sumamente orgulhosos dessa organização. Como todas as demais organizações da engenharia, esta busca a valorização da engenharia em todo o mundo para que possamos lutar pelo fortalecimento da engenharia e pela missão que a engenharia nos tem dado”.

Para o Bastonário Carlos Mineiro Aires, a OEP procura esclarecer a importância da Engenharia Civil para Portugal e o mundo

Para o Bastonário Carlos Mineiro Aires, a OEP procura esclarecer a importância da Engenharia Civil para Portugal e o mundo

O Bastonário da Ordem dos Engenheiros Civis de Portugal, Carlos Mineiro Aires ratificou que a associação “nasceu de forma natural ao perceber o que temos em comum. Todos chegamos ao mar pelos nossos países e temos línguas que nos ajudam a compreender uns aos outros. Somos 900 milhões de pessoas. E com isto se criou em boa hora este grupo. Conseguimos avanços que lutamos durante décadas, em relação à mobilidade. Hoje facilmente os profissionais podem estar de um lado e de outro. Temos cerca de 1900 engenheiros inscritos em Portugal e cerca de 150 engenheiros portugueses. Quando se fala de engenharia civil temos pouco interesse dos jovens. Temos que continuar a fazer esse trabalho, inclusive em outros países, que possuem grande desequilíbrio em relação a Portugal. Os engenheiros civis têm um papel importante a desempenhar. Não podemos esquecer que não é facilitando a formação que vamos melhorar. Temos que ser exigentes na formação e na qualificação e nos valores éticos”.

Fonte: Confea / Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

Fotos: Jônatas Padilha e William Átomo Filmes/Confea

 

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