“Não é não!” Este é um dos temas da campanha nacional de combate ao assédio contra mulheres no carnaval. Durante este período, cenas de assédio e violência contra a mulher acontecem com maior frequência, sob a justificativa de “vale tudo nessa época do ano”. Com o objetivo de desmistificar algumas situações, O Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros lança, no dia 6/2, ilustrações e uma história em quadrinhos sobre o tema. Um dos objetivos é alertar pedagogicamente os homens sobre a importância do consentimento da mulher e sobre práticas machistas. “Os casos de violência e assédio contra mulheres, durante o carnaval, aumentam muito. Nosso objetivo é fortalecer a rede de solidariedade, apoio e luta de diferentes grupos de mulheres em todo o Brasil e também pressionar por uma resposta do poder público que, muitas vezes, naturaliza tais práticas”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira química, Simone Baía, que ainda destacou: “Precisamos falar sobre consentimento e isso significa que a decisão é da mulher e os nossos corpos não podem ser tratados como públicos. Exigimos respeito e direitos”.

A campanha ganhou força nas ruas de cinco estados por meio da distribuição de tatuagens com os dizeres “Não é não” e também por meio da entrega de leques com informações sobre consentimento e locais de denúncia, promovida pela Comissão da Mulher da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em Belo Horizonte, os blocos Alô Abacaxi, Garotas Solteiras, Bruta Flor, Acorda Amor e É o Amô são parceiros do projeto “Não é não”. Em São Paulo também é realizada a distribuição de tatuagens.

Em Pernambuco, aconteceu, em 2017, a iniciativa #AconteceuNoCarnaval e, em 2018, houve o lançamento de uma ferramenta para receber relatos (https://www.aconteceunocarnaval.meurecife.org.br/). Em Vitória (ES), a Prefeitura lançou as campanhas “Depois do não é tudo assédio” e “Fantasia não é convite.

Em casos de violência e assédio durante o carnaval, disque 180 ou procure uma Delegacia da Mulher.

Engenheiras lançam campanha de combate ao assédio no carnaval

Engenheiras lançam campanha de combate ao assédio no carnaval

Engenheiras lançam campanha de combate ao assédio no carnaval

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“Onde está o engenheiro? A engenheira sou eu”. Esta é uma das situações mais comuns durante o cotidiano de trabalho das mulheres engenheiras. Com o objetivo de dar visibilidade às violências, o Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) lançou, no dia 24/11, uma campanha com ilustrações, que retratam casos reais de engenheiras e estudantes de engenharia. “Há alguns anos, eu estava em trabalho de campo e não tinha EPI [Equipamento de Proteção Individual] com o meu tamanho. Os espaços ainda precisam ser inclusivos com as mulheres. Há canteiros de obras, por exemplo, que não têm banheiros femininos”, destacou a engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, ressaltando a importância da inclusão de cláusulas de segurança do trabalho nos Acordos e nas Convenções Coletivas de Trabalho. Ao todo, são quatro ilustrações de autoria de Raquel Vitorelo.

A violência contra a mulher pode se manifestar de diversas formas: simbólica, emocional, física, patrimonial. De acordo com dados da Fundação Perseu Abramo, no Brasil, ocorrem cinco espancamentos a cada dois minutos. O documento “Relógios da Violência”, do Instituto Maria da Penha relata que a cada 7,2 segundos uma mulher é vítima de violência física.

Entre 2002 e 2013, a presença de engenheiras nos canteiros de obra cresceu 149,3%, enquanto o aumento para engenheiros foi de 54,7%, somando ocupações formais e informais. Mesmo assim, os homens seguem sendo maioria no ramo: em números gerais, cerca de 230 mil engenheiros civis estavam ocupados, sendo 190 mil homens e apenas 40 mil mulheres, de acordo com dados da PNAD/IBGE de 2015. “Estas situações acontecem não apenas nos canteiros de obras, como também nas universidades e na sociedade como um todo. Combater o machismo nos espaços é tarefa de homens e mulheres. A luta por políticas em prol dos direitos das mulheres e pelo fim da violência é uma questão de ordem pública”, destacou Simone, enfatizando também “que é fundamental que as engenheiras procurem seus sindicatos para denunciar situações de descumprimento de direitos”.

O Coletivo de Mulheres da Fisenge é composto por engenheiras de 12 sindicatos em 11 estados do Brasil.

 

Engenheiras lançam campanha pelo fim da violência contra a mulher

 

Engenheiras lançam campanha pelo fim da violência contra a mulher

 

Engenheiras lançam campanha pelo fim da violência contra a mulher

 

Engenheiras lançam campanha pelo fim da violência contra a mulher

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O Coletivo de Mulheres da Fisenge lançará, no dia 6/9, o primeiro Compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia”, que reúne a trajetória da personagem protagonista das histórias em quadrinhos, publicadas desde 2013  pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). O livro tem como objetivo afirmar a importância da organização das trabalhadoras e dos trabalhadores e do empoderamento das mulheres. O lançamento acontecerá durante o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), em Curitiba (PR).

“A iniciativa tem o caráter pedagógico de mostrar situações de assédio e violências, não apenas nas questões da engenharia, como em toda a sociedade. As histórias são pontes de diálogo entre as pautas identitárias e as pautas históricas como o combate à LGBTfobia, racismo, etarismo, machismo, e também sobre o combate às privatizações, o desmonte do Estado brasileiro e os ataques à engenharia nacional”, declarou a diretora da mulher da Fisenge e engenheira química, Simone Baía. 

Em novembro de 2016, o projeto Engenheira Eugênia ganhou o 1º lugar, na categoria cidadã em comunicação sindical, do Prêmio de Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). A Fisenge recebeu uma estatueta inspirada no “Cilindro de Ciro” e um prêmio de R$ 10 mil.

“A Fisenge investe na comunicação sindical como um dos pilares estratégicos de sua organização. Nós, mulheres, nos apropriamos das novas formas de comunicação para pautar questões de gênero e de toda a sociedade e, principalmente, promover empoderamento, pertencimento e visibilidade dos direitos das mulheres e o avanço da luta de todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores”, disse a diretora Simone Baía.

Coletivo de Mulheres da Fisenge lançará compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia”

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Engenheiras de 12 sindicatos da categoria se reúnem neste sábado (15) na sede do Senge Paraná, em Curitiba, para a reunião nacional do Coletivo de Mulheres da Fisenge. São 11 estados representados, de Norte a Sul do Brasil. O encontro ocorre ao longo de todo o dia, sob a coordenação da diretora da mulher da Fisenge, a engenheira Simone Baía.

Na abertura do encontro, o presidente do Senge-PR, Carlos Bittencourt, frisou o esforço do sindicato em avançar na paridade de gênero na diretoria da entidade. “Uma das premissas para montar a nova chapa era buscar mais mulheres e jovens para compor a direção. Foi uma aposta muito grande, por ter sido uma busca por renovação”, explica Bittencourt, se referindo à eleição para a nova diretoria do Senge, realizada em maio.

E o esforço deu resultado prático: a nova diretoria passou a ter 29% de engenheiras, num total de 23 mulheres na direção estadual. Das sete regionais do Senge-PR, duas tem presidência de mulheres. O percentual ganha força quando comparado aos 12% de engenheiras associadas ao sindicato e aos 19% de mulheres engenheiras no Paraná. No Senge Jovem, a presença das estudantes mulheres das direções regionais e entre os associados está na casa dos 50%.

Simone Baía destacou a ampliação do número de mulheres na diretoria recém-empossada do Senge-PR. “Mesmo com uma categoria majoritariamente masculina, nós, mulheres, estamos avançando na ocupação dos espaços. É fundamental que engenheiras participem dos sindicatos, para que possamos formular políticas específicas de gênero e também construir espaços mais acolhedores às mulheres nas entidades”, afirmou.

“Chegar a 29% de presença de mulheres na direção é avanço enorme, que precisa ser reconhecido e valorizado. É um movimento de ampliação da participação das mulheres. Todo o nosso esforço agora é em fortalecer o coletivo de mulheres no estado”, apontou Mary Stela Bischof, diretora estadual do Senge e representante do Paraná no Coletivo de Mulheres na Fisenge.

A diretora-geral da Regional de Campo Mourão, Losani Perotti também participou da reunião.

Mulheres constroem rede de empoderamento e solidariedade

“Temos uma cidade segregadora, com espaços onde podemos frequentar e onde não podemos”, relatou a geógrafa e militante feminista Marceleh Lemos, que apresentou o projeto de Promotoras Legais Populares (PLPs) de Curitiba e da Região Metropolitana, durante a reunião do Coletivo de Mulheres da Fisenge. Com início em São Paulo, o curso promove formação política feminista e direitos para mulheres por meio de uma rede articulada em todo o país. Em Curitiba, a formação acontece por meio do curso de extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR), coordenado pela professora Melina Girardi Fachin. A primeira turma “Amelinha Teles” se formou, em 2011, no salão nobre da faculdade de Direito. “Foi muito simbólico, pois nas paredes do salão só havia fotos de homens”, contou a engenheira agrônoma e diretora do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Mary Stela Bischof, que participou da primeira turma.

“O curso de formação é baseado em educação popular, que busca oferecer às mulheres condições para superar situações de discriminações, desigualdades, violências físicas e psicológicas vividas no cotidiano, formando-as para o exercício da cidadania”, explicou Marceleh. Mary Stela ainda lembrou que, durante o curso, duas mulheres denunciaram situações de violência que viviam. “Elas sofriam violência doméstica, tomaram coragem e prestaram queixa, uma delas de Piraquara, inclusive”, disse. Piraquara, localizada na região metropolitana de Curitiba, é a segunda cidade onde ocorre maior número de feminicídios [crimes baseados em violência de gênero]. De acordo com levantamento do Instituto Sangari, de 2010, Piraquara registra uma taxa de 24,4 casos de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes. “Fala-se que Curitiba é uma cidade modelo, mas a região metropolitana é uma das mais violentas do Brasil”, relatou Marceleh.

De acordo com a geógrafa, as Promotoras Legais Populares são “aquelas que podem orientar, dar conselho e promover a função instrumental no dia a dia das mulheres. Um dos desafios é oferecer atendimento jurídico e psicológico às mulheres em situação de violência”.

Mulheres de diferentes áreas e atuações participam do curso como engenheiras, catadoras de materiais recicláveis, conselheiras tutelares, assistentes sociais, sindicalistas, militantes e estudantes, por exemplo. Entre os pontos abordados no curso estão: educação popular feminista, mulheres na política, Estado laico, direitos das mulheres, saúde e sexualidade, reapropriação do corpo, direitos reprodutivos, diversidade sexual. As mulheres mães contam com uma ciranda que cuida de crianças com a contribuição de estudantes homens.

“A informação e o compartilhamento destas informações promovem uma rede coletiva de empoderamento entre mulheres, que têm acesso ao conjunto de direitos que devem ser reivindicados e ainda propicia uma rede de solidariedade entre as mulheres. Na engenharia, por exemplo, nós podemos contribuir na formulação de políticas que promovam espaços seguros para as mulheres”, ressaltou a engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía e, por isso, nós, mulheres engenheiras, podemos dar a nossa contribuição sobre direitos das mulheres na cidade e no campo.

A engenheira e representante do Senge-ES no Coletivo de Mulheres da Fisenge, Lúcia Vilarinho lembrou de um projeto que participou em sua trajetória profissional. “Em obras de assentamentos, havia o curso ‘Promotores da Cidadania’, no qual discutíamos com a comunidade as obras e seus impactos”, relatou.

Ao finalizar, Marceleh destacou uma frase estampada em sua camiseta: “Mulheres que ousam lutar constroem o poder popular”.

Conheça o projeto em: https://www.facebook.com/plpscuritiba/

Texto e fotos: Camila Marins (Fisenge) e Ednubia Ghisi (Senge-PR)

Coletivo de Mulheres da Fisenge se reúne em Curitiba

 

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Hoje (28/6) é uma data que marca a memória da “Rebelião StoneWall”. O movimento aconteceu nos EUA, em 1969, com o objetivo de protestar contra a invasão e as ações truculentas da polícia norte-americana no bar StoneWall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village. O movimento LGBT organizou uma marcha histórica de denúncia das violações de direitos humanos e também em protesto à violência e à discriminação. De acordo com a engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, ainda hoje, principalmente no Brasil, a população LGBT ainda não tem acesso a uma série de direitos, como saúde integral, segurança pública, emprego, educação. “Discriminação por orientação sexual e identidade de gênero no local de trabalho deve ser denunciada nos sindicatos e é fundamental que sejam incluídas cláusulas afirmativas e também instrumentos de coibição de discriminação de gênero e orientação sexual em seus acordos e suas convenções coletivas”, afirmou Simone, lembrando que, por exemplo, podem ser incluídas cláusulas que incluam os companheiros e as companheiras homoafetivos nos benefícios e também o respeito ao nome social de pessoas trans nos locais de trabalho. Outro ponto destacado por Simone é o acolhimento de pessoas LGBTs nas entidades sindicais. “Ainda é preciso um exercício pedagógico para erradicar reproduções de narrativas LGBTfóbicas e também o estímulo às políticas de inclusão de pessoas LGBTs”, declarou.

O Coletivo de Mulheres da Fisenge publica histórias mensais sobre gênero, por meio do projeto Engenheira Eugênia, e já publicou uma história em quadrinhos sobre transfobia, sobre o Estatuto da Família e combate à LGBTfobia. Confira abaixo:

Engenheira Eugênia debate sobre o Estatuto da Família

Engenheira Eugênia combate transfobia nos espaços

Engenheira Eugênia conversa com a filha sobre respeito à famílias homoafetivas

Texto: Camila Marins

 

 

 

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Brigas em redes sociais, em grupos de famílias e nos lares são comuns envolvendo questões sobre machismo e outras formas de opressão. Na casa da engenheira Eugênia não é diferente. Seu irmão desqualifica a atuação política de mulheres parlamentares. E a primeira a questionar esse comportamento é sua filha pré-adolescente. “O machismo deve ser combatido em todos os espaços e também nos espaços de convivência coletiva em família. Assim, teremos filhas e filhos comprometidos com um mundo melhor orientado pela igualdade e generosidade”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira química Simone Baía. 

Engenheira Eugênia combate machismo na família

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Foi lançada, no dia 24/11, uma história em quadrinhos sobre os principais efeitos da PEC 55, que propõe o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos. Esta é uma iniciativa do Coletivo de Mulheres da Fisenge (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros). De acordo com a engenheira química e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, os quadrinhos têm o objetivo de dialogar com o conjunto da categoria e ampliar para a sociedade. “Se aprovada, a PEC irá atingir setores estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do país. Ciência e tecnologia que, historicamente, já tinham orçamentos baixos, agora serão áreas ainda mais rebaixadas. Isso significa que vamos depender de outros países para produção de vacinas, alimentos seguros, telecomunicações, entre outros setores”, pontuou. A engenharia será uma das profissões mais afetadas, pois além de promover o fim do ganho real no Salário Mínimo Profissional, também irá impulsionar demissões em massa, diminuição da produção científica e tecnológica e perda de direitos. “Esse é um cenário grave para homens e mulheres. Hoje, o mercado financeiro mantém seus lucros altos e não existe uma política de reforma tributária com taxação de grandes fortunas, por exemplo. O povo brasileiro não pode pagar pela crise”, concluiu Simone. A história faz parte do projeto “Engenheira Eugênia”.

Coletivo de Mulheres Engenheiras lança história em quadrinhos sobre PEC 55

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Mulheres batem um bolão na abertura da 3ª Copa Senge-RJ de Futebol Society

Caio Barbosa

Na manhã de sol do último sábado (15), a bola rolou pela primeira rodada da 3ª Copa Senge - RJ de Futebol Society. O tradicional torneio nesse ano conta com novidades: duas equipes femininas inscritas. Nas últimas edições da Copa somente houve adesão entre os engenheiros. Porém, as engenheiras e outras profissionais agora pedem passagem para mostrar toda habilidade com a bola. No sábado antes da primeira rodada masculina, aconteceu o jogo inaugural entre os dois times formados por mulheres, um verdadeiro show de garra e disposição. Logo em seguida ao jogo feminino, foram realizadas as quatro primeiras rodadas da competição, que é disputada no campo da Associação Atlética Light, no Grajaú.

A cada ano que é realizada a Copa Senge - RJ de Futebol Society, o evento se consolida como uma ferramenta democrática e integradora na categoria dos engenheiros e engenheiras. Nesta edição são mais de 200 profissionais que se confraternizam durante o torneio. Para além das 12 equipes masculinas, o destaque desse ano são as mais de 36 mulheres que se inscreveram para montar as duas equipes femininas.

Esse número expressivo de atletas e a mobilização das engenheiras chamam atenção da diretora do Senge-RJ, Maria Virgínia que destaca a garra das engenheiras em quebrarem os preconceitos, primeiro dentro da profissão e depois no campo, dois espaços de predominância dos homens. “As engenheiras já deram o primeiro passo na vida, ter uma profissão nitidamente masculina, são mulheres acostumadas a enfrentar esse mundo masculino”, destaca Virgínia durante o jogo inaugural da Copa.

Uma das atletas que participou do jogo, foi Gabriele Calcado, engenheira civil que demonstrou total empolgação com os jogos “É a primeira vez que participo desse tipo de evento, achei fantástico para quebrar o preconceito sobre as mulheres tanto na profissão como no futebol. Ótimo também para interagir com as colegas de profissão”, afirmou a engenheira após a partida, durante o famoso terceiro tempo.

Apoio olímpico para valorizar o futebol feminino
Além da busca por mais espaços dentro da categoria, a participação das mulheres na 3ª Copa Senge - RJ, valoriza indiretamente o futebol feminino no país. Nesta edição serão dois times, “Integradas” e “Derivadas” formados por engenheiras e outras profissionais convidadas. Uma delas é Carol, estudante de fisioterapia convidada pela sua irmã para participar. Para ela é fundamental esse tipo de evento na tentativa de acabar com o machismo e valorizar cada dia mais o futebol feminino. Nesse mesmo sentimento, o Senge - RJ convidou a ex-atleta olímpica, Mariza Pires Nogueira, para ser treinadora de um dos times do torneio “Tenho 4 cursos profissionais de técnica de futebol, e abracei o convite, por acreditar na vontade das meninas, quero com a minha experiência ajudar a organizar esse torneio”, comenta Mariza ao falar dos seus 35 anos de envolvimento com esporte e sobre alegria de ajudar as engenheiras, numa luta de valorização do futebol feminino, algo que a ex-jogadora e atualmente técnica sabe o quanto é difícil.

Os atletas do torneio masculino também se empolgaram com a participação das mulheres. Carlos Peçanha, engenheiro de petróleo participou de todas as edições da Copa Senge – RJ avaliou que “O evento vem crescendo e ganhado credibilidade, agora na terceira Copa com a inclusão das mulheres é muito importante. Para que tenhamos espaços para homens e mulheres jogarem”, ele ainda destaca “o futebol feminino no Brasil tem muito para crescer, tem muitas jogadoras com talento e já podemos ver isso aqui”.

Integração cultural e política
Jorge Antônio diretor de eventos do Senge - RJ, acredita que a Copa vem cumprindo seus objetivos que é ser uma articulação profissional, técnica, política e cultura “A ideia central é aproximar os profissionais que estavam longe do sindicato. E agora esse ano a novidade é adesão das mulheres” ele comenta que até a “grande final” haverá em todas as rodadas jogos das equipes femininas, “Serão 4 jogos das mulheres neste campeonato, e a consequência natural é que no próximo ano, tenhamos um torneio somente delas”. Essa também é a torcida de Karine Priscila, engenheira que participa do torneio “Estamos tendo encontros semanais, e vamos ter outros jogos até o encerramento do torneio. E quem sabe nas próximas Copas, não fazemos um campeonato só para as meninas”.

A integração dos atletas também atinge o torneio masculino, o exemplo é que nesse ano a equipe Time Livre, formado por profissionais do TCU participar do torneio. Leandro é jogador da equipe e destacou que o objetivo maior não é ser campeão “Todos querem ganhar o título, mas no meu modo de ver é secundário, o importante é fazer novos amigos e confraternizar”. Ele também acha importante a participação das mulheres, “É muito bom ver as meninas jogando futebol é uma interação muito boa, elas ficam mais amigas, é um espaço importante para todos”.

Nesse sábado além do jogo das mulheres, ocorreu os quatro primeiros jogos das chaves masculinas da Copa. A 3ª edição do torneio é disputada no campo da Associação Atlética Light, aos sábados pela manhã. A final do torneio será no dia 26 de novembro, com um churrasco de confraternização entre os jogadores e jogadoras.

Fonte: Senge-RJ

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Senge-ES convida para lançamento de Coletivo de Mulheres Engenheiras

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo (Senge-ES) institui seu Coletivo de Mulheres no próximo dia 19 de outubro. O lançamento representa um salto na política de gênero para as engenheiras no Estado. O evento será realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-ES), às 19h.

A efetivação do Coletivo de Mulheres no Senge-ES objetiva ampliar a participação das profissionais nas atividades sindicais, bem como nas mesas de negociação. O intuito é pautar cada vez mais questões de gênero nos Acordos Coletivos celebrados e, sobretudo, contribuir e atuar junto das lutas das mulheres trabalhadoras.

“Já estava na hora do Senge-ES instituir um Coletivo que impulsione as discussões de gênero e motivar a participação das mulheres na realidade do trabalho, nas ações e decisões sindicais e nas instancias de poder”, avalia Lúcia Helena Vilarinho Ramos, representante do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo no Coletivo de Mulheres da Fisenge.

A iniciativa complementa ações pela igualdade de gênero já iniciadas. Além de organizar eventos para discutir o assédio moral, no ano passado o Senge-ES aderiu ao movimento da Organização das Nações Unidas (ONU) pela igualdade de direitos e oportunidades de homens e mulheres intitulado #ElesPorElas.

“Temos que atuar pelo respeito às identidades e ao pertencimento. É fundamental que os sindicatos incluam em suas atividades e estatutos instâncias específicas que ampliem o diálogo sobre os direitos das mulheres e acelerem os progressos para alcançarmos a igualdade de gênero”, defende o presidente do Senge-ES, engenheiro Ary Medina.

Evento - O evento terá palestra com o vice-presidente da Fisenge (Federação Interestadual dos Sindicatos de Engenheiros) Roberto Freire e com a desembargadora Federal do Trabalho, Maria Francisca dos Santos Lacerda. Margareth Saraiva, ex-vice presidente do Senge, também irá participar, falando sobre as Engenheiras na retomada do movimento sindical. A diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, fará o lançamento da animação “Lei é para ser cumprida”. O vídeo conta com a personagem Engenheira Eugênia, que é protagonista de histórias em quadrinhos publicadas há mais de três anos pela Fisenge.

Sintonia - A instituição do Coletivo de Mulheres do Senge-ES é passo primordial na capilaridade das ações de igualdade de gênero já consolidadas na Fisenge, que iniciou a efetivação de sua Diretoria da Mulher ainda em 2005. “A criação de um Coletivo de Mulheres aproxima as profissionais do sindicato e amplia o debate sobre cláusulas sociais específicas em Acordos e Convenções Coletivas. As mulheres se reconhecem nos espaços políticos, se empoderam e ocupam os quadros da entidade. Parabenizo a direção do Senge-ES pela iniciativa e afirmo meu apoio a essa construção. A discussão de questões de gênero é responsabilidade de toda a sociedade”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía.

SERVIÇO
- Lançamento do Coletivo de Mulheres do Senge-ES
- Data: 19 de outubro
- Hora: 19h
- Local: auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Espírito Santo (CREA-ES). Av. César Hilal, 700, Edifício Yung, 1º andar. Bento Ferreira, Vitória – ES

Fonte: Senge-ES

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Por ocasião do debate "Novas narrativas na luta pelos direitos das mulheres", realizado pelo Coletivo de Mulheres da Fisenge em julho de 2016 (veja aqui), entrevistamos quatro sindicalistas, que organizaram ou participaram do evento, para recolher impressões sobre o papel das mulheres, hoje, no movimento sindical e na sociedade. Além das sindicalistas, também entrevistamos Ana Terra, de 12 anos, filha da diretora Simone Baía, que mostra que o empoderamento feminino começa desde cedo.

Simone Baía - As mulheres no movimento sindical

Simone é engenheira química e diretora da mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). Na entrevista, fala sobre a importância da criação de instâncias específicas sobre gênero nas entidades de classe. Ela, ainda, reforça sobre a construção de um espaço acolhedor no sindicatos para promover a inclusão e a participação de todas as pessoas. Assista aqui

 

Anna Terra - A importância do empoderamento das mulheres
Anna é estudante, tem 12 anos, e é filha da diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía. Com sonhos pulsando, Anna fala sobre a importância das mulheres em todos os espaços. Na escola, ela percebeu que o ensino dava pouca atenção à história de mulheres lutadoras. Ao lado da mãe, reivindicou o recorte de gênero e, hoje, ela e seus colegas ouvem histórias sobre a luta das mulheres. Assista aqui

Sônia Latgè - Novas linguagens na luta sindical
Dirigente estadual da União Brasileira de Mulheres (UBM), Sônia fala sobre o projeto de tirinhas/animação da "Engenheira Eugênia" e a importância das novas linguagens na construção das lutas sindicais. Assista aqui

 

Virgínia Berriel - Paridade de gênero no movimento sindical
Dirigente da CUT Nacional, Virgínia fala sobre a construção da paridade de gênero nos sindicatos e sobre o projeto Engenheira Eugênia. "A luta da Eugênia perpassa as mulheres engenheiras. É um empoderamento das engenheiras que nós temos de levar também para a base. Para conquistar as telefônicas, as professoras, as bancárias, e tantas outras categorias. Sabemos o quê está em jogo no país hoje: uma luta gigantesca das mulheres por direitos", afirma ela. Assista aqui

 

Silvana Palmeira - Participação das mulheres nas universidades
Silvana, engenheira de alimentos, professora universitária e diretora da Fisenge, fala sobre o aumento da participação de mulheres nos cursos de Engenharia e os desafios enfrentados dentro e fora das salas de aula. "No mercado de trabalho, por exemplo, as estudantes têm dificuldade de conseguir estágio. Mas o que me deixa feliz é saber que elas vieram para ficar. Elas não têm se intimidado, de forma nenhuma. Para conseguir direitos é preciso luta, e as mulheres não têm se acanhado nesse campo", afirma ela. Assista aqui

(Reportagem: Camila Marins/Edição de vídeo: Wesley Prado)

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